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15.outubro.2011 07:26:53

A pole não retira Hamilton do seu inferno astral

15/X/11

Livio Oricchio, de Mokpo, Coreia do Sul

  Tudo o que Lewis Hamilton, da McLaren, deseja na corrida da próxima madrugada, o GP da Coreia do Sul, é conquistar um grande resultado, possível diante da evolução da McLaren nas últimas etapas, e principalmente não se envolver em nenhum novo incidente.

“Faz já umas cinco provas que sempre me acontece alguma coisa. E temos carro, agora, para fazer bem mais do que obtive, conforme Jenson (Button) demonstrou nessas provas. Preciso trabalhar melhor”, afirmou no circuito Yeongam, Ontem Hamilton quebrou a hegemonia de 16 poles consecutivas da Red Bull, 15 nesta temporada e uma da etapa de encerramento do calendário de 2010, em Abu Dabi.

  Tanto Hamilton quanto Button, terceiro no grid, acreditam que podem vencer, na Coreia do Sul, Sebastian Vettel, segundo, e Mark Webber, quarto, a dupla da Red Bull, ao longo das 55 voltas da corrida. A largada no traçado de 5.615 metros, que pouco entusiasmo gera nos pilotos, será às 4 horas, horário de Brasília. Vettel reconhece não ser fácil, desta vez, ganhar a prova. “Eles (McLaren) estão muito fortes. Mas economizamos os pneus macios, os mais importantes aqui, e temos referência razoável de seu consumo”, comentou o bicampeão do mundo.

  Todos admitem a dificuldade extrema com os pneus. A Pirelli disponibilizou os supermacios e os macios, escolha normalmente feita para provas de rua, o que não é o caso. Felipe Massa, da Ferrari, explicou o desafio: “Com a chuva (ontem), não foi possível acumular borracha no asfalto. Para os pneus supermacios, a natureza do circuito e a abrasividade tornarão sua vida útil mínima.” A exemplo do GP do Japão, Massa foi melhor que Fernando Alonso na classificação. Larga em quinto, o espanhol em sexto.

Rubens Barrichello, da Williams, 18.º no grid, prevê que os supermacios resistam de 6 a 10 voltas, depois da largada, com os carros ainda pesados. Bruno Senna, da Renault, 15.º no grid, lembrou possuir alguns jogos de pneus novos que podem ajudá-o ao longo da competição.

  O drama de Hamilton 

Integrantes da McLaren, outros profissionais da Fórmula 1, comissários e torcedores vão estar de olho no comportamento de Hamilton, na corrida. Embora tenha se mostrado muito veloz e regular até agora no GP da Coreia, suas reações ultimamente são estranhas. Talvez expliquem os equívocos nas pistas e os desgastes nas relações com os colegas.

Ontem, o repórter do Estado lhe perguntou a razão de não emitir um único sorriso depois de romper a trajetória de sucesso da Red Bull em classificações, na etapa que a McLaren, sua escuderia, celebra a participação em 700 GPs. “O que importa é amanhã”, limitou-se a dizer, sem demonstrar nenhum entusiasmo, diferentemente do que fazia.

  Depois do treino classificatório do GP do Japão, dia 8, Hamilton também chamou a atenção de todos. Os óculos escuros não apenas o isolavam do ambiente do paddock, mas pareciam servir como fronteira entre o universo de valores que, de repente, passou a valorizar e o cultivado na Fórmula 1. Pilotos experientes, como Rubens Barrichello, da Williams, presidente da associação da classe (GPDA), dizem: “Ele perdeu o foco”.

  Nas cinco últimas etapas do campeonato, Button foi ao pódio em todas. Hamilton, em nenhuma. E ainda acabou punido com drive-through na Hungria e em Cingapura por ser, segundo os comissários, responsável por acidentes evitáveis. Já havia recebido três outras punições antes, uma na Malásia e duas em Mônaco. “Não vou mudar minha maneira de ser porque não tenho de mudar nada”, afirmou, com raiva, o jovem talentoso inglês, ao lhe perguntarem o que pensa do seu comportamento.

  Comparado com o brilhantismo do ano de estreia, em 2007, tendo como companheiro um piloto ultracompetente, mas ardiloso, como Fernando Alonso, Hamilton andou para trás este ano. O inglês conseguiu a proeza excepcional de ser mais eficiente que o espanhol sem conhecer a Fórmula 1

  No GP da China, este ano, Hamilton deu uma entrevista ao Estado, e comentou, com tristeza, a impossibilidade de conviver com a namorada, a pop star Nicole Scherzinger. “Ela reside na Califórnia e eu na Suíça. Tem uma agenda lotada como a minha. Nos vemos raramente.” Se no amor as coisas não fluem como provavelmente desejaria, dentro da família a relação é, hoje, apenas respeitosa e até há pouco, tensa.

  Hamilton deu um basta no pai, Anthony, responsável pelo gerenciamento da sua carreira. Motivo: ficava com nada menos de 50% do faturamento. E a nova empresa que assumiu é do empresário Simon Fuller, sem experiência no automobilismo. Hamilton não tem um grupo de profissionais de várias áreas que o segue nos autódromos, já sinalizado por cidadãos bem experientes da Fórmula 1 como falha grave nesse processo.

  A falta de assessores, por exemplo, explica Hamilton ter ido procurar o diretor geral da Red Bull, Christian Horner, depois do treino classificatório, em Montreal, a fim de oferecer-se como piloto ao término do seu contrato com a McLaren, no fim de 2012. “Lewis veio falar comigo e eu não compreendi no começo. Depois ficou evidente sua intenção”, contou Horner na prova seguinte, em Valência. Hamilton ouviu que a Red Bull estava feliz com seus pilotos.

   Existe, ainda, outro fator, dentre os detectáveis, que ajuda a explicar a postura contestatória radical do piloto da McLaren em relação a tudo e, talvez, causa também de tanta instabilidade: a religião. Hamilton passou a cultivar, a exemplo de outros esportistas famosos e, principalmente, milionários, como David Beckham, os princípios da controversa cientologia, crença mística que reúne alguns elementos do budismo, hinduísmo e postula que a salvação do homem depende da sua interação com a comunidade cósmica.

  Uma coisa é certa: para sair desse quadro de debilitação psicológica Hamilton precisa, hoje, claramente, de ajuda profissional. O mais difícil será a McLaren convencê-lo dessa necessidade. O que é uma pena para a Fórmula 1.

 

 

 

 

Comentários (26) | comente

26 Comentários Comente também
  • 15/10/2011 - 08:15
    Enviado por: Zaka

    Puxa, o lado psicológico da coisa, referente a Hamilton
    é mais complicada que eu pensava.
    Mas se ele vencer a prova de amanhã, quase todos os
    problemas serão deixados de lado e ele volta a ser o
    Lewis Hamilton rápido e campeão.
    É assim que a coisa funciona depois de uma vitória.
    (Isso se ele não voltar a fazer mais uma caca rsrsrs).
    .
    O Bruno Senna por enquanto não provou condições técnicas
    a altura de uma F1.
    E o duro é ouvir dele estas explicações tipo ter pneus novos para a prova.
    Esta é a quinta corrida dele com problemas, e isso vai minando
    as esperanças de continuar na categoria.

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  • 15/10/2011 - 08:17
    Enviado por: Thiago basílio

    Parabéns Livio viajou legal. . .

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  • 15/10/2011 - 09:18
    Enviado por: Jean

    Cochilei durante o treino e acabei não entendendo muita coisa. Massa sai na frente de Alonso novamente, minha duvida é se ficará mais de 3 voltas nesta posição, duvido. Agora o que mais me chamou a atenção foi o desempenho do Bruno, o cara me parece que foi bem somente na primeira prova, errando ainda… De lá pra cá despencou ladeira abaixo e não parou mais, tomou um coro do Petrov, ta feia a coisa pra ele hein?! No mais foi duro acompanhar o Galvão Babuino sem o Reginaldo e o Burti na transmissão… Suas doses cavalares de insuportabilidade foram substituidas por uma overdose hoje… Affff…

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  • 15/10/2011 - 10:53
    Enviado por: Welington.Leal

    Livio, quanta informação requentada.

    De novo somente a Cientologia, pq até a resposta da entrevista coletiva é repetida por ele há tempos.

    Alias, isso nos leva a uma enquete, como anda a religiosidade do grid. Apenas sabemos que Kubica é catolico, antes do acidente e gosta muito do Papa João Paulo II, polones como ele. E os outros pilotos?

    Não tenho base para saber que a perseguição a Hamilton é apenas pessoal ou editorial, mas é dificil acreditar que uma pole que significa muito , um tabu quebrado de uma dezena de provas, possa significar tão pouco e ser distorcida desse modo.

    Pq vc não foi entrevistar Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, que disse : “Não é obrigatorio comemorar. O fato é que todos nós tempos estilos e visões diferentes. Nós apreciamos o momento, mas ao mesmo tempo estamos focados em ter de vencer uma corrida amanhã. Nós queremos vencer e estamos concentrados nesse objetivo”

    Acredito que o Leitor do Estadão tem o direito de ouvir todos os lados da estória e não ficar com uma editorial travestido de noticia.

    Abraços

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    • 15/10/2011 - 12:13
      Enviado por: Livio Oricchio

      Wellington:
      Sugiro ler a minha resposta ao comentário do Reginaldo.
      A coisa se estende para bem além de um sorriso não expressado.
      Obrigado por comentar.

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  • 15/10/2011 - 11:06
    Enviado por: Reginaldo

    Nossa nem quando o Lewis Hamilton faz a pole position, alias a primeira do ano sem ser a Red Bull o Livio Oricchio da trégua ,ta pior que o Galvão Bueno acho que deve ter tido algum problema pessoal com o Hamilton.

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    • 15/10/2011 - 12:10
      Enviado por: Livio Oricchio

      Reginaldo:
      Você está enganado.
      Já escrevi aqui algumas vezes que Hamilton é o piloto mais espetacular que vi estrear na Fórmula 1. E por espetacular entenda
      veloz, regular, preciso, determinado, focado, interessado, dedicado. O que é notável para quem nunca havia pilotado um carro de Fórmula 1,
      com até 2007, temporada de estreia.
      E de cara venceu ninguém menos de o piloto, para mim, mais completo que surgiu desde 1991, data da estreia de Michael Schumacher,
      Fernando Alonso.
      Estou 100% convencido, e acredite que sei o que estou falando – a pessoa que me contou não está mais na McLaren -, que na estreia de
      Hamilton na F-1, no GP da Austrália de 2007, a McLaren inverteu a ordem do segundo pit stop, chamando Hamilton primeiro e uma volta
      depois Alonso, ao contrário do que fizeram no primeiro pit stop, a fim de preservar o espanhol na primeira corrida no time também.
      Ele foi contratado para ser o líder da equipe.
      Numa entrevista com Bernie Ecclestone, no fim de 2007, depois da briga toda de Alonso com Ron Dennis, Ecclestone me disse que
      Dennis não cumpriu vários dos acordos verbais com Alonso. Tudo porque viu, em Hamilton, piloto que a organização McLaren investia
      há 10 anos, a confirmação do seu potencial. Detê-lo poderia ter consequências para sua formação. E Dennis deixou que seu imenso
      talento fluísse em detrimento de contê–lo a fim de priorizar Alonso.
      Quer saber de uma coisa? Eu teria feito exatamente o mesmo.
      Esse é um Hamilton. Outro é o que fez a pole position, hoje, aqui no circuito Yeongam. Leia, se tiver interesse, a entrevista dos três
      primeiros no grid. Está no site da FIA. Verá que eu faço uma pergunta a Hamilton. Estamos falando de hoje, 15 de outubro de 2011.
      Ele não deu um sorisso, não celebrou por um instante a quebra de séries de poles da Red Bull, como fazia. Está vivendo em outro mundo.
      É muito evidente. A própria equipe sabe disso e melhor do que nós.
      A corrida na Coreia do Sul amanhã tem grande importância para o que a McLaren fará com Hamilton se cometer outro erro
      crasso de avaliação, como vários este ano. Passará a pensar, com seriedade, em ajuda profissional, psicológos e mais pessoas para
      assessorá-lo.
      Torço pelo Hamilton, se você pensa o contrário. O vejo como um supertalento. E, agora, espero que saia desse processo depressivo
      que experimenta. Se você o visse de perto talvez entendesse melhor o que estou lhe dizendo.
      Obrigado por comentar.

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    • 15/10/2011 - 17:38
      Enviado por: Thiago Basílio

      Livio será que alguém realmente precisa explicar porque Hamilton não sorriu.Vou responder de forma poética citando um grande músico chamado “Criolo”:

      “Licença aqui patrão, aqui é a lei do cão, quem sorri por aqui, quer ver tu cair
      É, é… justo é Deus, o homem não. Ouse me julgar, tente a sorte, fi.”

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  • 15/10/2011 - 11:34
    Enviado por: Joao

    O Hamilton é sensacional. Ganhando ou perdendo. Bom para a McLaren que as outras equipes não o queiram.

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  • 15/10/2011 - 12:56
    Enviado por: Daniel

    Livio, acredito que o problema do hamilton seja nao se conformar com o carro que nao lhe dê possibilidades de brigar pelo titulo de pilotos, apenas agora a mclaren está no nivel da redbull, já no fim do campeonato, além de muita coisa dar errado pra ele, ex: monaco com a sua ultima volta sendo arruinada por um acidente com o perez, a tentativa de passar o button no canada e o mesmo nao ve-lo e acidentalmente tira-lo da corrida, outra a pessima escolhar e azar de ficar atraz do webber que esse ano anda fazendo largadas pessimas, e andando sempre no limite é bem mais facil errar + um pouco de azar que ele está tendo esse ano e ai está o resultado campeonato liquidado pro vettel que realmente mereceu, o hamilton nao se conforma em ser segundo, terceiro etc…, ele quer e busca sempre a vitoria e isso admiro nele talvez por isso ele nao tenha comemorado tanto essa pole pois o campeonato de pilotos já acabou.

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  • 15/10/2011 - 13:27
    Enviado por: Alisson

    Realmente uma pena ver um grande esportista “agonizar” dessa forma, tomara que hamilton se encontre novamente, mas o fato é que ele tem que reconhecer que precisa de ajuda profissional pois já será um grande passo para sua recuperação. Acho que a própria mclaren tem sido omissa nesse assunto, deveria ter imposto ao hamilton que procurasse ajuda há mais tempo.

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  • 15/10/2011 - 15:56
    Enviado por: Thiago basilio

    Seria esse um post de automobilismo ou de fofocas? Cadê a análise da volta fenomenal que hamilton fez? Qual a importância do Hamilton ser católico, evangélico, ateu ou agnóstico? Alguém perguntou pro Vettel qual era a religião dele? Qual a importância dele não morar perto da namorada? Post digno daquele tablóide inglês sensacionalista “News of the Week”.Para aqueles que curtem mais o automobilismo e menos as fofocas aí vai a ánalise da volta espetacular do Hamilton, feita por david Coulthard.

    http://www.youtube.com/watch?v=xAStWhd6-p4

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    • 16/10/2011 - 00:46
      Enviado por: Livio Oricchio

      Thiago:
      Se meus posts lhe são tão frustrantes, como é sua postura eternamente critica aqui, não se desgaste mais. Espaços como este e tantos outros que existem por aí são, essencialmente,
      para nos gerar, de alguma forma, prazer e não estresse. Pense nisso.
      O não sorriso e a questão da religião evocam questões um pouco mais profundas a respeito da perda dramática de performace de um supertalento da F-1, Hamilton. Talvez profunda
      demais para você compreendê-la.
      Obrigado por comentar.

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    • 16/10/2011 - 05:34
      Enviado por: Thiago Basílio

      Esse post foi para gerar prazer? Só me geraria prazer se eu gostasse da desgraça alheia.Prezado livio eu gosto de exercitar minha argumentação e meu pensamento crítico(construtivo) ,por isso estou sempre aqui,e em outros blogs.

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  • 15/10/2011 - 16:42
    Enviado por: Zaka

    Vou dar uma de sabichão e dizer o porque da atual fase do Hamilton rsrs.
    .
    Vejo quatro coisas relacionadas a essa postura de Lewis Hamilton nos últimos meses, que lhe causa esta instabilidade psicológica.
    .
    1 – Quando ele sagrou-se campeão, não existia as atuais Red bulls.
    Ou seja, não existia um Vettel/Red Bull.(Existia a equipe, mas não nas condições atuais).
    .
    2 – Ele não tinha Button como companheiro. (Ele tinha um escudeiro).
    .
    3 – Alonso não estava na Ferrari. Não existia o adversário direto Alonso, já que não estava numa equipe competitiva.
    .
    4 – Hamilton não sabe lidar com pressão. E adversários como Vettel e Alonso e Button proporcionam pressão. Duvido que teria sido campeão com os atuais adversários.
    .
    Isso serve também para explicar o fenômeno “queda de rendimento” do Felipe Massa.
    Quando ele quase ganhou a temporada na disputa com Hamilton, não existiam estes adversários: Button na McLaren, Alonso como companheiro, Vettel com esta rapidíssima Red Bull.
    Não é que caiu o redimento de Felipe Massa, é que surgiram novos e grandes adversários com suas respectivas máquinas potentes.
    .
    O mal de Hamilton e Massa, foi o surgimento destes novos e grandes adversários…

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    • 15/10/2011 - 20:45
      Enviado por: Flávio Gabriel

      Sabe que já pensei isso algumas vezes… O piloto que colocou mais medo nos dois naquele ano não foi nem o kimi raikkonen, mas foi o Kubica… Acho o Hamilton sensacional, mas ele tá precisando de umas férias… chego até a pensar que um ano sabático da F1 faria bem ao brother, ele é mto novo. Voltaria com 27, idade que o Senna foi campeão pela primeira vez, já com um título nas costas também. De repente dá certo, o único perigo é ele perder a vaga em uma equipe de ponta. Mas do jeito que está correndo hoje, já corre esse risco.

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    • 16/10/2011 - 08:32
      Enviado por: doutorlessa

      Prezado Zaca, concordo plenamente com sua suposição. Por mais que o massa negue qualquer influência alienígena em sua carreira, as questões básicas estão lá no fundo e são subliminares. Quanto ao Hamilton, sempre haverá um Mansel na F1, aquele cara aloprado que não se conforma em competir ou ser o segundo. Rir de que, disse o garoto para a professora: a hiena é um animal que come só os restos do leão e só trepa uma vez por ano!

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    • 16/10/2011 - 13:16
      Enviado por: Márcio-SP

      Meus Deus….quanta besteira, quanto erro de avaliação, quanta opinião emitida com base apenas no “achismo”….

      Ano passado Hamilton terminou o campeonato na frente de Button; ambos com o mesmo carro…
      Em 2007 fez o mesmo com Alonso…

      È Button que tem que correr atrás de Hamilton, pois seria vergonhoso terminar mais um ano atrás no campeonato….aí teria que assumir o papel de segundo piloto…

      Fica a pergunta: Button é um fora de série?
      Ou estaria se aproveitando da péssima fase de Hamilton?
      Ou da temporada ruim e Webber que não consegue vencer, mesmo com o melhor carro?
      Ou da instabilidade da Ferrari, que nitidamente pode se ver pelo desanimo do Alonso?

      O que a maioria dos brasileiros sabe de F1 é o que o Galvão fala…..

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  • 15/10/2011 - 18:21
    Enviado por: Lito

    .

    Lívio

    Eu nem ia escrever nada sobre este seu post, mas ao fazer a leitura resolvi escrever.

    Em 2007 só dava Hamilton, muitas vezes comentei que quando ele cometesse um erro poderia vir acometer uma seqüência deles.

    Não sou vidente, nem algo parecido e muito menos pretendo ser, apenas observo muito.

    Em 2007, Hamilton já se auto-desenhava uma verdadeira estrelinha, o sucesso parecia lhe subir pra cabeça e ele demonstrava gostar muito daquela situação.

    Na China ele mergulhou no atoleiro de brita na entrada de um pit e no Brasil perdeu um dos Campeonatos mais ganhos que já tínhamos visto.

    Agora atravessa essa duradoura má fase. É triste ver um cara bom naquilo que faz se afundar meio que à toa, por uma besteira, por um descontrole qualquer, por falta de disciplina, de orientação, de uma palavra amiga, de um tapa nas costas ou de uma bronca.

    Antes de qualquer coisa, mais que tudo na vida, ele precisa querer superar essa má fase, caso contrário não vai conseguir.

    O problema com o pai ele já resolveu, embora possa ficar certa dor, certa mágoa, sei lá, ou não, vai saber!

    Então restam duas situações, ou ele quer ser a ultima bolacha do pacote e não consegue. 2007 não volta nunca mais, ou então o problema pode ser mesmo a Mulher. Eita coisa boa que muitas vezes deixa o homem doido.

    Essa coisa dele ter dito em entrevista que sentia a ausência da namorada, hummmmm, pode ser um forte indício de um abalo emocional por uma paixão não correspondida, sei lá. Ou então ele quer mesmo de novo ser o estrelinha de 2007 com o melhor carro e pra isso até já foi procurar a RedBull, tendo se oferecido como piloto.

    O cara tá meio perdido, meio sem rumo, meio desnorteado. Problema com Mulher pra resolver são dois palitos, o mundo tá cheio delas, já RedBull só tem duas no mundo e vai ser mais difícil ele botar a mão numa delas, é mais fácil trocar de mulher. Mais fácil e mais gostoso, ele precisa saber disso! hehehhe

    Decorrem do estado psicológico e emocional abalado, os piores danos que o ser humano pode vir a ter. E ainda tem essa coisa de religião, hummmm, complicado mesmo, aliás, essa coisa de religião só deu certo mesmo pro Bispo Edir Macedo. Se é que se pode dizer que o que ele pratica é religião!

    Amigo para ajudar nessa hora tem que ser especial, tem que entender um pouco do assunto, tem que saber que um piloto quando entra no cockpit de um carro tem que apagar, desconectar, precisa estar muito, mas muito inspirado mesmo, centrado e concentrado na corrida, no treino, no teste, no pega de rua, no racha, no que for. Caso contrário é forte candidato ao fracasso e as trapalhadas.

    Você Lívio, é um cara que pode ter um potencial enorme para ajudar o Hamilton. De repente ele pode te ouvir, se você goza de prestígio e atenção do Hamilton, pode dar certo.

    Chegue pra ele e diga: Eu quero te falar uma coisa, me ouça, por favor, eu sou teu fã, sei que você tem um potencial enorme como poucos têm para vencer corridas, então tire todos os problemas da tua cabeça, se concentre somente na corrida e vença. Isso é o que você sabe fazer, vença essa corrida, quero escrever uma matéria especial sobre você. Vamos, vença essa corrida!

    Algo desse tipo, alguém precisa levantar a moral do cara.

    Pode não dar certo, mas de repente ao final da corrida você pode ser o primeiro que o Hamilton vai querer abraçar.

    E se não der certo com o Hamilton, de repente dê certo com o Massa que precisa tanto quanto o inglês. Com o Massa você é chegado, até já deu uns rolês em Interlagos de Fiat Línea. Ahhhhh, eu vi aquele vídeo, você deu uma cruzada de braços “criminosa” hein, mas Ó, vou relevar porque já vi que “tocar” não é a tua praia!

    Se pra esses dois, o blá blá blá não der certo, eles vão ter que procurar uma preta véia na Bahia.

    Garimpe boas notícias pra gente
    .

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  • 15/10/2011 - 20:39
    Enviado por: Rama

    Lívio e Amigos,

    esse GP não empolga nem pilotos nem torcida. É feio, o traçado é medíocre e aquelas arquibancadas fantasma são de dar pena. A Coréia dá tanta importância que o “moderníssimo” e dentro das regulamentações da FIA autódromo só recebeu um evento desde a inauguração, a F1 do ano passado. Tosco. Um final de temporada deprimente, ainda mais com o campeonato resolvido.

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  • 15/10/2011 - 21:02
    Enviado por: MIKA

    O Massa é incrível ! Dou apenas 06 (seis) voltas e o Alonso engole ele, isso se não ultrapassa-lo na largada. É………… vivemos anos dourados com o Pace, Wilson, Emerson, Piquet e Senna. A nossa realidade agora é outra, E os Europeus estão adorando e agradecendo. Pilotos fracos, insconstantes e longe se serem senhores das pistas, desculpas a todos os instantes, erros grosseiros e a mídia que transmite (Globo) não faz jornalismo, escondem ou tentam esconder o fracasso dessa geração de pilotos de 2ª categoria.
    O Massa consegui com o melhor carro não ser campeão tendo como colega nada mais que o Kimi, meu filho…agora com o Alonso, o Vettel e o louco mais rápido do circo o Hamilton, não vai conseguir nunca. Já ganhei 04 jantares, alguém quer apostar ???????
    Uma pena que o Polonês se acidentou, guia como o Niki lauda e seria campeão cedo ou tarde !!

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  • 15/10/2011 - 21:28
    Enviado por: Celso Bressan

    Livio e amigos:

    Eu concordo que o Hamilton esteja perdido e acho que todos que trabalham com ele estão dando graças a Deus que o campeonato esteja terminando para ele entrar em férias e voltar novinho em folha no ano que vem.

    Que ele é muito bom, todos sabemos.

    Agora, em resposta ao Wellington.Leal sobre a Cientologia, eu tinha um chefe que era fanático pelo Senna (tio) e ficou fanático também por uma tal de ciência muito próxima desta com um guru italiano. O segredo todo era a mentalização. Tudo se resolveria via mentalização, segundo eles.

    Um dia, à frente de uma réplica do capacete do Ayrton (depois da morte dele), ele me disse o seguinte: o Ayrton morreu porque não mentalizou a corrida; se o tivesse feito, aquela barra não teria entrado na cabeça tal como entrou!

    Pouco tempo depois, já quase sem dinheiro porque foi gasto com o tal guru italiano, a firma dele quebrou. A razão? Nem os funcionários, nem os outros sócios “mentalizavam” o sucesso!

    Se o Hamilton estiver nessa, meu amigo, sai de perto!

    Um abraço.

    Bressan

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    • 16/10/2011 - 05:26
      Enviado por: Thiago Basílio

      Eu conheço uma tal religião que escravizou índios e disse que negros não tinham alma, reproduzindo sua comparação: “Se alguém for dessa religião sai de perto.”É por essas e outras que não se discute religião, principalmente num blog cujo foco deveria ser o automobilismo.

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  • 16/10/2011 - 08:54
    Enviado por: doutorlessa

    Hamilton não é um caso de religião; é um casos de super ego e auto afirmação. Separou-se do pai que levava metade do seu dinheiro e agora precisa de auto afirmação de sua independência. A adoção de uma nova religião ou de uma religião apenas faz parte desse processo. A distância da namorada seria importante dependendo do grau de relacionamento com ela, mas não pelo lado do sexo, pois isso não deve faltar pelos lados do paddock. O cara está se sentindo sozinho e procura apoio em algo que ele nem conhece, com é o caso da cientologia. Não quero discriminar nenhuma religião; apenas dizer que é mais fácil relacionar-se com um Deus que se revelou de uma forma tão ampla, demonstrando quais são os verdadeiros valores de caráter. Isto falta para o Obaminha. Ele quer passar por cima de tudo e de todos – três vezes por cima do Massa. Seus adversários aumentaram – ver comentário do Zaka, acima. Ele precisa de se analizar; mas não só ele, não; muita gente por lá e por aqui, também.

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  • 16/10/2011 - 15:13
    Enviado por: Alisson

    Bela corrida do Hamilton hoje, só não ganhou mesmo porque o Vettel encontra-se em estado de graça.

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  • 17/10/2011 - 14:56
    Enviado por: Celso DF

    Livio,

    O fato de o Hamilton procurar a daquela forma Red Bull não demonstra uma certa inocência??
    Isso mostra que ele não é vilão, e sim um garoto ainda?

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