22/IV/12
Livio Oricchio, do circuito de Sakhir, Bahrein
Felipe Nasr mostrou, hoje, aqui no circuito de Sakhir, a razão de ser considerado o piloto brasileiro com maiores chances de chegar e bem na Fórmula 1. Seria o último no grid da GP2 na segunda corrida do fim de semana, por se envolver num acidente com o venezuelano Johnny Cecotto Junior, ontem, na primeira prova da categoria. Acabou punido com a perda de cinco colocações no grid. Mas um problema elétrico na volta de alinhamento o fez largar dos boxes.
No final das 22 voltas no traçado de 5.412 metros, Felipe recebeu a bandeira na sexta colocação, apenas 15 segundos e 414 milésimos atrás do vencedor, o italiano Davide Valsecchi, seu companheiro da eficiente equipe francesa DAMS, já campeã no ano passado com o francês Romain Grosjean, hoje no time da Lotus de Fórmula 1. Além do brasiliense Felipe, o baiano Luiz Razia realizou trabalho de chamar a atenção. Sua evolução como piloto tem sido notável. Razia foi segundo, ontem, depois de largar em nono, e por conta do grid invertido, entre os oito primeiros, começou a corrida de hoje em sétimo. Acabou em quarto.
Depois de quatro etapas, duas na Malásia e duas aqui em Bahrein, Valsecchi aproveita-se bem do fato de esta ser sua quinta temporada na GP2 e competir numa grande escuderia para liderar o campeonato. Soma 70 pontos diante de 57 de Razia. O abandono na prova de ontem deixou Felipe longe na classificação, sexto com 22 pontos. Mas Felipe é um estreante na GP2 e não conhecia o circuito de Sepang tampouco o de Sakhir.
“Fui passando todo mundo, era um por volta, no mínimo”, contou Felipe, muito bem recebido por sua equipe. Por ser bastante jovem, 19 anos, e nunca ter corrido nos velozes carros da GP2, ao contrário de Valsecchi, com quatro anos de experiência, Felipe enfrentou dificuldades no início dos trabalhos. “Eles me ouviam pouco. Nos testes dizia que havia um problema na traseira e atribuíam minha dificuldade à inexperiência. Hoje tudo é diferente. Eles descobriram que têm dois pilotos velozes e não apenas um. O ambiente ficou muito melhor. Sou ouvido.”
Só quem estava no autódromo pôde ver a ascensão de Felipe, pois a TV geradora da imagem da corrida se concentrou mais na evolução de Valsecchi, de fato extrardinária também e por ser a disputa pela vitória.
Quando a prova de hoje começou, Felipe tinha 26 carros na sua frente. Três abandonaram até a bandeirada, na 22.ª volta, o que quer dizer que o piloto da DAMS ultrapassou 17 carros, pois terminou na sexta colocação. “O duro é saber que ontem, também, eu tinha condições de chegar ao pódio. Economizava os pneus, iria atacar mais para a frente da corrida, quando o Cecotto me bateu.” Os comissários viram diferente a ponto de puni-lo. Decisão contestada pela maioria nos boxes da GP2.
Razia lembrou que a Arden, sua escuderia, cujo proprietário é o diretor da Red Bull, Christian Horner, ficou fora da luta pelas vitórias nos últimos três anos. “Estão supercontentes comigo, claro, mas tenho de empurrá-los a buscar mais. A DAMS tem um acerto de carro que preserva mais os pneus que nós. Isso faz eles terem na segunda prova do fim de semana um importante vantagem sobre todos. Temos de crescer nesse aspecto.”
Razia é hoje um piloto mais veloz que nos dois últimos anos na GP2 e, principalmente, mais regular, “mais consistente”, com gosta de definir. “É o resultado de bastante trabalho, mudanças na vida pessoal e muita fé.” Seu desempenho este ano, consciente o tempo todo na pista, estrategista em relação aos pneus, sem errar e sendo veloz, o coloca como maior adversário de Valsecchi na luta pelo título.
A GP2 disputará a terceira etapa do campeonato, sempre em rodada dupla, uma prova no sábado e outra no domingo, já no próximo fim de semana, no mesmo circuito de Sakhir, desde que as manifestações contra o governo não se intensifiquem a ponto de comprometer sua realização. “Agora eu conheço a pista. Não será como até agora em Sepang e aqui, onde andei meia hora e em seguida fomos para a classificação”, lembra Felipe.
Já Razia comentou: “Entendemos como funcionam os pneus aqui e, a exemplo de todos, deveremos ter um carro bem melhor para as próximas duas corridas.”
ACHO QUE FELIPE NARS E O CARA QUE VAI SUBSTITUIR FELIPE MASSA NA FERRARI, O GAROTO E MUITO BOM NO VOLANTE.
Pois é, tambêm acho que a Globo fez muito bem em ocupar alguns minutos com o Felipe no Jornal Nacional.
Grande corrida!!! Nem falo pelo desempenho dos brasileiros, porque admiro o talento, seja de que nacionalidade for… O local onde nasce uma pessoa não tem nada a ver com sua capacidade de melhorar o mundo e com seu talento… A GP2 tem apresentado “brigas” de alto nível e mesmo quando há batidas na disputa de posições percebe-se que são disputas normais entre os pilotos, caso do incidente com o Felipe na bateria anterior…
Essa etapa da GP2 teve disputas de alto nível e intensas. Pena pelo acidente com o Felipe na primeira rodada que o fez perder preciosos pontos. Quanto ao Razia, sua evolução é notável e tomara que em 2013 ele esteja na F01, pois sua pilotagem parece mais “polida” que a do Nars que deve esperar para 2014.
Nasr tem um grande diferencial em relação aos atuais pilotos brasileiros. Auto-confiança.
Estou bastante esperançoso com esses meninos…
Franz
só espero que nenhum vá para a Ferrari. Já seria um bom começo!
sinceramente, sempre vi a Ferrari como uma casa de mãe joana, os títulos do schumi foram devido a equipe ser de caras fora da Ferrari.
Esse tal de Domenicali é um incompetende de marca maior.
Acho que nasr merece um carro melhor que uma Ferrari,
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