21/III/10
Amigos:
Domingo passado, lá no circuito de Sakhir, me emocionei em alguns momentos ao ver os campeões do mundo juntos, um tanto disponíveis à conversa, e os seus carros, impecáveis, do lado. Ao ver o Emerson Fittipaldi passar com a Lotus 72D de 1972, absolutamente igual, e com o seu capacete da época, me sensibilizei ao extremo. Para citar um exemplo, apenas. O Jackie Stewart, que não é segredo se tratar de uma pessoa que tenho profunda admiração e acesso, com sua Tyrrell 006, mesma coisa. E a Lotus 79 então, de Mario Andretti, o carro de linha mais refinada que já vi na Fórmula 1? Enfim, um deleite para apaixonados por Fórmula 1, como eu.
Nesse encontro único de campeões conversei com Monsieur Alain Prost. Como não dava para falar de um assunto tão carregado de emoção como Ayrton Senna lá no autódromo, ficamos de nos falar durante a semana por telefone. Sexta-feira ele me ligou aqui em casa, em Nice, e batemos um papo. O que conversamos sobre Ayrton Senna disponibilizo a seguir.
A entrevista:
Os dois conviveram de perto por dois anos apenas, 1988 e 1989, como companheiros de equipe na McLaren. Mas fizeram história. Ayrton Senna venceu o primeiro campeonato e Alain Prost, o segundo. Lutaram pesado, dentro e fora das pistas. Começaram como colegas de profissão, se separam sem se falar, trocando acusações duras, e terminaram amigos. Mas, essencialmente, respeitavam-se mutuamente. Prost fez questão de falar do piloto que mais marcou sua brilhante carreira de quatro títulos mundiais.
Estado (E)– O que primeiro lhe vem à mente quando se lembra de Ayrton Senna?
Alain Prost (AP) – Tivemos grandes momentos juntos. E instantes de tensão também. O interessante é que as nossas diferenças estão hoje bem distantes para mim, cada vez mais. Vi na reunião dos pilotos campeões, em Bahrein, domingo, que mais importante de títulos e discussões é simplesmente poder estar lá. E nós tivemos essa sorte. Senti falta de Ayrton, como tenho certeza de que ele sentiria a minha.
E – Poderia citar um momento inesquecível dessa relação e outro em que o deixou chateado?
AP – O campeonato de 1988 acabou no Japão, Ayrton foi campeão e fomos para a Austrália. Na classificação, sem maiores compromissos, lutamos volta a volta pela pole position. Quando acabou o treino, nos reunimos e começamos a trocar informações sobre o que fazíamos para vencer o outro. Rimos muito. Ele ficou com a pole por milésimos. Já um instante que me incomodou, em princípio, foi o fato de ele me puxar para o seu degrau no pódio, na minha última corrida na F-1, em 1993, na Austrália. Eu tentei fazer o mesmo na corrida anterior, no Japão, mas ele não aceitou. Eu fui. A partir daí passou a me tratar como nunca, nos tornamos amigos. Passamos a nos falar regularmente desde então.
E – Em algum momento Ayrton lhe disse o que faria no futuro, depois de deixar a F-1?
AP – Ayrton era bastante reservado. Mas sempre me sinalizava sentir falta da família e do Brasil. Acredito que assim que parasse de correr voltaria imediatamente para o Brasil para ficar ao lado da família e cuidar dos seus negócios. Não viveria na Europa. Não o vejo fazendo outra coisa na F-1 a não ser pilotar. Não seria chefe de equipe ou teria time próprio, como eu fiz.
E – O que fez com o que o seu projeto de equipe desse errado?
AP – Nada deu errado. O erro foi fazer um time num país como a França, em que tudo é muito difícil de ser realizado. Passava 90% do meu tempo na fábrica atendendo fiscais da tributação em vez de trabalhar no projeto, por exemplo. Não só não tive nenhum tipo de apoio como ações dessa natureza, desmedidas, comprometeram a possibilidade de levar adiante a ideia. O que a França tem hoje na F-1? Equipe? Não. Piloto? Não. Estão recolhendo o resultado do que fizeram. E o que a Peugeot fez comigo também… faltou commitment (compromisso) de todos.
E – Acredita que ele apoiaria se o seu filho desejasse ser piloto de F-1?
AP – Sim. Estaria aqui, agora também, com o sobrinho, Bruno. Como disse, Ayrton era muito ligado à família, estaria sempre ao lado deles. Já eu sofro muito com o meu filho como piloto. Tenho medo de ele sofrer um acidente. Começou tarde na profissão. (Nicolas Prost, 28 anos, foi campeão da F-3000 Europeia, em 2008, e esteve cotado, este ano, para ser piloto reserva da Renault, que de Renault mesmo tem quase apenas o nome, daí Prost afirmar que a França não tem equipe na F-1.)
E – Você diz que sua visão da relação de vocês mudou. O que Ayrton Senna representa, hoje, para a F-1 nessa sua nova forma de vê-lo?
AP – Alguém especial. Um grande talento natural, amava o que fazia, assumia altos riscos, não tinha limite, e as pessoas amam isso. Um verdadeiro campeão. Campeão nas pistas e no coração das pessoas. Ayrton tocava a alma dos fãs da F-1.
E – A opinião pública brasileira ainda o via com reservas, em 1994, por causa dos conflitos com Ayrton Senna na época de McLaren, principalmente. Mesmo assim você viajou ao Brasil e acompanhou o funeral de perto.
AP – Eu não me sentiria bem comigo mesmo a vida toda se não fosse. Nós estávamos próximos de novo, mas poucos sabiam. Era a maneira que tinha de fazer a nossa história mais bonita, mais humana. Tivemos problemas, mas depois que deixei a F-1, como disse, tudo mudou, nosso contato era regular. Eu me sinto confortável comigo, hoje, por ter ido ao Brasil.
Nada no mundo é em vão! A morte do Senna também.
Apesar da tristeza e da comoção, os parâmetros de s.egurança implantados pós-Senna na F-1, gradativamente ganharam as ruas e, podem ter certeza: já salvaram a vida de muitos. Muitos mesmos (a começar pela minha).
Equipamentos de segurança, de contenção de velocidade, materiais de maior resistividade, dentre outros tópicos, certamente não existiriam ou ainda não estariam disponibilizados (popularizados) pela indústria automobilística, se não fosse a tragédia de Imola.
Infelizmente ainda estamos naquele de, ao contrário dos sábios que aprendem estudando, somente aprendermos sofrendo. E foi preciso a sua dolorosa passagem para movimentar os traseiros dos mandatários da F1.
Este piloto, o Prost, é realmente um campeão com C maíusculo
Bom, eu nunca fui fã do Airton Senna.
O que não quer dizer que não reconheço suas qualidades.
Afinal, apesar de não ter sido fã, ele protagonizou grandes pegas na pista e uma delas, a corrida das mais emocionantes que assisti.
A de Mônaco em 84 é claro.
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O Cara era um novato e com um carro, tipo a Lótus de hoje deu um show na chuva, passou vários e não venceu porque terminaram antes.
Bom, depois, quando ele viria a ter um carro de ponta, venceria muitas em Mônaco.
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A verdade é que o paulistinha, que nasceu junto com Brasília, foi mesmo muito bom de braço.
Me parece que o fato do Sr.Zaka não gostar do Senna é por ele ser PAULISTA, pois se refere ao GRANDE SENNA como “paulistinha”. Isso é bairrismo puro, o Sr Zaka deve ser um dequeles recalcados que morrem de inveja de São Paulo e por tudo que ele representa para o resto do Brasil, mas Sr. Zaka, nós paulistas temos muito orgulho do nosso Estado, pois trabalhamos muito para ele ser o que é hoje, vcs deveriam se espelhar em São Paulo e seu povo como exemplo a ser seguido, porque somente assim todo o Brasil será grande de norte a sul, de leste a oeste.
Saudações
responder este comentário denunciar abusoAssim como São Paulo outras cidades ou estados são fundamentais para o crescimento econômico, cultural, social, etc.., como todos sabem Brasil é uma unidade federativa, mas antes de começar uma guerra (seja usando a expressões como “paulistinha” ou não gostarem de tal expressão) deveriamos pensar no Brasil como um todo e que Senna deixou de ser um cidadão paulistano para ser somente um cidadão brasileiro e quem sabe do mundo.
Sei que o Brasil não é perfeito e que temos algumas cidades ou estados que passam para nós mais vergonha do que orgulho, mas antes de querer se espelhar, temos que espelhar nas coisas boas que a cidade ou estado de São Paulo nos proporciona, pois do mesmo jeito que o amigo acima fala que se todas as regiões se espelhassem em São Paulo acho que São Paulo também deveria se espelhar em algumas cidades ou estados.
Brasil não é São Paulo, mas São Paulo é Brasil, assim como Rio de Janeiro é Brasil, Minas Gerais é Brasil , etc….
Abraços a todos
responder este comentário denunciar abusoLivio td bem ?
meu nome é Luiz carlos Brisotti, tenho 23 anos moro em Ribeirao preto, e sou um maluco por F1. Nao perco um treino uma corrida, acompanho as corridas pelo radio, televisao e ate pela cronometragem da f1. Sou louco por isso. Vou a interlagos assitir o GP desde de 2001, amo isso. Eu sempre leio seu blog, pois vc é um dos poucos peritos que existe sobre o assunto. Vc realmente entende do assunto, e por isso me espelhei em vc e criei um blolg essa semana, gostaria muito que vc desse uma olhada pois para mimi seria uma honra um marco na minha vida. Ah, comentando sobre a entrevista, sensascional essa reportagem, só uma cara com essa historia e esse prestigio, consegue uma materia desse tipo, parabens, Livio, espero que vc me de a honra de ler meu blog
um grande abraco
Lembro mto pouco do Senna. Uma das raras lembranças que tenho foi o momento
em que ele deixou Berger passar, acho que em Suzuka. Lembro tb do acidente em 94. Meu pai diz que ele foi o melhor.
Sempre acompanhei, mas comecei a gosta mto na época que o Hakinnen bateu o Alemão. Depois, Alonso chegou, e desde então sou seu fã.
VICENTE: Já está chegando aos noventa?? Que bacana. Gostaria mto de ter um avô que curtisse tanto o automobilismo como vc e me contasse a história das temporadas que eu não acompanhei. Tb n sabia que estava meio adoentado. Mta saúde pra vc. Quem sabe brevemente a gente n se encontre em Interlagos comemorando o TRI!
Abraço
DIEGO – qual é? Estou a caminho dos 90, só faltam 29. E vamos curtindo a vida e a F-1
O Senna foi um piloto fantástico, às vezes excessivamt arrojado. Merece todas as homenagens, mas creio que parte desse sentimentalismo se deve à forma trágica como morreu. Emerson e Piquet tb foram fantásticos.
Abç de Vicente.
A atitude e comportamento desses dois Titãs da F-1 mostra o que é o esporte: uma competição, dentro dos seus limites, no caso, as pistas. Quem acompanhou a história deles sabe da competitividade que eles tinham, da “guerra” que era uma corrida com esses dois grandes pilotos, duas lendas do automobilismo mundial. Felizmente eles eram adversários, não inimigos, e que isto sirva de lição para todos os amantes do esporte. A guerra deve ser dentro da quadra, dentro de campo, dentro da pista. Sadia, com espírito lutador, com honestidade. Mesmo agora que não mais estão nas pistas (um, aposentado, o outro, falecido), eles continuam a ensinar e a inspirar todos que amam o esporte, e em especial, a Fórmula-1. Que os novos esportistas e, principalmente, os torcedores, se inspirem nestes que deixaram muitas saudades, e que foram ótimos naquilo que sabiam fazer melhor: pilotar carros de corrida.
sempre fui fã de Senna,tenho a honra de fazer aniversário no mesmo 21 de março , curti muito sua vitória no Brasil em 91 e tenho certeza que se ele estivesse vivo, Schumacher seria no máximo tri. Abraço a todos os fãs!
VICENTE- kkkkkk. Olha o que vc escreveu:”Apesar de alguns probl de saúde, com as limitações correspondentes, adoro a vida e caminho rumo aos 90.” Por isso fiz o comentário. Mas espero que vc ultrapasse os noventa. Pela parte de meu pai posso garantir que a morte n aumentou o sentimento. Mas sei da sua preferencia pelo Piquet. Dos que eu vi, até o momento, sou mais o Nano.
Abraço
Belo Lívio! Realmente Belo.
Fazia tempo que não experimentava tamanha nostalgia. Lembro como se fosse hoje, eu a acordar perto das 8:00 da manhã, a tomar café da manhã assistindo ao Som Brasil – “Amanheceu. Peguei minha viola. Botei na cachola e fui viajar” (acho que era isso na abertura do programa) rsrs -, e a correr para a casa dos meus avós para assistir as corridas e torcer para o Ayrton. Ficava com muita raiva quando ele quebrava quando estava à frente na corrida – o que acontecia com certa frequência (o detalhe é que ele ganhava quase todas que terminava) -, mas nada que tirasse a emoção de escutar o Galvão dizer “Ayyyyton Senna do Brasil”.
Agora em se tratando de opinião particular – sei que ninguém aqui está discutindo isso, mas vou expor mesmo assim -, minha preferência continua sendo pelo Nelson (Não vi o Emerson na F1, mas pelo menos na Indy, ele dava uma “canseira” nos pilotos que eram 15 anos mais novos – Tanto que ainda foi campeão duas vezes e é um dos pilotos mais venerados de sua categoria). Acredito que as pessoas não tem o mesmo sentimento de genialidade e talento pelo Nelson como tem pelo Ayrton por dois motivos básicos: sua falta de carisma (devido a sua personalidade) e pelo fato dele não ter morrido (e em atividade). Ayrton com certeza é um grande exemplo para o esporte (digam o que quiserem seus críticos com relação ao fato dele ter jogado o carro em cima do Prost num ato de puro “Pay-Back”, o que com certeza foi diferente do que Schumacher fez com o Hill ou o Villeneuve), mas o Nelson era mais técnico, embora eu admita que na chuva o Ayrton era quase imbatível. Inclusive a ultrapassagem mais espetecular da F1 foi justamente a que Nelson fez no próprio Ayrton em Hungaro Ring – Sublime. Se congelássemos aquele momento e analisássemos, veriamos um momento mágico e único (e não me refiro apenas ao que Piquet fez, mas ao conjunto). Nelson Piquet, nunca teria feito aquela ultrapassagem se não fosse Ayrton Senna e, igualmente, Ayrton Senna nunca teria sido últrapassado se atrás dele não estivesse outro piloto que não Nelson Piquet. Sem que percebessem, esses dois pilotos fizeram uma homenagem ao Brasil, a F1 e ao automobilismo. Senna, levando a sua Lotus ao limite máximo para impedir que Piquet com um carro superior o ultrapassasse, e Piquet levado ao extremo de sua técnica para forçar uma ultrapassagem em um circuito, e principalmente em um piloto, que só permite tal conquista aos poucos que tiverem habilidade suficiente para fazê-lo. Se fossem outros, Piquet não precisaria fazer o que fez para conquistar aquela posição e ganhar a corrida. Se fossem outros, Senna teria vencido aquela corrida, pois ninguém teria habilidade suficiente para ultrapassá-lo. Felizmente, não eram outros. Eram Piquet e Senna. Eram Brasileiros.
Abraço a todos
Meu caro Edberto. Acompnhando a f1 desde o fim da carreira de Emerson e inicio da era Piquet e Senna. Sou um fã incondicional do “tri-campeão N.Piquet” …mas jamais deixei de adimirar A.Senna. Infelismente as comparações são inevitaveis entre os dois.
E as vezes nos perdemos ém comentários mais parecidos com replicas do que comentários.
E voçê foi muito féliz em seu texto…ao abordar de forma concreta e coerente esse tema tão complexo que são as inevitaveis comparações de PIQUET E SENNA OU SENNA E PIQUET.
“Tive que copiar um trecho para mostrar a amigos” abs
responder este comentário denunciar abusoLivio, parabens pela coluna. Acompanho a F1 aqui de Londres e sem duvida alguma posso dizer que seus comentarios e pontos de vista dao de 10×0 na BBC. Ler seus comentarios, imparciais, mas nao deixando de ter orgulho de ser brasileiro eh muito revigorante e prazeiroso. Um grande Abraco
Saudades do Ayrton!!! mas seus ensinamentos nunca serão esquecidos.
As vezes ainda da vontade de chorar quando começo ver as imagens de Airton na TV.
Tá louco… era um artista nas pistas!
Em 94 corria para tirar o tempo que o Shumacker conquistava, tem até o caso de afinar a tal barra da direção e tudo mais (aquela que quebrou), só para o carro ficar mais leve, porém foi noticiado que a luta dele contra o rival era desleal, pois Shumi corria com a Beneton irregular, tinha sistema e detalhes que só mais tarde foram descobrir que não era permitido, pena que não lembro a revista que detalhou o fato na época em 4 páginas mostrando todas as tramóias advinha de quem?
Briatori, Renault, Beneton e Shumi.
O Barrichelo mesmo saiu da Ferrari meio P da vida com o cara.
O projeto roubado da Ferrari por seu engenheiro desmascarou o porque só dava Ferrari e Shumi, após isso abafaram o caso e a Maclaren começou a ganhar também.
Se começarmos a montar a história iremos ver favotismo, deslealdade, injustiça e por aí vai, títulos aparentemente comprados.
O Shumi ganhou tantas vezes por quais motivos então, era bom ou tinha maracutaia?
Senna tentava ganhar no braço com a Willians enquanto o outro era desleal no setup do carro e deu no que deu.
Acabou virando uma crítica a F1 e ao Shumi, não por mau nem desmerecer os feitos dele, mas aquela bendita revista até hoje não sai de minha cabeça, a indignação do jornalista foi tanta que acabei gravando aquilo em minha memória.
Shumi pra mim só bateu diversos recordes de Airton pois corria em condições de favoritismo.
Barrichelo na Ferrari: todas as vezes que ele pegava o carro reserva que era preparado para o Shumi ele ficava lá na frentem fazia milagres. Engraçado né!
No tempo de Airton, Prost e tantos outros, viamos corrida de verdade, depois veio essa outra era tecnologica que enfim é o que é.
A Indy as vezes é mais interessante pois da a impressão que é mais no braço do que no botãozinho e não tem o comentário do Galvão que já é duro de doer.
Prost por mais que tivesse desavenças com Airton foi homem suficiente resolver suas dores, para o alemão pode morrer qualquer um, não se importa, o foco é o negócio milhionário, nos recordes e quando ia chegar em segundo???
Um segundo por favor… Barrichello… cambio, já que vc tá em primeiro, ahhhh… por favor deixa o Shumi te passar assim ele ganha logo o campeonato!
Perdoem-me pela exposição de meus pensamentos e achologias ok.
Não é querer achar culpado para a fatalidade, afinal todos vimos o semblante de Airton antes da corrida.
Vai entender?
Parece que ele já sabia e não teve jetio.
Um herói!
Deixou suas convicções, inspirações e vitórias como legado.
Qualidade e ética são indiscutíveis!
Abraços a todos.
Penso que fazer da F1 um FlaxFlu é coisa que não resolve nada.
Cada um tem a sua preferência e, ao optar, ao escolher, não significa que está desprezando ou desmerecendo o outro, o não escolhido.
Acompanho F1 desde 1964, via revistas, reportagens, livros, etc.
Para mim, Piquet foi soberano. Ninguém trabalhou um carro como ele.
Levava meses treinando, se deslocava pelo mundo para fazer testes de pneus,
de motor, tudo para ter o melhor carro. Foi campeão do mundo contra a vontade
da sua escuderia (única vez que isso ocorreu). Tem humor, é articulado, nunca quis ser o queridinho da Globo, dos jornalistas e nem do Brasil. Um homem do esporte.
Senna foi um puro sangue, fantástico pilotando, mas, fora das pistas, para mim, deixava a desejar. Quem conviveu com ele sabe do que estou falando. Mas era um fenômeno e lamento que tenha morrido tão cedo.
Fittipaldi foi fantástico. Com as regras atuais, quando é preciso dosar o ritmo pois não há reabastecimento, ele daria um banho na tigrada de hoje.
No seu tempo, largava na 2ª ou 3ª posição, caía para 5°, e ficava “cozinhando o galo” até as últimas voltas quando então partia para a definição. Fez isso até nas 500 Milhas de Indianapolis e ganhou duas delas. Um grande campeão, também.
Em contrapartida temos o Pédechinelo que jogou fora toda essa história de excelência dos nossos pilotos.
Vicente, bom retorno, se der, passe aqui na caverna para tomarmos um Brunello de Montalcino, ou um Marquês de Riscal, ou, se ganahrmos na loteria, um Romanée-Conti safra pré II Guerra Mundial.
Abraços gerais,
Marcão
Grande Marcão : Parece que o Prost ainda tem pesadelos com Senna. Mas como diria Stanislaw Ponte Preta … “Relembrar é morrer um pouquinho”. E este pensamento cai feito uma luva nesta entrevista. penso que Formula 1 cada vez mais se vê obrigada a reverenciar antigos ídolos, porque os atuais não se sustentam. Falta sustança.
responder este comentário denunciar abusoCaro Marco Antônio,
Confesso que dei uma bola fora por não ter me explicado quando falei sobre Piquet. De fato fui vago, mas corroboro com suas palavras. Inclusive gostaria de recomendar para quem nunca viu, ou quer ver novamente, um documentário antigo, mas espetacular – que aliás, foi recomendado neste blog a muito tempo atrás (perdão, mas não me lembro por quem) -, que fala dos grandes campeões Brasileiros de F1. Trata-se da “Era dos Campeões”. Aos interessados, é só ir no YouTube (não estou fazendo propaganda, mas é o único site que conheço que tem o conteúdo disponibilizado na integra – é so clicar e assistir) e na barra de procura digitar “Era dos Campeões”. Lá vocês verão um Nelson Piquet bem receptivo e bem humorado (como nunca o vi) contando suas histórias sobre F1, fazendo comentários sobre Galvão e Reginaldo e falando de… Ayrton Senna (aliás, apenas como poucos o viram falar), além claro de Emerson e Wilson Fittipaldi contando suas aventuras na F1, desde o começo, passando pelos espetaculares títulos de Emerson, até a empreitada brasileira de ter um carro de F1. O documentário conta com várias participações especiais de pilotos que já correram na F1 e falam dos três grandes campeões mundiais Emerson, Nelson e Ayrton. Ai caro Marco Antônio, eu abriria meu Brunello (se eu tivesse um por aqui) e me deleitaria com ambos. Mas como não tenho aceito o convite para tomá-lo em sua residência…rsrs…Brincadeira.
Abraço a todos
Diego – qual é? Tô rateando mas chegarei aos 90. Quem viver, verá.
Dos atuais pilotos, lógico que o Alonso é o melhor, e na Ferrari provará isso.
Marcão – é meu caro, os dinossauros estão ressurgindo da hibernação, faltam alguns que virão pelo faro.
Por falar em vinho, prefiro um Romanée-Conti, afinal, nunca antes na história deste País um presidente eleito saboreou-o. Quem sabe chego lá? Por falar nisso, os companheiros do PT lambuzaram-se no poder: no mensalão e nas benesses.
E com qual vinho vc deliciou-se p/ comemorar a vitória do Alonso?
Abç p/ vcs de Vicente.
Foi-se o GP do Bahrein, e chegou a semana do GP da Austrália.
Sexta começa a festa.
E no sábado, bem na madrugada, recomeça os pegas.
O Schumacher no encalço do Rosberg.
O Rosberg tentando manter a dianteira.
O Massa na busca de sair novamente na frente de Alonso e mostrar que não é tão ruim de curva como pensam.
O Alonso querendo repetir a dose.
O Senna procurando ficar mais tempo na pista.
O Lucas também.
Afinal, a Lotus também é novata e ficou.
O Barrichello tentado colocar um Cosworth entre os dez.
O Hülkenberg procurando andar na frente do Barrica.
O Webber inconformado, na luta para se aproximar de Vettel e espantar a bruxa da escudeirice.
O Hamilton, já sem tanto glamour, buscando sua primeira vitória.
E eu na sala, assistindo o treino com a Tuca (minha cachorrinha, amiga de todas as horas) deitada no tapete, olhando a TV e se perguntando: O que este bocó vê de interessante nestes carros correndo um atrás do outro?
Jefferson e Edilberto, quem viu Piquet, Senna, Fittipaldi, Prost, Peterson, Lauda, Stewart, Ickx… (vou parar por aqui para não complicar mais ainda), sabe que viu uma F1 que não volta mais. Hoje, temos o alemão, único que poderia fazer frente a esses citados. O restante é um brilhareco aqui, um lampejo ali, e estamos conversados.
Notem que citei dois magníficos pilotos que nunca foram campeões na F1: Ickx e Peterson, mas foram elegantes, audazes, arrojados e construíram carreiras inesquecíveis.
Mas, é o que temos e precisamos fazer uma boa limonada com isso que aí está, rs.
Na falta de um Romanée-Conti, de um Petrus, de um Margaux, de um Mouton-Rotchild, serve um honesto Pinot Noir chileno?
Vicente: jamais comemoraria vitória de mau caráter, pilantra, traíra, chorão e mentiroso.
Portanto, o Choronso continua de fora das minhas libações.
Por favor, não mencione Lulla Lalau e Romanée-Conti na mesma frase. Vai estragar a safra deste ano que, aliás, promete, tanto que o produtor ganhou o grande prêmio, algo como o Nobel da vitivinicultura.
Tomaria sim, com grande prazer, uma taça em homenagem à sua recuperação e à volta aos embates automobilísticos. Mas não vale aparecer só quando o Choronso ganha.
Dê as caras também quando ele leva as boas chineladas da garotada, o que, aliás, é mais frequente, rs.
Abraços a todos os parceiros, jurássicos ou não,
Marcão
Livio, veja esse documentário sobre o Nelson Piquet, que saiu na seção do Flavio Gomes, são em cinco parte e é uma obra prima para quem não conheceu o Piquet pai.
SÃO PAULO – Antes de mais nada, obrigado ao blogueiro Thiago Pereira, que mandou o link. O vídeo acima é o primeiro de cinco de um documentário pouco conhecido sobre Nelson Piquet, gravado no final de 1987, quando ele conquistou seu terceiro tíulo mundial e estava de saída da Williams para a Lotus. É um material precioso. Precioso e muito didático. Ouvir a história de sua carreira contada por ele mesmo me leva a perguntar: por que será que só Ayrton Senna, entre os grandes pilotos brasileiros, conseguiu colar na testa a fama de batalhador obstinado, perseverante, destemido, lutador incomparável? Por que só a ele é atribuída a exclusividade de detentor da garra, do patriotismo, da raça, do orgulho de ser brasileiro? Por que só ele tinha, como escreveu um blogueiro nos comentários, “vontade, sabedoria, talento, arrojo, coragem e amor pelo o esporte”?
A trajetória de Piquet foi bem mais dura, pode-se dizer. E conta com todos esses ingredientes, que parecem, pela visão de muita gente, privilégio de um único esportista e cidadão em toda a história do país: obstinação, perseverança, destemor, luta, garra, patriotismo, raça, orgulho, vontade, sabedoria, talento, arrojo, coragem, amor pelo esporte. Desde o início, em Brasília, passando pelos autódromos brasileiros a bordo de uma Kombi, e depois na Europa, onde morava dentro de um ônibus e dormia ao lado do carro. Ayrton tinha motorista particular, bons patrocínios, estrutura financeira. As coisas, para ele, foram bem mais fáceis.
Não quero, aqui, desmerecer nada do que Senna fez, e que veio à tona nos últimos posts sobre seus 50 anos. São histórias diferentes, apenas. Cada um tem a sua. Mas fico imaginando se essa, de Piquet, fosse contada por Ayrton. O que Nelson fala sorrindo, Senna, possivelmente — por seu jeito, personalidade, estilo pessoal —, carregaria com tons épicos. E não há nada de épico ou sobrenatural em ser piloto de corridas. É esse o recado que Piquet passa, com seu jeito quase simplório de contar episódios de uma vida muito rica, difícil, cheia de obstáculos.
A vida de cada um é rica. Seja a de um piloto, a de um bombeiro, de um motoboy, de uma atendente de telemarketing. Cada um de nós escreve sua própria epopeia quando nasce. E não há epopeias melhores que as outras. Há, apenas, histórias diferentes.
Genio !!!
A capaciade que ele tinha em se adaptar em corridas aos monogulares que as vezes não funcionavam bem em raras vezes eu vi na F1 , a não ser nos grandes pilotos .
Em interlagos 91 eu quase não acreditei no que ele fez com sua Mclaren debaixo de chuva com a sua caixa de cambio bloqueada em em sexta ,um pródigo :
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