Eletrônicos podem ter taxa cultural na França
- 13 de maio de 2013|
- 16h25
Por Agências
Projeto do governo francês sugere criar imposto sobre tablets e smartphones para financiar projetos culturais no país
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Queda no gasto com conteúdo e aumento de compras |
PARIS – O presidente da França, François Hollande, vai decidir até o final de julho se a França deveria impor novos impostos sobre grandes empresas de tecnologia como Apple e Google para financiar projetos culturais.
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O governo pediu ao presidente do antigo canal público Canal Plus, Pierre Lescure, para encontrar novas formas de financiar a cultura durante crises econômicas, em linha com a tese do país de que tais projetos precisam ser protegidos de forças do mercado.
Apesar de estarem longe de se tornarem leis, as propostas podem piorar a tensão entre a França e empresas do setor de tecnologia depois que o ministro da Indústria, Arnaud Montebourg, bloqueou uma tentativa do Yahoo! de comprar uma participação majoritária no site de vídeos francês Dailymotion.
O episódio retomou um debate sobre intervenção do Estado na economia, irritou a controladora francesa da companhia e expôs discórdia entre Montebourg e o ministro das Finanças, Pierre Moscovici, que negou ter aprovado a decisão.
O relatório de Lescure afirma que impostos sobre as vendas de celulares inteligentes e tablets, como iPhone e iPad, da Apple, e aparelhos que usam o sistema Android, do Google, poderiam ajudar a financiar a cultura pois os consumidores estão gastando mais dinheiro em aparelhos do que em conteúdo.
As taxas refletiriam tributos já pagos por telespectadores, emissoras de rádio e televisão e provedores de internet para financiar arte, cinema e música na França. Empresas como Google, Apple e Amazon.com não estão sujeitas a esses impostos.
“Empresas que produzem esses tablets precisam, no mínimo, contribuir com parte da receita de suas vendas para ajudar os autores”, disse a ministra da Cultura, Aurelie Filipetti, a jornalistas.
O gabinete de Hollande afirmou que o presidente quer que os parlamentares avaliem as propostas com base no relatório de Lescure até setembro.
/ REUTERS
Eletrônicos controlados pelo cérebro
- 2 de maio de 2013|
- 14h42
Por Filipe Serrano
Novas tecnologias poderão permitir que pessoas executem tarefas com seus aparelhos usando só o pensamento
THE NEW YORK TIMES
EUA – Na semana passada, engenheiros descobriram, vasculhando o código de programação do Google Glass, algumas maneiras ocultas de as pessoas interagirem com computadores sem precisar dizer uma palavra. Entre elas, um usuário poderia mexer a cabeça para ligar ou desligar os óculos. E uma simples piscada poderia ordenar o registro de fotografias.
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Mas não espere que gestos como esses sejam necessários por muito tempo. Em breve estaremos interagindo com nossos smartphones e computadores usando nossa mente. Dentro de alguns anos, poderemos apagar as luzes de casa apenas pensando nisso. Ou enviar e-mail do nosso smartphone sem sequer tirar o aparelho do bolso. Num futuro mais distante, o seu robô-assistente chegará perto de você com uma limonada porque sabe que você está com sede.
Pesquisadores do Emerging Technology Laboratory, da Samsung, estão realizando testes com tablets que podem ser controlados pelo cérebro mediante o uso de um capacete (semelhante ao de esqui) equipado com eletrodos de monitoramento. É o que foi relatado pela publicação Technology Review.
A tecnologia, chamada de interface computador-cérebro, foi idealizada para permitir às pessoas com paralisia e outras deficiências a interação com computadores e o controle de braços robóticos simplesmente pensando nessas ações. E não vai demorar muito para essas tecnologias estarem incluídas em produtos eletrônicos.
Alguns produtos de leitura pelo cérebro ainda imperfeitos já existem e permitem às pessoas jogar games fáceis ou mover um mouse na tela. A NeuroSky, empresa com sede em San Jose, Califórnia, lançou recentemente um fone de ouvido com Bluetooth que pode monitorar pequenas mudanças nas ondas cerebrais e que possibilita às pessoas jogar games, que exigem concentração, em computadores e smartphones.
Muse, um aro de cabeça leve, sem fio, pode interagir com um aplicativo que “exercita o cérebro”, forçando as pessoas a se concentrarem em todos os aspectos de uma tela. As fabricantes de carros estão explorando tecnologias instaladas atrás do assento do veículos que detectam quando o condutor dorme ao volante e envia sinais sonoros pela direção para acordá-lo.

Avanço. Os produtos comercializados hoje logo estarão ultrapassados. “As atuais tecnologias do cérebro são como tentar ouvir uma conversa num estádio de futebol a partir de um dirigível”, disse John Donoghue, neurocientista e diretor do Brown Institute for Brain Science. “Atualmente, para entender realmente o que se passa no cérebro de uma pessoa você necessita implantar cirurgicamente uma série de sensores nele.” Em outras palavras, para conseguir acessar o cérebro é preciso um chip na sua cabeça.
No ano passado, o projeto BrainGatte, de Donoghue, permitiu a duas pessoas com paralisia total usar um braço robótico por meio de um computador que respondia à atividade cerebral. Uma mulher que não usava seus braços há 15 anos conseguiu agarrar um bule de café, servir-se e recolocar o bule na mesa. Tudo imaginando os movimentos do braço robótico.
Mas o chip dentro da cabeça deverá em breve desaparecer à medida que os cientistas conseguirem uma maior compreensão do cérebro e, assim, de tecnologias que aprimoram as interfaces cérebro-computador. / TRADUÇÃO TEREZINHA MARTINO
Função possível hoje já foi tema de ficção científica
Um aparelho que lê pensamentos pode parecer algo sensacional, mas também pode deixar algumas pessoas receosas, já que ele traz um quê de ficção científica para a realidade do dia a dia. No filme Firefox, de 1982, Clint Eastwood interpreta um piloto de caça que parte numa missão para a União Soviética para roubar um protótipo de um caça que pode ser controlado por um “neurolink” no cérebro. Mas Clint tinha de pensar em russo para o avião funcionar e ele quase morre quando não consegue lançar os mísseis.
Embora a ideia não seja movimentar aviões com a mente, a possibilidade de navegar na internet com seu smartphone só usando o pensamento pode estar mais próxima. Para o neurocientista John Donoghue, uma das técnicas utilizadas para ler os cérebros é a chamada P300, em que um computador pode determinar em que letra do alfabeto alguém está pensando com base na área do cérebro ativada quando ela vê uma tela com várias letras.
Mesmo com avanços cada vez mais velozes, novos desafios surgirão à medida que os cientistas precisarem determinar se a pessoa deseja buscar na web algo específico ou se apenas está pensando num tópico aleatório. “Se estou pensando num filé ao ponto num restaurante, não significa que eu quero comer isso”, diz Donoghue. “Da mesma forma, os óculos do Google terão de saber se você está piscando porque tem algo no olho ou se realmente quer tirar uma foto.” / NYT
O dilema da inovação
- 13 de janeiro de 2013|
- 14h38
Por Murilo Roncolato
Na CES 2013, startups disputaram espaço com as grandes para chamar a atenção para as suas novidades
LAS VEGAS – A feira de tecnologia de Las Vegas, a Consumer Electronics Show (CES), chegou ao fim e o que fica desta edição de 2013 é uma dúvida: as próximas inovações da indústria de eletrônicos continuarão vindo das grandes ou serão as startups de garagem que ditarão os rumos?
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Durante a feira pequenas e grandes empresas exibiram de igual para igual o que tinham de mais novo em termos de produto e pesquisa. A CES não é só a maior feira de tecnologia do mundo, mas também o primeiro evento anual do setor. A combinação faz dela o principal encontro de pessoas que querem saber para onde aponta o futuro da indústria. Ou ao menos era assim que costumava ser.
“Na CES não vemos inovação. As empresas vêm para mostrar avanços que elas acham interessantes, mas não são coisas que as pessoas estão comprando”, afirmou ao Link o analista Jia Wu, da Strategy Analytics, citando como exemplos as TVs 3D que não ganharam o grande público.
Para ele, a indústria da tecnologia vive hoje um momento de “evolução”, no qual as companhias se esforçam para aplicar suas novas tecnologias nos produtos já existentes e melhorá-los. Momentos assim são comuns após estágios de “revolução”, quando nasce algo novo que redefine todo o mercado – caso dos aparelhos da Apple com o iPhone e o iPad.
Avanços. Las Vegas não viu nenhuma revolução na edição deste ano. As empresas aproveitaram a feira para mostrar o que conseguiram fazer de melhor e diferente de produtos já conhecidos – e despertar o interesse de compradores e investidores.
As novidades ficaram reduzidas a algumas melhorias, só possíveis graças aos avanços na indústria de processadores. O mantra do mercado de eletrônicos continua o mesmo: aparelhos mais finos, leves, potentes e que consomem menos energia.
Exemplo disso foram os televisores, categoria que tradicionalmente é destaque na feira. Marcas como Sharp, Samsung, LG e Panasonic tinham estandes muito semelhantes, com TVs ainda maiores (entre 55 a 85 polegadas) e resolução de 4k (3840 × 2160 pixels), o que proporciona imagens de altíssima qualidade. A maioria delas chega ao mercado neste ano, mas a preços proibitivos – caso da Sony de 84 polegadas, que sai por US$ 25 mil.
Também havia muitos tablets – incluindo os que viram notebooks (híbridos). A maioria usa Windows 8 e todos eram muito parecidos. O que chamou a atenção foram os modelos de tablets gigantes, com telas de 20 a 27 polegadas. De tão grandes, são feitos para ficarem deitados, como mesas digitais.
Os smartphones seguiram o mesmo caminho e as maiores novidades não iam além de dispositivos com telas maiores. Já as câmeras ganharam conexão Wi-Fi e 3G/4G (pela rede de celular).
Já no setor automotivo, montadoras como GM e Ford exibiram seus novos sistemas para computadores de bordo, enquanto outras como Hyundai, Lexus e Audi mostravam protótipos de carros que andavam sozinhos e distinguiam o motorista por reconhecimento facial.
Quem inova. A Ford aproveitou para convidar desenvolvedores a criar aplicativos para seu sistema de bordo, numa estratégia parecida com a Apple fez quando lançou o iPhone. “Nós não sabemos de onde a inovação vai brotar”, disse John T. Ellis, diretor global de tecnologia da Ford. “O que podemos fazer é entregar nossa tecnologia nas mãos das pessoas para que elas nos mostrem.”
É dessa maneira que coisas novas têm surgido. Para o analista da Strategy Analytics, Jia Wu, a estratégia é resultado também da inflexibilidade das grandes empresas. “Companhias como Apple, Cisco, Microsoft, Dell têm muita estrutura, dinheiro e mão de obra para inovar. Isso é positivo e é exatamente o que falta às startups. O problema é que sofrem pressão de investidores e não podem arriscar muito”, explica. “É o dilema da inovação.”
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• Novas cabeças
• A tecnologia não é tudo
• Link no papel – 14/1/2013
A tecnologia não é tudo
- 11 de janeiro de 2013|
- 22h11
Por Murilo Roncolato
As novidades estavam presentes na feira, mas impacto não é revolucionário
LAS VEGAS – A Consumer Electronics Show (CES) nunca esteve tão grande. O número de expositores chegou ao recorde de 3 mil. Isso em uma época em que a moda é anunciar seus novos produtos em eventos particulares, como Apple e Google fazem.
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Quando a Microsoft anunciou no ano passado que não participaria mais da feira, muito se falou sobre a CES estar perdendo prestígio. Mas a feira passa bem – e a Microsoft não foi totalmente embora, já que o CEO Steve Ballmer deu as caras em Las Vegas na abertura. O problema não é a feira ou quem está nela, mas o que a indústria apresenta.
Andar entre as 150 mil pessoas que visitaram o gigantesco Centro de Convenções de Las Vegas (são 300 mil m²!) dá a sensação de que estamos de fato prestigiando o evento de tecnologia mais importante do mundo. Estar ali é a chance de ver em primeira mão tecnologias que estarão nas casas das pessoas em alguns anos.
Maratona. Na foto, jornalista descansa antes de evento para imprensa. FOTO: Rick Wilking/REUTERS
E não é só empolgante andar entre os grandes estandes das marcas tradicionais que, como diz Gary Shapiro, o chefe da CES, “pagam o aluguel e, por isso, têm preferência”, como Sony, Samsung e LG. O curioso era conferir o que as pequenas lançaram de novidade e como elas tiram proveito de aparelhos e plataformas criados pelas grandes. Mesmo que elas fiquem apertadas em estandes pequenos, as empresas menores não decepcionaram e conseguiram chamar a atenção do público. Só não dá para entender por que as 150 startups ficaram recolhidas em outro espaço, em um pavilhão isolado do restante da feira.
Produtos para a área de saúde, que ajudavam a emagrecer ou a controlar atividades físicas marcaram essa edição, ao lado da internet das coisas (ou da “internet de tudo”, como chamou a Qualcomm).
Parece que o novo objetivo é dar alguma utilidade para tanta informação gerada e compartilhada na internet. Do mesmo jeito que celulares deixaram de ser só celulares, os relógios também deixam de ser apenas relógios; televisores fazem muito mais do o século 20 imaginou. Carros, óculos e geladeiras também. Tudo agora está conectado, todos se conversam.
Mas algo gerava desconforto. Talvez seja a sensação de que muitos anúncios não eram tão novos assim. Se o leitor, por engano, se deparasse com reportagens feitas sobre a CES de 2009, ele continuaria bem atualizado sobre as novidades deste ano. Há quatro edições também se falava em TVs Ultra HDs de muitas polegadas, o 3D já estava lá, assim como telas Oled flexíveis. Veio 2010 e a Apple mostrou o iPad, revolucionando o setor e dando início a uma nova categoria de aparelhos que inundariam a CES seguinte: os tablets.
Mas não é sempre que isso acontece. Há pequenas inovações, e essas nós podemos ver todo mês, como é o caso do Samsung Galaxy S3. É ótimo, mas é revolucionário? Para o analista Jia Wu, da Strategy, o que falta para algumas companhias é saber aproveitar tecnologias já existentes para criar um produto bom, útil, acessível e que tenha a chance de ampliar suas funções nas mãos dos usuários.
“Tem de ser mais fácil e barato também. Veja o iPhone: Wi-Fi, Bluetooth… isso tudo já existia. Eles só combinaram tudo de forma que as pessoas entenderam. A lição disso é que às vezes a tecnologia não é tudo.”
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• O dilema da inovação
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O melhor mês para comprar cada produto
- 10 de janeiro de 2013|
- 16h40
Por Anna Carolina Papp
Games ficam mais baratos em janeiro; televisões em maio. Veja o calendário e programe as suas compras
SÃO PAULO – Todo mundo sabe que Panetone depois do Natal cai para menos da metade do preço. Muitos outros produtos funcionam com a mesma lógica, inclusive na área de tecnologia: comprar um aparelho em uma época ou mês específico pode fazer toda a diferença no seu bolso.
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O site Life Hacker preparou um guia interessante mostrando, com base em datas de lançamentos, queimas de estoque, feriados e outros fatores, o melhor mês para comprar uma série de produtos. Algumas informações são mais específicas para o mercado americano, outras são mais genéricas. Mesmo assim, vale conferir as dicas, inclusive se você considera comprar lá fora ou pela internet.
Veja alguns destaques do guia:
PRIMEIRO TRIMESTRE (Jan/Fev/Mar)
Videogames: Janeiro. Muitos jogos lançados em meados de outubro/novembro entram em promoção depois das festas de fim de ano.
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Monitores de computador: Há várias ocasiões durante o ano em que você consegue monitores por preços menores, como a Black Friday (novembro), mas as promoções de janeiro e fevereiro costumam ser grandes.
SEGUNDO TRIMESTRE (Abr/Mai/Jun)
TVs e outros eletrônicos: Maio. O ano fiscal das fábricas japonesas termina em março, então elas querem se livrar do estoque. Então, se você não se incomodar então adquirir o modelo do ano anterior, essa é uma boa oportunidade.
Geladeiras: Maio. A maioria dos eletrodomésticos entra em promoção mais para frente, mas as geladeiras são uma exceção. Os novos modelos são lançados em maio, então os anteriores ganham descontos.
Câmeras digitais: Os preços das câmeras digitais começam a diminuir em fevereiro, depois de os novos modelos terem sido apresentados na CES. No entanto, se você procura o melhor negócio, achará no segundo trimestre do ano – desde que não se incomode em ficar com o modelo do ano anterior.
TERCEIRO TRIMESTRE (Jul/Ago/Set)
Computadores: A Intel e a AMD começam a se preparar em julho para os novos lançamentos, e as promoções de volta às aulas trazem boas ofertas.
Eletrodomésticos: Com exceção das geladeiras (veja acima), setembro e outubro são os melhores meses para comprar grandes eletrodomésticos, que estão lançando coleções novas. Aquele fogão do ano passado pode sair bem mais em conta.
Carros: Novos modelos geralmente são lançados no fim do inverno; então, a partir de setembro e até o fim do ano, modelos novos podem estar com preços melhores.
QUATRO TRIMESTRE (Out/Nov/Dez)
Câmeras digitais: Uma segunda rodada de anúncios de novos produtos acontece em setembro, então vale checar os preços dos modelos anterior, que devem estar mais baratos.
TVs e outros eletrônicos: A Black Friday (em novembro) traz bons descontos, mas fique atento para averiguar se a promoção é mesmo um bom negócio ou não, para não ser passado para trás.
Veja as sugestões para outros tipos de produto (clique na imagem para ampliá-la:
Curta a Black Friday sem ser passado para trás
- 23 de novembro de 2012|
- 11h21
Por Redação Link
Sites ajudam a comparar preço dos produtos e saber se descontos são verdadeiros ou se foram forjados pelas lojas
SÃO PAULO – Nesta sexta-feira, 23, diversos produtos, de tablets a peças de roupa, estão sendo anunciados com preços supostamente menores. É a “Black Friday”, data criada nos Estados Unidos como sendo um dia de promoções após o Dia de Ação de Graças de lá, e que o Brasil reproduz pela terceira vez. A previsão de gastos online para este ano estão entre R$ 135 milhões e R$ 150 milhões, um aumento de 35% a 50% sobre o valor do ano passado.
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Muitos descontos são imperdíveis – no Brasil, eles chegam a até 90% -, o que fez da Black Friday uma época especial para o comércio tanto quanto o Natal. Lá ou cá, no entanto, algumas lojas tentam ludibriar o consumidor inflando, semanas antes, os preços de produtos que futuramente entrariam em promoção e o anunciam com grande desconto.
A prática é ilegal, segundo o Procon. No ano passado, duas varejistas online foram autuadas pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor. A campanha da instituição esse ano é de que o consumidor, ao notar que lojas e sites estão forjando descontos, denuncie ao Procon a empresa e o produto.
A boa notícia para quem comprar sem ser enganado, é a existência de ferramentas como o Baixou e o JáCotei, que ajudam a saber o histórico dos preços, em média, dos produtos e a comparar o valor atual entre diversas lojas. Veja abaixo alguns exemplos de produtos que tiveram seus preços inflados nas últimas semanas (gráficos obtidos pelo site JáCotei).
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Dicas
A revista Time separou algumas dicas de compras, entre elas, não comprar nada simplesmente por comprar. Por, teoricamente, durar apenas 24 horas (muitas lojas estendem a Black Friday até segunda-feira), a tendência é comprar produtos com “super descontos”, sem saber exatamente se ele é é compatível com as demandas do consumidor.
Para quem pensa em comprar eletrônicos, é interessante ver quanto o aparelho custa nos Estados Unidos e fazer os cálculos se, de repente, não vale esperar a próxima segunda-feira, que nos EUA será marcada pela “Cyber Monday”, data semelhante à Black Friday, mas dedicada exclusivamente a esse tipo de produtos.
Por aqui, sites das lojas e varejistas estão anunciado suas promoções com destaque. Há também sites que estão agregando boa parte dessas promoções. Alguns deles são o Busca Descontos, o Dark Friday, o Buscapé, o SaveMe e o MercadoLivre.
Entre as lojas e sites de e-commerce participantes, estão Submarino, Carrefour, Extra, Casas Bahia, Saraiva, Americanas, TAM, Groupon, Dell, Sony, Apple, WalMart, Magazine Luiza, Netshoes, Shoptime, entre outras.
Lá fora, o The Verge reuniu vários anúncios de promoções (veja aqui). Algumas servem também para os brasileiros, como o caso desta, sobre descontos de apps de games para usuários iOS. Aliás, para os gamers, Blizzard, Origin e Steam tem produtos em promoção também.
Sabe de mais alguma dica? Compartilhe abaixo.
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Leia mais:
• Depois da Black Friday, sábado é dia de comprar das pequenas empresas nos Estados Unidos
• Com descontos de até 90%, compras coletivas entram no Black Friday
• Black Friday movimenta consumidores nos EUA
Crianças preferem iPad a videogame neste Natal
- 22 de novembro de 2012|
- 16h44
Por Anna Carolina Papp
Estudo da Nielsen mostra que crianças querem ganhar produtos da Apple; entre os videogames, o mais desejado é o Wii U
SÃO PAULO – O fim do ano está chegando e, com ele, os desejados presentes de Natal. Mas a famosa “lista para o Papai Noel” – que antigamente pedia uma bola, uma boneca, uma bicicleta – agora está um pouco mais cara. Segundo um estudo divulgado pela Nielsen, as crianças dos Estados Unidos querem de Natal produtos da Apple, sobretudo o iPad.

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O tablet, produto eletrônico mais desejado da pesquisa, ficou com 48% das intenções de compra de crianças entre 6 e 12 anos e 21% daqueles com 13 anos ou mais.
Entre as crianças, o segundo lugar ficou o Wii U, novo videogame portátil da Nintendo, com 39% da preferência. As próximas colocações ficam novamente com produtos da Apple: empatados com 36% das intenções de compra, o iPod Touch e o iPad Mini. O iPhone ficou na quarta posição, com 33%.
Dos videogames, o Xbox 360 com Kinect teve 31% das intenções de compra; o Nintendo 3DS, 29% e o PlayStation 3, 26%. Dentre as crinças, 29% querem comprar um tablet que não o iPad; e 20%, um smartphone que não o iPhone. Destes, 16% querem um aparelho que rode o sistema Android, do Google.
Entre jovens com mais de 13 anos, o computador ficou na segunda posição, com 19%. Já o terceiro lugar foi para “tablets que não são o iPad”, com 18%. O Wii U ficou na quarta posição com 17%, acima do iPhone, que teve 14% da preferência.

A Apple TV ficou em último lugar na lista de desejos tanto das crianças quanto dos jovens. O tablet Surface, da Microsoft, alcançou 6% das intenções de compra para as crianças e 3% para os maiores de 13 anos.
Classificação livre
- 9 de setembro de 2012|
- 19h01
Por Redação Link
Feira de tecnologia na Alemanha mostra que os próximos eletrônicos vão incorporar características de outros tipos de produtos
Ana Freitas
ESPECIAL PARA O ESTADO
BERLIM – Está cada vez mais difícil classificar um eletrônico em uma categoria específica. Enquanto smartphones crescem em tamanho e viram quase tablets, os notebooks dobram o teclado e se transformam tablets de verdade e e-readers ganham tela colorida. Já as câmeras fotográficas rodam o sistema operacional Android e ficam iguais a um smartphone. Só não fazem ligação. Enquanto isso, novas TVs acessam a internet e fazem chamadas telefônicas pelo Skype.
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A IFA 2012, feira de tecnologia na Alemanha que terminou na semana passada, mostrou que para 2013 a ideia é que não haja nem a necessidade de classificar um aparelho. Eles reúnem as melhores características de todas as categorias, isto é, hardware e softwares rápidos, leveza, touchscreen eficiente, boa resolução e portabilidade.
Na feira, que está em sua 52ª edição, Sony, Samsung, Dell e Asus foram as empresas que se destacaram. Entre seus lançamentos estavam computadores All-in-One (computadores de mesa em que todos componentes ficam no monitor) com touchscreen e Windows 8, notebooks que viram tablets e muitos, muitos smartphones.
Campanha. Os pontos de ônibus e estações de metrô de Berlim não escaparam do entusiasmo da Samsung para lançar seu Galaxy Note II. O aparelho, que é um smartphone quase no tamanho de um tablet, chama a atenção por sua tela de 5,5 polegadas, um pouco maior do que a primeira versão, de alta definição e tecnologia Amoled. Além de leve, o Galaxy Note II é rápido. Equipado com uma canetinha stylus, ele foi exibido como a ferramenta de criação. Durante a IFA, um cartunista fazia caricatura dos visitantes da feira no aparelho.
Apesar de não ter inovado muito no Note II – há pouca diferença do primeiro modelo –, a Samsung apresentou um outro produto que, este sim, traz algo de novo. A Galaxy Camera é uma câmera fotográfica que roda Android, com todos os benefícios que isso traz, e tem conectividade 3G e Wi-Fi. Foursquare, Twitter, Facebook e Instagram estão todos à mão, em uma tela com touchscreen de 4,8 polegadas.
É só tirar a foto, editar no próprio aparelho – que possui modos criativos para todos os gostos – e subir a imagem na hora. O zoom óptico de 21 vezes é outra característica daquela que pode ser uma nova tendência a partir de agora. Afinal, não faz mais sentido ter uma câmera compacta que não se conecte à internet.
Windows 8. Os notebooks dobráveis que mais chamaram atenção foram os da Sony. Com uma tela de dar inveja a qualquer produto com iOS, ele já roda o Windows 8, assim como outros notebooks da feira.
O Vaio Duo 11, um dos principais da nova linha, tem componentes que impressionam. O processador Core i7 rouba a cena. E seu teclado dobrável transforma o notebook em um tablet em segundos.
Não à toa, Asus e Toshiba também mostraram modelos híbridos. E os PCs All-in-One também vão atrás da tradição da Apple. A vantagem é o Windows 8 e a tela touchscreen.
Skype na TV. Na IFA, as TVs ficaram mais finas, com melhor resolução e ganharam integração com os outros aparelhos da casa. Sony, Toshiba, Philips e Samsung lançaram modelos com câmera e Skype. A SmarTV da Samsung tem até uma rede social para seguir amigos que tenham o sistema e compartilhar fotos com eles, mesmo usando outros aparelhos Samsung.
Além disso, a fabricante coreana anunciou na feira uma parceria com o Google para expandir seu conteúdo via Google TV. A ideia é alavancar tanto o serviço de conteúdo sob demanda da Samsung quanto o do Google, já que nenhuma das duas plataformas deslanchou.
1. A Galaxy Camera vem com Android e tem 3G e Wi-Fi para subir as fotos online (FOTO: Thomas Peter/Reuters)

2. Churrasqueira elétrica da Philips usa uma serragem aromatizante para dar gosto de churrasco

3. O aLOKSAK protege eletrônicos debaixo d’água. O menor, para iPhone, custa € 3

4. O flexOne é um e-reader côncavo e flexível apresentado pela Wexler

5. Galaxy Note II tem poucas diferenças, mas a tela impressiona (FOTO: Pawel Kopczynski/Reuters)

6. Notebook híbrido da Sony tem teclado deslizante e se transforma em tablet com Windows 8

FOTOS: Ana Freitas/AE
TECNOLOGIA E CERVEJA
O ICC Berlim, local que abriga a IFA, não é comparável a nenhum centro de convenção em São Paulo. São mais 5.500 metros quadrados de salas de convenção, um complexo de prédios cuja distribuição e decoração lembram um aeroporto. Para se deslocar de um prédio para o outro, os jornalistas têm direito a um ônibus. Visitantes, no entanto, têm de caminhar.
Mas isso não é sacrifício para entusiastas que se reúnem todos os anos para conferir o que há de mais novo. Pelos corredores, há visitantes de todos os tipos. Empresários, expositores, promotores de vendas, crianças, idosos, jornalistas de do mundo todo. Entre os prédios, dá para comer iguarias alemãs: currywurts, salada de batatas e pretzels são algumas das opções. E em uma feira de tecnologia na Alemanha, é claro, a cerveja está liberada. / A.F.
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Leia mais:
• Link no papel – 10/09/2012
• Um passeio pelo país das tecnologias
• Conheça as novidades da IFA 2012
O que esperar da feira alemã de eletrônicos
- 30 de agosto de 2012|
- 13h34
Por Redação Link
O que vai marcar a IFA desse ano é a dificuldade em classificar os produtos dentro de categorias
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Por Ana Freitas, de Berlim
ESPECIAL PARA O ESTADO
BERLIM – Começou na manhã desta quinta-feira, 30, em Berlim a 52ª IFA, uma das maiores feiras de eletrônicos de consumo no mundo. Tão aguardada quanto a CES, a IFA é o último grande evento do setor no ano. E apesar de trazer novidades em vários setores – smartphones, tablets, todo tipo de eletrônico para a casa e computadores devem ser lançados nos próximos cinco seis dias – o que verdadeiramente vai marcar a IFA desse ano é a dificuldade em classificar os produtos dentro dessas categorias.
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Em 2012, a IFA será dos gadgets híbridos. O destaque é o Galaxy Note II, da Samsung, sucessor daquele que ninguém decidiu ainda se é um smartphone grande ou um tablet pequeno, mas que ainda assim foi um sucesso de vendas.
Apresentado esta quarta durante um evento da empresa, o Galaxy Note II, que chega em outubro ao Brasil, não exibe mudanças drásticas nas medidas: a tela foi para 5,5″, contra 5,3″ do Note I. O hardware está mais rápido, mas o resto dos atributos se mantém o mesmo. Com poucas mudanças, a Samsung está apostando no sucesso do Note I e na ousadia do formato como combustíveis para as vendas.
O novo da Samsung está na Galaxy Camera, também apresentada nesta quarta. A ideia de uma câmera de 16 megapixels e zoom ótico de 21x, tela de 4,8″, que roda Android, aplicativos tipo Twitter e Facebook e fica conecta via Wi-Fi, 3G ou 4G parece bem atraente.
A LG e a Lenovo também estão preparando modelos de telas grandes, o que os situa entre o espectro de smartphone e tablet. Outro destaque da IFA serão os possíveis tablets com Windows 8 e os lançamentos de TVs, que prometem ser ainda mais finas e maiores.
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Leia mais:
• Conheça as novidades da IFA 2012
Conheça novidades da IFA 2012
- 29 de agosto de 2012|
- 18h27
Por Redação Link
A IFA, maior feira de eletrônicos da Europa, começou nesta quarta, 29, em Berlim. A repórter Ana Freitas estará reportando de lá para o Link a partir desta quinta..
O blog Homem-Objeto selecionou oito produtos que devem ser destaque na feira. Tem tablets, smartphone, câmera, televisão, ultrabooks etc.
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