O close up do rosto de Barack Obama quando ele abraçou a mulher Michelle, depois do segundo debate presidencial, disse muito. Obama não sorriu e sua expressão grave revelou o peso que deve ter sentido nos últimos dias, quando viu sua reeleição repousar sobre 90 minutos de um debate.

A expressão de alívio dos assessores de Obama nos bastidores da Hofstra University era evidente. O presidente, castigado pela passividade no primeiro confronto com Mitt Romney, há duas semanas, mostrou que é mais efetivo quando decide partir para o ataque.
Obama se comportou como um chefe de Estado quando Romney tentou esticar o tema da Líbia, num dia em que a Secretária de Estado, Hillary Clinton, havia deixado claro que a Casa Branca não esteve envolvida nas decisões sobre a segurança de embaixadas. Virou-se para Romney e disse que suas insinuações eram ofensivas.
Parabéns à mediadora Candy Crowley, que tomou a decisão de não fazer valer todas as regras do debate, impostas pela comissão organizadora em acordo com as duas campanhas. Ela deixou os dois candidatos se enfrentarem diretamente. Obrigou Romney a voltar ao assunto do porte de armas. Interrompeu o presidente com autoridade e checou fatos ao vivo.
E quando Crowley perguntou se, caso a conta fiscal de Romney não feche, como afirmam vários economistas, o candidato reconsidera elevar impostos, a resposta de Romney foi: “É claro que a conta fecha”, mas ele repetidamente evitou explicar como pretende baixar tantos impostos, proteger a classe média e aumentar o orçamento da Defesa em US$ 2 trilhões não solicitados pelo Pentágono.
Uma jovem perguntou a Obama sobre a desigualdade no local de trabalho e ele não só defendeu uma lei que passou mas continuou adiante falando da saúde da mulher e tocou no tema da reprodução, sem falar diretamente em aborto. É bom lembrar que 70% das mulheres solteiras americanas são eleitoras de Obama.
Defensivo. Mitt Romney parecia mais defensivo, diferente do candidato confiante que passou duas semanas surfando numa onda de euforia partidária, com a recuperação nas pesquisas. Prometeu ser duro com a China, promover carvão e petróleo como um leque de opções de energia e atacou Obama sistematicamente como um mau gerente da economia.
E confirmando sua reputação de competitivo jogador de basquete, Obama guardou a cesta mais letal para os dois minutos de conclusão. Depois de dizer que Romney é um bom homem, pai de família e religioso, tocou na ferida dos 47%: o vídeo gravado secretamente em maio passado em que Romney aparece dizendo que quase metade dos americanos não importam porque não pagam impostos e querem favores do governo. Com elegância e firmeza, Obama argumentou como devia ter feito no primeiro debate: o que se pode esperar de quem pensa assim?
A primeira reação na mídia americana mostra comentaristas republicanos dando boa nota para Obama e os democratas quase eufóricos dizendo: o Obama eloquente de 2008, o presidente que passou o seguro saúde voltou. O último debate, na próxima segunda-feira, 22, vai se limitar à política externa, o que favorece o ocupante da Casa Branca, especialmente um que está trazendo soldados para casa e mandou matar Osama bin Laden.
Mas, ainda que as pesquisas voltem a registrar o impacto do debate, até o fim da semana, a eleição americana, no dia 6 de novembro, dificilmente será decidida pelos três confrontos de 90 minutos.

Barack Obama caminha com Chefe de Gabinete Jack Lew num intervalo do ensaio para o debate em Williamsburg, Virginia (Foto Pete Souza/ Casa Branca)
Num ano em que a TV americana luta para se manter relevante diante do assalto das mídias digitais, em que os jovens cada vez mais abandonam a TV ao vivo, o segundo debate presidencial deve bater recorde de audiência e justifica todas as metáforas esportivas. E, para aumentar o suspense, não são só os dois candidatos, Mitt Romney e Barack Obama, que são tratados como pugilistas. A mediadora e veterana jornalista Candy Crowley, da CNN, já comprou briga e avisou que não vai acatar as regras rígidas impostas pela Comissão de Debates Presidenciais, uma fundação sem fins lucrativos criada em 87 e financiada por corporações bastante lucrativas. Só em 92 a comissão escalou a primeira mulher, Carole Simpson, também a primeira negra americana a ancorar um telejornal de rede, para mediar um debate presidencial, o famoso confronto entre George Bush pai, Bill Clinton e o bilionário histriônico Ross Perot.
A revista Time revelou hoje um memorando de entendimento entre as duas campanhas e a Comissão, um documento de bastidores que revela a preocupação em controlar a atmosfera do debate. Um ítem que trata do papel de Candy Crowley no debate estilo town hall, com perguntas da platéia, determina que a jornalista não deve dar sequência a perguntas. Ora, disse Crowley, se um membro do público perguntar sobre maçãs e o candidato responder sobre laranjas, vou cobrar, sim.
Os participantes do debate foram selecionados apenas entre os eleitores indecisos, esta parte da população que decididamente desafia a nossa credulidade ao se declarar em cima do muro depois de dois anos de campanhas e candidatos com diferenças que afetam radicalmente a vida de cada americano. Vamos ver se o formato engessado dos debates dificilmente resiste a mais uma eleição.
Vantagens e perigos: Barack Obama detesta debates e gosta de falar para platéias. Mas ele já desperdiçou a chance, no primeiro debate, de denunciar as falsidades proferidas por Mitt Romney diante de 67 milhões de americanos. No formato de hoje, Obama não pode olhar para Mitt Romney e dizer, a conta do seu plano fiscal não fecha. Mitt Romney, que passou a maior parte da campanha ridicularizado como um cyborg, tem se sentido mais à vontade depois de seu bom desempenho contra Obama e mostra mais energia com a subida nas pesquisas. Ele precisa relaxar diante da platéia sem parecer falso como a sua repentina virada para o centro.
O efeito do primeiro debate na campanha, quando Barack Obama surpreendeu até os adversários com sua apatia, tem sido exagerado pela mídia, dizem especialistas em pesquisas de opinião. Obama já apresentava uma ligeira queda antes do debate de Denver e Romney já perdeu um pouco a vantagem pós-debate. Na contagem Estado por Estado, a que decide a eleição por causa dos números do Colégio Eleitoral, a vantagem continua com presidente. Se Obama conseguir superar seu desprezo pelo que considera um triste espetáculo, ele tem chances de reparar o estrago que fez, sozinho, na própria campanha.
O sociólogo Todd Gitlin, um dos fundadores do movimento estudantil na década de 60 e hoje diretor da pós-graduação em jornalismo da Universidade de Columbia, diz que o movimento Occupy, embora disperso, mudou o diálogo político americano em 2012.
A seguir, a conversa com o autor de Occupy Nation: The Roots, The Spirit and The Promise of Occupy Wall Street (Nação Occupy: As Raízes,o Espírito e a Promessa de Occupy Wall Street).

Randy Newman (Foto: Cortesia Nonseuch Records)
Ele já tratou de jecas (Rednecks) e baixinhos (Short People). Compôs canções para The Natural, Ragtime, Toy Story e Monsters, Inc. Coleciona 2 Oscars, 6 Grammys e dezenas de indicações, como um dos mais celebrados compositores do cinema americano.
Agora, Randy Newman resolveu apontar para o elefante na sala e cantar sobre a presença do racismo na eleição presidencial.
“I’m dreaming of a white President / Just like the ones we’ve always had” (“Estou sonhando com um presidente branco/ Como os que sempre tivemos”), canta Newman em “I’m Dreaming”. Parte da força do compositor vem das melodias doces que acompanham letras cheias de sarcasmo. A gravadora Nonesuch oferece a canção I’m Dreaming (referência a White Christmas, de Irving Berlin) grátis para download.
“I’m Dreaming”
George Washington was a white man
Adams and Jefferson too
Abe Lincoln was a white man, probably
And William McKinley the whitest of them all
Was shot down by an immigrant in Buffalo
And a star fell out of heaven
I’m dreaming of a white President
Just like the ones we’ve always had
A real live white man
Who knows the score
How to handle money or start a war
Wouldn’t even have to tell me what we were fighting for
He’d be the right man
If he were a
I’m dreaming of a white President
Someone whom we can understand
Someone who knows where we’re coming from
And that the law of the jungle is not the law of this land
In deepest darkest Africa nineteen three
A little boy says, “Daddy, I just discovered relativity.
A big eclipse is coming
And I’ll prove it. Wait and see!”
“You better eclipse yourself outta here, son
And find yourself a tree
There’s a lion in the front yard
And he knows he won’t catch me.”
How many little Albert Einsteins
Cut down in their prime?
How many little Ronald Reagans
Gobbled up before their time?
I don’t believe in evolution
But it does occur to me,
What if little William Howard Taft had to face a lion
Or God forbid, climb a tree?
Where would this country be?
I’m dreaming of a white President
Buh buh buh buh
‘Cause things have never been this bad
So he won’t run the hundred in ten seconds flat
So he won’t have a pretty jump shot
Or be an Olympic acrobat
So he won’t know much about global warming
Is that really where you’re at?
He won’t be the brightest, perhaps
But he’ll be the whitest
And I’ll vote for that
Whiter than this?
Yes
Whiter than this?
Yes
Whiter than this?
Yes
Whiter than this?
Oh yeah
Depois da reação à esta coluna, Abaixo o Diploma de Jornalismo, antes de escrever A Guerra dos Canudos, fui ao campus de uma das melhores escolas de jornalismo das Américas. Veja o que pensam alguns dos novos alunos do mestrado de jornalismo impresso.
Atualização pós-comentários: Este vídeo não é uma reportagem. É a amostra de um encontro espontâneo e não planejado que tive com um grupo de recém-matriculados no mestrado de jornalismo impresso na Universidade de Columbia e serve como complemento a uma coluna de opinião. Nem todos falaram para a câmera mas todos eram contra o diploma e estão pagando US $ 50.000 de anuidade para fazer pós-graduação em jornalismo o que, a meu ver, constitui uma amostra expressiva.

Caso típico de voz mais reconhecida nos EUA do que em sua própria terra, Luciana Souza ressurge com dois CDs
Não é fácil conversar com Luciana Souza e ao mesmo tempo ouvir seu novo CD The Book of Chet, uma visita ao repertório do grande trompetista e cantor Chet Baker. A voz impecável que transformou a clássica Forgetful num lamento hipnótico (“como uma cadeira de balanço,” diz) não parece pertencer à mesma artista que fala com urgência e sem hesitação. A mesma artista que achou por bem lançar não um mas dois CDs no próximo dia 28 de agosto. O segundo, Duos III, encerra a celebrada série de violão e voz que deu à paulista radicada em Los Angeles duas de suas quatro indicações para o Grammy.
O lançamento duplo marca a volta de Luciana à gravadora Sunnyside, onde ela se projetou nos Estados Unidos com o Brazilian Duos, em 2002. Na última década, Luciana testou sua definição como jazzista, gravando repertório erudito com orquestras sinfônicas e compondo com o marido e premiado produtor musical Larry Klein, com quem colabora nos novos álbuns. Luciana perdeu o pai, o pioneiro da bossa Walter Santos, em 2008, e a mãe, a poeta e produtora musical Teresa Souza, em 2009. Os dois foram figuras seminais da música instrumental brasileira, à frente do selo Som da Gente, e Luciana reconhece que a sua MPB é a que recebeu dos pais e levou na bagagem quando embarcou ainda adolescente para estudar em Boston. O Duos III traz de volta os incomparáveis Romero Lubambo e Marco Pereira e realiza um sonho de Luciana: gravar com Toninho Horta. “Nós nos conhecemos às 5 da tarde e às 9 da noite já tínhamos gravado Pedra da Lua e Beijo Partido,” lembra a musicista, para quem o tempo pode acomodar a torrente de palavras que a repórter mal consegue anotar. Ou pode ser um espaço minimalista onde o som é tão irresistível “que a gente nem se mexe.”
Ouça duas músicas dos cd’s ineditos de Luciana Souza:
Pedra da Lua, de Toninho Horta e Cacaso, do cd Duos III, com Toninho Horta na guitarra.
Forgetful, de George Handy e Jack Segal, de The Book of Chet, Larry Koonse na guitarra.
Entrevista exclusiva de Lucianas Souza ao C2 + Música
Por que você decidiu lançar os dois CDs ao mesmo tempo?
Traço vários paralelos entre o Duos III e o Book of Chet. A ligação mais direta que eu vejo é a do João Gilberto com o Chet Baker. Meu pai lembrava que, em Juazeiro, na Bahia, tocava Chet no coreto. A emoção do Chet existe mas é contida, é a emoção que a gente encontra na bossa nova, tem amor mas não tem dramalhão. É a melancolia e o lirismo, expressivos de uma emoção muito pessoal. Para mim, foi muito fácil gravar os dois CDs juntos. As canções são muito simples, são dois discos de cover. Quem ouve já tem suas referências e eu faço a minha leitura.
Em 2006, você deixou a independente Sunnyside, pela gravadora Universal, onde lançou The New Bossa Nova (2007) e Tide, este indicado para um Grammy em 2010. O que fez você voltar para a gravadora menor, do François Zalacain ?
Nós fomos jantar aqui em Los Angeles, no ano passado. O François foi como um pai para mim e a Sunnyside sempre me faz sentir em casa. Ele perguntou o que eu queria fazer e ele mesmo completou a minha frase: Duos III. Expliquei que queria gravar e lançar o CD do Chet Baker junto mas avisei que já tinha um repertório na cabeça, não queria gravar sucessos como My Funny Valentine. Logo mandei os dois orçamentos e pedi para ele ler com uma taça de vinho na mão. Ele suspirou e disse, vamos em frente. Com o François, é tudo muito claro, não há intermediários.
Como você decidiu o repertório do Duos III e incluiu até uma música que pode surpreender, como Mágoas de Caboclo?
Mágoas do Caboclo para mim era importante, eu ouvia de Orlando Silva quando era pequena e, pouco antes de morrer, meu pai me deu de presente um box set do Orlando Silva. Eu tinha saudade do meu pai e ficava ouvindo. É uma seresta, um gênero que eu não costumo cantar, um pouco na linhagem de outras faixas como Chora Coração, do Jobim, e As Rosas Não Falam, do Cartola. O Larry chegou a perguntar “tem certeza que quer incluir?” É um fraseado que tem ritmo mas não tem groove. A minha MPB é a de quem saiu do Brasil há 27 anos. Não estou numa missão, mas pertenço a esta tradição de voz e violão que continua. Faço mais uma leitura informada por jazz em, por exemplo, Doralice. É o que faz um músico de jazz quando grava um standard. Eu não tenho uma relação forte com o que está sendo lançado agora. A minha música brasileira é marcada pela memória do meus pais, eu fui embora ainda em formação. Meu conhecimento de samba é de quem ouviu o João Gilberto cantar samba. Podem me criticar, dizer que gravo música antiga, mas sei que não sou uma Elis Regina lançando compositores.
Mais uma vez, você escolheu a gravação ao vivo no estúdio para o Duos III. O diálogo voz e violão se presta especialmente a esta forma de gravar?
Sim, há uma transparência absurda. Com o piano você sustenta o som, com o violão não tem isso. O desaparecer do som é mais rápido. Minha forma de cantar mudou muito, eu já consigo sustentar mais notas, como faço em Dindi. Cantar é ar, é coisa abstrata , quando acaba, acabou.
Você já se interessava pelo Chet Baker desde que morava em Boston?
Sim, eu explorei muito o repertório do Chet no começo dos anos 90. Adorava os solos de scat dele, tinham poucas consoantes. O Chet evoca quase um conforto com a solidão e a melancolia. É interessante ocupar este espaço de tristeza, como parte da minha humanidade. Sentar neste canto e dizer, está bem ficar aqui. A tristeza do Chet é muito mais expressiva para mim do que a dor gritada. Ele e o João Gilberto têm esta capacidade de levar você para um lugar da canção, um novo espaço, sem ornamento. É como se os dois aspirassem todo o ar e ficasse só o som deles e você não se desprende até a canção acabar.
Uma faixa que ilustra o que você diz é Forgetful. A impressão que dá é que você está testando a resistência das notas. O resultado é hipnótico.
Sim, acho que estou testando também a paciência de quem ouve! Passamos 3 dias só gravando balada no estúdio, a gente ia reduzindo o metrônomo. O único overdub de bateria foi gravado ao vivo. O Larry dava instruções claras sobre os arranjos. O desafio é contar a história com menos recursos. E o Larry dizia “menos, menos ainda.” Em Forgetful, o guitarrista Larry Koonse faz acompanhamento arpegiado, é um ostinato que parece uma cadeira de balanço. E me traz de volta à bossa nova.

“Gravadora para mim não é um negócio.” O produtor que fez Luciana se sentir em casa nos Estados Unidos.
Numa noite de 2007, na plateia de um clube nova-iorquino, ganhei um abraço de François Zalacain, o fundador da gravadora Sunnyside. Zalacain é francês e não é dado a arroubos efusivos mas ele não conseguia se conter, depois de ouvir João Donato pela primeira vez, ao vivo. A euforia do produtor me ajudou a entender a motivação por trás de sua gravadora, que completa 30 anos com um catálogo excepcional de artistas, como Luciana Souza, o líder de orquestra Guillermo Klein e o saxofonista Chris Potter.
Zalacain acaba de abrir os braços para sua filha pródiga, Luciana Souza, a cantora paulista que mudou a história da Sunnyside com a primeira indicação para o Grammy, em 2002. “Até então”, lembra ele, “nós nem prestávamos atenção no Grammy, era uma competição fora do nosso alcance.”
Além da admiração, Zalacain deposita uma confiança artística em Luciana que resulta em gravações como Neruda, de 2004. O álbum, um recital de piano e voz com os versos do poeta chileno em inglês sobre canções compostas por Luciana, dificilmente sairia de uma gravadora maior e continua a ser um dos mais aclamados trabalhos da artista.
Sobrevivente numa indústria devastada pela pirataria e pelos efeitos da tecnologia digital, Zalacain contempla a paisagem da indústria com ceticismo gálico. Diz que voltamos ao século 19, quando os músicos encontravam seu público ao vivo. Com o fim das lojas de discos, as salas de concerto se tornaram pontos de venda de CDs.
Pergunto a Zalacain se ele teria coragem de fundar uma gravadora em 2012. “Sim, porque para mim não é um negócio,” diz. “É uma insensatez começar uma gravadora para ganhar dinheiro.” / L.G.
Um homem confessou nesta quinta-feira ser o assassino do menino Etan Patz. O desaparecimento de garoto de 6 anos, no bairro nova-iorquino do Soho, em 1979, provocou uma onda nacional apreensão sobre a segurança das crianças.
Pedro Hernandez, de 51, que trabalhava numa bodega perto do edifício da família Patz, foi preso na quarta-feira, em Nova Jersey. Ele disse que estrangulou o menino e colocou o corpo numa caixa que foi abandonada em Manhattan e desapareceu.
Etan Patz (Foto Cortesia NYPD)
Paltz foi raptado no primeiro dia em que sua mãe permitiu que ele caminhasse sozinho para a escola. Na década de 80, as embalagens de leite nos Estados Unidos passaram a estampar rosto fotos de crianças desaparecidas e o Congresso passou leis para atacar raptos de crianças.
Em 33 anos de mistério, uma teia de pistas frustradas e suspeitos confundiu gerações de investigadores nova-iorquinos. Em 2010, o recém-eleito promotor público de Nova York, Cyrus Vance Jr., decidiu reabrir o caso. O Prefeito Michael Bloomberg alertou para o fato de que a investigação não está encerrada e a polícia nova-iorquina não acusou Hernandez formalmente pelo assassinato.
Ouça a conversa com Mia Bruscato sobre o caso Ethan Paltz, na rádio Estadão ESPN.
A Chicago que recebe dezenas de líderes mundiais para a cúpula da OTAN é a cidade que abrigou o primeiro arranha-céu americano, no século 19, e se tornou lendária como o território de Al Capone, nos tempos da Lei Seca. Um novo livro explora as origens da Chicago moderna.
Veja por que a cúpula da OTAN, neste fim de semana, é a mais difícil da Aliança criada depois da Guerra Fria.
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