24/VII/11
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Nurburgring
Nas primeiras etapas do campeonato, Sebastian Vettel e Mark Webber, a dupla da Red Bull, impuseram diferenças desmoralizantes para os adversários nas definições do grid. E até agora, nas dez sessões de classificação realizadas, conquistaram todas as pole positions. Até a primeira metade da temporada, o GP da Grã-Bretanha, nono do calendário, Vettel havia obtido seis vitórias e três segundos lugares.
Mas já em Silverstone, há duas semanas, ficou claro que Ferrari havia encostado de verdade, a ponto de Fernando Alonso vencer num traçado que, em princípio, deveria ser favorável à Red Bull. Ficou no ar a dúvida do quanto a proibição do escapamento aerodinâmico prejudicou seu desempenho.
Ontem, no GP da Alemanha, nova demonstração de a concorrência ter se desenvolvido mais que a Red Bull. Webber foi terceiro e Vettel, apenas quarto. Pior: disseram que não havia mais o que tirar do modelo RB7-Renault.
As declarações de Vettel e Webber ganham ainda mais dimensão quando se tem em conta que no fim de semana, em Nurburgring, o escapamento aerodinâmico voltou a ser utilizado pelas equipes, depois de acordo com a FIA. E o recurso representa um dos pontos de vantagem da Red Bull sobre os adversários. Esperava-se que, com o seu retorno, a escuderia austríaca voltasse a ser muito rápida. Não foi o que aconteceu.
“Não estou satisfeito. Vimos que McLaren e Ferrari foram mais rápidas do que nós hoje. Não consegui um bom equilíbrio no carro em nenhum momento. O meu quarto lugar era o máximo possível”, afirmou Vettel, abatido. “A hora é de trabalharmos mais, recuperar o terreno perdido.”
Webber lembrou um aspecto importante: “Os pontos são concedidos aos domingos, não aos sábados. Somos muito rápidos na classificação, mas vimos já em Silverstone, circuito ótimo para nós, o quanto a Ferrari estava rápida. Precisamos melhorar o ritmo de corrida”. O recado não deixa dúvida para Adrian Newey, diretor-técnico da Red Bull.
Christian Horner, diretor esportivo, afirmou ontem, em Nurburgring, que apesar “do resultado não esperado não há motivo para reuniões de emergência, entrar em pânico”. Comentou: “Podemos, sim, apressar o programa de desenvolvimento, mas tudo sem perder o rumo por causa de duas etapas sem vitória.”
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22/VII/11
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Nurburgring

A pergunta circulou com desenvoltura, ontem no circuito de Nurburgring, depois dos dois primeiros treinos livres do GP da Alemanha: dá, ainda, para a Ferrari virar o jogo diante da Red Bull? A razão foi o ótimo treinamento de Fernando Alonso e Felipe Massa, ontem, associado ao desempenho convincente da equipe italiana na corrida de Silverstone, vencida pelo espanhol. “Estou pensando prova a prova”, disse Alonso. “Mas no ano passado até esta altura eu havia somado menos pontos”, lembrou, como quem diz ‘não descarto atropelar como em 2010’.
Não justifica totalmente, mas com certeza a volta do escapamento aerodinâmico, a partir de ontem e até o fim da temporada, ajudou Mark Webber a ser o mais rápido e lhe dá, junto do companheiro de Red Bull, o líder do campeonato, Sebastian Vettel, leve favoritismo para estabelecer, hoje, a pole position da décima etapa do calendário. Mas Alonso dominou o dia: mais veloz de manhã e à tarde perdeu no fim para Webber. Ficou a apenas 168 milésimos do australiano. Não há indícios de que estivessem em condições muito distintas.
“Já havíamos mostrado na Inglaterra termos dado um grande passo adiante. E hoje (ontem) testamos ainda mais modificações no carro”, falou Alonso, confiante. O modelo 150 Italia estreou um novo aerofólio traseiro, suspensão posterior, novo posiocionamento dos terminais de escape e ontem, novo aerofólio dianteiro. Massa também parecia otimista. “Ainda há o que fazer no acerto do carro para a corrida, mas aceitamos bem os pneus médios, apesar de um pouco duros, e os macios.” A exemplo do GP da Grã-Bretanha, reconheceu que poderá ter dificuldades para aquecer os médios e perder desempenho para a Red Bull na primeira volta, depois de sair dos boxes, em especial por que faz frio no noroeste alemão.
Vettel repetiu o discurso de Silverstone. “A Ferrari chegou. Precisamos reagir. Alonso sabe disputar um título”. Comparou o espanhol a uma raposa. O alemão, atual campeão do mundo, marcou o terceiro tempo e Massa, o quarto, todos relativamente próximos. “Em condições normais, não vejo como alguém possa desafiar Ferrari e Red Bull aqui em Nurburgring”, afirmou Lewis Hamilton, da McLaren, sétimo, um segundo mais lento que Webber.
Mas a exemplo do GP da Grã-Bretanha, o clima pode interferir diretamente no andamento da definição do grid, hoje, a partir das 9 horas (horário de Brasília) e principalmente amanhã, ao longo das 60 voltas da corrida no traçado de 5.148 metros. “Nossa previsão (na realidade é a de todas as equipes) é de que choverá domingo”, comentou Vettel.
Sua vantagem na classificação ainda é considerável para se pensar que poderá perder o bicampeonato. Lidera com 204 pontos seguido por Webber, 124, e Alonso, 112. E restam, com a prova de amanhã, 10 etapas. Há em jogo, portanto, 250 pontos (o vencedor recebe 25) e Alonso está 92 pontos atrás. Depois do GP da Grã-Bretanha do ano passado, Alonso somava 98 pontos, quinto colocado, ao passo que o líder do Mundial, Hamilton, 145. A diferença entre ambos era de 47 pontos, bem diferente dos 92 de agora.
“Vimos como as coisas mudam rápido na Fórmula 1. Bastam dois resultados desfavoráveis de Sebastian e dois sucessos nossos para entrarmos na luta”, afirmou o espanhol em Silverstone. E ontem lembrou: “Como esse carro podemos pensar em vencê-los”. Não é impossível, como mostra a própria história da Fórmula 1, mas diante da eficiência de Vettel e da Red Bull, as possibilidades de uma virada são pequenas. O desafio será, em princípio, a graça da segunda metade do campeonato.
Algumas temporadas em que houve viradas históricas como a que tentará agora Alonso
2010 – Sebastian Vettel, Red Bull, tinha depois do GP da Bélgica, 151 pontos, terceiro. Lewis Hamilton, McLaren, líder, 182. Nas seis etapas seguintes Vettel, campeão, chegou a 256 e Alonso, 252.
2007 - Kimi Raikkonen, da Ferrari, estava 17 pontos atrás de Lewis Hamilton, da McLaren, a duas etapas do fim. O título ficou com o finlandês da Ferrari, por um ponto de vantagem, 110 a 109.
1976 – O critério de pontuação era outro: 9 pontos apenas para o vencedor. A 7 etapas do final, James Hunt, McLaren, somava 35 pontos a menos de Niki Lauda, Ferrari. Deu o inglês: 69 a 68.
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18/VII/11
Livio Oricchio, de Nice
Amigos:
Nos últimos dias corri para todos os lados, aqui na França, resolvendo uma série de questões pessoais, normais de um cidadão que vive fora de seu país de origem. Sei que há várias perguntas no ar no blog. Amanhã pretendo responder a maioria. Em especial explicar em detalhes como funciona o escapamento aerodinâmico nas frenagens. Na prova de Silverstone me submeti a um curso intensivo sobre o tema com minhas fontes. Aprendi bastante coisa.
Enquanto isso, redigi esse texto ontem à noite, depois de boa sacada do nosso editor, Alec, que me perguntou há quanto tempo não ocorria de as equipes principais não substituírem seus pilotos por três temporadas seguidas. Fiz a pesquisa no Guia Marlboro e descobri que isso nunca aconteceu. É mesmo uma estabilidade histórica.
Abraços!
O texto:

A história da Fórmula 1 mostra que entre pilotos e equipes tudo pode ocorrer. Os contratos nem sempre representam garantia de alguma coisa. Mas depois de nove etapas disputadas, este ano, já é possível se projetar, com elevada probabilidade de sucesso, a formação pilotos-equipes em 2012.
A manutenção das duplas atuais entre as quatro grandes, Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes, como parece bem provável, representará um marco histórico. Pois será a terceira temporada seguida sem troca entre os que lutam pelas primeiras colocações, situação ainda não experimentada pela Fórmula 1 envolvendo as suas quatro melhores escuderias.
O fim de semana em Nurburgring, na Alemanha, quando será disputado o GP da Alemanha, décimo do calendário, pode começar a revelar de forma mais definitiva a cara da Fórmula 1 na próxima temporada e essa característica de estabilidade inovadora. Com a proibição de treinos particulares, os pilotos quase não mais se deslocam até a sede de suas escuderias. Por isso parte das conversas sobre seu futuro ocorre nos dias de competição.
Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes apenas em 2013, quando os contratos de alguns de seus pilotos vai expirar e haverá substancial revisão do regulamento, os substituirão. Sebastian Vettel seguirá na Red Bull e Fernando Alonso na Ferrari. Os demais seis pilotos, Mark Webber, Lewis Hamilton, Jenson Button, Felipe Massa, Nico Rosberg e Michael Schumacher, não têm contrato para depois de 2012.
Se havia dúvida a respeito dos pilotos da atual campeã do mundo, a Red Bull, em 2012, seu proprietário, Dietrich Mateschitz, esclareceu quarta-feira. “Vamos renovar com Mark Webber”, disse o austríaco. A dupla da Red Bull para 2012 será a mesma de hoje, Vettel-Webber.
Na Ferrari, tanto Fernando Alonso quanto Felipe Massa têm compromisso assinado para o ano que vem. Os rumores sobre a saída de Massa não procedem. Seria necessário que nas próximas corridas Massa cometesse erros seguidos ou apresentasse desempenho bastante fraco, sem marcar pontos com regularidade, para Stefano Domenicali pensar em substituição. Não é impossível, mas pouco provável.
Quanto a Rubens Barrichello, Adam Parr, diretor da Williams, já adiantou que deseja renovar seu contrato. Frank Williams, também. Rubinho, por sua vez, também já manifestou interesse em permanecer na Williams. “Estão reestruturando a equipe na sua base. E vão correr de motor Renault. É uma bela opção.”
Lewis Hamilton afirmou ao Estado, na China “Em 2012 não saio da McLaren, tenho contrato. Depois, nunca se sabe”. O outro piloto da McLaren, Jenson Button, não tem compromisso, ainda, para 2012. Está negociando. “Há interesse dos dois lados em acertarmos tudo”, disse, em Valência. Button deve renovar com a McLaren.
Michael Schumacher, até demonstrando certa irritação, afirmou na coletiva de Silverstone, há dez dias: “Quantas vezes tenho de dizer que assinei com a Mercedes por três anos e irei cumprir meu contrato?”. O próximo campeonato é o último. Mesmo com 43 anos, em 2012, continuará sendo o companheiro de equipe de Nico Rosberg na Mercedes. Rosberg já tem compromisso com o time alemão.
Na Renault, se provar que está recuperado Robert Kubica será o número 1. Já Vitaly Petrov vai ter de contribuir com bem mais dinheiro de hoje para permanecer. Kamui Kobayashi e Sergio Perez ficam na Sauber, têm contrato, enquanto na Toro Rosso Sebastian Buemi ou Jaime Alguersuari cederá a vaga para Daniel Riccardo, hoje na Hispania. Nas demais escuderias as indefinições são ainda grandes.
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06/VII/11
Livio Oricchio, de Silverstone

É preciso esperar o resultado do fim de semana, em Silverstone. Mas se Sebastian Vettel e Mark Webber, a dupla da Red Bull, perderem muito desempenho por causa da proibição do escapamento aerodinâmico, no GP da Grã-Bretanha, as reações contra a FIA serão contundentes. Ontem, a exemplo do que afirmara ao Estado na prova de Valência, Adrian Newey (foto acima), projetista da Red Bull, chegou a sugerir uma “conspiração” armada por Ferrari e McLaren contra sua equipe. Em Valência, incluiu nessa história a Mercedes também. Os treinos livres da nona etapa do Mundial começam amanhã.
Vettel venceu seis das oito etapas realizadas até agora e classificou-se em segundo das outras duas. Lidera o Mundial com extraordinária folga. Soma 186 pontos diante de 109 de Jenson Button, da McLaren, e Mark Webber, Red Bull, empatados. Com 77 pontos de vantagem, Vettel pode não disputar as três corridas seguintes e Button ou Webber vencerem que mesmo assim permanecerá em primeiro no campeonato. Ao proibir o escapamento aerodinâmico, tão bem explorado por Newey, a FIA tenta estender a definição do título para as provas finais do calendário.
“Nós concebemos nosso carro para desfrutar o conceito do escapamento aerodinâmico porque era legal já no ano passado e até a última prova”, disse Newey. Ao Estado, em Valência, falou: “Quem não sabe criar copia. E foi isso que Mercedes, McLaren e Ferrari fizeram. Copiaram nossa solução”. Mais: “Apesar de ser impossível prever o que irá acontecer em Silverstone, pode ser que eles percam menos que nós por causa de adaptarem seus carros ao recurso enquanto nós concebemos quase tudo em sua função”.
Muita gente, como Sam Michael, engenheiro da Williams, acredita que o GP não será representativo para se compreender quanto a Red Bull irá perder de rendimento, por se tratar de um traçado excepcionalmente favorável aos carros de Newey. Nas últimas 20 edições da corrida no circuito inglês, os projetos de Newey para Williams, McLaren e Red Bull venceram 12.
Mas o que fica claro com o discurso do diretor-técnico da Red Bull é que se ocorrer o que poucos esperam, seu carro tornar-se bem mais lento e instável, a organização austríaca com sede na Inglaterra irá pegar pesado.
O que os dirigentes que comandam a Fórmula 1 precisariam entender é que uma medida dessas desestimula profundamente empresários com fôlego financeiro a investir na Fórmula 1. Dietrich Mateschitz, proprietário da Red Bull, injeta cerca de 250 milhões de euros no seu projeto de Fórmula 1, em duas escuderias, Red Bull e Toro Rosso. E quando por conta da competência dos profissionais contratados, planejamento e muito dinheiro investido atinge o sucesso, de repente os próprios responsáveis pelo evento buscam forma de conter sua eficiência. Com certeza o péssimo exemplo já deve ter circulado em mesas de reuniões de potenciais investidores da Fórmula 1.
Uma nova área de boxes, paddock, instalações para a imprensa será inaugurada no fim de semana. Apesar de ser um autódromo privado, pertencente ao British Racing Drivers Club (BRDC), Silverstone se equipara agora em estrutura aos melhores do mundo, construídos por governos, como China, Bahrein, Turquia, com a vantagem de possuir um traçado histórico, veloz e profundamente seletivo.
Faz frio em Northamptonshire, região da pista, como de costume, e essa é a previsão para o fim de semana, o que tende a tornar o desafio de aquecer os pneus duros, em especial para a Ferrari, ainda maior. Ontem a temperatura não passou de 16 graus. Daniel Riccardo, australiano talentoso, 21 anos, piloto de testes da Toro Rosso, estreia na Fórmula 1 no GP da Europa, substituindo Narain Kathikeyan na Hispania.
Tags: Adrian Newey, Dietrich Mateschitz, Ferrari, Fórmula 1, GP da Grã-Bretanha, McLaren, Red Bull, Sam Michael, Sebastian Vettel, Williams
27/VI/11
Livio Oricchio, de Valência
Depois de oito etapas realizadas, Sebastian Vettel, da Red Bull, lidera com 186 pontos diante de 109 de Jenson Button, McLaren, e Mark Webber, Red Bull, empatados. São nada menos de 77 pontos de diferença. Como a cada prova o vencedor soma 25 pontos, Vettel poderia não disputar as três próximas corridas, Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria, Button ou Webber vencerem as três, que mesmo assim regressaria à competição, na Bélgica, como líder. A pergunta mais feita, hoje na Fórmula 1, é: em que GP o alemão da Red Bull definirá o bicampeonato?
“Como acredito que essa diferença vai crescer, apostaria que em Suzuka Vettel feche a temporada”, diz o diretor esportivo da Renault, Steve Nielsen. O GP do Japão, dia 09 de outubro, será o 15.º do calendário que terá 19 etapas. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, disse domingo, em Valência, que Vettel “será com certeza campeão”, mas não deu palpite em que prova. “Ele e Lewis (Hamilton) são os melhores dessa nova geração.”
Flavio Briatore, ex-diretor da Benetton e Renault, falou em entrevista à rádio Montecarlo que Vettel seria campeão em Monza. Para isso, o alemão de apenas 23 anos teria de abrir uma diferença de 150 pontos para o concorrente mais próximo, pois após a corrida de Monza, 13.ª do Mundial, dia 11 de setembro, serão disputadas ainda mais seis. Vettel deveria ter, portanto, o dobro da diferença de hoje. É bem pouco provável.
Para o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, é preciso esperar o que vai acontecer depois da próxima etapa, dia 10, em Silverstone, quando o escapamento aerodinâmico será proibido. “Poderá haver uma mexida na ordem de forças que vimos até agora. Reconheço, contudo, que Sebastian tem uma vantagem considerável.” E a situação pode tornar ainda mais favorável para a Red Bull se a previsão de Hamilton proceder, como muitos acreditam: “Sem o escapamento aerodinâmico vamos perder muito”, disse em Valência, domingo.
A McLaren só deu um passo de gigante no seu desempenho, este ano, quando levou o carro para a abertura da temporada, em Melbourne, com o recurso, não utilizado nos testes. “Dispomos de outro carro”, afirmou Button, na Austrália. O caso da Mercedes é semelhante. Se essa tese for comprovada, em vez de a FIA estender a luta pelo campeonato, como pretende com a mudança da regra, poderá dar um tiro no próprio pé. Quem perderia mais seriam os adversários da Red Bull e não a equipe de Vettel e Webber.
A exemplo do diretor esportivo da Renault, Rubens Barrichello, da Williams, também considera mais provável que Vettel defina o título no GP do Japão. “Ele tem de aumentar a diferença para 100 pontos, o que é possível nessa projeção.” E para Felipe Massa, Ferrari, Vettel terá de realizar uma proeza para perder o título: “Terá de aprontar muito, mas muito mesmo”. A corrida de Silverstone, dia 10, responderá se a definição do Mundial será apressada ou retardada. De qualquer forma, parece pouco provável que passe da etapa de Suzuka.

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26/VI/11
Esse é o texto de minha coluna, hoje, segunda-feira, no Jornal da Tarde.
Livio Oricchio, de Valência
Que Sebastian Vettel está em estado de graça e merece com todos os méritos o bi todos sabem. Que com a elevação do limite do carro da Red Bull, em comparação ao modelo de 2010, Vettel tem se mostrado bem mais capaz de Mark Webber, seu companheiro, as oito etapas já realizadas deixaram claro também. Agora, pouco se tem falado de Fernando Alonso (foto).
As deficiências do monoposto da Ferrari têm impedido de o espanhol demonstrar sua extraordinária capacidade. Mas é só o carro italiano lhe dar uma pequena chance, como ontem, que com certeza Alonso a aproveita como ninguém hoje na Fórmula 1.
Falem o que desejarem de Alonso. Mau perdedor, verdade. Não sabe dividir a equipe com um companheiro brilhante, como foi Lewis Hamilton na McLaren, em 2007, da mesma forma procede. Recorre a métodos nem sempre éticos para conquistar seu espaço no time, a exemplo da ameaça a Ron Dennis, da McLaren, na Hungria, em 2007, a maioria reconhece ser mesmo assim. Mas, por favor, não o acusem de não ser excepcionalmente competente. A rima é proposital.
A corrida que disputou, ontem, é a maior prova do que digo. Tome como referência o trabalho de Felipe Massa. Um bom piloto. Já foi até vice-campeão do mundo. Mas não genial como Alonso. O asturiano consegue tirar o que o carro não oferece. Ultrapassou Mark Webber, na 20.ª volta, quando ambos estavam em condições semelhantes.
O piloto da Red Bull havia feito seu primeiro pit stop na 13.ª volta e Alonso, na 14.ª. Ambos estavam com pneus macios, com praticamente o mesmo número de voltas, e pesos de combustível equivalentes. Diferença: Webber pilota o excepcional modelo RB7-Renault da Red Bull, Alonso, o convencional 150 Italia da Ferrari. Mas mesmo assim o espanhol deixou o australiano para trás. Sua maior capacidade como piloto compensou as deficiências do 150 Italia a ponto de o permitir não só ultrapassar como manter-se à frente até a parada seguinte nos boxes, na 29.ª volta.
Mas o melhor de Alonso vem agora. Como no ano passado, cobra a Ferrari, estimula o grupo, coloca-se à disposição e, depois, corresponde na pista, como ontem, a todo o empenho da equipe em desenvolver o carro. Obviamente vira o grande líder sem sombra que tanto ele quanto a Ferrari apreciam. E terrivelmente eficaz.
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25/VI/11
GP da Europa
Livio Oricchio, de Valência
A primeira tentativa de a FIA acabar com a hegemonia da equipe Red Bull nos treinos de classificação não funcionou. Sebastian Vettel estabeleceu ontem no circuito de Valência, na Espanha, a oitava pole position da Red Bull na temporada, em oito disputadas. E num traçado que não parece ser o melhor para seu carro. As novas regras não mudaram o cenário da Fórmula 1. Mark Webber, companheiro de Vettel, vai largar na segunda colocação. O primeiro adversário da Red Bull é Lewis Hamilton, da McLaren, terceiro, quase meio segundo atrás (405 milésimos).
“Ouvimos tanta coisa nos últimos dias sobre a mudança do regulamento. Disse que os resultados não seriam diferentes e aí está, vamos largar na primeira fila”, disse Vettel, sem esconder a satisfação com o que constatou ontem: a exigência de usar amanhã, na corrida, ao longo das 57 voltas no circuito de 5.419 metros, o mesmo ajuste eletrônico do motor, medida que estreia em Valencia, não afetou a Red Bull, como provavelmente acreditavam os responsáveis pela alteração da regra.
“Superar a Red Bull na classificação não dava para pensar. Mas em corrida vimos este ano que as coisas se comportam diferentes”, comentou o combativo Hamilton, que pensa ser possível, sim, vencer o GP da Europa. A Ferrari não está tão longe em condição de corrida, a exemplo do previsto por Hamilton para a McLaren. Fernando Alonso, do time italiano, registrou ontem o quarto tempo e Felipe Massa, companheiro, quinto. Massa comentou: “Esperava ficar à frente das duas McLaren e não apenas uma, depois do nosso desempenho nos treinos livres”. Jenson Button, da McLaren, se classificou em sexto.
Com a elevação da temperatura e o acúmulo de borracha no asfalto, decorrente das competições da GP2 e GP3 no circuito de Valência, os pneus mudaram de comportamento. “Passamos a sofrer um pouco com os médios. Com os macios somos bem competitivos”, falou Massa. Alonso explicou: “Vamos ter de usar os pneus médios o mínimo de voltas possível”. E fez uma confissão: “Na minha galeria de troféus só me falta um pódio aqui em Valência, Abu Dabi e um que não estreou, Índia. Seria muito especial para mim”. E nem está tão distante. Rubens Barrichello, da Williams, larga em 13.º.
Pilotos e engenheiros têm um desafio diferente hoje. Vão ter de disputar o GP da Europa com o mesmo ajuste eletrônico do motor utilizado ontem. Ao menos na classificação, a medida não reduziu a velocidade da Red Bull. E as 57 voltas da prova, hoje, deverão responder se em condição de corrida será assim também. Se for o caso, não adiantou a FIA gerar para si própria imenso desgaste ao alterar as regras: o projeto de Adrian Newey para a Red Bull é eficiente por causa da genialidade da sua concepção global.
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23/VI/11
GP da Europa
Livio Oricchio, de Valência
Amigos:
Ouvi hoje aqui no lindo paddock do circuito de Valência, localizado à beira mar, como Mônaco, mas com muito mais espaço, os integrantes da Red Bull. Falaram Sebastian Vettel, Mark Webber e Christian Horner. Já Adrian Newey (foto), o maior atingido com a mudança das regras, por ser ele o criador do conceito que seu time tão bem desfruta, e depois copiado pelos outros, foi poupado.
Estava com sua nova namorada, no andar de cima do incrível Enegy Station da Red Bull, o motorhome com 30 metros de frente e três andares. Aberto à imprensa. O saudei de longe e depois, quando foi para a parte dos boxes, uma boa caminhada, conversei sozinho com ele. Paramos na entrada posterior dos boxes e prosseguimos o papo. Vários colegas me vieram perguntar o que Newey falou.
Há momentos em que é difícil ser jornalista. Pena que não posso escrever o que me disse. Tampouco usar o tom das declarações. No fim da conversa, apenas disse-me: “Do que te falei você pode escrever isso e aquilo, mas não isto, isto, isto…”, ou seja, quase tudo, “não!” Newey sente-se realmente atingido com a proibição do escapamento aerodinâmico.
Já disse aqui, conheci Newey num teste de pneus, em fevereiro de 1989, no Rio, quando era o projetista da March. Não desejo, por favor, passar nenhuma ideia de que há uma amizade entre nós. Mas uma relação profissional que por vezes permite desabafos como o de hoje, agora há pouco, por saber que eu cumpriria a soliticação de guardar para mim. Não me critiquem. Jornalismo é isso. Foi, é e sempre será assim.
Redigi esse texto a partir do que ouvi do pessoal da Red Bull e o enviei para o Estado.
Parece coisa combinada. E, na realidade, é: os pilotos da Red Bull, Sebastian Vettel e Mark Webber, junto do diretor técnico da equipe, Adrian Newey, foram políticos, ontem no circuito de Valência, ao abordar a proibição do chamado escapamento aerodinâmico a partir da próxima etapa, o GP da Grã-Bretanha, dia 10. A medida pode afetar sensivelmente seu time, por ser o que melhor desfruta dos benefícios do recurso. Existe até a possibilidade de a mudança de forças na Fórmula 1 ser significativa. Hoje começam os treinos do GP da Europa. A prova de Valência representa o terceiro circuito de rua seguido do calendário. Antes a competição esteve em Mônaco e em Montreal.
“Você quer saber em on ou em off?”, foi como respondeu Adrian Newey, projetista da Red Bull, com exclusividade ao Estado, ontem, as ser questionado sobre o que pensa da alteração da regra no meio da temporada. Mas já na prova de Valência há outra mudança: as escuderias não vão poder mexer no ajuste eletrônico dos motores entre o treino classificatório, amanhã, e a corrida, domingo. A Red Bull e a Renault também têm um sistema mais avançado que o da concorrência para utilizar o motor como elemento de geração de maior pressão aerodinâmica.
Newey, profundamente contrariado com a decisão da FIA, evitou polêmicas. Por enquanto. Mas se a Red Bull perder muito desempenho, já que concebeu seu carro para aproveitar as importantes vantagens do escapamento aerodinâmico, o discurso vai ser outro. E bem agressivo. “É impossível saber o que vai acontecer. Precisamos esperar sábado, aqui, e depois Silverstone”, disse Newey. Christian Horner, diretor da Red Bull, respondeu ao Estado: “Diretamente, a decisão da FIA foi baseada num aspecto técnico. Indiretamente, você deve perguntar à FIA”.
Os adversários da Red Bull não escondem a satisfação com a medida. É mesmo possível que as cartas se embaralhem, como desejam os homens que comandam a Fórmula 1 e a definição do título se estenda mais para o fim do campeonato. “Não posso dizer que não estou contente”, afirmou Martin Whitmarsh, diretor da McLaren. Uma fonte da Red Bull comentou que “importantes integrantes da McLaren, Mercedes e Ferrari pressionaram Charlie Whiting (delegado da FIA) para aplicar o regulamento ao pé da letra e proibir o escapamento aerodinâmico”.
O recurso usa os gases do escapamento para criar uma espécie de túnel a fim de permitir que o ar que escoa embaixo do assoalho flua sem maior resistência, gerando maior pressão aerodinâmica sobre o carro. De fato, o regulamento proíbe sua aplicação com esse fim, mas é do conhecimento da FIA o uso dos gases com esse propósito desde o ano passado e por vários times.
O atual campeão do mundo, Vettel, seguiu a linha dos demais membros da Red Bull. Ele venceu cinco das sete etapas realizadas este ano e foi segundo nas outras duas. Lidera o Mundial com 161 pontos diante de 101 de Jenson Button, da McLaren. “No passado já foi assim também. As pessoas acham que temos algo mágico no carro. Nossa eficiência vem da harmonia do conjunto e não de uma solução isolada.” E completou: “Não acho que vamos perder muito desempenho”. Seu companheiro, Webber, lembrou: “Há sempre algo que flutua no ar no nosso esporte, não?”, falou ao Estado. “Por que não nos foi dito antes de o campeonato começar?”
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22/VI/11
GP da Europa
Amigos:
Escrevo já de Valência. Há um ditado que muitos cultuam aqui na Europa e que hoje se mostrou perfeito: quem tem pressa vai de carro. De casa, em Nice, até aqui em Valência, são cerca de 850 quilômetros. Respeitando os limites de velocidade, algo importante em especial nas estradas francesas – nas espanholas dá para ir um pouquinho além -, são oito horas de viagem. Já fiz algumas vezes nas sessões de pré-temporada. Pois hoje, de avião, necessitei de oito horas e meia, desde que saí de casa e pousei em Valência, via Zurique. Congestionamento aéreo foi a explicação.
Antes que tudo feche e eu fique só com o sanduíche que comi a bordo e faz tempo, vou correr aos restaurantes mais próximos do hotel desta bela cidade. Como come-se bem em Valência. E não é só a paella não! Frutos do mar, em geral, e como não?, carnes também.
Redigi o texto a seguir agora. Torço para Newey responder com a competência de sempre ao desafio de sábado aqui em Valência, mas sei também que é a chance para seus adversários quebrarem a hegemonia de sete poles da Red Bull em sete etapas.
Vamos nos falar muito ao longo do fim de semana. Está um calor danado aqui.
Abraços!
Texto:
Até agora foram disputadas sete sessões de classificação, este ano. E sempre a Red Bull estabeleceu a pole position. Seis vezes com Sebastian Vettel e uma com seu companheiro, Mark Webber. Sábado, no circuito de rua de Valência, na Espanha, McLaren, Ferrari e até a Mercedes vão ter a primeira oportunidade de romper a hegemonia da Red Bull. A FIA modificou as regras do jogo. Não mais será permitido usar o ajuste do motor para gerar pressão aerodinâmica, recurso que a Red Bull melhor desenvolveu. Mas os carros vão estar também menos estáveis e o risco de acidente será maior.
Diferenças de mais de um segundo para os adversários nas sessões de definição do grid, verificadas este ano, parecem ser coisa do passado para a Red Bull. Por melhor que Adrian Newey, seu projetista, responda ao novo desafio imposto pela FIA, seu time deverá ser um dos mais afetados com a mudança. Não será de se estranhar se sábado Lewis Hamilton ou Jenson Button, da McLaren, e Fernando Alonso ou Felipe Massa, Ferrari, por exemplo, obtenham a primeira colocação no grid. É a sua primeira chance na temporada. Depois, claro, se estenderá para as demais etapas.
Hoje os pilotos vão comentar a alteração do regulamento em pleno campeonato. O anúncio foi feito terça-feira. E abordarão, da mesma forma, o que pode ocorrer a partir da prova seguinte, o GP da Grã-Bretanha, dia 10, quando essa limitação de ajuste eletrônico do motor se estenderá para a corrida também. Já em Montreal Alonso deixou transparecer que representa uma grande oportunidade para se aproximar da Red Bull. A diferença, no entanto, é enorme. Vettel lidera com 161 pontos diante de 101 de Button. Alonso é o quinto, com 69.
Como os treinos são proibidos na Fórmula 1, os pilotos vão aproveitar as duas sessões livres do GP da Europa, amanhã, sob o calor intenso que faz na cidade, para conhecer as reações do carro sem um importante recurso que o torna mais equilibrado. O desafio maior será sábado, pois na definição do grid os pilotos atingem o limite extremo do carro, sendo que desta vez vão dispor de um conjunto mais arisco e os muros da pista de Valência são bem próximos ao asfalto.
Futuro
A mudança de motor na Fórmula 1 estava acertada para 2013: eles passariam a ser 1,6 litro, em vez de 2,4 litros, como hoje, e quatro cilindros em linha, em vez do V-8 atual. Voltariam a ser turboalimentados, tecnologia que perdurou na Fórmula 1 de 1977 a 1988, na sua última adoção no Mundial, e não mais seriam aspirados, como agora. Ontem, os representantes das equipes entraram num acordo: a alteração fica para 2014 e os motores serão 1,6 litro turbo e de arquitetura V-6.
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12/VI/11
Livio Oricchio, de Montreal
Festa igual, Jenson Button fez apenas quando foi campeão do mundo, com a Brawn, em 2009, em Interlagos. Ontem, em Montreal, depois de vencer a corrida mais eletrizante até agora da temporada, o inglês da McLaren rindo, pulando, afirmou: “A volta mais importante para se liderar é a última. E eu liderei metade dela. Essa foi melhor corrida da minha carreira”.
Sebastian Vettel, da Red Bull, assumiu a ponta na largada do GP do Canadá, aproveitando-se da pole position, e a manteve praticamente até a cerca de 2.500 metros da linha de chegada, na 70.ª volta, tendo administrado com rara precisão cinco relargadas do safety car e variações significativas na aderência do asfalto, em razão de chover pouco, forte e depois parar. “É dolorido fazer um trabalho perfeito em condições tão difíceis e errar na última volta”, disse, sentido.
Mesmo tendo ido ao boxes seis vezes, Button estava nas voltas finais bem colocado e com um carro fantástico nas mãos. “Estava muito rápido. Mas se Sebastian não erra não sei se conseguiria ultrapassá-lo.” O alemão estava acelerando tudo o que podia para evitar de Button entrar na grande reta, antes dos boxes, um segundo atrás, o que lhe permitiria usar o flap móvel e, provavelmente, ultrapassá-lo, como o inglês fez com Mark Webber, parceiro de Vettel, terceiro colocado.
Além das cinco relargadas depois do safety car, a prova foi interrompida ao final da volta 25 em razão da chuva forte que caiu sobre o circuito Gilles Villeneuve. Foram duas hora de paralisação. E valeu a pena esperar. As 45 voltas restantes mantiveram o excelente público nas arquibancas, apesar de ensopado, em pé. Os duelos se sucediam a cada volta. “Devo agradecer minha equipe pela eficiência nas paradas nos boxes”, disse Button. E ele foi nada menos de seis vezes aos boxes.
Como o asfalto hora apresentava uma aderência e ora outra, decorrente da mudança nas condições do clima, por vezes o melhor era manter o pneu de chuva enquanto outras ocasiões, o intermediário e, no fim, os para pista seca. Button é um dos pilotos mais inteligentes do grid.
No ano passado, o piloto da McLaren venceu na Austrália e Malásia, também quando o que mais contava era a precisão na condução e, principalmente, identificar a hora de realizar a parada e qual tipo de pneu utilizar. “Adoro este lugar, tenho bons amigos, ontem foi aniversário de um deles, portanto terei muito o que comemorar hoje à noite.”
Por um momento, parecia que Michael Schumacher, da Mercedes, conquistaria seu primeiro pódio desde a volta à Fórmula 1, em 2010. Mas no circuito onde já venceu sete vezes, recorde, acabou ultrapassado por Button e Webber para acabar em quarto.
A exemplo do GP de Mônaco, Lewis Hamilton, companheiro de Button, envolveu-se em dois acidentes. Desta vez abandonou. Um deles com o próprio Button, embora nesse caso não se possa culpá-lo. Mas o toque em Webber, na primeira curva, depois da largada, mereceu o comentário irônico do australiano: “Lewis pensou que receberia a bandeirada logo em seguida”.
A primeira colocação de Button ficou sob júdice. Por ele também estar sob investigação por causa do incidente com Hamilton e com Fernando Alonso, da Ferrari, na 36.ª volta, o que custou o abandono do espanhol. Com o resultado de ontem, Vettel chegou a impressionantes 161 pontos diante de 175 possíveis depois de sete etapas. Button assumiu a segunda colocação, com 101 pontos, enquanto Webber ultrapassou Hamilton, 94 a 85. O próximo GP será o da Europa, nas ruas de Valência, na Espanha, dia 26.

A última volta do GP do Canadá você pode ouvir pela rádio Estadão ESPN, clicando abaixo:
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Tags: chuva, corrida, Fórmula 1, GP do Canadá, Jenson Button, Lewis Hamilton, McLaren, Mercedes, Michael Schumacher, Red Bull, Sebastian Vettel
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