21/V/12
Livio Oricchio, de Mônaco
Amigos, sempre desejei fazer essa reportagem sobre o GP de Mônaco de 1972. Foi a primeira corrida transmitida em cores para o Brasil, no dia 14 de maio, cujas emissoras de TV haviam começado a operar com essa tecnologia poucos meses antes. Marcou a geração que entrou na adolescência na época. Até então, bem raras provas do Mundial haviam sido transmitidas.
Um resumo do texto a seguir enviei ao Estadão e JT para a edição impressa de amanhã, terça-feira. Aqui o texto está na íntegra. Posso lhes dizer que me diverti ouvindo os personagens daquele grandioso espetáculo, para mim inesquecível. E tem um gancho imperdível para explorar jornalisticamente: com o terceiro lugar na prova, Emerson levou o Brasil à liderança do Mundial pela primeira vez na história.
Os episodios correm soltos neste texto longo, mas veja como uma e outra época são profundamente distintas, contadas por quem as viveu. Redigi num teclado brasileiro e as varias emendas num frances, dai ora o portugues ser respeitado ora nao. Abraços!
O texto:
Nos últimos dias a chuva não deu uma trégua, sequer, no Principado de Mônaco, pronto para receber a sexta etapa do emocionante campeonato. Quinta-feira começam os treinos livres. Os elegantes boulevards molhados, a visibilidade reduzida e até um certo friozinho definem cenário bem semelhante ao da histórica edição de 1972, de boas memórias para o Brasil. Há exatos 40 anos, em Mônaco, o País celebrava, com o terceiro lugar de Emerson Fittipaldi, da Lotus, a inédita liderança do Mundial.
A previsão meteorológica indica que Sebastian Vettel, da Red Bull, Fernando Alonso, Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, e Kimi Raikkonen, Lotus, os primeiros colocados na classificação, bem como os demais dez candidatos à vitória, domingo, vão enfrentar melhores condições que as atuais. “Até porque, hoje, na Fórmula 1, não dão a largada numa corrida como a nossa, onde não se via nada”, disse o vencedor do GP de Mônaco de 1972, Jean Pierre Beltoise, da BRM, ontem, ao Estado. A declaração de Emerson na época ficou imortalizada: “Não participei de um GP, mas de uma regata”.
Estava na pole position. Mas na subida do Cassino, depois da largada, Emerson caiu para a quarta colocação. E Beltoise, quarto no grid, ascendeu à liderança, à frente de Jack Ickx e Clay Regazzoni, ambos da Ferrari. “Várias razões explicam meu arranque. Primeiro penso que havia menos água e óleo onde estava no grid”, lembra Beltoise. A prova se estendeu por impressionantes 2 horas e 26 minutos, 80 voltas no traçado de 3.145 metros sem as chicanes da piscina. Agora são 3.340 metros.
“Apesar da longa duração, quando recebi a bandeirada, tive a impressão de que a corrida teve apenas meia hora. Mantive-me tão concentrado que o tempo passou depressa”, falou Beltoise. “Levei alguns sustos com aquaplaning, quase rodei umas duas vezes”. Seu temor, na sexta-feira e no sábado, com a mão esquerda, desfez-se com a chuva. O piloto da BRM não tinha todos os movimentos, decorrência de um grave acidente de moto, em 1964, e em Mônaco isso o atrapalhava. Antes da Fórmula 1, Beltoise ganhou vários campeonatos como piloto de moto. “O volante do carro ficou mole. No seco era bem duro”, explicou. Não havia direção hidráulica, como hoje.
Emerson comentou, ontem, ao Estado, sobre iniciar na pole position e cair para quarto antes ainda da Saint Devote, a primeira curva. “Todas as equipes que usavam motor Cosworth, como a Lotus, sofreram muito naquela corrida em que o asfalto estava um quiabo. A potência vinha de uma vez. Fiquei patinando na largada enquanto o Beltoise, o Ickx e o Regazzoni, todos com motor V-12, mais guiável que o nosso V-8, tracionavam bem melhor.”
Ao ficar para trás na largada, além de dispor de um carro menos eficiente para aquelas condições, a cortina de água levantada por aqueles enormes pneus não os permitia ver nada. “A coisa estava tão feia que o Regazzoni errou na freada da Chicane (depois do túnel) e eu, sem ver nada, freei junto, achando que estava fazendo o certo. Só na sequência fui compreender que ele se equivocou e eu, sem saber, segui no embalo.”
Aquele erro fez com que Emerson perdesse várias colocações. “Precisei esperar o pelotão passar e me preocupei em tentar terminar a corrida sem errar para subir na classificação. Mas estava muito difícil. O Jackie errou e acabou atrás de mim.” Jackie Stewart, da Tyrrell, era o campeão do mundo.
Ninguém chegou perto de Beltoise para ameaçar sua única e merecida vitória na Fórmula 1 em 86 GPs, de 1966 a 1974. Ickx recebeu a bandeirada 38 segundos atrás e Emerson, terceiro, com uma volta de atraso. Stewart, quarto, com duas voltas a menos. Os quatro pontos do piloto da Lotus o levaram a somar, depois de quatro etapas, 19 pontos, diante de 16 de Ickx. Emerson conquistaria muito mais que a liderança do campeonato, mas o primeiro título do Brasil, no GP da Itália, na lendária Monza.
“Ultrapassar três adversários, ficar em primeiro, e pode ver alguma coisa, foi decisivo para vencer”, comenta Beltoise. “Naquele tempo não tinha essa de não correr com chuva. Lembro-me de competir em Nurburgring sem chuva, mas com tanta neblina que não se enxergava nada. Stewart venceu.” Foi em 1968. O escocês realizou talvez a maior façanha da carreira ao ganhar com uma diferença de 4 minutos e 3 segundos para Graham Hill, da Lotus.
“Antes da largada discuti com a equipe e exigi que tirassem a barra anti-rolagem do BRM. Não queriam, mas depois de eu brigar me ouviram.” Beltoise, hoje com 75 anos, fala do ocorrido depois: “No jantar, à noite, para comemorarmos, me deram razão, mas eu estava tão bêbado que não me lembro de muita coisa. Tiveram de me levar para o hotel”.
Na conversa com Emerson, ontem, ficou claro que a decisão de Beltoise foi correta. “Amoleceu o carro, que é o que fazíamos para correr no molhado. Já no seco a história é outra. Em 1991 fui disputar o GP de Detroit, na Indy, circuito de rua também, o mesmo onde correu a Fórmula 1 (até 1988). O Ayrton ganhou lá (1986, 1987 e 1988) e liguei para ele. Perguntei que acerto básico deveria ter. O Ayrton me disse que o melhor era usar uma suspensão traseira bem dura, para soltar um pouco a traseira. Isso fazia com que você entrasse na curva já com o carro de frente. Era arriscado, mas sabendo fazer ganhava-se um bom tempo. Fiz o que o Ayrton recomentou e ganhei a corrida também.”
Chico Rosa, hoje integrante da administração de Interlagos, amigo de Emerson, presente em Mônaco em 1972, destaca um aspecto importante na impressionante vantagem imposta por Beltoise, também comentada pelo piloto da Lotus, e não repetida em nenhuma das demais etapas do campeonato: “O motor V-12 da BRM não empurrava nada, não tinha potência, e naquele aguaceiro era o melhor que Beltoise poderia desejar. Largou bem por causa disso e seu carro era mais fácil de pilotar, sem atravessar quando dava no acelerador”.
O piloto da BRM mexeu com o público por ser francês, mas principalmente por não estar cotado para ser primeiro. Nunca havia vencido um GP desde a estreia na Fórmula 1, no GP da Alemanha de 1966, com Matra. Francois Cervert, jovem, arrojado, da equipe campeã, Tyrrell, era o ídolo maior. “No sábado, Stirling Moss (quatro vezes vice-campeão do mundo), instalado no Hotel de Paris, me via passar pela Curva do Cassino e disse-me que eu era o mais veloz naquele trecho. Falou ainda que se chovesse, domingo, eu venceria”, lembra Beltoise.
Dois outros brasileiros alinharam no GP de Mônaco de 1972. Wilson Fittipaldi, de Brabham, na sua segunda corrida na Fórmula 1, e Jose Carlos Pace, March, terceira. “Todos os treinos foram com pista seca, mas como havia a previsão de chuva para domingo, eu sabia que ninguém ia ver nada”, conta Wilson ao Estado. “Então contei quantos segundos eu permanecia acelerando até frear no Cassino, 10, 11, 12. Sem enxergar, a turma ia tirar o pé antes”, diz, rindo.
Naquele ponto Wilson realizou várias ultrapassagens usando essa técnica ousada. Já na aproximação da Loews, o cotovelo em primeira marcha para a esquerda, Wilson chegava a subir na guia, por dentro. Esse arrojo o levou da 21.ª colocação no grid ao 9.º lugar no final. Pace largou em 24.º e terminou em 17.º.
Wilson aprendeu essa técnica de contar por causa da escassa visibilidade nas Mil Milhas Brasileiras, corrida promovida por seu pai, radialista Wilson Fittipaldi. Em entrevista para o livro sobre os 50 anos das Mil Milhas, em 2006, Breno Fornari, vencedor de três das quatro primeiras edições da prova, em Interlagos, contou algo semelhante: “Havia tanta serração no autódromo que nós fazíamos a curva 3 e contávamos até 5 ou 6, não me lembro, e começávamos a virar o volante para a esquerda por saber que já estávamos na curva 4, sem ver quase nada”. Wilson cresceu nesse meio. A primeira edição das Mil Milhas foi em 1956, quando tinha 12 anos.
Alguns números exemplificam as dificuldades dos 25 pilotos que largaram no GP de Mônaco de 1972: 102,7 km/h foi a média horária de Beltoise, impensavelmente baixa para a Fórmula 1. Mais: 1min40s0, melhor volta, de Beltoise, média de 113,2 km/h, da mesma forma, lenta demais, por causa da forte chuva o tempo todo. Dos 25 no grid, 17 se classificaram ao final da 80.ª volta, ou seja, completaram 90% da prova. O quinto e o sexto colocados, Brian Redman, McLaren, e Chris Amon, Matra, tomaram três voltas de Beltoise.
Quem conversa com Beltoise nao pode nao tocar no assunto 1000 km de Buenos Aires de 1971. Ele pilotava a Matra quando ficou sem gasolina. Passou a empurrar o carro a fim de chegar nos boxes pela extremidade da pista.
Mas o carro deslocou-se mais para o centro da pista e Beltoise prosseguiu empurrando-o, com os demais Porsches, Ferraris, passando a milimetros da traseira. Ignazio Giunti, com Ferrari, encoberto pelo piloto a frente, nao o viu, acertando-o em cheio. O esporte prototipo do italiano se transformou numa bola de fogo, matando-o.
A justiça argentina julgou e considerou o piloto frances culpado pelo acidente. Se retornasse a Argentina seria preso. Hoje, 41 anos depois, diz Beltoise, a pena esta prescrita. “Fangio me procurou naqueles dias bem dificeis e disse para nao me sentir culpado porque qualquer bom piloto, com vontade de vencer, faria o que fiz. E duro aceitar que um colega perdeu a vida, mas como me disse Fangio, nao me sinto mesmo culpado. Coisas de corrida de carro.”
Retornando a Formula 1, há ainda outro aspecto histórico envolvendo o GP de Mônaco de 1972 e o Brasil. Até então foram bem raras as transmissões das corridas pela TV. Pois naquela prova pela primeira vez os brasileiros assistiram a uma etapa do Mundial em cores, tecnologia introduzida no País um mês e meio antes, apenas.
A partir daí, acompanhar o sucesso dos pilotos do Brasil na Fórmula 1, nos domingos de manhã, na TV, tornou-se um hábito nacional. Um tanto desacreditado nos últimos anos, é verdade.
Que tocada, a de Beltoise! A tocada que nem Clark conseguiu produzir, acabou acontecendo alguns anos depois, com a assinatura de Beltoise, que simplesmente humilhou todos os seus adversários. Aquele se pode chamar de um desempenho excepcional, a começar pelo carro, pra lá de improvável, uma BRM em seu ocaso. Curiosamente, a BRM também foi protagonista de outra vitória épica, aquela de Peter Gethin em Monza em 71, com 0,6s separando 5 carros. Tudo isso ocorria sem DRS, sem KERS, sem pneus esfarelentos, estrategistas, paradas no box para trocas de pneus etc., o que valoriza ainda mais as vitórias daqueles pilotos. Beltoise tinha um estilo fortíssimo de pilotagem, que era realçado ainda mais pelo ronco grave, o mais grave de todos, dos motores BRM, um perfeito contraponto ao ronco extremamente agudo, diferente de tudo e exótico do motor Matra V12 que equipava o carro do velocíssimo Chris Amon. Naquele fantástico GP de Mônaco de 72, Beltoise inseria seu carro em derivas beirando os 90 graus e o recuperava praticamente sem pêndulos nos cotovelos encharcados de Mônaco. Seu livro “É proibido morrer” é de leitura obrigatória para todos os aficionados por automobilismo. Mas os maiores pilotos de hoje – Hamilton, Vettel e Alonso, aos quais eu acrescento Kobayashi, por dispensar os talheres que lhe são fornecidos pela F 1 de hoje para almoçar seus adversários (DRS, KERS e pneus) – são tão hábeis quanto os melhores daquela época, nem tenho dúvida.
Bela indicaçao, Aucam. Sabia da existencia do livro,
o vi na Motoring Book, em Silverstone, ha alguns anos ja.
Agora voce me incentivou ainda mais a adquiri-lo no proximo GP da
Gra-Bretanha.
Grande abraço!
Prezado Lívio,
Pela sua imensa e abalizada bagagem automobilística, imagino que você já deva ter lido um livro espetacular, intitulado “CARS AT SPEED”, escrito por um americano chamado Robert Daley, que na versão traduzida e editada em Portugal foi denominada “VOLANTES DA MORTE”. Se porventura ainda não o leu, LÍVIO, permita-me sugerir-lhe que o compre TAMBÉM, caso consiga achá-lo. Certamente gostará muito. Para quem não o conhece, é outro livro obrigatório para os amantes das corridas de automóveis. Seu autor retrata com extraordinária força narrativa, na qual perpassa um sopro de poesia – até porque ele era um novelista profissional – toda a história do automobilismo pré-Fórmula 1 Moderna, (desde os feitos do francês Henri Georges Bouillot, ainda nos primeiríssimos anos de 1900), até o final da primeira década da Fórmula 1 Moderna, passando por ases como Rudolf Caracciola, Bernd Rosemeyer, o lendário Tazio Nuvolari, Fangio, Moss, Ascari, e até pelo folclórico Marquês de Portago, entre outros. Conta também sobre a Auto Union, a Mercedes e a Alfa Romeo, e sobre algumas épicas corridas da História, como a Mille Miglia e a Targa Flório. Mas é um livro raríssimo de encontrar, hoje em dia. Na versão em Português, só é possível achá-lo em “sebos” aqui no Brasil e em “alfarrabistas” em Portugal, nem sempre em bom estado de conservação. A edição original é de 1961. É um maravilhoso paralelo de comparação com o automobilismo altamente tecnológico de hoje, tão mais fácil de acompanhar.
Grande abraço.
Livio, seu texto é fantástico. Digno de quem foi premiado semana passada. Parabéns, e obrigado!
Obrigado a voce, Guilherme.
Abracos!
Espetacular Livio!!!
Sem palavras…
Para quem não era nascido nessa época áurea do automobilismo, você conseguiu nos levar aquele ano…
Obrigado
Franz Johansen
Franz:
Eu entrava na adolescencia. Nessa epoca meu pai adquiriu uma TV em cores,
movel imenso, e domingo de manha vinha uma tropa assistir as corridas em
casa, em Sao Paulo. Foi marcante. Ontem na conversa com o Emerson eu lhe
contei coisas dele mesmo, na corrida, que ao me ouvir se lembrou e deu
muita risada. Ele era o meu idolo nessa epoca e hoje nossa relacao profissional
e otima.
Grande abraço!
Lívio,
Você é um agraciado pela profissão que tem…
Viaja bastante e convive com o melhor dos esportes (em minha opinião claro…)
Um forte abraço!
responder este comentário denunciar abuso(Na conversa com Emerson, ontem, ficou claro que a decisão de Beltoise foi correta. “Amoleceu o carro, que é o que fazíamos para correr no molhado. Já no seco a história é outra. Em 1991 fui disputar o GP de Detroit, na Indy, circuito de rua também, o mesmo onde correu a Fórmula 1 (até 1988). O Ayrton ganhou lá (1986, 1987 e 1988) e liguei para ele. Perguntei que acerto básico deveria ter. O Ayrton me disse que o melhor era usar uma suspensão traseira bem dura, para soltar um pouco a traseira. Isso fazia com que você entrasse na curva já com o carro de frente. Era arriscado, mas sabendo fazer ganhava-se um bom tempo. Fiz o que o Ayrton recomentou e ganhei a corrida também.”)
E tem gente que ainda acha que Ayrton não sabia acertar carro…
Abraço
Franz Johansen
A partir daí, acompanhar o sucesso dos pilotos do Brasil na Fórmula 1, nos domingos de manhã, na TV, tornou-se um hábito nacional. Um tanto desacreditado nos últimos anos, é verdade. Poem descredito nisso Livio. Nao vejo ninguem dessa geracao mariquinhas com talento pra chegar la.
Me lembro de ter visto a corrida. Na época a imagem não era boa – seja pelos chuviscos e sombras – bem como pela geração mais limitada. Só deu Beltoise e de uma forma incontestável. Evidentemente, a vi em preto e branco – tv a cores era algo caro e raro naquele tempo.
Livio,
texto maravilhoso sobre lembrancas inesqueciveis.
abraco
Tenha a certeza, Junior, de que produzir a reportagem
é tambem delicioso.
Obrigado por comentar.
Abraços!
Um dos diferenciais do seu blog mestre LIvio e nos transportar num passado desconhecido para nós jovens que acompanhamos seu trabalho.
No atual momento não confio em nossos brasileiros,principalmente Massa com um discurso burocratico e em muitas vezes monotonos como suas performaces abaixo das expectativas.
Quanto ao Bruno acredito que ele ainda podera almejar ao menos um pódium e brigar por posições intermediarias,mesmo tendo atualmente a sombra do embalado Maldonado.
Livio mesmo que atraso fica meu reconhecimento e meus parabéns pelo seu prêmio,sem duvida um presente valioso para quem chega com folego de menino prestes a completar 350 gps acompanhados in loco.
Muito obrigado, Emilio.
Grande abraço!
Texto maravilhoso Lívio! Nasci em 71, e acompanho a F1 fervorosamente desde 81, e já li muito sobre a história da F1, mas você sempre tráz detalhes e entrevistas legais, e desconhecidas (ao menos p/ mim), o que torna o seu blog leitura obrigatória para um fã de F1. Muito Obrigado!
Alexandre:
E muito gostoso para mim tambem conversar longamente, por
exemplo, com o Beltoise, Emerson, Wilsinho, Chico Rosa,
como ontem, e depois colocar o principal num post. Mais:
ver que os leitores apreciaram, ainda mais realizador.
Obrigado.
Abraços!
Olá Livio.
Parabéns pelo prêmio. Deveras merecido.
Livio, que entrevista bombástica a de Petrov foi essa ?
Me disseram que ele falou que acha que o Felipe tem problemas médicos e que acha que a Ferrari o dispensa em Agosto (nas férias de verão da F1)…
É verdade a entrevista ?
Qual a repercussão entre os pilotos ?
É verdade também que o Alonso disse que prefere o Weber na Ferrari ?
Mais uma vez, parabéns pelo prêmio e também por esta “aula” de história da F1…
Marley, NÓS já sabemos que Felipe Massa têm sequelas irreverssíveis decorrente do acidente no GP da Hungria
Abraços
responder este comentário denunciar abusoCaro Livio Oricchio
Há exatamente 40 anos, assisto Fórmula – 1 e foi exatamente no GP de Mônaco que comecei acompanhar as corridas.Nunca esquecerei do aguaceiro na pista, tempo chuvoso e torcendo por Emerson Fittipaldi. Desde, então não larguei este “vício”, tanto na TV, no rádio ou na internet, corridas ao vivo ou treinos. É a magia sobre as rodas…parabéns pela coluna..me fez voltar ao passado, quando tinha 10 anos…
abraços
Lívio,
Você foi brilhante
Nasci em 68 e desde 78 acompanho a F1 e espero que você continue resgatando estas preciosidades.
Parabéns
Excelênte matéria Livio.Essa do Wilson Fittipaldi contar até 12 sem ver nada foi simplesmente demais.Tenho lembranças da F1 há pouco tempo,a partir de 88 e ler informações fantásticas como estas nos deixam ainda mais vidrados nesta categoria que para a maioria de nós é uma paixão!!
Parabéns mais uma vez!!
LIVIO, MEU CARO, QUE BELO TEXTO E QUANTAS LEMBRANÇAS FANTÁSTICAS ELE ME
TROUXE!
NA ÉPOCA, COM 24 ANOS, EU VIA UM SONHO SE REALIZAR- ASSISTIR À F1, EM CORES,
COM BRASILEIROS CORRENDO! DESDE A DÉCADA DE 60 QUE EU CORRIA ATRÁS DAS
REVISTAS PARA SABER RESULTADOS.
LEMBRO DE MEU PAI, FAZENDO FIGA, DIANTE DA TV, TORCENDO PARA NINGUÉM SE
MACHUCAR POR CAUSA DA CHUVA.
DIZIA-SE QUE O COCKPIT DO BELTOISE ERA MEIO TORTO POR CAUSA DO PROBLEMA
NA MÃO. ESSA HISTÓRIA CONFERE?
GRANDE ABRAÇO E VAMOS PREPARANDO O CORAÇÃO QUE DOMINGO TEM MÔNACO
E INDIANAPOLIS!
MARCÃO
Olá Livio,
Excelente texto, que delicia de leitura. Hoje, só agora, 19h aqui, é que pude acessar o blog e vejo que você nos brinda com essa deliciosa leitura, um texto repleto de lances e dados pitorescos.
Parabéns, sempre que possivel, nos proporcione outros grandes momentos como esse.
Um abraço e bom trabalho aí, em Mônaco!.
Confesso que me emocionei com esse texto. Me fez retornar ao passado e lembrar da primeira corrida que assisti, o GP Brasil em 1979. Como era belo o nosso passado automobilistico! Vejo completo desinteresse por parte da geracao dos meus filhos [ate pela ausencia de idolos desse naipe] e sinto por eles nao poderem compartilhar de sentimento similar ao ler um post como esse. Abracos e continue a nos iluminar.
Ps:-) escusas pela ortografia, ma esses tables…
Livio, muito feliz nesse post.
O Rato poderia ter levado uns dois campeonatos se nao tivesse ido ajudar a equipe dele. James Hunt e Jody Schekter campeoes eh tao ruim quanto um Frentzen ganhando titulo.
Lívio,
Emita a sua opinião:
-Quais motivos levaram a Frentzen ser o fiasco que foi, já que a expectativa sempre foi enorme em relação a este piloto.Seria verdade o comentário de Hebert sobre ele?
abraços e “mate” minha curiosidade
responder este comentário denunciar abusoMaravilhoso texto Lívio.
Meu pai também comprou uma TV a cores nessa época, eu tinha uns 7 anos de idade, só que fomos visitar a casa de um tio e assistimos à prova em PB!
Parabéns e obrigado.
Em tempo
lendo o que você escreveu sobre a atitude de Fangio em procurar Beltoise e lhe dizer palavras de conforto depois do acidente fatal provocado pelo francês, lembrei do caso Hamilton e Sutil…
A F1 era um ambiente bem diferente de hoje.
responder este comentário denunciar abusoÉ a mesma explicação para o sucesso de senna em 84. Na chuva com um carro menos potente.
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