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07.abril.2012 09:05:44

É Páscoa. Por chocolate, tudo pode!

07/IV/12
Amigos, antes de falar de automobilismo e viagens, desejo a todos que se permitam uma trégua no policiamento ao consumo de chocolate. A Páscoa é também para isso. Como praticante ortodoxo da religião que cultua esse néctar dos deuses (sim, possuo um altar em casa com vários dos seus santos, gianduia, amendoa, pistache, praliné – é difícil para mim ler, escrever e ouvir essa palavra, praliné),
vou me dar de presente saborear muitas das delícias que a vida aqui em Nice me autoriza:
próximas da França, que também produz maravilhas na área, estão Itália, Suíça e Bélgica.

Dá para imaginar? Será como se estivesse num Clube, o Clube dos Dependentes Químicos de Chocolate
(o problema é que os psiquiatras, psicólogos, médicos, enfermeiros, auxiliares, em geral, porteiros e o carteiro que vez por outra briga para levar as correspondências, são da mesma forma todos dependentes),
onde existe uma grande piscina (a olímpica é maior de todas, senhores?) e em vez de água estivesse cheia com chocolate.

Digamos… derretido na superfície, mais pastoso a certa profundidade e sólido na base. Ah, claro, no pequena hidro existente ao lado, a mesma disponibilidade, mas agora de chocolate branco. E eu e meus amigos, todos potencialmente capazes de desenvolver síndrome de abstinência no caso de ausência de chocolate, com três dias pela frente para “meditarmos”, fervorosamente.
Deu para captar o sentido religioso da Páscoa?
Abraços!

Ah, ia esquecendo. O chocolate me tira da realidade. O texto a seguir enviei para o Jornal da Tarde, no sábado da corrida da Malásia, para ser aproveitado na edição de domingo. Apesar de já se passar duas semanas, como tenho de sair, agora, para ir ao Clube que lhes falei (maiúsculo, sim senhor!), não terei tempo para redigir um novo post. Apenas experimente não me perdoar!

Mas penso ser válido resgatá-lo para colocar no ar. Assim, enquanto alguém cria coragem e lê, eu e meus amigos nos submetemos ao sacrifício de experimentar as diversas formas de apresentação do néctar substrato de nosso culto.
Agora, então, grande abraço!

John Button, um piloto amador inglês de rali-cross, tinha gosto exótico, apresentava-se para as provas disputadas em pistas que misturavam trechos de asfalto e terra com um carro tipo gaiola um tanto particular. Logo ganhou o apelido de Colorado Beetle. Foi bem nessa época, fim dos anos 70, que se separou da esposa, a sul-africana Simone Lyons. O quarto e último filho do casal tinha 7 anos então, único homem. “Ele sentava no meu carro, colocava o capacete e fingia que pilotava. E sempre dizia, sem hesitar, que queria ser piloto”, disse ao JT ontem, no circuito de Sepang, John Button.

Foi nesse ambiente contaminado pela velocidade cujo heroi era o próprio pai que Jenson Alexander Lyons Button cresceu. O resultado não poderia ser outro: acabou por seguir a carreira de piloto de competição. O tempo passa depressa. Na última madrugada, Jenson Button, nome profissional adotado, disputou o GP da Malásia de Fórmula 1, estágio máximo para o desafio escolhido, “não influenciado por mim”, apressou-se em explicar John Button, em Sepang, claramente orgulhoso do filho. Seria o caso de lhe responder: “Nem de longe poderia passar algo do tipo por nossas cabeças. Nunca!”

O fato é que Jenson Button tornou um personagem da Fórmula 1. Um rico personagem. Vale o vice-versa. Conquistou o Mundial! E todo campeão do mundo, óbvio, tem história. E bem na temporada em que poderia ter encerrado a carreira, com o fechamento da sua equipe, a Honda, no fim de 2008, um “milagre”,como Jenson o definiu ao Jornal da Tarde, aconteceu: “Você imagina receber uma ligação do chefe da equipe, em dezembro, e ouvir que seu time deixou de existir? Foi o que aconteceu comigo. Nem havia como, àquela altura, tentar outra escuderia, estava tudo ocupado já”.

Para esse praticante contumaz de triatlo, com nível de performance respeitável, quando as coisas têm de acontecer de alguma forma acontecem. “A Honda deu origem a Brawn. Fomos testar o carro e depois de 4 voltas, apenas, eu sabia que dispunha de equipamento para lutar pelo título. Não acreditei. Viajei de ficar de fora da Fórmula 1 a poder ser campeão, quase de um momento para o outro.” A Brawn GP inovou ao lançar o conceito do duplo difusor.

O título em 2009, com a Brawn GP, o fez ascender à categoria dos mais capazes da Fórmula 1. “Jenson é rápido e tem ótima compreensão da corrida, de como administrar os pneus. Os meus acabam antes dos deles normalmente. É um piloto inteligente.” A análise é do companheiro de McLaren, Lewis Hamilton, campeão na temporada anterior à conquista de Jenson.

O que fez Jenson realmente vir a ser visto como um piloto excepcional não foi apenas o título, mas a derrota que impôs àquele que os ingleses consideravam ser impossível vencer na mesma equipe, Hamilton, afinal nunca perdera uma disputa dessa natureza, desde o kart. “É o que diziam quando decidi trocar a Brawn GP (mudou o nome para Mercedes, em 2010) pela McLaren”, reconhece Jenson.

“Ou que eu aceitei a mudança para a McLaren porque iria ganhar muito mais dinheiro, à custa de abalar minha reputação de campeão por eventualmente Lewis vencer tudo. Na realidade, não foi dinheiro, mas por saber que a equipe teria um campeonato bem difícil em 2010, o oposto ao da temporada anterior, em que fomos campeões”, disse.

“A Brawn tinha a estrutura e orçamento de um time médio da Fórmula 1. Venceu o Mundial por, essencialmente, desenvolver um carro adiante dos concorrentes. Só que em 2010, ano seguinte, todos iriam competir utilizando o mesmo princípio do difusor duplo”, explicou o inglês.

Sobre a disputa com Hamiltom, hoje existe uma nítida tendência de os ingleses o considerarem mais capaz de conquistar grandes resultados pelo conjunto de valores técnicos e emocionais que reúne: “Jenson é dos mais completos pilotos da Fórmula 1”, afirma o escocês Jackie Stewart, três vezes campeão do mundo. “Pode não ter a mesma velocidade de Lewis numa volta lançada, como nas classificações, mas é rápido também e com um visão de corrida rara, além que quase nunca errar”, complementa.

“Quando Jenson começou a correr de kart demonstrou logo de cara possuir talento. Estou falando do final dos ano 80. Nesses anos, Ayrton Senna e Alain Prost lutavam entre si na McLaren”, lembra John Button. “Jenson gostava de Senna, mas dizia sempre apreciar mais a técnica de Prost.” Ex-pilotos, com Stewart, Gerhard Berger, dirigentes, como Flavio Briatore, regularmente comparam Jenson a Prost. “Ambos têm um estilo bastante polido de pilotar, muito técnico.” O ídolo francês moldou a formação de Button.

Rubens Barrichello foi companheiro de Jenson na Honda e na Brawn GP. “Eu achei que movia pouco o volante. E realmente mexo quase nada. Mas quando comecei a ver na telemetria o que faz Jenson, fiquei impressionado, é muito técnico. Não só por isso, mas por tudo que conheci dele o coloco no nível de Schumacher.”

Em 1999, com 19 anos, Jenson comprava ainda ingresso para assistir ao GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1, temporada em que terminou como terceiro colocado no Britânico de Fórmula 3. E já no ano seguinte estreava, com 20 anos, na Fórmula 1, na Williams, uma das boas escuderias do Mundial. “Antes de Frank Williams nos ligar, no Natal de 1999, Prost telefonou. E ofereceu um teste, em Jerez. Jenson foi mais rápido que Jean Alesi”, conta John Button.

No teste da Williams, Jenson competia contra o brasileiro Bruno Junqueira, campeão da Fórmula 3000, pela vaga, depois da dispensa de Alessandro Zanardi. E Frank Williams optou pelo inglês. “Jenson conversou com Frank, que lhe comunicou a decisão, e em seguida veio falar comigo. Jenson tinha 20 anos e já atingira seu sonho. Nós choramos juntos”, recorda John Button.

Toda essa euforia por pouco não se transforma em tristeza em 2001, no segundo ano na Fórmula 1. Apesar da boa impressão no campeonato de estreia, Frank Williams decidiu substituí-lo por Juan Pablo Montoya. Briatore, diretor da Benetton, o contratou. “Tempos difíceis”, disse Jenson ao JT. “É complicado para um piloto quando o chefe de equipe vem com o dedo em riste na sua cara cobrar melhores resultados, principalmente se você tem 21 anos de idade, apenas, como era o meu caso.”

Durante o GP de Mônaco daquele ano, 2001, na sexta-feira, dia sem treino, Briatore conversava informalmente com a imprensa. O assunto Jenson Button veio à tona. “Jenson? Você o viu? Eu não. Deve estar no seu iate se divertindo. A Fórmula 1 deixou de ser uma prioridade para ele. O que é uma pena, pois é talentoso”, comentou o diretor da Benetton com um grupo de jornalistas, onde estava presente o repórter do JT.

“Os jornais ingleses passaram a defini-lo como o novo James Hunt da Fórmula 1, o novo playboy, e não era verdade. Jenson tinha a mesma namorada há três anos”, explicou, ainda indignado, John Button, em Sepang. Não é a mesma namorada de hoje, a elegante modelo de lingerie Jessica Michibata, filha de mãe argentina e pai japonês.

A relação aberta, regular, carinhosa, dedicada entre ambos tem sido usada pela imprensa inglesa como exemplo oposto do que vive Hamilton com a cantora pop norte-americana Nicole Scherzinger. O tumultuado namoro e o rompimento, no ano passado, desequilibraram Hamilton. Hoje estão juntos novamente. Enquanto Jenson vive uma vida familiar, com a namorada e o pai sempre presentes, Hamilton apresentava-se sempre sozinho nos autódromos e com Nicole na Califórnia, onde reside.

Essa eficiência de Jenson o transformou num piloto desejado. A Ferrari o consultou, no ano passado, antes de renovar com a McLaren, para saber quais eram seus planos profissionais. “Fiquei feliz de ver que meu trabalho é apreciado. Ouvi o que algumas equipes tinham a me oferecer.” A McLaren, no entanto, é sua paixão. “Desde pequeno meu sonho era correr aqui. E é tudo muito profissional. Eles me descobriram e eu a eles. Tenho profunda indentificação com minha equipe.” Pela reação do grupo, é recíproco. O próprio salário anual, estimado em 10 milhões de euros, não deixa de ser uma forma de reconhecimento de suas habilidades extraordinárias.

Sobre o tempo do contrato assinado no ano passado, Jenson responde: “Segredo.” São grandes as possibilidades de encerrar a carreira, quando acabar o compromisso, talvez em 2015, no “time dos seus sonhos”, muito capacitado, este ano, para levá-lo a ser bicampeão do mundo. Com todos os méritos, diga-se.

Comentários (32)| Comente!

32 Comentários Comente também
  • 07/04/2012 - 15:44
    Enviado por: Diego Raphael

    Boa páscoa, Lívio. Moderação nos chocolates. Rsrsrsrs.

    Houve o bate-papo que havia combinado?!

    Abraço

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    • 07/04/2012 - 17:58
      Enviado por: Livio Oricchio

      Diego:
      Obrigado pelo interesse.
      Vamos ter de esperar a disponibilização de um recurso de informática para o bate papo.
      Espero que para breve.
      Abraços!

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  • 07/04/2012 - 16:01
    Enviado por: Jose Nascimento

    Caro Lívio,

    Como leitor assíduo deste blog, só tenho que agradecer a decisâo de se mudar para Nice. Essa mudança fez bem para todos nós, seus leitores. Voce parece muito mais presente e participativo desde então. Foi sempre um prazer passar por aqui, e ultimamente muito mais prazeiroso.

    Grato,
    Eu

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    • 07/04/2012 - 17:59
      Enviado por: Livio Oricchio

      Obrigado José.
      Essa maior interatividade no blog tem muito a ver com a
      minha saída da rádio Estadão-ESPN.
      Espero que continue tendo prazer.
      Abraços!

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  • 07/04/2012 - 17:10
    Enviado por: Jefferson

    Acho Button um grande piloto, mais sou mais Hamilton.

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    • 07/04/2012 - 18:10
      Enviado por: Livio Oricchio

      Olá Jefferson:
      Estou contigo. Penso que a McLaren tem a dupla de pilotos mais forte da Fórmula 1.
      Mas em condições normais considero Hamilton alguns milésimos de segundo
      mais veloz que Button, embora este tenha melhor visão global de corrida.
      No compto geral, prefiro mais Hamilton. A coisa é subjetiva.
      Abraços!

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  • 07/04/2012 - 18:37
    Enviado por: ana claudia

    acho o jeson tudo isto que voce disse; mas me emociono mesmo é com o lewis; é por ele que assisto ate as corridadas de madrugada. Este ano, dar hamiltom.

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  • 07/04/2012 - 19:54
    Enviado por: bala

    Sorry Lívi,o mas imaginar vc e seus amigos numa metidos numa hidro de chocolate branco não é nada agradável… O texto sobre o Button , eu já li há uns dias atrás… mas não me lembro aonde…

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  • 07/04/2012 - 22:25
    Enviado por: Andre L

    Pascoa significa Passagem e nada tem com chocolates e coelhos mas eu acho legal ter algo/um item para celebrarmos. Eu amo chocolate mas nao mergulho nessa piscina nao, nao sou tao desesperado assim, hehehe
    Afinal vc vive em Nice. Tens cidadania francesa? Pensei q fosse de origem italiana…
    Acho engraçado as pessoas sempre imaginando q se tivessem grana iriam morar la, ou acola’, como se fosse assim simples. E’ preciso ser imigrante ou cidadao e nao e’ so’ ter grana…
    Feliz Pascoa a todos, com aquela pascoa de Jesus Cristo mas com monte de chocolates

    Andre L

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  • 08/04/2012 - 00:37
    Enviado por: SennaStirling

    Boas Livio
    Me desculpe o coloquial

    Se é apreciador de chocolate não morra sem provar Amedei Selezione Chuao….

    Abraço e Boa Páscoa

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  • 08/04/2012 - 05:26
    Enviado por: eric

    Sinceramente, não vejo Button, tudo isso, antes da Brawn, ele era o que? ganhou o que? Já Brawn, ele era imensamente favorecido tanto que Rubens, reclamava uma barbaridade, sempre aquela de que tudo so quebrava com o Rubens, quando de fato deram um carao em igualdade o Rubens passou a ganhar corrtidas e Button não vencia nada…..E mais uma vez deram um jeitinho e ferraram o Rubens , Button ganhou o campeonato….mas digo claramente não convenceu. Ja com Hamilton sem os seus problemas pessoais, quero ver Button, ganhar alias todos viram o que ele ja fez na segunda corrida, as barbaragens…e fora as corridas atipicas, nada mais.

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  • 08/04/2012 - 05:33
    Enviado por: eric

    Button na verdade e uma fotografia do que acontece com Vettel, ja este ano sem um bom carro e dependendo da posição no grid, os dois juntos os somam meia duzia de pontos, so em casos de corridas atipicas. Com certeza Hamilton, aprendeu que como Pelé dizia que não fazia falta, Button em diversas chances no ano passado prejudicou Hamilton, mas este ano Hamilton esta preparado para dar o troco focado como esteve quando triturou Alonso. E como diz o Russo, em F1, não s e tem amigos, e so ver o que Alonso fez com Massa , e tentou com Hamilton mas quebrou a cara e Massa aceitou passivamente por isso esta onde esta hoje no limbo.

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  • 08/04/2012 - 09:40
    Enviado por: Celso Bressan

    Livio:

    Quero desejar uma grande Páscoa para ti e para todos os amigos e amigas deste excelente lugar de troca de idéias!

    Eu morei na Alemanha durante algum tempo e gostava de pegar os chocolates Suiços até que eles derretessem nos dedos e então, lambê-los! Coisa de criança (já bem grandinho)…

    Um abraço!

    Bressan

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  • 08/04/2012 - 12:49
    Enviado por: Lúcio Dantas

    Chocolate faz bem a saúde, sobre o Button bom piloto, entretanto o piloto que me enche os olhos é o Hamilton piloto pé pesado que não depende de leitura de corrida e pneus para mostrar sua velocidade, a formula 1 de hoje beneficia os pilotos burocráticos, por isso a mclaren está dando mais atenção ao button, espero sinceramente que Hamilton consiga vencer esse ano e ser bi mesmo tendo a equipe mais afinada com seu companheiro, o button disse e econseguiu ele gosta de trabalhar com a equipe ao redor dele como o Alonso.

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  • 09/04/2012 - 07:46
    Enviado por: plowking

    Ciao Livio.

    Pergunta: Qdo voce conversa com os pilotos que estao na ativa ou amarrados a algum patrocinador, ocorre alguma conversa espontanea sobre a vida, sobre esportes, sobre automobilismo, sobre receita de pudim de leite OU SEMPRE ha um PR ao lado censurando a conversa ou mesmo combinando as perguntas?

    Ha algum momento em que eles sao livres para dizer o que pensam, ha algum momento onde se mostram humanos normais sem ter um infeliz colado dizendo sim ou nao?

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    • 09/04/2012 - 14:30
      Enviado por: Livio Oricchio

      Plowking:
      Depende.
      Depois de algum tempo, em que os pilotos te veem regularmente, e no meu caso vou a muitas e muitas entrevistas,
      mesmo que não escreva nada mais tarde, mas aprendi, eles passam a ter maior consideração com você. Tem a ver
      também as perguntas que você faz. Se elas demonstram que você tem uma noção um pouco mais ampla do tema, se
      faz sentido, se é oportuna, se você foi objetivo, educado, mas sua personalidade ficou clara na questão, os pilotos,
      ou outros profissionais da F-1, em geral, são atenciosos e as respostas mais densas de conteúdo.
      Olham nos seus olhos para responder, o que é já um estágio avançado das relações.
      Com o tempo, essa relação te permite parar um desses personagens no paddock e lhe fazer uma pergunta.
      E, como falei, se te respeitam, de alguma forma vão te responder. Ouço com frequência coisas do tipo:
      “Vem comigo que tenho de ir até o paddock club e conversamos no caminho”, de profissionais como Alonso,
      Vettel, Webber, Button, Hamilton, dentre tantos outros. Muitas vezes, com o seu assessor de imprensa do lado.
      De novo entra em cena o que você faz no ambiente da F-1, sua participação nas coletivas da FIA, sempre
      com perguntas de interesse coletivo e, preferencialmente, profundas, e nas entrevistas individuais.
      Para isso é essencial dispor da credencial permanente, de cor vermelha, e com direito aos pits (boxes), ou
      seja, a mais ampla da FIA. Eu a possuo há 22 anos. Se a credencial for verde, distribuída corrida a corrida,
      nenhuma chance fora dos eventos coletivos.
      Você desenvolve com o tempo algumas relações mais próximas, com pilotos e dirigentes. A ponto de eles
      te contarem as coisas e depois de dizer: isso você pode escrever isso não. E você não tem ideia o drama
      que por vezes essa situação cria para os jornalistas. Não dá para dizer amigo, mas ao longo desses anos
      me tornei próximos de vários profissionais da F-1 e, não raro, fico sabendo de muitas coisas.
      Mas não pense ser infalível. Há ocasiões que as notícias explodem e no dia anterior você conversou com
      aquele personagem e não te disse nada. Portanto, o dia que você achar que sabe tudo tenha a certeza de
      que levará um tompo enorme e compreenderá ser pequeno nesse processo de colher a informação, o
      maior desafio dos jornalistas na cobertura da F-1. O desafio de escrever é menor nesse contexto. Uns com
      mais outros com menos perfume, todos de alguma forma passam o recado. Mas qual o recado é que nos
      diferencia essencialmente.
      Grande abraço!

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    • 09/04/2012 - 17:38
      Enviado por: Aucam

      Prezado Lívio,

      Com base no seu relato acima, como é a reação de Hamilton com a imprensa brasileira, em geral? Pelo menos a mim, ele passa a imagem de ser bem educado e atencioso com as pessoas. Por que é, então, que muitos jornalistas brasileiros que cobrem a F 1 (com exceções honrosas, como você e o Celso Itiberê, para citar dois profissionais que fazem análises dele justas e com isenção) batem tanto em Hamilton? Será que isso tudo é necessidade de criar um personagem “vilão”, pelo campeonato perdido por “apenas um ponto” pelo Massa, ou Lewis em alguma ocasião teria sido grosseiro ao responder a algum repórter brasileiro? Se isso ocorreu, nem precisa citar nome (s), claro, se quiser responder.

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    • 10/04/2012 - 17:08
      Enviado por: Aucam

      Prezado Lívio,

      Muito obrigado pela resposta às minhas perguntas acima, referentes ao relacionamento de Hamilton com a imprensa do Brasil e à notória má vontade de muitos jornalistas brasileiros com ele. Entretanto, consegui ler apenas uma parte de sua primeira frase, no resumo dos comentários mais recentes, uma vez que o seu post por algum motivo técnico se perdeu pelo meio do caminho e não aparece no local adequado. Desculpe abusar de sua gentileza, mas apreciaria se pudesse repetir sua resposta. Grato desde já.

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  • 09/04/2012 - 10:08
    Enviado por: pc

    Para cada dez gramas ande um kilometro e o chocolate só vai fazer bem. Button tem tudo pra ser campeão novamente, mas vai ter que trucidar o Hamilton como no ano passado. Se conseguir, e a RBR não evoluir rapidamente, Hamilton vai fazer o papel de Rubinho 2009 e vaza no final do ano. Falou mim grande pajé. [ ]s

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  • 09/04/2012 - 10:16
    Enviado por: Jean

    Concordo com o Livio quanto a Button e Hamilton formarem a melhor dupla disparada de pilotos. São extremamente competentes e bem diferentes na forma de guiar, o que potencialmente aumenta as chances de sucesso da equipe nas provas, pois as condições acabarão preferenciando um ou outro, deixando a equipe sempre em evidência.

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  • 09/04/2012 - 19:51
    Enviado por: MAD

    Nada como um dia depois do outro.

    Nesse domingo assisti a Motovelocidade e a corrida no “Massa da Moto-GP”, o italiano Valentino Rossi, hepta-campeão.
    Rossi novamente não viu seu companheiro de equipe nem de luneta e foi ultrapassado por uma moto da equipe satélite da Ducati. Disse que não consegue dirigir aquela moto (a do ano passado também não). Já para seu companheiro é a melhor Ducati que já guiou. Rossi saiu da Yamaha guiando muito bem, disputando o título. Na Ducatti é xerox do Massa depois do acidente.
    Aposto que a Autosprint não está pedindo sua demissão imediata e olha que a Ducati tenta fazer a moto que Rossi quer.
    Gostaria de saber como os jornalistas italianos, que pedem a cabeça do Massa, se referem ao Rossi. Deve ser algo como: apesar de todo o esforço, a Ducati fez uma moto que não está à altura do grande Rossi, só está à altura dos outros.

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  • 10/04/2012 - 09:23
    Enviado por: Fernando

    Button talvez seja o piloto que mais se aproxima do Alonso em termos de corrida. Só perde no quesito velocidade que o espanhol ainda é mais rápido que ele. Porém na constância, leitura de corrida e trato com os pneus os dois são muito semelhantes, talvez com uma ligeira vantagem para o Button no quesito pneus.

    Realmente a Mclaren tem a dupla mais forte da F1 e este ano é bem provável que o título fique com eles, agora, com qual piloto? Eu apostaria minhas fichas no Button mesmo sabendo que o Hamilton é muito mais rápido que ele.

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  • 10/04/2012 - 17:19
    Enviado por: Bob

    Livio,
    Prescrevo antes de cada post 50 a 100gr de chocolate com 60 a 80% de puro cacau, no desenvolvimento do post inserir desenhos técnicos ou fotos, ex. escapamentos da Sauber, dulto da Mercedes, etc…..
    Boa serotonina após cada post.

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  • 11/04/2012 - 04:58
    Enviado por: Marcos Jacobs Pfeifer

    Caro Lívio, dificilmente alguém é mais assíduo na leitura desta coluna, e não se irrite, mas ortodoxo não tem agá…Desculpa aí.

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    • 11/04/2012 - 06:44
      Enviado por: Livio Oricchio

      Marcos:
      De um lado estão os ortodoxos, sem “h”, como você, e do
      outro os hereges, com “h”, como eu, com esse deslize.
      Obrigado pela correção.
      Grande abraço, já de Xangai, onde cheguei há pouco.

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  • 12/04/2012 - 13:51
    Enviado por: Marcos Jacobs Pfeifer

    Tenha um grande final de semana no Oriente, e minha assiduidade jamais se fará afetar por isso, continue brilhante, que basta.
    Abraço, Marcos Pfeifer

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  • 12/04/2012 - 17:53
    Enviado por: Silvano

    Livio,

    Concordo que o Button é um dos melhores do grid, mas tenho uma pergunta: porque antes da mudança dos pneus ele não aparecia tanto? Sei que nem sempre teve bons carros, mas fica a pulga atrás da orelha!

    Me parece que os pneus de agora se adequam melhor ao estilo de direção deste inglês, em detrimento de outros, como o nosso F. Massa!?

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  • 22/04/2012 - 01:26
    Enviado por: Plow King

    Ola Livio. Me lembrei de voce ontem. Passei um dia fantastico na agradavel Tallinna, capital da Estonia. Comprei chocolate com alho, propolis e outro com polen. Segundo a linda vendedora eles se preocupam muito com o sistema imunologico, pois o clima muda demais, etc etc etc.

    O chocolate com alho he delicioso, para quem gosta de alho. Boa corrida e fly safe back home.

    Vendo como sao as coisas na Finlania entendo melhor como eram e sao Mika e Kimi. Preciso achar a brilhante reportagem que fez com o Kimi uma vez…

    Auguri.

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