Governo quer levar internet para 90% da população até 2018
- 17 de maio de 2013|
- 15h19
Por Agências
Ministro das Comunicações afirma que intenção do governo é expandir acesso à rede, apesar de baixos investimentos
SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ratificou a meta do governo federal de disponibilizar o acesso à internet para 90% da população até 2018.
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A afirmação foi feita por ele ao comentar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na quinta-feira, 16, pelo IBGE, que apontou o crescimento de 20,9% para 46,5% na proporção do uso do serviço entre 2005 e 2011, ou seja, que mais de 53% dos brasileiros não utilizavam ainda o serviço à época.
Bernardo, no entanto, voltou a cobrar investimentos em infraestrutura na rede para cumprir a meta de universalizar o serviço até o início da próxima década.
“O mapa que publicaram é impressionante, pois pega diferença de volume de acesso entre Sul, Sudeste e Nordeste que é gritante. Você acha que o acesso no Piauí é menor que em São Paulo porque o usuário não quer?”, indagou. “É porque não tem disponível a infraestrutura”, respondeu o ministro.
/ AGÊNCIA ESTADO
Claro, Net e Embratel terão Wi-Fi em 9 cidades
- 16 de maio de 2013|
- 19h58
Por Redação Link
Clientes das três operadoras terão acesso gratuito à internet em cerca de 6 mil locais onde a rede foi instalada
Mariana Durão
RIO - Em um possível primeiro passo para unificar as operações do grupo América Móvil no Brasil, Claro, NET e Embratel lançaram nesta quinta-feira, 16, uma nova rede Wi-Fi (internet sem fio) para clientes das três empresas por meio de 6 mil hotspots em locais públicos de nove cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Campinas, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Porto Alegre.
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Batizadas de Claro Wi-Fi Max e NET Vírtua Wi-Fi, as redes já estão operando. O objetivo é aumentar as sinergias das empresas da América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim, no Brasil.
O melhor atendimento aos clientes na Copa de 2014 e nas Olimpíadas 2016 também está na mira. Os investimentos foram compartilhados pelas três companhias para otimizar a cobertura 3G e complementar a cobertura 4G do grupo.
Pontos de acesso como aeroportos, shoppings e hospitais terão acesso gratuito aos clientes das operadoras. No caso da Embratel a nova infraestrutura será ofertada para o acesso externo de Wi-Fi por seus clientes corporativos. Em São Paulo a tecnologia está disponível em 1700 pontos e, no Rio, em mil pontos de 77 bairros como Maracanã, Leblon, Ipanema, Copacabana e Centro.
/ AGÊNCIA ESTADO
Fim da televisão analógica fica para 2018
- 16 de maio de 2013|
- 19h11
Por Redação Link
A transição total para o sinal digital agora será feita gradualmente, entre 2015 e 2018; prazo anterior era junho de 2016
Gustavo Porto
SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou nesta quinta-feira, 16, que o governo revisou o cronograma para a digitalização de todo o sinal de televisão no País. Com isso, o fim do sinal analógico, marcado para 30 de junho de 2016, ocorrerá, gradualmente, entre 2015 e 2018.

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Segundo o ministro, a decisão ocorreu para evitar o gargalo na procura por conversores de televisão analógica para digital ou mesmo de aparelhos de televisão digital em um curto período de tempo.
“Como está previsto, teríamos a necessidade de conversor e televisão superior a 20 milhões, 25 milhões. Essa concentração pode dar um problema de faltar aparelho, subir preço, por isso vamos distribuir no tempo, o que parece mais razoável”, afirmou Bernardo, antes de participar de uma palestra para ex-alunos da escola de negócios Insead, em São Paulo (SP).
Segundo o ministro, a digitalização do sinal de TV no País escalonado terá início pelas maiores regiões metropolitanas, como São Paulo e Rio de Janeiro, e será ampliado para outras áreas até 2018.
4G. Bernardo afirmou, na palestra, que na semana que vem terá uma reunião com operadoras telefonia celular para avaliar como está a implantação da tecnologia 4G no País e ainda, consequentemente, o plano das operadoras para a telefonia rural no País. Aos jornalistas, o ministro avaliou que a implantação está ocorrendo normalmente.
O ministro disse ainda não ter recebido qualquer pedido da área de Defesa do governo para que fosse disponibilizada aos militares um pedaço da faixa de 700 MHz de telefonia para seu uso exclusivo. “Para nós, não pediram”, concluiu.
/ AGÊNCIA ESTADO
4G ameaça melhoria da banda larga móvel atual
- 9 de maio de 2013|
- 16h46
Por Agências
Para analistas, operadoras podem diminuir investimento em 3G a curto prazo devido à implementação da tecnologia 4G
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO – A corrida para a instalação da rede 4G no Brasil pode afetar os investimentos na melhoria da qualidade da banda larga 3G no curto prazo, com as operadoras tendo que dividir seus bilionários investimentos entre os dois segmentos ao mesmo tempo.
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Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (à esq.), |
As operadoras estão agora correndo contra o relógio para cumprir as metas estabelecidas pelo governo federal de cobertura da nova tecnologia 4G nas cidades da Copa do Mundo de 2014. E como o cobertor é curto, elas podem ser mais contidas com o 3G, que atende a quase 70 milhões de usuários.
Representantes de Ericsson e Nokia Siemens, que juntas detêm mais de 70% do mercado de estações rádio-base para 3G no Brasil, disseram à Reuters ter visto uma desaceleração nas encomendas desse segmento de janeiro a março por conta do 4G.
“Grande parte dos recursos foram canalizados para cumprir a meta de cobertura da Copa das Confederações, então deu uma segurada no 3G”, afirmou o diretor de tecnologia para América Latina da Nokia Siemens, Wilson Cardoso.
Apesar de esses fornecedores se mostrarem otimistas com o segmento nos próximos anos, a contenção na demanda por equipamentos 3G, mesmo que pontual, demonstra nova postura das operadoras após a chegada do 4G. “Olhando para apenas um trimestre, eu não vejo muito impacto essa contenção, mas se estender para o ano inteiro pode afetar (o 3G)”, disse o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.
A cobertura geográfica do 3G já chegou a 3.400 municípios em março, segundo dados da Teleco. Mas isso é apenas parte do problema, apontam especialistas. “Não tem como as operadoras não continuarem investindo no 3G… mas existem dois problemas: um é o congestionamento da rede e outro é a cobertura”, afirmou Tude.
E é justamente na capacidade da rede que a qualidade das conexões de banda larga móvel –como estabilidade e velocidade– tem sido mais questionada por usuários, reguladores e instituições de defesa do consumidor.
“As operadoras não conseguem implantar um sistema na mesma velocidade que vendem (os planos)”, explicou Dane Avanzi, diretor superintendente da entidade de defesa dos direitos do consumidor de telecomunicações Instituto Avanzi. “Se você tem determinada infraestrutura capaz de atender ‘X’ usuários, e você vende 3 vezes ‘X’, a sua qualidade vai ser negligenciada”, afirmou.
A banda larga móvel no Brasil disparou desde sua introdução no Brasil, em 2008, chegando a quase 70 milhões de usuários em março, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Reclamações. Um estudo da agência com 40 mil pessoas, divulgado no fim de abril, constatou que a velocidade de acesso e a estabilidade da banda larga móvel tiveram reprovações na faixa de 40 % entre os usuários de linhas pós-pagas – o segmento mais rentável para as operadoras móveis.
Em julho de 2012, a Anatel suspendeu as vendas de TIM, Claro e Oi em diversos Estados por 11 dias, por conta da má qualidade na prestação de serviços, e obrigou todas as empresas a apresentarem planos de melhorias. A ação da Anatel reforçou a percepção negativa dos serviços móveis no país.
“Tenho medo que o 4G seja uma nova geração de problemas em relação ao que a gente já vê no 3G”, disse Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.
A própria cadeia de telecomunicações, por sua vez, reconhece as dificuldades. “Atualmente, 80 a 85% da população (urbana) conta com cobertura 3G, mas não com a qualidade aceita de banda larga móvel”, afirmou o diretor de Inteligência de Mercado da Ericsson para América Latina, André Gildin, em entrevista recente à Reuters.
Gildin também disse ter visto contenção por equipamentos no primeiro trimestre. “A demanda por 3G não parou…mas, no fundo, é natural segurar um pouco o 3G para cumprir a meta do 4G”.
Em nota, TIM e Telefônica negaram ter reduzido as compras de estações rádio-base no começo do ano, ao passo que a Oi reforçou sua estratégia para crescer nesses segmentos. Todas as empresas, inclusive a Claro, disseram estar comprometidas com o avanço da cobertura 3G e 4G e também com a qualidade dos serviços e de melhorias das redes.
3G x 4G. O 3G é considerado uma das principais alternativas para a rentabilização da base de clientes das operadoras e só tende a crescer, segundo avaliações no setor, ao passo que o 4G ainda pode demorar anos para decolar em volume, mesmo oferecendo uma velocidade superior de conexão.
Mas se carece de volume, a rede 4G pode compensar em capacidade, ajudando a desafogar as redes de terceira geração, além de colocarem o país num patamar mais avançado de telecomunicações.
Negligenciar esse segmento poderia ser encarado como ficar para trás perante o avanço tecnológico do mercado, afirmou à Reuters o executivo de uma grande operadora. “Não dava para ninguém ficar fora do 4G”, disse o executivo que preferiu não ser identificado.
Assim, as maiores operadoras têm buscado alternativas para diluir os custos dos investimentos 4G. TIM e Oi já iniciaram parceria de compartilhamento de infraestrutura, enquanto Vivo e Claro estudam essa possibilidade.
Investimentos. De qualquer forma, expandir o 3G e implementar o 4G ao mesmo tempo tem forçado operadoras a elevar seus investimentos, pressionando os gastos.
A Vivo, do grupo Telefônica Brasil, anunciou em março que investirá 12,5% a mais neste ano, excluindo aquisições, para expandir sua rede de fibra ótica, aumentar a qualidade de serviços e, claro, instalar o 4G.
A TIM também elevou suas previsões de investimentos até 2015, em quase 20 por cento, em boa parte por causa do 4G, no qual espera gastar 1,5 bilhão de reais em três anos.
Já a Oi manteve sua meta de investimentos em 6 bilhões de reais neste ano, mas os gastos de capital no primeiro trimestre superaram em 55 por cento o montante aplicado no mesmo período de 2012. Os investimentos em 4G da Oi nos próximos anos totalizarão 800 milhões de reais.
Por sua vez, a Claro investirá 6,4 bilhões de reais até o fim de 2014, principalmente em infraestrutura para 3G e 4G.
/REUTERS

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• ‘O serviço 3G está insatisfatório’, diz ministro das Comunicações
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Receita publica normas para desoneração de banda larga
- 6 de maio de 2013|
- 16h03
Por Agências
Instrução normativa da Receita Federal detalha critérios para isenção de impostos para investimentos em banda larga
Luci Ribeiro
BRASÍLIA – A Receita Federal publicou nesta segunda-feira, 6, no Diário Oficial da União instrução normativa com os procedimentos para habilitação e coabilitação ao Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL-Redes).
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O regime foi instituído pela Lei nº 12.715, sancionada em setembro do ano passado, dentro do Plano Brasil Maior, de incentivo à indústria. O programa corta tributos nas obras e compras de equipamentos ligados ao REPNBL-Redes. Alguns dos objetivos do regime, segundo o governo, são reduzir as diferenças regionais e massificar a banda larga no País.
A instrução normativa da Receita detalha os critérios sobre a suspensão do pagamento do PIS/Pasep e Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre os produtos das empresas beneficiárias do regime e define as regras para a habilitação e coabilitação das empresas.
Segundo a norma, somente a pessoa jurídica previamente habilitada pela Receita Federal poderá efetuar aquisição e aluguel de bens e aquisição de serviços dentro do REPNBL-Redes. A norma ainda exclui do incentivo as empresas optantes do Simples Nacional. Os benefícios do regime especial valem apenas para as compras realizadas entre a data de habilitação da empresa até 31 de dezembro de 2016.
Clique aqui e veja a íntegra da Instrução Normativa nº 1.355 da Receita Federal.
/ AGÊNCIA ESTADO
Teles querem mais prazo para entrega de projetos do REPNBL
- 6 de maio de 2013|
- 16h00
Por Agências
Projeto do governo busca dar incentivo fiscal para ampliar os investimentos em banda larga para até R$ 18 bilhões
Rodrigo Petry
SÃO PAULO – Os executivos da Telefônica/Vivo e TIM querem prazos maiores para a entrega de projetos que se enquadrem dentro do Regime Especial de Tributação do Plano Nacional de Banda Larga (REPNBL). ”Este é um prazo desafiador”, disse o diretor executivo de estratégia e novos negócios da Telefônica/Vivo, Daniel Cardoso.
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O REPNBL busca antecipar até 2016 um montante entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões em investimentos por parte das teles, por meio da desoneração de tributos.
Até o próximo dia 30 de junho todos os projetos destinados aos investimentos para o REPNBL devem ser apresentados para execução até 2016. “Estamos fazendo nosso melhor para entrar nesses projetos. Uma flexibilização desse prazo pode ser benéfica para o setor”, completou Cardoso.
O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, também mencionou a necessidade de prazos maiores para o REPNBL, durante apresentação, defendendo a ampliação dos prazos. O executivo ressaltou que esta ação, junto com outras políticas em desenvolvimento no País, deverá aumentar os investimentos do setor. “Se não acontecer a extensão (dos prazos) teremos que entregar assim mesmo os projetos”, afirmou. “Não é que não existam projetos, mas o problema é magnitude, já que podem passar os R$ 2 bilhões.”
O secretário de telecomunicações do ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, respondeu à critica sobre os prazos, afirmando que a data foi amplamente discutida e que é para a apresentação dos projetos, não para a execução. “Sabemos do movimento das teles para dilatar prazos (REPNBL), mas ainda não chegou nada ao ministério. Se tiver que trabalhar, vamos fazer isso com as teles para atender os prazos”, afirmou.
Martinhão destacou ainda que o governo está “tranquilo” em relação às exigências de conteúdo nacional estabelecidas pela lei. “Estes porcentuais foram discutidos longamente. E podemos trabalhar problemas pontuais”, disse.
A medida reduz tributos para implantação, ampliação e modernização das redes de banda larga. “É a primeira vez, desde a privatização, que o setor recebe um estímulo. Isso será importante para a expansão das redes de banda larga”, afirmou o secretário.
As declarações aconteceram durante debate sobre as políticas industriais para o setor de telecomunicações, durante o seminário Tele.síntese.
Governo deve licitar faixa de transmissão VHF em 2016
- 2 de maio de 2013|
- 14h49
Por Agências
Meta do governo é cumprir cronograma de desligar a TV analógica em 2018, diz ministro das Comunicações
BRASÍLIA – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira, 2, que o governo deve licitar em 2016 a faixa de transmissão VHF que hoje é ocupada pelos canais analógicos de 7 a 13. Segundo ele, essa frequência poderia ser ocupada por novos canais de televisão após o fim do processo de digitalização da TV, prevista para terminar em 2018.
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De acordo com o ministro, ainda há dúvidas sobre se esse espectro poderia, futuramente, ser sincronizado de forma a permitir que os canais pudessem ser vistos por celular. “Estamos fazendo testes para ver. Se os testes derem negativo e não pegar no celular, mas ainda assim houver interesse de se fazer radiodifusão, vai estar cheio de gente querendo. É algo que tem valor comercial”, afirmou.
O ministro ressaltou, porém, que é possível que uma solução tecnológica seja encontrada para resolver esse problema até o leilão. “Se os testes mostrarem que pega no celular, vai ficar igual às outras. Se não pegar, então o governo vai dizer que vai licitar, mas com o esclarecimento prévio de que isso não vai poder ser sincronizado.”
Para Bernardo, essa faixa deve ter grande demanda em cidades como São Paulo e Rio, onde o espectro está esgotado. “Há quem diga que se trata de um espaço de segunda categoria, mas eu acho um erro tratar desse jeito. É um espaço importante e com certeza vai ter boas soluções técnicas para ser usado”, disse. “Os canais mais baixos exigem menor investimento em infraestrutura. Como eles propagam mais longe, com certeza vai ter bastante uso.”
O ministro disse ainda que a proposta do governo é cumprir o cronograma de desligamento da TV analógica em 2018. “Nós tínhamos feito uma proposta que acho que ia até 2020, mas a Casa Civil recomendou que seja até 2018″, afirmou. “Não teria impedimento para 2020, mas eles achavam que ficava um horizonte muito longo, então pusemos 2018.”
Bernardo reconheceu que os canais analógicos poderiam, em tese, continuar a funcionar após esse prazo. ”Tecnicamente isso é possível, mas não é isso que estamos colocando no decreto. A proposta é encerrar e desligar o analógico em 2018.”
/ AGÊNCIA ESTADO
Associação recomenda não gastar com 4G
- 29 de abril de 2013|
- 20h30
Por Redação Link
Para Proteste, rede de quarta geração está disponível em poucos lugares e preços ainda são altos
Filipe Serrano
Nayara Fraga
SÃO PAULO – Enquanto as operadoras correm para inaugurar suas redes de quarta geração (4G) dentro do prazo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a associação de consumidores Proteste recomendou nesta segunda-feira, 29, que as pessoas não gastem dinheiro agora com a nova tecnologia que permite navegar na internet com velocidade até dez vezes maior do que as redes 3G.
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Em comunicado à imprensa, a associação disse que “não é aconselhável o consumidor investir em um tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível ainda em poucas regiões de algumas cidades”.
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De acordo com o cronograma da Anatel, as empresas têm até esta terça-feira, 30, para fazer a cobertura de 50% da área dos seis municípios que vão sediar a Copa das Confederações em junho (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador).
A operadora Claro já lançou seus serviços comercialmente nas cidades e também em outras regiões do País, como São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. A Oi começou a operar seu serviço no Rio na semana passada e pretende lançar a rede 4G comercialmente em outras regiões a partir de maio. A operadora vai compartilhar a rede de quarta geração com a TIM, dividindo os custos de instalação da infraestrutura. A Vivo anuncia nesta terça seus planos para o 4G.
A Proteste e a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET) questionam as ofertas comerciais do 4G para uma rede que está restrita a poucos bairros e em poucas cidades do País. Em ofício enviado ontem à Anatel, ambas entidades pediram esclarecimentos sobre a abrangência da cobertura das redes 4G, a cobrança do serviço quando a tecnologia não estiver disponível e se a agência pretende tomar alguma medida para informar os consumidores sobre a oferta do serviço no Brasil, entre outros questionamentos.
Procurada pela reportagem, a Anatel diz que não tem como se pronunciar. O sindicato das operadoras, SindiTelebrasil, não quis comentar as críticas da associação.
Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o consumidor pode ser induzido ao erro ao acreditar que terá uma oferta de internet melhor com o 4G, já que a cobertura por enquanto ainda é pequena. “Eles (as operadoras) já estão se antecipando em relação à publicidade, por isso pode ser caracterizado como propaganda enganosa se você oferece serviço e não consegue entregar”, disse ao Estado.
As entidades pedem à Anatel que seja informado o número de antenas 4G e o local onde a rede está disponível.
Para a AET, outro ponto que reforça o tom de propaganda enganosa é que alguns dos celulares que prometem suportar a conexão 4G não o fazem de verdade. Isso porque eles funcionam em frequências diferentes da 2.5 GHz, que é a faixa escolhida no Brasil para o 4G. “O 4G está sendo implantado de forma precipitada no País”, diz Ruy Bottesi, presidente da AET.
O engenheiro de telecomunicação Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, discorda das críticas das associações. Para ele, as pessoas que vão aderir ao 4G neste primeiro momento são usuários mais frequentes de internet móvel e sabem que a rede ainda não está disponível em todos os lugares. “Se você já compra um smartphone caro, com 4G, e estiver em uma cidade atendida, vai tirar proveito”, disse.

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• Limitada, telefonia 4G chega ao Brasil
• ‘O serviço 3G está insatisfatório’, diz ministro das Comunicações
‘O serviço 3G está insatisfatório’, diz ministro
- 28 de abril de 2013|
- 18h01
Por Filipe Serrano
Para ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, operadoras erraram a previsão de que demanda não seria alta
Pesquisa da Anatel mostrou alta insatisfação entre os usuários de telefonia móvel, incluindo em relação à banda larga. O 4G pode melhorar essa percepção?
Sim. A pesquisa tem dados aparentemente contraditórios porque ela diz que o consumidor do pré-pago está mais satisfeito do que o do pós-pago.
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Por que é contraditório?
Porque todo mundo está usando a mesma rede, os serviços são muito parecidos. Por que o consumidor do pré-pago estaria mais satisfeito? Acho que tem a ver com o 3G, que está congestionado. O usuário fica insatisfeito com o telefone, mesmo que o serviço de voz esteja melhor.
Para o sr. o serviço 3G hoje no Brasil não é adequado?
Não quero desqualificar o 3G. Aposto que, com a migração de clientes para o 4G, o 3G pode desafogar. Nós estamos cobrando infraestrutura e investimento no próprio 3G. Hoje ele está insatisfatório.
No leilão do 3G o governo também fez exigências sobre a cobertura do serviço. É possível garantir que a qualidade do 4G será melhor?
A Anatel mudou os critérios de cobrança. As empresas estão fazendo a cobertura de mais de 2.500 municípios com 3G no Brasil. Isso dá mais de 80% da população. Mas o serviço cresceu num ritmo expressivo e as empresas não se prepararam. Foi um erro. Mudamos os critérios, estamos fazendo um monitoramento mensal e vendo melhora.
A principal crítica ao 4G é que os aparelhos comprados no exterior e os dos turistas não vão funcionar aqui. Isto é um problema?
Nem todos os países usam o 700 MHz (frequência adotada nos EUA). Tem vários usando o 2,5 GHz (padrão brasileiro). Essa era a frequência que podíamos usar, porque o 700 MHz hoje é da televisão analógica. Caminhamos para usar o modelo da região Ásia-Pacífico, mais adequado à nossa realidade. A tendência é que os aparelhos funcionem em todas as frequências.
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Leia mais:
• Limitada, telefonia 4G chega ao Brasil
• Link no papel – 29/4/2013
Limitada, telefonia 4G chega ao Brasil
- 28 de abril de 2013|
- 18h00
Por Filipe Serrano
Quarta geração tem capacidade de fazer que a internet fique mais rápida e estável nos smartphones e tablets
SÃO PAULO – Uma tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível apenas em certos bairros de algumas cidades do País. É nesse cenário que começa a funcionar no Brasil a quarta geração de tecnologias de telefonia móvel (4G), uma aposta que tende a melhorar a velocidade do serviço de internet móvel – isto é, a conexão usada nos smartphones e tablets.
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O cronograma definido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dá um prazo até amanhã para que as operadoras de celular comecem a operar suas redes 4G nas seis cidades que vão sediar a Copa das Confederações entre 15 e 30 de junho.
Algumas empresas como Claro e Oi já se adiantaram ao prazo limite e começaram a vender o serviço para os consumidores. Na semana passada, a Claro inaugurou sua rede também na cidade de São Paulo – que não sediará o evento esportivo em junho, assim como Curitiba e Porto Alegre, que também começaram a ser atendidas pela operadora antes do cronograma oficial.
Até sexta-feira, Vivo e TIM não tinham divulgado os valores dos seus planos 4G e as cidades cobertas, o que deve ser anunciado nesta semana.
Inicialmente, poucas pessoas terão acesso à nova tecnologia. Apenas smartphones compatíveis captam o sinal e existem 11 modelos homologados (autorizados) no País com a tecnologia 4G. O mais barato deles é encontrado no varejo por R$ 1.240, sem descontos de operadoras.
Já os consumidores que compraram celulares 4G nos Estados Unidos (como o iPhone 5) não vão se beneficiar da conexão que pode ser até dez vezes mais rápida do que o 3G. Isso ocorre porque a frequência adotada nos EUA – e em muitos outros países – é diferente da que opera no Brasil.



Além disso, a instalação da infraestrutura está em fase inicial. A Anatel exigiu a cobertura de pelo menos 50% da área dos municípios com a nova tecnologia e, por enquanto, o 4G está disponível em apenas alguns bairros. O Link usou um celular 4G da Claro na semana passada em parte das zonas norte e oeste de São Paulo e não encontrou o sinal de quarta geração nesses locais.
“A tecnologia ainda é nova, está sendo testada e a cobertura é baixa. Existe o risco de o usuário ter uma experiência de uso ruim, mas as operadoras têm que lançar porque têm as obrigações”, diz a analista Marceli Passoni, da consultoria Informa Telecoms & Media. “A partir do próximo ano, as empresas devem migrar os usuários mais ativos para a rede 4G, mas a tecnologia ainda não vai ser adotada pelos consumidores em larga escala. Isso vai ocorrer em 2015 ou 2016.” Segundo ela, o alto preço do serviço contribui para que o 4G atraia poucos consumidores nesta primeira fase de instalação.
A consultoria estima que o Brasil tenha 930 mil assinantes de serviços 4G até o fim do ano. O número é pequeno comparado aos 264 milhões de linhas móveis ativas no País – das quais 61,3 milhões são celulares com tecnologia 3G. Relatório da Anatel de março registrava 14 mil aparelhos 4G ativos no Brasil. Mas a previsão é que a quarta geração cresça muito nos anos seguintes. Em 2017 a quantidade de linhas ativas pode chegar a 28 milhões, segundo a Informa.
Para Erasmo Rojas, diretor para América Latina da 4G Americas – associação da indústria de celulares –, as operadoras têm de usar o tempo antes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo no Brasil para testar a rede e, assim, oferecer um serviço de boa qualidade. “A tecnologia vai funcionar. A questão é se vai haver capacidade e cobertura suficientes para garantir o funcionamento não só nos estádios, mas também no uso diário”, diz. “É importante que essa experiência em junho seja bem feita para que os brasileiros não tenham a mesma dúvida que hoje têm em relação ao 3G e que a 4G seja uma rede em que se possa confiar.”

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