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Justiça determina que MMS não é ilegal

  • 26 de março de 2013|
  • 17h42

Por Redação Link

Tribunal americano encerrou processo aberto por empresa que considerava compartilhamento de MMS uma infração de direitos autorais 

SÃO PAULO – A Justiça americana decidiu nesta terça-feira, 26, que o Multimedia Messaging Service (MMS), protocolo que permite integrar texto, imagem, cor e som no envio de mensagens de texto, não é ilegal.

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O Tribunal Federal de Apelações desconsiderou um processo iniciado em 2010, que comparava o serviço de mensagem MMS com empresas como Napster ou Limewire, por induzir a infração de direitos autorais.

A acusação partiu da empresa Luvdart LCC, que produz uma espécie de cartão de felicitação com anúncios que podem ser encaminhados por um usuário de celular para seus amigos. A empresa queria que os cartões fossem enviados por um usuário uma única vez. Quando eles eram encaminhados para outros telefones, a companhia considerava o envio uma infração de direitos autorais.

Para a Luvdart, as empresas de telefonia com a Sprint, Verizon e AT&T deveriam ser responsabilizadas por colaborar com a suposta infração de seus clientes, já que lucravam com a cobrança das taxas de envio de MMS quando as mensagens eram replicadas e não desenvolveram um sistema para bloquear um segundo envio.

Os juízes decidiram que mesmo que as empresas de telefonia tivessem alguma responsabilidade, seria impossível para elas controlar a distribuição do conteúdo.

Especialistas da área consideraram o processo absurdo, por ser o equivalente a condenar qualquer provedor de internet por permitir  o compartilhamento de e-mails em cadeia.

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Congresso dos Estados Unidos não para de baixar torrents
Brigas não resolvidas

UE multa Microsoft em 561 milhões de euros

  • 6 de março de 2013|
  • 12h26

Por Agências

Empresa quebrou compromisso de oferecer alternativas de navegadores de internet

SÃO PAULO – Autoridades de defesa da concorrência da União Européia multaram a Microsoft em 561 milhões de euros (US$ 731 milhões) nesta quarta-feira, 6, por quebra de compromisso de oferecer aos consumidores europeus alternativas de navegador de internet.

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FOTO: Yuriko Nakao/REUTERS

A Microsoft havia feito a garantia em 2009, após investigação antitruste na Europa, onde o problemas regulatórios da produtora de software acontecem desde a década passada e já somam 2,16 bilhões de euros com a nova multa.

A empresa norte-americana se comprometeu a oferecer aos consumidores europeus opções de navegadores rivais na versão anterior do Windows.

Mas a Comissão Européia, que atua como regulador da competição nos 27 países membros da UE, considerou que a empresa quebrou essa resolução entre maio de 2011 e julho de 2012.

A Comissão Européia declarou levar tais compromissos muito a sério. “Compromissos assumidos legalmente em decisões antitruste têm um papel muito importante por permitir soluções rápidas para problemas de competição”, disse o comissário para defesa da concorrência, Joaquin Almunia, em comunicado. “Claro, tais decisões demandam cumprimento estrito. Uma falha em cumprir é uma infração muito grave e deve ser punida de acordo”, declarou.

/REUTERS

Fim da disputa pelo termo ‘App Store’

  • 3 de janeiro de 2013|
  • 15h12

Por Agências

Juiz dos EUA aceita pedido da Amazon para encerrar processo movido pela Apple por causa de nome da loja de aplicativos

SÃO FRANCISCO – Um juiz dos Estados Unidos aceitou o pedido da Amazon para encerrar um processo movido pela Apple pelo uso do termo “App Store”, concluindo que a Apple não pode alegar anúncios falso contra a loja online.

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O juiz distrital Phyllis Hamilton, em Oakland, na Califórnia, aceitou a petição parcial da Amazon, que trata apenas das alegações sobre anúncios falsos. A Apple também fez outras reclmações contra a Amazon, incluindo infração da marca.

/ REUTERS

Estudante inglês não será extraditado aos EUA

  • 7 de dezembro de 2012|
  • 18h30

Por Anna Carolina Papp

Richard O’Dwyer, acusado de propagar conteúdo pirata, terá de pagar  £20.000 em compensação aos detentores de copyright

SÃO PAULO –  A longa batalha finalmente chegou ao fim: o estudante inglês Richard O’Dwyer, processado por criar um site com links para filmes e séries pirateados, está livre e não terá de ser extraditado para os Estados Unidos.

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Richard O’Dwyer. FOTO: Suzanne Plunkett/REUTERS – 13/1/2012

Com apenas 24 anos, O’Dwyer viu-se no meio de uma briga feroz  entre dois dos maiores produtos de exportação dos Estados Unidos: Hollywood e a internet.

Em 2008, ele criou o site TVShack.net, que permitia buscar links e arquivos em outros sites, incluindo aqueles que ofereciam filmes e programas de TV pirateados, de acordo com as autoridades. Como o domínio estava registrado nos Estados Unidos, ele seria regido pelas leis do país.

Em 2010, no entanto, o TVShack foi fechado pelo governo e, em 2011, O’Dwyer foi preso. O governo de Obama pedia a extradição de O’Dwyer da Grã-Bretanha para mover contra ele um processo criminal por infração da lei de direitos autorais. Sua pena poderia chegar a dez anos de prisão em solo norte-ameriocano.

Em março deste ano, a secretária do interior britânica, Theresa May, aprovou a ordem de extradição e, em julho, reiterou a decisão. No entanto, surpreendentemente, no mês passado foi anunciado um acordo para evitar a extradição do estudante – que viajou aos Estados Unidos voluntariamente para ser julgado e definir sua situação.

O acordo foi consolidado entre os advogados de O’Dwyer e as autoridades norte-americanas na semana passada,  mas fechado nesta semana quandoo estudante se apresentou para uma audiência. As condições foram que ele não mais violasse direitos autorais no futuro e pagasse uma compensação aos detentores do copyright: £20.000 – que representa o lucro do TVShack entre dezembro de 2007 e novembro de 2010.

“Estamos em Nova York agora” disse ao site TorrentFreak Julia O’Dwyer, mãe do estudante que, nos últimos dois anos, batalhou arduamente para evitar a extradição do filho. “Estivemos no tribunal para assinar o acordo. Então, sem extradição!”, comemorou Julia.

Richard disse estar muito feliz pelo governo norte-americano ter retirado suas acusações contra ele, mas reafirmou sua inocência e criticou o governo inglês por tê-lo ajudado pouco: “Ainda acredito que não cometi nenhum crime’, disse ele. “É uma pena o governo da Grã-Bretanha não ter tentado resolver isso; tivemos de nos deslocar até aqui” (veja mais depoimentos no vídeo abaixo).

O caso chegou ao fim, mas deixou suas marcas: “A situação foi bem destrutiva para a nossa vida”, apontou a mãe. “Bagunça suas finanças, bagunça seus relacionamentos e causa stress.”

O’Dwyer agradeceu a todos os que o apoiaram durante os dois anos do processo e disse que deseja voltar logo à vida normal: “Estou ansioso para voltar à universidade e ver meus amigos, mas não antes de uma pequena celebração hoje à noite.”

Ele e sua mãe voltarão hoje à noite para o Reino Unido. Para saber mais sobre a história de O’Dwyer e seu site, clique aqui.

Samsung vence Apple em caso de patentes no Japão

  • 31 de agosto de 2012|
  • 16h14

Por Agências

Corte japonesa afirmou que aparelhos da Samsung não violam patente da Apple sobre sincronização

Galaxy S e iPhone lado a lado. FOTO: Jo Yong Hak/REUTERS

TÓQUIO – Uma corte de Tóquio decidiu nesta sexta-feira, 31, que a os dispositivos móveis da Samsung Electronics não violam uma patente da Apple sobre sincronização de dispositivos móveis e computadores, concedendo à fabricante sul-coreana uma vitória uma semana após ter perdido um grande caso de patentes nos EUA.

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Ao rejeitar o processo da Apple, a corte disse que os produtos da Samsung não infringiam o escopo tecnológico da empresa norte-americana.

Um juiz federal norte-americano decidiu na semana passada que a Apple não violou nenhuma das patentes da Samsung, enquanto a empresa asiática havia copiado recursos importantes do iPhone.

O mesmo júri concedeu à Apple US$ 1,05 bilhão em indenização, e agora está buscando acelerar proibições à venda de oito telefones da Samsung no mercado norte-americano.

“Recebemos bem a decisão da corte, que confirmou nossa antiga posição de que nossos produtos não infringem a propriedade intelectual da Apple”, disse a Samsung em um comunicado após o veredicto da corte japonesa.

Um representante da Apple no Japão não quis comentar sobre o assunto.

/REUTERS

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Leia mais:
Samsung planeja recorrer de decisão favorável à Apple nos EUA

Bicho-papão

  • 15 de julho de 2012|
  • 16h01

Por Redação Link

O milionário fundador do Megaupload vê sua reputação mudar de vilão da internet para herói cult

Jonathan Hutchison, do The New York Times

No mês passado, o desenvolvedor de software neozelandês Ben Gracewood respondeu a uma mensagem postada no Twitter pelo magnata Kim Dotcom, fundador do site de troca de arquivos Megaupload, fechado pelo FBI. Perguntou: “Vocês por acaso passam o dia pilotando carrões e posando para fotos?”, referindo-se à foto que Dotcom, 38 anos, tinha acabado de postar mostrando três de seus sócios em carrinhos de golfe e num Segway. “Não me incomodaria de passar a vida assim”, escreveu.

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Vinte minutos depois, recebeu uma resposta chocante: “Venha cá imediatamente!” Assim, ele foi com um amigo até a casa mais cara do país – uma mansão avaliada em US$ 24 milhões (R$ 48,7 milhões) alugada por Dotcom – para nadar na piscina e comer bolinhos. A Nova Zelândia acompanhou fascinada as atualizações no Twitter sobre a visita.

O episódio, registrado pela hashtag #swimatkims, foi apenas uma de uma série de reviravoltas bizarras no caso que transformou Dotcom numa espécie de herói cult desde a sua prisão.

Em janeiro, dois helicópteros da polícia aterrissaram no gramado de sua mansão para uma batida em sua propriedade, ao norte de Auckland. Na época, a maioria dos neozelandeses nunca tinha ouvido falar em Dotcom. Ele manteve um estilo de vida relativamente discreto pelos dois anos em que morou ali.

O caráter público da operação – realizada sob os termos do acordo de extradição entre Nova Zelândia e EUA – pareceu ter como objetivo chamar atenção. A prisão foi acompanhada por descrições surpreendentemente completas nos noticiários, incluindo o relato de como os policiais abriram caminho até encontrar Dotcom num quarto do pânico, onde ele teria sido encontrado sentado ao lado de uma espingarda.
Dotcom – nascido Kim Schmitz, na Alemanha – e três outras pessoas ligadas ao Megaupload foram detidos na operação decorrente do seu indiciamento nos EUA por violações da lei de copyright e lavagem de dinheiro. O Departamento de Justiça dos EUA disse que os indivíduos e duas empresas – Megaupload e Vestor – eram acusados de “envolvimento na formação de quadrilha, na conspiração para cometer infrações contra a lei de direitos autorais, conspiração para cometer lavagem de dinheiro e duas acusações substanciais de infração criminosa da lei de direitos autorais”.

Neste mês, os advogados de Kim tentam suspender o processo contra a empresa, argumentando que os indiciamentos não valem porque devem ser entregues a um escritório das empresas em território americano, coisa que o Megaupload nunca teve. Mesmo que a argumentação seja aceita, o caso contra Dotcom e os outros réus prosseguiria. Os quatro detidos estão livres depois de terem pago fiança e aguardam audiência para determinar sua extradição.

A audiência estava programada para começar em agosto, mas na semana passada foi adiada para março de 2013 para que as questões legais sejam resolvidas. Após o adiamento, Dotcom se ofereceu em mensagem pelo Twitter a ir voluntariamente aos Estados Unidos para responder ao processo, mas exigiu que seu dinheiro seja desbloqueado para que possa pagar os seus advogados, que dizem estar sem receber desde o início do processo.

Entre os itens apreendidos pela polícia nas batidas de janeiro estavam 18 veículos de luxo avaliados em 6 milhões de dólares neozelandeses (R$ 9,7 milhões), computadores e até 11 milhões de dólares neozelandeses (R$ 17,8 milhões) em dinheiro. Em entrevista por e-mail, Dotcom disse ter sido maltratado pelo governo e pela polícia do país, e os acusou de estarem apenas atendendo os interesses americanos.
“Dois helicópteros e 76 policiais fortemente armados para prender um homem acusado de infrações contra a lei de direitos autorais – imagine a cena”, escreveu. “Hollywood está importando seus roteiros de cinema para o mundo real, enviando forças armadas para proteger seu ultrapassado modelo de negócios.”

Depois de um mês de detenção, foi fixado o valor da fiança de Dotcom, apesar de os promotores apontarem para o alto risco de fuga. Nos meses seguintes os advogados dele triunfaram numa série de audiências, conseguindo o relaxamento dos termos da fiança e a liberação de parte do dinheiro de seu cliente para o pagamento de despesas.

A maior vitória veio no fim de junho, quando um juiz da Suprema Corte decidiu que a polícia de Auckland tinha usado o tipo errado de mandado de busca, o que torna a operação ilegal.

O professor de estudos políticos Gavin Ellis, da Universidade de Auckland, disse que, com o passar do tempo, o público passou a apoiar cada vez menos a operação policial.

“A reação inicial foi de espanto e surpresa. ‘Uau, vejam só o que a polícia fez, apanharam um suposto chefão do crime’. Mas, conforme o retrato do caso e do réu pintado pela mídia começou a mudar, o olhar retrospectivo fez com que toda a operação começasse a parecer exagerada. Houve uma clara mudança na forma de caracterizá-lo, fazendo com que passasse de suspeito a herói cult”, disse Ellis.

Dotcom deu sua primeira entrevista à TV em março, num programa de variedades. Ele se mostrou afável, falando articuladamente num inglês quase impecável, com um discreto sotaque alemão. Durante a entrevista, descreveu o indiciamento americano contra si como “nada além de um comunicado à imprensa repleto de informações fora de contexto, elaborado para manchar ao máximo minha imagem”.

Em e-mail enviado no início do mês, disse que “o povo da Nova Zelândia fez com que eu e minha família nos sentíssemos muito bem-vindos. Os neozelandeses sabem que fui tratado de maneira injusta e que seu governo faz qualquer coisa para agradar aos EUA”. “Antes eu respeitava os EUA e o sonho americano”, continuou. “Agora os considero a maior ameaça mundial à paz e à liberdade na internet.”

Até há pouco, Dotcom nem sequer podia usar a internet. Depois que o tribunal lhe concedeu o acesso, ele começou a usar o Twitter no dia 19 de junho, alcançando quase 50 mil seguidores em duas semanas, e passou a postar fotos de sua família, além de caçoar da operação policial que o prendeu. Indagado sobre o motivo de sua nova atividade online, Dotcom disse que estava usando a maneira mais eficaz de responder a todas as mensagens de solidariedade que recebeu.

No dia seguinte ao #swimatkims, disse, via Twitter, que faria uma versão do evento para “todos”. “Precisamos de uma grande piscina pública”, escreveu. “Um ótimo DJ. Caixas de som e iluminação. Alguém se habilita?”

/ TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Fundador do Megaupload quer ir aos EUA

  • 11 de julho de 2012|
  • 16h06

Por Agências

Kim Dotcom afirma no Twitter que extradição não é necessária e pede para responder processo em liberdade nos EUA

WELLINGTON – Kim Dotcom, o magnata da internet que ocupa posição central em uma investigação norte-americana sobre fraude e pirataria online, anunciou nesta quarta-feira, 11, que estava disposto a ir aos Estados Unidos para limpar seu nome, o que evitaria a necessidade de uma audiência de extradição na Nova Zelândia.

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Dotcom, fundador do serviço de troca de arquivos Megaupload, desafiou o Serviço Federal de Investigações (FBI) norte-americano a realizar um julgamento justo, e se disse disposto a enfrentar a agência em um tribunal dos EUA, desde que certas condições sejam aceitas.

“Ei, Departamento da Justiça, estamos dispostos a ir aos EUA. Não é preciso extradição”, escreveu Dotcom, 38, no Twitter. O empresário, antes conhecido como Kim Schmitz, nasceu na Alemanha.

“Queremos o direito a pagar fiança e responder o processo em liberdade, e o descongelamento de dinheiro para pagar advogados e cobrir nossas despesas”, ele escreveu, se referindo ao seu caso e ao de três outros acusados pelas autoridades norte-americanas.

Em sua mais destacada investigação sobre pirataria online, o FBI alega que Dotcom liderava um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões, desde 2005, pela cópia e distribuição não autorizada de música, filmes e outras formas de conteúdo protegido por direitos autorais.

Os advogados de Dotcom alegam que a empresa oferecia simplesmente um serviço de armazenagem de arquivos online.

A oferta de Dotcom surgiu um dia depois que um tribunal neozelandês adiou para março de 2013 uma audiência sobre o pedido norte-americano de extradição, devido a audiências judiciais em curso quanto ao processo de busca e apreensão de provas relacionadas ao caso nos Estados Unidos.

Em junho, o alto tribunal da Nova Zelândia decidiu que os mandados de busca que a polícia do país usou para suas buscas na mansão do extravagante Dotcom eram ilegais. O tribunal também determinou que as cópias de provas obtidas pelo FBI e enviadas aos EUA eram igualmente ilegais.

Agindo a pedido do FBI, policiais neozelandeses armados, com a assistência de helicópteros, invadiram a casa que Dotcom aluga nas cercanias de Auckland, em janeiro, confiscando computadores e discos rígidos.

Dotcom e três outras pessoas foram detidos, e o empresário passou um mês na prisão antes de sair sob fiança.

Os tribunais neozelandeses relaxaram gradativamente as restrições impostas a ele, permitindo que retornasse à sua mansão, concedendo acesso a centenas de milhares de dólares para suas despesas pessoais e judiciais, e cancelando certas restrições de viagem e reuniões.

/REUTERS 

Xuxa perde disputa judicial com Google

  • 27 de junho de 2012|
  • 19h38

Por Murilo Roncolato

A apresentadora da Rede Globo queria que imagens que aparece nua não fossem exibidas nos resultados do Google

Xuxa queria que suas imagens nuas fossem retiradas da internet. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – O Superior Tribunal de Justiça decidiu em favor do Google, rejeitando ação da apresentadora Xuxa Meneghel que havia solicitado em 2010 a retirada de links com imagens em que aparecesse nua.

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Segundo o órgão do judiciário, o Google não tem responsabilidade sobre o conteúdo encontrado por sua ferramenta de busca.

Na época, Xuxa havia obtido uma decisão favorável na 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca, julgando procedente sua intenção de proibir o Google de veicular resultados que associem a apresentadora da Rede Globo de Televisão a pedofilia, ou imagens suas “sem vestes”.

A juíza em exercício no tribunal carioca concedeu a liminar sob o argumento de que as imagens causavam danos “de difícil reparação” à apresentadora e que, portanto, teriam de ser retiradas.

A busca por “Xuxa pedófila” no Google gerava milhares de resultados com textos, vídeos e fotos de ensaios sensuais e imagens do filme Amor Estranho Amor (1982) de Walter Hugo Khouri, em que a apresentadora interpreta uma prostituta pedófila.

O cartaz do filme, publicado no ‘Estadão’ na época, foi encontrado pelo blog ‘Reclames do Estadão’. Clique para ampliar.

Em 2010, o Link conversou com o advogado que representava a atriz global, o doutor Maurício Lopes, que acreditava ser falsa a alegação do Google que dizia não possuir controle sobre o conteúdo veiculado em seu site.

“Na prática, quando há uma ordem judicial com multa por descumprimento aí todos os sites cumprem. É bastante provável que o Google, quando julgado, vai cumprir. Se eles têm como cumprir, eles têm como evitar”. O advogado afirmou que o “judiciário carioca já está cansado de decidir que sites de buscas são todos responsáveis pelo conteúdo”.

 

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Leia mais:
Xuxa e Google travam disputa judicial

Facebook vai pagar US$ 10 milhões por violação de direitos

  • 18 de junho de 2012|
  • 18h38

Por Agências

Cinco usuários acusaram a rede social de publicar o que eles haviam curtido  como “histórias patrocinadas” sem pagá-los

SÃO FRANCISCO – O Facebook concordou em pagar US$10 milhões para caridade para encerrar um processo que acusava a rede social de violar direitos de usuários sobre o controle de uso de seus próprios nomes, fotografias e imagens, de acordo com documentos judiciais divulgados no final de semana.

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O processo, aberto por cinco usuários do Facebook, alegou que a rede social violou a lei da Califórnia ao publicar campanhas publicitárias que exibiam o que os membros do site curtiram por meio da função “histórias patrocinadas”, sem pagá-los ou dar-lhes uma maneira de não participar, segundo os documentos.

Uma “história patrocinada” é uma publicidade que aparece na página de um membro do Facebook e geralmente consiste em nome de um amigo, foto do perfil e uma afirmação de que a pessoa “gosta” do anunciante.

O acordo foi feito no mês passado mas tornou-se público no final de semana. O Facebook recusou-se a comentar o assunto.

O processo tinha proposta de ser coletivo e poderia ter incluído quase um em cada três norte-americanos, com bilhões de dólares em reparações, segundo documentos anteriores do tribunal.

No processo, o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, foi citado afirmando que o endosso de alguém conhecido é o “Santo Graal” da publicidade. Além disso, o processo cita comentários da vice-presidente de operações do site, Sheryl Sandberg, afirmando que o valor de uma “história patrocinada” é pelo menos duas vezes e até três vezes maior que o valor de uma publicidade padrão na rede social sem o endosso de amigos.

“A Califórnia há tempo reconhece o direito de proteção ao nome e imagem de um indivíduo contra a apropriação por outros”, escreveu a juíza da corte distrital Lucy Koh.

/ REUTERS

Facebook e bancos são processados nos EUA

  • 23 de maio de 2012|
  • 13h39

Por Agências

Além da rede social, o banco Morgan Stanley também foi processado por acionistas que alegam omissão de informação

Mark Zuckerberg durante a cerimônia na Nasdaq. FOTO: Zef Nikolla/EFE

SÃO FRANCISCO – O Facebook, seu presidente-executivo, Mark Zuckerberg, e diversos bancos, incluindo o Morgan Stanley, foram processados nos Estados Unidos por acionistas, que dizem que os réus esconderam previsões rebaixadas de crescimento da rede social antes da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de US$ 16 bilhões.

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Eles foram acusados de ocultar de investidores, durante o processo de IPO, “uma severa” redução nas previsões de crescimento da receita do Facebook, como resultado do aumento de acessos à rede social através de dispositivos móveis.

O processo foi aberto em uma corte distrital de Manhattan nesta quarta-feira, 23, segundo um advogado dos queixosos.

Um dia antes, um processo similar por um investidor diferente foi apresentado em um tribunal do estado da Califórnia, de acordo com um escritório de advocacia envolvida no caso.

Em Nova York, acionistas disseram que analistas de várias seguradoras haviam baixado suas previsões de negócios para o Facebook durante o processo de IPO, mas que essas mudanças foram “seletivamente divulgadas pelos réus para certos investidores preferidos” em vez do público em geral.

“O valor das ações ordinárias do Facebook têm diminuído significativamente e o grupo de queixosos tem arcado com prejuízos como consequência”, segundo a queixa.

Representantes do Facebook e do Morgan Stanley não respondera imediatamente aos pedidos por comentários.

Ações do Facebook caíram 18,4% – em relação ao seu preço sugerido para o IPO de US$ 38 – nos primeiros três dias de negociações, reduzindo o valor das ações vendidas em mais de US$ 2,9 bilhões.

/REUTERS

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