O tamanho da poluição do Google
- 8 de setembro de 2011|
- 18h25
Por Tatiana de Mello Dias
Empresa emitiu 1,46 milhões de toneladas de CO2 e consumiu energia equivalente de 200 mil residências em 2010

SÃO PAULO – O Google revelou pela primeira vez nesta quinta-feira, 8, seu rastro de carbono.
A empresa emitiu em 2010 1,46 milhões de toneladas métricas de CO2. Isso equivale à emissão de 70 mil cidadãos norte-americanos. Os data centers e os escritórios foram responsáveis por 1,2 milhões de toneladas através da compra de eletricidade.
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A frota de carros da empresa (os carros do Street View e outros) emitiram mais de 11 mil toneladas. As emissões indiretas, vindas de viagem e construção de prédios, somaram 207 mil toneladas. No total, o consumo de energia da empresa foi de 2,26 bilhões de megawatt-hora (o equivalente ao consumo de 200 mil residências norte-americanas).
O Google diz que começou a neutralizar suas emissões de carbono em 2007, fazendo acordos para comprar energia renovável de fazendas que geram energia eólica, e comprando créditos de carbono que ajudariam a financiar outros projetos alimentados por energia verde. Além disso, o Google tenta reduzir suas pegadas usando material não-poluente na construção de seus prédios.
Segundo a empresa, 25% de sua eletricidade veio de fontes renováveis em 2010. A meta é elevar a porcentagem para 30% em 2011 e 35% em 2012.
“Na última década, o uso de energia tem sido uma obsessão”, disse Urs Hoelzle, diretor de infraestrutura técnica na empresa. “Nós projetamos e construimos alguns dos mais eficientes servidores e data centers no mundo, usando metade da eletricidade de um data center comum”.
O Google havia inicialmente resistido em divulgar o quanto seus enormes data centers consomem. “É verdade que nós ficamos preocupados com competitividade. No entanto, como o Google e a indústria se tornaram mais maduros, nós decidimos que é mais importante compartilhar a informação sobre consumo de energia para encorajar melhores práticas”, disse à Forbes Parag Chokshi, porta-voz da empresa.
Google investe em energia eólica
- 18 de abril de 2011|
- 17h11
Por Agências
O Google e duas parceiras japonesas vão pagar à General Electric cerca de US$ 500 milhões por uma participação majoritária em um parque eólico em construção no Oregon, Estados Unidos, afirmaram as empresas nesta segunda-feira, 18.
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O projeto Shepherds Flat, que consumirá US$ 2 bilhões e deve ser concluído em 2012, gerará energia suficiente para abastecer 235 mil casas dos EUA.
A GE afirmou que a colaboração faz parte de sua estratégia de atrair investimentos privados para o mercado de energia eólica norte-americano. A GE e o Google estão trabalhando em parceria com a unidade dos EUA da Japan Sumitomo e uma unidade da Itochu.
A Sumitomo possui, juntamente com a GE, um parque eólico no Texas e outros dois no Japão e na China. A Itochu se associou à GE no projeto de um parque eólico em Oklahoma.
Já o Google investiu mais de US$ 350 milhões no setor de energia limpa. No início do mês, o Google investiu em um projeto de energia solar nas proximidades de Berlim.
/ REUTERS
Dia nerd, chuvoso e voltado para o futuro
- 22 de janeiro de 2011|
- 7h38
Por Murilo Roncolato
O quinto dia de Campus Party começou prometendo ser um daqueles insuportáveis que não haveria ventilador ou ar-condicionado que amenizaria o calor terrível que fazia dentro do enorme galpão no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo.
Assim se seguiu durante toda a manhã da sexta-feira, 21, até a palestra dos autores do Jovem Nerd, blog que trata de assuntos que, em tese, agradam a todo nerd convicto. Os temas variam de jogos, passando por RPG, mangás, filmes como Guerra nas Estrelas e Senhor dos Aneis, e, claro, tecnologia. Não sobrou cadeira, o espaço em frente ao Palco Principal ficou lotado e o calor só foi aumentando.
Alexandre Ottoni e Deive Pazos fizeram um bate-papo com seus amigos Eduardo Spohr (autor de “Batalha do Apocalipse”) e Marco Gomes (jovem empreendedor, dono da Boo-box) sobre orgulho nerd. Quem esperava por momentos de adoração aos grandes ídolos, filmes e práticas nerds, se enganou. O “orgulho nerd” a que a dupla se referia à atitude de se assumir nerd e usar “toda a bagagem adquirida durantes anos lendo quadrinhos, jogando, vendo filmes para aplicar em coisas inovadoras”.
Eles usaram o blog como exemplo, já que ali apenas se discute temas que eles curtiram durante toda a vida, mas de uma maneira interessante aos seus leitores e, claro, com muita qualidade. Marco Gomes contou sobre como saiu pobre de Brasília e, apenas com a vontade que tinha de programar, criou sua própria empresa e hoje gerencia 30 funcionários na sua agência de publicidade para mídias digitais. Spohr era desempregado até que resolveu usar toda a criatividade que tinha para criar histórias nas brincadeiras de RPG e escreveu um livro. Hoje a publicação já vendeu 70 mil cópias e Spohr tem pedidos até do exterior.
“A mensagem central é: a gente não sabe o que vai acontecer daqui a 10 anos, mas a gente tem que começar agora”, disseram ao final.
Após aplausos calorosos, todos voltaram suados para os mesões aos seus computadores. Não passaram nem trinta minutos e uma chuva torrencial começou a cair lá fora. O barulho, de dentro da Arena, era assustador. O vento fazia os tecidos que protegiam as entradas do galpão balançarem, o que assustou alguns campuseiros. Logo o vento trazia a chuva para dentro do Centro, enquanto uns protegiam seus computadores, outros já brincavam com a possibilidade de uma nova queda de energia. Isso porque na terça-feira uma chuva tão forte quanto havia derrubado a energia de todo a região do evento, deixando os campuseiros quase uma hora sem energia e internet.
Após o susto de terça, a organização fez um pedido com urgência de mais dez geradores (além dos 2 já existentes, mas que não suportaram a amplitude da queda), logo havia uma tranquilidade maior em relação a quedas, mas não evitou outra chateação nesta sexta. Minutos após o início da chuva a energia e a conexão caíram, ficando iluminados apenas laptops e o estande da patrocinadora do evento. Gritos, muitas risadas, princípios de protestos começaram a tomar a Arena. Entretanto, por conta dos 12 geradores, a energia foi se reestabelecendo aos poucos, até que ao fim de cerca de 15 minutos tudo voltou ao normal.

Kul Wadhwa fala em palestra durante Campus Party. FOTO: Divulgação/Campus Party
Brasil na mira da Wikipedia
Quem também subiu ao palco nesta tarde de sexta na Campus Party foi Kul Wadhwa, diretor do Wikimedia Foundation. A entidade é responsável pelo site Wikipedia, a enciclopédia digital aberta editada colaborativamente por seus usuários. Kul falou – em uma coletiva a jornalistas horas antes da palestra – sobre a estrategia em focar as atividades do Wikimedia em países em desenvolvimento, como Índia, Brasil, Oriente Médio e Africa do Sul.
Comentou ainda da parceria entre a fundação e a empresa espanhola Telefónica. Wadhwa explicou que a união não afetará os princípios da Wikimedia, mas que servirá para que eles possam ampliar a oferta multimídia dos conteúdos. Durante a palestra Kul exaltou a filosofia colaborativamente. Por fim, mostrou-se cada vez mais empolgado em relação ao Brasil, dizendo que o país é um elemento central para o mundo no que se refere a uso da internet, redes sociais e construção de conhecimento.

Andrew de Andrade e seu estiloso bigode em palestra sobre HTML 5. FOTO: Divulgação/Campus Party
HTML 5 é o futuro
Nesta tarde, Andrew de Andrade, vice-presidente de inteligência na Mentez (criadora do game Colheita Feliz), ministrou palestras e um hands-on sobre HTML 5, a linguagem utilizada para descrever informações e documentos em sites, responsável pelo seu conteúdo (“tem ainda a Cascading Style Sheets – CSS – que é responsável pelo visual e o Javascript, pelo comportamento dos elementos na página”). O paulistano criado nos Estados Unidos explicou que a nova versão do HTML torna bem mais faceis a incorporação de elementos multimídias nos sites e ajuda a melhorar a usabilidade dos portais eletrônicos.
A tecnologia, já chamada de “Flash killer” (matador de Flash, o software da Adobe usado principalmente para animações e vídeos), foi recebida pelo W3C (o consórcio de empresas e organizações civis e públicas que busca gerenciar os protocolos na web) em 2008 e pode se tornar um padrão no final de 2012, acredita Andrade. “As coisas caminharam muito rapidamente, não esperava por isso”. Sobre as discussões em relação ao Flash, Andrew diz que, por enquanto, o Flash “ainda é muito mais eficiente em muitas coisas do que o HTML 5″, mas após 2012 aposta que “não haverá mais razão para se fazer coisas com Flash”.
Gigantes do Vale do Silício como Google e Apple já usam a nova tecnologia e abandonaram o software da Adobe. A Apple inclusive já criou polêmicas (inclusive entre os CEOs) por não permitir o uso de Flash em seus produtos.
“O HTML 5 é a tecnologia do futuro, isso também está no fato de que agora aparelhos móveis vão dominar tudo e, neles, não teremos Flash”, diz.
Aberta ou fechada
Ao fim do dia um debate no Palco Principal tinha como tema o artigo de Chris Anderson, editor da revista Wired, que falava sobre o fim da web (aberta) e a ascensão e domínio dos aplicativos (fechados). Vagner Diniz, gerente do W3C no Brasil, acredita que “é no ambiente aberto que a inovação acontece” e “no ambiente proprietário que a riqueza é aprisionada”. Na outra ponta o editor de conteúdo digital do Estadão Pedro Doria achava que não havia problema a tecnologia ser fechada desde que não houvesse monopólios. “Desde que haja não só só Apple, mas também Android, Blackberry e outros”. Para ele, “TV, rádio e geladeira devem se conectar sem necessariamente precisar de web para isso”.

A partir da esquerda: Reinaldo Pamponet Filho, Vagner Diniz e Pedro Dória. FOTO: Divulgação/Campus Party
Nokia vendeu N8 com defeito
- 19 de novembro de 2010|
- 13h49
Por Agências

A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, reconheceu na sexta-feira, 19, que algumas unidades de sua linha de celulares inteligentes N8, o produto mais sofisticado da empresa, foram vendidas com um defeito de energia que faz os aparelhos desligarem sozinhos.
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O sucesso do N8, o primeiro desafio real da Nokia ao iPhone da Apple, mais de três anos depois de seu lançamento, é visto como crucial para as margens de lucros da Nokia no trimestre, dizem analistas.
Niklas Savander, vice-presidente de vendas da Nokia, informou que “um número limitado de usuários do N8″ estava enfrentando o problema de celulares que se desligam sozinhos. O problema não permite o religamento do aparelho depois que a tela se apaga.
Um porta-voz anunciou que o defeito se deve a um problema de produção que já foi corrigido. Ele informou que o defeito se limita ao modelo N8 e evitou comentar um número preciso de aparelhos com problemas.
“Provavelmente nem todos os consumidores informaram a Nokia sobre os problemas, e por isso o número final de produtos defeituosos deve aumentar”, disse Sami Sarkamies, analista da Nordea. “Problemas de hardware podem ser complicados de identificar e resolver”, disse.
O defeito na gestão de energia deriva da maneira pela qual o componente central, que inclui a maior parte da tecnologia do celular, excluídas tampas e baterias, é instalado no Nokia N8.
“O número total de equipamentos com defeito é pequeno”, disse Savander em vídeo veiculado no site da empresa.
O N8, primeiro modelo da Nokia a usar nova versão do sistema operacional Symbian, deveria originalmente ter chegado ao mercado em junho. Em abril, a Nokia anunciou que renovação do software demoraria mais que o planejado devido a problemas de qualidade e informou que o modelo seria lançado no final de setembro. Os aparelhos terminaram por chegar às lojas no mês passado.
Uma linha de celulares inteligentes com poucos atrativos frente à concorrência e os problemas de software foram vistos por analistas como principal motivo para que a Nokia substituísse Olli-Pekka Kallasvuo por Stephen Elop, oriundo da Microsoft, como presidente-executivo.
/ Tarmo Virki e Terhi Kinnunen (REUTERS)
Pesquisadores querem reduzir consumo de energia de eletrônicos
- 29 de outubro de 2010|
- 16h09
Por Agências
A Escola Politécnica de Lausanne (Suiça), em parceria com a IBM, lançou nesta sexta, 29, um projeto de pesquisa para reduzir em 10 vezes o consumo de energia dos aparelhos eletrônicos.
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Segundo um comunicado do centro universitário, o projeto, chamado de “Steeper” — com duração de três anos — , pretende reduzir o consumo dos eletrônicos enquanto estão em uso em até 10 vezes menos do que consomem hoje e “praticamente eliminar” o gasto de energia enquanto os aparelhos ficam em modo de espera.
Segundo os pesquisadores, a proliferação de dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores ou televisores, tem aumentado e, em consequência, também o consumo de energia.
“Para responder a esta moda”, diz o comunicado, “colocamos em prática uma iniciativa que integra várias instituições do mundo acadêmico e da indústria”.
“Para responder a esta moda”, reza el comunicado, “hemos puesto en marcha una iniciativa que integra a varias instituciones del mundo académico y la industria”.
O propósito a longo prazo é, segundo Adrian M. Ionescu, cordenador do projeto, “encontrar um formato de eletrônico virtualmente autônomo, que use a energia de uma fonte externa, como solar, termal ou eletromagnética”.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que os eletrônicos representem 15% do consumod de energia doméstico, e espera que isto deve triplicar até 2030.
Com este prognóstico, os cientistas alertam para a possibilidade de um colapso energético se a capacidade de todas centrais energéticas do mundo não for suficiente para atender as necessidades da humanidade.
“O desperdício de energia está a ponto de se tornar o maior desafio atual da eletrônica e, em especial, da indústria da informática”, concluiu Heije Riel, pesquisador do projeto.
/ EFE
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Leia mais:
• Projeto tenta aumentar duração de baterias
Google eólico
- 12 de outubro de 2010|
- 14h32
Por Agências
O Google acertou a compra de 37,5% das ações de um projeto de construção de um parque eólico que se estenderá pela costa atlântica (leste) dos Estados Unidos, por um custo total de US$ 5 bilhões.
É o que indica no blog oficial da empresa o diretor de operações comerciais “verdes”, Rick Needham, que definiu o investimento como “um bom negócio que é bom para o meio ambiente ao mesmo tempo”, e disse esperar um “retorno financeiro sólido”.
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O custo total do projeto, que começará em 2016 e terá um primeiro estudo de viabilidade em 2013, será de US$ 5 bilhões, mas o Google não firmou qual será a parte exata da contribuição da empresa.

Para a primeira fase, com custo de US$ 1,8 bilhões, o Google vai fazer um investimento inicial de US$ 200 milhões, segundo o jornal New York Times, que cita a empresa que lidera o projeto, a Trans-Elect Development.
A ambiciosa rede eólica, chamada de Conexão Eólica do Atlântico (AWC, na sigla em inglês), se estenderá por 563 quilômetros da costa leste, entre os Estados de Nova Jersey e Virginia, e será capaz de produzir até 6 mil megawatts de potência.
“Isso equivale a 60% da energia eólica produzida em todo o país no ano passado e é suficiente para abastecer cerca de 1,9 milhões de residências”, disse Needham.
A ideia é aproveitar os fortes ventos da região com torres eólicas que podem ser “tão potentes quanto cinco reatores nucleares”. As turbinas serão instaladas sobre as águas do Oceano Atlântico, nas regiões onde a profundidade é menor.
Needham afirmou que o investimento “é uma oportunidade para fazer esta indústria decolar” nos Estados Unidos, que tem avançado nos últimos anos em ritmo chinês, e para “ajudar os Estados do Atlântico a cumprir com suas metas sobre energias renováveis”.
O Google, que já investiu em outras ocasiões em projetos para aumentar a produção de energia eólica, termo-solar e geotérmica, terá 37,5% das ações do projeto, a mesma proporção que a Good Energies, empresa especializada em energia renovável.
Mas é provável que sua participação seja reduzia à medida em que novos investidores entrem no negócio, segundo o NewYork Times.
A empresa japonesa Marubeni Corporation, que terá 10% das ações, também será um importante investidor do projeto, cuja primeira fase ficará pronta depois de 2021.
/ EFE
Facebook responde a Greenpeace
- 7 de setembro de 2010|
- 8h55
Por Carla Peralva
Depois de lançar uma campanha contra o uso de carvão para a geração de energia, o Greenpeace enviou uma carta a Mark Zuckerberg alertando-o sobre o grande impacto ambiental que o novo centro de dados da empresa irá causar caso ele realmente funcione com eletricidade gerada por uma empresa que usa carvão como matéria prima. Kumi Naidoo, diretor-executivo da ONG, chegou a alertar o jovem empresário sobre a queda de reputação de sua empresa caso ela desconsidere sua responsabilidade ambiental.
E o Facebook respondeu. Um porta-voz da rede social afirmou que o novo data center de sua empresa, a ser construído em Prineville, no estado de Oregon, nos Estados Unidos, será um modelo de eficiência de energia. Ele assinalou que a escolha do lugar da construção foi feita levando em conta aspectos ambientais, que também guiarão todas as etapas da obra.
Discussão pública
Na última quarta-feira, 1, Naidoo afirmou que o grupo de vigilância ambiental estava “consternado” com os planos de construção do Facebook. Segundo ele, a concessionária local de energia usa um ”mix elétrico que é desproporcionalmente alimentado por carvão, a maior fonte de gases estufa”.
Desde fevereiro, o Greenpeace está promovendo uma campanha no Facebook contra as empresas que usam carvão como fonte de energia. O protesto já reuniu mais de 500 mil pessoas. A ONG também quer que o Facebook se comprometa a eliminar gradativamente a eletricidade movida a carvão, lute por mudanças no clima e políticas de energia limpas e que divulgue seu inventário de emissão de gases estufa.
Em resposta, o diretor de política de comunicação do Facebook, Barry Schnitt, disse que o planejamento da nova sede tem em mente o uso eficiente da energia e pontuou que o Facebook, como qualquer outra companhia, não tem todo o controle sobre as fontes geradoras da energia que usa.
Segundo ele, apesar de 58% da energia do local vir do carvão (mais do que a média americana de 50%), o clima temperado da região permite que eles usem um sistema de ventilação que consome menos eletricidade que os tradicionais. Schnitt também alegou que a concentração do centro de dados em um único lugar é positiva, pois permite que a empresa construa um modelo eficiente de uso de energia.
Dando continuidade à discussão pública, o diretor do programa Cool IT do Greenpeace, Gary Cook, respondeu a Schnitt argumentando que o Facebook e outros provedores de internet precisam assumir uma postura mais ativa na política de energia. “Eficiência é certamente importante, mas é somente o começo da tomada de responsabilidade para seu rápido crescimento de consumo de energia e impacto ambiental”, afirmou.
Google atômico
- 31 de março de 2010|
- 20h24
Por
O Google comprou uma empresa de tecnologia energética voltada para o desenvolvimento de novos métodos de enriquecimento de urânio, informou o TechCrunch. O urânio enriquecido é utilizado na produção de energia nuclear, mas também pode servir ao desenvolvimento de armas e bombas.
Segundo fontes do TechCrunch no Google e na Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), a aquisição é parte das Iniciativas Verdes do Google, que visam reduzir a pegada de carbono da empresa e desenvolver métodos mais baratos e eficientes de geração de energia.
O Google ainda não fez nenhum pronunciamento oficial, mantendo a novidade envolta em segredo e especulação. A única informação confirmada pelo TechCrunch é a compra da empresa de enriquecimento de urânio e o início das pesquisas da empresa sobre o desenvolvimento de geradores nucleares portáteis.
Atualização: O Google postou em seu blog oficial que a notícia é falsa. “Nós agradecemos ao TechCruch pela brincadeira de Primeiro de Abril adiantada. Não temos comentários a fazer a não ser que essa história não tem nada a ver com os testes que estamos fazendo usando marshmallows como uma fonte de energia alternativa. Se eles funcionam para crianças, porque não para data centers também?”
Google Energy
- 21 de fevereiro de 2010|
- 15h51
Por Tatiana de Mello Dias
Agora é oficial: o Google poderá comprar e vender energia. A Comissão Federal Regulatória de Energia dos EUA aprovou os negócios da Google Energy, subsidiária criada em janeiro para possibilitar a distribuição de energia elétrica.
A nova companhia, porém, não oferecerá energia para os consumidores – pelo menos por enquanto. A manobra fará com que o Google tenha mais controle sobre os gastos energéticos de seus centros de dados. Com isso, a empresa reduzirá suas emissões de carbono.
Os planos continuam: o Google ainda poderá construir uma usina elétrica própria. Será que vem uma energia elétrica do Google pela tomada? A empresa não confirma, mas diz não descartar o plano.
Tochas de plasma substituirão a broca do dentista
- 7 de fevereiro de 2010|
- 18h48
Por
Um novo estudo da universidade alemã Saarland apontou que jatos controlados de plasma de baixa energia podem ser muito mais eficientes na erradicação de bactérias que as brocas comuns, que foram inventadas em 1875.
Segundo o estudo, os tecidos ósseos dos dentes são preservados pela técnica, enquanto as bactérias, as maiores inimigas dos dentes, são aniquiladas.
Os jatos, que alcançam até 38º Celsius, esterilizam a área aplicada sem danificar a estrutura celular nem ferir áreas como as gengivas.
Em análise sob o microscópio eletrônico, os pesquisadores descobriram que as moléculas de oxigênio ao redor das bactérias são modificadas pelo plasma e acabam destruindo apenas as invasoras.
A previsão é de que um aparelho funcional para uso em consultórios seja lançado em no máximo 5 anos.
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