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Videogames podem ter redução de impostos

Por Agências

Um projeto de usuários de videogames do Brasil para redução de impostos sobre a venda de jogos no país foi apresentado nesta quarta-feira à imprensa com a expectativa de deslanchar o desenvolvimento do setor no país, fortemente impactado pela pirataria.

O “Projeto Jogo Justo” surgiu há alguns meses entre a comunidade de gamers do país e ganhou apoio do deputado federal Luiz Carlos Busato (PTB-RS), um dos vice-líderes do governo Câmara.

De acordo com o empresário Moacyr Alves Jr., responsável pela iniciativa do projeto, pode ocorrer no Brasil o mesmo que aconteceu com o México, que através da redução de impostos conseguiu alavancar a indústria de jogos eletrônicos local.

A ideia seria mudar a tributação de forma que um jogo original vendido atualmente por 229 reais, em média, tenha preço de 129 reais, ou mesmo 99 reais caso se trate de um grande lançamento, como o “God of War” para PlayStation 3.

“Um jogo histórico como o God of War vendeu, segundo a Sony, 30 mil unidades originais. Com uma queda no imposto podemos multiplicar esse número no mínimo 8 vezes, a exemplo do que ocorreu no México”, disse Alves.

Segundo o sócio da NC Games, que representa no Brasil produtoras multinacionais como a Actvision e a Konami, Cláudio Costa de Macedo, o mercado brasileiro de jogos gira em torno de 200 milhões a 300 milhões de dólares por ano.

“Não podemos dar uma cifra mais precisa porque o mercado pirata é muito forte. O Canadá quer ter um mercado de games em 1 bilhão de dólares em 2010 e nós temos condições de chegar nesse patamar em poucos anos”, afirmou ele durante a apresentação do projeto.

“Muitas empresas hoje procuram migrar a produção de software para fora dos polos porque o custo do jogo ficou caro, mas ao analisar o Brasil elas percebem que imposto inviabiliza a produção aqui e muitas desistem”, acrescentou Macedo. “Hoje, na importação do software, pagamos impostos em cascata cuja soma é de quase 80 por cento sobre o valor.”

O imposto alto se deve à questão de classificação tributária do produto videogame, cujos jogos acabam sendo taxados como brinquedos comuns, sendo que para hardware (consoles e portáteis) a taxação é ainda maior, com 50 por cento de IPI e 25 por cento de ICMS.

“Perante a lei, um Wii (da Nintendo) é classificado da mesma forma que uma máquina caça-níqueis”, afirmou Macedo.

Na avaliação do deputado Busato, “a indústria de games no Brasil é muito promissora, reduzir o preço ao consumidor final estimula o mercado e incentiva o desenvolvimento de software (jogos) no país e, consequentemente, o mercado de trabalho”.

A estratégia do projeto é mostrar que o governo não perderia arrecadação com a redução dos impostos sobre o setor, porque vendas maiores com o estímulo compensariam no fim das contas.

Por enquanto, o grupo quer finalizar o levantamento dos benefícios que uma redução fiscal traria ao país. Os números seriam encaminhados à Receita Federal após as eleições de outubro. A expectativa é que uma eventual mudança na tributação de games poderia entrar em vigor sem necessidade da elaboração de um projeto de lei, que poderia sofrer entraves.

/RODOLFO BARBOSA (REUTERS)

12 Comentários
  • 15/07/2010 - 09:23
    Enviado por: Hades

    Dale Brasil 80% do valor do produto em imposto….

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  • 15/07/2010 - 10:55
    Enviado por: Rudney

    Reduzir os impostos é um grande avanço, mas os revendedores precisam trabalhar com margens de lucro mais justas, também. Há casos de revendedores trabalhando com 100, 200% de lucro. Enquanto isso não acontecer, sempre será mais barato importar games e consoles legalmente, pagando os impostos devidos, do que comprar no varejo local.

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  • 15/07/2010 - 12:26
    Enviado por: estenio

    Agora me perguntem se eu acredito em papai noel? Senhores, vamos se realistas, o que vai fazer a industria de games alavancar não são somente jogos um pouco mais baratos e sim todos produtos eletronicos acompanhado de fabricas em território nacional. Pensem bem o cara que compra um videogame de ultima geração normalmente vai precisar dos jogos mais baratos e de TVS mais baratas que utilizem o potencial do aparelho. Isso mesmo TVS, e sabem por que? por que mesmos as TVS que são fabricadas em território nacional são sobretaxadas de uma forma tão abusiva que só agora o lcd esta ficando popular enquanto o 3d ta pipocando por ai e tvs de led ja estão bem avançada nós temos que nos contentar com tecnologias ultrapassadas por causa da pratica abusiva de impostos e taxas sobre a venda que passam de 100% do produto. Agora me diz de que adianta reduzir o impostos para os jogos se uma coisa puxa a outra? na minha opinião nada, e por isto o paraguay ainda vai ser o destino de muitos brasileiros, alias por que vocês acham que se vende mais xbox 360 no brasil do que ps3 por exemplo? essa é fácil mas deixo para vocês analizarem

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  • 15/07/2010 - 14:45
    Enviado por: Felipe Dias

    Eu estou apoiando!

    \o/

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  • 15/07/2010 - 15:07
    Enviado por: Luciano Santos

    Enfim um pouco de bom senso… classificar o Wii da mesma forma que um caça-níquiel é sacanagem…

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  • 15/07/2010 - 16:38
    Enviado por: cesar

    Demoro até isso … ta mais que na hora que acabar com a palhaçada de impostos caros…cambada de filhos da p..u.. ta hipócritas…

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  • 15/07/2010 - 16:58
    Enviado por: João Roberto

    Estenio, vende-se mais X360 porcausa da pirataria, vc ja viu piratear ps3 em blue ray?

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  • 15/07/2010 - 17:31
    Enviado por: Pedro

    Apoio essa lei. Hoje é inviável comprar um jogo no Brasil e não se sentir lesado (Todos os meus vídeos games são travados): um jogo que custa US$ 40 passa a custar no Brasil, no mínimo, R$250. É um pouco fora da realidade, não?
    Cansei de gastar R$250 para ter um jogo de PS2 em casa, só porque sou fã de algumas séries e gosto de jogos originais. Porém sou o único que ainda mantém o Playstation 2 travado no meu círculo de amigos, algo que deveria ser o inverso.
    Porque não amaciar um pouco para o lado dos fabricantes e facilitar a produção por aqui? Com certeza os jogos ficariam mais baratos, com manual de instruções em português e ainda estimularia o fim da pirataria e a aceleração do mercado formal.
    Vamos ver no que dá. Espero, em breve, ver Mario, Sonic, Link e Sora pulando e ricocheteando em jogos com preços mais baixos e justos.

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  • 16/07/2010 - 08:38
    Enviado por: Eu

    Boa!

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  • 16/07/2010 - 11:22
    Enviado por: Gustavo Santos

    Agora só falta usarem este mesmo raciocínio para o mercado profissional / amador avançado de fotografia, onde o contrabando é responsável pela maioria das vendas. Baixando os impostos ganham todos: lojistas brasileiros, governo, consumidores. Perdem os contrabandistas.
    Quer um exemplo?
    Lente Objetiva Canon EF-S 17-85mm f/4-5.6 IS USM (não é uma objetiva de nível profissional!)
    Custa U$ 449 em NY/USA (uns R$ 830,65 por alto)
    Custa “apenas” R$ R$ 3.999,00 no Submarino. “Apenas” quase cinco vezes mais caro.
    Você acha que com esse preço alguém compra no Submarino???
    E antes que alguém pergunte: não, não existe simular nacional.

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  • 07/11/2010 - 19:41
    Enviado por: Pedro Coelho

    É um absurdo o que cobram da gente só para comprar um game mesmo vagabundo. Esses impostos abusivos são pra encher dinheiro desses cobradores sanguessugas que esvaziam nosso bolso. A gente tem que comprar pirata mesmo sabendo que prejudica o país mas isso é porque não temos opção. Sou apoiativo ao projeto, já me inscrevi no abaixo-assinado.

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  • 14/11/2010 - 10:11
    Enviado por: Peter

    Sempre fiquei imaginando o que seria da pirataria se os softwares tivessem preços mais acessíveis. Possuo hoje diversos games Originais que comprei quando já não estavam mais no auge. Prefiro 1.000 vezes ter um software original garantido, do que um pirata,mas com essa de pagar 2x mais caro por software no Brasil desanima. Pela grande pretenção em manter a receita em alta o pais acaba dando condições e incentivo à pirataria. Afinal por que alguém pagaria 200 reais em um game que está sendo vendido a 10 reais nas ruas?

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