Estadão.com.br

Wikimedia abre duas vagas no Brasil

  • 27 de março de 2013|
  • 17h46

Por Redação Link

A ala brasileira da Wikimedia Foundation, responsável pela Wikipedia, abriu duas vagas para a área de educação

SÃO PAULO – O Wikimedia Foundation está contratando duas pessoas para atuar no programa educacional que a fundação tem em parceria com universidades no Brasil. As vagas são para coordenador e um assistente na tarefa de buscar aliados interessados em trabalhar e promover a plataforma de conhecimento livre.

Apresentação sobre o projeto na FGV-SP. FOTO: Ezalvarenga/Wikicommons

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e também no Instagram

A entidade tem um documento que conta uma série de casos em que a parceria rendeu frutos.

Um dos resultados possíveis dessas parcerias é o de encontrar professores interessados em trabalhar em sala artigos que estejam incompletos ou que ainda não foram elaborados em português. Juntos, professor e alunos podem elevar a qualidade de verbetes, gerando mais credibilidade para a ferramenta, cuja precisão é questionada por instituições de ensino em razão do seu caráter aberto (qualquer pessoa pode editar as informações contidas em qualquer artigo).

Há também grupos de trabalho hoje que estão dedicados a tarefas de tradução especializados de artigos em inglês.

O que precisa

O anúncio não exige nenhum nível educacional específico, embora considere o critério determinante para a definição da remuneração (não divulgada). Dominar inglês é fundamental e o candidato deve ter flexibilidade para trabalhar em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Para coordenador, é preciso enviar um currículo “destacando seu conhecimento sobre o Wikipedia, o ensino nas universidades e o ambiente pedagógico no Brasil”, além de um texto de uma ou duas páginas que disserte sobre a importância do crescimento da comunidade de editores do Wikipedia no Brasil para a fundação e sobre como ele prevê a possível futura relação dele com professores, voluntários e alunos. Tudo em inglês. Para mais detalhes, clique aqui

Para assistente, pede-se o currículo com os mesmos destaques além de um texto com uma pequena descrição das experiências profissionais prévias do candidato, um script para um workshop sobre o programa educacional do Wikipedia e sobre a ferramenta, além de uma descrição sobre como prevê seu relacionamento profissional com professores, voluntários e alunos.

O prazo para concorrer às vagas é 9 de abril.

Site permite criar página na Wikipedia

  • 26 de março de 2013|
  • 13h06

Por Redação Link

‘I’m on Wikipedia’ usa informações do Facebook para criar página personalizada na enciclopédia virtual 

SÃO PAULO – Já sonhou em ter sua própria página na Wikipedia? O site “I’m on Wikipedia” realiza o desejo de quem gostaria de ter sua própria história contada no quinto site mais popular do mundo.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e também no Instagram

O site é um aplicativo para o Facebook que usa suas fotos e informações na rede social para criar uma página fake da Wikipedia com os seus dados.

Segundo a agência israelense Go UFO, responsável pelo aplicativo, a iniciativa tem o objetivo de incentivar doações para a enciclopédia virtual. Ao final da página criada para o usuário, um link sugere a doação para a Wikipedia Foundation.

—-
Leia mais:
Aplicativo transforma canções em gráficos
Produtor cria banda com bonecos Lego

Prezada Wikipedia:

  • 28 de outubro de 2012|
  • 17h06

Por Redação Link

Philip Roth quis corrigir o verbete sobre um de seus livros, mas a enciclopédia não o considerou ‘confiável’. Daí esta carta aberta

Philip Roth*

Ilustração: CARLINHOS MÜLLER/ESTADÃO

Prezada Wikipedia:

Sou Philip Roth. Tive motivos recentes para ler pela primeira vez o verbete da Wikipedia discutindo meu romance A Mancha Humana. Ele contém um sério equívoco e gostaria que fosse removido. Ele entrou na Wikipedia não do mundo da veracidade, mas dos balbucios das tagarelices literárias – não há nenhuma verdade nele.

—-
• Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+, no Tumblr e também no Instagram

Mas quando, por meio de um interlocutor oficial, pedi à Wikipedia que deletasse o equívoco, fui informado pelo “Administrador da Wikipedia em Inglês” – numa carta de 25 de agosto – que eu, Roth, não era uma fonte confiável: “Compreendo seu ponto de que o autor é a maior autoridade em seu próprio trabalho”, escreveu, “mas exigimos outras fontes.”

Assim nasceu esta carta aberta. Depois de não conseguir uma mudança feita pelos canais usuais, não sei de que outra maneira proceder.

Meu romance A Mancha Humana foi descrito no verbete como “alegadamente inspirado na vida do escritor Anatole Broyard”. Essa afirmação não é minimamente substanciada pelos fatos. A Mancha Humana foi inspirado num evento infeliz na vida meu amigo Melvin Tumin, já falecido, professor na Universidade de Princeton. Um dia, no outono de 1985, quando Mel, que era meticuloso em todas as coisas, estava meticulosamente fazendo a chamada numa turma de sociologia, notou que dois de seus alunos ainda não haviam frequentado uma só aula ou tentado se encontrar com ele para explicar a ausência, embora já se estivesse no meio do semestre.

Terminada a chamada, perguntou à classe sobre os dois alunos que nunca havia encontrado. “Alguém os conhece? Elas existem ou são fantasmas? (spooks, em inglês)” – infelizmente, as mesmíssimas palavras que Coleman Silk, o protagonista de A Mancha Humana, usa na pergunta que faz a sua turma no Athena College em Massachusetts.

Quase imediatamente, Mel foi convocado pelas autoridades universitárias para justificar seu uso da palavra “spooks” já que os alunos faltantes, nas circunstâncias, eram ambos afro-americanos, e “spook”, nos Estados Unidos da época, era uma designação pejorativa para negros. Seguiu-se uma caça às bruxas durante os meses seguintes da qual o professor Tumin – como o professor Silk em A Mancha Humana – saiu ileso, mas somente depois de ter dado depoimentos demorados declarando-se inocente da acusação de discurso do ódio.

Circulou um sem-número de ironias, pois Mel havia adquirido proeminência nacional entre sociólogos, ativistas de direitos civis e políticos liberais ao publicar, em 1959, o estudo sociológico Desegregation: Resistance and Readiness, e depois, em 1967, com Social Stratification: The Forms and Functions of Inequality, que se tornou referência. Antes de vir para Princeton, ele fora diretor da Comissão Municipal de Relações de Raça, em Detroit. Quando morreu, em 1995, a manchete no obituário do New York Times dizia “Melvin M. Tumin, 75, especialista em relações raciais”.

Nenhuma dessas credenciais contou quando os poderes do momento tentaram tirar o professor Tumin de seu elevado cargo acadêmico sem nenhuma razão, como o professor Silk foi tirado em A Mancha Humana.
E foi isso que me inspirou a escrever A Mancha Humana: não algo que possa ou não ter ocorrido na vida, em Manhattan, da figura literária cosmopolita de Anatole Broyard, mas que realmente ocorreu na vida do professor Melvin Tumin, cem quilômetros ao sul de Manhattan, na cidade universitária de Princeton, onde conheci Mel no começo dos anos 60.

Assim como ocorreu com a distinta carreira acadêmica do protagonista de A Mancha Humana, a carreira de Mel foi conspurcada da noite para o dia por ele ter supostamente destratado dois alunos nos quais jamais havia posto os olhos. Até onde tenho conhecimento, nenhum evento remotamente como esse manchou a longa e bem-sucedida carreira de Broyard nos mais altos cumes do mundo do jornalismo literário.

A ocorrência com “spooks” é o incidente inaugural de A Mancha Humana. O núcleo do livro. O romance não existe sem ela. Coleman Silk não existe sem ela. Cada novidade que ficamos sabendo sobre Silk, no curso de 361 páginas, começa com sua perseguição desenfreada por ter pronunciado “spooks” em voz alta numa sala de aula de faculdade. Nessa palavra, falada em absoluta inocência, jaz a fonte do ódio a Silk, suas angústia e queda.

Por ironia, essa e não seu enorme segredo de toda a vida – ele é o filho de pele clara de uma respeitável família negra em Nova Jersey, que consegue fazê-lo passar por branco desde o momento em que entra na Marinha aos 19 anos – é a causa de sua morte humilhante.

Quanto ao escritor Anatole Broyard, ele algum dia esteve na Marinha? Na prisão? Num curso de pós-graduação? Algum dia terá sido vítima inocente de perseguição institucional? Não tenho a menor ideia. Em mais de três décadas, cruzei com ele, casual e inadvertidamente, talvez três ou quatro vezes antes de prolongada batalha contra um câncer de próstata pôr fim à sua vida, em 1990.

Silk, por sua vez, é morto maldosamente, assassinado num acidente de carro planejado e premeditado quando estava com sua improvável amante, Faunia Farley. As revelações que fluem das circunstâncias específicas da morte de Silk pasmam seus sobreviventes e levam à conclusão desolada do romance num desolado lago coberto de gelo onde ocorre uma espécie de confronto entre Nathan Zuckerman e o executor de Faunia e Coleman, o ex-marido de Faunia, o atormentado e violento veterano do Vietnã, Les Farley. Nem os sobreviventes de Silk, nem seu assassino, nem sua amante tiveram origem em outro lugar que não a minha imaginação. Na biografia de Anatole Broyard não há qualquer pessoa ou evento comparável, até onde eu sei.

Eu não conhecia nada da vida privada de Broyard e, no entanto, os aspectos mais delicadamente privados da vida privada de Coleman Silk constituem praticamente toda a história narrada em A Mancha Humana.

Nunca conheci, falei com ou, até onde sei, estive na companhia de uma única pessoa da família Broyard. A decisão de ter filhos com uma mulher branca e, possivelmente, ser exposto como negro pela pigmentação de seu filho é um motivo de grande apreensão de Silk. Se Broyard sofreu essa apreensão, não tinha nenhuma maneira de saber.

Jamais fiz uma refeição com Broyard, jamais saí com ele para um bar ou um jogo de beisebol, nunca o vi numa festa à qual poderia ter ido nos anos 60 quando estava vivendo em Manhattan e em raras ocasiões socializava em festas. Nunca cruzei acidentalmente com ele na rua, embora uma vez – se não me engano, nos anos 80 – nós nos encontramos na loja de roupas masculinas Paul Stuart na Madison Avenue, onde estava comprando sapatos. Como Broyard era a essa altura o resenhista de livros intelectualmente mais refinado do Times, lhe disse que gostaria que ele se sentasse na cadeira ao meu lado e me permitisse comprar-lhe um par de sapatos, na esperança, admiti francamente, de aprofundar seu apreço por meu próximo livro. Foi um encontro alegre, divertido, que durou dez minutos se muito, e foi o único encontro do tipo que tivemos.

Nós nunca nos demos ao trabalho de ter uma conversa séria. Caçoadas de passagem eram nossa especialidade, com o resultado de que nunca soube quem eram seus amigos ou inimigos, não soube onde e quanto ele havia nascido e crescido, nada sobre sua condição econômica, nada de sua política ou times favoritos ou se tinha algum interesse por esporte. Não sabia nada sobre a sua saúde mental ou seu bem-estar físico, e só fiquei sabendo que ele estava morrendo de câncer muitos meses depois de ele ter sido diagnosticado, quando ele escreveu sobre sua luta com a doença na New York Times Magazine.

Eu o conhecia somente como um crítico em geral generoso de meus livros. No entanto, após admirá-lo por sua coragem no artigo sobre sua morte iminente, consegui o número do telefone de Broyard de um conhecido comum e liguei para ele. Foi a primeira e última vez que falei com ele por telefone. Ele foi encantadoramente efusivo, extremamente exuberante, e riu com gosto quando o lembrei de nós em nossa mocidade, lançando uma bola de futebol americano em uma praia em Amagansett, em 1958, que foi onde e quando eu o conheci.

Na época, eu estava com 25 anos, ele com 38. Era um belo dia de verão, e me lembro de ter ido até ele na praia para me apresentar e lhe dizer como havia apreciado seu brilhante conto What the Cystoscope Said. A história havia aparecido em meu último ano de faculdade, 1954, no quarto número da mais soberba das revistas literárias da época, Discovery.

Logo havia quatro de nós – escritores recém-publicados quase da mesma idade. Aqueles vinte minutos de bola constituíram o envolvimento mais íntimo que Broyard e eu tivemos, e elevaram a um total de trinta o número de minutos que gastaríamos na companhia um do outro.

Antes de sair da praia, naquele dia, alguém me disse que havia rumores de que Broyard era um “oitavão” (expressão que indica pessoa com descendência de etnias diferentes). Não dei muita atenção a isso ou, lá em 1958, dei pouco crédito. Em minha experiência, oitavão era uma palavra raramente ouvida fora do sul dos EUA. Não é impossível que eu a tenha procurado no dicionário mais tarde para compreender seu significado preciso.

Broyard era na verdade filho de dois pais negros. Não sabia disso, na época nem quando comecei a escrever A Mancha Humana. Sim, alguém havia me dito um dia, por acaso, que o homem era o filho de um “quadrarão” (outro termo do tipo) com uma negra, mas esse trecho de um disse me disse improvável foi tudo que eu jamais soube sobre Broyard.

Contudo, com o passar dos anos, não foram poucas as pessoas que se perguntaram se, por causa de certas feições suas aparentemente negras – seus lábios, seus cabelos, seu tom de pele – Mel Tumin, que era inflexivelmente judeu na Princeton avassaladoramente branca e protestante de seu tempo, não pudesse ser um afro-americano se passando por branco. Outro fato na biografia de Mel Tumin que nutriu minhas primeiras imaginações de A Mancha Humana.

Meu protagonista, o acadêmico Coleman Silk, e o escritor real Anatole Broyard, inicialmente se passaram por homens brancos nos anos antes do movimento pelos direitos civis começarem a mudar a natureza de ser negro na América. Os que escolheram se passar (essa palavra, aliás, não aparece em A Mancha Humana) imaginaram que não teriam de compartilhar as privações, humilhações, insultos, danos e injustiças que seriam mais do que prováveis de atravessarem seu caminho se eles fossem abandonar suas identidades exatamente como as haviam encontrado. Na primeira metade do século 20, não houve apenas Anatole Broyard – houve milhares, provavelmente dezenas de milhares de homens e mulheres de pele clara que decidiram escapar dos rigores da segregação institucionalizada sepultando para sempre suas vidas negras originais.

Finalmente, para se inspirar para escrever um livro inteiro sobre a vida de um homem, é preciso ter um interesse considerável pela vida do homem, e, sinceramente, embora eu tenha admirado particularmente o conto What the Cystoscope Said quando surgiu, em 1954, no correr dos anos eu não tive nenhum interesse particular em Anatole Broyard. Nem Broyard nem ninguém associado a ele teve alguma coisa a ver com minha imaginação em A Mancha Humana.

Escrever romances é para o romancista um jogo de faz de conta. Como a maioria dos outros romancistas que conheço, tão logo tive o que Henry James chamou de “o germe”, – neste caso, a desafortunada história de Mel Tumin em Princeton – comecei a fazer de conta e inventar Faunia Farley, Les Farley, Coleman Silk, os antecedentes da família de Coleman e outros cinco mil elementos biográficos que no conjunto formam o personagem ficcional no centro do romance.

Sinceramente, Philip Roth.

/ Tradução de Celso Paciornik

*É escritor. A carta foi publicada originalmente na revista “The New Yorker”

—-
Leia mais:
Link no papel – 29/10/2012

Link no papel – 29/10/2012

  • 28 de outubro de 2012|
  • 17h01

Por Redação Link

Veja a edição do ‘Link’ desta segunda-feira

Apple vs Microsoft
Momento crítico

Coluna| Impressão digital (Alexandre Matias)
O futuro das duas empresas que inventaram o presente

Instantâneo: Polaroid
O Steve Jobs da era Mad Men

Philip Roth, não minta
Prezada Wikipedia

Coluna| Homem-Objeto (Camilo Rocha)
Realidade ampliada

Coluna| No arranque (Filipe Serrano)
Conectados o tempo todo, sem perceber o mundo ao redor

ONU
Terror em rede mundial

 

+ Outras edições

Rússia aprova lei que ameaça internet

  • 11 de julho de 2012|
  • 19h42

Por Agências

A chamada ‘Lei da Informação’ foi aprovada nesta quarta-feira pelo Parlamento russo sob protestos de serviços web

MOSCOU – A câmara baixa do Parlamento russo (a Duma) aprovou nesta quarta-feira, 11, o projeto de emendas para a “Lei da Informação”, que autoriza a filtragem de sites da internet utilizando uma “lista negra” e o bloqueio dos mesmos.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e também no Instagram

As novas remodelações foram votadas pela maioria governista da Duma, apesar dos numerosos protestos da oposição e de setores de informática no país.

O projeto ainda deverá ser assinada pelo presidente Vladimir Putin; a expectativa é de que se torne lei em novembro deste ano.

Em protesto, o site da Wikipedia russa ficou fora do ar nesta terça-feira.

Dois gigantes da internet russa – o site de busca “Yandex” e a rede social “VKontakte” – se uniram aos protestos contra a lei, que procura restringir o acesso às páginas que as autoridades considerem impróprias para o público.

Assim, o “Yandex” modificou seu logotipo de “Encontre tudo” por outro no qual a palavra “tudo” está riscada.

Além disso, a versão russa da enciclopédia digital Wikipedia suspendeu, na terça-feira, o acesso à sua página, em protesto contra emendas que “poderiam criar uma censura global à margem da justiça na Rússia e também fechar a seção russa” desta ferramenta.

A comunidade da Wikipedia, junto com outros ativistas, alega que, sob pretexto da luta contra a pornografia infantil e “outras coisas do tipo”, os autores do projeto, na realidade, desejam criar um “firewall chinês”, sistema de filtragem de conteúdo “não desejado” pelas autoridades.

Segundo o The New York Times, o Conselho de Direitos Humanos, órgão consultivo ligado à presidência, emitiu um comunicado criticando duramente a legislação. Ele afirma que “a lista de coisas a serem bloqueadas é muito ampla”.

O grupo disse que a lei permitirá “restringir o acesso à informações proibidas ou indesejáveis para crianças e para todos os usuários russos desse segmento na internet, sem a possibilidade de processo de apelação e reavaliação.” O conselho diz ainda que “muitos recursos idôneos da internet com conteúdo legal poderão ser afetados pelo bloqueio em massa a partir da imposição de restrições severas e baseadas em critérios subjetivos e multas.”

/EFE e NYT

—-
Leia mais:
Wikipedia russa bloqueia site em protesto a lei

Wikipedia russa bloqueia site em protesto a lei

  • 10 de julho de 2012|
  • 16h47

Por Agências

A página russa está bloqueada a usuários em protesto a Lei de Informação russa, que prevê censura na web

Reprodução traduzida da página da Wikipedia russa.

MOSCOU – A versão russa da enciclopédia digital Wikipedia fechou nesta terça-feira, 10, o acesso a sua página em protesto contra novas emendas à Lei da Informação que preveem a elaboração de uma lista negra de páginas da web.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e também no Instagram

As emendas que amanhã serão submetidas a uma segunda audiência para votação na Duma Estatal (câmara baixa do Parlamento) “pode levar à criação de censura extra-judicial da internet na Rússia, incluindo o fechamento do acesso à Wikipedia em russo”, diz um comunicado na página do Wikipedia. “Imagine um mundo sem conhecimento livre.”

Segundo a Wikipedia, sob o pretexto de combater a pornografia infantil ou afins, os criadores do projeto realmente aspiram a criar um “firewall chinês”, sistema de filtragem de conteúdo “indesejado” pela autoridades.

“A prática da aplicação da lei na Rússia deverá criar provavelmente o pior cenário, que terminará com o fechamento do acesso à Wikipedia russa em todo o país”, diz a nota.

A Wikipedia convocou os internautas russos a difundir o comunicado e assinem uma carta para pedir aos deputados russos que não aprovem a polêmica lei.

A Wikipedia Foundation também esteve à frente dos protestos no início do ano contra leis antipirataria Sopa e Pipa. E a medida tomada na Rússia contradiz o que seu próprio fundador, Jimmy Wales, anunciou em março, quando garantiu que a Wikipedia não mais se envolveria em questões políticas.

/EFE

—-
Leia mais:
Diretor da Wikimedia critica controle da web

Internet acabará com Hollywood, prevê Wales

  • 23 de abril de 2012|
  • 15h29

Por Agências

Para fundador do Wikipedia, assim como seu site acabou a Enciclopédia Britânica, internet acabará com Hollywood

GENEBRA – O fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, afirmou nesta segunda-feira, 23, que a internet deverá acabar com a indústria cinematográfica de Hollywood em poucos anos, assim como seu site acabou com a Enciclopédia Britânica.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+

“Ninguém se dará conta quando Hollywood morrer. E mais, ninguém vai se importar”, disse Wales em seu discurso no Global INET 2012, um fórum que analisará o presente e o futuro da rede nos próximos dois dias.

O criador da maior enciclopédia generalista da internet argumentou que a próxima grande revolução na rede será envolta da imagem, uma mudança que, segundo Wales, será tão ampla que será capaz de acabar com a maior indústria mundial do cinema.

Wales indicou que a familiaridade e habilidade dos mais jovens em produzir e trocar imagens na rede estão abrindo espaço para “uma grande comunidade que colabora e produz filmes”.

Da mesma forma que ocorreu com a Wikipédia, este “não é um processo relacionado com uma inovação técnica, mas com uma inovação social”, assinalou Wales, que usou a própria filha, de 11 anos, para exemplificar essa previsão. “Ela maneja com total desenvoltura uma câmara de alta definição, que usa captar, editar e produzir seus próprios filmes na internet.

“Atualmente, o vídeo na rede está na mesma situação que estava em 1999. O YouTube é divertido, mas também é uma contribuição individual”, avaliou este visionário da rede. De acordo com Wales, será a geração de sua filha que vai liderar esta grande mudança na maneira de produzir e compartilhar entretenimento no mundo.

“Quando essa geração completar 22 anos realizará filmes com mais qualidade que os de Hollywood. Esses mesmos filmes serão mais populares e destruirão o modelo de negócio vigente. Ocorrerá o mesmo que ocorreu com a Wikipédia, que fez com que a Enciclopédia Britânica não fosse mais impressa 11 anos após sua criação”, declarou.

Segundo o criador da Wikipédia, a indústria de Hollywood tem motivos suficientes para estar preocupado com a pirataria, mas, acima de tudo, deveria levar em conta que “há uma grande possibilidade que todo seu modelo de produção esteja completamente ultrapassado dentro de muito pouco tempo”.

Wales, que admitiu ter feito muitas previsões erradas nos últimos anos, ressaltou que essas mudanças sociais e culturais se desenvolvem de maneira muito rápida e são consequências da presença da internet no mundo, onde 2 bilhões de pessoas já estão conectadas à rede. O criador da Wikipédia também exaltou a democratização de seu uso, sendo África o grande exemplo dessa transformação.

Em 2000, só 0,1% dos nigerianos estavam conectados a internet, enquanto hoje essa margem é de 29% e ainda está em plena expansão tecnológica (smartphones no valor de US$ 80) e de infraestrutura (banda larga de até 12 terabits).

Ainda com foco na África, Wales rebateu a ideia de que no terceiro mundo a utilidade da internet tenha a ver unicamente “com a consulta das colheitas e a aplicação de vacinas”, assegurando que os africanos fazem o mesmo que os cidadãos do Primeiro Mundo: se relacionam com o resto do mundo através de redes como Facebook ou Twitter.

Este processo também está supondo um enriquecimento da diversidade cultural e lingüística, como assegurou o fundador da Wikipédia: “a era na qual podíamos afirmar que todo o mundo fala inglês já não existe”.

/EFE

Wikipedia abrirá escritório no Brasil

  • 2 de abril de 2012|
  • 17h43

Por Redação Link

Responsável por unidade no País espera que mais brasileiros se tornem editores e melhorem a credibilidade do site

SÃO PAULO – O Wikipedia deve abrir seu primeiro escritório no Brasil em até seis meses, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 2.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+

A revelação foi feita em entrevista com Oona Castro, brasileira responsável pelo estabelecimento e coordenação do escritório.

De acordo com Oona, seu maior desafio será entender porque a comunidade de editores da enciclopédia online não cresce no Brasil e como fazer para reverter essa situação.

A executiva tem grande experiência em movimentos de colaboração e cultura livre, incluindo quatro anos como diretora-executiva do site Overmundo. Por aqui, o escritório deve abrigar, além de Oona, até outras quatro pessoas. Uma delas já foi escolhida e trata-se de Everton Zanella Alvarenga, consultor Wikipedia na Universidade.

Oona disse que seus dois maiores desafios serão o fortalecimento da comunidade de editores e a expansão da base de usuários e leitores da Wikipedia, em um movimento visando aumentar a credibilidade do site. Outras iniciativas da fundação, como o Wiktionary (dicionário) e a Wikimedia Commons (acervo de imagens, vídeo e áudio gratuitos).

Em fevereiro, durante a Campus Party de São Paulo, o diretor da Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, reforçou a necessidade de os brasileiros se empenharem mais na produção de conteúdo para a internet, colaborando na integridade dos artigos da Wikipedia, por exemplo. “Vocês precisam sair do hábito de serem somente consumidores na rede e passarem a ser também produtores”, disse.

O diretor da organização deu ainda dados sobre a utilização da enciclopédia colaborativa no País. Segundo Wadhwa, apenas 2% de todos os que usam o site no País colaboram editando artigos. A média mundial é de 6%. Para ele, “o Brasil precisa tomar conta da Wikipédia em português”.

—-
Leia mais:
A chefe do Tumblr no Brasil

Criador da Wikipedia trabalhará para governo

  • 12 de março de 2012|
  • 12h23

Por Agências

Jimmy Wales vai trabalhar de graça para ministérios do Executivo assessorando-os sobre transparência na internet

O fundador da enciclopédia digital trabalhará de graça para o governo. FOTO: Michale Caronna/Reuters

LONDRES – Um dos fundadores da Wikipedia, Jimmy Wales, prestará assessoria para o governo britânico se comunicar com transparência através da internet, segundo informou nesta segunda-feira o jornal The Daily Telegraph.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+

O empresário americano orientará todos os ministérios do Executivo do Reino Unido, mas não cobrará por isso, segundo indicou Rohan Silva, assessor do primeiro-ministro David Cameron, durante uma conferência na SXSW sobre tecnologia em Austin, nos Estados Unidos.

Wales, que trabalhou na Universidade de Chicago e no setor financeiro americano, criou junto com Larry Sanger em 2001 a enciclopédia virtual que qualquer pessoa pode editar.

O sucesso da Wikipedia, sexto site mais visitado do mundo com mais de 400 milhões de usuários por mês, motivou a revista Time a incluir Wales na lista de pessoas mais influentes do mundo em 2006.

O novo responsável do governo britânico para Transparência e Dados Públicos, Tim Kelsey, anunciou a designação de Wales como assessor através de sua conta no Twitter.

Além disso, um porta-voz do Executivo declarou à publicação que Wales “atuará como um assessor sem salário, que ajudará o governo britânico em seus objetivos para aproximar a política do público”.

Wales colaborará também no desenvolvimento de novas tecnologias que possam ser utilizadas para “dar aos cidadãos mais protagonismo na elaboração de políticas”.

No último ano, Wales se opôs à lei americana conhecida como Stop Online Piracy Act (SOPA), que obriga os sites de busca, provedores de domínios e empresas de publicidade americanas a bloquear os serviços de qualquer site sob investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

A Wikipedia foi um dos portais que lideraram em janeiro o blecaute de um dia como protesto contra esta norma.

/EFE

Wikipedia não quer se envolver em política

  • 7 de março de 2012|
  • 15h00

Por Agências

Após ter organizado um blecaute contra o Sopa em janeiro, fundador do site não quer mais usar o site como ‘lobby’

O fundador da enciclopédia digital não quer voltar a fazer protestos como o apagão contra o Sopa. FOTO: Stephane Mahe/REUTERS

LONDRES – A Wikipedia não tem intenção de se tornar uma organização de campanha política, após desempenhar papel chave ao derrotar propostas norte-americanas de leis de combate à pirataria por meio de um blecaute de 24 horas realizado em janeiro, disse o fundador da enciclopédia online, Jimmy Wales.

—-
Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+

Companhias de internet e consumidores, preocupados com a possibilidade de que o projeto de lei prejudicasse a liberdade na rede, venceram uma batalha e conseguiram o adiamento dos projetos em questão por prazo indefinido, depois de realizarem um protesto online sem precedentes.

Wales afirmou acreditar que os atuais modelos de negócios das companhias de mídia, que dependem de imposição rigorosa de direitos vendidos para regiões determinadas, terminarão derrubados.

Mas ele não prevê que sua enciclopédia online – escrita e editada por voluntários, com total mundial de leitores estimado em 365 milhões de pessoas – volte a se envolver em campanhas políticas.

“Realmente não queremos nos tornar uma força de lobby, de qualquer natureza, e nossa esperança é de que não precisemos voltar a fazê-lo”, disse Wales em uma conferência do jornal Financial Times sobre mídia digital, em Londres.

“Porque temos essa opinião forte sobre neutralidade… realmente não queremos nos envolver em ativismo político, de modo geral. Não seria a coisa certa a fazer, para nós”, disse.

A vitória sobre os projetos de lei de combate à pirataria, Sopa e Pipa, foi comemorada como um triunfo do poder popular e do Vale do Silício, quando dezenas de milhares de pessoas postaram protestos contra eles no Twitter e Facebook e assinaram petições online.

“Hoje vivemos uma era em que o público mais amplo tem uma voz que jamais teve no passado”, disse Wales.

/REUTERS

—-
Leia mais:
Sites promovem blecaute contra Sopa
Diretor da Wikimedia critica controle da web

Blogs do Link

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.