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26/VI/11

GP da Europa

Livio Oricchio, de Valência

  Bem poucos pilotos são capazes, hoje, na base da competência, de deixar para trás Sebastian Vettel ou Mark Webber, a dupla da Red Bull, em razão da supereficiência do modelo RB7-Renault da equipe austríaca. Pois Fernando Alonso, da Ferrari, é. “O pódio era o meu objetivo aqui em Valência, diante da minha torcida”, disse o espanhol, muito feliz com o resultado. “Agora falta apenas o troféu do pódio em Abu Dabi para completar pódios em todas as etapas do calendário.”

  Largou em quarto, perdeu na largada a posição para Felipe Massa, quinto no grid, mas na primeira curva Mark Webber fechou Massa e Alonso os ultrapassou por fora para assumir a terceira colocação. Na 20.ª, Alonso ultrapassou Webber “na pista e não nos boxes”, como destacou. Mas na 29.ª, quando fez sua segunda parada, perdeu o segundo lugar para o australiano. O troco veio na 45.ª volta, da mesma forma, no pit stop.

  “Falta, agora, ganhamos uma corrida, mas ainda somos 8 décimos de segundo mais lentos que a Red Bull e não é possível.” Incentivador do grupo, afirmou: “Foi surpreendente ver como reagimos melhor do esperado no final com os pneus duros, esperava enfrentar mais problemas, como sempre”. Os pneus médios distribuídos pela Pirelli no GP da Europa corresponderam aos duros.

  Alonso falou, ainda: “Vamos para Silverstone e Nurburgring, onde teremos importantes novidades no carro, muito confiantes”. Alonso ocupa o quinto lugar no campeonato, com 87 pontos, 99 a menos de Vettel.

  Até o seu primeiro pit stop, na 15.ª volta de um total de 70, Felipe Massa deu mostra de poder lutar pelo pódio, como havia feito em Montreal, dia 12. Ontem era o quarto colocado, a três segundos de Alonso, terceiro, acompanhando o ritmo de Vettel e Webber, líderes, também. “Com o segundo jogo de pneus perdi desempenho”, explicou Massa. Saiu dos boxes atrás de Lewis Hamilton, McLaren, e ficou na quinta colocação até a bandeirada.

  A exemplo do companheiro, Massa espera que a Pirelli não leve para o GP da Grã-Bretanha, dia 10, os mesmos pneus duros de Barcelona. “Apenas a Red Bull e a McLaren puderam utilizá-los sem dificuldades. As demais equipes não.” A Ferrari espera que a Pirelli opte pela primeira série de pneus duros, menos duros que a segunda, usada em Barcelona, e os médios, os mesmos que ontem foram classificados como duros. 

  Massa é mais contundente de Alonso para falar da definição do título: “O Vettel tem de aprontar muita coisa para não ser campeão”. Com 42 pontos, Massa é o sexto colocado, a 144 de Vettel e a 45 de Alonso.

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25/VI/11

GP da Europa

Livio Oricchio, de Valência

  A primeira tentativa de a FIA acabar com a hegemonia da equipe Red Bull nos treinos de classificação não funcionou. Sebastian Vettel estabeleceu ontem no circuito de Valência, na Espanha, a oitava pole position da Red Bull na temporada, em oito disputadas. E num traçado que não parece ser o melhor para seu carro. As novas regras não mudaram o cenário da Fórmula 1. Mark Webber, companheiro de Vettel, vai largar na segunda colocação. O primeiro adversário da Red Bull é Lewis Hamilton, da McLaren, terceiro, quase meio segundo atrás (405 milésimos).

  “Ouvimos tanta coisa nos últimos dias sobre a mudança do regulamento. Disse que os resultados não seriam diferentes e aí está, vamos largar na primeira fila”, disse Vettel, sem esconder a satisfação com o que constatou ontem: a exigência de usar amanhã, na corrida, ao longo das 57 voltas no circuito de 5.419 metros, o mesmo ajuste eletrônico do motor, medida que estreia em Valencia, não afetou a Red Bull, como provavelmente acreditavam os responsáveis pela alteração da regra.

  “Superar a Red Bull na classificação não dava para pensar. Mas em corrida vimos este ano que as coisas se comportam diferentes”, comentou o combativo Hamilton, que pensa ser possível, sim, vencer o GP da Europa. A Ferrari não está tão longe em condição de corrida, a exemplo do previsto por Hamilton para a McLaren. Fernando Alonso, do time italiano, registrou ontem o quarto tempo e Felipe Massa, companheiro, quinto. Massa comentou: “Esperava ficar à frente das duas McLaren e não apenas uma, depois do nosso desempenho nos treinos livres”. Jenson Button, da McLaren, se classificou em sexto.

  Com a elevação da temperatura e o acúmulo de borracha no asfalto, decorrente das competições da GP2 e GP3 no circuito de Valência, os pneus mudaram de comportamento. “Passamos a sofrer um pouco com os médios. Com os macios somos bem competitivos”, falou Massa. Alonso explicou: “Vamos ter de usar os pneus médios o mínimo de voltas possível”. E fez uma confissão: “Na minha galeria de troféus só me falta um pódio aqui em Valência, Abu Dabi e um que não estreou, Índia. Seria muito especial para mim”. E nem está tão distante. Rubens Barrichello, da Williams, larga em 13.º.

  Pilotos e engenheiros têm um desafio diferente hoje. Vão ter de disputar o GP da Europa com o mesmo ajuste eletrônico do motor utilizado ontem. Ao menos na classificação, a medida não reduziu a velocidade da Red Bull. E as 57 voltas da prova, hoje, deverão responder se em condição de corrida será assim também. Se for o caso, não adiantou a FIA gerar para si própria imenso desgaste ao alterar as regras: o projeto de Adrian Newey para a Red Bull é eficiente por causa da genialidade da sua concepção global.

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25/VI/11

GP da Europa

Livio Oricchio, de Valência

  Fernando Alonso nunca escondeu que se existe um piloto que sempre admirou é Ayrton Senna. Mas há outro ponto que une o espanhol ao brasileiro, ambos dentre os maiores da história da Fórmula 1: os dois já se viram na frente de um japonês nas corridas, com resultados desagradáveis.

  “Espero que desta vez não surja nenhum japonês para comprometer meu fim de semana”, disse Alonso, rindo, em Valência, onde hoje será disputado o GP da Europa. Senna comentou, bravo, depois da cerimônia do pódio do GP do Brasil, em Interlagos, em 1990, após ter sido terceiro: “A equipe tem de instalar um espelho maior para esse japonês (Satoru Nakajima, da Tyrrell)”.

  Claro que nem todo japonês é mau piloto. O cada vez melhor Kamui Kobayashi, da Sauber, está aí para provar. Já cogitado pelas grandes equipes. E hoje Takuma Sato larga na pole position do GP de Iowa da Fórmula Indy. Mas é verdade, também, que as estatísticas mostram que a maioria não está dentre os mais capazes.

  Senna, por exemplo, ficou louco da vida com Nakajima, na volta de Interlagos à Fórmula 1, em 1990, porque ao lhe colocar uma volta de vantagem, na curva do Bico de Pato, no momento que liderava, o japonês fechou a porta e tocou no aerofólio dianteiro da McLaren. Resultado: Senna teve de parar nos boxes e terminou terceiro quando poderia ter vencido. “Eu sonhava vencer em Interlagos”, confessou na época, um tanto inconformado em ter de esperar outra oportunidade, que vira de forma espetacular em 1991 e 1993.

  Na estreia de Valência no calendário, em 2008, a alegria de Alonso e da maioria dos 80 mil torcedores durou cinco curvas. Depois da largada, Kazuki Nakajima, da Williams, filho do japonês que se envolveu no acidente com Senna, em São Paulo, tirou Alonso da corrida. “É duro aceitar”, afirmou o asturiano, quando regressava aos boxes.

  Mas a sina do espanhol com japoneses em Valência não termina aí. No ano passado, o combativo Kobayashi realizou outra extraordinária prova, bem no seu estilo, vindo lá de trás, e ultrapassou Alonso na última curva, da última volta, para ser sétimo. “Aqueles dois pontos me fizeram falta no final do campeonato”, comentou o piloto da Ferrari, oitavo colocado em Valência em 2010.

  É por isso que Alonso disse sexta-feira: “Espero que desta vez não surja nenhum japonês para comprometer meu fim de semana”.

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24/VI/11

GP da Europa

Livio Oricchio, de Valência

  O delegado da FIA, Charlie Whiting (foto), recebeu fogo cruzado da imprensa internacional, ontem à noite, em Valência. Jornalistas das mais distintas nações lhe perguntaram a razão de a entidade decidir, depois de oito corridas, mudar o regulamento, o que, em princípio, tende a afetar diretamente a Red Bull, equipe do líder da competição, Sebastian Vettel. “Sei que há pessoas que acreditam em motivo político. Mas afirmo ser técnico. E me sinto bastante confortável para dizer isso.”

  A partir de hoje, na classificação do GP da Europa, em Valência, oitavo do calendário, as equipes terão de adotar o mesmo ajuste eletrônico do motor de amanhã, na corrida. E a partir da etapa seguinte do campeonato, em Silverstone, Inglaterra, dia 10, o chamado escapamento aerodinâmico vai ser proibido. “Nós não mudamos as regras. Apenas estamos impedindo que pessoas as burlem”, disse o inglês. “E também não proibimos o escapamentos como são usados hoje, apenas o limitamos a fim de evitar seu uso com propósito aerodinâmico.”

  Se a prova de ontem fosse de retórica, Whiting teria sido aprovado com louvor. Suas explicações parecem convincentes. Existe, mesmo, um bom motivo técnico, como defende o ex-mecânico da Brabham, para rever a aplicação da regra. Mas, ao mesmo tempo, quem conhece a história da Fórmula sabe que os interesses políticos costumam ser tão superiores que a sua associação com a medida adotada agora pela FIA é inevitável. E, com elevada probabilidade, procedente.

  Os times descobriram que poderiam usar os gases do escapamento para gerar maior pressão aerodinâmica. A Red Bull é quem melhor desenvolveu o sistema e explica, em parte, sua hegemonia no Mundial. Nessa projeção, Vettel poderia definir a conquista do título bem antes do fim do campeonato, o que é ruim para os interesses da Fórmula 1. Seu universo de telespectadores tende a se reduzir bastante.

  O que ninguém entende, a não ser os adversários da Red Bull, é por qual motivo a FIA esperou a temporada caminhar para uma definição para então agir. “Em primeiro lugar, não houve uma reclamação formal de ninguém. Apenas uma escuderia nos solicitou para ver o que poderia ser feito”, contou Whiting, sem citar o nome. Hispania, Marussia Virgin e Williams correm com motor Cosworth, que não têm recursos financeiros para desenvolver um sistema eletrônico que permita o uso do escapamento aerodinâmico como os demais times. Sabe-se que foi uma dos três.

  O tema é polêmico, falou o inglês, o que dava às equipes a oportunidade de defender sua legalidade. “Mas antes de Barcelona (dia 22 de maio, quinta do ano), as avisamos que não poderiam seguir adiante com suas idéias”, disse o delegado. “Isso em razão de vermos a escalada no uso do sistema. Foi assim com o amortecedor de massa da Renault, em 2006.”

  Naquela ocasião, a FIA o proibiu a partir do GP da Hungria, quando a Renault estava em boa condição de ser bicampeã com Fernando Alonso. A exemplo de agora, ficou no ar a forte suspeita de que a FIA interveio para estender a definição do título até as etapas finais. Em 2006, apesar da perda de desempenho, Alonso ainda conseguiu ser campeão no GP do Brasil, último do calendário. Este ano, Vettel tem boa vantagem sobre Jenson Button, da McLaren, 161 a 101, e ainda restam 12 corridas com a de amanhã.

  “É impossível saber quanto a Fórmula 1 ficará mais lenta com a limitação, mas os técnicos pensam em meio segundo. Algumas equipes um pouco mais outras menos”, comentou Whiting. Adrian Newey, projetista da Red Bull, mostrou sua indignação ao Estado, ao comentar a decisão: “Aceito mudar o regulamento por uma boa razão, como segurança, o que não é o caso, agora. É um absurdo.”

  Nos treinos livres de ontem, Alonso confirmou a boa adaptação do carro da Ferrari aos 5.419 metros do circuito de Valência e fez o melhor tempo do dia. Hoje, na definição do grid, é enorme o interesse sobre o rendimento de Vettel e seu companheiro, Mark Webber, para se conhecer o quanto a primeira mudança do regulamento afetará a Red Bull. É possível que seja um pouco mais difícil para Vettel ou Webber continuarem estabelecendo todas as pole positions do campeonato.

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23/VI/11

GP da Europa

Livio Oricchio, de Valência

  Os 39 comandos que Fernando Alonso tinha até o GP do Canadá para intervir no volante da sua Ferrari parecem ser poucos. Além do “pequeno detalhe” da pilotagem, lógico. A proibição de as equipes modificarem os ajustes eletrônicos do motor entre o treino classificatório a partir do GP da Europa, amanhã, e a corrida, domingo, está transferindo para os pilotos a função de reajustá-los para as condições do dia da prova.

Trata-se, portanto, de uma fonte de distração dos pilotos. Somada à provável maior instabilidade do carro nas freadas, em especial, por conta da proibição do escapamento aerodinâmico a partir de Silverstone, dia 10, a medida tende a aumentar o nível de acidentes na Fórmula 1. Os carros foram concebidos para desfrutar do recurso. Retirá-lo condiciona um comportamento no monoposto bem distinto de não possui-lo desde a sua concepção.

  “Se sábado estiver 30 graus, por exemplo, e domingo 15, essa diferença de temperatura impõe outro funcionamento do motor”, explica Ricardo Penteado, brasileiro, chefe dos engenheiros da Renault, fornecedora de motor do próprio time e da Red Bull e Lotus.

  A partir da etapa de Valência, a FIA adotou a nova regra com o objetivo de evitar que os engenheiros usem ajustes eletrônicos do motor que façam os gases do escapamento auxiliar enormemente na geração de pressão aerodinâmica. A Red Bull é também a que melhor explora o conceito, o que ajuda a explicar as enormes diferenças impostas aos concorrentes este ano.

   A medida tende a fazer com que Sebastian Vettel e Mark Webber, pilotos da Red Bull, enfrentem maiores dificuldades para estabelecer, amanhã, a pole position, como fizeram nas sete etapas realizadas até agora. Seis com Vettel, uma com Webber.

  “Se não mexermos na regulagem do motor e tivermos essa diferença grande nas condições, haverá autodetonação e risco elevado de quebra do motor”, afirma Ricardo. “Nós explicamos o caso para os comissários e tivemos como resposta que só seremos autorizados a intervir quando eles considerarem que as condições são outras das do sábado.”

Jo Bauer, delegado técnico, disse ao Estado a respeito: “Estamos aprendendo ainda com essa regra. Se de fato considerarmos que a nova situação, no domingo, exigirá ajustes, para a segurança de todos e dos equipamentos, enviaremos através da nossa página de computador a informação da área em que as equipes poderão mexer nos ajustes”.

  Por essa razão, os pilotos estão sendo instruídos sobre o que fazer de dentro do cockpit dos seus carros ao longo das 57 voltas da corrida, domingo. “Não deverão ser, em princípio, intervenções regulares, constantes, porque pressão e temperatura não se alteram com frequência, mas eles terão de ajustar o motor para as novas condições”, diz Ricardo.

  Os pilotos evitaram comentar o caso. Parecem desejar aguardar ao menos os primeiros treinos livres do GP da Europa, hoje, para entender através das experiências que todas as equipes vão fazer.

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22/VI/11

GP da Europa

Amigos:

Escrevo já de Valência. Há um ditado que muitos cultuam aqui na Europa e que hoje se mostrou perfeito: quem tem pressa vai de carro. De casa, em Nice, até aqui em Valência, são cerca de 850 quilômetros. Respeitando os limites de velocidade, algo importante em especial nas estradas francesas – nas espanholas dá para ir um pouquinho além -, são oito horas de viagem. Já fiz algumas vezes nas sessões de pré-temporada. Pois hoje, de avião, necessitei de oito horas e meia, desde que saí de casa e pousei em Valência, via Zurique. Congestionamento aéreo foi a explicação.

Antes que tudo feche e eu fique só com o sanduíche que comi a bordo e faz tempo, vou correr aos restaurantes mais próximos do hotel desta bela cidade. Como come-se bem em Valência. E não é só a paella não! Frutos do mar, em geral, e como não?, carnes também.

Redigi o texto a seguir agora. Torço para Newey responder com a competência de sempre ao desafio de sábado aqui em Valência, mas sei também que é a chance para seus adversários quebrarem a hegemonia de sete poles da Red Bull em sete etapas.

Vamos nos falar muito ao longo do fim de semana. Está um calor danado aqui.

Abraços!

  Texto:

  Até agora foram disputadas sete sessões de classificação, este ano. E sempre a Red Bull estabeleceu a pole position. Seis vezes com Sebastian Vettel e uma com seu companheiro, Mark Webber. Sábado, no circuito de rua de Valência, na Espanha, McLaren, Ferrari e até a Mercedes vão ter a primeira oportunidade de romper a hegemonia da Red Bull. A FIA modificou as regras do jogo. Não mais será permitido usar o ajuste do motor para gerar pressão aerodinâmica, recurso que a Red Bull melhor desenvolveu. Mas os carros vão estar também menos estáveis e o risco de acidente será maior.

  Diferenças de mais de um segundo para os adversários nas sessões de definição do grid, verificadas este ano, parecem ser coisa do passado para a Red Bull. Por melhor que Adrian Newey, seu projetista, responda ao novo desafio imposto pela FIA, seu time deverá ser um dos mais afetados com a mudança. Não será de se estranhar se sábado Lewis Hamilton ou Jenson Button, da McLaren, e Fernando Alonso ou Felipe Massa, Ferrari, por exemplo, obtenham a primeira colocação no grid. É a sua primeira chance na temporada. Depois, claro, se estenderá para as demais etapas.

  Hoje os pilotos vão comentar a alteração do regulamento em pleno campeonato. O anúncio foi feito terça-feira. E abordarão, da mesma forma, o que pode ocorrer a partir da prova seguinte, o GP da Grã-Bretanha, dia 10, quando essa limitação de ajuste eletrônico do motor se estenderá para a corrida também. Já em Montreal Alonso deixou transparecer que representa uma grande oportunidade para se aproximar da Red Bull. A diferença, no entanto, é enorme. Vettel lidera com 161 pontos diante de 101 de Button. Alonso é  o quinto, com 69.

  Como os treinos são proibidos na Fórmula 1, os pilotos vão aproveitar as duas sessões livres do GP da Europa, amanhã, sob o calor intenso que faz na cidade, para conhecer as reações do carro sem um importante recurso que o torna mais equilibrado. O desafio maior será sábado, pois na definição do grid os pilotos atingem o limite extremo do carro, sendo que desta vez vão dispor de um conjunto mais arisco e os muros da pista de Valência são bem próximos ao asfalto.

  Futuro

  A mudança de motor na Fórmula 1 estava acertada para 2013: eles passariam a ser 1,6 litro, em vez de 2,4 litros, como hoje, e quatro cilindros em linha, em vez do V-8 atual. Voltariam a ser turboalimentados, tecnologia que perdurou na Fórmula 1 de 1977 a 1988, na sua última adoção no Mundial, e não mais seriam aspirados, como agora. Ontem, os representantes das equipes entraram num acordo: a alteração fica para 2014 e os motores serão 1,6 litro turbo e de arquitetura V-6.

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