24/VII/11
Livio Oricchio, de Nurburgring

São fortes os índicos de uma segunda metade de temporada bem distinta da primeira. A Red Bull até pode continuar dominando as sessões de classificação, ainda que com vantagem bem menor da primeira, mas será bem mais difícil vencer tantas corridas como fez da Austrália, abertura do Mundial, até o GP da Europa, dia 26 de junho, oitavo do calendário.
O dado ilustra o momento da temporada: nas três últimas etapas, Valência, Silverstone e Nurburgring, tivemos três vencedores distintos de três equipes diferentes. Sebastian Vettel, Red Bull, Fernando Alonso, Ferrari, e Lewis Hamilton, McLaren, nessa ordem. E serão esses três times que na maioria das próximas provas deverão lutar pelas vitórias.
Muitos imaginavam que com a volta do escapamento aerodinâmico, na Alemanha, a Red Bull fosse resgatar parte importante do desempenho perdido em Silverstone, onde o recurso esteve proibido. Dentre ele, eu. Mas o que vimos foi Mark Webber e Sebastian Vettel mais lentos que Fernando Alonso e Lewis Hamilton.
É conclusivo: o modelo 150 Italia, da Ferrari, e o MP4/26-Mercedes, da McLaren, evoluíram mais que o Red Bull RB7-Renault. Vettel confirmou o dado, ontem: “Já em Silverstone ficamos com essa impressão. Aqui a confirmamos”, afirmou. No GP da Grã-Bretanha, a chuva no início e depois o seu pit stop ruim comprometeram a eventual vitória de Vettel.
Ontem, não houve nenhum fator que interveio. Hamilton falou: “Ganhamos dentro da pista”, desejando dizer sem variáveis que poderiam mascarar o resultado. É mesmo verdade. Foi a primeira derrota da Red Bull no campeonato dentre desse conceito.
A análise do restante do calendário mostra que em duas etapas em particular, Spa-Francorchamps, dia 28 de agosto, 12.ª do ano, e Suzuka, 9 de outubro, 15.ª, a vantagem deverá, em princípio, estar do lado de Vettel e Webber, pelas características das pistas. Mas nas demais, pelo evidenciado em Valência e Silverstone, McLaren, com Lewis Hamilton e Jenson Button, e Ferrari, Fernando Alonso e, quem sabe, Felipe Massa, parecem reunir todas as condições para desafiar a dupla da Red Bull.
Assistimos até agora corridas emocionantes, cheias de alternativas, mas sem essencialmente luta pela vitória, sem que a hegemonia de Vettel fosse colocada em xeque. É o caso nesse instante. Faz sentido acreditarmos que além de provas com muitas ultrapassagens e pit stops, veremos o que, no fundo, mais interessa: briga pelo primeiro lugar.
Esse fato novo, avanço súbito de Ferrari e McLaren, contudo, dificilmente deverá reverter o rumo do campeonato. Não é impossível, claro, mas a vantagem de Vettel na classificação é imensa. O alemão precisaria colaborar muito para haver luta pelo título, ao se desestabilizar diante da aproximação dos concorrentes.
Uma coisa, porém, é certa: Vettel vai ter de administrar as corridas de forma bem distinta da que fazia, quando quase não tinha concorrência séria para nada. Vamos ver agora, de verdade, quanto a conquista do mundial, no ano passado, o amadureceu.
Tags: Ferrari, Fórmula 1, GP da Alemanha, McLaren, Red Bull
18/VII/11
Livio Oricchio, de Nice
Amigos:
Nos últimos dias corri para todos os lados, aqui na França, resolvendo uma série de questões pessoais, normais de um cidadão que vive fora de seu país de origem. Sei que há várias perguntas no ar no blog. Amanhã pretendo responder a maioria. Em especial explicar em detalhes como funciona o escapamento aerodinâmico nas frenagens. Na prova de Silverstone me submeti a um curso intensivo sobre o tema com minhas fontes. Aprendi bastante coisa.
Enquanto isso, redigi esse texto ontem à noite, depois de boa sacada do nosso editor, Alec, que me perguntou há quanto tempo não ocorria de as equipes principais não substituírem seus pilotos por três temporadas seguidas. Fiz a pesquisa no Guia Marlboro e descobri que isso nunca aconteceu. É mesmo uma estabilidade histórica.
Abraços!
O texto:

A história da Fórmula 1 mostra que entre pilotos e equipes tudo pode ocorrer. Os contratos nem sempre representam garantia de alguma coisa. Mas depois de nove etapas disputadas, este ano, já é possível se projetar, com elevada probabilidade de sucesso, a formação pilotos-equipes em 2012.
A manutenção das duplas atuais entre as quatro grandes, Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes, como parece bem provável, representará um marco histórico. Pois será a terceira temporada seguida sem troca entre os que lutam pelas primeiras colocações, situação ainda não experimentada pela Fórmula 1 envolvendo as suas quatro melhores escuderias.
O fim de semana em Nurburgring, na Alemanha, quando será disputado o GP da Alemanha, décimo do calendário, pode começar a revelar de forma mais definitiva a cara da Fórmula 1 na próxima temporada e essa característica de estabilidade inovadora. Com a proibição de treinos particulares, os pilotos quase não mais se deslocam até a sede de suas escuderias. Por isso parte das conversas sobre seu futuro ocorre nos dias de competição.
Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes apenas em 2013, quando os contratos de alguns de seus pilotos vai expirar e haverá substancial revisão do regulamento, os substituirão. Sebastian Vettel seguirá na Red Bull e Fernando Alonso na Ferrari. Os demais seis pilotos, Mark Webber, Lewis Hamilton, Jenson Button, Felipe Massa, Nico Rosberg e Michael Schumacher, não têm contrato para depois de 2012.
Se havia dúvida a respeito dos pilotos da atual campeã do mundo, a Red Bull, em 2012, seu proprietário, Dietrich Mateschitz, esclareceu quarta-feira. “Vamos renovar com Mark Webber”, disse o austríaco. A dupla da Red Bull para 2012 será a mesma de hoje, Vettel-Webber.
Na Ferrari, tanto Fernando Alonso quanto Felipe Massa têm compromisso assinado para o ano que vem. Os rumores sobre a saída de Massa não procedem. Seria necessário que nas próximas corridas Massa cometesse erros seguidos ou apresentasse desempenho bastante fraco, sem marcar pontos com regularidade, para Stefano Domenicali pensar em substituição. Não é impossível, mas pouco provável.
Quanto a Rubens Barrichello, Adam Parr, diretor da Williams, já adiantou que deseja renovar seu contrato. Frank Williams, também. Rubinho, por sua vez, também já manifestou interesse em permanecer na Williams. “Estão reestruturando a equipe na sua base. E vão correr de motor Renault. É uma bela opção.”
Lewis Hamilton afirmou ao Estado, na China “Em 2012 não saio da McLaren, tenho contrato. Depois, nunca se sabe”. O outro piloto da McLaren, Jenson Button, não tem compromisso, ainda, para 2012. Está negociando. “Há interesse dos dois lados em acertarmos tudo”, disse, em Valência. Button deve renovar com a McLaren.
Michael Schumacher, até demonstrando certa irritação, afirmou na coletiva de Silverstone, há dez dias: “Quantas vezes tenho de dizer que assinei com a Mercedes por três anos e irei cumprir meu contrato?”. O próximo campeonato é o último. Mesmo com 43 anos, em 2012, continuará sendo o companheiro de equipe de Nico Rosberg na Mercedes. Rosberg já tem compromisso com o time alemão.
Na Renault, se provar que está recuperado Robert Kubica será o número 1. Já Vitaly Petrov vai ter de contribuir com bem mais dinheiro de hoje para permanecer. Kamui Kobayashi e Sergio Perez ficam na Sauber, têm contrato, enquanto na Toro Rosso Sebastian Buemi ou Jaime Alguersuari cederá a vaga para Daniel Riccardo, hoje na Hispania. Nas demais escuderias as indefinições são ainda grandes.
Tags: Adam Parr, Daniel Riccardo, Dietrich Mateschitz, Felipe Massa, Fernando Alonso, Ferrari, Fórmula 1, Hispania, Jaime Alguersuari, Jenson Button, Kamui Kobayashi, Lewis Hamilton, Mark Webber, McLaren, Mercedes, Michael Schumacher, Nico Rosberg, Red Bull, Renault, Robert Kubica, Rubens Barrichello, Sauber, Sebastian Vettel, Sergio Perez, Stefano Domenicali, Toro Rosso Sebastian Buemi, Vitaly Petrov, Williams
06/VII/11
Livio Oricchio, de Silverstone

É preciso esperar o resultado do fim de semana, em Silverstone. Mas se Sebastian Vettel e Mark Webber, a dupla da Red Bull, perderem muito desempenho por causa da proibição do escapamento aerodinâmico, no GP da Grã-Bretanha, as reações contra a FIA serão contundentes. Ontem, a exemplo do que afirmara ao Estado na prova de Valência, Adrian Newey (foto acima), projetista da Red Bull, chegou a sugerir uma “conspiração” armada por Ferrari e McLaren contra sua equipe. Em Valência, incluiu nessa história a Mercedes também. Os treinos livres da nona etapa do Mundial começam amanhã.
Vettel venceu seis das oito etapas realizadas até agora e classificou-se em segundo das outras duas. Lidera o Mundial com extraordinária folga. Soma 186 pontos diante de 109 de Jenson Button, da McLaren, e Mark Webber, Red Bull, empatados. Com 77 pontos de vantagem, Vettel pode não disputar as três corridas seguintes e Button ou Webber vencerem que mesmo assim permanecerá em primeiro no campeonato. Ao proibir o escapamento aerodinâmico, tão bem explorado por Newey, a FIA tenta estender a definição do título para as provas finais do calendário.
“Nós concebemos nosso carro para desfrutar o conceito do escapamento aerodinâmico porque era legal já no ano passado e até a última prova”, disse Newey. Ao Estado, em Valência, falou: “Quem não sabe criar copia. E foi isso que Mercedes, McLaren e Ferrari fizeram. Copiaram nossa solução”. Mais: “Apesar de ser impossível prever o que irá acontecer em Silverstone, pode ser que eles percam menos que nós por causa de adaptarem seus carros ao recurso enquanto nós concebemos quase tudo em sua função”.
Muita gente, como Sam Michael, engenheiro da Williams, acredita que o GP não será representativo para se compreender quanto a Red Bull irá perder de rendimento, por se tratar de um traçado excepcionalmente favorável aos carros de Newey. Nas últimas 20 edições da corrida no circuito inglês, os projetos de Newey para Williams, McLaren e Red Bull venceram 12.
Mas o que fica claro com o discurso do diretor-técnico da Red Bull é que se ocorrer o que poucos esperam, seu carro tornar-se bem mais lento e instável, a organização austríaca com sede na Inglaterra irá pegar pesado.
O que os dirigentes que comandam a Fórmula 1 precisariam entender é que uma medida dessas desestimula profundamente empresários com fôlego financeiro a investir na Fórmula 1. Dietrich Mateschitz, proprietário da Red Bull, injeta cerca de 250 milhões de euros no seu projeto de Fórmula 1, em duas escuderias, Red Bull e Toro Rosso. E quando por conta da competência dos profissionais contratados, planejamento e muito dinheiro investido atinge o sucesso, de repente os próprios responsáveis pelo evento buscam forma de conter sua eficiência. Com certeza o péssimo exemplo já deve ter circulado em mesas de reuniões de potenciais investidores da Fórmula 1.
Uma nova área de boxes, paddock, instalações para a imprensa será inaugurada no fim de semana. Apesar de ser um autódromo privado, pertencente ao British Racing Drivers Club (BRDC), Silverstone se equipara agora em estrutura aos melhores do mundo, construídos por governos, como China, Bahrein, Turquia, com a vantagem de possuir um traçado histórico, veloz e profundamente seletivo.
Faz frio em Northamptonshire, região da pista, como de costume, e essa é a previsão para o fim de semana, o que tende a tornar o desafio de aquecer os pneus duros, em especial para a Ferrari, ainda maior. Ontem a temperatura não passou de 16 graus. Daniel Riccardo, australiano talentoso, 21 anos, piloto de testes da Toro Rosso, estreia na Fórmula 1 no GP da Europa, substituindo Narain Kathikeyan na Hispania.
Tags: Adrian Newey, Dietrich Mateschitz, Ferrari, Fórmula 1, GP da Grã-Bretanha, McLaren, Red Bull, Sam Michael, Sebastian Vettel, Williams
04/VII/11
Três equipes anunciaram ontem importantes medidas de reestruturação que, necessariamente, as farão crescer.
O time da década de 90, como é conhecida a Williams, competirá nas próximas temporadas com motor Renault. É uma parceria de sucesso. Foram campeões do mundo em 1992, 1993, 1996 e 1997.
A Marussia Virgin estabeleceu uma parceria técnica com a McLaren. É tão profunda que a escuderia de Lewis Hamilton e Jenson Button terá participação na diretoria da companhia.
Por fim, o empresário espanhol Ramon Carabante vendeu a Hispania para o grupo de investimento espanhol Thesan Capital.
Primeiro o diretor-geral da Williams, Adam Parr (foto ao lado), dispensou o diretor-técnico Sam Michael e trouxe para seu lugar o experiente Mike Coughlan, ex-projetista da McLaren envolvido no escândalo que espionava os segredos da Ferrari. Rubens Barrichello deverá ser mantido na organização.
O novo grupo de engenheiros que trabalha na Williams no projeto de 2012 tem em Rubinho o seu ponto de referência para conceber o carro. Agora terá o mesmo motor Renault da equipe que domina o Mundial, a Red Bull.
Se tiver um melhor orçamento no próximo campeonato, como parece possível com essa importante reestruturação, a Williams voltará a crescer. Hoje está à frente apenas dos três times que estrearam no ano passado, cujas dependências em nada se assemelham às da Williams. “Não há razão para não pensarmos em voltar a vencer já em 2012”, afirmou Parr.
Segundo se comenta na Fórmula 1, porém, para a organização de Frank Williams ter a certeza de poder estar no caminho certo da evolução só substituindo seu diretor-geral. Parr é um advogado perspicaz mas sem experiência alguma com o complexo universo da Fórmula 1. O difícil é convencer Frank Williams de que Parr, apesar de hábil nas negociações com patrocinadores, não pode conduzir a escuderia por absoluta falta de conhecimento. O atual estágio de ineficiência do time seria o atestado de sua inexperiência.
Richard Branson, empresário empreendedor muito bem-sucedido, sócio da Marussia Virgin, não assistiria mesmo a seu projeto de Fórmula 1 fracassar. Em conjunto com seu sócio, a empresa russa Marussia, dispensou o projetista Nick Wirth e comprou sua estrutura técnica. Agora fez um acordo com a McLaren para uso de seus recursos que dará resultados a curto prazo.
A própria gestão do projeto terá o dedo dos profissionais da McLaren, bem como a superdependência da escuderia, em Woking, ao sul de Londres, estará à disposição do time de Brenson. Será a primeira vez que fará um teste em túnel de vento. Até agora seus dois carros, o do ano passado e desta temporada, foram projetados apenas por modelos matemáticos, algo impensável na Fórmula 1. “Precisávamos de uma medida de impacto como essa para atingir os objetivos que temos na Fórmula 1”, disse o diretor da equipe Andy Webb.
Havia dúvida se a Hispania terminaria a temporada. Não existe mais: o grupo espanhol Thesan garante não só a permanência na Fórmula 1 como um ambicioso planejamento para evoluir. Possui um competente diretor-técnico, Geoff Willis, que, se dispuser de recursos financeiros, poderá produzir um carro bem mais veloz que o atual.
Tags: acordo, Adam Parr, Andy Webb, Fórmula 1, Frank Williams, Geoff Willis, Marussia, McLaren, motor, Nick Wirth, Ramon Carabante, Renault, Richard Branson, Thesan, Virgin, Williams
27/VI/11
Livio Oricchio, de Valência
Depois de oito etapas realizadas, Sebastian Vettel, da Red Bull, lidera com 186 pontos diante de 109 de Jenson Button, McLaren, e Mark Webber, Red Bull, empatados. São nada menos de 77 pontos de diferença. Como a cada prova o vencedor soma 25 pontos, Vettel poderia não disputar as três próximas corridas, Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria, Button ou Webber vencerem as três, que mesmo assim regressaria à competição, na Bélgica, como líder. A pergunta mais feita, hoje na Fórmula 1, é: em que GP o alemão da Red Bull definirá o bicampeonato?
“Como acredito que essa diferença vai crescer, apostaria que em Suzuka Vettel feche a temporada”, diz o diretor esportivo da Renault, Steve Nielsen. O GP do Japão, dia 09 de outubro, será o 15.º do calendário que terá 19 etapas. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, disse domingo, em Valência, que Vettel “será com certeza campeão”, mas não deu palpite em que prova. “Ele e Lewis (Hamilton) são os melhores dessa nova geração.”
Flavio Briatore, ex-diretor da Benetton e Renault, falou em entrevista à rádio Montecarlo que Vettel seria campeão em Monza. Para isso, o alemão de apenas 23 anos teria de abrir uma diferença de 150 pontos para o concorrente mais próximo, pois após a corrida de Monza, 13.ª do Mundial, dia 11 de setembro, serão disputadas ainda mais seis. Vettel deveria ter, portanto, o dobro da diferença de hoje. É bem pouco provável.
Para o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, é preciso esperar o que vai acontecer depois da próxima etapa, dia 10, em Silverstone, quando o escapamento aerodinâmico será proibido. “Poderá haver uma mexida na ordem de forças que vimos até agora. Reconheço, contudo, que Sebastian tem uma vantagem considerável.” E a situação pode tornar ainda mais favorável para a Red Bull se a previsão de Hamilton proceder, como muitos acreditam: “Sem o escapamento aerodinâmico vamos perder muito”, disse em Valência, domingo.
A McLaren só deu um passo de gigante no seu desempenho, este ano, quando levou o carro para a abertura da temporada, em Melbourne, com o recurso, não utilizado nos testes. “Dispomos de outro carro”, afirmou Button, na Austrália. O caso da Mercedes é semelhante. Se essa tese for comprovada, em vez de a FIA estender a luta pelo campeonato, como pretende com a mudança da regra, poderá dar um tiro no próprio pé. Quem perderia mais seriam os adversários da Red Bull e não a equipe de Vettel e Webber.
A exemplo do diretor esportivo da Renault, Rubens Barrichello, da Williams, também considera mais provável que Vettel defina o título no GP do Japão. “Ele tem de aumentar a diferença para 100 pontos, o que é possível nessa projeção.” E para Felipe Massa, Ferrari, Vettel terá de realizar uma proeza para perder o título: “Terá de aprontar muito, mas muito mesmo”. A corrida de Silverstone, dia 10, responderá se a definição do Mundial será apressada ou retardada. De qualquer forma, parece pouco provável que passe da etapa de Suzuka.

Tags: Felipe Massa, Ferrari, Flavio Briatore, Fórmula 1, Jenson Button, McLaren, Red Bull, Renault, Rubens Barrichello, Sebastian Vettel, Stefano Domenicali, Steve Nielsen, Williams
25/VI/11
GP da Europa
Livio Oricchio, de Valência
A primeira tentativa de a FIA acabar com a hegemonia da equipe Red Bull nos treinos de classificação não funcionou. Sebastian Vettel estabeleceu ontem no circuito de Valência, na Espanha, a oitava pole position da Red Bull na temporada, em oito disputadas. E num traçado que não parece ser o melhor para seu carro. As novas regras não mudaram o cenário da Fórmula 1. Mark Webber, companheiro de Vettel, vai largar na segunda colocação. O primeiro adversário da Red Bull é Lewis Hamilton, da McLaren, terceiro, quase meio segundo atrás (405 milésimos).
“Ouvimos tanta coisa nos últimos dias sobre a mudança do regulamento. Disse que os resultados não seriam diferentes e aí está, vamos largar na primeira fila”, disse Vettel, sem esconder a satisfação com o que constatou ontem: a exigência de usar amanhã, na corrida, ao longo das 57 voltas no circuito de 5.419 metros, o mesmo ajuste eletrônico do motor, medida que estreia em Valencia, não afetou a Red Bull, como provavelmente acreditavam os responsáveis pela alteração da regra.
“Superar a Red Bull na classificação não dava para pensar. Mas em corrida vimos este ano que as coisas se comportam diferentes”, comentou o combativo Hamilton, que pensa ser possível, sim, vencer o GP da Europa. A Ferrari não está tão longe em condição de corrida, a exemplo do previsto por Hamilton para a McLaren. Fernando Alonso, do time italiano, registrou ontem o quarto tempo e Felipe Massa, companheiro, quinto. Massa comentou: “Esperava ficar à frente das duas McLaren e não apenas uma, depois do nosso desempenho nos treinos livres”. Jenson Button, da McLaren, se classificou em sexto.
Com a elevação da temperatura e o acúmulo de borracha no asfalto, decorrente das competições da GP2 e GP3 no circuito de Valência, os pneus mudaram de comportamento. “Passamos a sofrer um pouco com os médios. Com os macios somos bem competitivos”, falou Massa. Alonso explicou: “Vamos ter de usar os pneus médios o mínimo de voltas possível”. E fez uma confissão: “Na minha galeria de troféus só me falta um pódio aqui em Valência, Abu Dabi e um que não estreou, Índia. Seria muito especial para mim”. E nem está tão distante. Rubens Barrichello, da Williams, larga em 13.º.
Pilotos e engenheiros têm um desafio diferente hoje. Vão ter de disputar o GP da Europa com o mesmo ajuste eletrônico do motor utilizado ontem. Ao menos na classificação, a medida não reduziu a velocidade da Red Bull. E as 57 voltas da prova, hoje, deverão responder se em condição de corrida será assim também. Se for o caso, não adiantou a FIA gerar para si própria imenso desgaste ao alterar as regras: o projeto de Adrian Newey para a Red Bull é eficiente por causa da genialidade da sua concepção global.
Tags: Felipe Massa, Fernando Alonso, Ferrari, Fórmula 1, GP da Europa, Jenson Button, Lewis Hamilton, Mark Webber, McLaren, Red Bull, Rubens Barrichello, Sebastian Vettel, Valência, Williams
20/VI/11
Livio Oricchio, de Nice
Jenson Button é o novo nome da lista, segundo o News of the World, da Inglaterra. Pouco antes do GP da Turquia, dia 8 de maio, a revista italiana Autosprint publicou que Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, se encontrou com Nico Rosberg, da Mercedes, para conhecer sua condição contratual.
De tempos em tempos sempre surge um piloto para substituir Felipe Massa na equipe italiana. A rigor, desde sua estreia no time de Maranello, em 2006, como titular.
Ao mesmo tempo em que o sensacionalista News of the World agitou a mídia esportiva britânica com a informação de que Button interessa à Ferrari, o conceituado site da respeitada revista inglesa Autosport colocou no ar que Button e a McLaren devem estender seu compromisso por pelo menos mais uma temporada, lembrando, ainda, que a escuderia de Ron Dennis tem uma opção sobre seu piloto e deverá exercê-la.
Dois veículos de comunicação do mesmo país, no mesmo dia, divulgam dois destinos diferentes para o piloto que realizou, dia 12, “a corrida da sua vida”, em Montreal. Depois de ocupar a 21.ª e última colocação na 40.ª volta do GP do Canadá, Button ascendeu à liderança na 70.ª e última volta. Trabalho realmente notável do campeão do mundo de 2009!
Em primeiro lugar, Massa só não terá seu contrato ratificado com a Ferrari para 2012 se produzir bem pouco nas próximas etapas. Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo, presidente da empresa, podem no intervalo de quase um mês entre a prova de Budapeste (31/07) e a de Spa-Francorchamps (28/08) decidir que é hora de contar com um piloto que, sendo menos capaz de Fernando Alonso para lutar pelas vitórias, então marque pontos, e bons pontos com regularidade.
Competir com Alonso é difícil. A não ser Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e eventualmente, dependendo das circunstâncias, Jenson Button, parece não existir outro piloto com propriedades para vencer com regularidade o espanhol dispondo do mesmo equipamento.
É isso o que a Ferrari deseja de Massa: pontos e se der, claro, um pódio de vez em quando. Domenicali e toda a Fórmula 1 já viu que Massa pode, em determinada situação, ficar na frente de Alonso. Mas na média, ao longo de uma temporada, o espanhol se mostra mais eficiente e constante. “Ele é a nossa referência”, afirmou Domenicali ao Estado, em Montreal.
Massa tem de desistir, dentro de si, de pensar loucamente em superar Alonso. Deve, sim, usar a competência do companheiro para estimulá-lo a exigir mais de si sempre. Mas sem aquela fixação de ter de batê-lo. Isso o está prejudicando.
Se nas corridas de Valência, domingo, depois Silverstone, Nurburgring e Hungaroring colocar a bola no chão, fazer o seu trabalho, levar bons pontos para a equipe, como é capaz desde que tire da cabeça a obsessão de vencer Alonso, o seu futuro imediato está definido: permanece onde está.
Agora, se entrar numa série de três, quarto etapas sem marcar pontos, como aconteceu em Istambul, Barcelona e Mônaco, e tiver responsabilidade nos maus resultados, é possível que Domenicali e Montezemolo decidam, mesmo, um substituto para 2012.
A sua escolha passa pelo crivo de Alonso, o líder da Ferrari, bem ao gosto do que ambos amam. Alonso tem uma característica bem particular. É competente como raros na história da Fórmula 1, mas desestabiliza-se se compartilhar o time com outro piloto igualmente capaz.
Mais: sua reação pueril, típica de quem não reconhece o potencial dos adversários, transforma o ambiente de trabalho num inferno, como vi de perto na McLaren e integrantes da equipe descreviam. E a Ferrari funciona bem, da mesma forma, crescendo ao redor de um piloto que assuma a responsabilidade de fazer a organização evoluir e demonstre na pista sua capacidade, o que acaba por contaminar o grupo positivamente. Alonso é mestre nisso.
– Alonso, o que você acha, Button pode ser uma boa opção para nós?, lhe perguntaria Domenicali. Muito provavelmente o espanhol preferiria alguém que pudesse fazer menos sombra. A experiência da McLaren com Hamilton foi suficiente. Pelo lado da Ferrari, Domenicali que, se não é o líder que a escuderia necessita, de bobo não tem nada, entenderia.
O italiano tem consciência do que ocorreria se Button passasse a disputar com Alonso as melhores colocações no grid e na corrida: perderia seu líder. O espanhol entra em parafuso. Ainda que eu o veja como um piloto mais veloz e completo de Button e as chances de ser superado pelo inglês sejam pequenas.
Portanto, seria surpreendente a transferência de Button para a Ferrari. Para isso acontecer Massa terá de não fazer nada de relevante nas próximas etapas e, fundamentalmente, Alonso concordar com a troca. O que duvido muito. Mas você, eu, todos nós sabemos, na Fórmula 1 tudo é possível. Se tivesse de apostar na roleta, no entanto, não colocaria, ao menos em 2012, fichas nesse número.
Tags: Felipe Massa, Ferrari, Fórmula 1, Jenson Button, Luca di Montezemolo, McLaren, mercado, opinião, Ron Dennis
14/VI/11
Livio Oricchio, do aeroporto Pierre Trudeau, em Montreal
Amigos, cheguei em casa, aqui em Nice, há instantes. São 18 horas desta terça-feira para mim. Estou começando me inteirar agora do noticiário da Fórmula 1. Na viagem e na parada em Zurique conversei horas com profissionais da Fórmula 1. É sempre um aprendizado. Se não nos informa, nos forma. E quanto isso é importante nesse universo de valores muito próprios como a Fórmula 1. Escrevi o texto a seguir ontem, antes de embarcar, em Montreal. Acho que ainda não se perdeu totalmente, por isso o coloco no ar. Abraços!
É possível a um piloto de Fórmula 1 ocupar a 21.ª e última colocação nas voltas 37, 38, 39 e 40, numa corrida de 70, e vencer a competição? Jenson Button, da McLaren, mostrou, domingo em Montreal, que sim. Com impressionantes 21 ultrapassagens durante o GP do Canadá e nada menos de seis passagens pelos boxes, Button é manchete no seu país. “Uma das vitórias mais espetaculares da história” é o tom das publicações inglesas, como o Daily Telegraph.
A mesma publicação destaca, também, o pesadelo vivido por seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, bem mais popular, que mais uma vez se envolveu em acidentes, desta vez com o próprio Button.
“A maior vitória da minha carreira”, definiu Button. O que os números não mostram é que Button sobreviveu a uma prova de demolições também. Primeiro com o próprio Hamilton, ainda na sétima volta. Ao tentar ultrapassar Button, Hamilton foi espremido no muro e acabou colidindo. Para Hamilton, o time e os próprios comissários, Button alegou que, com a chuva, não viu Hamilton do seu lado. Sua lisura com piloto o isentou de culpa. Não mentiria mesmo.
O próximo da lista foi Fernando Alonso, da Ferrari. Na 36.ª volta, Button e Alonso percorreram a reta que antecede a curva 5 e ao iniciar o contorno da chicane a roda dianteira esquerda da McLaren tocou na traseira direita de Alonso, lançando-o para fora da pista. Acidente de corrida, segundo os comissários. É a visão da maioria também. Mais: com o safety car na prova, Button excedeu o limite de velocidade, o que lhe valeu um drive through.
Todos esses episódios justificariam, por exemplo, um resultado desfavorável de um piloto favorito à vitória. E não a vitória de um piloto que poucos apostavam poderia vencer o GP do Canadá. A lógica foi afrontada em Montreal. Felizmente. Quando isso ocorre, quase sempre é uma garantia de refinado show.
Como gran finale, Button registrou na 69.ª volta, uma antes da bandeirada, quando acelerava tudo o que o seu talento permite, e não é pouco, para se aproximar de Sebastian Vettel, líder desde a largada, estabeleceu a melhor volta do frenético e emocionante GP do Canadá, sétimo do calendário: 1min16s956, à média de 204,0 km/h. O excepcional resultado deu a vice-liderança do Mundial a Button, com 101 pontos, mas ainda distante do primeiro colocado, Sebastian Vettel, da Red Bull, segundo no circuito Gilles Villeneuve, com 161.
Já Hamilton
Em Mônaco, para não ir distante, Hamilton teve responsabilidade no abandono de Felipe Massa e causou o de Pastor Maldonado. Acabou punido. Ontem, envolveu-se num incidente com o próprio Button. Embora não tivesse culpa, as circunstâncias sugeriam não haver necessidade de forçar daquela forma extrema, em especial contra o companheiro, ainda na sétima volta. O risco de dar errado era maior que ele ganhar a posição.
A regressar para os boxes, recebeu o dedo em riste de Ron Dennis, diretor da McLaren, e responsável por bancar sua carreira antes da Fórmula 1. Hamilton lhe virou as costas e foi para o fundo dos boxes. No sábado à noite, manteve longa conversa com Christian Horner, diretor da Red Bull. E foi objetivo: ofereceu-se como piloto. O contrato com a McLaren termina no fim de 2012. É o que conta o site da revista inglesa Autosport.
Ao Estado, Hamilton disse, com exclusividade, na China: “Até o fim de 2012 fico onde estou. Depois, vamos ver.” A Fórmula 1 está começando ver. Mas o Hamilton de hoje, velocíssimo, impulsivo, brilhante, por vezes desequilibrado, outras irrepreensível, e na etapa seguinte não medir o que faz, a ponto de destruir a corrida de seus adversários, pode ser um gerador de problemas ao mesmo tempo que uma garantia de resultados. É essa imagem contrastante a do piloto mais agressivo em atividade. E dos mais talentosos.
Tags: Fórmula 1, GP do Canadá, Jenson Button, Lewis Hamilton, McLaren, Montreal
12/VI/11
Livio Oricchio, de Montreal
Festa igual, Jenson Button fez apenas quando foi campeão do mundo, com a Brawn, em 2009, em Interlagos. Ontem, em Montreal, depois de vencer a corrida mais eletrizante até agora da temporada, o inglês da McLaren rindo, pulando, afirmou: “A volta mais importante para se liderar é a última. E eu liderei metade dela. Essa foi melhor corrida da minha carreira”.
Sebastian Vettel, da Red Bull, assumiu a ponta na largada do GP do Canadá, aproveitando-se da pole position, e a manteve praticamente até a cerca de 2.500 metros da linha de chegada, na 70.ª volta, tendo administrado com rara precisão cinco relargadas do safety car e variações significativas na aderência do asfalto, em razão de chover pouco, forte e depois parar. “É dolorido fazer um trabalho perfeito em condições tão difíceis e errar na última volta”, disse, sentido.
Mesmo tendo ido ao boxes seis vezes, Button estava nas voltas finais bem colocado e com um carro fantástico nas mãos. “Estava muito rápido. Mas se Sebastian não erra não sei se conseguiria ultrapassá-lo.” O alemão estava acelerando tudo o que podia para evitar de Button entrar na grande reta, antes dos boxes, um segundo atrás, o que lhe permitiria usar o flap móvel e, provavelmente, ultrapassá-lo, como o inglês fez com Mark Webber, parceiro de Vettel, terceiro colocado.
Além das cinco relargadas depois do safety car, a prova foi interrompida ao final da volta 25 em razão da chuva forte que caiu sobre o circuito Gilles Villeneuve. Foram duas hora de paralisação. E valeu a pena esperar. As 45 voltas restantes mantiveram o excelente público nas arquibancas, apesar de ensopado, em pé. Os duelos se sucediam a cada volta. “Devo agradecer minha equipe pela eficiência nas paradas nos boxes”, disse Button. E ele foi nada menos de seis vezes aos boxes.
Como o asfalto hora apresentava uma aderência e ora outra, decorrente da mudança nas condições do clima, por vezes o melhor era manter o pneu de chuva enquanto outras ocasiões, o intermediário e, no fim, os para pista seca. Button é um dos pilotos mais inteligentes do grid.
No ano passado, o piloto da McLaren venceu na Austrália e Malásia, também quando o que mais contava era a precisão na condução e, principalmente, identificar a hora de realizar a parada e qual tipo de pneu utilizar. “Adoro este lugar, tenho bons amigos, ontem foi aniversário de um deles, portanto terei muito o que comemorar hoje à noite.”
Por um momento, parecia que Michael Schumacher, da Mercedes, conquistaria seu primeiro pódio desde a volta à Fórmula 1, em 2010. Mas no circuito onde já venceu sete vezes, recorde, acabou ultrapassado por Button e Webber para acabar em quarto.
A exemplo do GP de Mônaco, Lewis Hamilton, companheiro de Button, envolveu-se em dois acidentes. Desta vez abandonou. Um deles com o próprio Button, embora nesse caso não se possa culpá-lo. Mas o toque em Webber, na primeira curva, depois da largada, mereceu o comentário irônico do australiano: “Lewis pensou que receberia a bandeirada logo em seguida”.
A primeira colocação de Button ficou sob júdice. Por ele também estar sob investigação por causa do incidente com Hamilton e com Fernando Alonso, da Ferrari, na 36.ª volta, o que custou o abandono do espanhol. Com o resultado de ontem, Vettel chegou a impressionantes 161 pontos diante de 175 possíveis depois de sete etapas. Button assumiu a segunda colocação, com 101 pontos, enquanto Webber ultrapassou Hamilton, 94 a 85. O próximo GP será o da Europa, nas ruas de Valência, na Espanha, dia 26.

A última volta do GP do Canadá você pode ouvir pela rádio Estadão ESPN, clicando abaixo:
Podcast: Play in new window | Download
Tags: chuva, corrida, Fórmula 1, GP do Canadá, Jenson Button, Lewis Hamilton, McLaren, Mercedes, Michael Schumacher, Red Bull, Sebastian Vettel
11/VI/11
Livio Oricchio, de Montreal
Não vale. Ou melhor, vale, sim. Vettel pegou um belo vácuo de uma Williams, na longa reta antes dos boxes, e estabeleceu 1min13s381. Penso que deve lhe ter dado uns três décimos de segundo. Assim, faria, em condições normais, cerca de 1min13s681. Na frente, ainda, de Alonso, 1min13s701, mas bem diferente dos cerca de um segundo que impunha a todos, pelo menos. São as características do traçado de 4.361 metros, com curvas breves e lentas.
Tudo isso aconteceu há pouco, no terceiro treino livre. A Ferrari está rápida. Massa obteve o quarto tempo, 1min13s956. Nico mostrou que a Mercedes está na briga, terceiro, 1min13s919. Esperava mais da McLaren. Button marcou o quinto tempo, 1min14s335, e Hamilton o sexto, 1min14s469.
Não acredito que haja encenação nesse resultado. Vi esse pessoal exigir tudo do equipamento. Pode até ser que na classificação, daqui a uma hora e meia apenas, as coisas se modifiquem, mas não penso que será muito distinto do que acabamos de assistir. No máximo vai embaralhar esses seis e por diferenças reduzidas. Será surpreende se for muito diferente.
Chamou a atenção a volta em que o pneu supermacio, identificado com a tinta vermelha, respondeu com o melhor resultado: 3.ª, 4.ª e 5.ª, depende do carro. Dá para imaginar que na classificação não seja distinto.
O céu está ficando cada vez mais escuro e há a previsão de chuva para o período da tarde. A classificação aqui em Montreal será às 13 horas, 14 horas de Brasília. E as possibilidades de ser com asfalto molhado existem. Com esses guardrails tão próximos da pista, será uma obra do acaso se ninguém bater o treino não for interrompido.
Nos falamos mais tarde.
Abraços
Tags: Felipe Massa, Fernando Alonso, Ferrari, Fórmula 1, Jenson Button, Lewis Hamilton, McLaren, Mercedes, Nico Rosberg, Pirelli, pneus, previsão do tempo, Red Bull, Sebastian Vettel, treinos livres
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006