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09.agosto.2012 10:21:05

Balanço de meia temporada. Quarto capítulo: Lotus

09/VIII/12

Livio Oricchio, de São Paulo

Olá amigos. Escrevo o quarto capítulo da nossa série, desta vez sobre a equipe Lotus, aqui de São Paulo, onde cheguei hoje. Friozinho gostoso pela manhã, oportuno, diria, para quem saiu do calor intenso no Sul da França nessa época.

Imagine uma organização de Fórmula 1 que trabalha junto há bons anos e significativa parte dos seus integrantes fez parte do grupo que conquistou os campeonatos de 2005 e 2006. Esse time era a Renault, que este ano mudou o nome para Lotus.

Mais de não se chamar Renault é o fato de a montadora francesa ter deixado de ser sua proprietária desde dezembro de 2010. Os desdobramentos dessa mudança são imensos. Primeiro o orçamento. Gerard Lopez, sócio do grupo Genii, especializado em consultoria financeira e investimentos, não tem o fôlego de uma empresa como a Renault. E muito importante, também, não dispõe da estrutura tecnológica dos franceses pronta a apoiá-lo em tudo o que a Fórmula 1 exige. A Lotus tornou-se cliente da Renault, paga pelo uso dos motores e do Kers, sistema de recuperação de energia.

As transformações se estendem, porém, para bem além. Houve, no ano passado, uma debandada de profissionais nesse processo. Talvez por não acreditarem mais na manutenção do que dispunham. O diretor técnico, Bob Bell, aceitou o convite de Ross Brawn e transferiu-se para a Mercedes. O projetista-chefe, Tim Densham, disse simplesmente estar cansado e deixou a Fórmula 1. O diretor esportivo, Steve Nielsen, já descontente, entrou num acordo e foi buscar novos desafios na Caterham.

Dá para ver o problema que Eric Boullier, diretor geral, tinha nas mãos do ano passado para esta temporada? Mais: tendo de responder com bem mais do que fez em 2011, com Vitaly Petrov, Nick Heidfeld e Bruno Senna. A então ainda Renault no nome somou 73 pontos, quinta colocada, quase alcançada pela Force India, 69. A campeã, Red Bull, fez impressionantes 650.

Era preciso remontar a agora Lotus. E rápido. Tudo na Fórmula 1 se processa velozmente. O preço que se paga por atrasos no projeto pode refletir não apenas numa temporada. Para o lugar de Bell, o francês Boullier e Lopez, cidadão de Luxemburgo, escolheram um técnico esforçado, sugeriu ter competência quando atuou ao lado de Bell, mas é pouco experiente. Havia trabalhado na Ferrari anos antes de entrar na Renault, mas lá uma das suas funções era posicionar-se à frente dos boxes dos adversários para controlar se respeitavam as regras dos pneus. Seu nome: James Allison.

Depois do diretor técnico, Allison, era preciso um desenhista chefe, alguém para coordenar o projeto do carro de 2011, que por ser o 20.º a ser concebido na sede inglesa da Renault, em Enstone, seu nome seria E20. Se seguissem a mesma sistemática dos nomes adotados, o E20 deveria chamar-se R32.

Densham tinha um engenheiro no grupo que era como o seu braço direito e lhe coube a responsabilidade de coordenar o projeto do E20: Martin Tolliday. Com ele trabalharia o chefe dos estudos aerodinâmicos, Dirk de Beer, um dos poucos que não deixaram daquela estrutura que, pode-se dizer, era vencedora. Sob a liderança de Flavio Briatore foram campeões duas vezes, como disse, com Fernando Alonso como piloto.

Tenho dois amigos, de passar férias juntos, dentre os que celebraram aquelas conquistas: Denis Chevrier, engenheiro-chefe dos motores, e Steve Nielsen. Era só ter uma dúvida e procurá-los para, provavelmente, ser dirimida. Chevrier foi convidado por Jean Todt para trabalhar para a FIA já antes de a Renault vender sua escuderia. E Nielsen está quebrando a cabeça para ajudar a Caterham crescer e até hoje é sempre uma fonte segura de informações para mim.

Quem responde agora nos autódromos pelos motores Renault da Lotus é um engenheiro brasileiro muito capaz, Ricardo Penteado, que cresceu na organização por conta da sua inteligência, dedicação e liderança. Todos se reportam a ele quando o assunto é motor.

Alan Permane foi promovido para a vaga de Steve Nielsen, para atuar mais como diretor de operações no circuito, deixando a Paul Seaby parte das atribuições de Nielsen.

Se você soubesse de toda essa reestruturação de um campeonato para o outro e lhe perguntassem o que espera da equipe, o que responderia? A minha resposta foi: a real capacidade dos técnicos que substituíram os que lá estavam e eram bem experientes terá de ser ainda provada. E mesmo que ratifiquem as qualidades imaginadas, parece ser difícil que, num primeiro momento, ou no primeiro projeto, tudo saia certo, ou seja, produzam um carro vencedor. Seria surpreendente.

E não é que conseguiram surpreender. Felizmente. O E20 é o melhor monoposto produzido pela Renault-Lotus desde o título de 2006. Isso para não citar a relação da Renault com a Michelin que lhe entregava, na porta de casa, jogos de pneus sob medida para seu carro, o que muito ajudou a explicar seu sucesso. Havia a concorrência com os times da Bridgestone, como a Ferrari. Agora as regras dos pneus Pirelli são as mesmas para todos, o que reforça ainda mais os méritos dos engenheiros da Lotus.

Voltando. Contra a lógica, por ser o resultado do trabalho de um grupo técnico novo, sem ter exercido atividades em conjunto antes, ao menos nesse nível de responsabilidade, a realidade é que o E20 deve ganhar alguma etapa ainda este ano. Em especial se fizer calor, especialidade do monoposto. Administra os pneus como nenhum outro.

Coloque ainda nessa balança contra a Lotus o fato de seus dois pilotos serem novos na escuderia. Não é tudo: Kimi Raikkonen vinha de dois anos distante da Fórmula 1 e constituía outra das muitas dúvidas de Boullier e Lopez. Mais: seu companheiro estava de volta à competição depois de uma experiência bastante ruim, em 2009, nos sete GPs que disputou pela Renault. Enfim, amigos, se fosse para apostar, a Lotus receberia poucas fichas por todas as variáveis mencionadas. Seria quase um azarão.

Corta. Avança.

Depois de 11 etapas, este ano, Tolliday mostrou-se capaz na coordenação do E20, Allison tem sido um autêntico líder na área técnica, ouvindo a todos, Permane ajudou o time evoluir com seu senso prático de conduzi-lo e Paul Seaby, da mesma forma, desenvolve com desenvoltura sua atividade. Com toda a importância dos profissionais que se dedicavam à Renault no ano passado, os que os substituíram estão se saindo bem além da conta.

“O clima no nosso grupo é outro. Todos parecem ter paixão pelo que fazem. Desejam mostrar serviço. Querem crescer”, disse-me Boullier, entusiasmado com a atmosferam positiva na organização, confirmada por Penteado. As possibilidades de não dar certo, digamos pelo menos no primeiro ano, eram bem maiores do que obter sucesso de cara, como está ocorrendo.

A Lotus é a terceira colocada entre os construtores, com 192 pontos, um apenas a menos da vice-líder, a McLaren. A primeira colocada é a Red Bull, com 246.

Kimi Raikkonen. Do que ouvia de um integrante da Ferrari sobre a temporada de 2009 do finlandês, tinha comigo que se voltasse a ser o piloto eficiente de 2007 e de seu período na McLaren precisaria de meio campeonato. Na pista ele respondeu a primeira questão: é hoje o piloto sensacional dos anos anteriores a 2009. E sua adaptação a nova Fórmula 1, pode-se dizer, comparada a de 2007, seu último grande campeonato, foi mais rápida do que Boullier, Lopez e quase todos esperavam.

Em classificação, Raikkonen ainda reconhece, não chegou ao seu máximo. Tem responsabilidade por não largar entre os primeiros. Assim com o modelo E20 precisa de desenvolvimento para tirar tudo do pneu em uma volta lançada. Mas em corrida o ritmo de Raikkonen é elevadíssimo. Não erra nunca e é apreciadíssimo pelos colegas pela forma polida, respeitosa de conduzir.

A próxima etapa é em Spa-Francorchamps, dia 2. Olha só o retrospecto do homem de gelo no mais seletivo circuito do Mundial: em 2009, última que Raikkonen disputou a prova, venceu, mesmo com o modelo deficiente da Ferrari e seu desestímulo evidente.

Em 2007, ganhou também o GP da Bélgica, com Ferrari. Em 2005, o que aconteceu? Vitória do finlandês, pela McLaren. Não acabou não, espera aí: advinha quem foi o primeiro colocado em 2004? Se você respondeu Raikkonen, acertou, com McLaren.

Foram quatro vitórias, 2004, 2005, 2007 e 2009. A impressionate performance desse finlandês de personalidade única, que não está nem aí pelo que o cerca, somada à evolução do modelo E20, mais evidenciada no GP da Hungria, dia 29, propõem ser possível uma nova conquista do Iceman em Spa, a primeira da Lotus, nessa nova fase de sua história.

Em 2008 viajei para a Finlândia a fim de desvendar o universo de Raikkonen. Primeiro ele concordou com o fato de eu entrevistar sua família, o que muito me surpreendeu. Desde então ninguém mais recebeu autorização. Disseram ter gostado muito da reportagem que fiz. Só foi possível porque o jornalista Heikki Kulta, amigo de Raikkonen e meu também, interveio, fazendo a apresentação.

Fui recebido pelos pais e o irmão, bem como amigos de infância. Como já escrevi aqui, quem conhece a proximidade de Raikkonen com a família e a profunda gratidão pelo que fizeram com ele, não tem como não ser seu fã. “Kimi é um coração mole, bem ao contrário do que as pessoas pensam”, me disse sua mãe, Paula.

Vem de uma família muito simples, cujo pai, falecido há pouco, trabalhava para uma construtora, conduzindo tratores, possuía um táxi em Espoo, ao lado de Helsinki, e ainda era recepcionista na porta de restaurante, à noite. “Abria a porta dos carros dos clientes e lhes ajudava a retirar e colocar o paleto”, contou-me Matti, o pai. Tudo para garantir o dinheiro para o filho disputar o campeonato de kart. “Todo fim de temporada era um sofrimento, nunca sabíamos se teríamos o dinheiro”, explicou-me Paula. Quem se interessar, a reportagem está no blog, colocada no ar em maio de 2008.

As chances de Raikkonen lutar pelo título, este ano, não são, nesse momento, grandes. Mas se Fernando Alonso não marcar pontos em alguma etapa e o finlandês vencer, será como com Lewis Hamilton, irá para cima do espanhol com tudo. E se há algo que Raikkonen é superior a todos os adversários é o controle emocional. Alonso lidera com 164 pontos, seguido por Webber, 124, Vettel, 122, Hamilton, 117, e Raikkonen, 116.

Romain Grosjean. Acompanhei de perto o seu campeonato da GP2, no ano passado, e de fato causou excelente impressão. O que não havia demonstrado nos seus anos passados de GP2 e depois na própria Fórmula 1, quando substituiu Nelsinho Piquet na Renault, em 2009. O suíço, mas pode chamá-lo de francês também, se desejar, segundo ele próprio me disse num entrevista este ano em Valência, foi campeão da GP2 com a DAMS, em 2011, com todos os méritos. A entrevista de Grosjean está no blog. “Eu era muito jovem e o time outro, bem diferente. Estava no lugar errado na hora errada. Agora estou no lugar certo na hora certa”, disse-me, referindo-se ao momento dele e da escuderia.

O francês comprovou, este ano, na Fórmula 1, ter amadurecido. Mas não o bastante, ainda, considerando-se as vezes em que se envolveu em acidentes na primeira volta. Tem potencial, contudo, para crescer. Boullier o considera “um campeão em potencial” e certamente prosseguirá na Lotus em 2013. Resta saber se esse piloto que por vezes parece entrar em outro mundo, dada suas reações inesperadas, conseguirá encontrar o tão necessário equilíbrio. Podemos esperar dele uma segunda metade de campeonato melhor, junto do crescimento da Lotus.

Amigos, desculpe eventuais erros. Redigi com sono, pois quase não dormi no voo de Zurique a São Paulo, com a Swiss. Dediquei-me tanto à leitura e depois à seleção de música clássica do programa de entretenimento que quando me dei conta era tarde para dormir, tínhamos apenas mais duas horas de voo. Melhor descansar no horário de São Paulo, o que ajuda a entrar mais rápido no fuso horário.

Reli o texto agora, mas penso ter passado alguma coisa. Felizmente há os leitores revisores de plantão. Às vezes aprendo com eles. Amanhã o quinto capítulo da série será sobre a Mercedes. Abraços!

Comentários (27) | comente

27 Comentários Comente também
  • 09/08/2012 - 11:30
    Enviado por: plow king

    Oi Livio, escolheu dia bom para ver o ar da cidade do alto da cantareira. Da para corta-lo com as maos.

    Em relacao a performance desse time montado de ultima hora, daria alguns livros de management (tantos escritos por tantos picaretas de gel na cabeça e gravatas caras) de como se faz algo mesmo. Fantastica performance.

    Boullier deve ser um ótimo vendedor tambem para convencer tanta gente a trabalhar para o grupo. Incluindo Mr. Business Iceman.

    Por ultimo, em relacao ao grupo Genii, eventuais perdas financeiras com o time poderiam ser deduzidas com os lucros gordos do lado financeiro, mais lucrativo. Nao há bobos na F-1.

    Saludos!

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  • 09/08/2012 - 11:39
    Enviado por: David Santos

    Pra uma equipe ser vencedora é preciso que também tenha estrela! Como bem observado nesta sua coluna Livio, apesar da debandada na área técnica dos homens-chaves e a perda técnico-financeira da Renault, a Lotus tem tido uma temporada exemplar. Com o surpreendente e muito competitivo E-20, a empolgante desempenho do novato Grosjean e a crescente e fria eficiência (Alonso, Vettel e Hamilton têm bons motivos para ficarem preocupados) do Kimi, coloca a Lotus como uma das candidatas ao titulo de pilotos e porque não de construtores. Só espero que na temporada de 2013 esta maré boa da Lotus continue.

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  • 09/08/2012 - 11:48
    Enviado por: Mirella

    Livio…

    Seus textos são um bálsamo.
    Obrigada pelo excelente trabalho!

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  • 09/08/2012 - 11:49
    Enviado por: Diogo/SP

    Lívio, bem interessante o post.
    Como as empresas mudam rápido…
    Lembro de quando entrevistou o Kimi e colocou pra gente ler… Das fotos e tal… uma história bonita…
    Ele ainda bebe muito? Parou? O cara tá guiando o fino, mesmo…
    Acho que vou jogar minhas fichas nele… o gpguide confirma o retrospecto para SPA… teremos um novo show do Iceman…

    Abx!

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    • 10/08/2012 - 13:40
      Enviado por: Livio Oricchio

      Diogo:
      Beber faz parte da cultura dos finlandeses, bem como da de milhões de brasileiros,
      japoneses, sul-africanos, italianos, canadenses, por exemplo.
      O que é certo é que não haveria como Raikkonen pilotar com a eficiência de hoje se
      fosse um alcoólatra.
      Obrigado por comentar.
      Abraços.

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  • 09/08/2012 - 11:51
    Enviado por: Luiz Alberto Bueno de Oliveira junior

    Bom dia Lívio!!!
    E bem vindo a nossa cidade…leio seus textos desde o século passado, só sinto falta de não serem mais freqüentes, acompanho corridas a muitos anos, inclusive algumas vezes tendo a honra de ir junto aos V8 da Escuderia Lobo, do saudoso Camilo Cristófaro; para o autodromo de Interlagos, e não tem como não gostar de F1, desde que o Emmo passou por lá torço pela Equipe Mclaren e seus pilotos, espero que ela se recupere mais ainda, para o campeonato se tornar mais competitivo e emocionante, quanto aos seus posts tanto na parte técnica e de bastidores são ótimos…abraços, saúde e muito sucesso.

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  • 09/08/2012 - 12:17
    Enviado por: maurício

    EU NÃO ACREDITAVA QUE A LOTUS PODERIA SE MANTER FORTE DURANTE O ANO JÁ QUE SUA ESTRUTURA NÃO É A MESMA DAS OUTRAS,MAS ELA MOSTRA QUE GENTE COMPETENTE E CRIATIVA PODE SER EFICIENTE MESMO SEM TANTO DINHEIRO DISPONÍVEL. TORÇO PARA A LOTUS ESSE ANO E ESPERO QUE O RAIKKONEN MELHORE NAS CLASSIFICAÇÕES,POIS LARGANDO MAIS ATRÁS ELE SEMPRE PERDE TEMPO NAS PRIMEIRAS VOLTAS COM PILOTOS MAIS LENTOS COMO ACONTECEU NA HUNGRIA,SILVERSTONE E ALEMANHA, QUANDO ELE SE LIVRA AI JÁ É TARDE. EM 2007 A DIFERENÇA ERA MAIOR E O KIMI FEZ UM FINAL DE TEMPORADA SENSACIONAL E FOI CAMPEÃO. (TEVE UM POUCO DE SORTE,É VERDADE,MAS FAZ PARTE)

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  • 09/08/2012 - 12:51
    Enviado por: Alisson

    Sensacional a matéria feita com a família do kimi, emocionante diria eu, e que só tive a oportunidade de ler hoje. Não tem como mesmo não ser fã do cara.

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  • 09/08/2012 - 14:04
    Enviado por: Leonardo Augusto

    Livio, acredito que a Lotus não esperava desenvolver um carro tão competivo, muito menos que o monstro Kimi Raikkonen voltasse a todo vapor. Por isso, demorou pra acertar na estratégia durante as provas e melhorar o carro e classificação. Mesmo assim, é uma temporada mais que fantastica para a equipe, e, pelo visto, estarão ainda mais fortes após as férias de agosto.
    Abraço.

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  • 09/08/2012 - 15:55
    Enviado por: Emilio Toaliari Jr

    Ola mestre Livio!
    Na minha modesta opinião a Lotus tem colaborado para o sucesso dessa temporada,ainda mais com o retorno do Kimi um relacionamento legal entre piloto e equipe favorecimento em execelentes resultados até nesse momento.
    Com certeza o finlandês devera estar entre cinco primeiros colocados até o temino da temporada,tem fôlego e carro para obter esses feitos.
    Em relação a seu companheiro Grosjean é um dos jovens pilotos que mantem constantes regularidade,tem tudo para crescer em potencial ,contribuir com sua carreira e da equipe.
    Desejo uma execelente estadia aqui em sampa e estarei no aguardo por novidades!
    Abraços.

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  • 09/08/2012 - 17:56
    Enviado por: Cristiano

    Mais uma vez parabéns pela série!!!
    Como sempre textos recheados de conteúdo mais que exclusivo.
    Abs e boa estada no Brasil.

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  • 09/08/2012 - 19:59
    Enviado por: Carlos Del Valle

    Que belo texto, especialmente (1) sobre o passado de Kimi, veja só, de origem relativamente simples, como Hamilton (aqui no Brasil todo mundo é filho de empresário, desde Senna) e (2) sobre a formação do corpo técnico da Renault (James Allison e Alan Permane vão longe, pode crer).

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  • 09/08/2012 - 23:18
    Enviado por: Marcelo Citadini

    Oi Livio.

    Os outros times de ponta estão tentando suas cartadas, mas este passa por uma verdadeira revolução. Mais uma, diga-se. O time é antigo. E espero que consiga se desenvolver. Sobre o Raikkonen, seria interessante se ele se entendesse com este time e aceitasse assumir a posição programada para Kubica. Todos os esforços seriam concentrados no finlandês e ele levaria a equipe às vitórias, como foi com Schumacher e o dream-time da Ferrari. Que tal ? Iria torçer muito.

    Abraços e obrigado.

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  • 09/08/2012 - 23:25
    Enviado por: Conrado FA

    Maravilha de texto! Obrigado Lívio!

    Acredito fielmente que sua própria gentileza, educação e ‘finesse’ o levou a lugares incríveis. Vc é um exemplo de profissional, pra dizer o mínimo.

    Parabens!

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  • 10/08/2012 - 08:25
    Enviado por: franklin

    texto excelente, parabens Sr Livio.

    gostaria de comentar sobre o Raikkonen, que exemplo de pessoa, os comentarios no texto fizeram me arrepiar, exemplo a ser seguido o sujeito. acho q é piloto que mais merece o titulo desse ano. grosjean esta crescendo muito com kimi de companheiro, assim como o felipe evoluiu. acho q foi o melhor companheiro que felipe ja teve. Um cenario interessante seria Raikkonen WDC de 2012, e ano que vem ir pra Ferrari, nem que seja por um ano, pra colocar o choronso no seu devido lugar, alonso é um grande piloto, o melhor talvez, mas as mutretas tem q acabar…

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  • 10/08/2012 - 10:01
    Enviado por: Do Pandeiro

    Oi Lívio, como sempre, espetacular. Em todos os aspectos. Só não consegui ver a entrevista com o Raikkonen em 2008. Poderia, por gentileza, dizer qual mês em que foi realizada, você ou algum dos leitores? Grato.

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    • 10/08/2012 - 13:29
      Enviado por: Livio Oricchio

      Obrigado, Do Pandeiro.
      O post, com fotos da casa do Kimi, foi ao ar em maio de 2008. Curiosamente depois de
      citar o fato no blog, ontem, entrei no blog para acessar o texto e consegui. Grato
      pelo interesse.
      Abraços.

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    • 11/08/2012 - 08:21
      Enviado por: Do Pandeiro

      Gratos somos nós, seus leitores, Lívio, pelo carinho e respeito com que você nos trata. Obrigado.

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  • 10/08/2012 - 10:50
    Enviado por: Fernando

    Perfeito como sempre Lívio.

    Me lembro de já ter visto até o Button perder o controle emocional, mas Kimi eu não me recordo. Realmente, do lado emocional e psicológico, é o cara mais forte do grid todo. Isso não tenho dúvida alguma. É incrível como ele “não está nem aí” para o que acontece ao redor. Faço coro contigo, Kimi sempre andou de maneira soberba em SPA e torço para que ele ganhe este GP este ano. Quero muito ver ele na briga pelo título.

    Mesmo assim, ainda acho que tá para o Alonso.

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    • 10/08/2012 - 13:50
      Enviado por: plow king

      Not so fast nos jugamentos. Eu ainda acho que o Kimi da o golpe do Borg, recentemente copiado pelo Federer, onde o cara esta fervendo por dentro, mas nao demonstra nada, para desespero dos rivais.

      Pode ser que para muita coisa o Kimi nao esteja nem ai, mas tambem pode ser que ele simplesmente nao demonstre nada, o que é uma bela vantagem para ele. Quem pode atestar isso sao os times que tem a disposicao os batimentos cardiacos e outros elementos para medir o metabolismo.

      Ate que conheco bem finlandeses….e realmente se parecem com nada que ja vi no mundo. Quase walking dead. Muuuuuuuito na deles mesmo.

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  • 10/08/2012 - 10:53
    Enviado por: Eduardo Schmidt

    Não acho que a Lotus e Raikkonen tenham fôlego (carro) suficiente para brigar com as Mclarens, Ferraris e RBR…mas com certeza estarão no meio desse bolo. A Lotus tem tido maiores dificuldades que suas adversárias…quando vão mal ficam muito atrás…

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  • 10/08/2012 - 17:10
    Enviado por: Fernando

    É bem provável que Kimi, Grosjean e Button inclusive, sejam os fiéis da balança nesta segunda parte do campeonato.

    São eles, que talvez, vão decidir o campeonato. No meio disso tudo, o sortudo é o Alonso.

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  • 12/08/2012 - 20:46
    Enviado por: Rodrigues

    Livio mais uma vez parabéns pelo post!
    Como já disse, tenho mta admiração pela Lotus e depois de ler esse post, tenho ainda mais.
    Nem imaginava que a equipe passou por tudo isso de um ano para o outro.
    Torço pela equipe porque sou jovem, então desde que acompanho F1, foi a equipe que vi crescer… desde a época ruim da Benetton que brigava pelas últimas posições no grid, passando pela entrada da Renault, onde tinham o melhor sistema de largada (lembro de uma corrida onde o Trulli largava em 4º e na largada pulou para 1º). Depois veio o auge em 2005 e 2006 com Alonso. Veio a fase ruim e quando pensei que a equipe voltaria a brigar por vitórias, o Kubica que até liderava os treinos de pré temporada sofre acidente e tem que se afastar e então a equipe briga apenas pelo bloco intermediário do grid.
    Então agora sim, posso me orgulhar em ver a equipe lá na frente.
    Mas enfim, Livio, você acha que Bruno Senna e Petrov estariam fazendo algo melhor com esse carro, já que tinham experiência com o carro?
    Eu não tenho dúvidas de que a atual dupla de pilotos é bem melhor.

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  • 13/08/2012 - 01:24
    Enviado por: Fernando P.

    Bom dia Livio e demais apreciadores da F1,

    Mais uma vez, Livio, meus parabens pelo seu blog.
    Por alguma razao, que nao sei explicar, nao estou conseguindo acessar a entrevista com o Kimi no blog de maio de 2008. Sera que algum de voces poderia ajudar-me?
    Fico no aguardo.
    Abracos,

    Fernando P.

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  • 14/08/2012 - 10:29
    Enviado por: Fernando P.

    Mirella,

    Muito obrigado pelo link. Valeu!!!
    Absolutamente genial a entrevista com a familia do Kimi.
    Livio, voce e o “cara”!!! Kudos para voce!!!
    Grande abraco,

    FP

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  • 23/08/2012 - 01:11
    Enviado por: Welington Santana

    Sou fã do Kimi Raikkonen. É um talento fora-de-série e um personagem único na Fórmula 1. Vamos ficar de olho nele em Spa. A Lotus também está de parabéns. Fez algo que a Mercedes, por exemplo, não conseguiu fazer: um carro bem construído.

    Torço para que a equipe fique em 3º lugar na classificação final e que Raikkonen seja candidato sério ao título na última etapa. Já pensou se o Homem de Gelo for bicampeão em Interlagos? Será uma zebra maior ainda do que foi em 2007…:)…

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