Estadão.com.br

Em toda parte

  • 5 de agosto de 2012|
  • 19h00

Por Murilo Roncolato

O uso de programas e sistemas de código aberto já é difundido e começa a abrir espaço para negócios que têm como base o software livre

PORTO ALEGRE – Durante quatro dias programadores, empresas de tecnologia e representantes do governo se reuniram em Porto Alegre (RS) para discutir os rumos das plataformas abertas no País, durante o Fórum Internacional do Software Livre (Fisl). O modelo de negócio que prevê o acesso irrestrito aos códigos de programação de softwares amadureceu e hoje não é apenas uma boa opção para o setor público, mas também para quem quer trabalhar na iniciativa privada.


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A prova disso é que a 13ª edição do Fisl teve, pela primeira vez, uma rodada de negócios entre empresas e desenvolvedores. A novidade mostra que é possível fazer dinheiro sem vender licença de software, como o Windows ou o Office.

A empresa Dextra é um dos muitos exemplos. “Não acho que softwares da Microsoft sejam ‘do mal’. É uma opção”, diz seu diretor de tecnologia, Bill Coutinho. “Mas software proprietário tende a amarrar o cliente e, para nós, a opção livre é mais interessante.”

Rodolfo Gobbi, diretor da 4Linux, que presta consultoria, dá cursos e suporte a soluções livres, aponta outro ponto. “Há a vantagem de formar profissionais melhores. Quem vem do software livre e aprendeu o que é sistema operacional no Linux, evolui mais rápido.”

A receita é indireta e vem dos serviços prestados depois. É um modelo mais difícil, mas que tem suas vantagens, como diz o administrador do Portal Android, Alexandre Antunes. “Tudo que já foi feito e pensado, não precisa ser feito e pensado novamente, funciona como um ciclo incremental.”

O peso dos governos é crucial pois é ele que decide se, nas escolas, os alunos aprenderão a mexer no Adobe Photoshop ou se farão seu próprio editor de imagens. E não só. Como o governo é um grande comprador destas ferramentas, definir se o dinheiro público será destinado a licenças de uso de softwares proprietários ou em capacitação para o outro modelo é definitivo.

“Governos devem buscar o melhor software, se será aberto ou fechado, não importa”, opina Jon “Maddog” Hall, diretor da Linux International e um dos principais embaixadores desta lógica. Além da questão econômica, ele cita a preocupação do governo em não perder o desenvolvimento de softwares porque uma empresa faliu ou deixou de atualizar seus programas. “Plataformas abertas também ajudam a evitar fuga de cérebros, incentivando estudantes a bolarem soluções nacionais em vez de ir para o Vale do Silício atrás de emprego.”

É por isso que tentativas de incentivo ao uso de software livre aparecem vez ou outra em Brasília. O projeto de lei 2269/1999, atualmente na Comissão de Constituição e Justiça, propõe que “órgãos da administração pública” sejam obrigados a “utilizarem software com código livre”.

A preferência é polêmica. Jorge Sukarie, vice-presidente do conselho da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), rejeita a ideia de governos darem preferência a um modelo de negócio de software em prejuízo a outro. “Não pode ser por uma questão de custo, porque pelo software aberto também se paga, só que em serviço. O governo tem que mostrar para a sociedade que ele é produtivo e eficiente e não determinar que tipo de modelo de software ele se identifica mais.”

A adoção do software livre pelas empresas é acompanhada de perto por ativistas, que recentemente ficaram furiosos com a compra de licenças da Microsoft pela Caixa Econômica Federal, até então um exemplo de uso de soluções abertas.

“Fomos contratados em 2006 para trabalhar por dois anos, o prazo se estendeu até o final de 2011 e aí decidiram abandonar tudo e comprar o Office e soluções da Microsoft”, conta Gobbi, cuja empresa, a 4Linux, foi contratada para desenvolver soluções livres para a Caixa e seus 70 mil terminais de atendimento. O valor pago à Microsoft foi de R$ 112 milhões; segundo Gobbi, todas as soluções adquiridas já haviam sido desenvolvidas pela sua equipe, que recebeu R$ 1,6 milhão pelo serviço.

Ricardo Fritsch. FOTO: OLGA PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

ENTREVISTA

Ricardo Fritsch, coordenador do Fórum Internacional do Software Livre

Software livre deve ser preferência do governo?
O software é usado por sua qualidade, não importa se proprietário ou livre. Muitas empresas tentam aprisionar repartições públicas e parte da sociedade com seus produtos. Vivem de vender licença de software. Mas perdem espaço para softwares como o LibreOffice, que substitui o Office, da Microsoft. Para o governo, o importante é pensar na sua soberania. Ele tem que ter a liberdade de escolher fornecedores.

O que fazer para o software livre ser mais popular?
Ele já é muito usado. É preciso mostrar para a população onde ele está. Precisamos oferecer programas educacionais abertos que compitam com os da Microsoft. Precisamos dizer à população que um outro mundo é possível.

No futuro, programar será algo muito mais comum?
Amanhã usaremos mais software do que hoje, assim como hoje usamos mais do ontem. Se todos vão saber programar no futuro, depende de uma aliança com as escolas. É preciso colocar disciplinas de lógica de programação no ensino médio pra que as pessoas se sintam motivadas a aprender e entender o universo da programação. Tendo acesso ao código, elas conseguirão entender como funciona. Problemas futuros só serão resolvidos se a “caixinha” dos softwares estiver aberta.

*O repórter viajou a convite da organização do Fisl

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• Outra lógica
O software livre está no centro do avanço tecnológico
Link no Papel – 6/8/2012

Fórum do Software Livre atinge maturidade

  • 28 de julho de 2012|
  • 16h00

Por Murilo Roncolato

Evento que começou na última quarta em Porto Alegre se encerra neste sábado e se consolida como um dos mais importantes sobre o tema

PORTO ALEGRE – Um jurássico atualizado. É assim que se define, brincando, o atual coordenador do Fórum Internacional do Software Livre. Chegando à segunda edição sob seu comando – e última, caso não seja reeleito à presidência da Associação do Software Livre (ASL) –, Ricardo Fritsch avalia positivamente a situação atual do uso de plataformas abertas e livres – sob a licença de uso público instigada por Richard Stallman – no Brasil, mas se diz “chocado” em ver ainda hoje práticas como a recente compra de licenças de softwares da Microsoft pela Caixa Econômica (veja também “Em Porto Alegre, um apelo do software livre“).

Deborah Bryant (à esq) e Ricardo Fritsch durante a Fisl. FOTO: Divulgação

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Fritsch trabalhava na Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) quando conheceu Marcelo Branco, fundador da ASL e idealizador do Fórum. Ele conta que apesar e trabalhar com software livre, o engajamento foi sendo adquirido com o tempo e com a convivência.

Branco vê a Fisl hoje como um evento já consolidado. “É um evento de 13 de sucesso. Não é feira, é apenas uma reunião comunitária em defesa do compartilhamento e está no auge da sua maturidade”, diz. “Com toda essa crise aí fora, é visível que Fritsch fez um grande trabalho este ano.”

A 13ª edição teve cerca de 700 palestrantes, de mais de 20 países, ministrando 50 oficinas a um público de aproximadamente oito mil pessoas.

Como destaques, ficam os debates sobre educação, que teve duas salas reservadas para as atividades, e a inédita Rodada de Negócios e Competências, que colocou empresas do setor de TI que trabalham com software livre para fechar acordos comerciais. “Foi ótimo para mostrar que se faz bom negócio com software livre, sim. Isso dá visibilidade”, diz Fritsch.

A programação do ano que vem será definida logo após a conclusão desta edição. Mas é certo que mobilidade, dispositivos móveis e questões sobre dados abertos estarão na pauta. “Esses temas já foram pincelados agora, mas em 2013 eles terão um peso bem maior.”

O fundador do Fisl, Marcelo Branco. FOTO: Divulgação

Ricardo Fritsch se inseriu no grupo de coordenadores logo no início dos anos 2000 e hoje, na gerência do evento, se mostra satisfeito com os rumos do software livre no País.

“O Fisl e o software livre cresceram juntos. Hoje, todas as esferas da sociedade – setor privado, governo – falam bem do modelo aberto”, afirma.

Há casos recentes, porém, que destoam dessa versão. Em junho, a Caixa Econômica abriu um pregão eletrônico para a compra de softwares de escritório da Microsoft (pacote Office, serviço de e-mail e de bancos de dados). Por fim, venceu a Allen com uma oferta de R$ 112 milhões. A Caixa era tida como um bom exemplo de empresa pública usuário de softwares livres.

O atual coordenador geral da Fisl e presidente da Associação do Software Livre disse ter ficado “chocado” com a notícia. “Eles tem um bom histórico, usavam uma ótima solução de correio eletrônico. Pagar licenças à Microsoft para soluções de escritório? A gente não precisa de nenhuma delas”, protesta.

Fritsch comentou a fala da palestrante Deborah Bryant, conselheira da Open Source Initiative e conhecida por seu trabalho de incentivo de software livre na esfera pública, que citou os Estados Unidos como país sem política definida sobre software livre, mas que nos próximos cinco anos não terá mais dinheiro para pagar licenças a empresas como Microsoft, Oracle ou Adobe.

“É inevitável, pagar licença para ter soluções que já existem no formato livre não é viável mais”, diz.

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O Fórum Internacional de Software Livre aconteceu entre os dias 25 e 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site oficial e veja como foi a cobertura pelo Link.

* O repórter viajou a convite da organização do Fisl.

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O modelo livre e a internet das coisas

  • 28 de julho de 2012|
  • 10h35

Por Murilo Roncolato

Software e hardware livre hoje podem ser essenciais caso o objetivo seja a transparência e a segurança, diz palestrante no Fisl

PORTO ALEGRE – O uso de software e hardware livre em um tempo em que todo e qualquer objeto adquire a capacidade de estar conectado pode ser essencial caso o objetivo seja preservar a transparência e a segurança. A conclusão veio a partir do mineiro Thadeu Cascardo, desenvolvedor e sócio da consultoria de software e hardware livre Holoscópio, que ministrou a palestra “Implementando a Internet das Coisas (IoC) com software livre” no 13º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl).

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Cascardo prevê um salto de 5 bilhões para 50 bilhões de objetos conectados até 2020. Se esses dispositivos e os softwares que os controlam forem baseados em formato fechado, será impossível saber que tipo de informações são coletadas e de que maneira os dados obtidos são tratados, incorrendo em furos na privacidade.

O Brasuíno, a versão brasileira da plataforma pró hardware livre Arduino. FOTO: Divulgação

“As pessoas têm que ter controle sobre as coisas que possuem, não só o controle, mas o conhecimento sobre aquilo. Para isso, é preciso transparência”, diz Cascardo. “A partir do Arduino mostrei como construir essa internet das coisas.”

A crença no potencial do hardware é tamanho que na Holoscópio, nasceu uma versão brasileira do Arduino, placa que popularizou o conceito de hardware livre, e ganhou o nome de Brasuíno.

“A internet das coisas já está acontecendo, já há muitos objetos conectados por aí, mas não é uma tecnologia acessível por enquanto”, opina. Para Cascardo, se a internet das coisas ainda se popularizou é porque ainda se tateia à procura de maneiras eficientes de se ganhar dinheiro com isso. A oportunidade do hardware e do software entra no oportunismo das empresas em buscam plataformas abertas por um motivo muito conhecido: baixo custo.

“As empresas vão atrás do aberto porque é barato e não pela filosofia”, aponta.

COMPUTAÇÃO EM TUDO

O doutor em computação e membro do Centro de Competência em Software Livre da USP (CCSL), Nelson Lago, critica o posicionamento atual das pessoas em relação a esse mundo conectado, que tende a estar cada vez mais presente ao longo dos próximos anos. “As pessoas acham que computação é a Microsoft, é Windows e Word. Computação é o celular, é o chip que está no microondas, é o caixa eletrônico do banco”, diz. Desse universo, Lago arrisca dizer que pelo menos 50% dele está baseado em plataformas livres.

“A começar pelo Facebook. Tudo lá é software livre. Se eles tivessem que pagar licenças, não teriam como oferecer um serviço gratuito”, diz. “Software livre é o que está por trás da Amazon, do Yahoo, do Google. É o que dá dinheiro para todos os gigantes.”

Lago prevê um problema atual sobre o uso de plataformas fechadas que pode atrapalhar a vida das próximas gerações. “Software está cada vez mais impermeado na sociedade. Logo, a tendência é que todos tenham conhecimentos razoavelmente profundos sobre computação. Se você não tiver acesso ao código que faz as coisas acontecerem, isso vai ser um problema”, argumenta.

Para Nelson Lago, vivemos atualmente um “turning point”, em que as grandes empresas disputam entre os formatos aberto e fechado. Por um lado, o Google e seu Android (baseado em software livre), que defende o modelo descentralizado e da interoperabilidade; do outro, Apple e Amazon, centralizadas. “Eles são muito radicais no controle dos produtos e serviço que entram no mercado. É quase uma antítese do que a gente propõe”, opina.

“Talvez isso não seja um problema para o usuário atual, mas para o filho dele será.”

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O Fórum Internacional de Software Livre vai até este sábado, 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site oficial e continue acompanhando as notícias pelo Link.

* O repórter viaja a convite da organização do Fisl.

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Ônibus Hacker pronto para mudar a direção

  • 28 de julho de 2012|
  • 3h52

Por Murilo Roncolato

Ônibus de membros da Casa de Cultura Digital vai ao Fórum de Software Livre oferecer oficinas e espalhar cultura hacker

PORTO ALEGRE – O Ônibus Hacker, projeto tocado pelo pessoal do Transparência Hacker, da Casa de Cultura Digital, percorreu os 1.100 Km que separam São Paulo e Porto Alegre e estacionou no Fórum Internacional de Software Livre (Fisl). Além da sua função original como meio de transporte, o veículo foi hackeado para ser útil também para a realização de oficinas, reuniões, exibição de filmes, para dormir, comer… A ideia é contagiar outras pessoas com esse modo hacker de se pensar sobre as coisas no pouco tempo que terão.

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“O que a gente faz é estimular a apropriação crítica”, explica a passageira Lívia Ascava, 28 anos, do Transparência Hacker.

Com o Fisl, o Ônibus chega à sua 13ª “invasão hacker” – como chamam o ato de marcarem presença em eventos pelo Brasil. Nele, já viajaram mais de 120 pessoas e já foram ministradas cerca de 45 oficinas diferentes, que ensinam a qualquer pessoa desde montar um projeto de lei por iniciativa popular até construir sua própria infraestrutura necessária para uma rádio “livre”.

Há 10 dias, esse espaço multifuncional ambulante completou um ano de vida. Lívia Ascava diz que nesse tempo, o grupo tripulante aprendeu melhor como atrair público, acertaram as oficinas e juntaram aparato necessário para realizar eventos em qualquer lugar.

É a segunda vez do Ônibus em Porto Alegre. A primeira vez foi também a primeira “invasão”. “Mas foi um desastre”, confessa Ascava. “A gente ainda não fez a invasão ideal. O que animava o pessoal no começo era a ideia de ocupar cidades minúsculas, de sete mil habitantes no máximo. Fazer pré-produção, deixar uma galera passando dias antes lá estudando o lugar e levar o Ônibus só depois, com tudo armado. O impacto seria muito maior e mais ágil”, opina.

Até agora, o Ônibus rodou o País atendendo demanda. Eventos alternativos ligados a cultura da internet, como a Virada Digital em Paraty, adquiriram o costume de guardarem uma vaga no estacionamento para os hackers. A proposta – ainda a ser melhor definida – é de que o Ônibus passe a escolher seus destinos por conta própria.

Até o fim deste sábado e do Fisl, no entanto, a maior preocupação do grupo será finalizar o hackeamento de um painel de LED comprado por uma pechincha em São Paulo (veja abaixo), mas que veio com controlador proprietário. Participantes do Fórum já deram uma mãozinha, trocaram o hardware original por um Arduíno e, logo mais, o aparelho todo estará finalmente “livre”.

Para saber quais serão os próximos destinos do Ônibus, acesse a página do projeto no Facebook.

O painel de LED, devidamente hackeado. FOTOS: Divulgação

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O Fórum Internacional de Software Livre vai até este sábado, 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site oficial e continue acompanhando as notícias pelo Link.

* O repórter viaja a convite da organização do Fisl.

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Firefox OS traz web de volta ao celular

  • 27 de julho de 2012|
  • 7h00

Por Murilo Roncolato

Entrevista com Chris Heilmann, engenheiro do Firefox que demonstrou ao ‘Link’ como será o sistema operacional da Mozilla

PORTO ALEGRE – Engenheiro da Mozilla trouxe protótipos de celulares equipados com o sistema operacional móvel da Mozilla e o demonstrou para o público do 13º Fórum do Software Livre (Fisl). Nesta quinta-feira, 26, o Link bateu um papo com Christian Heilmann, o principal evangelista técnico da organização defensora do código aberto, e pôde pôr as mãos em um desses aparelhos com o Firefox OS.

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Os smartphones acizentados sem marca de fabricante mostravam na sua tela, de cerca de 4 polegadas, um painel visualmente bem próximo dos que estamos acostumados a ver por aí. Uma tela vertical, com ícones de aplicativos, opção de painéis laterais, um ótimo touchscreen e navegação sem travamentos. No geral, o visual dos apps são bem simples e leves, ponto positivo para um sistema que pretende atingir a parcela da população que não está acostumada a usar um aparelho do tipo.

O sistema e os apps são todos desenvolvidos em HTML5, linguagem de programação que permite rodar conteúdos multimídia sem a necessidade de softwares ou plugin (como o Adobe Flash Player).

Nesta sexta-feira, 27, a partir das 10h a Mozilla coordenará uma maratona hacker tendo como o objetivo a apresentação do Firefox OS para os programadores presentes no Fisl.

Chris Heilmann, o maior propagador das ideias da Mozilla. FOTO: Murilo Roncolato/AE

Veja abaixo a entrevista com Chris Heilmann, engenheiro e evangelista da Mozilla Corporation:

Por que escolheram o Brasil para estrear o Firefox OS?

Não escolhemos. Surgiu um grande parceiro, que é a Telefônica, aliada a fabricantes de aparelhos e que vai nos ajudar a colocar o software no mercado. Queríamos um produto móvel que fosse aberto e barato. Os brasileiros, na maioria, tem feature phones (celulares mais comuns, sem conexão), e é nesse tipo de pessoas, sem smartphones, que a gente está mirando. Além disso, as pessoas aqui tem muitas iniciativas, inclusive governamentais, com uso de plataformas abertas. Por tudo isso, achamos que o Brasil era uma boa oportunidade. Há um mercado enorme de programadores brasileiros. Temos uma grande chance de tornar esses programadores super stars.

Quando chegará de fato?

Depende do nosso parceiro. Só sei dizer que será no começo de 2013, isso é certo.

Há mais parceiros?

Há sim interessados, mas nada concreto. Em relação a nossa parceria atual, ela tem aliança com fabricantes que farão o aparelho, mas não sabemos ainda como será o celular. Será algo bem próximo deste aí (veja imagem acima). O que sabemos é que será simples e barato. Mas o desempenho realmente não deixará ninguém desapontado.

Qual a grande diferencial do Firefox OS?

A diferença é que conseguimos trazer de volta ao celular a experiência da web. No Android e no iOS, por exemplo, o browser é apenas uma parte do sistema todo, certo? Para cada função que quiser no aparelho, seja ouvir música ou ver um mapa, você tem que baixar aplicativos. Eu não entendo a lógica dos aplicativos. Antes para tudo, para cada função que quisesse dar a seu computador, você instalava um software. Depois veio a web e todas as soluções se deram no ambiente do browser, online. Agora, nos celulares voltaram à lógica da instalação de programa. Não tem necessidade. Se eu quiser usar o Facebook, você simplesmente acessa o Facebook, não precisa ocupar teu HD com um aplicativo e ainda consome menos dados.

Todo o sistema do Boot to Gecko (B2G, base do Firefox OS) é baseado na web. Há a nossa loja de aplicativos, você escolhe o app e quando for abri-lo, ele abre como página de web, mas com uma interface que dê a experiência de apps comuns, com fullscreen. Nem se percebe que está, na verdade, navegando em um browser. Será bem melhor que o Android.

E o desenvolvimento?

O programador terá que aprender apenas uma vez. Porque é tudo para a web. Da mesma maneira que ele faz um aplicativo para Firefox ele pode fazer para o celular. E sobre atualizações, será mais interessante porque muitos apps quando atualizam te obrigam a baixar o app atualizado inteirinho. No nosso, as pessoas vão precisar só acrescentar as partes novas. Há apps do Chrome para celular que não são compatíveis com o próprio Android. Isso não acontece no Firefox OS porque a versão é a da web.

Não estão envolvidos com a fabricação do aparelho?

Não queremos estar jamais nesse ambiente. É uma bagunça. Queremos é construir software.

Acha que a Mozilla demorou para lançar seu sistema operacional? Por que só agora?

Agora temos todas as ferramentas necessárias. E a outra tem a ver com maturidade, chegamos em um momento em que a lua-de-mel dos usuários com smartphones tipo Android e iOS está acabando. As pessoas não acham mais os aparelhos tão úteis quanto antes, estão menos deslumbradas, viram que podem não ser tão seguros, etc. A verdade é que a web é a melhor plataforma. Vai levar um tempo até que todos entendam a ideia, mas será mais fácil para essas pessoas usar o Firefox OS. Mais fácil e mais acessível.

O que queremos é dar as pessoas que não tem smartphone a chance de ter um. Não queremos tomar espaço de Androids e iPhones. Há pessoas que demandam usos mais simples: manda mensagens, checam e-mail e usam a web. Algumas pessoas vão querer usar o Android para isso, mas outra grande parte vai preferir o Firefox por ser mais barato.

Como vê a web daqui cinco anos?

Será a mesma coisa que é agora. Tem um problema hoje que foi trazido pelos tablets e smartphones que é o de, por serem fechados, transformaram as pessoas em meros consumidores. Há outros ambientes como a Wikipedia que tem a lógica contrária, que coloca as pessoas para escrever, publicar conteúdo. A web deve inevitavelmente se radicalizar nessa ponta mais colaborativa e de interação real, onde os usuários produzem e consomem o que produzem.

O Firefox OS é um passo na direção de afastar as pessoas desse perfil apenas consumidor. A plataforma é aberta, as pessoas vão poder construir e inserir seu próprio conteúdo. Elas poderão ter aparelhos com propósitos diferentes. Jornalistas podem criar aplicativos web que funcionem como gravador, inserir de forma interativa um gravador de vídeo e uma câmera fotográfica. Os aparelhos e os sistemas serão o que as pessoas quiserem.

Veja as TVs interativas de hoje. É uma farsa, porque de interativo não tem nada. Você ainda é um ser que fica sentado no teu sofá consumindo conteúdo. Aliás, televisores serão a próxima plataforma. Todos tem TV, não há porque ter outra tela em casa, como um tablet. Tudo pode ser feito pela TV.

Pensam em fazer softwares para TV?

Estamos pensando sobre criar coisas para TV e para videogame também, mas por enquanto não é possível.

Prevê um futuro em que todos serão programadores?

Acredito que não. Haverá os que programam e os que colocam conteúdo. A diferença é que os formatos serão mais fáceis para as pessoas colocarem conteúdo, com muito mais possibilidades.

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O Fórum Internacional de Software Livre vai até sábado, 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site oficial e continue acompanhando as notícias pelo Link.

* O repórter viaja a convite da organização do Fisl.

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Entrevista: Executivo da Mozilla discute modelo aberto: ‘Queremos garantir a chance de escolher’
Firefox OS deve chegar ao Brasil em 2013

Em Porto Alegre, um apelo do software livre

  • 26 de julho de 2012|
  • 17h05

Por Murilo Roncolato

Ativistas preparam carta à presidente Dilma Rouseff para pedir mais atenção ao software livre por parte do governo

PORTO ALEGRE – Ativistas presentes no 13º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl) preparam o texto de uma carta direcionada à presidente Dilma Rousseff. O documento, ainda em discussão, é um “alerta” em nome dos usuários e defensores do uso de tecnologias abertas, para que o governo volte a exigir o uso de software livre na infraestrutura pública e a incentivar o desenvolvimento de plataformas abertas nas demais esferas.

Participantes da mesa de abertura do 13º Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. FOTO: OLGA PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

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A ideia da carta nasceu em uma conversa de ativistas relembrando a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff em 2009, durante a 10ª edição do evento de Porto Alegre. Na ocasião, o governo teve encontros com personalidades importantes no meio como o fundador da Linux International, Jon Maddog Hall; o criador do movimento pelo software livre, Richard Stallman; e o cofundador do Pirate Bay, Peter Sunde.

Em 2009, ambos fizeram discursos apoiando o software livre e garantiram que o governo faria ainda mais em prol da defesa das plataformas abertas. “Na mesma época, por conta dessas conversas, a Lei Azeredo foi freada e nasceu a ideia do Marco Civil. Mas agora isso desapareceu”, diz Marcelo D’Elia Branco, ativista, criador do projeto Software Livre Brasil, ex-coordenador do Fisl e da Campus Party.

Segundo Branco, a atual gestão de Brasília perdeu os interlocutores que tinha antigamente com os grupos de software livre, criados desde a época que sociólogo e militante Sergio Amadeu era presidente do Instituto Nacional de Tecnologia (ITI). A agitação culminou inclusive na criação do Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal, hoje um órgão sem autoridade, diz Branco.

Veja o discurso da então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, na 10ª Fisl, em 2009:

“Todos as nossas conquistas estão sendo esvaziadas nessa gestão. É um alerta para a presidente olhar o que está acontecendo”, diz Branco. “Estamos preocupados com o retrocesso e, por isso, esse Fórum vai se posicionar com a finalidade de retomar o diálogo com o Estado.”

Na carta, deverão ser criticados compras de licença de softwares proprietários por empresas públicas como a Caixa Econômica. “A Caixa gastou (R$ 112) milhões em licenças para a Microsoft para comprar pacote Office. Quem paga para usar Office hoje em dia?”, reclama. Na ocasião, a Caixa liberou uma nota dizendo que softwares livres usados pela empresa não tinham alcançado “resultados satisfatórios”.

Além da Campus Party, Marcelo Branco coordenou as cinco primeiras edições da Fisl. FOTO: Divulgação

“O Brasil é bem visto lá fora, no sentido de um país que incentiva o software livre. A gente não pode perder isso”, argumenta Branco.

Mas a carta oficial vai além do uso de software livre. O documento trata ainda de outros pontos.

MinC. Para os autores da futura carta, o Ministério da Cultura deixou de ser um aliado do usuário e passou a ter uma posição conservadora, a partir da gestão de Ana Buarque de Hollanda. Em pouco tempo de gestão, a ministra ganhou a antipatia de muitos setores da sociedade depois que tirou a licença Creative Commons do site do Ministério e disse que a pirataria online provocaria o fim da cultura brasileira.

INPI. Há alguns meses, o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual deixou muita gente inquieta após colocar em consulta pública uma proposta sobre a aplicação de patentes a softwares. A Europa passou por essa mesma discussão no início dos anos 2000.

“Em 2005, o Parlamento Europeu derrubou a proposta dizendo que seria uma atraso e retardaria o desenvolvimento de pequenas, médias e grandes empresas. Se seria assim lá, imagina no Brasil!” O problema de se patentear softwares é que cada um desses programas é formado por partes de vários outros. É quase impossível, diz Branco, criar um software com total originalidade.

“As empresas teriam que ter mais advogado que programadores. Por isso, cobramos um posicionamento do governo sobre essa questão levantada pelo INPI, porque até agora não se sabe o que Brasília pensa sobre isso”, diz (veja estudo da FGV e USP sobre o caso).

Marco Civil. O Marco Civil da Internet, mesmo após ter passado por uma exaustiva temporada sob consulta pública, aberto a alterações populares, teve sua votação adiada por falta de quórum. Marcelo Branco culpa a base governista e espera um posicionamento mais firme, logo. “A gente espera que essa discussão seja votada a tempo. O Marco Civil nasceu aqui e é papel nosso reivindicar agora.”

* O repórter viaja a convite da organização do Fisl.

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Entrevista com executivo da Mozilla: ‘Queremos garantir a chance de escolher’
Fórum de Software Livre começou nesta quarta

‘Queremos garantir a chance de escolher’

  • 25 de julho de 2012|
  • 21h49

Por Murilo Roncolato

Durante o Fórum do Software Livre, executivo da Mozilla fala ao ‘Link’ sobre a estreia do seu modelo aberto no mobile

PORTO ALEGRE – “Queremos garantir que as pessoas tenham a chance de escolher”. É assim que Harvey James Anderson, vice-presidente de Negócios da Mozilla Corporation define seu objetivo profissional. Nesta quarta-feira, 25, no 13º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), o representante da organização sem fins lucrativos responsável pelo navegador Firefox discursou sobre os conflitos que estão à espera de quem, assim como a Mozilla, defende o modelo aberto para tecnologia.

O executivo e ativista Harvey Anderson veio ao Brasil para a 13ª edição do Fisl. FOTO: Reprodução/Instagram LinkEstadao

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Para entender o que significa um modelo aberto de tecnologia, conheça o caso da própria Mozilla. Dela, saíram produtos digitais bem populares: o Firefox, browser concorrente do Internet Explorer e do Chrome – dono de quase 25% desse mercado; e o Thunderbird, software que concorre principalmente com o Outlook, da Microsoft, entre os programas usados para gerenciar e-mails. Para desenvolver ambos, a Mozilla recorre a uma comunidade internacional formada espontaneamente por programadores voluntários de toda parte do mundo.

Seus softwares têm toda a codificação que os estrutura abertas a qualquer pessoa interessada em entender como o programa funciona, avaliar sua segurança, corrigir algum bug, melhorar funcionalidades. O código empregado pode ser copiado ou alterado sem a necessidade de pagamento de direitos autorais (para mais detalhes, leia a licença de uso assinada pela Mozilla). A ideia é que com a participação livre a qualquer pessoa, os níveis de segurança e de desenvolvimento tendem a melhorar progressivamente, além de garantir ao softwares a possibilidade de refletirem com mais exatidão o que a maioria dos usuários da web esperam de um navegador ou demais produtos.

Recentemente, a presidente da Mozilla anunciou a descontinuação do Thunderbird e disse que talvez deixem o desenvolvimento todo do programa na mão da “comunidade”.

“Há 10 anos, só havia o Internet Explorer. Hoje, há dezenas de browsers e eles estão cada vez melhores”, disse Anderson, creditando boa parte dessa evolução ao fato de o Firefox ter entrado na disputa e ter continuado a implementar novos recursos. Como exemplo, citou o “Do Not Track” (que impede sites de rastrearem o usuário usando cookies), presente no Firefox. “Quando implementamos, a Microsoft disse que era uma má ideia. Hoje, o Internet Explorer também tem Do Not Track. Os browsers estão melhores, e isso se deve à competição. Não lutamos por fatias de mercado, mas para competir.”

Resistência. O executivo da Mozilla comentou a tática de outras empresas como Google, Apple, Amazon e Microsoft de fechar produtos e serviços, tornando seus usuários “aprisionados em seus mundinhos”. Elas são donas de aparelhos, sistemas operacionais, loja de apps e músicas, serviços de armazenamento na nuvem, buscadores, serviço de e-mail, etc.

“É o que chamei de pacotes integrados. Eles têm tudo, brigam por muitas coisas. E o usuário está no meio de tudo isso. Nosso papel é o de resistir a coisas, que, como essas, possam prejudicar a web como ela deve ser”, disse. “Reconheço a experiência que a Apple proporciona, e a do Google também – eu uso um Android, inclusive – mas eu ainda prefiro que os sistemas sejam abertos.

Firefox OS. Harvey Anderson comentou também a chegada ao mercado do sistema operacional móvel da Mozilla, que terá sua estreia no Brasil. O Firefox OS é uma evolução do projeto Boot to Gecko, baseado em HTML5, criado para ir além do produtos atuais disponíveis no mercado como Android, iOS, Windows e suas limitações.

“A ideia é fazer no mercado mobile o mesmo que fizemos com os browsers”, afirmou.

“O Firefox é um reflexo dos nossos valores, daquilo que acreditamos. Hoje, a internet é móvel e nós queremos estar onde as pessoas estão.”

Anderson aposta que após a chegada do novo produto da organização, o mercado mobile sofrerá mudanças. Para melhor. “Nosso sucesso é medido por ideias, e não pelos nosso produtos. Na verdade, nosso sucesso é quando os outros nos seguem e a internet é um trabalho em progresso.”

O Fórum Internacional de Software Livre vai até sábado, 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site oficial e continue acompanhando as notícias pelo Link.

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  • 24 de julho de 2012|
  • 21h34

Por Murilo Roncolato

O Fisl, que segue até sábado, acontece em Porto Alegre, e o Link estará cobrindo tudo de lá. Acompanhe

PORTO ALEGRE – Começa nesta quarta-feira a 13ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), em Porto Alegre. O já tradicional evento dos amantes, defensores e interessados das tecnologias abertas – que pode ser reproduzida sem a cobrança de copyright. Acompanhe os principais destaques da programação do Fisl ao longo da semana pelo Link.

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Dentre os presentes (veja a lista completa aqui), estão personalidades importantes como Rick Falkvinge, idealizador e fundador do primeiro Partido Pirata do mundo, que preparou uma apresentação sobre direitos autorais e liberdades civis (veja entrevista); o principal evangelista da Mozilla, Christian Heilmann, que vem ao Brasil falar do sistema operacional da organização, o Firefox OS; e o presidente da VideoLan, comunidade de software livre responsável pelo popular player multimídia VLC.

Quanto a palestrantes internacionais, há ainda Harvey Anderson, vice-presidente de Negócios da Mozilla; Jon Maddog Hall, fundador da Linux International; Seth Schoen, da entidade defensora da internet livre, a Electronic Frontier Foundation (EFF); e Deborah Bryant, diretora da Open Source Initiative (OSI) e importante incentivadora do uso de software livre no setor público.

Dentre os nacionais, estão Alexandre Oliva, ativista fundador da Fundação Software Livre América Latina (FSFLA); Jomar Silva, engenheiro eletrônico membro do comitê internacional responsável pelo padrão ODF de documentos; Deivi Lopes Kuhn, economista e coordenador de projetos no governo do Distrito Federal; e Pedro Paranaguá, doutor especialista em direitos autorais, atualmente é assessor técnico da bancada do PT da Câmara Federal.

Os dias serão repletos de discussões sobre uso de software livre nas universidades, governo e empresas; direitos autorais, políticas de inclusão digital, transparência e muito, muito aprendizado técnico sobre esse universo aberto.

O evento vai até sábado, 28, com palestras ocorrendo das 10h às 19h, diariamente. Para mais detalhes, acesse o site e continue acompanhando as notícias pelo Link.

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