06/V/12
Livio Oricchio, de Nice
Amigos, esse é o texto de minha coluna na edição desta segunda-feira do Jornal da Tarde
Sexta-feira, no primeiro treino livre do GP da Espanha, em Barcelona, Ferrari e Red Bull vão colocar na pista pela primeira vez a versão B dos modelos usados este ano. Não testaram o carro no circuito de Mugello, semana passada. As mudanças serão significativas. No ensaio de três dias no circuito italiano, com exceção da HRT, as nove demais escuderias experimentaram novidades importantes em seus monopostos.
Diante de os projetos de quase todos os times terem sido revistos, será que a partir da prova na Catalunha o campeonato será diferente do que vimos até agora, com quatro vencedores distintos, de quatro equipes diferentes, nas quatro primeiras etapas da temporada? É pouco provável. Será surpreendente se, de repente, McLaren, Mercedes, Red Bull ou a cada vez mais eficiente Lotus passarem a se impor daqui para a frente.
Ficou claro para todos que o regulamento deste ano é bastante restritivo, dá pouca margem a que alguém encontre uma solução técnica mágica capaz de criar diferenças expressivas de performance, como fez com brilhantismo a Red Bull em 2011, ao desenvolver o escapamento aerodinâmico.
Assim, faz todo sentido acreditarmos que as vitórias continuarão sendo diluídas entre as três que ganharam em condições normais este ano, McLaren, Mercedes e Red Bull, mais a Lotus. O quarto time que venceu foi a Ferrari, com Alonso, na Malásia, mas ali foi um golpe de sorte e habilidade do espanhol, naquele chove não molha. A nova versão do F2012 deve permitir a Alonso e Massa avançarem no grid, chegar ao Q3, por exemplo, e provavelmente até pensar em pódio, mas superar as quatro melhores, com regularidade, nem Alonso espera.
O que vai decidir quem recebe a bandeirada em primeiro na Fórmula 1 é o quanto cada time avançou com a introdução dos novos componentes mas, principalmente, a exemplo do que vimos até agora nesta temporada, como cada grupo de engenheiros acerta seu carro para os 300 quilômetros da corrida. Os novos pneus Pirelli, mais sensíveis, tornaram o exercício um desafio.
Ross Brawn comentou conosco, ainda na China, depois de Nico Rosberg, seu piloto na Mercedes, vencer com enorme facilidade: “Não podemos mexer no ajuste do carro entre a sessão de classificação, sábado, e a corrida, domingo. E são desafios muito distintos. Mais ainda com os pneus deste ano. Uma coisa é trabalhar o monoposto para ser veloz em uma volta lançada e outra bem distinta é fazê-lo rápido e constante ao longo de 70 voltas”.
Brawn explicou, ainda: “Quem conseguir antecipar o que mais será exigido na corrida e apostar num acerto que permita os pneus responderem bem a essas exigências, às vezes em detrimento até de uma melhor colocação no grid, deverá ter uma vantagem decisiva na prova. Mas não é fácil antecipar as condições do domingo”.
Para resumir, as mudanças nos projetos devem deixá-los mais velozes, adaptados aos pneus deste ano, deveremos assistir a saudáveis surpresas, mas o que ainda mais será decisivo na definição do vencedor é o acerto ou equívoco nos ajustes mecânicos e aerodinâmicos do carro para melhor explorar os pneus.
Livio oricchio direto de magny cours, fala lívio:
Quanto mais downforce, mais se gasta pneus?
Caravaggio:
Quanto mais downforce menor tende a ser o desgaste dos pneus.
Mais downforce significa carro mais equilibrado, arrasta menos
as rodas nas curvas, reduzindo o estresse dos pneus.
Abraços e curta a região de Magny Cours!
Lívio oricchio direto de Paul Ricard, fala lívio:
A partir de que velocidade o downforce começa a funcionar?
Caravaggio:
Imagino que você queira saber a velocidade em que os carros
passam a gerar downforce.
Num modelo atual de Fórmula 1, onde tudo é concebido para a
geração de downforce, a partir de 120 km/h já existe uma
diferença mensurável entre a pressão exercida pelo ar sobre
e sob o carro. No caso, a exercida sob o carro é menor,
gerando o downforce.
Se a questão é mesmo a que você formulou, mesmo em velocidades
próximas dos 120 km/h os pilotos dizem sentir diferença se
há ou não downforce. É por isso que eles sinalizam a importância
de contar com o downforce nas curvas de baixa velocidade.
Proporciona freadas mais estáveis, maior velocidade de contorno
da curva e maior tração. Ou seja, as vantagens são grandes.
Abraços!
Ola Livio.
A Lotus apresentou um desempenho interessante nos testes da semana passada. Grojean marcou o melhor tempo usando pneus duros, enquanto o segundo colocado Vettel, estava de médios. A temperatura não estava alta, como ocorreu na ultima etapa. Talvez estivesse mais parecida com a China, onde o carro da Lotus não foi tão bem. O carro ja pe bom de treino e extremamente competivio em corrida. Se confirmarem essa evolução, me parece que entram com muita força na fase européia. O que você acha?
Abraço.
Leonardo:
Será uma surpresa se Kimi ou Grosjean não vencerem uma corrida
e em breve. O carro é veloz e agora confiável.
Deve andar no pelotão da frente junto da McLaren, Red Bull e
em algumas pistas a Mercedes.
Abraços!
Livio:
Estou me surpreendendo com a Lotus em função do seu rendimento. Será uma nova Red Bull chegando ou é só um fogo de palha até os competidores copiarem tudo?
Bons pilotos a Lotus tem, mal comparando, o Raikonnen é melhor que o Vettel enquanto que o Grosjean está se mostrando competente a ponto de chegar perto do Weber (por enquanto).
Só está faltando o Raikonnen ganhar uma, o que não está muito distante.
Um abraço.
Bressan
Livio:
A ameaça da Mercedes de sair do campeonato é só papo furado para ter maior participação ou a coisa poderia ser muito séria?
E as outras equipes que não estão círculo das principais, o que pensam elas?
Um abraço.
Bressan
Celso:
Com toda a crise que as montadoras na Europa, Japão e EUA passam, a
Mercedes manteve-se fiel ao projeto de F-1, contra orientação até de
parte da cúpula da empresa.
Agora, nas negociações para a renovação do Acordo da Concórdia,
Bernie Ecclestone está levando em conta apenas o histórico recente
da equipe que é, claro, infinitamente menor de os times que competem
há décadas, por a Mercedes regressar ao Mundial apenas em 2010.
O que está sendo oferecido aos alemães para estender o Acordo por
mais cinco anos é quase um desrespeito. É muito, mas muito menos,
por exemplo, do que vão receber Williams, Sauber, Red Bull, McLaren,
para não mencionar a Ferrari, um caso à parte.
Não é interesse da Mercedes deixar a Fórmula 1, mas tenha a certeza
de que se Ecclestone não rever com os donos dos direitos comerciais
da Fórmula 1 a proposta para a montadora, Schumacher e Rosberg podem,
sim, ficar sem equipe para correr.
Abraços!
Ciao Livio.
Se o campeonato fica como esta entao ao menos em termos de resultados teremos muitas “emocoes” pois nao ha como cravar em um time ou nome, se quer, por enquanto para dominar o ano.
Eu vou torcer para o meu countryman suomen Kimi, que se pilotar sem alcool no sangue he top 3.
Auguri.
Livio, mudando muito de assunto, gostaria de ter sua opinião sobre a vitória de Hollande nas eleições aí na França. Qual a sua expectativa ? Há realmente uma grande divisão na sociedade francesa ? O que isto pode implicar na piora (ou não) da crise econômica, que acabará influenciando na F1 ? Obrigado e parabéns pela coluna, como sempre.
Marley:
Respondo apenas pelo que vejo. Não tem a profundidade de uma análise, combinado?
Trabalha-se muito pouco neste país. O que parecia ter sido uma conquista, as
35 horas semanais, projeto dos socialistas, no mundo de hoje, em que a qualidade de
vida está bastante associada à produção, é difícil entender as concessionárias de automóveis
permanecerem fechadas sábado à tarde e domingo, bem como supermercados e quase
todos os outros negócios.
Aí vemos na TV políticos lamentarem-se da queda nos números da economia. Para mim,
repito, sem o conhecimento que o tema exige, me parece haver uma relação clara entre
as duas coisas: limitação imposta por lei ao trabalho e produção decrescente.
O mundo mudou. Você não pode hoje viver da venda de tecnologia e distribuir a
renda como fez a França por anos com competência.
A concorrência agora é canibalesca. Para enfrentar essa realidade é necessária outra
postura, mais agressiva, e o mais difícil, romper laços com o passado de glórias.
Sarkozy perdeu por não ser o líder que os franceses esperavam para relançar o país
no cenário mundial, a França ainda domina áreas essenciais de tecnologia. Um produto
Made in Frande é garantia de qualidade. Na gestão Sarkozy a violência cresceu.
Para o padrão francês, de forma acintosa. Mais: Sarkozy hesitou demais na questão
dos imigrantes. Se a nação já tem dificuldades com o que tem, imagina com milhares
de cidadãos de fora, de outra cultura, bem distinta. E se você aceita tem de estender
a eles todos os benefícios sociais. Os franceses se sentem hoje produzindo para
financiar os muitos que foram aceitos a viver aqui.
Como disse, fiz apenas uma breve fotografia do que vejo.
Agora, para completar: Hollande vai apertar o cinto. O governo terá de arrecadar mais.
Os franceses podem descobrir, nesse aspecto, que eram felizes e não sabiam.
Abraços!
Boa tarde,
As alternâncias de vitórias nessa temporada da F1 acabou na terceira etapa….Assim como aconteceu na última corrida voltaremos a testemunhar o amplo domínio da RBR e Vettel, aliás tenho uma breve suspeita de que só não iniciaram esse domínio desde o início do ano de maneira proposital!
Abraços
Adorei a matéria sobre O MITO Gilles Villeneuve
Parabéns
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I am sorry, that has interfered… But this theme is very close to me. I can help with the answer. Write in PM.
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