Estadão.com.br

Anonymous ameaça sites do governo russo

  • 4 de maio de 2012|
  • 19h11

Por Agências

O grupo hacker se coloca contra a posse de Vladimir Putin como presidente do país

MOSCOU – O grupo ativista hacker Anonymous afirmou nesta sexta-feira que planejava atacar sites de governos russos, como premier.gov.ru e government.ru, a fim de apoiar os protestos da oposição à frente da posse de Vladimir Putin como presidente.

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Em um video publicado na internet (veja abaixo), o braço russo do grupo disse no YouTube que iria tirar do ar o principal site do governo no domingo, quando protestantes planejam realizar uma marcha de um milhão no centro de Moscou.

Isso seria seguido por um ataque ao site do primeiro-ministro na segunda-feira – o dia da posse de Putin –, disse a messagem, que incluía instruções sobre como os usuários da internet poderiam participar.

Putin ganhou as eleições presidenciais em março para um mandato de seis anos, apesar de uma onda de protestos após um levantamento, em dezembro, da oposição parlamentar que disse a votação em apoio ao seu partido foi manchada por fraudes em grande escala.

“No dia 6 de maio haverá demonstrações de massa contra as eleições ilegítimas. Vamos apoiar este protesto, tirando do ar sistes mentirosos do governo”, disse o Anonymous, em sua mensagem no YouTube.

/REUTERS

Ativistas pró-Putin promovem ciberataques

  • 25 de abril de 2012|
  • 17h39

Por Redação Link

Relatório diz que redes do submundo hacker são cada vez mais usadas para suprimir oposição e mídia

Vladimir Putin FOTO: Reprodução

MOSCOU – Os ativistas pró-Kremlin usam cada vez mais as redes do submundo hacker para suprimir a oposição política e a mídia independente, que, acreditam eles, representam um perigo à manutenção de Vladimir Putin no poder da Rússia, denunciou um relatório na quarta-feira, 25.

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Os ciberataques a sites de notícias independentes, como a rádio Ekho Moskvy e o canal de TV na Internet Dozhd, na época das eleições de dezembro aumentaram as preocupações com relação a uma repressão à dissidência.

“Esses ataques “confirmaram os piores temores de que o Kremlim pode usar a comunidade hacker para organizar ataques a sites de mídia independentes e à oposição”, disse o relatório do site ativista de direitos humanos Open Democracy, com sede na Grã-Bretanha.

“”O número de ataques de negação de serviço contra alvos políticos continuou a crescer”, disse o relatório, referindo-se à forma mais comum de agressão usada pelos ativistas pró-Kremlin, nos quais uma torrente de solicitações força um site a fechar.

No dia da eleição de 4 de dezembro, o site de mídia independente Slon.ru foi bombardeado com até 250 mil solicitações de informação falsas, em sua maioria vindas da Índia e do Paquistão, provocando a queda do servidor.

O aumento mostra até onde os ativistas pró-governo estão dispostos a atuar na Internet depois dos maiores protestos da oposição em 12 anos de governo de Putin. Os protestos foram motivados por acusações de fraude na eleição, espalhadas em boa parte pela mídia social.

A tecnologia cada vez mais acessível usada nos ataques dos hackers permite que os grupos pró-Kremlin encontrem mais e mais pessoas dispostas e capazes de promover ataques, afirmou o relatório.

A acessibilidade crescente às ferramentas dos hackers na Rússia também deu à oposição política uma chance de impor danos a alvos pró-Kremlin.

O braço russo do grupo de hacker Anonymous assumiu responsabilidade por vazar documentos que detalhavam supostos pagamentos do grupo jovem pró-Kremlin Nashi a blogueiros para que eles elogiassem Putin e criticassem os opositores dele.

/ Reuters

Redes sociais manipulam as pessoas, diz Igreja

  • 25 de dezembro de 2011|
  • 17h32

Por Agências

Líder da Igreja Ortodoxa russa diz que as redes sociais, onde os protestos são organizados, tornam as pessoas ‘vulneráveis a manipulações’

Manifestante é detido durante protesto na Rússia. FOTO: Denis Sinyakov/Reuters

MOSCOU – O líder da Igreja Ortodoxa russa alertou os cidadãos do país nessa sexta-feira, 23, contra a confiança em sites de redes sociais, que vêm sendo usados na organização de protestos em oposição ao governo, dizendo que eles tornam as pessoas “vulneráveis a manipulações”.

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Cerca de 40 mil pessoas se inscreveram via internet para participar de um protesto no centro de Moscou, no próximo sábado, contra uma contestada eleição legislativa que, no começo do mês, deu ao partido governante de Vladimir Putin uma pequena maioria.

“A ingênua confiança de uma pessoa moderna na informação disponível em redes sociais, acompanhada pela desorientação moral e pelas perda de valores (morais) básicos tornam nossos jovens vulneráveis à manipulação”, teria dito o patriarca Kirill, de acordo com a agência de notícias Interfax.

Ele não fez referência ao comício, no qual o antigo líder soviético Mikhail Gorbatchov e o blogueiro oposicionista Alexei Navalny devem discursar. O comício deve aumentar a pressão sobre o primeiro-ministro Putin, que respondeu com concessões insignificantes e é visto como franco favorito para a eleição presidencial de 2012.

O patriarca Kirill também declarou que a mudança política, por si só, não bastava para mudar a sociedade, e que isso só poderia acontecer por “uma metamorfose da alma”.

Endossada pelos líderes do Kremlin como principal fé da Rússia, a Igreja Ortodoxa vem conquistando crescente poder desde a queda do comunismo, duas décadas atrás. Seu papel atraiu críticas de defensores de direitos humanos, que alegam que viola a separação entre Igreja e Estado determinada pela constituição russa.

A internet vem exercendo papel vital na organização de protestos no país de mais de 140 milhões de habitantes, onde a televisão é estritamente controlada e vem dedicando pouca atenção aos maiores comícios oposicionistas realizados desde a chegada de Putin ao poder, em 1999.

Líderes oposicionistas afirmaram esperar pelo menos 50 mil pessoas no comício de sábado em Moscou, o que faria dele a segunda grande demonstração desde a eleição de 4 de dezembro.

Monitores internacionais afirmaram que a votação foi distorcida em favor de Putin e maculada por sinais de manipulação eleitoral.

/ Thomas Grove (REUTERS)

‘Estado não deve controlar internet’

  • 2 de setembro de 2011|
  • 10h00

Por Agências

O primeiro-ministro russo tenta minimizar preocupações em relação ao governo, sobre o qual se formam suspeitas de repressão em tempos de eleições

MOSCOU – O Estado não deve restringir as liberdades proporcionadas pela internet, afirmou nesta quinta-feira o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, em uma aparente tentativa de dissolver preocupações de que o governo possa reprimir divergências antes das eleições.

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Putin, membro de longa data da KGB soviética que está considerando voltar à presidência na eleição de março de 2012, deixou claro que o governo possui meios de limitar as liberdades da internet, mas sugeriu que seria moralmente errado fazê-lo.

“Sempre se pode impor controle… se o Estado tiver o direito de interferir”, disse Putin a estudantes da escola secundária que visitou no primeiro dia de aulas, segundo agências de notícias russas.

“No mundo moderno, você não pode limitar nada, você simplesmente precisa trabalhar de forma mais eficaz na área”, disse, aparentemente sugerindo que o governo deve fazer melhor uso da internet para atacar as críticas que enfrenta na Web.

Em um país no qual grande parte da mídia é estatal e protestos de rua enfrentam restrições, a internet é um dos últimos bastiões da liberdade de expressão.

Ataques de negação direcionados ao site mais popular de blogs russos no início deste desencadearam temores de que autoridades possam querer controlar o uso da internet antes da eleição parlamentar em dezembro e da presidencial no ano que vem.

/ REUTERS

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