22/VII/11
GP da Alemanha
Livio Oricchio, de Nurburgring

A pergunta circulou com desenvoltura, ontem no circuito de Nurburgring, depois dos dois primeiros treinos livres do GP da Alemanha: dá, ainda, para a Ferrari virar o jogo diante da Red Bull? A razão foi o ótimo treinamento de Fernando Alonso e Felipe Massa, ontem, associado ao desempenho convincente da equipe italiana na corrida de Silverstone, vencida pelo espanhol. “Estou pensando prova a prova”, disse Alonso. “Mas no ano passado até esta altura eu havia somado menos pontos”, lembrou, como quem diz ‘não descarto atropelar como em 2010’.
Não justifica totalmente, mas com certeza a volta do escapamento aerodinâmico, a partir de ontem e até o fim da temporada, ajudou Mark Webber a ser o mais rápido e lhe dá, junto do companheiro de Red Bull, o líder do campeonato, Sebastian Vettel, leve favoritismo para estabelecer, hoje, a pole position da décima etapa do calendário. Mas Alonso dominou o dia: mais veloz de manhã e à tarde perdeu no fim para Webber. Ficou a apenas 168 milésimos do australiano. Não há indícios de que estivessem em condições muito distintas.
“Já havíamos mostrado na Inglaterra termos dado um grande passo adiante. E hoje (ontem) testamos ainda mais modificações no carro”, falou Alonso, confiante. O modelo 150 Italia estreou um novo aerofólio traseiro, suspensão posterior, novo posiocionamento dos terminais de escape e ontem, novo aerofólio dianteiro. Massa também parecia otimista. “Ainda há o que fazer no acerto do carro para a corrida, mas aceitamos bem os pneus médios, apesar de um pouco duros, e os macios.” A exemplo do GP da Grã-Bretanha, reconheceu que poderá ter dificuldades para aquecer os médios e perder desempenho para a Red Bull na primeira volta, depois de sair dos boxes, em especial por que faz frio no noroeste alemão.
Vettel repetiu o discurso de Silverstone. “A Ferrari chegou. Precisamos reagir. Alonso sabe disputar um título”. Comparou o espanhol a uma raposa. O alemão, atual campeão do mundo, marcou o terceiro tempo e Massa, o quarto, todos relativamente próximos. “Em condições normais, não vejo como alguém possa desafiar Ferrari e Red Bull aqui em Nurburgring”, afirmou Lewis Hamilton, da McLaren, sétimo, um segundo mais lento que Webber.
Mas a exemplo do GP da Grã-Bretanha, o clima pode interferir diretamente no andamento da definição do grid, hoje, a partir das 9 horas (horário de Brasília) e principalmente amanhã, ao longo das 60 voltas da corrida no traçado de 5.148 metros. “Nossa previsão (na realidade é a de todas as equipes) é de que choverá domingo”, comentou Vettel.
Sua vantagem na classificação ainda é considerável para se pensar que poderá perder o bicampeonato. Lidera com 204 pontos seguido por Webber, 124, e Alonso, 112. E restam, com a prova de amanhã, 10 etapas. Há em jogo, portanto, 250 pontos (o vencedor recebe 25) e Alonso está 92 pontos atrás. Depois do GP da Grã-Bretanha do ano passado, Alonso somava 98 pontos, quinto colocado, ao passo que o líder do Mundial, Hamilton, 145. A diferença entre ambos era de 47 pontos, bem diferente dos 92 de agora.
“Vimos como as coisas mudam rápido na Fórmula 1. Bastam dois resultados desfavoráveis de Sebastian e dois sucessos nossos para entrarmos na luta”, afirmou o espanhol em Silverstone. E ontem lembrou: “Como esse carro podemos pensar em vencê-los”. Não é impossível, como mostra a própria história da Fórmula 1, mas diante da eficiência de Vettel e da Red Bull, as possibilidades de uma virada são pequenas. O desafio será, em princípio, a graça da segunda metade do campeonato.
Algumas temporadas em que houve viradas históricas como a que tentará agora Alonso
2010 – Sebastian Vettel, Red Bull, tinha depois do GP da Bélgica, 151 pontos, terceiro. Lewis Hamilton, McLaren, líder, 182. Nas seis etapas seguintes Vettel, campeão, chegou a 256 e Alonso, 252.
2007 - Kimi Raikkonen, da Ferrari, estava 17 pontos atrás de Lewis Hamilton, da McLaren, a duas etapas do fim. O título ficou com o finlandês da Ferrari, por um ponto de vantagem, 110 a 109.
1976 – O critério de pontuação era outro: 9 pontos apenas para o vencedor. A 7 etapas do final, James Hunt, McLaren, somava 35 pontos a menos de Niki Lauda, Ferrari. Deu o inglês: 69 a 68.
Tags: Alemanha, Fernando Alonso, Ferrari, Fórmula 1, Mark Webber, Nurburgring, Red Bull, Sebastian Vettel
22/VII/11
Livio Oricchio, de Nurburgring
Nico Rosberg, companheiro de equipe de Michael Schumacher na Mercedes, resumiu, ontem no circuito de Nurburgring, a razão de nos primeiros treinos do GP da Alemanha, hoje, nada menos de seis pilotos alemães entrarem na pista, ou 25 % do total: “O sucesso de Michael Schumacher representou um boom no interesse pela Fórmula 1 na Alemanha”. Mas o que pensa o povo alemão a respeito do responsável por essa enxurrada de representantes e, principalmente, ser o piloto de maior sucesso na história da competição, com sete títulos mundiais?
O diário Bild publicou o apurado numa enquete realizada em junho. Nada menos de 56.652 pessoas responderam à pergunta: qual o maior esportista alemão de todos os tempos? O resultado não deixa dúvida: Michael Schumacher, com 28,36% dos votos. É mais do dobro do segundo colocado, ninguém menos de o Kaiser, Franz Beckenbauer, ex-jogador e técnico de futebol, com 12,95% (veja o quadro). O Estado ouviu o piloto: “Fico feliz por ser uma votação aberta, vinda do povo. Votaram desde profissionais das mais simples atividades às mais complexas, portanto é representativo”.
Schumacher disse mais: “Sinto-me honrado. Se você ver o nível dos citados, são todos esportistas muito respeitados. Na realidade foi uma surpresa para mim”.
Um dos responsáveis pela reportagem do Bild é Helmut Uhl, há 33 anos na Fórmula 1. “Vimos que Michael é Michael. Por ele as pessoas acordavam para assistir a uma corrida às 5 ou 6 horas da manhã. Já para Sebastian Vettel não fazem o mesmo.” Os fãs de Schumacher apóiam Vettel, hoje, mas têm, segundo Ihl, outro tipo de relacionamento com o jovem. “Apenas idolatria. Já Schumacher ainda é um herói”, diz, lembrando o resultado da enquete.
Michael Schimidt, jornalista alemão dentre os mais conceituados, há 30 anos na Fórmula 1, do Auto Motor und Sport, tem uma explicação para até mesmo jovens que pouco viram Schumacher correr terem votado nele. “Não tem a ver com o que era no passado, mas com o fato de ter idade, 42 anos, saber desde o início que a equipe não iria lutar pelas vitórias, aceitar os riscos e desafios de tentar torná-la grande e a partir daí pensar em vencer novamente.”
Já a também jornalista Karin Sturm, há mais de 30 anos presente na competição, do motorsport-magazin.com, tem uma visão distinta. “A imprensa compreendeu que Schumacher não é mais o mesmo e lhe faz algumas críticas, como no seu envolvimento em acidentes recentes, com Vitaly Petrov e Kamui Kobayashi. É uma novidade porque ele sempre era intocável.” E, segundo explica, a identificação do jovem alemão hoje é bem maior com Vettel, de 23 anos e também já campeão do mundo.
Ao menos com relação a dois alemães acampados nas áreas ao redor do circuito a alegação da jornalista procede. Wilfried Klein, estudante de férias, 20 anos, respondeu com uma única palavra, ontem, à questão por qual motivo principal enfrentava o frio e chuva em Nurburgring? “Sebastian.” Contou ter se deslocado 600 quilômetros para ver o ídolo de perto. Theodor Rech, 21 anos, é outro fã do atual campeão do mundo. “Quando Michael conquistou o seu último título (2004) eu estava entrando na adolescência, enquanto com Sebastian, no ano passado, vivi tudo com mais consciência.”
Quem acompanhou de perto o período em que Schumacher venceu os campeonatos de 2000 a 2004 e estabeleceu o recorde nos principais rankings de desempenho da Fórmula 1 chegou a conclusões definitivas quanto à natureza de seus fãs, no olhar da experiente jornalista. “O perfil médio do espectador nos autódromos, nas arquibancadas ou nos campings era de cidadãos de classe social mais baixa. Dentre os mais intelectualizados, há maior resistência na aceitação de Schumacher”, afirma Sturm.
A razão seria o seu envolvimento em incidentes dentre os mais polêmicos da história da Fórmula 1, como a iniciativa de jogar sua Benetton na direção da Williams de Damon Hill, em 1994, na Austrália, etapa final e decisiva, para ficar com o primeiro título. Ou a tentativa de fazer o mesmo com Jacques Villeneuve, em Jerez de la Frontera, Espanha, em 1997, já pela Ferrari, em condições semelhantes às de 1994. Desta vez sem sucesso. E sobre essa rejeição a Schumacher não há números, apenas a impressão de cidadãos que discutem temas relativos à Fórmula 1 com alemães, interessados ou não pela competição.
Meu comentário a respeito do tema:
Há dois Schumachers
Da estreia na Fórmula 1, no GP da Bélgica de 1991, ao GP do Brasil de 2006, Michael Schumacher disputou 250 GPs. Ficou de fora nas três temporadas seguintes para voltar a correr, pela Mercedes, no ano passado. Desses 250 GPs, talvez em cinco ou seis, apenas, não estive presente. Acompanhei de perto a notável trajetória do piloto mais completo que vi competir.
Mas nesse tempo todo, além de ir para o meio das pistas somente para ver como Schumacher percorria trechos de determinados circuitos, impressionado com sua competência, ouvi pilotos, técnicos e dirigentes que tiveram contato bem mais próximo do meu com ele. E nem todos teceram comentários apenas elogiosos a Schumacher.
“Ele é um piloto perigoso”, definiu Ayrton Senna no GP da França de 1992. “Para ele, os fins justificam os meios”, diz Rubens Barrichello, ex-companheiro na Ferrari, de 2000 a 2005.
Em conversa com alemães das mais distintas origens compreendi existir, sim, um grande respeito a Schumacher. Não foram poucas as vezes que ouvi a história de que sua mãe ajudava o orçamento da família vendendo lanches para os kartistas no kartódromo administrado pelo pai, Rolf, em Kerpen. E também o fato de ele usar pneus já desprezados por outros meninos por o pai, ex-pedreiro, não poder adquirir novos.
Mas também vi alemães se dizerem envergonhados com Schumacher, como depois de ser campeão em Adelaide, 1994, após jogar Damon Hill para fora da pista. Ou em Jerez, em 1997. Um grupo de músicos alemães estava ao lado de Placido Domingo, naquele dia, e enquanto o tenor externava, na entrevista, sua repugnação à tentativa de Schumacher colidir deliberadamente com Jacques Villeneuve para ficar com o título, os músicos, do lado, movimentavam as mãos como quem diz “que horror de esportista”.
Portanto, há mais de um Schumacher. O piloto, brilhante como talvez nenhum outro na história, e o homem, com muitas vidas ainda pela frente para entender o real papel da humanidade no planeta.
Tags: Alemanha, Fórmula 1, ídolo, Mercedes, Michael Schumacher, pesquisa
21/VII/11
Livio Oricchio, de Nurburgring
A partir do momento que telefono para a operadora de táxi, no máximo em dez minutos o motorista está na porta do edifício que resido, em Nice. São três, essencialmente, os caminhos para ir ao aeroporto localizado sobre um aterro, semelhante em conceito ao Santos Dumont, no Rio: a autoestrada, cortando a cidade pelo norte, uma via expressa por entre bairros, e o meu favorito, a Promenade des Anglais, avenida que acompanha a orla da baía de Nice, com o Mediterrâneo e suas cores ao meu lado. Um dia vários tons de verde, outro, de azul. Bonito.
No máximo pago 30 euros. A maioria dos motoristas é cortês, utiliza carros Mercedes bem conservados e limpos. Curiosamente, se você embarca num táxi na fila do aeroporto, como faço com regularidade, na volta dos GPs, e digo para onde desejo ir, quase todos bufam, reclamam para si próprios, em francês, lógico, e não escondem a irritação. Não querem uma corrida de 30 euros, apenas, diante de poder receber 100 para o deslocamento até Mônaco, distante 30 quilômetros, ou 120 euros a Menton, um pouco mais para a frente, na fronteira com a Itália. Todas cidades litorâneas.
Voo Lufthansa 1059, de Nice a Frankfurt. Uma hora e meia. Decolamos, acentuada curva à direita, imediatamente depois de deixar o solo, para desviar da montanha no limite da orla e, na sequência, proa leste, acompanhando as praias. Em 15 minutos percorremos 200 quilômetros e abaixo de nós está a cidade de Gênova. Curva à esquerda, cruzamos o fim dos Alpes Marítimos e entramos no vale do rio Pó, no norte da Itália. Outros 10 minutos e vejo Milão, Como, o lago, Lugano, já na Suíça. Começa a travessia dos Alpes. Ainda há picos nevados apesar do calor na Europa. Estão a mais de 3 mil metros.
Os Alpes terminam, nessa rota, em pouco mais de 10 minutos. Estamos nivelados a 30 mil pés (cerca de 9 mil metros) e cruzando 460 nós (840 km/h). À minha direita está Stuttgart. Leve curva à esquerda e entramos na final de Frankfurt.
Vocês deram corda para eu escrever, agora aguenta. Não deixaria de falar de aviação. Só para rimar, uma paixão.
O Mercedes Classe B 180 alugado na Europcar vai custar 311 euros, de hoje, quarta-feira, 14 horas, até segunda-feira, no mesmo horário. Tenho tarifa especial com Europcar. Há muitos anos fiz um trabalho para a Ferrari, para um livro, eles alugaram um carro para mim na Europcar, empresa em que a Ferrari tem participação, e até hoje consigo descontos, sem que eu diga nada. Às vezes a atendente lê algo na minha ficha, não sei o que é, e diz para mim: “Oh, Ferrari!”. Eu apenas emito um sorriso do tipo… “e você não viu nada”. Ainda bem, porque não teria mesmo nada para ver.
Logo depois do estacionamento das locadoras no aeroporto de Frankfurt há um acesso para a autoestrada A3. Pode-se ir ao norte, na direção de Colônia, ou ao sul, Damstadt. Fiz meu plano de viagem através da A3 até Koblenz e planejei sair à direita na E48 direção de Trier para deixar a estrada na saída para Ulmen. Aí tomaria uma estradinha local até Nurburgring.
Enquanto estive na A3, cerca de 100 quilômetros, choveu o tempo todo. Vim ouvindo a rádio Classic. Fui educado com música clássica e freqüento com regularidade o Nice Opera. Há bons espetáculos e os preços não são altos. Tudo bem na viagem até entrar numa zona de obras na A3, já próximo à saída para Koblenz. Havia uma fila de caminhões interminável. O respeito é máximo: não saem da direita. A A3 estava apenas com duas faixas em razão dos trabalhos de recapagem.
E não é que diante da barreira dos caminhões passei direto pela saída? Tudo bem, encostei o carro num posto quilômetros à frente e com o meu supermapa da Alemanha (adoro mapas e raramente uso GPS) estudei uma alternativa. Lembrei-me de Bonn, mais adiante. Já havia chegado a Nurburgring via Bonn. E afinal de contas estamos falando da cidade de ninguém menos de Ludwig van Beethoven. A cidade onde nasceu é aberta à visitação. Ao lado de Wolfgang Amadeus Mozart estão entre os meus compositores favoritos.
Estava com tempo. Quer saber? Vou entrar na cidade. Parei para comer numa daquelas casas de pães que me encantam na Europa. Aprecio pães. Vi no meu mapa que teria de sair pelo sul, através da 565 na direção de Meckenhm e depois tomar a vicinal 257 para Adenau. Esse caminho é muito bonito, com um pequeno afluente do Reno, que corta Bonn e Koblenz, ao lado da estradinha. Até Nurburgring são cerca de 80 quilômetros.
Meu destino, na realidade, hoje, não era o autódromo. Até por que a sala de imprensa estava fechada. Meu objetivo maior era chegar na nova guest house. Decidi não mais me instalar na casa da simpática dona Gertrud e seu ciumento marido Theodor. Um grupo de cidadãos há anos fica por lá também e há dois anos experimentei uma situação constrangedora. Dois desses homens – bem-sucedidos profissionais – vêm à Alemanha apenas para o GP. E formam um casal.
Até aí não tenho nada a ver com isso. Em termos, também. Em especial se o seu quarto se encontrar dentro da zona de interferência sonora, ainda que distante, do deles. Não há hoteis na região. Os que existem são bem pequenos e há anos têm sua clientela. Lembro-me de em 2009 lamentar a falta de estrutura ao redor do circuito.
Este ano o desafio foi localizar Gelenberg no mapa. Nem no meu supermapa da Alemanha não achei. Parei num hotelzinho em Adenau, distante 9 quilômetros da pista, e seu proprietário abriu um mapa da região, disposto a me auxiliar. Acredite: não encontramos. Liguei para a senhora que ofereceu a casa, Marlene, como tantos fazem por aqui. Ela arrastava-se no inglês mas deu para compreender que eu deveria procurar por Kelberg e só depois por Gelenberg.
Eu já viajava há quase quatro horas. A chuva dava sutis tréguas para voltar forte na sequência. O termômetro do carro indicava, às 17 horas, 14 graus. Bem mais quente que no dia anterior, segundo a minha amiga Heike Feldkamp, alemã, coordenadora da Hispania. Ontem, antes de arrumar a mala, em Nice, liguei para ela por saber que desde a terça-feira estaria em Nurburgring.
Heike me contou que estava congelando. Não passou de 10 graus na terça-feira. Agora são para mim 00h30 da quinta-feira. Estava gravando para a rádio Estadão ESPN lá fora, por causa do sinal fraco do celular, e a temperatura deve estar na casa dos 10 graus. É Nurburging, senhores. E estamos no meio do verão.
Em 1995 inventaram de realizar a corrida dia 1.º de outubro. O que aconteceu? Na madrugada de sábado para domingo nevou, o warm up foi cancelado e por pouco a corrida também. Frio de verdade.
Onde estava mesmo? Ah, depois que cheguei em Kelberg, sem dificuldade, não encontrei uma única indicação para Gelenberg, onde me aguardavam. Uma senhora, funcionária de um mercadinho, me orientou como chegar a Gelenberg. Ao me aproximar compreendi a razão de não constar no mapa. Senhores, a vila tem umas 20 casas, todas elegantes, grandes, típicas, mas é isso.
Dona Ruth me esperava na porta da casa 11 da Ringstrade. Mas para dizer que minha guest house não era aquela, e sim 150 metros mais à frente. Lá fui eu. Heinz me recebeu com cordialidade. Aqui poucos alemães falam inglês. É uma exceção neste país notável. Mas logo em seguida chegou sua esposa, Marlene, que trabalha em Bonn, num banco.
Amigos, nunca me instalei tão bem por estas bandas. Quarto e banheiro são espaçosos, limpos, bem agradáveis. Galvão Bueno também tem belas histórias sobre acomodações em Nurbugring, em especial nos anos 80. A casa do Heinz e da Marlene é grande, bem distribuída e preservada. Está batendo aquele sono. Não tenho como colocar no ar este texto porque não há internet na casa. Marlene me explicou que a população há muito reivindica melhoras na estrutura de comunicação da região.

A residência da Marlene e do Heinz, onde estou hospedado, e o carro alugado. É uma típica casa da fria região. Dá para ver a cor do céu, cinza, predominante aqui, apesar do verão
Não sei se foi por causa do inglês da Marlene, mas o preço que me falou que cobrará não está batendo: 28 euros por dia e com café da manhã, até porque aqui não haveria mesmo onde tomar. Bem, talvez amanhã de manhã eu compreenda melhor. E conto para vocês. Combinado?
Boa noite. Ou melhor, bom dia, pois o texto estará disponível pela manhã a vocês. Deve ter passado erro no texto, escrevi rápido e não vou revisar por causa do sono. Dão licença a meus atenuantes?
Au revoir!

Há muitas casas de madeira também. O aquecimento, imperioso aqui, é por vezes através da queima de lenha, abundante na região, para uma caldeira. O gás custa caro
Tags: Alemanha, aluguel, Diário de Bordo, Ferrari, França, Gelenberg, guest house, Kelberg, Koblenz, Mercedes, Nurburgring
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