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27.novembro.2011 21:31:26

Balanço de temporada

27/XI/11

Amigos, esse é o texto de minha coluna na edição do Jornal da Tarde nesta segunda-feira

  Acabou ontem, em Interlagos, a 62.ª temporada da história da Fórmula 1. Estive nas 19 etapas do campeonato. Penso ser oportuno um balanço do que vi e senti dos testes de inverno em Valência e Barcelona, em fevereiro, ao 40.º GP do Brasil, ontem.

  Daqui a alguns anos, muitos se lembrarão da temporada de 2011 como uma das melhores da Fórmula 1. Não creio que será o caso, mas se em 2012 tivermos menos ultrapassagens e pit stops, a maior parte das corridas deste ano vão nos dar ainda mais saudades. Mas não é isso que espero de 2012. Deixemos para outro dia.

  Confesso que quando vi na Malásia, em especial, os pilotos sendo ultrapassados por adversários que recorriam ao flap móvel, dei risada. O que é isso? , disse, afinal era uma luta desigual. As provas foram acontecendo, meus preconceitos sendo vencidos até que, após bela amostragem, rendi-me ao evidente: a Fórmula 1 ficou muito melhor, mais emocionante, menos previsível.

  O que é mais impressionante nessa história é que tivemos uma edição de Mundial dentre as melhores, na minha leitura, apesar do domínio de um piloto e uma equipe. É um total paradoxo.

  De repente, diante de tantos pegas empolgantes, como assistimos, manobras como dar o troco nas ultrapassagens, praticamente esquecidas já na Fórmula 1, o sucesso isolado de um concorrente ficou menor. Vettel e a Red Bull merecem todos os méritos e outros tantos que podemos lhes oferecer, meu discurso é outro, o de que a sua avassaladora campanha não comprometeu a grandeza do show.

  Chamou muito a atenção, também, a maturidade de Sebastian Vettel. Quem o viu, por exemplo, no GP da Bélgica do ano passado, não poderia imaginar que agora não cometesse um único erro relevante. E que pessoa é esse menino, amigos. Nesses meus 21 anos ininterruptos de Fórmula 1, completados ontem, conheci bem poucos pilotos tão desprovidos dos vícios que o sucesso quase inevitavelmente gera. Atencioso, simples, cortês, Vettel é um verdadeiro campeão!

  Nunca escondo que o piloto mais completo em atividade é, para mim, Fernando Alonso. Que temporada! Com o carro que dispôs chegou dez vezes ao pódio e ontem foi por pouco. Essa é a maior diferença para Felipe Massa. Sua capacidade é tanta que faz um carro ruim como o da Ferrari produzir muito mais do que se poderia esperar. Alonso faz a diferença. Este ano ratificou o conceito.

  No meu blog os leitores fizeram um imagem equivocada da minha visão de Lewis Hamilton. Na minha lista, está junto de Alonso, Vettel e Robert Kubica como os mais talentosos da Fórmula 1. Este ano, contudo, me assustei em alguns momentos, ao vê-lo falar como um fantasma, voz pausada, olhar distante, indiferente ao que o cercava. Meu Deus, perdemos um dos mais fantásticos pilotos, cheguei a pensar. Felizmente nas últimas etapas resgatou um pouco do seu melhor. Aprecio os supertalentos, com Hamilton.

  Deixei o Brasil de fora propositalmente. Merecerá um texto à parte. Obrigado por dividir esse espaço comigo ao longo da temporada. Tenho que em 2012 o campeonato será ainda melhor, com muitas ultrapassagens, pit stops e as vitórias mais distribuídas. Abraços!

 

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26/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

  Bicampeão do mundo aos 24 anos, recorde absoluto, 11 vitórias no campeonato e agora recordista de pole positions numa temporada: 15. O sempre solícito Sebastian Vettel, da Red Bull, não sabe mais o que pode conquistar este ano. Ao estabelecer ontem, em Interlagos, o primeiro tempo no treino classificatório do 40.º GP do Brasil, 19.º e último do calendário, Vettel superou Nigel Mansell que, em 1992, com Williams, obteve 14 poles, em 16 etapas.

  “Se você corre pensando em estatísticas as coisas não dão certo. Você tem de fazer o seu trabalho normalmente e depois ver o que aconteceu. Mas, claro, é maravilhoso saber que lidero esse ranking”, disse o alemão.

  E hoje pode aumentar ainda mais o seu número de vitórias, embora a previsão meteorológica seja de chuva para o horário da corrida e, uma vez confirmada, o favoritismo da Red Bull diminui. No asfalto seco, ontem, a Red Bull demonstrou ter vantagem acima da esperada. Vettel registrou a marca de 1min11s918. Mark Webber, o outro piloto da Red Bull, ficou a apenas 181 milésimos de Vettel, mas o terceiro colocado, Jenson Button, da McLaren, 1min12s283, ou 365 milésimos mais lento do alemão.

  “Prefiro, claro, que não chova. Estamos rápidos no seco. Se chover, contudo, não será um problema maior”, disse Vettel. Webber estava frustrado por não largar em primeiro. “Foi por pouco. Terminar o campeonato com uma vitória, possível para mim aqui, seria muito bom. No seco nosso carros mostrou-se veloz e consistente, seria melhor para nós.” Depois do bom desempenho de Lewis Hamilton, da McLaren, ontem, imaginava-se que o inglês ou seu parceiro, Button, pudessem ameaçar a conquista.

  “Não daria para tirar mais do meu carro, foi o máximo”, explicou Button. Mas tanto Button quanto Hamilton, quarto no grid, não desistiram de vencer, apesar da inesperada grande vantagem da Red Bull. “Temos ótima velocidade nas retas, o que não é o caso de Sebastian e Mark, dispomos do kers, nessa pista é possível ultrapassar”, falou Button. Dá a entender que se assumir a liderança na largada, aposta que Vette e Webber não o ultrapassem.

  A Red Bull é muito veloz nas curvas e relativamente lenta nas retas. Na linha de chegada, por exemplo, Vettel é o antepenúltimo, com 299,1 km/h. Button passou a 307,2 km/h, o 13.º. E o inglês não escondeu que optou por alguns ajustes na McLaren que podem favorecê-lo hoje ao longo das 71 voltas no traçado de 4.309 metros caso venha mesmo a chover.

  “A Ferrari está onde esperava que estivesse”, disse Fernando Alonso, quinto colocado. “Com chuva podemos pensar em avançar na classificação. E parece que será uma daquelas provas típicas de Interlagos, onde ninguém sabe o que vai acontecer. No seco, não vejo como andar na frente de Red Bull e McLaren.” O espanhol torce para não ser ultrapassado por Nico Rosberg, da Mercedes, na largada. Os carros com motor Mercedes têm as melhores velocidades em Interlagos.

  Os brasileiros

  Bruno Senna, da Renault, e Rubens Barrichello, Williams, não poderiam estar mais felizes, ontem, depois da classificação. “Foi muito além da conta”, definiu Bruno, nono colocado. Seu companheiro, Vitaly Petrov, não foi além da 15.ª colocação. E Rubinho comentou: “Não vejo por onde nosso carro poderia ser um milésimo mais rápido hoje”. Rubinho registrou o 12.º tempo. Para se ter referência do seu trabalho, Pastor Maldonado, parceiro de Williams, vai largar apenas em 18.º.

  Já Felipe Massa, da Ferrari, lamentou ter de gastar um segundo jogo de pneus macios na segunda parte da classificação, o Q2. “Sobrou apenas um jogo para o Q3, o que me prejudicou. Daria para largar uma ou duas posições à frente”, explicou. Massa obteve o sétimo tempo. “A chuva vai tornar a corrida completamente diferente. Temos chance de subir ao pódio.” Seria o primeiro de Massa este ano. A Pirelli distribuiu pneus macios e médios no GP do Brasil.

  Como Bruno também torce por chuva e Rubinho é um eterno amante do asfalto molhado, os três brasileiros no grid esperam que caia muita água em Interlagos, hoje, para suas chances de melhores resultados crescerem. “Tá vendo aquele kartódromo lá do outro lado da reta? Foi lá que cresci. E corri muito na chuva”, diz Rubinho. O Kartódromo de Interlagos localiza-se ao lado da grande reta. Bruno nunca competiu lá, pois não se formou no kart, mas Rubinho e Massa começaram suas carreiras no kartódromo.

 

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25/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

  Quando Nelson Piquet abaixar a bandeira quadriculada, hoje em Interlagos, para o vencedor do 40.º GP do Brasil, oficialmente a 62.ª temporada da Fórmula 1 terá acabado. O que vai mudar na competição em 2012? A pergunta que muitos buscam antecipar a resposta é se a Red Bull vai impor nova vantagem avassaladora.

   Há uma mudança no regulamento que pode favorecer a que o campeonato seja mais equilibrado: a proibição do chamado escapamento aerodinâmico, recurso melhor explorado pela equipe de Sebastian Vettel, bicampeão, e Mark Webber, a Red Bull.

  “Toda vez que você impede um time de utilizar o que tem de mais importante no seu desempenho a tendência é perder um pouco da força”, afirma Ross Brawn, da Mercedes. Por talvez alimentar esperança de se aproximar da Red Bull, o projetista da Ferrari, Nikolas Tombazis, disse ainda em Monza que o fim do escapamento aerodinâmico é uma importante alteração das regras: “O projeto deles basea-se nesse princípio”.

  No GP da Grã-Bretanha, este ano, a FIA proibiu seu uso e a Red Bull perdeu velocidade. Venceu a Ferrari, com Fernando Alonso. Mas na prova seguinte, Alemanha, voltou a ser permitido. Em 2012, os escapamentos têm de estar na porção superior da carenagem traseira.

  Outro ponto do regulamento que será revisto é o bico do carro. “Hoje eles estão quase na altura do capacete dos pilotos. Num choque lateral podem atingi-los, como aconteceu no acidente entre Michael Schumacher e Vitantonio Liuzzi em Abu Dabi, no ano passado”, explicou o engenheiro Gianpaolo D’Allara, da Sauber. Passarão a ser 7,5 cm mais baixos. “Mexe, claro, com a aerodinâmica de todo o conjunto.”

  Para o diretor da McLaren, Martin Whitmarsh, faz sentido se imaginar um campeonato mais disputado. “As alterações não são radicais, os projetistas trabalharão mais ou menos sobre os mesmos conceitos deste ano, e sempre que há estabilidade no regulamento os principais times nivelam seu desempenho.”

  Mike Gascoyne, diretor-técnico da Lotus, destaca um detalhe importante: “Este ano só fomos conhecer na prática as características dos pneus quando os projetos já estavam prontos, fizemos adaptações apenas. Agora sabemos como os pneus se comportam e desenhamos os carros especificamente para eles”. Parece provável que todos desfrutem melhor dos pneus em 2012, outro ponto a favor da Red Bull este ano.

  Para o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, não há dúvida: “As vitórias serão mais distribuídas.” Este ano, a Red Bull ganhou 11, todas com Vettel, a McLaren seis, três com Lewis Hamilton e três com Jenson Button, e a Ferrari uma, com Alonso. O que Brawn, Tombazis, Whitmarsh e Gascoyne não confessam é seu receio de que o genial projetista da Red Bull, Adrian Newey, desenvolva nova solução criativa capaz de fazer a diferença.

 

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26/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

  Alguns pilotos conquistam o título mundial na Fórmula 1 e além da capacidade profissional deixam outros valores agregados ao feito. Entram para a história também por sua lisura, aproximação com a torcida, disponibilidade, desprendimento. Há um consenso na competição, por exemplo, de que Sebastian Vettel, bicampeão este ano, aos 24 anos, é um dos que mais expõe sua sensibilidade, o lado humano, o carinho com que trata a todos.

  Hoje, em Interlagos, o eficiente piloto alemão da Red Bull vai tentar quebrar o recorde de pole positions numa temporada pertencente a Nigel Mansell, que em 1992, com Williams, largou 14 vezes em primeiro. Vettel e Mansell já estão empatados. Mas todos já conhecem bastante seus dotes técnicos, o que poucos sabem é como é a vida desse fenômeno de precocidade da Fórmula 1. Vettel a descreveu um pouco para o Estado.

  “Amo a natureza. Moro na Suíça numa propriedade cercada de árvores, campos”, diz. “Necessito de atividades ao ar livre, por isso ando muito de bicicleta, escalo montanhas, jogo futebol, tudo com meus amigos de infância, da época de escola.” O contrato com a Red Bull faz de Vettel um dos esportistas mais bem pagos atualmente. “Mas não foi sempre assim. Tenho duas irmãs mais velhas e um irmão mais novo. Não era possível para o meu pai bancar as despesas de correr de kart.”

  Ainda criança a Red Bull passou a apoiá-lo. “Lembro-me de a primeira verba de patrocínio que recebi, 5 mil marcos (cerca de R$ 5 mil hoje).” Depois disso, a empresa investiu na sua formação até levá-lo à Fórmula 1. “Sou muito grato a Helmut Marko, não só por custear minha carreira, mas por estar sempre por perto me orientando.” Marko, ex-piloto, é o responsável pelo programa de formação de talentos da Red Bull.

   “Minha família fez alguns sacrifícios por mim. Agora é a hora de eu dar a minha parte”, conta Vettel. E seu irmão mais novo, Fabian, 12 anos, quer seguir os seus passos. “Sim, o estou ajudando no kart e no desafio que é o automobilismo, tão difícil dentro quanto fora das pistas.”

  Na pequena Kreuzlingen, próxima a Constança, Vettel vive com a namorada, relação iniciada ainda no tempo do colegial. E depois do GP do Brasil o piloto da Red Bull curtirá as “necessárias” férias, como a definiu, sem citar o local. “O sol recarrega minhas energias, mas amo o inverno, a neve também.”

  No domingo do GP de Abu Dabi, prova anterior à de São Paulo, Vettel foi assistir ao show de Paul McCartney. Naquela corrida ganhou da TV alemã RTL uma guitarra, pois gosta de tocar. “Levei a guitarra no show. Você pode imaginar quão embaraçoso foi para mim pedir licença para todo mundo, a fim de chegar a minha cadeira, com aquele volume enorme na mão”, contou. “Mas Paul foi muito gentil, simpático, conversamos, autografou a guitarra.”

 

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24/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

Apesar de ter vencido 11 das 18 etapas disputadas este ano e conquistado o bicampeonato, Sebastian Vettel, da Reb Bull, vai começar os treinos livres do 40.º GP do Brasil, hoje em Interlagos, às 10 horas, tendo em mente mais a frustração da última corrida, em Abu Dabi, pelo abandono, o único no campeonato, do que o extenso rosário de conquistas na temporada. Bom para as emoções do espetáculo. “Dá arriscar um pouco mais”, afirmou o alemão.

  Em 2010, Vettel não liderou a classificação do Mundial em nenhum instante, apenas depois da bandeirada da prova final, no circuito Yas Marina. “No momento mais importante”, diz, referindo-se ao título. Este ano, desde a primeira etapa, em Melbourne, não perdeu a liderança em nenhum momento. Mas o furo no pneu há duas semanas, logo depois da largada, parece o incomodar. “Claro que eu gostaria de ter vencido em Abu Dabi, mas não seria justo reclamar de algo este ano. Vou fazer de tudo para terminar o campeonato no mesmo alto nível de nossa temporada, em primeiro.”

  O jovem talentoso piloto da Red Bull, de 24 anos, lembrou o histórico de sua equipe em Interlagos. “Mark (Webber) teve ótima corrida aqui em 2009 e no ano passado fizemos 1.º e 2.º, acredito que vamos estar bem de novo agora.”

  Quem torce para a meteorologia acertar, domingo, é Fernando Alonso, da Ferrari. Espera-se chuva no dia da prova, à tarde. “Parece que podemos ter uma corrida como das que já tivemos aqui, com mudanças importantes das suas condições. É bom, favorece a que não seja um domínio da Red Bull, a exemplo de outras etapas este ano.”

  Dois pilotos em particular torcem para 2011 terminar logo: Felipe Massa, Ferrari, e Lewis Hamilton, ainda que o inglês da McLaren esteja em alta com a bela vitória no último evento, nos Emirados Árabes Unidos. “Foi um ano de grandes aprendizados”, definiu Massa. Espera-se que possa então aplicá-los em 2012.

  Já Hamilton comentou, ontem: “Conversava com um amigo sobre meus problemas na temporada e ele me disse tratar-se de um período de crescimento. Fui o melhor que poderia me acontecer.” Chegar para disputar o GP do Brasil depois da vitória em Abu Dabi mereceu a análise do inglês: “Recarreguei minhas energias positivas”.

  Jenson Button, companheiro de Hamilton, não gosta nem um pouco do estereótipo de ser um piloto excepcional quando as condições da corrida variam, como se espera para domingo. “Espero que não chova”, respondeu com cara de não apreciar a pergunta se preferia o chove-para de Interlagos. Mas a fama procede, pois ganhou quadro das últimas etapas em que o asfalto esteve seco, molhado, seco.

  Correr diante dos brasileiros representa um estímulo extra para Bruno Senna, da Renault. “Será a primeira vez com um carro mais competitivo”, afirmou. No ano passado, disputou a prova pela Hispania. “Sempre convivi com a pressão”, disse. Seu objetivo é marcar pontos pela segunda vez na temporada e na carreira. Bruno está em fase de mostrar à Renault ser uma boa opção para o ano que vem. Junto do russo Vitaly Petrov e do francês Romain Grosjean, concorre à vaga.

  Já Rubens Barrichello, da Williams, desvinculou eventual renovação do contrato, cada vez mais difícil, com seu desempenho no GP do Brasil. “Não seria o fato de eu marcar pontos aqui que os convenceria de algo.”

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22/XI/11

Livio Oricchio, de SãoPaulo

Felipe Massa não tem a menor dúvida: apesar da grande diferença de desempenho neste ano para o companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, o público vai apoiá-lo em Interlagos no GP do Brasil. “Será a minha centésima corrida pela Ferrari e a torcida brasileira é a melhor que existe. Apesar do meu ano não ter sido bom, vou contar com a força dos fãs, como sempre foi”, disse Massa, ontem, no evento de kart para a imprensa organizado no Kartódromo da Granja Viana, em Cotia. “A emoção é sempre alta quando vou correr em casa.”

Nas 18 etapas disputadas até agora, Alonso chegou dez vezes no pódio, com uma vitória, no GP da Grã-Bretanha. Já Massa disputou sua temporada mais difícil, ao conseguir no máximo cinco quintas colocações. Como seu desempenho no campeonato do ano passado foi igualmente fraco de resultados, muitos brasileiros o veem agora com desconfiança. Perderam a esperança de vê-lo campeão, como quase foi possível em 2008.

“Por que um time de futebol joga melhor em casa do que fora? Não sabemos o que é, mas existe alguma coisa que explica. Essa força é capaz de te dar dois, três décimos”, falou Massa, que venceu no Brasil em 2006 e 2008. “Completo em Interlagos meu décimo ano de Fórmula 1 também, terminar o GP do Brasil no pódio seria maravilhoso, já que neste ano ainda não consegui.”

Como havia dito ao Estado em entrevista na Coreia do Sul, o piloto da Ferrari tem consciência de não estar produzindo o que pode. O diretor de sua equipe, Stefano Domenicali, e profissionais experientes da Fórmula 1 relacionam a fase ruim à quebra da autoconfiança, resultante do fato de compartilhar a escuderia com um piloto difícil e extremamente capaz, como é Alonso. Em resposta a eles e à parte da imprensa que tem o mesmo diagnóstico, afirmou: “Eu me sinto superseguro.”

Domenicali vem dizendo que o carro da próxima temporada vai incorporar soluções revolucionárias. Dependendo do radicalismo do projeto, pode tanto ser muito eficiente quanto um fracasso. É o que mostra a história da F-1. “Estamos trabalhando no modelo de 2012 há um bom tempo, participo do projeto. Será, sim, diferente do atual”, disse Massa. “Mas até o colocarmos na pista com os demais não dá para dizer nada. De qualquer forma, confio na equipe.”

Apesar dos dez anos de diferença de idade entre Massa e Rubens Barrichello, e as épocas distintas em que estrearam na F-1, os dois são bastante amigos. Ontem Massa – com a esposa, Rafaela, e o filho, Felipinho, no kartódromo – revelou sentir-se desconfortável com a iniciativa de Rubinho de procurar patrocinadores para manter-se na categoria. “Ele não precisa disso. A maioria dos pilotos gostaria de ter a sua carreira no automobilismo, com vitórias e tendo dirigido para os principais times, foi quem mais disputou corridas.”

Seu recado ao amigo foi claro: “Você vai fazer 40 anos, pare de correr.” Se fosse o caso de Rubinho já ter um contrato assinado e desejasse continuar na Fórmula 1, como Michael Schumacher, na Mercedes, que dia 3 de janeiro completará 43 anos, seria diferente, na visão de Massa. “Hoje na Fórmula 1 seis equipes exigem que você leve patrocínio”, lembrou, para explicar que apenas metade das escuderias não têm essa necessidade.

Em entrevista ao Estado, Rubinho contou nunca ter visitado tantas empresas quanto agora – nem quando buscava patrocínio para competir no exterior, em 1990 –, a fim de renovar com a Williams. “Ele deveria fazer o anúncio agora de que vai parar. E se não der certo essa ideia de encontrar investidores, como fará? Vai anunciar em fevereiro que está deixando a Fórmula 1?”, questionou Massa.

Como Bruno Senna ainda não tem contrato assinado para 2012, Massa pode vir a ser o único brasileiro no grid no próximo campeonato.

 

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21/XI/11

Amigos, esse é o texto de minha coluna na edição de hoje no Jornal da Tarde

  Livio Oricchio, de São Paulo

  No próximo fim de semana, pilotos, engenheiros, chefes de equipe, mecânicos, dirigentes, agentes de marketing, jornalistas, cozinheiros, dentre outras categorias profissionais, vão trabalhar em Interlagos, no 40.º GP do Brasil de Fórmula 1.

  Como é para quem conhece todos os autódromos do calendário, dos mais recentes, como o da Índia, este ano, aos mais tradicionais e de longa história, a exemplo de Silverstone, ocupar as dependências de Interlagos?  

  Curto e grosso: sem nenhuma supervalorização do que existe por esse mundo afora, por favor, como é comum a muitos brasileiros, mas Interlagos é uma vergonha nacional. Assim como a porta de entrada para quem vem trabalhar ou mesmo apenas assistir ao GP do Brasil, o aeroporto de Cumbica. Darei nome aos bois.

  O atual prefeito é sensível às reivindicações de melhora, os administradores do autódromo são cheios de boa vontade, mas a verdade é que vem ano vai ano e Interlagos continua sendo motivo de indignação em muitos profissionais da Fórmula 1. Isso para não citar o profundo desrespeito aos milhares de torcedores que só por muito amor mesmo à Fórmula 1 insistem em ir a Interlagos.   

  O que primeiro choca em Interlagos (não há exagero no uso do termo) é a quase inexistência de paddock, área atrás dos boxes onde as coisas mais acontecem na Fórmula 1. O espaço disponível é muito menor que em qualquer dos circuitos de rua, Melbourne, Mônaco, Montreal, Valência e Cingapura. E hoje em dia projeta-se um autódromo ao redor de sua área de paddock, pela importância que assumiu no automobilismo moderno.

  Há alguns anos construíram as salas das equipes nesse paddock já exíguo de Interlagos. Antes essas salas eram definidas por divisórias de plástico dentro dos boxes. Verdade! E no melhor exemplo do descaso às verdadeiras necessidades operacionais, nas novas salas, distantes somente cerca de seis metros dos boxes, reduzindo ainda mais a área de circulação, realizaram um trabalho que virou motivo de gozação.

  As salas, longas e relativamente estreitas, têm uma porta única para entrada e saída e não há janelas. Questiono até sua segurança. Lá as equipes montam suas cozinhas, recebem seus convidados, pilotos e engenheiros se reúnem, a imprensa realiza suas entrevistas, dentre outros usos. Ah, quem desenhou as bancadas dessa cozinha improvisada não levou em conta que cada escuderia conta com cerca de 70 profissionais.

  É comum um cozinheiro segurar uma panela nas mãos ou acomodá-la no chão em razão de não haver espaço no fogão ou na minúscula bancada, concebidas sem o menor planejamento. Tudo sob a fumaça e os odores das refeições preparadas no fogão. Há um exaustor no fundo da sala, do lado oposto onde se encontram as pretensas cozinhas. Tudo muito fácil de ser constatado, hein? É só se deslocar pelo paddock nos dias do evento. Mas é preciso desejar ver, o que não parece ser o caso dos que de fato podem fazer algo para mudar essa situação que depõe contra a nação.

  Criaram uma imensa laje na parte posterior do atual paddock, a exemplo do que fizeram em Hungaroring, para nivelar a área, pois como em Budapeste há um sensível desnível no terreno. Na Hungria, essa área plana da laje, como manda a mais elementar reflexão para construí-la, serviu para estender o paddock.

  Em São Paulo, no entanto, por não ser projetada para receber pesos elevados, é um elefante branco. Não serve a quase nada. Se as salas das equipes fossem edificadas nessa laje, como manda a lógica, seria possível deslocar bons metros para trás a grade que delimita o paddock, o que atenderia a maior necessidade do autódromo. É uma ideia simples, funcional e redimensionaria o Interlagos. Tudo isso para me limitar à grave questão do paddock.

  Poderíamos falar com desenvoltura sobre a inexistência de rede de esgoto numa área de manancial (crime), da sala de imprensa no terceiro andar do prédio dos boxes, a ausência de isolamento acústico, os banheiros insuficientes e em geral sujos e até a total despreocupação em tornar a praça de esportes num local agradável, bonito, simpático – importante sim senhor.

  Uma vez que ficou provado no estudo da Fipe, há cerca de dez anos, que o investimento aproximado de R$ 25 milhões da Prefeitura retorna à cidade em proporção maior, portanto o evento é um bom negócio para São Paulo, para não citar o mais importante, a exposição do município para  mundo, então que o receba de forma a atender as suas exigências mínimas. Não é preciso edificar um autódromo como Yas Marina, em Abu Dabi. No caso do Brasil não faria sentido. Mas rever conceitos empregados em Interlagos numa época em que as necessidades da Fórmula 1 eram outras, bem menores.  

  Mas seria desejar demais que os profissionais do evento fossem consultados sobre o que mais lhes falta no autódromo, o que precisaria ser feito para atenuar suas dificuldades operacionais, ou ainda quem poderia fazer algo por Interlagos visse como é a coisa em circuitos de comprovada eficiência, sem dispor de luxo, como Istambul Park, por exemplo, e procurassem oferecer algo semelhante em São Paulo. Não acabou: questionassem soluções que correspondam essencialmente mais os interesses promocionais do que o melhor fluxo dos trabalhos técnicos.

  Como brasileiro, é profundamente triste!

 

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19/XI/11
 
Livio Oricchio, de São Paulo
 
  Da estreia na Fórmula 1, no dia 14 de março de 1993, com a Jordan, à última etapa disputada do campeonato deste ano, o GP de Abu Dabi, dia 13, pela Williams, Rubens Barrichello participou de impressionantes 324 provas da competição, recorde absoluto de longevidade. O italiano Riccardo Patrese, segundo nesse ranking, largou 256 vezes no Mundial. Embora Rubinho já tenha sido duas vezes vice-campeão, em 2002 e 2004, com a Ferrari, e possua situação financeira bastante tranquila, sequer lhe passa pela cabeça que o GP do Brasil, domingo, possa ser o último da carreira.  
 
  Nessa conversa exclusiva com o Estado, em São Paulo, Rubinho, o piloto mais controverso que o Brasil já teve na Fórmula 1, perto de celebrar 40 anos de idade, afirmou: “Minha vontade de continuar na Fórmula 1 é tanta que nos dois últimos meses eu visitei bem mais empresas de quando buscava patrocinadores para correr no exterior, em 1990”. Hoje existe uma lista de jovens pilotos, todos com importantes investidores atrás de si, desejando correr na renovada Williams em 2012. Seria fácil para Frank Williams e Adam Parr, diretor da escuderia, escolher um deles.
 
  “Mas eles sabem que se puderem contar comigo terão velocidade e experiência”, diz Rubinho, confiante em poder manter a vaga. O time inglês aguarda a eventual chegada de um grande patrocinador árabe, do Qatar, que implicaria até a volta de Kimi Raikkonen à Fórmula 1, ou uma das empresas procuradas por Rubinho decidir investir. “Estamos oferecendo uma forma distinta de participação no projeto, não apenas a exposição da marca, mas algo personalizado, taylor made, como dizem os ingleses.”
 
  No fim de 2008, Rubinho experimentou situação semelhante à atual. “Também corri em Interlagos sem um documento que me garantisse na Fórmula 1 em 2009. E em fevereiro assinei com a Brawn GP, o que me deu a chance até de disputar o título.” E conta um detalhe até então desconhecido: “O Ross Brawn me avisou que precisavam de dinheiro para terminar o campeonato. Portanto, se até a quarta corrida aparecesse alguém com patrocínio eu teria de ceder a vaga”. Não foi necessário.
 
 O que o fez ter certeza de que seguiria na Fórmula 1 no fim de 2008 foi sua fé. “A mesma que sinto hoje”, afirma. “Possuo uma tatuagem no braço com as iniciais dos nomes de meus filhos, F, de Fernando, e E, de Eduardo”, explica o piloto da Williams, antes de demonstrar seu caráter ecumênico. “O rapaz que fez a tatuagem sugeriu colocar um acento nas duas letras juntas e ficou fé, adorei, pois sou um homem de fé. Em todo país que vou sempre visito igrejas, mesquitas, sinagogas, não importa, todas têm muito a oferecer.” Há no seu capacete uma grande estrela da David. “Sou católico, não judeu, mas amo a mensagem dessa estrela, a união do céu com a terra.”
 
  E se apesar da fé as condições não permitirem sua permanência na Fórmula 1 e a corrida de Interlagos for mesmo a sua última no Mundial? “Sou uma pessoa feliz pelo simples fato de, com 20 anos de carreira na Fórmula 1, estar lutando para ter outra chance”, diz. “Temos de estar preparado para tudo. Um dia terei de parar. E se agora essa for a vontade do Senhor, então seguirei o caminho, quem sabe para ser ainda mais útil a meus filhos, que estão crescendo.”
 
  Eduardo tem 10 anos e Fernando, 6. Ambos respondem ao repórter o que desejam para o pai nesse momento de definição profissional. O mais jovem não tem dúvida: “Pare de correr”. Por quê? “Para ficar comigo.” Eduardo pensa como a mãe, Silvana, casada com Rubinho desde 1997: “Continuar na Fórmula 1 vai deixar meu pai muito contente, portanto torço por isso”.
 

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18/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

  Terminar bem a temporada para iniciar bem a seguinte. Muitos pilotos pensam dessa forma, não só na Fórmula 1. Por esse motivo, alguns desses profissionais se apresentam para o GP do Brasil, última etapa do campeonato, dia 27, estimulados para ao menos vencer a disputa com o companheiro de equipe, já que durante o ano aconteceram mais derrotas que vitórias.

  Esse é o caso de Felipe Massa, na Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, Michael Schumacher, Mercedes, Sebastien Buemi, Toro Rosso, Sergio Perez, Sauber, e Jarno Trulli, Lotus. “Você não é julgado por uma corrida e sim pelo desempenho no ano, mas é sempre bom concluir a temporada em alta, se possível no pódio”, disse Massa, em Abu Dabi. O mexicano Perez lembra que a questão é interna, pessoal. “Para o seu time não muda muito se você se classificar na frente do parceiro, mas a você mesmo é importante.”

  Para os pilotos que perderam por grande margem a concorrência com o companheiro largar na frente no grid, na prova de encerramento, e depois receber a bandeirada mais bem colocado tem efeito psicológico relevante. “Na Fórmula 1 esse aspecto tem enorme peso no que os pilotos podem produzir”, comentou em Abu Dabi, Jackie Stewart, três vezes campeão do mundo. “Não passei por isso na minha carreira, mas posso garantir que tem o efeito de você provar a si próprio que é capaz de superar seu companheiro, com o mesmo carro.”

  É até possível que esses profissionais que vêm a Interlagos e produziram bem menos que os parceiros não assumam o que diz Stewart. Dentro de si, no entanto, parece existir mesmo essa competição. “É só o começo. Espero que seja realmente a largada de uma nova fase”, afirmou Lewis Hamilton, da McLaren, depois da vitória no GP de Abu Dabi, domingo. E completou: “Vencer em Interlagos, uma das pistas que mais gosto, me permitiria esquecer 2011, o pior ano da minha carreira”.

  Stewart comenta a esse respeito: “Se Lewis continuar nesse ritmo, no Brasil, é lógico que levará consigo esse estado de espírito para 2012, só lhe fará bem”. O escocês lembra a situação anterior à vitória no circuito Yas Marina. Se Hamilton cometesse outro equívoco e em Interlagos mais um, a temporada de 2012 tenderia a começar mais difícil para ele. “Especialmente com um regulamento que não permite treinos”, diz Stewart.

  GP dos EUA. As obras do autódromo de Austin, no Texas, mal iniciaram e já foram paralisadas. A cidade deveria fazer parte do calendário de 2012, a 19.ª etapa, dia 18 de novembro, uma antes do GP do Brasil, último, dia 25. A razão é simples de ser entendida: a prefeitura de Austin e o estado do Texas concordaram em construir o circuito.Tavo Hellmund, promotor do GP, teria de levantar o dinheiro para pagar a taxa da Formula One Management (FOM), dirigida por Bernie Ecclestone, estimada no caso de Austin, por conta do interesse de a Fórmula 1 voltar aos Estados Unidos, em cerca de US$ 15 milhões, mais o valor para organizar o evento, algo como US$ 10 milhões.

  Hellmund saiu à caça de patrocinadores e acreditou que o governo municipal e estadual investiriam também na promoção e organização do GP. “Os dois lados não conversaram entre si”, afirmou Ecclestone. A maior probabilidade não é de a corrida ser adiada para 2013, como desejam os responsáveis pelo autódromo, mas não sair mesmo do papel. O circuito seria concluído para provas das competições norte-americanas e não da Fórmula 1. Numa economia em crise como a dos Estados Unidos hoje, é irrealista imaginar que empresários invistam tanto dinheiro na Fórmula 1 sem que poucos no país saibam o que é a competição.

  GP dos EUA de verdade, portanto, será o de New Jersey, esse sim com lastro estatal garantido e preços mais módicos, pois Ecclestone sempre sonhou com uma corrida de Fórmula 1 no cenário de Nova York.

 

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17/XI/11

Livio Oricchio, de São Paulo

Acabo de chegar ao Brasil.

E não é que entro no blog para ler os comentários e compreendo que a discussão entre alguns dos frequentadores mais assíduos (eu lhes sou grato) prossegue? Não em nível de conceitos lançados no ar, pelos posts ou mesmo por comentários, mas levando a coisa para o plano pessoal.

Por favor, senhores, vale para todos os envolvidos: vamos nos lembrar das razões de buscarmos este espaço. Cresçamos juntos, combinado?

Proponho uma questão:

Vocês viram que a exemplo do que se falava no circuito Yas Marina nos dias do GP de Abu Dabi algumas equipes estão treinando, nos ensaio dos jovens pilotos, com seus carros já adaptados à nova regra do escapamento, com o terminal de escape posicionado sobre a carenagem do conjunto posterior do monoposto? É uma tentativa de acabar com o escapamento aerodinâmico. Ou melhor, reduzir sua aplicação.

Como poderá ser o desempenho da Red Bull em 2012 já que parte da extraordinária eficiência do modelo RB7Renault de Sebastian Vettel e Mark Webber foi concebido para desfrutar ao máxima esse conceito? Quanto vocês imaginam que o time pode perder? O carro de 2012 de Adrian Newey irá driblar legalmente o regulamento e continuar desfrutando dos efeitos benéficos de usar a energia cinética dos gases do escape para aumentar a geração de pressão aerodinâmica? Que eventuais saídas teria o engenheiro?

Outra questão: sem o melhor do escapamento aerodinâmico, McLaren, Ferrari e Mercedes, menos capazes que a Red Bull na área, vão desenvolver um projeto que lhes permitam lutar em condições semelhantes com o modelo RB8-Renault que Newey está coordenando?

Vamos confrontar nossas visões? Vou ler a de vocês e depois exponho a minha. Ok, verdade, assim é mais fácil para mim. Mas que tal invertermos a sistemática desta vez?

Obrigado.

Abraços!

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