Personal Nerd – TV além da TV
- 11 de setembro de 2011|
- 17h24
Por Murilo Roncolato
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• Link no papel – 12/09/2011
Casca grossa
- 4 de setembro de 2011|
- 19h31
Por Rafael Cabral
Desenvolvido pela marinha dos EUA, o protocolo de navegação privada Tor é abraçado por ativistas e criminosos e leva a discussão sobre anonimato ao ápice
Dos protestos de Londres aos acampamentos espanhóis, passando pela Primavera Árabe, máscaras do grupo Anonymous, originalmente desenhadas no quadrinho V de Vingança, puderam ser vistas entre os manifestantes que exigiam mudanças. Não é a toa. As redes que dificultam a identificação dos seus usuários estão sendo usadas em todos os grandes protestos mundiais, facilitando a articulação dos rebeldes e complicando o trabalho da inteligência policial. Cada vez mais, o anonimato é visto como direito por cidadãos e como crime por governos.
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Diversos países já tentaram banir o aplicativo BBM, da BlackBerry, que de simples chat online virou arma de guerra, porque criptografa as mensagens entre seus remetentes. Mas a ferramenta mais importante para os anônimos atualmente é o Tor, um protocolo de navegação alternativo à web comum que foi desenvolvido pela marinha norte-americana. Em 2006, ele se transformou na ONG Tor Project. Desde então, é aprimorado por desenvolvedores e ativistas que acreditam no anonimato como o pressuposto da liberdade de expressão na web. Para eles, monitoramento se confunde com censura, principalmente em países fechados como China e Irã, que usam as pegadas deixadas por dissidentes para persegui-los.
Ao entrar em um site, o seu computador, normalmente, faz contato com um servidor web que reconhece o IP (endereço que identifica a máquina) e devolve a solicitação, liberando a página. Ao instalar o pacote do Tor e seu navegador baseado no Firefox, a ordem muda – no meio do contato comum, são introduzidos centenas de outros computadores que fazem parte da rede Tor e que repassam aleatoriamente informações criptografadas uns aos outros. Apenas o destinatário final tem acesso ao conteúdo aberto, mas é difícil saber de quem ele partiu (veja no infográfico no final da página).
Defendida por organizações como Human Rights Watch e Eletronic Frontier Foundation (EFF) e bancada por doações de empresas como o Google, a rede do Tor virou uma internet à parte. Lá, é possível encontrar todo tipo de conteúdo que seria considerado inadequado na web normal, de documentos confidenciais de governos a criminosos que oferecem seus serviços. É a chamada internet profunda, a deep web, formada por endereços que buscadores como o Google não conseguem alcançar e estipulada em cinco mil vezes o tamanho da internet normal. Se alguém tenta entrar em algumas dessas URLs sem o Tor, dará com a cara na porta.
“Se manter anônimo é um esforço constante. Por mais avançadas que sejam as tecnologias, uma hora são alcançadas pelos governos e pela polícia. É um eterno jogo de gato e rato”, afirma Karen Reilly, chefe de desenvolvimento do Tor, em entrevista ao Link por telefone.
A liberdade de expressão total é defendida de maneira paranoica pelo grupo. Conteúdo sensível está quase sempre protegido por travas, enquanto os sites mais escabrosos e os fóruns mais específicos costumam pedir senha. Atualizações dos softwares são constantes, feitas pela própria comunidade.
O pesquisador inglês Eric Wustrow, da Universidade de Michigan, faz parte desse grupo de desenvolvedores preocupados em assegurar a privacidade online. Junto de estudiosos de várias faculdades, ele desenvolveu o Telex, ao mesmo tempo alternativa e complemento ao Tor. “Os programas atuais são fáceis de bloquear. Isso cria uma situação em que os cidadão ficam procurando proxies disponíveis antes que o governo os bloqueie”, explica. “Criamos uma ferramenta que deixa isso mais difícil. Ela pode ser usada inclusive para acessar o Tor em países que o proíbem”. Pelo menos 15 mil pessoas – em grande parte chineses tentando furar a muralha de censura imposta pelo seu governo – já usam a rede experimental, criada neste ano.
A internet anônima é um mundo próprio, com serviços que copiam ferramentas usadas normalmente, mas supostamente assegurando privacidade total. Há serviços de hospedagem anônimos (diversos sites terminam em .onion, um dos mais populares), comunicadores instantâneos privados e até moedas digitais que dificultariam saber quem comprou o quê de quem. Os endereços são indexados por wikis secretas que mudam de endereço o tempo todo e com vários espelhos escondidos em enormes sequências alfabéticas.
Por isso, além de informações de grupos políticos como Wikileaks e Anonymous, dentro da deep web gira uma verdadeira contra-economia, baseada não em dólares, mas em Bitcoins e outras moedas digitais, normalmente ligadas a atividades criminosas como assassinatos, pedofilia, venda de informações roubadas por hackers e drogas.
Por isso, a questão é tão complicada: se a navegação anônima fornece um canal para ideias menos populares ou combatidas, ela também pede para que excessos sejam cometidos. Levada a seu ápice dentro do Tor, a discussão está longe de acabar – nos próximos anos saberemos se o anonimato será banido ou garantido.
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• Warner lucra com Anonymous
• Link no papel – 05/09/2011
Personal Nerd – O toque de Jobs
- 28 de agosto de 2011|
- 20h00
Por Redação Link
A história da Apple também é a história de como Steve Jobs conseguiu vender, com estilo, produtos que nem sabíamos que precisávamos. Veja alguns pontos altos dessa trajetória
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• O futuro sem Jobs
• Link no papel – 29/08/2011
O ouro do século 21
- 14 de agosto de 2011|
- 16h00
Por Rafael Cabral
Usados para fabricar desde iPads até caças militares, minerais raros já são estratégicos para EUA e China
A expansão da tecnologia depende hoje alguns minerais estruturalmente parecidos, com nomes estranhos e espalhados desigualmente pelo mundo. Alguns são encontrados no Brasil, como o tântalo, com uma mina em Presidente Figueiredo (AM), e o nióbio, explorado nas cidades de Ouvidor e Catalão (GO) e Araxá (MG). O primeiro é componente vital em baterias de celular e o responsável pela expansão da sua carga. O segundo vai na liga metálica de motores de foguete e está sendo pesquisado para funcionar como um dos mais modernos tipos de supercondutor.
Não é a toa que os EUA consideram as cidades brasileiras citadas “pontos estratégicos” sob sua influência, como mostrou um documento vazado no Cablegate do Wikileaks no final do ano passado, que enumera locais “cuja perda poderia impactar criticamente a saúde pública, a segurança econômica ou a segurança interna” do país. Além de necessários para a indústria de tecnologia pessoal, os minerais raros já são vistos como importantes armas militares e econômicas, o ouro do século 21.
Os chineses detêm praticamente o monopólio desses minérios. Com cerca de dois terços das reservas conhecidas em suas próprias terras e donos de grande parte das minas em outros países, são responsáveis por 97% da exportação de terras raras. Enxergando esse domínio estrategicamente, o país nacionalizou 11 minas em janeiro e limitou as exportação em 30 toneladas por ano, forçando um aumento de 1.000% no preço e, por consequência, uma corrida por fontes alternativas em outros países .
“A medida da China cria um grande problema econômico, pois os países que têm essas terras irão escondê-las para o preço aumentar ainda mais”, opina o geólogo Ideval Costa, do Instituto de Geociências da USP.
A Vale anunciou intenções de entrar na exploração no Brasil, que têm apenas 30% do seu território mapeado. Porém, pesquisas independentes de mineradoras já descobriram várias jazidas em cidades do Amazonas e Roraima, aumentando a especulação e conflitos nessas terras, como a da terra indígena da Raposa do Sol (RR), rica não só em diamantes mas também em nióbio.
Não há, por enquanto, o risco do esgotamento. Usado em telas touchscreen, o ítrio até estava ameaçado de acabar, mas foi salvo por pesquisadores japoneses que no mês passado descobriram uma jazida de terras raras embaixo do mar, entre o Havaí e a Polinésia Francesa, garantindo mais alguns anos de iPads, telas LED e mísseis teleguiados.
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• Link no papel – 15/08/2011
Personal Nerd – Constituição ao vivo
- 7 de agosto de 2011|
- 20h00
Por Heloisa Lupinacci
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• Link no papel – 08/08/2011
Personal Nerd – Para onde vai seu eletrônico?
- 31 de julho de 2011|
- 18h04
Por Redação Link
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Personal Nerd – Consumo conectado
- 24 de julho de 2011|
- 19h23
Por Filipe Serrano
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• Link no papel – 25/07/2011
• Mais Personal Nerd
Personal Nerd – Mais do Plus
- 17 de julho de 2011|
- 22h03
Por Tatiana de Mello Dias
Entenda como funciona e saiba como aproveitar melhor a nova plataforma social do Google
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Como comprar lá fora
- 10 de julho de 2011|
- 20h34
Por Redação Link
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• Link no papel – 11/07/2011
Personal Nerd – Como o Brasil navega
- 3 de julho de 2011|
- 18h28
Por Murilo Roncolato
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Personal Nerd – Como o Brasil Navega
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