“Todo mundo lerá em telas”
- 8 de agosto de 2010|
- 20h00|
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Por Carla Peralva
Os livros impressos perderão espaço para os digitais?
Sim. Devemos nos perguntar: em que medida a venda de um livro digital significa que um impresso não foi vendido? Ou, em que medida um e-book vendido representa um novo consumidor? Acredito mais na primeira opção: há uma substituição de vendas. Daqui a 20 ou 30 anos, acho que todo mundo lerá em telas. Em cinco anos, metade dos livros serão digitais. Em dez, 75%.
Então, acredita que a popularização dos e-books não vai criar novos leitores?
Eu acho que, em grande parte, o mercado de leitores digitais é o mesmo que compra livros tradicionais. As pessoas estão mudando seus hábitos. Elas costumavam ler em papel e, agora, estão descobrindo que preferem ler em um Kindle, ou em um iPad. Talvez porque o e-reader já está com elas todo o tempo e não seja necessário carregar um livro também. Muitas compram um iPad por muitas razões e descobrem que podem ler livros neles. Pode ser que não lessem livros antes e passem a ler e-books. Haverá um crescimento no número de leitores e isso fará o mercado crescer, mas só um pouco.
Autores vão passar a escrever pensando especificamente em publicações digitais?
Isso já está acontecendo. Primeiro, porque você pode publicar um e-book sem investir dinheiro. Além disso, há pessoas criando coisas que só podem ser feitas eletronicamente. Uma mulher do Reino Unido está fazendo um romance em que um casal só se fala por Skype. E, em partes da história, você assiste ao vídeo dessas conversas. Nós veremos cada vez mais experimentações desse tipo, mas não acredito isso vá substituir ou enfraquecer o romance tradicional.
Se as pessoas podem publicar e-books sozinhas, como ficam as editoras?
As editoras deveriam estar preocupadas com sua sobrevivência. Elas existem porque colocar palavras em um pacote apresentável que pode ser vendido para um consumidor requeria dinheiro, organização e perícia. Quando isso não é mais necessário, seu modelo de negócio está comprometido.
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09/08/2010 - 08:12 Enviado por: Jose Antonio
Escrevo 90 % digital (blog, livros, artigos, etc) alguns publicados em papel, a maioria não. Acredito que o livro digital será vendido até de uma forma diferente do que o é, para evitar pirataria, mas o destino da tela é inexorável, dominará o mundo dos leitores.
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Falta ainda livrarmo-nos dos pesados leitores. Logo estaremos usando as telas flexíveis e comodas, que poderemos ler na cama, deixar cair no chão quando estivermos cansados, assim como fazemos com os livros assim como as telas que nos tem sido apresentadas.
Se fosse editor não estaria somente preocupado com meu negócio, estaria inventando uma forma diferente de publicação.
Assim como o JB fechou as portas fisicas, ficando so no virtual, logo outras publicações farão o mesmo.
Estamos ainda longe da eliminação do papel, mas é bom logo tomarmos atitudes ecológicas, mais ebooks, menos necessidade de arvores para tal. -
09/08/2010 - 12:19 Enviado por: carlos
Só um comentário….
ler em Ipad é torturante… dá náusea..dor de cabeça… ansia de vomito . O Kindle apesar de ser um pouco lento, realmente é mil vezes melhor para ler
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09/08/2010 - 12:48 Enviado por: denis
Acho que o livro tradicional não sumirá. Pergunta: hoje, se eu perder meu e-book, carregado com 1000 livros, consigo recuperá-los? Ou vou precisar comprá-los todos de novo?
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09/08/2010 - 13:07 Enviado por: Samuel Gueiros Jr.
Não é apenas digitar livros e passar a lê-los em uma tela digital, como o Kindle. É preciso pensar digital. Em relação a livros técnicos, a leitura digital não é apenas sair folheando páginas digitais, tipo pdf. É necessário “pensar digital” e oferecer ao um acesso realmente digital ao conteúdo. Por exemplo um jornal americano desenvolveu uma interface para leitura digital desenvolvida em parceria com a Adobe utilizando essa concepção. Coordeno um projeto em que o conteúdo da legislação em segurança no trabalho no Brasil, foi digitalizada para ser acessada tambem dentro dessa perspectiva, desde 2008. O conteúdo dessa legislação é publicado em livros desde 1978, e este projeto (NRFACIL) é o primeiro projeto de digitalização de um conteúdo técnico e de domínio público, dentro dessa perspectiva.
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09/08/2010 - 14:02 Enviado por: Walter Bórgea
O bom é que na biblioteca digital do iPad (ainda) não se encontram títulos do Paulo Coelho. Fica entre nós… Ninguém fala pra ele tá!?
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