Estadão.com.br

Facebook atinge 1 milhão de anunciantes

  • 19 de junho de 2013|
  • 12h56

Por Anna Carolina Papp

Publicidade é responsável por 85% da receita da rede social; Google, principal concorrente, atingiu 1 milhão em 2007

SÃO PAULO – O Facebook divulgou nesta terça-feira, 19, que agora tem 1 milhão de anunciantes globais ativos que utilizaram a plataforma nos últimos 28 dias – um marco para a empresa que está tentando reavivar o crescimento de sua receita.

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FOTO: Karen Bleier/Getty Images

A maioria dos anunciantes são pequenos empresários. Executivos do Facebook estão esperando obter ainda mais pequenos anunciantes locais porque 16 milhões de empresas, que vão desde a venda de joias a lojas de roupas, criam páginas gratuitas na rede social.

“A maioria dos proprietários de pequenas empresas começa como usuários do Facebook, em seguida, migram para se tornar proprietários de páginas, e de lá migram para se tornar anunciantes”, disse Dan Levy, diretor da área de empresas de pequeno porte.

Segundo Levy, o Facebook não tem planos de começar a cobrar as empresas para configurar páginas. A propaganda é responsável por 85% da receita do rede social – que também inclui dólares de maiores marcas do mundo e agências de publicidade. Mas a empresa está tentando elevar seu crescimento depois de uma forte desaceleração no ano passado.

“Anunciantes de todos os tipos ajudam a definir o que é fundamental para os nossos 1,1 bilhão de usuários, por isso nossas equipes trabalham com uma série de empresas para garantir que suas principais mensagens e valores sejam entregues também”, disse em comunicado Carolyn Everson, vice-presidente de soluções de marketing da empresa.

Corrida. A rede de Zuckerberg, como é de se esperar, ainda fica muito atrás do Google, que domina os anúncios online. A gigante de buscas atingiu 1 milhão de anunciantes em 2007, mas não divulgou atualizações desde então. Alguns estimam o número atual em mais de 2,5 milhões de anunciantes.

A corrida também se dá nos dispositivos móveis.  Segundo estudo da eMarketer divulgado na semana passada, o Google continua líder na publicidade móvel, tendo embolsado US$ 4,61 bilhões em anúncios veiculados em smartphones e tablets no ano passado– mais da metade (52,3%) do total. Em 2013, esse valor deve atingir US$ 8,85 bilhões, quase o dobro.

No entanto, o Facebook já aparece como um concorrente a ter em vista. Estima-se que a rede social, que arrecadou 470 milhões em anúncios em dispositivos móveis no ano passado, pode quadruplicar a receita em 2013 – alcançando US$ 2,04 bilhões. Com esse valor, o Facebook, que em 2011 ainda não gerava qualquer renda com publicidade móvel, terá uma fatia de 12,5% do mercado.

/Com REUTERS

Facebook sai do ar por cerca de 15 minutos

  • 19 de junho de 2013|
  • 10h30

Por Redação Link

Anna Carolina Papp
Mariana Congo 

Queda da rede social gera ‘teoria da conspiração’ entre usuários brasileiros devido à repercussão de protestos no País

SÃO PAULO – O Facebook ficou fora do ar por volta das 22h desta terça-feira, 18, no Brasil e em países como Chile, México, Argentina e Estados Unidos, segundo relato de usuários. Após 15 minutos, a rede social voltou ao ar gradativamente.

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FOTO: Reprodução

A queda do site virou um dos assuntos mais comentados no Twitter e gerou uma hipóteses de “teoria da conspiração” entre usuários brasileiros.  Surgiram até hashtags como “culpa da Dilma” e “Dilma, devolve o Facebook”.

Nos últimos dias, o tráfego na rede social tem sido particularmente intenso devido à repercussão dos protestos pelo País contra o aumento  da tarifa de ônibus.

“O Facebook caiu e fechou o tempo na Augusta? Tá louco”, tweetou um usuário, se referindo aos conflitos no centro durante a sexta manifestação ocorrida na capital paulista. “Cara, sem zoação. Foi a Dilma mesmo. Ela desativou o Facebook pros brasileiros”, disse outro usuário.

Outros brincavam com a própria causa dos protestos: ”Até o Facebook caiu e o preço das passagens dos ônibus em São Paulo nada. Francamente, viu Haddad?”, disse um usuário.

A rede social não confirmou os países afetados pela queda do serviço. Em nota, afirmou: “Ontem à noite, por conta de um problema interno em nossa infraestrutura de rede, nosso site ficou lento ou indisponível por um breve período. No entanto, tudo foi resolvido rapidamente e ele voltou a funcionar 100%. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente.”

Alguns rumores apontam que a instabilidade poderia estar relacionada a alguma atualização de sistema, uma vez que o Facebook realizará um evento para a imprensa nesta quinta-feira, 21, em que pode apresentar algum novo serviço.

Excesso. Nos últimos dias, o tráfego na rede social tem sido particularmente intenso devido à repercussão dos protestos pelo País contra o aumento  da tarifa de ônibus.  De acordo com monitoramento feito pela empresa Scup, as publicações e compartilhamentos no Facebook, Twitter e YouTube impactaram potencialmente mais de 79 milhões de usuários até a noite desta segunda-feira, 17.

“Facebook vai voltar logo para a organizações dos manifestos. Calma pessoal”, escreveu o grupo ativista Anonymous do Brasil, que por vezes assume a autoria de ataques a certos sites.  O grupo negou ter relação com o problema: “Infelizmente o Facebook está fora do ar, não sabemos o motivos e não temos nada a ver com isso”. E aproveitou a oportunidade para convocar usuários às ruas:

 

Pelas redes, 79 milhões falam de um só tema

  • 18 de junho de 2013|
  • 15h25

Por Agências

O mapeamento das redes sociais indica uma curva crescente das publicações sobre o tema desde quinta-feira

Manifestantes em Brasília FOTO: Dida Sampaio/Estadão

SÃO PAULO – Quem está conectado às redes sociais percebeu que os protestos se tornaram quase um tema único nos últimos cinco dias, dominando publicações no Twitter, Facebook e também no YouTube. Os compartilhamentos impactaram potencialmente mais de 79 milhões de internautas até a noite de ontem.

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O mapeamento foi realizado online pela empresa Scup. “O monitoramento mostra que essas mensagens chegaram a todas essas pessoas”, explicou o gestor de comunicação da empresa, Eliseu Barreira Junior. Essa abrangência foi alcançada entre quarta-feira e as 21horas de ontem.

O mapeamento das redes indica uma curva crescente das publicações sobre o tema desde quinta-feira, dia da manifestação marcada pela violência policial, alcançando ontem um pico de menções. Os termos mais citados foram “Protesto”, “O gigante acordou”, “Vem pra rua” e “Acorda, Brasil”. A plataforma contabilizou mais de 236 mil itens publicados no período.

“A paciência acabou e a gente acordou”, escreveu pelo Twitter o internauta @givejustinfood. “Pastores se posicionem… Despertem suas igrejas!!!”, pediu David Castilho pelo Facebook. Ontem, a alta de publicações ocorreu entre 15h e 16 horas, com 19 mil tens.

A internet teve papel fundamental na organização dos atos. Em São Paulo, por exemplo, o evento no Facebook para a manifestação de ontem teve 276 mil confirmações. O ato foi grande, mas se percebe que muita gente fez questão de demonstrar o apoio virtual. Mas não foi só isso.

Vilões a heróis

Para o pesquisador de comportamento jovem Daniel Gasparetti, as redes tiveram papel mais preponderante na guinada da opinião pública. “Foi nas redes sociais que se viu os manifestantes passarem de vilões a heróis”, diz ele. “Além do contato direto, da informação feita do local, houve um intenso debate sobre os motivos dos atos.”

/ Agência Estado

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Leia mais:
• Mapa organiza relatos dos protestos

Turquia estuda restringir o uso das redes sociais

  • 18 de junho de 2013|
  • 15h24

Por Agências

Governo analisa 5 milhões de tweets postados durante os protestos; rede social estaria proporcionando ‘caça às bruxas’

ANCARA – O governo turco analisa restringir o uso das redes sociais da internet no país, em uma aparente reação ao uso que milhares de manifestantes de plataformas como o Twitter e o Facebook fizeram para se informar sobre os protestos que sacodem a Turquia há várias semanas.

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Foto: Georgi Licovski/EFE

Segundo a versão online desta terça-feira, 18,  do diário Hurriyet, o Ministério da Justiça está trabalhando em um projeto de lei sobre crimes cometidos na internet.

“Estamos revisando implementações internacionais sobre o assunto”, acrescentaram as fontes oficiais citadas pelo jornal, sem oferecer mais detalhes a respeito.

Um departamento especial do governo já está trabalhando na análise de cerca de 5 milhões de tweets postados durante as manifestações, acrescenta Hurriyet.

O ministro do Interior turco, Muammer Güler, disse ontem à imprensa que a polícia está fazendo esforços contra supostas incitações provocativas em Twitter.

“Temos um estudo sobre aqueles que provocam pelo Twitter e pelo Facebook a cidadania com manipulações e notícias falsas, que levam a ações que poderiam pôr em perigo a segurança pública e a propriedade”, disse o ministro.

“Pensamos que esse assunto precisa de uma regulação separada”, concluiu Güler, segundo Hurriyet.

Desde o começo dos protestos contra o governo turco, o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, não se cansa de culpar a imprensa internacional e as redes sociais de estar por trás das manifestações, que começaram com um protesto contra a destruição do parque Gezi em Istambul.

O presidente turco, Abdullah Gül, também chegou a dizer que no Twitter estava havendo uma “caça às bruxas”. Dezenas de pessoas já foram detidas pela polícia por incitar os manifestantes com mensagens enviados via Twitter.

/EFE

Instagram pode ter publicação de vídeo

  • 17 de junho de 2013|
  • 19h58

Por Redação Link

O rumor sobre a possível novidade surgiu depois que o Facebook convidou a imprensa para um evento misterioso

Mariana Congo, do Radar Tecnológico

SÃO PAULO – O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, poderá ter um serviço de publicação de vídeos curtos (de até 10 segundos) – seguindo o modelo do app Vine, comprado pelo Twitter no ano passado.

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O rumor sobre a possível novidade surgiu depois que o Facebook convidou a imprensa para um evento misterioso nesta quinta-feira, 20. Em tempo: Facebook adquiriu o Instagram em abril do passado.

O convite do evento desta semana chegou por correio para jornalistas e tem apenas as frases: “Uma equipe pequena está trabalhando em uma grande ideia. Tome um café conosco e aprenda mais sobre um novo produto”.

Segundo o site de tecnologia TechCrunch, a publicação de vídeos via Instagram poderia ser uma estratégia acertada para o Facebook não perder mercado.

Isso porque, o compartilhamento de vídeos do Vine ultrapassou o de fotos do Instagram no Twitter no fim de maio.

Além disso, há o crescimento de aplicativos como o Viddy, Cinemagram e Socialcam, apelidados de “Instagram para vídeo”.

O Instagram tem 100 milhões de usuários e 40 milhões de fotos são publicadas por dia. O Vine permite a criação de vídeos de até seis segundos nas plataformas iOS e Android.

Facebook ouve queixa sobre preços de ações

  • 12 de junho de 2013|
  • 16h33

Por Agências

Mark Zuckerberg enfrentou críticas e perguntas sobre a queda na valorização da empresa desde o lançamento de ações

SÃO FRANCISCO – O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, enfrentou uma enxurrada de perguntas na terça-feira, 11, sobre a queda no preço das ações da empresa, durante a primeira reunião de acionistas da maior empresa de redes sociais, desde a sua conturbada oferta pública inicial, em maio passado.

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Zuckerberg afirmou que acredita que o Facebook está no caminho certo para o sucesso a longo prazo, mesmo estando decepcionado com o desempenho em Wall Street. A ação da companhia acumula queda de 37% desde a estreia a 38 dólares.

Nada “me fez pensar realmente que a estratégia fundamental está errada, ou que o que estamos construindo não é valioso”, disse o cofundador do Facebook, de 29 anos, no evento realizado na Califórnia.

No que Zuckerberg reconheceu ter se tornado o “tema” da reunião, vários acionistas do Facebook queixaram-se durante a sessão de perguntas e respostas sobre como eles sofreram com o declínio das ações. Eles fizeram comentários irônicos sobre compra dos papéis inflados por altas expectativas

A empresa agido para recuperar o valor de suas ações por meio do desenvolvimento de anúncios móveis mais adequados para pequenas telas de smartphones, que os usuários usam cada vez mais para acessar o serviço.

Os anúncios para celular são responsáveis por 30 por cento da receita de propaganda do Facebook. Mas o crescimento da receita permanece nitidamente abaixo do registrado dois anos atrás, e a popularidade de novos aplicativos móveis destinados a usuários mais jovens tem levantado preocupações de que o Facebook pode sofrer risco de perder atratividade entre os usuários.

Zuckerberg disse que o Facebook continuará a crescer junto com os recentes serviços rivais.

Ele também reiterou comentários anteriores de que o Facebook não dá acesso direto a seus servidores ou a dados de seus usuários à Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

/ REUTERS

Facebook agora reconhece hashtags

  • 12 de junho de 2013|
  • 16h27

Por Redação Link

Seguindo outras redes sociais, o Facebook agora permite marcar posts com palavras-chave

Por Mariana Congo, do Radar Tecnológico

SÃO PAULO – Os rumores que surgiram em março, de que o Facebook iria permitir #hashtags em sua timeline, se confirmaram nesta quarta-feira, 12. As hashtags começaram a funcionar hoje no Facebook, seguindo outras redes sociais que usam o recurso há mais tempo, como o Instagram, Twitter, Tumblr e Pinterest.

Sistema permite buscar hashtags. Foto: Divulgação

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O recurso está disponível primeiro somente para 1% dos usuários (entre aqueles que usam o Facebook em inglês). Ao longo das próximas semanas, as hashtags vão começar a funcionar para todos.

Ao clicar na hashtag (identficada pelo símbolo #), é possível ver um feed com todo o conteúdo compartilhado por outros usuários sobre aquele assunto. Mas só poderá ser visualizado o que foi postado pelo amigos na rede social ou por pessoas que têm perfil público.

As hashtags de publicações do Instagram republicadas no Facebook também serão clicáveis. E o recurso funciona também para fazer buscas na barra de pesquisas.

Conversas públicas. O Facebook destaca que, diariamente, milhões de usuários compartilham na rede suas opiniões sobre o que está acontecendo no mundo.

Durante um episódio recente da série televisiva Game of Thrones, por exemplo, o programa recebeu mais de 1,5 milhões de menções no Facebook. Segundo a empresa, isso representa uma parcela significativa dos 5,2 milhões de pessoas que assistiram ao seriado.

“As hashtags são apenas o primeiro passo para ajudar as pessoas a descobrirem o que os outros estão dizendo sobre um tema específico e participarem de conversas públicas”, diz a empresa.

O que são? As hashtags identificam o conteúdo e permitem ao usuário visualizar tudo o que está sendo dito sobre um mesmo assunto. A palavra ou frase é precedida do símbolo “#”. Por exemplo: #copadasconfederações. Mais que um recurso para organizar informações, a hashtag funciona também como uma forma de expressão criativa dos usuários. O recurso foi popularizado no Twitter há cinco anos.

Google e Facebook negam monitoramento

  • 7 de junho de 2013|
  • 20h02

Por Redação Link

CEOs das empresas declararam nunca ter ouvido falar do Prism, programa de coleta de dados do governo dos EUA

Mariana Congo, do Radar Tecnológico

Larry Page, CEO do Google FOTO: Divulgação

SÃO PAULO – Em uma postagem publicada nesta tarde em seu blog oficial, o Google negou que a empresa participe de um programa que fornece ao governo dos Estados Unidos acesso direto aos dados armazenados nos servidores da empresa.

O CEO do Google, Larry Page, e o diretor jurídico, David Drummond, assinam o texto e afirmam que nunca tinham ouvido falar no programa Prism até ontem.

O mesmo foi feito pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em postagem em seu perfil na rede social no início da noite. Zuckerberg também afirmou, categoricamente, que o Facebook não é e nunca foi parte de qualquer programa para fornecer informações ao governo norte-americano ou acesso aos servidores. Ele também diz que, até ontem, não tinha ouvido falar no Prism.

Entenda o caso

O assunto veio a tona depois que reportagens dos jornais The Guardian e The Washington Post mostraram documentos secretos do governo norte-americano que revelam a existência do programa Prism, de monitoramento de telefonemas, redes sociais, sites de buscas, chats e e-mails e outros dados. O Prism surgiu há sete anos, no governo do presidente George W. Bush, foi mantido e expandido na gestão do democrata Barack Obama.

Os governo teria acesso livre a dados da empresa de telefonia Verizon e de outros gigantes digitais como Google, Facebook, Yahoo e Apple, para monitorar ameaças terroristas. A existência do Prism foi confirmada na noite de quinta-feira, 6, pelo diretor da Agência de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper.

Segundo Mark Zuckerberg, o Facebook nunca recebeu do governo pedidos de acesso a dados em massa, como teria acontecido com a Verizon. “E se tivéssemos [recebido pedidos do governo], nós teríamos lutado contra isso agressivamente”, escreveu.

Transparência

O Google afirma que fornece dados ao governo somente de acordo com a lei e que sua equipe de advogados analisa todos os pedidos que são, inclusive, negados quando as solicitações são muito amplas ou não seguem os procedimentos corretos. O Facebook afirma o mesmo e Zuckerberg diz que continuará a lutar para manter os dados de usuários seguros.

O episódio levanta um debate sobre transparência, na avaliação dos executivos do Google. Segundo Page e Drummond, a empresa publica em seu relatório de transparência todos os pedidos de acesso a informação recebidos e foi a primeira companhia a abrir essas informações ao público. Em 2012, por exemplo, o Google recebeu 16.407 solicitações de dados de usuários dos Estados Unidos.

O Facebook diz que incentiva os governo a serem transparentes. Segundo Zuckerberg, somente assim seria possível proteger as liberdades civis e criar uma sociedade segura e livre.

Zynga demite 18% dos funcionários

  • 3 de junho de 2013|
  • 19h46

Por Redação Link

Medida reduz o prejuízo da produtora de games sociais, que tem tido dificuldade para concorrer em plataformas móveis

Cena do jogo Farmville FOTO: Reprodução

Camilo Rocha
Filipe Serrano

SÃO PAULO – A empresa de jogos sociais Zynga confirmou a demissão de 520 empregados, o equivalente a 18% de todo seu quadro de funcionários. A medida drástica foi justificada como maneira de reduzir custos em uma empresa que enfrenta problemas financeiros e de reposicionamento, com a concorrência maior de jogos para smartphones e tablets.

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Segundo a empresa, o plano também inclui o fechamento de escritórios regionais, como os de Nova York, Los Angeles e Dallas. Com isso, a Zynga espera economizar entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões anualmente. As demissões, que vão ocorrer em todos os níveis, devem ser concluídas até agosto, de acordo com comunicado. Ao todo, a empresa tinha 2.900 funcionários.

A produtora, que fez sucesso entre usuários do Facebook com jogos sociais como Farmville, CityVille e outros, revisou as estimativas de prejuízo para o segundo trimestre de 2013, que deve ser de US$ 28,5 milhões. Antes dos cortes, a perda prevista era de US$ 39 milhões.

Os resultados ruins das receitas com os jogos são um dos motivos para o desempenho ruim da Zynga. Segundo ela, embora a franquia Farmville continue bem, outros jogos não estão conseguindo atingir as receitas esperadas.

O presidente executivo e fundador da Zynga, Mark Pincus, disse em uma carta aos funcionários que a dificuldade para manter o sucesso dos jogos em plataformas móveis (smartphones e tablet) é o principal desafio para o futuro da Zynga.

“Nenhum de nós esperava enfrentar um dia como esse, especialmente quando muito da nossa cultura tem sido sobre crescimento. Mas acho que todos nós sabemos que é necessário seguir em frente”, escreveu Pincus. “A estrategia que nos serviu tão bem para construir e entregar o serviço de game social líder na web agora está sofrendo para liderar com sucesso nos aparelhos móveis e em multiplataformas, em que os games sociais vão ser jogados.”

A Zynga tem sofrido com resultados financeiros ruins desde o ano passado. Altos executivos da empresa deixaram a Zynga ao longo do segundo semestre e, em outubro, a produtora anunciou demissões.

A Zynga teve sucesso enorme com seus jogos para Facebook como CityVilleFarmville eWords with Friends. Em 2011, o faturamento da companhia atingiu US$ 1,1 bilhão. Quando abriu seu capital, no fim de 2011, levantou US$ 1 bilhão de dólares  na oferta pública inicial de ações.

Além de ter sido afetada pelo esgotamento de seus jogos perante boa parte do público, a empresa também não soube adaptar seus jogos para as plataformas móveis e perdeu terreno. Suas ações desvalorizaram rapidamente. Quando lançadas, as ações valiam US$ 11. Um ano depois, estavam em US$ 2,11.

Em outubro, a empresa anunciou um corte de 5% da equipe. Um mês depois, fez mudanças no comando da empresa.

Feed – 3/6/2013

  • 2 de junho de 2013|
  • 18h00

Por Camilo Rocha

AUTENTICAÇÃO
Facebook coloca selo de certificação em páginas de pessoas e marcas famosas

O Facebook lançou na quinta-feira a ferramenta “contas verificadas” para oficializar páginas de marcas e artistas. Recurso similar já existe no Twitter para certificar contas de pessoas conhecidas.

Segundo o Facebook, o sistema foi lançado inicialmente para um pequeno grupo de figuras públicas, como celebridades, jornalistas, membros do governo, marcas famosas e negócios.

Entre as celebridades que já contam com página verificada estão a atriz Megan Fox, o cantor Justin Bieber e os rappers Drake e Lil Wayne.

A rede social informou ainda que não há como pedir para uma página ser verificada. A opção será oferecida para os perfis que a rede considerar que precisam desse tipo de validação.

TV ONLINE
Amazon vai produzir cinco séries próprias

Amazon.com anunciou a realização de cinco séries de TV originais. A escolha dos títulos se baseou na reação de espectadores, que assistiram a um total de 14 pilotos gravados pela varejista online. Entre os programas escolhidos estão: Alpha House, com John Goodman; Betas, sobre a cultura de startups no Vale do Silício; e Annebots, um programa infantil sobre robôs.

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Apps da semana
Link no papel – 3/6/2013

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