Estadão.com.br

SP quer que Google diga velocidade dos ônibus

  • 20 de maio de 2013|
  • 16h53

Por Redação Link

Cobertura em tempo real do desempenho de carros e coletivos ajudaria cidadãos a escolher melhores trajetos

Bruno Ribeiro, de ‘O Estado de S. Paulo’

SÃO PAULO – A Prefeitura de São Paulo anunciou estar em negociações com o Google para que a empresa tenha acesso aos dados da São Paulo Transporte (SPtrans) sobre a velocidade dos ônibus.

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Prefeitura quer que Google informe velocidade dos ônibus de São Paulo
FOTO: Reprodução

A ideia é que pessoas que usem o mapa (na internet ou em aplicativos) da empresa norte-americana possam saber, ao calcular suas rotas, quanto tempo vão demorar para chegar de ônibus.

O serviço, com cálculo do tempo gasto feito online, levando em conta o trânsito do momento, já existe para quem calcula rotas para serem percorridas de carro.

A SPTrans já mede a velocidade desenvolvida pelos 15 mil ônibus da frota municipal porque os coletivos têm aparelhos de GPS embarcados. São usados para que a empresa monitore os coletivos e dá a velocidade percorrida por eles.

“Para a gente, também tem a vantagem que é como uma pesquisa Origem/Destino”, diz o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Sabendo as rotas mais usadas pela população, ou demandas sobre traçados que não existem, a Prefeitura poderia planejar melhor as linhas, explica o secretário.

Para o usuário, a vantagem é que será possível calcular, antes de sair de casa, qual será o modal mais rápido para chegar ao destino desejado, de acordo com o trânsito do momento.

O Google foi procurado, mas informou que não comenta eventuais negociações que ainda estão em andamento. O secretário Tatto disse que ainda não chegou a um acordo para poder divulgar data para o serviço começar.

Criador do Twitter quer Square em mais países

  • 11 de abril de 2013|
  • 19h33

Por Redação Link

Em passagem por São Paulo, Jack Dorsey afirma que pretende expandir atuação da sua empresa de pagamento móvel

Por Nayara Fraga
do Economia & Negócios

SÃO PAULO – O cofundador e o presidente do conselho do Twitter, Jack Dorsey, parece estar interessado em trazer a Square, sua companhia de pagamento móvel, para o Brasil. Apesar de não ter revelado os detalhes de sua visita ao País, ele afirmou nesta quarta-feira, 10, que a companhia pode se expandir para outras regiões. Um dos motivos de sua passagem pelo Brasil é conhecer melhor o mercado local.

Regulação bancária é uma das barreiras
à expansão do Square. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, o executivo participou na quarta-feira de um encontro com alunos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na sede da instituição, em São Paulo. “Acho que o Square pode ir para outros países, mas um dos fatores que pedem atenção é a questão da regulação bancária”, disse Dorsey. Até nos Estados Unidos, segundo ele, foi demorado o procedimento para lançar o produto.

A Square é uma jovem empresa com sede em São Francisco, na Califórnia, e é considerada uma companhia promissora no mercado de tecnologia. Seu negócio é facilitar o pagamento de compras, usando um dispositivo que pode ser acoplado a smartphones para realizar transações com cartões de crédito. O comerciante pode usar o próprio celular da empresa para receber os pagamentos de clientes. A vantagem está nas taxas menores do que as cobradas pelas administradoras de cartão, o que pode reduzir os custos. O dispositivo é um pequeno leitor em formato quadrado e cerca de 2 centímetros de largura e altura. Nele, os consumidores podem fazer os pagamentos com cartão.

Outro produto da empresa é o Square Wallet, um aplicativo em que o usuário pode cadastrar seus dados de cartão de crédito para fazer as compras mais rapidamente nos estabelecimentos comerciais. A proposta é: em vez de tirar a carteira do bolso, o cliente diz apenas o seu nome. O atendente vê o nome e a foto da pessoa no caixa (para comprovar que você é você) e finaliza o pagamento.

Concorrentes. Uma “carteira digital” dessa espécie ainda não existe no Brasil, mas já há iniciativas voltadas para o leitor. Uma delas é a Payleven, que já tem cerca de mil lojas no País em sua rede. Seu foco, como disse o diretor da empresa em novembro passado ao Estado, é atingir empresários que não conseguem ter outras soluções para aceitar cartão de crédito.

Assim com a Payleven, existem várias outras empresas que fazem o mesmo que a Square em outros países. Mas Dorsey diz não se preocupar com isso. “Não é importante ser o primeiro, e sim ser o melhor. Muitas das copycats (empresas que copiam o modelo de negócio) são superficiais. Elas não conseguem copiar a alma do negócio.”

O empreendedor vê um potencial muito grande no Brasil. Ele diz que o País se move rapidamente e que os eventos que estão por vir, Copa do Mundo e Olimpíada, favorecem isso. “Nós estamos aprendendo muito aqui (com o Twitter, que tem escritório em São Paulo). É um país muito sofisticado no campo da tecnologia.” / COLABOROU LIGIA AGUILHAR

Google abre 25 vagas de estágio em SP

  • 5 de fevereiro de 2013|
  • 19h30

Por Anna Carolina Papp

Programa de sete meses oferece estágio nas áreas de vendas, marketing e administração; inscrições vão até 11 de março

SÃO PAULO –  Nesta terça-feira, 5, o Google abriu inscrição para o seu programa de estágio, o Google Business Internship Program. A gigante de buscas oferece a universitários um estágio nas áreas de vendas, marketing e administração da empresa.

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Os 25 aprovados passarão uma temporada de sete meses no escritório do Google em São Paulo, no Itaim Bibi, inaugurado no dia 15 de janeiro deste ano. Segundo a empresa, há possibilidade de contratação e oportunidade de trabalhar no exterior.

O processo seletivo ocorrerá pela internet, incluindo etapas como provas e entrevistas, estas realizadas por hangouts – videoconferências viabilizadas pela rede social da empresa, o Google Plus.  Os estagiários serão remanejados em dez áreas, entre elas os departamentos de marketing, publicidade, produtos, vendas e recursos humanos.

Os candidatos devem ser universitários, com previsão de formatura entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Outro requisito é a fluência em inglês. Interessados devem se inscrever pelo  site da Cia de Talentos até o dia 11 de março. O programa terá início no dia 1º de julho.

Escritório. A sede paulista do Google fica na Avenida Faria Lima, e pode abrigar entre 300 e 400 pessoas, sendo o foco na área de vendas. O escritório ocupa dois andares e meio do prédio (9.000 m²). Veja algumas fotos do espaço:

O auditório ‘Maracanã’:

As quatro microkitchens (microcozinhas) são áreas de convivência, onde se pode tomar um café, comer, beber algo. Logo na entrada da sede, a microkitchen tem o nome ‘Baixo Augusta’, com mesa de sinuca:

Microkitchen ‘Bixiga’:

A ‘Feira livre’ tem frutas à disposição:

Sala de jogos:

A sala de descanso tem quatro redes:

O ‘Tech Shop’ é um lugar onde os funcionários podem levar seus aparelhos eletrônicos para pedir ajuda ou reparos:

Microkitchen ‘Liberdade’:

Restaurante:

FOTOS: Cláudio Pepper/Divulgação Google

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• Conheça o novo escritório do Google em São Paulo

 

Nono dígito em SP pode causar instabilidade

  • 27 de julho de 2012|
  • 15h37

Por Agências

Operadoras dizem se preparar para a mudança, mas informam que pode haver instabilidade nos sistemas e serviços

SÃO PAULO – A inclusão do nono dígito na telefonia celular de São Paulo e região metropolitana, na área do DDD 11, poderá causar “instabilidade” nos serviços da TIM ao longo do próximo domingo, 29, quando começa a valer a nova regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ampliar as combinações de linhas móveis.

Em mensagem de texto a clientes, a TIM informou que “poderá ocorrer instabilidade no atendimento, serviços e sistemas”.

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Por meio da assessoria de imprensa, a TIM afirma que está trabalhando para que a mudança ocorra sem impacto para os clientes. No entanto, ressalta que, “em razão dos sistemas envolvidos”, poderá ocorrer “instabilidade de alguns serviços” ao longo do domingo. “Durante este período, se o usuário identificar dificuldades para efetuar chamadas ou acessar dados, a operadora orienta desligar e ligar o aparelho celular para que seja feito, automaticamente, um novo registro na rede”, afirmou a empresa na nota.

O comunicado da TIM acrescentou que a empresa está “preparada” para o cumprimento da resolução da Anatel de inclusão do nono dígito. “O trabalho compreende adequações de infraestruturas de rede e Tecnologia da Informação com ambientes de telecomunicações totalmente integrados”, completou a TIM na nota.

A Claro informou que nota que “está trabalhando para que esta mudança tenha o menor impacto possível” para os clientes. Afirmou que já comunicou seus clientes, via SMS e também na conta, sobre a mudança. Além disso, destacou que investiu nas áreas de engenharia, TI e comunicação. “No call center, mais de 14 mil atendentes já foram treinados”, afirmou.

A Oi destacou em comunicado que mobilizou suas equipes para garantir “o bom funcionamento dos serviços e o menor incômodo possível” a seus usuários. A empresa informou que os clientes de varejo, empresarial e corporativo do DDD 11 estão sendo informados sobre as mudanças desde o mês de abril desse ano e que reforçou o treinamento em suas centrais de atendimento ao cliente para esclarecimento de dúvidas.

A Vivo afirmou, em nota, que vem adotando as providências técnicas para que a operação ocorra sem qualquer problema e dentro do prazo estipulado pela Anatel. A operadora afirmou que há mais de um ano já comunica seus clientes sobre esta alteração por meio do envio de mensagens de texto (SMS) e nas contas telefônicas.

O acréscimo do dígito “9″ à esquerda (9xxxx-xxxx) do número de celular discado elevará para aproximadamente 90 milhões o total de combinações na região do DDD 11, mais do que dobrando a atual capacidade, de 44 milhões.

/Agência Estado 

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9 à esquerda

9 à esquerda

  • 22 de julho de 2012|
  • 19h24

Por Anna Carolina Papp

A partir de domingo, celulares de São Paulo com DDD 11 terão um nono dígito. Veja dicas para atualizar seus contatos

SÃO PAULO – Quem mora na região metropolitana de São Paulo já deve ter recebido nos últimos meses duas ou três mensagens avisando sobre o acréscimo do dígito “9” ao número do celular. A medida, anunciada em janeiro pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já entra em vigor no domingo, 29 de julho. O objetivo é ampliar a numeração da área de DDD 11 – a capital paulista e 63 municípios da região.

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O dígito 9 será acrescentado à esquerda de todos os números móveis da área 11, com exceção dos números de rádio, como os da Nextel. Os celulares passarão a ter o formato 9xx-xxx-xxx.

O período de transição é de 90 dias. Nos dez primeiros, chamadas com oito dígitos serão encaminhadas normalmente. Após o período, ligações incorretas serão interceptadas com alertas sobre o nono dígito. Depois dos 90 dias, as chamadas com oito dígitos não serão mais completadas.

A Anatel estima que a transição custe R$ 300 milhões. A mudança é gratuita para o usuário, que deve atualizar seus contatos – o que não precisa ser feito manualmente por quem tem um smartphone (veja abaixo).

A mudança possibilitará um total de 90 milhões de combinações. Atualmente, com oito dígitos, são possíveis 37 milhões de números e o DDD 11 já tem 34,2 milhões de linhas ativas.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso garantir a qualidade do serviço. Um exemplo é a medida tomada pela Anatel semana passada de proibir as operadoras com mais reclamações em cada Estado de vender novas linhas. “O aquecimento da telefonia móvel deve ser acompanhado de medidas que garantam a qualidade”, diz Veridiana Alimonti, do Idec. “A oferta de serviços tem de ser proporcional às medidas das empresas para ampliação da capacidade de rede e da qualidade de atendimento.”

FAQ

Em que municípios?
Nos 64 municípios que integram a área 11 (listados em www.anatel.gov.br)

Quando usar?
Ao ligar para celulares da área 11, seja de telefone móvel ou fixo, não importa o DDD de origem da chamada

O usuário pode optar por manter seu número atual?
Não. A mudança é obrigatória e gratuita

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Link no papel – 23/7/2012

EUA propõem base antipirataria no Brasil

  • 13 de julho de 2012|
  • 14h28

Por Agências

Secretária de Segurança Interna americana fez a proposta à Prefeitura de São Paulo

FOTO: Marcio Fernandes/AE

SÃO PAULO – A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano, propôs ontem à Prefeitura de São Paulo a criação de uma base antipirataria no Brasil.

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Em visita à sede da administração municipal, ela elogiou o reforço na fiscalização que já rendeu apreensão de 40 milhões de itens desde dezembro de 2010 em 38 estabelecimentos ilegais. “O compromisso de São Paulo ao lutar contra a pirataria é fantástico.”

A proposta será analisada. O secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega, disse que a secretária ofereceu ajuda na capacitação de mão de obra. São Paulo é um ponto estratégico por funcionar como entreposto de pirataria para outros Estados.

/ AGÊNCIA ESTADO

Serviço online mostra horários dos ônibus em São Paulo

  • 26 de março de 2012|
  • 19h06

Por Redação Link

Serviço online da SPTrans mostrará deslocamento, em tempo real, de todos os veículos em qualquer linha da capital

Por Caio do Valle, do Metrópole 

SÃO PAULO – Andar de ônibus em São Paulo deve ficar um pouco mais fácil a partir desta segunda-feira, 26. Se ainda não dá para escapar da superlotação de muitas linhas, ao menos já é possível saber a hora exata em que o coletivo vai passar. Um novo serviço da São Paulo Transporte (SPTrans) na internet mostra o deslocamento, em tempo real, de todos os veículos em qualquer linha da cidade.

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Assim, os passageiros têm condições de se programar para esperar menos no ponto. Além disso, pode-se ver a lista dos próximos atendimentos em cinco corredores, como o da Avenida Rebouças. A novidade está disponível, de graça, no site do serviço Olho Vivo. Quem tem iPhone ou celular com Android consegue entrar no site de maneira remota.

O uso da ferramenta é relativamente simples. Na página, dois botões levam o internauta a consultar o horário de passagem e a posição dos ônibus. O primeiro faz a busca por número ou nome da linha.

Por exemplo, se o passageiro depende do ônibus Praça Ramos-Jaraguá, da linha 8696-10, e precisa pegá-lo em um ponto da Rua Guaicurus, na Lapa, zona oeste, deve fazer a busca com uma das informações e carregar o mapa. A imagem apontará, com balõezinhos, todos os ônibus que estão se movimentando no momento na rota.

Para efeito de ilustração, às 23h04 da sexta-feira passada, só um dos ônibus da linha rumo ao Jaraguá ainda passaria na Rua Guaicurus. O veículo estava, conforme o mapa, na Avenida Francisco Matarazzo. Ou seja, o usuário saberia que, se o perdesse, teria de esperar muito até o próximo.

A outra opção de pesquisa é mais fácil. Ela revela quais os coletivos que passarão em todas as paradas de seis dos dez corredores exclusivos: Santo Amaro, Campo Limpo/Rebouças, Inajar de Sousa, Parelheiros, Pirituba e Expresso Tiradentes. A precisão é maior. A pessoa consegue ver, ao selecionar uma parada específica, a hora exata em que passarão os próximos ônibus. Mais de 2 milhões usam esses corredores todo dia.

Testando. No fim da tarde de sexta-feira, a reportagem testou, por 35 minutos, a eficácia do serviço na Parada Paulista do Corredor Rebouças, no sentido centro. A precisão foi grande. Dos 40 ônibus monitorados, sete passaram na hora exata informada no site. Os outros tiveram adiantamentos ou atrasos de cerca de um ou dois minutos.

Maurício Lima Ferreira, diretor de Tecnologia da SPTrans, diz que a previsão de acerto é de 96%, considerando cinco minutos antes ou após o horário informado. A previsão é possível graças a um sistema automático de localização, instalado nos 15 mil ônibus da frota. A cada minuto, ele envia sinais, captados na central da SPTrans.

O consultor de Transporte Flamínio Fichmann considera a medida positiva, mas acredita que a SPTrans não deveria dispensar informações nos próprios pontos e paradas, como a lista com o nome das linhas que passam ali. “É mais universal. Nem todo mundo tem celulares com essas tecnologias.”

Sem referências. Um dos defeitos do sistema é que ele não mostra, no mapa, a localização de estações de metrô e trem. Além disso, a busca não reconhece algumas palavras, como “praça”, mas apenas abreviaturas.

Campus Party pode ter edição anual em PE

  • 29 de fevereiro de 2012|
  • 16h44

Por Murilo Roncolato

Diretor do evento afirma ao ‘Link’ que só restam acertos de agenda; encontro de tecnologia pode ocorrer em julho deste ano

Em São Paulo, as 7 mil vagas para a edição de 2012 foram vendidas em apenas 22 dias. FOTO: Sergio Castro/AE

SÃO PAULO – A Campus Party pode ter uma segunda edição anual fixa no Brasil. Além de São Paulo, que recebeu o evento pela quinta vez neste ano, Pernambuco também poderá abrigar a Campus a partir de julho deste ano.

Organizadores do evento se reunirão com o Governo do Estado de Pernambuco nesta sexta-feira, 2, para definir detalhes de calendário e bater o martelo quanto ao local que, provavelmente, deverá ser o Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, a 12 km do aeroporto internacional de Recife.

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O cofundador do evento, Paco Ragageles, iniciou uma campanha pela internet (que já conta com mais de 20 mil participantes) na expectativa de obter a reação do público quanto a uma edição regional em Pernambuco. Apesar de não haver nada confirmado ainda, a organização já anunciou até uma promoção oferecendo “uma viagem com tudo pago a #CpRecife1″ (apesar de o Centro de Convenções, que possivelmente abrigará o evento, ter endereço oficial em Olinda).

O Link conversou por telefone com o diretor do evento no Brasil, Mario Teza, que disse que o encontro “tem tudo para acontecer”, mas faltam ainda “detalhes determinantes para acertar com o governo”.

“O Governo do Estado tem total interesse, até por ter um pólo digital bastante atuante aqui. O movimento agora é de intenções: da Campus, do Governo e da principal patrocinadora”, disse por meio de assessoria a Casa Civil do Estado de Pernambuco. “Não está definido se vai acontecer por questões de infraestrutura. Vai se discutir a viabilidade, por conta da agenda do Centro de Convenções de Pernambuco, que é muito dinâmica.”

Teza e Paco Ragageles chegam no Recife entre hoje e amanhã e devem visitar o Centro de Convenções para avaliar as possibilidades do espaço.

Logo da campanha iniciada por Paco Ragageles que estampa essa moldura em fotos no Twitter que diz “#CPRECIFE Eu quero”. FOTO: Reprodução

A ideia surgiu em novembro de 2011 a partir de uma confluência de interesses por parte de campuseiros (nome dado aos participantes do evento, que recebe cerca de 7 mil pessoas, sendo que dessas mais de 5 mil acampam no local) e do diretor da maior patrocinadora da CP, a Telefônica.

“O Antonio Valente provocou o Paco dizendo que poderíamos fazer uma edição no Nordeste. O [governador] Eduardo Campos, que já foi Ministro de Ciência e Tecnologia, já tinha interesse em fazer algo com a gente. Daí surgiu”, conta Teza, que revelou já existir um projeto de palestras e atividades para a edição de julho, o que deve tornar a edição viável, mesmo no pouco tempo para sua realização.

Além disso, o plano é de que a edição do Recife não seja esporádica, mas que entre no calendário internacional do evento. “Recife vai entrar no circuito mundial da Campus Party”, garantiu.

Recife pode tornar concreto a ideia de uma edição regional – além da nacional, que continuará ocorrendo normalmente em São Paulo. A Campus Party pode, a partir da realização do encontro em Pernambuco, retomar uma ideia antiga, que deu certo na Espanha e, em menor intensidade, na Colômbia, que são as edições itinerantes, apelidada de Campus Party Experience.

Mario Teza: “Queremos deixar um legado de inovação”. FOTO: Divulgação

“Seria uma ‘degustação’ da Campus, que não seria pequena, mas não teria tanto gasto quanto a edição nacional”, explica Teza. “Temos convites de Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, do Estado do Pará, Maranhão, Goiás e Espírito Santo.”

Sobre Recife, Mario Teza disse que falta ainda definir “a configuração do evento”. Ele ponderou que existe a possibilidade de não ser idêntica à de São Paulo, mas tenha características próprias, lembrando que o padrão das edições no mundo é ter o Camping (onde os participantes acampam) e a Arena (onde acontecem as palestras e ficam as mesas, cadeiras e cabos de conexão); a Expo, a depender da dimensão do local, pode ser descartada.

Sobre a duração, certamente será de uma semana, diz o diretor, “mas não uma ‘semana cheia’ como São Paulo, provavelmente de segunda a sábado só”.

“Deve ter alguns pontos próprios, a ideia é ter uma característica da Campus de lá. A única certeza é que iremos trabalhar muito em cima de inovação”, contou apontando Recife como uma cidade com “potencial” para receber o evento que esperar “deixar um legado de inovação” por onde passar. Citou ainda como pontos já existentes e atrativos para um encontro dessa espécie o Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), e se animou ao apontar a cidade pernambucana como o maior pólo de desenvolvimento de aplicativos do País.

A reunião desta sexta-feira, 2, contará com a presença do secretário da Casa Civil do Estado de Pernambuco, Tadeu Alencar; o presidente da Telefônica no Brasil, Antonio Valente; o diretor geral da Futura Networks (organizadora do evento), Mario Teza e o espanhol Paco Ragageles.

“Sairemos de lá com um grupo de trabalho formado por Futura Networks, Telefônica, Sebrae, Governo, Prefeitura e Serpro – esse é o grupo que vai preparar a Campus do Recife”, adiantou Teza.

+ Veja a cobertura que o ‘Link’ fez da Campus Party 2012 de São Paulo

Campus Party: novos velhos problemas

  • 7 de fevereiro de 2012|
  • 3h45

Por Murilo Roncolato

Calor, filas, problemas de conexão e falta de água marcaram o primeiro dia do evento de tecnologia no Anhembi

SÃO PAULO – As expectativas sobre o novo espaço da Campus Party foram grandes, ainda mais sabendo que todas as precauções foram tomadas para afastar problemas como as recorrentes quedas de energia do ano passado. Mas lugar novo, problemas novos. A estrutura grandiosa do Anhembi agradou, mas coisas básicas como ventilação e água se tornaram graves problemas.

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Para atender os 7 mil campuseiros, há apenas dois bebedouros não refrigerados dentro da área do camping (não há nenhum na Arena). A reclamação geral é a de que, principalmente em função do calor, os dois bebedouros não comportam o volume de pessoas, o que gerou filas enormes.

Como alternativa, os campuseiros apelaram para o restaurante, onde são cobrados R$ 5 por uma garrafa de 1,5 L, e os stands internos de alimento, que cobram R$ 4 por cada garrafa de 510 ml.

Comentário de campuseiro pelo Twitter

“Eles devem estar lucrando lá. Dois bebedouros para 7 mil pessoas nesse calor? Não dá”, reclamou Tiago Pereira, de São Paulo. Ele é mais um de outros tantos que desistiram de comprar comida dentro do evento e recorreram às pizzarias. A cena é comum: um passa correndo com caixas de pizzas seguido de um outro com uma caixa cheia de refrigerantes no ombro, também comprados de fora.

“Não vale a pena comprar comida aqui. Eu compro pela internet, escolho o que quiser e sai muito mais barato”, disse Pereira que comprou cinco pizzas por R$ 24 cada.

Uma novidade neste ano são os tais stands internos de alimento (abertos até as 23h). A conveniência é compensada pelos preços mais elevados. Por ali, um X-Salada e um refrigerante saem por R$ 15, pão-de-queijo é R$ 4, assim como um cafezinho armazenado em garrafa térmica, e um misto-quente vale R$ 10. Apesar da proibição ao consumo de bebida alcoólica dentro da Arena, o item consta no cardápio com o preço de R$ 5. Alguns campuseiros garantiram terem visto latas de cerveja sendo vendidas; o estabelecimento, de responsabilidade da “São Paulo Hot Lanches”, nega.

Outra reclamação foi sobre banheiros e o aumento dos custos de inscrição e pacote de alimentação. Um grupo de 10 estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) pisaram pela primeira vez na Campus Party e se disseram um tanto decepcionados com a infraestrutura e com a falta de informação. “Ano passado tinha escova, roupão de brinde, tinha box para tomar banho; agora só colocaram uma folha de plástico como divisória no banheiro. Não tem privacidade”, contou o estudante Marcelo Novaes. Ele ainda reclama do preço do pacote de alimentação para quem não comprou antecipadamente. “Disseram que daria para comprar na hora, só não avisaram que o preço pularia de R$ 203 para R$ 350.”

Calor, filas e falta de água marcaram o primeiro dia do evento. FOTO: JF Diorio/AE

Durante toda esta segunda-feira, 6, campuseiros e membros da organização relataram problemas com conexão. Além do costumeiro aumento gradual de banda larga no evento (a máxima, de 20 Gbps neste ano, chegaria só no fim do dia), stands como o do Barcamp (ao lado do Palco Principal) não tinha cabeamento disponível. As mesas sem internet foram sendo ativadas ao longo do dia.

É dada a largada. “É a maior velocidade de internet já colocada em um evento”, comemorou o presidente da Vivo Telefônica, Antônio Carlos Valente. “É a melhor Campus Party do mundo”, elogiou o espanhol Paco Ragageles, criador da Campus Party. A cerimônia que oficializou o início das atividades no evento começou às 23h30 desta segunda-feira. Paco Ragageles e o diretor da Campus Party no Brasil, Mario Teza, dividiram o palco para dar as boas-vindas a todos os ali presentes.

Teza mal pegou o microfone e já se vangloriou das medidas que garantiram um tempo menor de filas neste ano. “Não falei que ia levar crachá na casa de vocês?” E, em seguida, reclamou do clima, mas não fez comentários sobre a falta de água. “Precisava fazer tanto calor? Mas a gente vai sobreviver”, brincou.

Compareceram no palco representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, dos Ministérios das Comunicações, Cultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (aplaudido após defender maiores incentivos à indústria de games, consoles e aplicativos abertos brasileiros). Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura e Polícia Militar. Não houve nenhum tipo de manifestação por parte do público.

Paco Ragageles tomou o microfone às 23h59 e fez a contagem regressiva para o início do evento que deverá abrir suas portas para o público em geral nesta terça-feira, às 9h (na área restrita à Zona Expo).

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Campus Party começa para valer nesta terça

  • 6 de fevereiro de 2012|
  • 20h26

Por Murilo Roncolato

Agenda de palestras e workshops começa nesta terça-feira depois de dia de credenciamento dos campuseiros

Campus Party abriu as portas nesta segunda-feira, às 10h. FOTO: Natália Russo/AE

SÃO PAULO – A Campus Party abriu suas portas na manhã de segunda-feira, 6, no Anhembi em São Paulo. A partir de terça, o evento de tecnologia terá palestras de pessoas de destaque como professor especialista em tecnologia educacional Sugata Mitra. Um dos arquitetos da web, John Klensin, responsável pela criação do Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP), teve sua palestra cancelada. O pesquisador do MIT não entrou no País por problemas com visto, segundo a organização.

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Mitra leciona na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, e é uma referência mundial quando a intenção é combinar educação e tecnologia. O estudioso prega o aprendizado livre e autônomo com o auxílio de telas digitais por crianças. Sugata fala no primeiro dia, às 19h, no Palco Principal.

Os “campuseiros”, nome dado aos 7 mil inscritos que passarão os próximos cincos dias ouvindo palestras e usando a internet de 20 gigabis por segundo (Gbps), começaram a chegar ao Anhembi já na madrugada de segunda-feira, à espera da abertura dos portões, que só ocorreria às 10h.

O calor castigou as milhares de pessoas que enfrentaram as tradicionais filas da Campus. Neste ano, em que o evento acontece no Anhembi, ao diretor do evento Mario Teza diz esperar que tudo se acomode melhor, as filas sejam menores e a confusão sonora incomode menos.

A edição de 2011, que aconteceu no Centro Imigrantes, ficou marcada pelas enormes filas, a acústica problemática que atrapalhou as palestras e, principalmente, as recorrentes quedas de energia. Para este ano, Teza garantiu geradores “para iluminar São Paulo” e se mostra satisfeito com a programação.

“O espaço é genial. A ‘Rio +20’ é menor do que a gente! O que a gente faz é muito grande, mas estou otimista”, afirma. A programação deste ano tem menos destaques que a de 2011 (que contou com o político americano Al Gore; o criador do World Wide Web, Tim Berners-Lee; e o cofundador da Apple, Steve Wozniak), mas deve empolgar graças ao foco maior em inovação e empreendedorismo.

“O nosso enfoque aprofunda a ideia da inovação colaborativa. A gente já a praticava, mas não tinha nome e sobrenome: open innovation”, referindo-se ao conceito proposto em 2003 pelo professor americano Henry Chesbrough. “Essa programação será a melhor em cinco anos”, acredita Teza.

Veja um vídeo sobre as pesquisas de Sugata Mitra:

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