09/IV/12
Livio Oricchio, de Nice
Amigos, amanhã de manhã, cedo, embarco aqui em Nice com destino a Zurique e de lá para Xangai.
Nosso próximo encontro, agora, será na China. A conexão na Suíça é de apenas uma hora e cinco minutos.
Espero não perdê-la. Com esse espaço de tempo curto não será possível colocar nenhum post no ar. Terei tempo apenas de mudar de terminal no elegante e funcional aeroporto de Zurique.
Enviei o texto a seguir para o Grupo Estado, hoje, e é oportuno disponibilizá-lo aqui. Não iremos a Bahrein, decisão a ser anunciada em breve. O texto:
É bem provável que hoje ou amanhã a FIA oficialize o cancelamento do GP de Bahrein, programado para dia 22, domingo seguinte à prova de Xangai, no fim de semana. Se a entidade diz estar atenta ao que ocorre no país árabe para então decidir, a mensagem enviada ontem pela Coalizão Jovem 14 de Fevereiro, um dos grupo protestantes contra a situação política do país, não deixa dúvida alguma a respeito da inviabilidade do evento.
Depois de descrever as ações “criminosas” das forças de repressão contra os manifestantes, que resultaram na morte de muitos ativistas, a Coalizão escreve: “Se os organizadores insistirem em levar adiante a corrida provocarão raiva no povo barenita. A nação vive uma revolução popular. Como resultado da iniciativa da prova, os revoltosos vão classificar os participantes, espectadores, controladores e patrocinadores como parte do sangue dos Khalifa (família que reina no Bahrein) e seu sistema criminoso e responsável pelo sangue derramado pelo dedicado povo barenita”.
Em entrevista publicada pelo The Guardian, ontem, o diretor de uma das principais equipes da Fórmula 1 – não desejou ser identificado – afirmou: “A única maneira de realizarmos uma corrida em Bahrein seria se estivéssemos cercados por forças militares, o que penso ser inaceitável tanto para a Fórmula 1 como para o habitantes de Bahrein. Estamos esperando que a FIA decida logo”.
No domingo da etapa de Sepang, dia 25, vários profissionais das equipes já demonstravam grande preocupação com o fato de o presidente da FIA, Jean Todt, e o promotor do Mundial, Bernie Ecclestone, insistirem em levar adiante a ideia da realização do GP de Bahrein. “Não há nenhuma garantia de que não seremos atacados por passar a mensagem de estarmos do lado do governo. E nossas companhias de seguros já manifestaram, também, que vão estudar o caso”, disse o diretor de uma equipe do bloco intermediário da Fórmula 1, sem que houvesse, ainda, a ameaça explícita de ontem da Coalizão Jovem 14 de Fevereiro.
Assim, o calendário deverá ter o GP da China, domingo, terceiro do campeonato, e depois apenas o GP da Espanha, dia 13 de maio. Nesse intervalo, de 1.º a 3 de maio, os times poderão treinar no circuito de Mugello, na Itália. O cancelamento iminente do GP de Bahrein será bom para as escuderias que necessitam rever profundamente o projeto de seus carros este ano, como a Ferrari.
Além da prova no Circuito de Sakhir, em Bahrein, dificilmente a Fórmula 1 vai se apresentar em Austin, no Texas, este ano, de 16 a 18 de novembro, 19.ª e penúltima etapa do Mundial. O cronograma das obras do autódromo está muito atrasado e há problemas graves de entendimento entre o promotor e o governo do Texas. Cada lado tenta jogar para o outro a obrigação de pagar à FOM a famosa taxa do promotor, estimada em US$ 18 milhões. Dessa forma, o campeonato que deveria ter 20 etapas muito provavelmente terá apenas 18, sem o GP de Bahrein e dos Estados Unidos.
Saudações mestre Livio!
Desde do ano passado muitos de nós manifestava contrariedade a realização da prova no Baherin,pelo que estamos acompnhando a situação piorou,uma das corridas que gostaria a ser descartada,essa inovação de ser realizada num deserto nunca foi do meu agrado.
Em relação aos problemas em Austin no Texas,com essa provavel exclusão sugeria então que essa etapa fosse realizada no tradicional e sempre empolgante em Indianapolis.
Desejo uma execelente viagem,e por favor alem dos seus primorosos textos aguardarei as postagens com fotos da maior nação do planeta.
Nessas horas a FOTA seria de suma importância. Uma pena ter acontecido o racha na entidade. Se fosse como da outra vez a FOTA simplesmente falaria que não iria para o Bahrein e a FIA teria que engolir.
O Bernie está tentando segurar o GP do Bahrein na marra , senão vai ter que devolver os milhões que recebeu adiantado… Mas se não tem segurança , nem para pilotos e nem para o publico então que cancele. Porque então não substituir por um segundo GP na Alemanha que tem 2 baitas circuitos? Ou mesmo voltar com o de Imola ? E se Austin não tem condições porque não usar o TEMPLO SAGRADO de Indianapolis?
Luis Fernando,
Faz o seguinte, vai ate indianopolis e oferece o GP voce. Se nao levar um tiro na orelha eu compro todos os tickets.
Os donos do circuito odeiam o Bernie e a F-1.
Como falamos de business e dinheiro pooooooode ser que um dia a F-1 retorne ao redneck state of Indiana.
Mas nao estarei nesse planeta para ver isso.
responder este comentário denunciar abusoLuiz vc se esqueceu do gp indianapolis 2005, a f1 la nunca mais !!
responder este comentário denunciar abusoÉ… o dinheiro não compra tudo… ainda bem, porque mesmo que a F1 vá ao Bahrein, e nada de errado aconteça com o evento, e Bernie e equipes lucrem, isto poderá ser catastrófico para a imagem da F1, que já não é lá muito bem vista por todos, até pelos fãs da F1.
Nos anos em que correram na Africa do Sul, já queimaram o filme, isto que lá não havia a pressão por parte do povo, como acontece agora no Bahrein.
Livio,
esse gp do bahrein , nao fará falta alguma é uma corrida muito chata !!!
o jeito talvez seria voltar com o gp da Turquia, mas será que os turcos vao pagar a taxa??
boa viagem !!
abs
A few clarificatoins are needed. The United States Grand Prix will be held on Nov. 18, 2012. There is nothing stopping it. Construction is on schedule to be completed before race day. The promoter, Tavo Hellmund, is not getting along with Bernie, his partners and the Texas government. No matter because his partners, Bernie and the Texas government are getting along just fine. Bernie has already been paid by the people with whom he has a contract, and that is not Tavo. So, some information is correct, regarding the promoter, but the rest is just bad informaton.
Dear Edward:
You should clarify it to all journalists because this is the information we have in general.
Thank you.
Espero que isso seja realmente verdade. Se tudo der certo vou assistir a esse GP da arquibancada!
Esses Khalifa devem ser mesmo muito bem relacionados, ou donos de muita coisa na Europa. É impressionante como não há uma cobertura decente desses eventos no país, nem mesmo de BBC e CNN. Na Síria o negócio era guerra mesmo e teve jornalista morrendo. No Bahrein nenhuma imagem, nenhum repórter, nenhum jornal expressivo atualizando o mundo.
Os sites e jornais que visitei parecem mais propaganda do Governo. Tratam da violência como se fossem ações isoladas ou de vandalismo.
Sinceramente, só relações econômicas explicam tal diferença de tratamento pela mídia internacional e pelos diplomatas mundo à fora. É tamanha que às vezes eu fico na dúvida se há revolução ou não.
E olha que nem a Al Jazeera, que tem sede no Catar, ali ao lado, nada fala do Bahrein em sua edição on line em inglês, hoje. Tá tudo aparentemente “normal”.
responder este comentário denunciar abuso.
E os Khalifas não conseguiram contornar a sua moda, a situação de revolta do seu povo, que em mais um grito de alerta pede o cancelamento do GP.
Talvez os próprios Khalifas se encarreguem de oficializar o tal cancelamento.
Melhor do que ninguém são eles sabedores das conseqüências desastrosas que o confronto traria para essa forma de governar ultrapassada e insustentável por tanto tempo.
A realização do GP com a presença de elevada quantidade de jornalistas, poderia ser oportuna para alavancar a nível mundial a publicidade de um eventual confronto e suas repercussões negativas para o Rei.
Parece-me que os revoltosos não sejam tão hábeis assim na sua forma de manifestação, deveriam talvez, aproveitar o gancho do GP para definitivamente institucionalizar a baderna que de longa data já foi institucionalizada naquele pequeno país pelos seus Reis.
Talvez os revoltosos sejam mais pacíficos ou cúmplices, do que verdadeiramente revoltosos.
É chegada a hora de o Rei ceder, ainda que parcialmente e com bastante morosidade aos anseios do seu povo, assim ele continuará Rei por mais algum tempo, ou será que esse Rei não sabe que muitas vezes é preciso dar o braço a torcer para não perder!?!!
Hora do Rei acordar e arrumar a casa!
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