30/IV/12
Livio Oricchio, de São Paulo
Amigos, esse é o texto de minha coluna na edição desta segunda-feira no Jornal da Tarde
O tema do momento na Fórmula 1 é pneu. Há quem critique a política da Pirelli de reduzir a uma margem bastante restrita a sua base de operação, instante em que a aderência é máxima, como fez Michael Schumacher no GP de Bahrein. E existem os quem veem o complexo desafio de as equipes descobrirem como acertar o carro para melhor explorar as potencialidades dos pneus, nessa pequena janela disponível, como um bem para a Fórmula 1.
Curiosamente é a opinião do companheiro de Schumacher na Mercedes, Nico Rosberg, para se ter uma ideia do quanto é subjetivo o julgamento. Para Rosberg, essa é a principal razão de termos quatro vencedores diferentes de quatro times distintos nas quatro primeiras etapas do campeonato. Ele próprio primeiro colocado no GP da China por uma combinação de motivos, como sempre, mas dentre os de maior relevância a forma como explorou os pneus italianos.
No ano passado, o de reestreia da Pirelli na Fórmula 1, depois de 20 anos ausente, pilotos e seus engenheiros viram logo nos primeiros testes que a degradação dos pneus seria elevada, por solitação de Bernie Ecclestone, promotor do show. E foi assim até o fim do ano. Mas além dessa característica, o que se conhecia até então sobre o comportamento dos pneus não mudou radicalmente. Os pneus se desgastavam mais, as corridas teriam três e até quatro pit stops, diante de apenas um no campeonato anterior, o último da Bridgestone na Fórmula 1.
Este ano está diferente. A degradação dos pneus continua alta, propositadamente, a fim de manter a disputa menos previsível, opção bem aceita, em geral, no ano passado. Mas há elementos novos nessa história. A Pirelli introduziu outras variáveis a essa equação que determina o melhor comportamento dos pneus. Eles se tornaram muito mais sensíveis. Em 2011, mesmo que a temperatura do asfalto variasse alguns graus, a aderência não crescia demais ou mesmo gerava perda significativa de desempenho.
Este ano, alterações nas condições da pista, mesmo não relevantes, implicam severas mudanças no comportamento dos pneus e, claro, dos carros. Conversei com Gary Anderson, ex-projetista da Fórmula 1 e hoje comentarista de TV, no circuito de Sakhir: “Outros fatores que condicionam, este ano, reações inesperadas dos pneus e por vezes profundamente distintas de como se comportavam: pequenas variações na pressão adotada pelo time, sutis diferenças no acerto mecânico e no conjunto aerodinâmico”.
Anderson disse-me mais: “Você encontrar a combinação de ajustes mecânicos, aerodinâmicos e a própria pressão que os pneus vão te oferecer o melhor da aderência, aquela em que você será bem mais eficiente que seus adversários, e provavelmente ganhar a prova, é bastante difícil, pelo número impensável de combinações”. Schumacher definiu a situação como “um jogo de sorte e azar”.
Essa realidade explica em grande parte a Sauber ter sido a mais veloz no GP da Malásia, quando Sergio Perez não venceu por ter cometido um erro, a Mercedes sumir e ganhar a etapa de Xangai e a Lotus desafiar Red Bull, McLaren e Mercedes, quase da mesma forma vencendo, em Bahrein.
Minha opinião?
Do ponto de vista da competição esportiva, não há dúvida de que os pneus Pirelli versão 2012 atendem integralmente o objetivo do promotor do espetáculo, como no ano passado. Muita gente, dentre eles eu, torce para o GP da Espanha, dia 13, chegar logo. A temporada está emocionante.
Mas se pensarmos puramente no desafio de engenharia que representa a Fórmula 1, tudo o que envolve um projeto fazer sucesso ou fracassar, a genialidade exigida de seus homens e os imensos recursos técnicos e financeiros necessários para dar certo, os pneus passarem a ter tamanha importância no resultado final não me parece compatível com o que vimos até hoje.
Prefiro a opção adotada pela Pirelli em 2011, quando tínhamos pneus de elevada degradação, mas sem a extrema suceptibilidade deste ano, e apesar da dominância de Sebastian Vettel e da Red Bull, assistimos a provas memoráveis. Foi uma decisão corajosa da Pirelli e que deu muito certo.
Para os engenheiros havia mais lógica nesse mecanismo fundamental numa concorrência técnica e hoje quase ausente: causa e efeito. Eu e muita gente da Fórmula 1 espera que as novas versões de pneus que a Pirelli está desenvolvendo resgatem um pouco mais da previsibilidade de como vão se comportar, sem que, com isso, deixem de oferecer o seu melhor e razão principal de o espetáculo ter crescido tanto.
Oi Livio, maravilhosos estes últimos dois posts que você nos mostra.
Eu gosto do básico. Penso em um único tipo de pneu para toda a temporada. Obviamente irá se degradar e será trocado, mais vezes em algumas corridas e menos vezes em outras. Aí, teremos espetáculos, não de ilusionismo (do Sr. Bernie & Cia), mas sim, de mágica (dos bons pilotos !). Penso que a decisão das corridas deva voltar às mãos dos pilotos (como no passado), onde eles farão suas corridas e não como é hoje: pilotos teleguiados (como o Schumacher sempre gostou de ser).
Ciao Livio,
Ha alguns anos as empresas usavam essas oportunidades para divulgacao da marca e tambem para laboratorio. Quando havia 3 marcas de pneus ao mesmo tempo (anos 80) havia comparacao, marketing, orgulho do vencedor e por ai vai.
Quem nao se lembra do ridiculo Indy GP quando a michelin apresentou aquele lixo de pneu??
E agora; como fica para a Pirelli? Fica conhecida por trazer nada de novo e ainda por cima perde tempo com um laboratorio que mais se parece com o do pequeno quimico, aquele que a gente ganhava para fazer sangue do diabo?
Auguri.
http://www.f1fanatic.co.uk/2012/05/01/pirelli-tyre-rules-bringing-uptodate/
Caro Livio,
Vc nao acha que essa variavel dos pneus nao permite tambem aos pilotos chegar ao limite ?
Nao acha que eles estao deixando os pilotos sem a possibilidade de serem rapidos ou explorarem todo o potencial do carro em uma corrida ?
Meu ponto aqui eh que da maneira que temos os pneus hj as corridas nao sao mais de pura velocidade e quem sabe desfavorece a pilotos que sao mais agressivos e velozes.
Entendo tambem de que quem eh bom piloto tem que se adaptar a realidade e a atual condicao e por isso ainda aposto minhas fichas num tal de Fernando Alonso.
Abraco
Lívio:
Você não acha que a peça/parte principal deveria ser o PILOTO?
O que impera é a aerodinâmica, depois pneus, depois sei lá o quê e o piloto, onde fica?
Queremos automobilismo em sua essência
abraços
Lívio, mas se levarmos em consideração o quanto o super profissionalismo da F1 atual, em relação aos carros praticamente perfeitos, que não quebram motores, com mapeamento de motor, controle de largada, caixas de câmbio que praticamente não quebram, simuladores que estipulam onde o piloto vai voltar antes mesmo de fazer uma parada, não contribuiram muito para uma F1 “previsível”? Essa imprevisibilidade gerada pelos Pirelli, talvez não contrabalanceem, trazendo uma “imprevisibilidade natural” que existia na categoria, quando erros faziam parte do espetáculo? Muitos que assistem a F1 moderna, nunca viram piloto herdar posições por um erro de marcha, um motor quebrado(praticamente impossível), áreas de escape sem brita(que favorecem quem erra e anda fora da pista), os câmbios automáticos que não deixam esapaços para erros, enfim, me parece “salutar’ essa imprevisibilidade.
wagner:
Obrigado por comentar no blog.
O que você defende é exatamente o que está
escrito no post, apesar de o seu texto sugerir
que não defendo uma certa dose de
imprevisibilidade.
Abraços!
Nessa discussão, do que deve prevalecer no resultado de uma corrida – piloto, conjunto mecânico, aerodinâmica ou pneus -, sou sempre a favor do equilíbrio entre as partes, sendo o piloto o elemento diferencial que conduz a soma dos outros 3 elementos à vitória. Não precisa ter tudo o mesmo peso, apenas não ser 8 ou 80.
Acho que esse ano o pneu está sobressaindo, e concordo em parte com Schumacher porque vira quase uma loteria. Como ele não está sendo sorteado, está achando ruim. Schummi é do tipo que prefere ter o melhor a sua volta, sem muitas variáveis.
Michael era conhecido como um dos mais rapidos de todos volta apos volta apos volta. Ele e poucos conseguiam pilotar no limite o tempo todo, ate uma parada nos boxes, e comecava tudo de novo.
Por isso que ele esta meio decepcionado com essa conversa.
Ainda assim se voltasse aos pneus mais resistente tenho duvidas que os tempos dele seriam tao espetaculares e regulares num stint de 20 voltas.
Olá Livio,
Eu gosto muito da filosofia adotapa pela Pirelli. É dificil puxar pela memória um campeonato que tenha tido tantas corridas emocionantes nos tempos da Bridgestone.
Baniram os pneus slicks e adotaram aquelas ranhuras feias nos pneus e de nada adiantou.
A Pirelli trouxe de volta os slicks e mudou o panorama das corridas. Concordo que muitas pessoas acham a competição ficou meio artificial, mas ninguém pode negar que ficou mais emocionante.
O que é melhor: ver um trenzinho onde ninguém ultrapassava ninguém, só na espera do pit stop do carro da frente, ou uma prova movimentada e até certo ponto imprevisível? Elas por elas, eu prefiro a segunda opção.
Um abraço, Livio.
No fundo, há um certo temor da FOM que alguém decifre os pneus. Aparentemente são 2 variáveis ainda incontroláveis no regulamento – aerodinâmica e pneus. A parte aerodinâmica ficou mais contida com este último regulamento, mas ainda dá alguma margem de manobra. Mas os pneus … quem matar a charada, ficará com a faca e o queijo.
Olá Lívio,
Acredito que essa variação nos pneus é um atrativo a mais para as corridas. Devido a alta complexidade, isso vai gerar ou um jogo de azar, como definiu Michael Schumacher, ou a utilização de diferentes métodos de previsão das condições da pista e simulação dos efeitos sobre os pneus, gerando tecnologias mais avançadas para as equipes. Ao meu ver, a última sera a pedida.
Esperava aqui algum comentário sobre mais um 1/março passando e a lembrança do inigualável Ayrton. Porém, como sempre um ótimo texto. Parabéns.
Shadi,
Vc acha que o Lívio gastaria seu precioso tempo escrevendo sobre Ayrton Senna?
Melhor falar de Ferrari e Alonso ou Alonso e Ferrari.
Abs
responder este comentário denunciar abusoAté porque ficar lembrando de um cara que já morreu faz quase 20 anos, não há quem aguente…
responder este comentário denunciar abusoLastimável uma geração que pensa assim. Paciência.
responder este comentário denunciar abusoOlá Livio,
Estou de acordo com o que Schumacher sábiamente resumiu, “um jogo de sorte e azar”, sendo assim é o oposto do que se espera de recursos tecnológicos sofisticados e do talento puro dos pilotos, de nada adianta a F1 ser o ápice nos quesitos humanos e tecnológicos se os resultados forem decididos por situações subjetivas como sorte ou azar.
O que Bernie quer é espetáculo e disputa até o último instante possível mas para alcançar isso é necessário ter o poder de mudar as variáveis a seu gosto e conveniência, e nada melhor que pneus que mudam radicalmente de comportamento de uma situação para outra.
Abs
Lívio, vc acha que isso pode prejudicar de alguma forma a imagem da Pirelli com o consumidor que não é muito ligado no esporte F1 mas ouve aqui, lê uma coisa ali…e fica na cabeça que “pneus Pirelle se desgastam muito rápido”.
Minha opinião sobre os pneus é que eles estão influenciando diretamente no resultado das corridas (propositalmente), porém, penso que isso limita ou atrapalha consideravelmente a performance e a verdadeira pilotagem dos pilotos. Gente como Hamilton que é agressivo ao extremo tendo que dosar o ímpeto por causa de pneus.
Não acho isso legal para medirmos a performance dos pilotos. A mim, me parece que estão limitados a mostrar tudo o que podem porque precisam conservar pneus.
Esta realmente interessante a temporada,mas precisamos entender qual e o real problema da Ferrari especialmente nesta diferença tao garnde de Massa com Alonso,tavlves nosso piloto esta realmente extraindo todo seu potencial,sera que nao falta tbem um pouco mais vibraçao por parte dele.Agora ficamos todo felizes qdo alcaçamos um nono lugar ou sexto com Bruno.
Quanto a Massa sonho com transferencia dele o ano que vem para Mercedez.
Olá Marcelo,
Não vejo o piloto brasileiro fazendo parte da equipe Mercedes, sinceramente é mais fácil ele ficar onde está do que ir para a equipe Alemã. A única possibilidade de Massa se transferir para uma equipe potencialmente vencedora seria como “moeda de troca” mas no momento salvo alguma situação muito radical, o máximo que ele conseguiria seria uma equipe do segundo escalão.
Outra possibilidade seria alguma influência por parte de empresas poderosas aqui do nosso país afim de mantê-lo na categoria, em minha opinião custou muito caro para o piloto brasileiro essa sua opção de ser o segundo do piloto Espanhol.
Abs
Tambem concordo com o Fernando,que os dois ,o Ex e o atual segundo piloto da Squifiosa di Maranello,se num primeiro momento eles ganharam com a opção no atual momento não ganham muito em propaganda,pois os marqueteiros da propaganda não querem ver suas marcas associadas a perdedores assumidos.
Desculpe-me Livio mas eu como um ALFISTA assumido tenho muito “bronca” com o grupo FIAT que acabou com a ALFA ROMEO,tração avanti no é un Alfa.Que pelo menos no endurance ela estivesse presente.E lembre-se Alfa entrou em crise ,acabou;Maserati entrou em crise,acabou e dominaram a F1 em anos dourados.Pelo visto o grupo FIAT vai ter que gastar muito dinheiro para que sua equipe do coração não tenha o mesmo destino.
O pneu é o mesmo pra todos, logo, que cada um trate de se adequar a eles.
Quel diria o Schumacher, reclamando dos pneus… Até os anos dourados da Ferrari, a F1 mudava as regras quase todos os anos, às vezes visando deter a supremacia do alemão (como a mudança na pontuação), mas ele, incrivelmente se adequava a todas as mudanças e sempre vencia.
O alemão só reclama pq nao pode ter uma empresa desenvolvendo um pneu só pra ele como era na tempo da Bridgestone…
Pra mim essa questão dos pneus confirma que a época do grandes pilotos acabou há tempos. O que temos nos últimos 15 anos são grandes carros.
Pra mim é um total absurdo o carro ter que se adaptar ao pneu, e nao o contrario.
Livio, você não acha que o aniversario da morte de Senna valeria um tópico?
Abraço!!!
Estou assistindo uma série de breves documentários chamada “F1 Legends” e fica bem claro o que está faltando atualmente: PILOTOS
Essa geração é toda de viciados em video games e por isso precisam de tanta tecnologia embarcada, como câmbios computadorizados, controle dos giros via telemetria, etc…
Antigamente F1 era motor+aerodinâmica+piloto, precisava cuidar a limitação no contagiros constantemente para não estourar o motor, tinha embreagem e câmbios manuais, os pneus slicks eram enormes e ninguém pensava em diminuir (exceto para reduzir o arrasto como tentou o Tyrrel de 6 rodas…).
Deveriam manter apenas as melhoras em relação à segurança dos pilotos que hoje guiam carros muito mais robustos, mas retirar toda a parafernália eletrônica, iria mudar tudo! Finalmente apareceriam quem são os bons pilotos de verdade!
Desculpe, Otávio, permita-me discordar um pouco de você. Sou velho, mas apaixonado por automobilismo desde criança, e interessei-me por Fórmula 1 desde a segunda metade da década de 50. Na minha opinião, Hamilton, Vettel e Alonso seriam grandes em qualquer época, tanto quanto os ases de outrora, que, inclusive, eram competidores que, na média, tinham muito mais idade que os atuais. Gente jovem como o altruísta Peter Collins era a exceção. Portanto, nesse aspecto de reflexos, os pilotos de hoje tem muito mais, está aí o grande Schumacher em sua fase atual, para comprovar isso.
Alonso há bem pouco tempo pegou uma “barata” daquelas antigas para fazer uma demonstração e, em pouquíssimas voltas, já estava colocando-a de lado, com muita classe, em four wheel drift, como os da antiga faziam. Os pilotos de hoje não tem culpa: eles guiam O QUE LHES DÃO. Agora concordo PLENAMENTE com você quanto ao excesso de artificialismos que está imperando na Fórmula 1 de hoje, principalmente nesse aspecto de pneus. Isso , mascara a avaliação da habilidade pura dos pilotos na arte de pilotagem, e o campeonato é MUNDIAL DE PILOTOS, que agora dependem excessivamente de estrategistas no boxe para obterem resultados que deveriam obter com seu talento, apenas. Piloto não tem que cuidar de poupança, não tem que depender de trilho limpo (de farelos em excesso) para poderem ousar e nos proporcionar adrenalina e emoção, que são a essência do automobilismo. Concordo plenamente com você que é preciso tirar o excesso, hoje em dia os motores nem explodem mais, tudo é controlado pela eletrônica. Dentro em breve a famosa frase de Fângio “carreras son carreras” pode perder o sentido. A Fórmula 1 tem que ter humildade e dar uma olhada CORRENDO na ATUAL GP 2, onde há muita emoção, muitos pegas e ultrapassagens “no braço” (na primeira corrida Razia fez algumas hipnóticas, induzindo os adversários ao erro). A F 1 tem que aproveitar a reformulação geral que irá ocorrer em 2014 e mexer até no sistema de pontuação, atribuindo-se pontos às voltas mais rápidas na primeira e na segunda metades da corrida, com ponderações diferentes, para evitar acomodação. A atual GP 2 é a MELHOR categoria de automobilismo de Fórmula, no momento, onde as coisas acontecem no braço, sem DRS, KERS, pneus que esfarelam em poucas voltas e outros bichos de uma fauna regulamentar cada vez mais exótica. Abs.
responder este comentário denunciar abusoCorreção: “Isso mascara a avaliação” etc.etc.etc.(sem aquela vírgula que está no texto enviado, por falha de revisão). Desculpem.
responder este comentário denunciar abusoTornando os pneus previsiveis as corridas ficam previsiveis. Os grandes estarão em cima, os pequenos em baixo e a vida segue. Isso representa um desafio para os engenheiros das equipes que trabalham mais no acerto dos carros. Provavelmente se a Pirelli continuar com essa tática ano que vem volta ao normal pois as equipes já terão dominado o jeito de cada composto.
Prefiro velocidade pura
Complementando: se tirarem toda essa parafernália, Hamilton, Vettel e Alonso continuarão REINANDO, pois são excepcionais, e olha que os restantes são fortíssimos. Este é, sem qualquer dúvida, o grid mais forte de toda a história da Fórmula 1. Sem saudosismos, precisamos dar o justo valor a eles todos. Como aficionados, somos privilegiados por podermos vê-los em ação. Mas é apenas a minha opinião, e eu respeito as diferentes.
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Lívio
Acredito que uma pequena variação na componente peso do conjunto (carro-piloto), possa levar as equipes a descobrirem o melhor acerto em busca da otimização de resultados em função dos pneus. Eu particularmente utilizaria os pneus mais duros durante a maior parte de tempo possível e acrescentaria mais peso ao conjunto, apenas o suficiente para conseguir que as saídas de curvas fossem mais tracionadas.
Existe um limite para esse suposto excesso de peso, de tal forma que esse equacionamento seja o mais racional possível, sem que a deterioração dos pneus seja precipitada.
Isto é perfeitamente possível, fizemos de vários acertos em um kart lá no kartódromo de Interlagos em 2008, onde o peso mínimo do conjunto era 160 kg com pneus vermelhos (os mais duros), ou seja, no final de cada corrida o conjunto tinha que apontar 160 kg na balança, caso contrário o piloto seria desclassificado por falta de peso, aplicação pura e simples do regulamento técnico. Depois de muitos acertos resolvemos mexer apenas no peso do conjunto e quando chegamos a 163,5 kg conseguimos o melhor tempo de volta por conta das saídas de curvas mais tracionadas. Vencemos o campeonato na categoria graduados, de virada na última etapa, com muita dedicação, com muito treino, mas muito treino mesmo e muitos testes, enfrentando uma pressão adversária brava durante todo o campeonato. Emoção inesquecível!
Acredito sim que a equipe que melhor souber usar os pneus mais duros e minimizar o nº de parada nos boxes para evitar riscos desnecessários de falhas (quanto menos risco melhor), vai conseguir mais pódios.
Agora veja isto, gente de fora tentando descobrir pilotos talentosos no Brasil, porque aqui neste país ninguém dá ao automobilismo a devida importância, aqui é só futebol, samba, carnaval, corrupção e bala perdida, infelizmente!
http://www.kartmotor.com.br/web/index.php?menu=Noticia¬icia=19863
Você conhece Graeme Glew, respeitado consultor de automobilismo no Reino Unido??
abs
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