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26/VII/11

Livio Oricchio, de Nice

Logo depois da queda de Aldo Costa, diretor-técnico da Ferrari, em seguida ao fracasso no GP da Espanha, quando Fernando Alonso, quinto, tomou uma volta do vencedor, Sebastian Vettel, da Red Bull, o projetista-chefe da equipe italiana, o grego Nikolas Tombazis, disse que a mudança lhe daria, finalmente, “liberdade para colocar suas idéias em prática”.

O conservadorismo de Costa refletiu-se com perfeição no modelo desta temporada, 150 Italia. E o que Tombazis declarou parece fazer mesmo sentido. Foram as novidades coordenadas por ele e introduzidas após a dispensa de Costa que tornaram o carro de Fernando Alonso e Felipe Massa bem mais veloz e equilibrado, a ponto de o espanhol vencer o GP da Grã-Bretanha e poder pensar com seriedade em ganhar a prova de Budapeste, domingo, 11.ª do calendário.

A saída de Costa abriu caminho para o inglês Pat Fry assumir o cargo. Fry é um técnico que se formou na McLaren. E anda pelo paddock atrás de reforçar a área de engenharia da Ferrari. Já tirou da McLaren, com quem trabalhava, dois técnicos respeitados de segundo escalão: o indiano Rupad Darekar, especialista em aerodinâmica, e  grego Ioannis Veloudis, para reforçar o departamento de estudo aerodinâmico virtual, o chamado CFD.

As ideias progressistas de Tombazis e a visão mais ampla e pluralista de Fry, que chega com conhecimento de outra grande escuderia da competição, mais de já gerar resultados permitem à Ferrari sonhar com um futuro mais promissor. O próprio presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, cobrou mais ousadia de seus técnicos: “Há quanto tempo não vemos uma solução lançada em nossos carros e depois copiada por nossos concorrentes?”.

Stefano Domenicali, diretor da equipe, lembrou depois da vitória de Alonso em Silverstone: “Como em 2012 o regulamento será, essencialmente, o deste ano, mas com a proibição do escapamento aerodinâmico, os avanços incorporados nos projetos em uso poderão ser repassados para os de 2012”. Portanto, o investimento na evolução do 150 Italia prosseguirá até as etapas finais.

Alonso melhorou seu humor nas últimas semanas. Antes de renovar seu contrato com a Ferrari até o fim de 2016, à véspera do GP da Espanha, recebeu garantias de mudança de Domenicali. A principal: reestruturação da área de projeto. E está mesmo em curso. Fry busca, agora, um projetista para trabalhar ao lado de Tombazis, a fim de implantar modelo semelhante ao da McLaren, em que os projetistas de alternam na coordenação dos projetos, um cada ano.


Felipe Massa conversa com Nikolas Tombazis nos treinos pela Ferrari, no começo do ano

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18/VII/11

Livio Oricchio, de Nice

Amigos:

Nos últimos  dias corri para todos os lados, aqui na França, resolvendo uma série de questões pessoais, normais de um cidadão que vive fora de seu país de origem. Sei que há várias perguntas no ar no blog. Amanhã pretendo responder a maioria. Em especial explicar em detalhes como funciona o escapamento aerodinâmico nas frenagens. Na prova de Silverstone me submeti a um curso intensivo sobre o tema com minhas fontes. Aprendi bastante coisa.

Enquanto isso, redigi esse texto ontem à noite, depois de boa sacada do nosso editor, Alec, que me perguntou há quanto tempo não ocorria de as equipes principais não substituírem seus pilotos por três temporadas seguidas. Fiz a pesquisa no Guia Marlboro e descobri que isso nunca aconteceu. É mesmo uma estabilidade histórica.

Abraços!

O texto:

A história da Fórmula 1 mostra que entre pilotos e equipes tudo pode ocorrer. Os contratos nem sempre representam garantia de alguma coisa. Mas depois de nove etapas disputadas, este ano, já é possível se projetar, com elevada probabilidade de sucesso, a formação pilotos-equipes em 2012.

A manutenção das duplas atuais entre as quatro grandes, Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes, como parece bem provável, representará um marco histórico. Pois será a terceira temporada seguida sem troca entre os que lutam pelas primeiras colocações, situação ainda não experimentada pela Fórmula 1 envolvendo as suas quatro melhores escuderias.

O fim de semana em Nurburgring, na Alemanha, quando será disputado o GP da Alemanha, décimo do calendário, pode começar a revelar de forma mais definitiva a cara da Fórmula 1 na próxima temporada e essa característica de estabilidade inovadora. Com a proibição de treinos particulares, os pilotos quase não mais se deslocam até a sede de suas escuderias. Por isso parte das conversas sobre seu futuro ocorre nos dias de competição.

Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes apenas em 2013, quando os contratos de alguns de seus pilotos vai expirar e haverá substancial revisão do regulamento, os substituirão. Sebastian Vettel seguirá na Red Bull e Fernando Alonso na Ferrari. Os demais seis pilotos, Mark Webber, Lewis Hamilton, Jenson Button, Felipe Massa, Nico Rosberg e Michael Schumacher, não têm contrato para depois de 2012.

Se havia dúvida a respeito dos pilotos da atual campeã do mundo, a Red Bull, em 2012, seu proprietário, Dietrich Mateschitz, esclareceu quarta-feira. “Vamos renovar com Mark Webber”, disse o austríaco. A dupla da Red Bull para 2012 será a mesma de hoje, Vettel-Webber.

Na Ferrari, tanto Fernando Alonso quanto Felipe Massa têm compromisso assinado para o ano que vem. Os rumores sobre a saída de Massa não procedem. Seria necessário que nas próximas corridas Massa cometesse erros seguidos ou apresentasse desempenho bastante fraco, sem marcar pontos com regularidade, para Stefano Domenicali pensar em substituição. Não é impossível, mas pouco provável.

Quanto a Rubens Barrichello, Adam Parr, diretor da Williams, já adiantou que deseja renovar seu contrato. Frank Williams, também. Rubinho, por sua vez, também já manifestou interesse em permanecer na Williams. “Estão reestruturando a equipe na sua base. E vão correr de motor Renault. É uma bela opção.”

Lewis Hamilton afirmou ao Estado, na China “Em 2012 não saio da McLaren, tenho contrato. Depois, nunca se sabe”. O outro piloto da McLaren, Jenson Button, não tem compromisso, ainda, para 2012. Está negociando. “Há interesse dos dois lados em acertarmos tudo”, disse, em Valência. Button deve renovar com a McLaren.

Michael Schumacher, até demonstrando certa irritação, afirmou na coletiva de Silverstone, há dez dias: “Quantas vezes tenho de dizer que assinei com a Mercedes por três anos e irei cumprir meu contrato?”. O próximo campeonato é o último. Mesmo com 43 anos, em 2012, continuará sendo o companheiro de equipe de Nico Rosberg na Mercedes. Rosberg já tem compromisso com o time alemão.

Na Renault, se provar que está recuperado Robert Kubica será o número 1. Já Vitaly Petrov vai ter de contribuir com bem mais dinheiro de hoje para permanecer. Kamui Kobayashi e Sergio Perez ficam na Sauber, têm contrato, enquanto na Toro Rosso Sebastian Buemi ou Jaime Alguersuari cederá a vaga para Daniel Riccardo, hoje na Hispania. Nas demais escuderias as indefinições são ainda grandes.

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29/VI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

Até o primeiro pit stop do GP da Espanha, na 10.ª volta de um total de 66, Fernando Alonso, da Ferrari, liderou a corrida no Circuito da Catalunha. Largou em quarto e, na melhor manobra até agora este ano, subiu para a primeira colocação, ultrapassando Lewis Hamilton, da McLaren, terceiro no grid, Sebastian Vettel, Red Bull, segundo, e o pole position, Mark Webber, da Red Bull.

A Pirelli levou para Barcelona os pneus macios e os duros. Mas uma nova versão dos duros em razão de a anterior, utilizada no GP da Turquia, apresentar desgaste elevado, “acima do esperado”, como definiu Paul Hembery (foto), diretor da empresa italiana. Os novos duros eram, de fato, mais duros. E pneus confeccionados com composto de borracha mais duro tendem a expor mais a capacidade de os carros gerarem aderência aerodinâmica e mecânica. Uma espécie de hora da verdade para os projetos.

O que se assistiu na Espanha foi o que Fernando Alonso e Felipe Massa sinalizam desde a prova de abertura do Mundial, em Melbourne: “Não produzimos a mesma pressão aerodinâmica da Red Bull”. Alonso deu mais detalhes: “Enquanto a maior parte da aderência veio dos pneus, no caso os macios, que a 150 Italia aceitou bem, meu ritmo foi bom. Mas foi só passar para os duros que, de repente, tornei-me mais de um segundo mais lento que Vettel.”

Dia 10 de julho será disputada a nona etapa do calendário, o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, cujo traçado apresenta curvas longas e velozes, guardando alguma semelhança com trechos das pistas de Istambul e Barcelona. Por esse motivo, a Pirelli informou, hoje, que as equipes vão dispor dos mesmos pneus do GP da Espanha: macios e duros. E os mesmos duros que fizeram Alonso perder tanto rendimento que, na bandeirada, cruzou uma volta atrás do vencedor, Vettel, o mesmo que manteve atras de si nas dez primeiras voltas, quando liderou a corrida diante da sua torcida.

Paul Hembery comentou ter ouvido as equipes a respeito da escolha. E ela representa, segundo explicou, não apenas a opção técnica da Pirelli, mas os interesses dos times. “A fim de maximizar as oportunidades de estratégia”, explicou o inglês.

Depois de Alonso levar uma volta de Vettel em Barcelona, Stefano Domenicali conversou com a direção da Pirelli a fim de literalmente pedir que a empresa italiana repensasse sua opções de pneus duros dali para a frente. O modelo 150 Italia simplesmente não funciona com os duros versão do GP da Espanha.

Por tudo isso, o anúncio de hoje demonstra:

Primeiro: A isenção da Pirelli, em completa oposição ao que se chegou a falar quando a FIA divulgou, há um ano, que a marca italiana substituiria a Bridgestone como fornecedora de pneus da Fórmula 1:  poderia privilegiar a italianíssima Ferrari.

Segundo: Procede a informação dada por Hembery. Todas as equipes têm exatamente o mesmo contrato com a Pirelli, no valor de 1 milhão e 250 mil euros, com os mesmos espaços publicitários, direitos e obrigações.

Terceiro: A Ferrari vive outra realidade hoje na Fórmula 1. Não tem mais o poder que possuía na maior parte dos quase 20 anos de Max Mosley na presidência da FIA. Para a saúde da competição. Enganam-se muito os que acreditam provir da casa de Maranello a iniciativa de forçar a revisão das regras do jogo, a partir de Silverstone, com a proibição do escapamento aerodinâmico. Esse é outro capítulo que abordarei oportunamente.

A Ferrari já usou em Valência uma suspensão traseira que visa a melhorar a eficiência dos pneus duros. Nessa corrida, os médios assumiram o papel dos duros e, como disseram Alonso e Massa, o carro reagiu de forma surpreendentemente bem. Mas os duros de Silverstone serão  os verdadeiros duros. Dessa forma, é pouco provável que o modelo 150 Italia, de repente, passe a aceitá-los bem, a ponto de encarar a McLaren. A Red Bull seria quase impossível.

Abraços!

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27/VI/11

Livio Oricchio, de Valência

  Depois de oito etapas realizadas, Sebastian Vettel, da Red Bull, lidera com 186 pontos diante de 109 de Jenson Button, McLaren, e Mark Webber, Red Bull, empatados. São nada menos de 77 pontos de diferença. Como a cada prova o vencedor soma 25 pontos, Vettel poderia não disputar as três próximas corridas, Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria, Button ou Webber vencerem as três, que mesmo assim regressaria à competição, na Bélgica, como líder. A pergunta mais feita, hoje na Fórmula 1, é: em que GP o alemão da Red Bull definirá o bicampeonato?

  “Como acredito que essa diferença vai crescer, apostaria que em Suzuka Vettel feche a temporada”, diz o diretor esportivo da Renault, Steve Nielsen. O GP do Japão, dia 09 de outubro, será o 15.º do calendário que terá 19 etapas. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, disse domingo, em Valência, que Vettel “será com certeza campeão”, mas não deu palpite em que prova. “Ele e Lewis (Hamilton) são os melhores dessa nova geração.”

  Flavio Briatore, ex-diretor da Benetton e Renault, falou em entrevista à rádio Montecarlo que Vettel seria campeão em Monza. Para isso, o alemão de apenas 23 anos teria de abrir uma diferença de 150 pontos para o concorrente mais próximo, pois após a corrida de Monza, 13.ª do Mundial, dia 11 de setembro, serão disputadas ainda mais seis. Vettel deveria ter, portanto, o dobro da diferença de hoje. É bem pouco provável.

  Para o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, é preciso esperar o que vai acontecer depois da próxima etapa, dia 10, em Silverstone, quando o escapamento aerodinâmico será proibido. “Poderá haver uma mexida na ordem de forças que vimos até agora. Reconheço, contudo, que Sebastian tem uma vantagem considerável.” E a situação pode tornar ainda mais favorável para a Red Bull se a previsão de Hamilton proceder, como muitos acreditam: “Sem o escapamento aerodinâmico vamos perder muito”, disse em Valência, domingo.

  A McLaren só deu um passo de gigante no seu desempenho, este ano, quando levou o carro para a abertura da temporada, em Melbourne, com o recurso, não utilizado nos testes. “Dispomos de outro carro”, afirmou Button, na Austrália. O caso da Mercedes é semelhante. Se essa tese for comprovada, em vez de a FIA estender a luta pelo campeonato, como pretende com a mudança da regra, poderá dar um tiro no próprio pé. Quem perderia mais seriam os adversários da Red Bull e não a equipe de Vettel e Webber.

  A exemplo do diretor esportivo da Renault, Rubens Barrichello, da Williams, também considera mais provável que Vettel defina o título no GP do Japão. “Ele tem de aumentar a diferença para 100 pontos, o que é possível nessa projeção.” E para Felipe Massa, Ferrari, Vettel terá de realizar uma proeza para perder o título: “Terá de aprontar muito, mas muito mesmo”. A corrida de Silverstone, dia 10, responderá se a definição do Mundial será apressada ou retardada. De qualquer forma, parece pouco provável que passe da etapa de Suzuka.

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11/VI/11

Livio Oricchio, de Montreal

A reestruturação iniciada na Ferrari, com a dispensa do diretor técnico Aldo Costa, depois do GP da Espanha, deve se estender a outras áreas. E os rumores apontam até mesmo por uma mudança do diretor geral, o sempre solícito e equilibrado Stefano Domenicali.

Nessa entrevista exclusiva ao Estado, ontem em Montreal, onde hoje será disputada a sessão de classificação do GP do Canadá, Domenicali responde objetivamente se teme ser substituído: “Não. Honestamente não tenho nenhum receio”.

E como não poderia deixar de ser, aborda a delicada questão Felipe Massa, de contrato assinado para a próxima temporada, mas com desempenho bem abaixo do companheiro, Fernando Alonso. “O problema de Felipe é de autoconfiança”, define. “Este ano é fundamental para sua carreira, digo como piloto, não como piloto da Ferrari.”

Estado (E) – Para você, o campeonato deste ano já acabou e Sebastian Vettel e a Red Bull já são os campeões? E o que a Ferrari está fazendo para produzir carros que não estejam aquém da concorrência?

Domenicali (D) – As próximas duas ou três corridas serão decisivas. Elas nos dirão se podemos pensar, ainda, em algo neste ano ou se valerá mais a pena nos concentrarmos no projeto de 2012. Estou otimista, mas também sou realista. A Red Bull está muito bem. (Vettel lidera o Mundial depois de seis etapas com 143 pontos enquanto Alonso, quinto colocado, soma 69.) Quanto a mudanças, já fizemos uma (a saída de Costa). Mais, vamos ver. (Sabe-se que a Ferrari está tentando contratar técnicos de comprovada capacidade de outras equipes).

E – Há um temor no Brasil de que Felipe Massa pode ser dispensado pela Ferrari no fim do campeonato, por causa dos fracos resultados. Procede?

D – Felipe quer oferecer bem mais do que tem feito, estamos sempre juntos, conversamos bastante. Não há diferença de tratamento dentro do time e ele sabe disso. O que acontece é que Felipe é mais sensível a esses carros sem elevada aderência. Suas dificuldades são amplificadas com a característica desses carros. O importante é as pessoas entenderem que não há pressão sobre ele e sim apoio total. Sabemos que pode ser mais rápido. Em determinadas circunstâncias, até mais de Fernando. Mas é preciso ter autoconfiança. A Ferrari é sempre leal e tem paciência. Agora, Felipe tem de resgatar sua autoconfiança como piloto, para o próprio futuro da sua carreira.

E – E se ele não corresponder a esse apoio e paciência citados por você?

D – Aí vamos ver. (Nesse momento, o assessor de imprensa da Ferrari, Luca Colajanni, lembra que o presidente da empresa, Luca di Montezemolo, afirmou, recentemente, que Massa tem contrato para 2012 e não há dúvida de que o compromisso será cumprido. Na conversa, Domenicali não se esquivou de dizer: “Fernando é a referencia da equipe”. E dá a entender que as dificuldades de Massa estão relacionadas a compartilhar a escuderia com um superpiloto como Alonso, capaz de desestabilizar, pela competência, seus companheiros).

E – A revista italiana Autosprint publicou que vocês procuraram Nico Rosberg.

D – Eu li. Posso garantir 100% que não tivemos nenhum contato.

E – O contrato das equipes com a FOM termina no fim do ano que vem. Como você vê o futuro da Fórmula 1?

D – O momento é muito importante. Se não decidirmos juntos, agora, pagaremos um preço alto no futuro. (A Ferrari defende abertamente completa revisão de quase tudo o que faz Ecclestone). Um grande espetáculo se faz com grandes atores. Por isso será importante trazer as montadoras de volta. (Hoje, com envolvimento direto, há apenas a Fiat e a Mercedes).

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