ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

26.abril.2012 22:55:04

O drama da Ferrari

26/IV/12
Livio Oricchio, de São Paulo

Olá amigos.

Escrevo de São Paulo. Foram até agora quatro etapas muito interessantes, vocês não acham? Quatro vencedores distintos, de quatro equipes diferentes, é a maior prova desse início de temporada espetacular.

Estou curioso para saber como será o campeonato a partir do GP da Espanha, o próximo do calendário, dia 13 de maio, em Barcelona, pista que os times conhecem como nenhuma outra.

Terça, quarta e quinta-feira 11 das 12 equipes vão treinar no autódromo de Mugello, próximo a Florença, de propriedade da Ferrari. Seu traçado apresenta seções de elevada seletividade, com curvas contornadas em quinta e sexta marchas. Mas me surpreendi na China ao ouvir de profissionais experientes que o circuito não tem nada a ver com os demais do Mundial e não servir muito de referência.

A exceção no teste de Mugello será a HRT. O argumento oficial é que a organização espanhola aproveitará o intervalo das corridas para se estabelecer na nova sede, em Madrid, e não mais em Valência.

O assunto agora é a Ferrari, conforme diz o título do post.

Fernando Alonso treinará nos dois primeiros dias e Felipe Massa no último, em Mugello. Mas se vocês acham que eles vão pilotar a versão B do carro italiano é melhor esquecer. Tenho informações de que o novo monoposto não está pronto. Isso quer dizer que a Ferrari o levará diretamente para o GP da Espanha e Alonso e Massa o experimentarão, pela primeira vez, no treino livre da sexta-feira no Circuito da Catalunha.

Voei com Pat Fry, diretor técnico da escuderia de Maranello, de Frankfurt a Manama, no Bahrein, semana passada. Fry é em geral bastante discreto. Mas surpreendentemente conversou comigo no embarque e depois na hora de recolher a bagagem na esteira. Aguardava dois grandes volumes. “Peças novas que usaremos aqui (circuito de Sakhir).” As colocou no carrinho e pessoalmente levou para a pista árabe.

“Não vamos mexer na suspensão dianteira”, limitou-se a me dizer Fry sobre a versão B do F2012. Mas confirmou que todo o conjunto traseiro é novo. A suspensão dianteira tipo pull rod, da forma como foi construída, não permite curso quase nenhum. A barra (tirante) que conecta a porção superior da manga de eixo ao conjunto barra de torsão-amortecedor, na parte baixa do monocoque, trabalha numa posição quase paralela, contra tudo o que se faz nas suspensões pull rod. Até agora o tirante sempre foi empregando formando um importante ângulo em relação aos braços das suspensões e não ocupar posicionamento quase paralelo.

O grupo coordenado por Nikolas Tombazis, projetista-chefe, reestuda tudo na concepção aerodinâmica: os fluxos de ar que percorrem o carro por baixo, por dentro das laterais, e por cima.
Mais: os canos de escape serão posicionados mais para a frente e os gases vão percorrer as laterais que se abaixam na direção do difusor, a porção final do assoalho, curvada para cima. A exemplo de Adrian Newey na última versão do RB8-Renault da Red Bull, a Ferrari F2012 terá a solução traseira da Sauber C31-Ferrari, concebida por James Key e Matt Morris.

A imprensa italiana e alemã publicou hoje que Key, que deixou a Sauber, irá trabalhar na Ferrari. Pelos motivos que abordarei mais para a frente penso ser possível, apesar dos desmentidos da assessoria da equipe italiana.

Faz sentido acreditarmos que a nova Ferrari dê um significativo salto de performance à escuderia. Potencialmente mais que as demais equipes em razão do seu atraso e não dispor, até o GP de Bahrein, de um sistema capaz de lhe garantir maior geração de pressão aerodinâmica e já explorado pela concorrência. Refiro-me ao uso mais eficaz dos gases do escapamento para gerar pressão aerodinâmica.

Mas com todo o avanço esperado para a Ferrari, seria surpreendente se, de uma hora para a outra, Alonso e Massa se inserissem na luta com McLaren, Red Bull, Mercedes e Lotus pelas vitórias. A base do modelo F2012 é equivocada. A Ferrari já sabe disso. Seria maravilhoso termos quinto times em condições de disputar a pole position e o primeiro lugar nas corridas. Mas penso ser pouco provável, embora acredite no importante avanço da Ferrari.

O drama da Ferrari, no entanto, se estende para bem além de o F2012 tornar-se mais veloz ou menos do esperado a partir do GP da Espanha. O momento da escuderia do Commendador é sério.

Como escrevi, traduzindo o pensamento do grupo técnico da Ferrari, talvez com exceção do pai do F2012, o grego Nikolas Tombazis, o carro não pode servir de base para o projeto de 2013, como com certeza farão McLaren, Red Bull, Mercedes e Lotus, pelo acerto dos conceitos empregados no modelo deste ano.
E o regulamento será praticamente o mesmo desta temporada.

Enquanto o projeto do ano que vem da Ferrari vai partir de uma página de computador em branco, os adversários já iniciam essa disputa na frente por terem referências positivas de seus monopostos modelo 2012.

Mais: quem vai coordenar o projeto de 2013 da Ferrari? Tombazis dispôs de todas as condições para conceber o F2012 e fracassou por completo, por mais que o carro melhore com as mudanças em curso. Domenicali até mandou embora Aldo Costa, ex-diretor técnico, hoje na Mercedes, por ser considerado conservador diante do arrojo de Tombazis.

O carro nasceu com enorme arrasto, que lhe causa algumas das mais baixas velocidades nas retas, não gera pressão aerodinâmica, responsável dentre outras coisas pela reduzida velocidade nas curvas e o desgate prematuro dos pneus, traciona muito mal, e não há interatividade entre as várias áreas do carro, suas soluções não se interligam, como é a marca registrada dos monopostos de Newey.

A Ferrari, através de Fry, está no mercado à caça literalmente de bons nomes na engenharia da Fórmula 1 para reforçar o grupo atual e já começar os estudos do projeto de 2014, quando o desafio técnico será imenso, por causa da introdução do motor V-6 turbo de 1, 6 litro em substituição ao V-8 aspirado de 2,4 litro de hoje. E as regras para a concepção do chassi serão outras, com maiores restrições aerodinâmicas e a introdução de pelo menos mais um sistema de recuperação de energia (kers), além do usado atualmente.

Fry já adiantou, também, que as necessidades da Ferrari são ainda maiores. “Precisamos repensar a forma de projetar os carros”, disse. Não falou, mas sabe-se que se refere ao modelo de um homem, em particular, conduzir toda a coordenação. É o oposto do que faz a McLaren, de onde vem Fry, onde há um projetista-chefe, mas as decisões do que será adotado no carro são definidas numa espécie de colegiado. Fry quer o mesmo na Ferrari e já contratou engenheiros para participar do grupo, como o experiente Ben Agathangelou, ex-Red Bull e Benetton, por exemplo. “As possibilidades de erro são menores”, explicou Fry ainda na Malásia, quando já havia ficado claro o equívoco do revolucionário F2012.

O grupo de trabalho da Ferrari na área de aerodinâmica é inexperiente, com exceção de Tombazis. O F2012 foi concebido por Tombazis, que nunca fez nada brilhante, coordenador de um grupo de jovens engenheiros especializados nos estudos de túnel de vento sem muitas horas de voo. As imensas dificuldades do projeto, citadas já, atestam o trabalho, pode-se dizer, grosseiro da equipe.

Fry já viu que eles não podem ser os responsáveis pelo modelo de 2013 e principalmente o de 2014, quando novos conceitos terão de ser desenvolvidos. Os atuais não mais serão válidos, pela mudança drástica das regras.

Vamos rever, então? A Ferrari refaz seu departamento de projeto, com nova metodologia, menos individual. Segundo: se for Tombazis que coordenará o modelo de 2012, suas ideias serão discutidas num grupo com outros engenheiros, agora mais experientes e eventualmente contestadores, não apenas discípulos da orientação do grego, como agora.

Se a Ferrari tiver a oportunidade de contratar um novo coordenador de projeto, dentro da nova metodologia de Fry, não hesito em acreditar que não medirá esforços. Essa tarefa é mais difícil do que parece. James Key seria um bom nome para agregar ideias novas e eficientes para a Ferrari.

Não acabou: na área administrativa deveremos ter novas faces também em 2013. Se Domenicali continuar na direção da Ferrari terá um vice, pois assumiu funções demais. Cuida desde as questões políticas, nos encontros com outras escuderias e Bernie Ecclestone e Jean Todt, até se responsabilizar por decisões de importância menor dentro da organização.

Por tudo isso é que penso que a Ferrari deve evoluir já em Barcelona, como disse, sem que possa desafiar as quatro melhores desse início de campeonato, ao menos é pouco provável, mas apostaria que as chances de o modelo de 2013 não nascer com problemas crônicos, como o atual, é bem maior. Dá para ir além: deverá ser um monoposto que recoloque a Ferrari na luta pelo pódio. As dificuldades da organização foram equacionados e as soluções que estão sendo buscadas parecem fazer todo sentido.

Nos vemos na corrida da Fórmula Indy aqui em São Paulo?

Abraços!

Comentários (43) | comente

43 Comentários Comente também
  • 27/04/2012 - 04:05
    Enviado por: Jefferson Ricardo Lopes

    Este Fry está sentindo que acenderam o fogo da frigideira. Se sente que precisa dizer algo para mostrar serviço, mesmo que não seja perguntado … Ferrari está no circulo vicioso de conceber maus projetos e não depurá-los – passa para o próximo sem compreender as razões de seus erros. E assim não evolue – apenas fica na loteria de acertar em cheio um novo carro. Sempre mudanças radicais. Se vai dar certo … é uma loteria. E atualmente está por enquanto para jogo de azar.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 08:25
    Enviado por: tito

    “”"”Ferrari………..All others are faster than you…………..Did you understand?…………”"”"”"”"”"”

    É, sacanagem e incompetência sempre cobram seu preço! Desejo de coração que continuem numa draga completa por muitos anos. Fui…..

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 09:02
    Enviado por: pc

    Vaca no brejo com corda e tudo.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 11:41
    Enviado por: Paulo "McCoy" Lava

    Estimado Lívio,

    Bom dia. Torcida total para que tenhas conseguido repousar depois da maratona de viagens e árduo trabalho em busca de informações.
    Qual sua previsão de permanencia aqui no Brasil? Posso sugerir que você compareça ao Rio Grande do Sul para acompanhar a Stock no Velopark (06/05) e, no dia seguinte, comparecer à Passo Fundo, cidade sede do Museu do Automobilismo Brasileiro? Por outro lado, desconheço sua ‘agenda’, idem no que tange data de embarque para o GP da Espanha. Enfim, apenas sugestão.
    Abraço,

    Paulo McCoy Lava

    responder este comentário denunciar abuso

    • 27/04/2012 - 13:50
      Enviado por: Livio Oricchio

      Olá Paulo.
      Obrigado pelo convite.
      Não é de hoje que tenho vontade, e muita, de conhecer Velopark e o Museu do
      Automobilismo em Passo Fundo. Meu problema é o curto tempo que permaneço no
      Brasil. Venho em média quatro vezes por ano e não fico mais de
      uma semana para conduzir tudo o que necessito em São Paulo, o que é um desafio.
      Mas em dezembro permaneço duas, três semanas e aí estaria a oportunidade.
      É uma falha no meu currículo não conhecer o autódromo e o museu. Está dentre
      as minhas prioridades.
      Estou lhe enviando o Guia Marlboro edição 2012 via correio.
      Grande abraço!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 27/04/2012 - 11:56
    Enviado por: FRANZ JOHANSEN

    Como vai Lívio.

    Em minha opinião, não creio que a Ferrari irá conseguiram muita coisa este ano. E como você mesmo coloca, por ter saído de uma base ruim de 2012, chegará em 2013, provavelmente, a um passo atrás das concorrentes. Claro, isso é especulação minha… Mas, seguindo a lógica…

    Portanto, acredito que o que a Ferrari deveria fazer é se concentrar no projeto de 2014, esse sim, até pela nova regra, necessariamente deverá ser revolucionário de fato. Eles deveriam passar uma régua em 2012, fazer o melhor possível para, pelo menos, serem competitivos em 2013, mas foco total em 2014! Começar um trabalho de base desde já, visando o futuro. É o que chamamos de dar um passo atrás para dar dois à frente.

    Quanto à nova regra de motores para 2014, este tema me desperta muita curiosidade.

    Lívio, você já possui alguma informação quanto a questões que serão pertinentes nos carros a partir de 2014, tais como:

    Como ficará a relação peso/potência?
    O limite mínimo de massa que os carros devem apresentar na vistoria da FIA pré-corrida será modificado? Deverá ir para quanto?
    Com motor menor, ganha-se mais eficiência, o consumo diminui (sem levar em conta a ajuda do novo Kers), portanto os tanques de combustível serão menores e de menor capacidade. Isso promoverá uma redução de peso. Há algum parâmetro já conhecido neste aspecto?

    E mais. Você acredita que com a nova regra dos motores, especialmente devido à drástica redução da capacidade cúbica, poderemos ver as equipes focarem mais na tecnologia do propulsor em detrimento da aerodinâmica?

    Abraços.

    Franz Johansen

    responder este comentário denunciar abuso

    • 27/04/2012 - 13:59
      Enviado por: Livio Oricchio

      Olá Franz:
      Obrigado pelo comentário.
      Tão logo haja mais informações a respeito do regulamento de chassi para
      2014 eu publico um post. Nas últimas duas corridas perguntei a várias
      profissionais das equipes com quem converso e ainda existe muita indefinição.
      O que é certo é o uso do motor V-6 turbo de 1,6 litro.
      Muda tudo. A resposta de potência do motor é bem distinta das unidades
      aspiradas, como agora, mas teremos dois kers. O bloco do motor é bem menor
      que o V-8 o que implica uma forma de conceber o chassi distinta da atual.
      O cárter seco volta a ser instalado entre o motor e o câmbio, para aumentar
      o entre-eixos. O legal é que os conceitos da última era turbo na F-1,
      de 1977 a 1988, pode não mais servir de referência. Os avanços tecnológicos
      oferecem uma poder de simulação não conhecido há pouco mais de 20 anos.
      Será uma competição de engenharia de encantar quem aprecia o discurso técnico.
      A criatividade de cada projetista fará seu exame máximo.
      Abraços!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 27/04/2012 - 12:29
    Enviado por: pc

    Lembrando que a solução aerodinamica começa na dianteira do carro, a meu ver, ao mudar o sistema de suspensão dianteira, avacalhou-se a aerodinamica como um todo. O que importa em F1 é downforce. Se voce alem de não tê-lo, comete o pecado de aumentar o arrasto, é sinal que a maiosene desandou. É como fazer um planador que precisa de um motor pra voar. Na minha terra chamam isso de incompetencia.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 13:17
    Enviado por: Bob

    Como as estrelas da engenharia e aerodinamica são raras e a ferrari já tentou seduzir o mago da Red Bull e recebeu um sonoro não, resta outra alternativa, copiar o sistema de capilaridade da McLaren, que por sinal vem dando muito certo, mas o time de projetistas tem de ser classe A.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 13:25
    Enviado por: Daniel

    Lívio pergunta:

    “Estou curioso para saber como será o campeonato a partir do GP da Espanha, o próximo do calendário, dia 13 de maio, em Barcelona, pista que os times conhecem como nenhuma outra”

    Daniel responde:
    Simples…..O mesmo para o restante da temporada, ou seja: RBR-Sebastian Vettel..

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 13:55
    Enviado por: Gilson A. L. Rocha

    Livio, sempre vc, trazendo essas novas para gente que curte a F1.

    Dentro dessa busca desesperada da Ferrari por mentes realmente produtivas, o que esperar para a vaga que irá se abrir na Ferrari, uma vez que, Massa termina seu contrato nesse ano, e esta longe de ter um carro competitivo.

    Abraços

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 14:05
    Enviado por: Fernando

    Se a Ferrari conseguir melhor o carro para um patamar que seja proporcionalmente melhor que a melhora dos demais, acredito que o Alonso irá começar a fazer a diferença. Não para disputar título…nisso eu não acredito.

    Mas, ser com certeza o fiel da balança no resultado final.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 14:22
    Enviado por: caravaggio

    A Ferrari é praticamente uma empresa pública, burocratica e ineficiente. É por causa dessa politicagem que o Piquet sempre deu um pé na bunda dessa escuderia. Ele esculachava o Enzo Ferrari em toda entrevista.
    O prost falou que os carros da ferrari eram como caminhões e largou o barco.
    Na história moderna da Ferrari os únicos que conseguiram tirar leite de pedra foram o Schumachão, pupilo do Piquet, e o campeão desse ano, Raikkonen.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 14:32
    Enviado por: Alex Butantã/SP

    O problema da Ferrari é que entre 1996 e 2008 nos acostumamos a ver uma “falsa Ferrari”, organizada e competente, isso não foi o retrato da “verdadeira Ferrari” a dos anos 80 e metade dos anos 90.

    A “verdadeira Ferrari” era uma bagunça, trocava de gente, trocava de piloto, erravam tudo e salvo alguns momentos, andavam bem e disputavam o título.

    A “falsa Ferrari” teve tudo de bom, mas o ponto chave era um Sr. chamado Michael Schumacher, que a partir, primeiro de sua pilotagem sem igual, era capaz de fazer todo mundo trabalhar harmonicamente, botando para fora os que não prestavam e sugerindo os melhores para organização.

    Vejam que a “falsa Ferrari”, saiu do limbo, para ser a melhor equipe e após a sua saída ainda colheram alguns frutos deixados por ele, inclusive quando em 2008 o velho Schumacher veio testar a aconselhar a moçada naquele carro, que se ele tivesse pilotado seria campeão com o “pé nas costas”.

    A “verdadeira Ferrari” é isso, sofre de falta de liderança, falta de bons profissionais, e principalmente de um piloto capaz de fazer o que Schumacher fazia, na pista como nos anos de 1996 a 1999 e fora dela mandando e desmandando.

    A cada nova temporada da Ferrari, para mim, só comprova o que já via entre 1996 e 2008… o quanto Schumacher era fantástico e como no final a Ferrari dependia mais do Schumacher do que o inverso, ou seja, se em 1996 Schumacher fosse para algum outro time, a Ferrari estaria na fila até hoje.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 15:11
    Enviado por: Marco Aurélio

    Grande Livio.
    O comentarista supremos da Fórmula 1 no Brasil, em tempos hoje em que temos de ler comentários nacionalistas de Reginaldo Leme e Luciano Burti. Que lástima esses dois!
    Como eu gostaria de te ver na TV ao lado de um narrador competente, e de um piloto que já ganhou corridas. Como eu queria não escutar tanto ” Massa fez tanto …..e só ficou tanto …..de Alonso!” Como eu queria meu Comentarista Supremo! Você é o Nick Fury no que diz respeito a Fórmula 1 no Brasil! E não precisa de tapa-olho.
    Comentando o Post. A Ferrari vai achar a receita do bolo cedo ou tarde. É só lembrar que que no GP de Barcelona do ano passado, o Alonso tomou 1.5 na classificação e levou 1 volta dos 3 primeiros mesmo terminado em 4º na corrida. Em Mônaco ele estava lutando pela Vitória. Apenas duas corridas depois, e venceu 4 provas depois! Eles vão achar a receita dom bolo. Isso é fato. O que eu acho que irá acontecer e aposto é que duas equipes vão cair do topo. Lotus e Mercedes. Problemas financeiros para a primeira, e falta de capacidade técnica para a Segunda. A Lotus sempre começa bem os campeonatos, no entanto perde terreno sempre. A Mercedes começa bem, fica ruim e termina ruim. No final do campeonato Red Bull com Vettel, Mclaren com Hamilton e Button e a Ferrari com Alonso é que estarão disputando o título. Ano que vem acho que o companheiro da Ferrari será o Robert Kubica. Perez é muito cru para assumir a titularidade de uma equipe de ponta. Uma coisa é fazer grandes coisas na Sauber, outra é na Ferrari em que a imprensa e o povo de um país caí na sua cabeça após cada manobra errada na pista. A Ferrari está certa em se organizar, e isso leva a tempo. Não é da noite para o dia. A parte financeira está lá e eles só precisam se organizar. Com a chegada de James Key, aí sim a Ferrari será a equipe de Commendador! Não dominante, mas sim competitiva desde a primeira corrida.
    Lívio continue assim comentarista supremo! O melhor do Brasil!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 15:17
    Enviado por: Marco Aurélio

    Ah Lívio.
    Li em alguns sites alemães e italianos que realmente a Ferrari não levará tudo para Muggelo.
    O site italiano disse que a Ferrari vai levar tanta coisa que só ficarão prontas na semana anterior à corrida. Parece que irá mudar da altura do volante para à retaguarda do carro. Saídas laterais, exaustores, escapamento semelhante à Sauber para simular o efeito Coanda, nova suspensão traseira e algumas coisinhas a mais. Segundo o Fry, não irão mudar a suspensão dianteira porque parece que é a única coisa do carro em que ele e Alonso estão satisfeitos. Se vai dar ceto, iremos saber só em Barcelona.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 16:08
    Enviado por: Marco Aurélio

    Saiu hoje na Itália. Está em tradução automática.
    27 de abril de 2012 – A Ferrari não está agindo mesmo como um modelo de estudante na preparação para o exame da Aerodinâmica, que continua a ser o mais importante e indispensável para o grau de Fórmula 1. Não se trata de homens, como as compras recentes do mercado de técnica poderia sugerir, mas de meios. O nó é sempre do pescoço, mesmo estreito de Ferrari: o túnel de vento, o infame sistema de designer de Renzo Piano, que era uma vez a excelência tecnológica e agora está escorado para acompanhar os tempos, sem nunca perder d ‘ olho no orçamento. Uma fortuna já deixou de comprar, instalar e operar a referida hipoteca aranha gigante, quase como um playstation.

    Para calibrar o túnel de vento distorcida não bastasse quinze meses. O problema surgiu na sua seriedade de um ano atrás, quando o Chefe Stefano Domenicali explicou os dados amarelos distorcidas que o sistema fornecido. Em desacordo com a realidade da pista, de modo a galeria era apenas danos: você quer ser bom como um mecânico, se montar uma chave quebrada. Foi tudo resolvido no final de 2011, e não é assim. Ainda esta semana, a Ferrari está fazendo testes comparativos entre o túnel ea de seu Toyota, em Colónia, tecnicamente muito avançado e em Maranello agora é cliente assíduo.

    Desequilibrada do túnel de vento dois aspectos são tão importantes como os suportes de uma ponte: a limpeza da corrente de fluido (vilmente: o jacto de ar, o qual deve ser tão uniforme quanto a parede do vento contra os quais os colide máquina) eo sistema das escalas que são quatro, um para cada roda, a fim de medir as diferenças na carga sobre os eixos longitudinais e transversais. Este sistema ainda funciona como deveria ter sido resolvido o problema complexo das vibrações, mas não estamos com a calibração das escalas quando a carga aerodinâmica atinge os valores mais elevados. Isso porque o F2012 não é tão ruim na tortuosa – os problemas estão todos puxando para fora dos cantos – mas nas retas retirar as cabeças de vento, resultando em mais lenta do que a concorrência, incluindo cinco quilômetros por hora. Os sofrimentos aerodinâmica traseira, a instabilidade da máquina, a tendência para mastigar e cuspir rapidamente os pneus, o reforço do departamento de
    poucos dias atrás foi tomada grego Ben Agathangelou – são todas as crianças deste calcanhar de Aquiles . O pesadelo começou no final de 2010, quando a top técnico da Ferrari, descobriu a falha, ele se perguntou se a mudar todo o sistema ou ritararlo. Optamos pela segunda opção mais econômica e, certamente, considerando que, em seguida, ele imaginava, ainda mais rápido, dado os longos períodos que teria exigido um sistema a partir do zero para remover o defeito revelam que toda a maquinaria sofisticada no nascimento: a mentira.

    Fonte: O Corriere dello Sport (artigo de Fulvio Solms)

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 16:29
    Enviado por: Tiago Queiroz

    Boa tarde Livio!!

    Você descreveu a área de projetos da Ferrari como tendo engenheiros inexperientes e um egenheiro-chefe centralizador de decisões.Isso não era só pra resultar em um carro menos competitivo que as outras grandes e não no desastre que foi o F2012 no inicio de temporada?
    Por que este carro ficou tão abaixo do esperado por todos?

    Abarços !!!

    responder este comentário denunciar abuso

    • 27/04/2012 - 18:30
      Enviado por: Livio Oricchio

      Tiago:
      Projetos revolucionários ou se mostram muito eficientes e incorporam
      soluções que os demais copiam ou fracassam. Historicamente não ficam
      no meio termo, digo razoavelmente competitivo ou medianamente lento.
      Estatisticamente os projetos arrojados mais não dão certo que eventualmente
      se mostram vencedores.
      Foi uma aposta e, como a maioria, não funcionou.
      Talvez se Luca di Montezemolo, presidente da empresa, não tivesse
      imposto ao grupo a concepção de um carro revolucionário quem sabe
      a situação da Ferrari fosse melhor.
      Abraços!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 27/04/2012 - 16:46
    Enviado por: AMS

    Olá Livio.
    Como um neoleitor do seu blog, no máximo 6 meses, mas já admirador do trabalho jornalístico no sentido estrito do ofício, vou ousar fazer uma observação extemporânea, pois não quero perder a oportunidade e principalmente de louvar seu trabalho.
    É que tenho um hábito estranho de ler notícias antigas, e fui buscar suas observações em relação ao caso cingapuragate/2008, e mais uma vez deu para perceber sua credibilidade nas abordagens.
    Porém o barato de tudo foi ler os palpites do leitores, alguns ainda aqui se manifestando no tempo atual.
    Me diverti com um que acusou o Nelsão e seu filho de vingança pura e simples, sem nenhum cunho de verdade nas alegações; e os resultado posterior de tudo o que se apurou ali.
    Conclusão: realmente devemos ser cautelosos em nossas manifestações aqui, principalmente sobre o que não sabemos, daí porque ler seu blog é muito bom: VOCÊ REALMENTE SABE DO QUE ESCREVE, e não meramente especula.
    Parabéns.
    Alexandre (AMS)

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 16:58
    Enviado por: Edgard

    Ao que parece vc delineou muito bem o caos organizacional que deve se encontrar a Ferrari, baseado em fatos e informações que vc muito bem levanta. Apenas uma pergunta: no caso da F10, o último carro decente que a Ferrari fez e quase levou o campeonato graças ao Alonso, pq funcionou bem? Era ‘herança’ de algum projeto anterior?

    Sem especulações estapafúrdias de muitos na imprensa esportiva, seus textos são muito mais elucidativos que a grande maioria. Parabéns e obrigado!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 17:12
    Enviado por: Norberto Marcher-Mühle

    desde a partida d’il commendattore a ferrari se ressentiu, salvo raros momentos, da falta de um mão firme, um pulso forte, que tomasse as rédeas da escuderia e assumisse a direção e coordenação do time. faltou “dono”.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 17:35
    Enviado por: Alexandre F. Souza

    Com o Schumacher, a Ferrari levou 5 anos para enfim levantar o caneco. Era questão de tempo, pois o grupo era fortíssimo (Schumacher, Todt, Brown, R. Byrne entre outros). Agora eles estão sob pressão e não tem ninguém no corpo técnico que dê a pinta de reverter esse quadro. Será que o Alonso topa esperar uns 7 anos para ser tri-campeão?

    responder este comentário denunciar abuso

    • 27/04/2012 - 18:40
      Enviado por: Livio Oricchio

      Alexandre:
      Já perguntei pessoalmente ao Alonso essa questão, num regime fora
      de entrevista. E ele me disse que não existe a menor chance de
      deixar a Ferrari por isso. Acreditei na sua resposta, em especial
      pela forma como me atendeu, como sempre.
      Abraços!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 27/04/2012 - 17:59
    Enviado por: Luis Armando

    Olá Livio,

    Seja bem vindo ao querido Brasil.

    Com as dificuldades apresentadas pela Ferrari no modelo F2012 ou mesmo o B – F2012, o carro não irá andar na ponta.
    Neste caso, a situação do Felipe Massa fica muito delicada. Com irá despontar com um carro “ruim”? Será que a Ferrari prorroga o contrato por mais 1 temporada?
    Caso não……complicou e muito!

    Abraços.

    Luis Armando

    responder este comentário denunciar abuso

    • 27/04/2012 - 18:44
      Enviado por: Livio Oricchio

      Luis Armando:
      Se Massa fizer um bom restante de temporada, acredite,
      a Ferrari renova seu contrato. Está na sua mão.
      Com a provável melhora do carro da equipe, essa possibilidade
      é real, contra o que a maioria pensa.
      Grande abraço!

      responder este comentário denunciar abuso
  • 27/04/2012 - 18:22
    Enviado por: Fernando

    Penso que quando a Ferrari achar o tom da música, Alonso poderá desfrutar de uns 3 anos a fio de um carro que lhe permita lutar pelo titulo.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 19:08
    Enviado por: Eroni

    Olá Livio.
    Depois que descobri a riqueza de informações que você tem proporcionado ao leitor atento, nunca mais parei de ter os seus posts, porém nunca me atreví a comentar, apenas ler.
    Diria mais, que em matéria de automobilismo você é um mago, e olha que acompanho a F1 desde que se passava apenas pelo rádio.
    Gostaria de saber de sua opinião sobre duas coisas:
    A primeira, que já tento obter a opinião de alguns especialistas há algum tempo, que é a constante mudança de regras da Fia para tentar melhorar as ultrapassagens e consequentemente o equilibrio e emoção nas corridas. Não seria muito mais fácil e barato simplesmente aumentar o peso minimo dos carros e deixar evoluir a potência dos motores, eficiencia de pneus, etc, do que ficar pensando em mirabolantes regras que só fazem as equipes despejarem milhoes em soluções que seguidamente tem que jogar fora? Por exemplo se fizessem isso já na era Senna/Prost até hoje, teríamos carros de 1000Kg andando a 400km por hora sem dependencia aerodinâmica que se tem hoje?
    - Outra coisa que eu queria questionar é a torcida do brasileiro pela Ferrari. Eu particularmente já não torço mais a muitos anos, desde a era Schumacher. Como se imagina torcer por uma equipe comandada politicamente (leia-se patrocinadores) sabendo-se que nunca, jamais, algum brasileiro irá vencer por lá daqui pra frente. (A unica esperança foi na era Massa/Kimi – ela mesma tirou o título do brasileiro).

    Grande abraço e boa estadia no Brasil.

    Eroni Américo
    Criciuma/SC

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 20:05
    Enviado por: Zaka

    Muito bom 04 equipes vencendo nas quatro primeiras provas.
    Não me recordo disso na história da F1.
    .
    Isso é tão importante, que se compararmos, passamos as duas últimas temporadas, de 2010 , 2011 com 38 provas seguidas com apenas três equipes vencerdoras. E nesta já são quatro no início da temporada.
    .
    Quanto ao Alonso, ele conseguiu reunir pontos em época de vaca magra, que se receber um carro melhor estará na luta pelo título.
    E já de início de temporada, Felipe Massa, que tem apenas 02 pontinhos, longe de chances, terá por lógica de ajudar Alonso.
    Agora quero ver uma quinta equipe vencer. Pode ser a Lótus rsrsrsrs.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 21:46
    Enviado por: Marcelo B. C

    Pra ser campeão com Ferrari a coisa é mais embaixo, lá não tem “essa” de tirar um motor que esta “em baixa” e colocar outro que esta dominando(como aconteceu com Mclaren em 88, no ano anterior ela usava o Porsche, mas a fábrica já estava despedindo da F1, então a Mclaren trocou pelo motor que dominava, o Honda). Na Ferrari não tem essa molesa, tudo tem que ser desenvolvido em casa: motor/chassi/câmbio, quando o piloto chega ao título tecnicamente tudo é mais valorizado. Outro detalhe, por trabalhar em oficina posso afirmar, desenvolver um carro italiano é muito mais complicado que um carro inglês, francês ou alemão…os conceitos de projeto e construção são distintos, mas o italiano sempre dá mais trabalho. Isso também acontece nas motos, basta ver o sufoco que Valentino Rossi esta tomando na Ducati. E ele mesmo afirmou que não consegue pilotar a moto, mas seu companheiro não esta reclamando, Nicky Hayden sabe que a moto vai ter que passar por um desenvolvimento, mas isso é até normal. Já Rossi pra melhorar a moto vai ter que “pedalar” para desenvolver a moto ao seu estilo, tarefa bem complicada. No caso da Moto GP é a mesma coisa, conseguir títulos com moto japonesa é uma coisa, mas com moto italiana..o piloto tem que ser fera, não basta só pilotar, tem que descobrir os segredos do equipamento para fazer ele melhorar cada vez mais.

    Schumacher-Brawn-Byrne na Benetton apesar de discretos, já formavam um ótimo time, entre 92 e 93 desenvolveram o fantástico bico-alto+desenho do assoalho que “grudava” o carro ao chão, o alemão também fazia muita diferença na pista(na verdade o trabalho começou em 91, mas nesse ano tudo era feito mais na base de teste, aprovado o bico alto o trabalho começou com força total em 92) . E era nítido a melhora em 92/93 comparado com anos anteriores(Piquet vencia quando Mclaren e Williams abandonavam, isso não aconteceu com Schumacher, e o número de pódios com o alemão conseguiu entre 92/93, foi massacrante). Nascia na F1 um novo trio genial com Schumacher-Brawn-Byrne juntos conquistaram os títulos de 94/95. Logo a Ferrari tratou de contratar o trio, ao lado de J.Todt tudo se completou, pois tudo era levado da MÃO DE FERRO…ou vc faz isso, ou não chega a lugar nenhum.

    Para o carro Ferrari de 1996 tudo foi copiado do Benetton campeão de 95, mas era nítido que levaria algum tempo para a Ferrari brigar por títulos, muita coisa tinha que ser organizada dentro da equipe: Setor de motor, câmbio, aerodinâmica, trabalho de boxes, etc…

    As vitórias de Schumacher em 1996 foi muito graças ao talento do piloto, mas o carro havia melhorado. Em 1997 o carro deu um salto de performance, mas ainda estava atrás das poderosas Williams, mesmo assim o talento do alemão fazia diferença, com carro inferior disputou pau a pau com a Williams de Villeneuve. Em 1998 que poderia ser o ano da Ferrari as regras mudaram radicalmente, os pneus “sulcados” fizeram a diferença no carro…da Mclaren. Novamente Schumacher disputou o título contra um carro muito superior(até mais que no ano anterior com a Williams). O ano que Schumacher poderia ser campeão acabou em acidente e perna quebrada. Entre 2000 e 2004 Schumacher dominou nos anos de 01/02/04, se for observar esse trio Schumacher-Brawn-Byrne nunca apanharam para desenvolver um carro, ou organizar uma equipe.

    E dentro do limite de tempo que leva para desenvolver um projeto partindo em condição inferior, Schumacher-Brawn-Byrne conseguiram títulos na Benetton e depois na Ferrari. Pra piorar a FIA mudou radicalmente o regulamento duas vezes para ferrar o domínio da Ferrari. Depois de 3 anos espetacular(00/01/02), o regulamento mudou, a Ferrari não tinha mais o melhor carro em 03, Schumacher só conseguiu a liderança na tabela depois de 8 corridas, e foi assim até o final. Em 2004 muitos dentro da Ferrari duvidavam da motivação de Schumacher ao volante…foi um ano arrasador! Era uma época que se testava muito, mas isso valia para todas equipes, Schumacher interrompia férias para testar. Novamente a FIA muda do regulamento, dessa vez a Ferrari “desabou” em 2005, mas isso só fez Schumacher trabalhar e motivar ainda mais a equipe. Por incrível que pareça, Schumacher voltou a disputar o título já em 06, o alemão não foi campeão, mas fez uma coisa até mais importante que o próprio título de 06, colocou a equipe novamente no topo vencendo 7 corridas, e pronta pra brigar pelos títulos de 07/08. Se Kimi foi campeão em 07, muuuuito é graças ao trabalho de Schumacher & cia em 06(e sem Rubinho na equipe provando que era ele quem fazia a diferença). Carro pra disputar títulos a equipe teve em 07/08, se Schumacher não se aposenta em 06, seriam mais dois títulos na carreira.

    Perceberam como se chega ao título na Ferrari? Primeiro se forma um TIME DE VERDADE COM CAPACIDADE E VONTADE(Schumacher já tinha feito isso na Benetton entre 92/95), ao mesmo tempo vão conseguindo desenvolver o carro até chegar aos pódios e vitórias. O que me espanta é a capacidade de Brawn e Schumacher desenvolver qualquer carro, aconteceu isso com carro inglês, depois italiano e agora se repete com carro alemão, e parece que estão no caminho certo. Lembrando que são épocas distintas(92 a 95 Benetton, Ferrari 96 a 06 e agora Mercedes entre 2010/12). Rosberg fez pole e venceu, mas quanto isso tem o “dedo” do trabalho de Schumacher? Ao lado de Brawn, o alemão bate o pé e exige troca de membros da equipe. Se eles percebem algo errado no setor de motor, câmbio ou trabalho de boxes, eles trocam o pessoal. Quem quer segurar o emprego tem que trabalhar duro, não tem oba-oba.

    Se for observar, apenas dois pilotos “dominaram” na Ferrari, Lauda nos anos 75/76/77 e Schumacher entre 96 e 06, seja na parte de desenvolvimento do carro, ou trabalho de organizar a equipe. Lembrando que Lauda também tinha um projetista espetacular, Mauro Forghieri.
    Todos os grandes pilotos dependeram disso pra ser campeão, mas nem todos desenvolviam o carro, alguns mudavam de equipe e pegavam o carro pronto pra disputar o título.

    Clark teve Chapman 63/65.
    Gran Hill teve Chapman 68.
    Jackie Stewart teve Derek Gardner 69/71/73.
    Rindt teve Chapman 70.
    FITTIPALDI teve Chapman 72.
    Lauda teve Mauro Forghieri em 75/76/77.
    Andretti teve Chapman 78.
    PIQUET teve Murray em 81/83.
    Lauda teve Barnard em 84.
    Prost teve Barnard em 85/86.
    PIQUET teve Frank Dernie e P.Head em 87.
    SENNA e Prost tiveram Murray-Nichols em 88/89.
    Mansell teve Newey em 92.
    Prost teve Newey em 93.
    Schumacher teve Barnard, Brawn e Byrne.

    Só que Senna na Mclaren não ajudou no desenvolvimento daquele fantástico carro de 88/89 e porque não 90/91 o carro era tão bom que ainda teve “folego” pra disputar o título. Quem desenvolveu o projeto foram Prost-Murray-Nichols!!! Mansell e Prost em 92/93 dependeram de Newey, eles também não ajudaram desenvolver aquelas fantásticas Williams, só sentaram e pilotaram.

    Muito metem o pau no Vettel por ter Newey ao lado, mas todos os campeões do passado dependeram de grandes projetistas. Agora, o que Schumacher fez ao lado de Brawn e Byrne na Benetton e príncipalmente Ferrari foi surreal, ninguém chegou perto de tal domínio.

    Alonso chegou na Ferrari em alta(sem crises) em 2010 já chegou disputando o título, isso porque a Ferrari ainda tinha aquele poder de reação dos tempos de Schuamacher. Mas hoje, Alonso parte praticamente do zero, tem que formar um TIME AFIADO se quiser dominar o carro da Ferrari, e ele mesmo admitiu que esta sendo muito complicado achar o melhor caminho para desenvolver o carro italiano. Se a equipe não for campeã com Alonso em 2012 já vai para 5 anos sem título(3 com o espanhol), corre o risco da equipe cair em crise, a midia na Itália já esta pegando no pé, mas só com aquela parte mais fraca que não esta produzindo…F.Massa, e ninguém pode dizer que ela não deu chance dele se recuperar.

    Não sei se Alonso vai conseguir melhorar carro com tanta pressão, o carro Ferrari já é complicado de ajustar ao estilo de pilotagem(basta ver Prost em 91, um fiasco), outros grande pilotos também não conseguiram chegar ao título nessa equipe. Em termos técnicos ser campeão com a Ferrari é muito mais desafiador.

    E quem poderia imaginar em 2012 a Ferrari atrás da Mercedes de Schumacher-Brawn? O que esta salvando o time de Maranelo é o talento do espanhol, porque carro bom, time e segundo piloto no momento ela não tem…

    Aldo Costa deve estar rindo a toa, ele foi despedido da Ferrari em 2011 indo para a Mercedes, logo de cara o carro alemão deu um salto de qualidade. Schumacher e Brawn quando tiveram a oportunidade não perderam tempo em contratar Aldo Costa, eles já conheciam a capacidade de Aldo da época de “transição” quando Schumacher-Brawn-Byrne-Todt deixaram a equipe. E o carro de 07/08 era muito bom, agora imagina se o quarteto dos sonhos estivessem ainda lá…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 27/04/2012 - 23:17
    Enviado por: Fernando Piccione

    Caro Livio, tomara que vc nos escreva um pouco da sua experiencia ahi em Sampa na INdy 300.

    Livio ia te escrever algo que tenho curisosidade em saber mas justo hj acabei lendo uma coluna do Becken Lima , nao sei se vc lembra dele, que transmite uma parte do que eu queria saber em relacao ao show vinculado aos Pneus e como o Paddock da F1 ve hj o que esta acontencedo com a manipulacao das corridas, digo que eu penso e sinto que hj, vc nao pode ser rapido o tempo todo e os pneus influenciam demais no resultado.

    Ahi vai …. http://www.corridadeformula1.com/como-a-pirelli-vai-moldando-a-f1-em-2012/

    Vc poderia escrever algo sobre isso ??

    Muito obrigado, grande abraco,

    FP

    responder este comentário denunciar abuso

  • 28/04/2012 - 13:05
    Enviado por: Lito

    .

    Lívio

    No seu post anterior O que trouxe comigo do Oriente Médio está impossível de se comentar. Lá não aparece o campo onde se preenchem os dados e se escreve o comentário. Preparei comentário, mas é impossível colocar no seu post. Por favor, veja se consegue sanar essa falha, estranha essa ocorrência, nunca tinha notado isso, o pessoal da informática tira isso de letra.

    Tente você mesmo escrever algo lá, de repente volta ao normal.

    E mais, outros blogs do Estadão, como por exemplo, o do Gustavo Chacra já apresenta outra configuração para postagens de comentários, deve-se usar o facebook, ou o Yahoo, ou o Hotmail, etc… lá existe a possibilidade de se corrigir algo no comentário depois de enviado, o que é muito interessante. Pergunto: O teu Blog também vai passar a adotar essa nova configuração??

    Abs e boa diversão na Indy

    Na corrida de hoje na GP2 Razia em 2º e Nasr em 4º, a mulecada tá bem na fita!

    .

    responder este comentário denunciar abuso

    • 28/04/2012 - 13:22
      Enviado por: Livio Oricchio

      Lito:
      Há tanto por ser acertado na área técnica…
      Obrigado por sinalizar sua dificuldade. Não
      tinha ideia da existência do problema.
      Grande abraço!

      responder este comentário denunciar abuso
    • 28/04/2012 - 18:25
      Enviado por: Lito

      .

      Valeu Lívio, obrigado!

      Quanto à Ferrari acredito que ainda nesta temporada, já nas próximas etapas deva apresentar indícios de melhora considerável para este campeonato, evoluindo a ponto de chegar ao final do campeonato em condição moderada e limitada de disputar o título. Para isto ela vai ter que trabalhar duro e contar com alternância de pódios entre as outras equipes, uns “roubando” pontos dos outros e ela andando entre os ponteiros.

      Vai ser difícil. Se a Ferrari não trabalhar duro termina o Campeonato de Construtores em 5º ou 6º. Isto seria lamentável para a quase fanática torcida italiana e para o time todo, seria desastroso. Não tem pra onde correr, ela tem que melhorar mesmo sabendo que as outras dificilmente vão deixar de pontuar bem. Situação delicada, todos tendo que colocar a faca entre os dentes e matar um Leão por corrida, principalmente o Felipe Massa.
      _________________________________________

      Correção:

      GP2 no Bahrein
      Ontem, 27/04, Razia em 4º e Nasr em 11º
      Hoje, 28/04, Razia em 2º e Nasr em 5º

      Valsecchi lidera com 107 pontos, Razia em 2º com 83 e Nasr aparece na classificação geral com apenas 28 pontos na 8ª posição.

      Nasr deve melhorar ao longo do campeonato à medida que for se familiarizando mais com a categoria e esfriando a cabeça. Com 18 corridas para o término do campeonato a pontuação deve se alterar muito.

      Na F3 Inglesa o espanhol Carlos Sainz lidera com 74 pontos (efeito Fernando Alonso), o brasileiro Pipo Derani aparece em 5º com 48 pontos, seguido por outro brasileiro muito bom, o curitibano Pietro Fantin com 40 pontos. Se o Pietro conseguir controlar o emocional e dominar o ímpeto, deve terminar o campeonato entre os 03 primeiros.

      .

      responder este comentário denunciar abuso
  • 29/04/2012 - 08:09
    Enviado por: marciocampinas

    Lívio,

    Quanto tempo, o tão badalado e genial Newey, levou para fazer um carro “campeão” na Willians?Mclaren?Red Bull?
    Você não acha precipitação da Ferrari em julgar e excluir toda a equipe de projetista, sem que a mesma tenha tempo hábil para fazer um carro campeão?.
    Penso ser mandatório, até para redução de custos, que haja uma valorização do piloto-motor-chassi, sem tanta influência da aerodinâmica na F1.
    Devemos lembrar e refetir, que o uso de Kers e da abertura da asa traseira, nada mais são que maneiras artificiais de ganhar velocidade para que se possam realizar ultrapassagens;é claro que é legal de se ver, mas é imoral no que diz respeito ao automobilismo puro

    responder este comentário denunciar abuso

  • 29/04/2012 - 11:38
    Enviado por: Plow King

    Priviet tavarish Livio.

    Drama da ferrari? Ai que do. Eles ao menos tem um monte de dinheiro e uma hora saem do buraco. Me da mais (bem mais) pena do Uncle Frank que pela obra de vida deveria deixar o planeta vendo de perto o time dele ainda ganhando mais alguma coisa.

    Ainda nao me conformo do Frank ter caido tanto na vida enquanto Ronzo se virou e se manteve sempre la no top. Os dois deveriam estar no meu nivel.

    Ferrari esta precisando de mais ingleses e alemaes la novamente. Gerenciamento italiano nao da.

    Auguri.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 30/04/2012 - 19:47
    Enviado por: beto ique

    nada como um tempinho aqui na terrinha para aumentar os dialogos conosco. Como nao conheco ninguem com tanta sapiencia quando o assunto e Ferrari como voce, nao ha o que acrescentar! Apenas ratifico as palavras do Alex Butanta de que a Ferrari que me lembro, afora a era Sumacher, sempre foi caracterizada pela desordem, pelo excesso de paixao e por gastos extravagantes, quando deveria se pautar pela organizacao, pelo racionalismo e pela eficiencia. E o contraponto dela e que representa o seu polo oposto e a RDB.
    Ps desculpe a ortografia, mas digitar nesses ewuipamentos modernos e um desafio

    responder este comentário denunciar abuso

  • 01/05/2012 - 15:12
    Enviado por: Luiz Carlos (BLC)

    Olá Livio,
    O drama da Ferrari é não dispor de sua pista particular de testes o ano todo, como era nos tempos gloriosos ( não muito distantes) de Schumacher/Brawn/Todt. Naquela época os bólidos eram desenvolvidos nas suas pistas particulares com os pilotos de teste da fábrica e tambem pelos titulares enquanto o campeonato estava em curso, não havia limite nos orçamentos dos times, cada um gastava o que precisasse para extrair de suas máquinas cada milésimo que fosse possível.

    Dentro dessa nova realidade da F1 com limites orçamentários e de testes privados, levam vantagem as equipes que sabem maximizar seus recursos e tem em seus enxutos (ás vezes) e disciplinados elencos, profissionais de altíssima competência.

    Não vejo a Ferrari em melhores condições para brigar de igual com Mclaren e Mercedes se as regras nesse sentido não forem alteradas.

    O sonho da Ferrari e Alonso de repetir o feito da era Schumacher/Brawn/ Todt está cada vez mais distante, a meu ver.
    Abraços

    responder este comentário denunciar abuso

  • 02/05/2012 - 18:10
    Enviado por: Marcelo

    Lívio,

    Não consigo vislumbrar uma melhora verdadeiramente significativa na Ferrari, caso a cúpula desse time permaneça. Do diretor Domenicali ao staff técnico, não vejo nesses senhores nenhuma habilidade acima da média, tão necessária para a categoria ultra competitiva que é a Formula Um. Stefano Domenicali me parece muito aquém da capacidade organizacional que tinha Jean Todt, sendo a comparação inevitável. A mesma comparação, se permite, faço com o atual departamento técnico, em relação ao que outrora era chefiado pelo Sr. Rory Byrne. Da parte do Sr. Montezemolo, vejo nele também uma paciência de monge diante do atual estado de coisas na Rossa. Uma equipe não pode simplesmente “torrar” milhões de dólares em sucessivos equívocos, penso serem necessárias profundas mudanças na filosofia da Ferrari.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 02/05/2012 - 19:55
    Enviado por: Sergio

    Livio, para mim a Ferrari esta’ colhendo os frutos de sua mentalidade.
    Acho que ela e’ a equipe mais mau caráter do grid e que nos últimos anos patrocinou um grande desserviço a F1 com suas ” ordens de equipe” para o Massa e o Rubinho.
    Espero que eles continuem perdendo.

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

Arquivos

Blogs do Estadão
Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.