Estadão.com.br

Kim Dotcom diz ser dono de patente de segurança

  • 24 de maio de 2013|
  • 17h45

Por Ligia Aguilhar

Fundador do Mega e do Megaupload diz que sistema de autenticação em duas etapas usado pelo Twitter foi criado por ele

SÃO PAULO – Depois de o Twitter anunciar na quarta-feira, 22, a adoção de um sistema de autenticação em duas etapas para aumentar a segurança dos usuários no site, o criador do Megaupload, Kim Dotcom, usou sua conta no próprio Twitter para dizer que esse mecanismo de autenticação foi criado por ele.

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Para provar o fato, colocou o pedido de patente, feito em 1998 e publicado dois anos depois, na internet. O pedido está em nome de Kim Schmitz, nome usado por ele até 2005, quando passou a se chamar Kim Dotcom.

O sistema de autenticação em duas etapas já é usado por diversos sites, entre os quais o Google e o Facebook. Dotcom diz que nunca recebeu nenhum centavo dessas empresas e foi irônico ao falar sobre o Twitter. “O Twitter lançou a autenticação em duas etapas. Usando minha invenção. E eles não vão nem mesmo verificar minha conta!?”

Dotcom diz não ter a intenção de processar essas empresas. Em vez disso, sugere que todas continuem usando o sistema gratuitamente e, em troca, ajudem a financiar os custos dos seus processos judiciais – algo em torno de US$ 50 milhões, segundo ele.

“Google, Twitter, Facebook, eu peço a ajuda de vocês. Nós estamos todos no mesmo barco. Usem minha patente de graça. Mas, por favor, me ajudem a financiar minha defesa”, postou.

Dotcom afirmou também que em breve a autenticação em duas etapas estará disponível no Mega.

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Leia mais:
Mega estreia com shows e problemas técnicos 

Livro relembra as ‘batalhas de Sopa e Pipa’

  • 1 de maio de 2013|
  • 12h26

Por Camilo Rocha

Em ‘Hacking Politics’, Kim Dotcom, Lawrence Lessig e Aaron Swartz falam sobre combate a propostas de controle da rede

SÃO PAULO – A internet hackeou a política. É assim que um novo livro descreve o episódio que ficou conhecido no ativismo digital como as “batalhas de Sopa e Pipa”. Se o engajamento online teve um 2012 movimentado, os protestos contra os polêmicos projetos de lei antipirataria americanos foram um de seus pontos altos.

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Capa da edição em papel do livro ‘Hacking Politics’ FOTO: Divulgação

Hacking Politics é uma coletânea de textos que quer contar a história de como uma coalizão de forças da rede se mobilizou contra (e venceu) lobbies tradicionais da política e do entretenimento.

São ensaios e pensatas das mais variadas autorias: o ativista Aaron Swartz (que se suicidou esse ano), o escritor Cory Doctorow, o advogado e criador do copyleft Lawrence Lessig, o fundador do Megaupload Kim Dotcom, o político Ron Paul (ligado ao Tea Party, ala ultraconservadora do Partido Republicano) e Alexis Ohanian, cofundador do Reddit.

A seleção reflete a diversidade da mobilização anti-Sopa/Pipa. “Geeks, progressistas, [os ultra-conservadores do] Tea Party, gamers, anarquistas e executivos se juntaram para derrotar a Sopa e salvar a internet”, explica o texto de divulgação do livro.

A Sopa e a Pipa pretendiam introduzir duras penalidades contra qualquer site que abrigasse conteúdo considerado ilegal. Tinham o apoio de Hollywood e da indústria fonográfica. A abrangência da lei ameaçava jogar na ilegalidade até mesmo sites como Google e Facebook, que tem conteúdo gerado por usuários. Graças às manifestações, as votações foram adiadas.

Na época, sites como Reddit, BoingBoing, Gizmodo, a revista Wired, a plataforma WordPress, e o próprio Google modificaram suas páginas para alertar seus usuários sobre o problema. A Wikipedia chegou a ficar fora do ar durante o dia todo. Mark Zuckerberg, do Facebook, também falou contra. Para os autores de Hacking Politics, foi um momento de “muitos novos experimentos de ativismo digital”.

A editora de Hacking Politics é a Orbooks (que também tem em seu catálogo Cypherpunks, de Julian Assange).

O livro sai em papel e ebook e pode ser pago em dinheiro ou bitcoin. Mais informações no site da editora.

Veja o vídeo de divulgação de Hacking Politics abaixo:

Mega estreia com show e problemas técnicos

  • 21 de janeiro de 2013|
  • 16h54

Por Camilo Rocha

Kim Dotcom garante que a nova versão do Megaupload recebeu mais de um milhão de inscritos desde sábado


Evento de lançamento do Mega teve discurso de Kim Dotcom. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – “Lançamos #Mega sem testes de tráfego. É como construir um carro esportivo do zero e levá-lo direto pra pista de corrida”, twittou Kim Dotcom nesta segunda, 21.

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A nova versão de seu Megaupload, chamada simplesmente Mega, estreou no sábado. O novo site traz como subtítulo “The Privacy Company” (“a companhia da privacidade”, referência ao fato de que os arquivos dos usuários agora serão criptografados) e com os dizeres “Bigger, better, faster, stronger, safer”.

Desde então, usuários têm reclamado que o site está lento ou travando. Outros reportaram problemas com a troca de senha. Segundo Dotcom justificou, a culpa é do tráfego intenso. O empresário divulgou que o novo site recebeu um milhão de inscrições desde a inauguração.

O Link enfrentou problemas em seu teste do novo serviço. Inicialmente, apareceu a tela acima por alguns minutos. Depois que o site entrou no ar, tentamos subir um arquivo de MP3 de 5,1 megabytes (MB). Quarenta minutos se passaram e não conseguimos. É um desempenho decepcionante para quem trombeteou semana passada que iria “acabar com a pirataria” através de seu novo e “legal” serviço.

Em seu primeiro momento, a nova plataforma é essencialmente um serviço de armazenamento em nuvem, tipo DropBox. Você arrasta o arquivo que quer subir para o campo específico para que ele comece o upload. Pastas para a organização dos arquivos podem ser criadas dentro de uma seção chamada “Cloud Drive”. Há também um “inbox” para mensagens e uma seção para contatos pessoais.

Para depois, há promessas de que o Mega possibilite a criação e edição de documentos, com já faz o Google Drive. No momento, não é possível, por exemplo, abrir um arquivo de texto e editá-lo. O serviço, por enquanto, só está disponível para desktop, mas a empresa garante que em breve virão aplicativos para “todos” os dispositivos móveis.

Os termos de serviço fazem, claro, muitas menções a questões legais e de direitos autorais. Segundo o texto, a empresa “respeita o copyright dos outros”  enquanto que a responsabilidade pelos arquivos é toda do usuário. Na seção FAQ (perguntas frequentes), a resposta à pergunta “O MEGA é legal?” diz: “até onde sabemos, armazenamento em nuvem e encriptação são legais. Por favor, siga as leis e regulamentos que dizem respeito a como você usa armazenamento em nuvem e encriptação, assim como nossos termos de serviço”.

O site oferece 50 gigabytes (GB) de armazenamento gratuitos, dez vezes mais que os 5 GB proporcionados pelo Google Drive. Para ter mais é preciso optar por algum dos planos “Pro”. Há planos mensais de 10 euros (cerca de R$ 27, versão com 500 GB), 20 euros (2 terabytes) e 30 euros (4 terabytes).

No domingo, de sua mansão na Nova Zelândia, Dotcom fez um evento de lançamento cheio de fanfarronice. O empresário discursou para cerca de 200 convidados de cima de um palco, por onde passaram dançarinos maoris do folclore neo-zelandês e atores vestidos de agentes do FBI simulando uma ação policial (com direito a rasante de helicóptero). Dotcom foi apresentado como “maníaco multimilionário, três vezes ganhador do Oscar e veterinário qualificado”.

Veja a abertura do evento no vídeo abaixo:

Dotcom é impedido de usar domínio ‘me.ga’

  • 8 de novembro de 2012|
  • 19h25

Por Anna Carolina Papp

Governo do Gabão, país africano que detém o sufixo ‘.ga’, vetou utilização; novo site também foi atacado por hackers

Símbolo do grupo ‘Omega’, que diz ter hackeado o novo Mega. Dotcom, para eles, é tão aproveitador quanto a indústria musical. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO  - No início deste mês, o fundador do Megaupload Kim Dotcom anunciou que o site de compartilhamento de arquivos retornaria em 19 de janeiro com o nome ‘Mega’ e já tinha um domínio: http://me.ga.

No entanto, menos de uma semana depois, duas bombas caíram no colo de Dotcom: o governo do Gabão, pequeno país africano, se recusou a liberar o domínio ‘.ga’, pertencente ao país; depois, um grupo de hackers chamado ‘Omega’ alegou ter se apropriado do domínio do novo Megaupload, ameaçando vendê-lo à Universal Music.

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Gabão diz não. Nesta terça-feira, 6, o Ministro das Comunicações do Gabão, Blaise Louembe, afirmou que o país não vai permitir que Dotcom utilize o domínio local para registrar o Mega, a fim de “proteger a propriedade intelectual e combater os cibercrimes”.

“O Gabão não pode servir como uma plataforma ou vitrine de crimes que violem os direitos autorais, nem ser parceiro de pessoas inescrupulosas”, disse o ministro.

Dotcom atribuiu a culpa da decisão à influência dos Estados Unidos e do grupo de entretenimento Vivendi, que por sua vez tem como subsidiária a Gabão Telecom, responsável pelo domínio ‘.ga’ do país. O fundador, no entanto, respondeu em seu Twitter que tinha outras cartas na manga:


“Não se preocupem. Nós temos um domínio alternativo. Isso só demonstra a caça às bruxas de mau gosto que o governo dos EUA tem promovido.” FOTOS: Reprodução

(O)me.ga. Nesta quarta-feira, 7, no entanto, um grupo que se denomina ‘Omega’  diz ter hackeado o site de Dotcom. Durante algum tempo, o acesso ao domínio do novo Mega era redirecionado à conta no Twitter do grupo, criada poucas horas antes.

O Omega também opera de um domínio do Gabão – Ome.ga. O grupo, que falou ao TorrentFreak, mostrou pouca simpatia a Dotcom:

“Nós somos os verdadeiros piratas, os verdadeiros anarquistas. Kim Dotcom é um megalomaníaco com advogados para tirar vantagem de todos nós, que somos ninguém, os artistas de que ele quer tirar proveito”, disse o grupo. “Kim Dotcom não é melhor nem pior do que Universal. Ele próprio é uma indústria, aqui apenas para poluir.”

O Omega disse também que está preparado para vender o domínio desejado por Dotcom a seus principais adversários. “Se a @UMG (Universal Music) comprar o domínio me.ga, doaremos não 1% mas 10% da receita ao FOJEGA (Fórum dos Jovens do Gabão, na sigla em francês)“.

Novo Mega. Segundo Dotcom, o novo site, Mega, terá alguns aspectos diferentes em relação ao Megaupload, aproveitando-se das possibilidades da nuvem e da criptografia para proteger o conteúdo compartilhado de cair nas mãos de autoridades.

Após o upload de um arquivo, ele será criptografado e só poderá ser desbloqueado com uma senha própria de cada usuário, à qual só ele terá acesso. Sem acesso às senhas, o Mega não teria como se responsabilizar pelo conteúdo carregado pelos usuários. Em julho, Dotcom já havia anunciado em seu Twitter que o Megaupload retornaria – gratuito, mais rápido e mais protegido.  Anunciou também serviço de música, o Megabox.

Kim Dotcom permanece em prisão domiciliar, aguardando a decisão judicial se será extraditado para os Estados Unidos. Ele é acusado de liderar um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões pela cópia e distribuição não autorizada de músicas, filmes e outras formas de conteúdo, violando direitos autorais. A expectativa é que o julgamento aconteça só em março de 2013.

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Leia mais:
• ‘Mega’ será lançado em janeiro, diz Dotcom
• Nova Zelândia pede desculpas a Dotcom
 O milionário fundador do Megaupload vê sua reputação mudar de vilão da internet para herói cult
• Vídeo mostra operação na casa de Dotcom

‘Mega’ será lançado em janeiro, diz Dotcom

  • 1 de novembro de 2012|
  • 17h14

Por Anna Carolina Papp

Sucessor do Megaupload deve ser lançado em 19 de janeiro; site de compartilhamento de arquivos funcionará com criptografia

SÃO PAULO – Kim Dotcom anunciou nesta quinta-feira, 1º, que  deve lançar o sucessor de seu site, o ‘Mega’, em 19 de janeiro de 2013 – um ano após sua prisão na Nova Zelândia.

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O fundador do Megaupload registrou o domínio me.ga para a nova plataforma. No momento, a URL redireciona o usuário para o endereço kim.com (veja acima). O site explica como a nova ferramenta de compartilhamento de arquivos irá funcionar e convoca interessados para possíveis investimentos e parcerias.

Dotcom também escreveu sobre o novo site nesta quinta-feira, em seu Twitter:

“Uma coisa é certa: o mundo quer o MEGA!!!”, afirma Dotcom. FOTOS: Reprodução

Criptografia. Há menos de duas semanas,  Dotcom explicou o funcionamento da nova plataforma, que terá alguns aspectos diferentes em relação ao anterior, aproveitando-se das possibilidades da nuvem e da criptografia para proteger o conteúdo compartilhado de cair nas mãos de autoridades.

Após o upload de um arquivo, ele será criptografado e só poderá ser desbloqueado com uma senha própria de cada usuário, à qual só ele terá acesso. “Sem a nossa chave, tudo o que for enviado para o site permanecerá fechado e privado”, disse ele à revista inglesa Wired.

Sem acesso às senhas, o Mega não teria como se responsabilizar pelo conteúdo carregado pelos usuários, inclusive caso violem direitos autorais ou não. Por outro lado, Dotcom afirma que as gravadoras  terão um canal para denunciar links para remoção. Ele espera, assim, legitimar o novo serviço, pois acredita que a única maneira de derrubá-lo seria tornar ilegal a criptografia de dados.

“De acordo com a Carta de Direitos Humanos da ONU, a privacidade é um direito humano básico. Você tem o direito de proteger suas informações privadas e de comunicação contra a espionagem”, afirma Dotcom. Ele diz que o serviço manteria seguros os arquivos mediante uma série de adversidades, como queda de servidores, violação do governo a data centers e desastres naturais. “Dessa forma, será impossível se sujeitar aos tipos de abusos que temos vivenciado nos Estados Unidos”, completa.

Retorno. Em 4 de julho, Dotcom já havia anunciado em seu Twitter que o Megaupload retornaria – gratuito, mais rápido e mais protegido.Anunciou também um serviço de música, o Megabox, que deve ir ao ar ainda este ano.

Kim Dotcom permanece em prisão domiciliar, aguardando a decisão judicial se será extraditado para os Estados Unidos. Ele é acusado de liderar um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões pela cópia e distribuição não autorizada de músicas, filmes e outras formas de conteúdo, violando direitos autorais. A expectativa é que o julgamento aconteça só em março de 2013.

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Dono do Megaupload diz que novo site será ‘legal’
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Dono do Megaupload diz que novo site será ‘legal’

  • 29 de outubro de 2012|
  • 17h28

Por Agências

Kim Dotcom disse que projeto de música a ser lançado em janeiro próximo também será gratuito

SYDNEY – O fundador do Megaupload, Kim Dotcom, afirmou nesta segunda-feira, 29, que seu novo projeto na internet, chamado Megabox e que será lançado em 19 de janeiro, será fácil de utilizar, “gratuito” e “legal”.

FOTO: Reprodução

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Dotcom – que está em liberdade condicional na Nova Zelândia à espera do início o março próximo de seu julgamento de extradição para os Estados Unidos, que o acusam de pirataria e outros delitos – criou uma conta na rede social Facebook para seu novo portal Megabox.

“Aqui está o novo Megabox com espaço ilimitado para sua música”, anunciou Dotcom nas imagens no Facebook junto à promessa de que o novo serviço será “de graça, fácil e legal”.

Na sexta-feira passada, o empresário alemão anunciou no Twitter o lançamento do “novo Mega”, justamente quando se completava o aniversário da batida em sua residência que terminou com sua detenção.

O próprio Dotcom também publicou uma foto aérea de sua mansão situada nos arredores da cidade de Auckland, onde foi detido junto com outros três empresários do Megaupload em 19 de janeiro passado (20 na Nova Zelândia), na operação que também incluiu detenções na Europa, o fechamento do portal, o confisco de seus bens e o congelamento de suas contas.

No entanto, o lançamento do Megabox poderia pôr em perigo a liberdade condicional de Dotcom ou poderia abrir a porta para que ele seja acusado de novo, informou o portal Computerworld New Zealand, ao citar documentos judiciais apresentados na semana passada pelo Departamento de Justiça americana.

Dotcom assegurou em uma declaração jurada na Nova Zelândia que não tinha previsto relançar o Megaupload ou serviços similares até que o processo judicial contra si fosse resolvido.

Seu advogado nos EUA, Ira Rothken, considerou que, aparentemente e pela segunda vez, os EUA estão atacando uma nova tecnologia antes de investigá-la completamente, após assegurar que seu cliente é inocente.

/EFE

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Megaupload voltará com o nome ‘Mega’

Megaupload voltará com o nome ‘Mega’

  • 19 de outubro de 2012|
  • 18h06

Por Anna Carolina Papp

Dotcom afirma que o novo serviço utilizará criptografia para proteger os arquivos compartilhados e manter o site em operação

FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – O Megaupload, serviço de compartilhamento de arquivos fechado em janeiro deste ano, vai voltar, mas com outro nome: Mega.

Segundo seu fundador, Kim Dotcom, o novo serviço terá alguns aspectos diferentes em relação ao anterior, aproveitando-se das possibilidades da nuvem e da criptografia para proteger o conteúdo compartilhado de autoridades.

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Em entrevista à revista inglesa Wired, Dotcom explicou o funcionamento da nova ferramenta. Após o upload de um arquivo, ele será criptografado e só poderá ser desbloqueado com uma senha própria de cada usuário, à qual só ele terá acesso. “Sem a nossa chave, tudo o que for enviado para o site permanecerá fechado e privado”, disse Dotcom.

Sem acesso às senhas, o Mega não teria como se responsabilizar pelo conteúdo carregado pelos usuários, inclusive caso violem direitos autorais ou não. Por outro lado, Dotcom afirma que as gravadoras  terão um canal para denunciar links para remoção. Ele espera, assim, legitimar o novo serviço, pois acredita que a única maneira de derrubá-lo seria tornar ilegal a criptografia de dados.

“De acordo com a Carta de Direitos Humanos da ONU, a privacidade é um direito humano básico. Você tem o direito de proteger suas informações privadas e de comunicação contra a espionagem”, afirma Dotcom. Ele diz que o serviço manteria seguros os arquivos mediante uma série de adversidades, como queda de servidores, violação do governo a data centers e desastres naturais. “Dessa forma, será impossível se sujeitar aos tipos de abusos que temos vivenciado nos Estados Unidos“, completa.

“A Sopa está morta. A Pipa está morta. O Acta está morto. O Mega vai voltar. Maior. Melhor. Mais rápido. Sem taxas e protegido contra ataques. Evolução!” . FOTO: Reprodução

Em 4 de julho, Dotcom já havia anunciado em seu Twitter que o Megaupload retornaria – gratuito, mais rápido e mais protegido. Segundo o fundador, tanto o Mega quanto seu novo serviço de música, o Megabox, devem ir ao ar ainda este ano.

Kim Dotcom permanece em prisão domiciliar, aguardando a decisão judicial se será extraditado para os Estados Unidos. Ele é acusado de liderar um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões pela cópia e distribuição não autorizada de músicas, filmes e outras formas de conteúdo, violando direitos autorais. A expectativa é que o julgamento aconteça só em março de 2013.

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Nova Zelândia pede desculpas a Dotcom

  • 28 de setembro de 2012|
  • 21h04

Por Anna Carolina Papp

Primeiro-ministro do país se desculpou pela operação que prendeu o fundador do Megaupload

SÃO PAULO – Na quarta-feira, 28, John Key, primeiro-ministro da Nova Zelândia, pediu desculpas formais a Kim Dotcom, fundador do Megaupload, por uma “inaceitável” espionagem realizada contra ele pelo Departamento Governamental de Comunicação de Segurança (GCSB) do país.

Dotcom foi preso em janeiro, em operação capitaneada pelo FBI. FOTO: Reuters

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O impasse consiste no fato de, segundo a legislação da Nova Zelândia, a organização não poder investigar a vida de cidadãos do país. Como Dotcom nascera na Alemanha, a agência estava com a falsa impressão de que o fundador do Megaupload ainda não era um cidadão neozelandês, mas estava enganada. Isso tornava a investigação ilegal.

“Peço desculpas ao Sr. Dotcom”, disse Key na tarde de ontem, segundo o site local de notícias TVNZ. “Peço desculpas a todos os neozelandeses porque todo neozelandês que se encaixa na categoria de ter residência permanente ou ser um cidadão da Nova Zelândia tem o direito de ser protegido contra a lei quando se trata do GCSB, e nós falhamos em prover proteção adequada a ele “, disse Key.

Dotcom foi preso em janeiro, após a polícia invadir sua mansão em uma megaoperação, a pedido do FBI. Antes da invasão, a polícia havia pedido informações sobre Dotcom e seus sócios no caso de uma ameaça aos agentes. O GCSB iniciou a investigação mesmo sem estar autorizado a fazê-lo, uma vez que a polícia a havia erroneamente informado de que Dotcom era um estrangeiro e, portanto, estava sob sua responsabilidade.

“É um erro básico. Eles falharam no obstáculo mais simples. Francamente, não é bom o suficiente”, disse o primeiro-ministro. ”É responsabilidade do GCSB agir dentro da lei, e é extremamente decepcionante que, neste caso, suas ações caíram fora da lei”, afirmou.

Key também solicitou que agentes do serviço de inteligência revissem os casos nos últimos três anos para verificar a possibilidades de outros episódios de interceptações ilegais como esse.

Kim Dotcom permanece em prisão domiciliar, aguardando a decisão judicial se será ou não extraditado para os Estados Unidos. Ele é acusado de liderar um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões pela cópia e distribuição não autorizada de música, filmes e outras formas de conteúdo, violando direitos autorais. A expectativa é que o julgamento aconteça só em março de 2013.

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• Vídeo mostra operação na casa de Dotcom

Dotcom hospedará fãs em sua mansão

  • 15 de agosto de 2012|
  • 12h22

Por Agências

Fundador do Megaupload disse que selecionará três seguidores do Twitter para a visita assim que descongelarem seus bens

Kim Dotcom FOTO: Reprodução

SYDNEY – O fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, anunciou nesta quarta-feira, 15, que três de seus seguidores no Twitter serão escolhidos para visitar sua mansão na Nova Zelândia assim que seu dinheiro for “descongelado” pela Justiça deste país.

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“Quando meus fundos forem descongelados, eu hospedarei três dos meus seguidores na mansão de Dotcom”, publicou no microblog, onde também postou uma fotografia da propriedade, que fica nos arredores de Auckland.

O alemão, requerido pela Justiça dos Estados Unidos por pirataria digital e em liberdade condicional na Nova Zelândia, é um fiel usuário das redes sociais, onde anuncia seus projetos futuros, faz comentários sobre seu julgamento e ataca seus opositores.

Seu perfil no Twitter possui mais de 110 mil seguidores, enquanto conta mais de 3,5 mil amigos no Facebook.

No último domingo, Dotcom anunciou via Twitter que este ano lançará um inovador e melhorado portal de downloads, “maior, melhor, mais rápido, 100% seguro e irrefreável”, que se chamará Megabox.

As autoridades americanas acreditam que o Megaupload causou mais de US$ 500 milhões em perdas à indústria do cinema e da música ao transgredir os direitos autorais e obter com isso um lucro de US$ 175 milhões.

/ EFE

Megabox chega em 2012, diz Kim Dotcom

  • 13 de agosto de 2012|
  • 17h37

Por Redação Link

Fundador do Megaupload diz que o serviço permitirá que artistas vendam diretamente ao público, ficando com 90% dos lucros

SÃO PAULO – Kim Dotcom, fundador do site de compartilhamento de arquivos, Megaupload, anunciou que o seu serviço de música, o Megabox, será lançado ainda este ano.

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“Sim, o Megabox também será lançado este ano”, disse ele em sua conta no Twitter neste domingo, 12. “Eu sei o que vocês estão esperando. Está chegando. Este ano. Prometo. Maior, melhor, mais rápido, 100% seguro e impossível de ser parado”, afirmou Dotcom em outro tweet, provavelmente se referindo à volta do serviço de compartilhamento de arquivos, o Megaupload.

A proposta do Megabox é permitir que fãs baixem e comprem as músicas de forma direta, sem o intermédio de elementos da indústria fonográfica, como as gravadoras ou lojas online. Além disso, as músicas poderiam ficar arquivadas na nuvem, o que torna o Megabox também um serviço de streaming – como Google Music e iTunes Match.

“Vocês podem esperar muitos anúncios do Megabox para 2012, incluindo acordos com artistas que estão empolgados para sair de um modelo de negócio ultrapassado”, disse Dotcom ao site TorrentFreak. Segundo ele, o Megabox permitirá que “os artistas vendam suas criações diretamente aos consumidores, ficando com 90% dos ganhos”.

No dia 20 de junho, Dotcom escreveu em seu Twitter: “As grandes gravadoras pensaram que o Megabox estava morto. Artistas, comemorem. Ele está chegando e vai libertá-los.”

Duas semanas depois, anunciou na mesma rede social que o Megaupload, serviço de compartilhamento de arquivos, voltaria gratuito, mais rápido e mais protegido.

Kim Dotcom foi preso em janeiro, na Nova Zelândia, em uma megaoperação capitaneada pelo FBI. Ele permanece em prisão domiciliar, aguardando a decisão judicial se será ou não extraditado para os EUA. Dotcom é acusado de liderar um grupo que faturou mais de US$ 175 milhões pela cópia e distribuição não autorizada de música, filmes e outras formas de conteúdo, violando direitos autorais. A expectativa é que o julgamento aconteça só em março de 2013.

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 O milionário fundador do Megaupload vê sua reputação mudar de vilão da internet para herói cult
• Megaupload anuncia serviço de música

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