12/IV/12
Livio Oricchio, de Xangai
Senhores, há muitos interesses em jogo com relação à disputa do GP de Bahrein. Isso explica em grande parte os responsáveis estenderem, ao máximo, a tomada de decisão sobre o eventual cancelamento da prova, ou mesmo o adiamento.
Nesta quinta-feira, aqui no circuito de Xangai, falou-se da corrida de Bahrein tanto quanto do GP da China que, pelas conversas que tive, poderá ter resultado surpreendente. Falaremos disso logo mais adiante no texto.
Vocês se lembram que o governo barenita é proprietário do grupo de investimento Mumtalakat e este é sócio de Ron Dennis e o saudita Mansour Ojjeh, do grupo TAG, na equipe McLaren? Isso mesmo: os Khalifa têm participação numa das principais equipes da Fórmula 1. Repare que as declarações de Martin Whitmarsh, diretor da escuderia, são sempre muito prudentes. São também donos da ex-Art Grand Prix, hoje Lotus Grand Prix, com time na GP2 e GP3.
Um parêntese no tema. Abri o google para obter mais informações sobre o grupo Mumtalakat, a fim de tornar o texto mais informativo, e depois de algumas tentativas desisti. Compreendi que não era um problema na conexão, mas sim a censura chinesa no uso da internet. Há limitações severas por aqui. Passo a tarefa a vocês. Se puderem, contem-me depois.
Mas voltanto. Outro fator que contribui bastante para deixar para a última hora a eventual decisão de cancelar a corrida é alegar estar tudo pronto, como está, mas diante das ameaças explícitas dos protestantes e da crescente tensão no país, geradas pela aproximação do evento, a decisão é o cancelamento.
Amigos, ficarei muito, mas realmente muito surpreso, se esse não for o desfecho da história, amanhã ou no máximo sábado. Podem até adiar o GP, como no ano passado, numa tentativa de atenuar o peso para os promotores, entenda-se o governo barenita. Mas não posso imaginar que os responsáveis pela Fórmula 1 sejam tão inconsequentes a ponto de levar a competição para Bahrein, num ato de extrema provocação a quem já demonstrou estar disposto a dar a vida para evitá-lo. Teremos, muito provavelmente, mortes se isso acontecer.
Há um ponto fundamental nesse contexto de estar com as malas prontas e só esperando o sinal verde para a Fórmula ir com mala e cuia para Manama, segunda-feira: não somos nós que não queremos viajar, mas vocês que não podem nos receber. As razões são externas ao compromisso que temos com vocês. Portanto, a falta não é nossa.
Pelo que ouvi hoje no circuito de profissionais com conhecimento nessa área obscura das relações entre os organizadores dos GPs e a direção da Fórmula 1, esse quadro de “inviabilidade” de se realizar a corrida, por responsabilidade não da Fórmula 1, abre a possibilidade de o promotor do GP de Bahrein não escapar de pagar a taxa cobrada a cada edição da prova, estimada em US$ 35 milhões. Há até quem diga que a taxa já foi paga e seu reembolso é que seria questionável.
As declarações dos homens que decidem na Fórmula 1 reforçam a ideia dessa estratégia. Em nenhum instante até agora tanto Bernie Ecclestone quanto Jean Todt manifestaram qualquer dúvida quanto à realização do GP de Bahrein. Para eles, não há dúvida: é uma etapa regular do campeonato e vai ser disputada. Isso tudo até os últimos elementos virem à tona. E à última hora. E eles seriam a insegurança instalada no país e as ameaças a todos envolvidos.
Quem chegou a ler o texto enviado terça-feira pela Coalizão Jovem 14 de Fevereiro, o grupo mais ativo contrário à realização do GP de Bahrein? Disponibilizo novamente: “Se os organizadores insistirem em levar adiante a corrida provocarão raiva no povo barenita. A nação vive uma revolução popular. Como resultado da iniciativa da prova, os revoltosos vão classificar os participantes, espectadores, controladores e patrocinadores como parte do sangue dos Khalifa (família que reina no Bahrein) e seu sistema criminoso e responsável pelo sangue derramado pelo dedicado povo barenita”.
É por tudo isso que acredito que até sábado teremos a decisão do cancelamento ou adiamento do GP de Bahrein.
Agora o que, de fato, mais nos interessa e razão de seu estar em Xangai: o GP da China. Claro, que haja mais justiça não só no Bahrein mas em todas as nações está acima de qualquer interesse, por favor.
Senhores, é grande a preocupação com o desgaste dos pneus aqui. Principalmente se não chover. Neste instante, 1h45 da madrugada de sexta-feira, vejo através do vidro da porta do terraço de meu quarto, no hotel, que chove em Xangai. Ouço também o rumor característico dos pneus se movimentando no asfalto molhado.
A Pirelli trouxe os médios e os macios. Sergio Perez nos dizia, depois da coletiva, que os pneus dianteiros sofrem enorme estresse nos 5.451 metros do traçado, por sinal interessante, em especial a sequência de curvas 1 e 2, por o piloto se aproximar da 1 em sétima marcha, a 310 km/h, e a iniciá-la em sexta, a 250 km/h e, ainda com o volante virado para a direita, frear forte para começar a 2 em segunda marcha a 120 km/h. Lembra a curva 13 de Sepang, mas a aproximação da 1 é mais rápida e a saída mais seletiva, pela necessidade de preparar a tomada da 2.
“Já trabalhamos no desenvolvimento do nosso sistema há algum tempo. É complexo passar dois tubos, mesmo que de calibre pequeno, por todo o carro, da traseira para a frente”, contou-me uma fonte da Red Bull, ainda em Sepang. Com a decisão de hoje de Charlie Whiting, ratificando a legalidade do duto aerodinâmico da Mercedes, Red Bull, McLaren e Ferrari, no mínimo, deverão ter o seu sistema já no GP da Espanha, dia 13.
Será interessante acompanhar já amanhã a velocidade de Nico Rosberg e Michael Schumacher, a dupla da Mercedes, na maior reta do calendário, aqui mesmo. Vamos ver juntos sua vantagem em relação à concorrência. Será possível mensurar o quanto o duto aerodinâmico colabora com o aumento da velocidade final, ou termos uma boa ideia, pelo menos.
Uma boa tarde a todos, pois aí no Brasil, na sua maior parte, são 15 horas da quinta-feira, 11 horas a menos de Xangai.
Grande abraço!
Espero que seja só falação do Bernie sobre a realização do GP do Bahrein.
A corrida da China promete, com chuva ou sem vai ser interessante observar como estão as equipes em relação umas as outras.
Olá Livio,
Tenho pra comigo que o Bahrein não resistirá como sede de etapa da F1 se houver novo cancelamento do evento, ano passado já não aconteceu. Esse é o abacaxi que Bernie e equipe vão ter que descascar pra evitar um desgaste imenso nas relações e inviabilizar novos e futuros investimentos na categoria. Esperto como ele é já deve ter uma solução para o problema.
A previsão é de chuva para a prova de Xangai, seria outra loteria. Precisamos de uma prova no seco antes da fase Européia pra podermos ter uma idéia clara sobre as atuais forças da categoria.
Com chuva não será possível avaliar a situação atual da Mercedes e da Red Bull.
Abs
é senna no molhado voando pra cima de karl wendlinger !!1
no site do grupo Mumtalakat tem todas as informaçoes, inclusive financeiras. Informa todos os investimentos inclusive no grupo mclaren e na mclaren automotiva. Muito bom esse grupo de investimentos.
Obrigado, Cezanne.
Abraços!
Livio, veja se te ajuda. Abraços!
Fonte: Investopedia
“Mumtalakat Holding Company
A organização de investimento estatal que administra o fundo soberano do Reino de Bahrain. Os depósitos do fundo Mumtalakat Holding vêm principalmente das receitas excedentes a partir do desenvolvimento das reservas de petróleo e gás no Bahrein.
A Mumtalakat Holding Company é gerido por um conselho de nove membros de administração composto por uma mistura de funcionários públicos e especialistas do setor privado. A carteira de investimentos consiste das empresas de investimento não relacionados ao petróleo e gás. As participações do fundo estão concentradas em empresas locais e regionais que contribuem significativamente para a economia do Bahrein. O fundo é diversificada através de uma variedade de setores de negócios e detém participações maioritárias em empresas diversas.
Fonte wikipedia:
Em 3 de Janeiro de 2000, Daimler AG (então DaimlerChrysler AG) exerceu uma opção para comprar 40 por cento do então Grupo TAG McLaren. Desde 1995, a Daimler tinha fornecido britânica construídos Mercedes-Benz à McLaren de Fórmula Um time com a marca Mercedes-Benz. Ron Dennis e Técnicas d’Grupo Avant Garde (de propriedade de Mansour Ojjeh ) cada detinham uma quota de 30 por cento. [7] Em Novembro de 2003 TAG McLaren Group anunciou que mudaria seu nome para a McLaren Group e suas empresas associadas também cairiam a TAG nome.
Em agosto de 2006 foi noticiado que a Daimler está considerando adquirir os 60 por cento do Grupo McLaren realizada por Dennis e Ojjeh. [8] No entanto, em janeiro de 2007, foi anunciado que o Bahrain Mumtalakat Holding Company, totalmente detida pelo Reino de Bahrain , destinada a comprar 15 por cento de ambos Dennis e Ojjeh. A participação tornou-se Daimler de 40 por cento, Bahrain Mumtalakat Holding Company 30 por cento, Ron Dennis 15 por cento, e Mansour Ojjeh 15 por cento. [9] Em 16 de novembro de 2009, Mercedes comprou a Brawn GP e anunciou que a McLaren iria recomprar partes da Daimler de 40 por cento da McLaren em um negócio que deve valer cerca de £ 0.5bn. [4] O Grupo McLaren trouxe de volta participação da Daimler ao longo de um processo gradual de dois anos, [10] [11] antes de comprar de volta as ações listadas no final de 2011. [ 12] As ações foram divididas entre os demais acionistas, com a Mumtalakat Holding Company actualmente detém 50%, e Ron Dennis eo Grupo TAG com 25% cada um. [12]
Obrigado, Luciano.
Abraços!
.
Jornal AS
Fórmula 1 | Actualidad
Ecclestone garantiza que habrá GP de Bahrain
Sólo un recrudecimiento notable en las protestas haría peligrar la carrera y Bernie deja claro su punto de vista: “La prueba está en el calendario y estaremos salvo que sea cancelada por la autoridad del país”.
Manuel Franco | 13/04/2012
A las cuatro y cuarto sale mi vuelo y allí estaré, el material tiene que estar en Bahrain y no tengo constancia de otra cosa”. Lo dijo ayer en Shanghai uno de los responsables de la logística de la F-1, poco después de que Bernie Ecclestone dejara una posible suspensión del gran premio al criterio de las autoridades locales.
Todo es política, a veces incluso también el deporte. Bahrain es un estado del Golfo Pérsico compuesto de 33 islas y unido a Arabia Saudí por la Calzada del Rey Fahd, un puente que costó cerca de 1.000 millones de euros, un país gobernado por una monarquía suní pese a que el 70% de la población es chií. El pasado año se iniciaron una serie de protestas al calor de la Primavera Árabe de Egipto que continúan a día de hoy con un carácter mucho más leve. En 2011 se anuló el gran premio de F-1. Este año se disputará. A pesar de que, según diversas fuentes, la mayor parte de la sociedad bahrainí no quiere su celebración.
La oposición al régimen de Hamad Ibn Al Khalifah considera que la F-1 apoya a un monarca que oprime a su pueblo. Y preparan actos de protesta. Saben que el mundo estará pendiente de un deporte que mueve masas, medios de todo el planeta y audiencias masivas. Quieren que se sepa lo que les pasa y la F-1 es el escaparate perfecto.
La situación en estos momentos, pese a un recrudecimiento anterior por el estado de salud del disidente Abdulhadi Al Jawaya, en huelga de hambre desde hace más de 50 días, no es tan grave como el pasado año.
Así están las cosas, de primera mano. Pero hay amenazas contra la F-1 y hay cierto temor entre las 2.000 personas que viajamos a cada gran premio. Unos dicen que se corre peligro, otros que todo está bien. Y esto es lo que decía Ecclestone ayer en el circuito de Shanghai: “La carrera está en el calendario. A menos que sea retirada por la autoridad deportiva nacional en el país, vamos a estar ahí. Yo no veo ninguna diferencia entre aquí y Bahrain. Es lo mismo. Es otra prueba en el calendario”.
Mientras, la FIA aún no ha trasladado ninguna notificación oficial, pero fuentes del organismo internacional dijeron ayer a este periódico que la situación no ha cambiado y el gran premio sigue en el calendario. Jean Todt viaja de Taiwan a Shanghai para hablar con Ecclestone y los equipos. A día de hoy, el GP de Bahrain se disputará, como estaba previsto, la próxima semana. La imagen internacional de la F-1 puede resultar dañada, más aún a la vista de los que consideran este deporte un mero negocio que mueve miles de millones de euros olvidando que en cada carrera 24 pilotos se juegan la vida.
“Aquí no pasa nada que se pueda considerar peligroso”
Este diario se puso ayer en contacto con Omar Javier Baba Quiro, miembro destacado del consulado honorario de España en Bahrain. Su punto de vista es tranquilizador: “La situación está tranquila, no está pasando nada significativo que pueda ser considerado excesivamente peligroso. Las informaciones que está habiendo son mucho más alarmistas que la situación real. El año pasado las cosas estaban mucho peor, habían tomado las calles, había una represión, todo era más complicado”.
Este madrileño lleva trece años viviendo en el país y es un perfecto conocedor de lo que pasa en Bahrain en estos momentos: “Se siguen manifestando casi a diario, eso es cierto, pero sobre todo en las aldeas, ya ni siquiera en la capital. Es verdad que la oposición está en contra del gran premio de F-1 y hará algo para que se note su protesta”.
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O pessoal….é 10!!!..realmente pequisaram…rsr..
abrassssuuu!!
Carlos Kassulis
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