Estadão.com.br

Bernardinho lança startup de educação

  • 22 de maio de 2013|
  • 17h11

Por Ligia Aguilhar

Técnico da seleção masculina de voleibol lançou a Eduk, plataforma de cursos profissionalizantes a distância 

SÃO PAULO – O técnico da seleção brasileira masculina de voleibol Bernardinho lançou nesta quarta-feira, 22, a  startup  de ensino a distância eduK. A empresa oferece cursos profissionalizantes por meio de videoaulas na internet e foi criada pelo técnico em sociedade com os empresários Eduardo Lima e Robson Catalan, que passaram os últimos cinco anos trabalhando na operação do site de cursos online Buzzero.com.

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Robson Catalan, Bernardinho e Eduardo Lima, fundadores da eduK. FOTO:Divulgação

O projeto recebeu um aporte do tipo Series A (como é chamado o investimento em fase inicial) da Monashees Capital, fundo que já investiu em startups como o Peixe Urbano, Baby.com.br e Oppa. “Ao longo da minha trajetória como técnico, desenvolvi habilidades para treinar, liderar e motivar meus jogadores. Paralelamente, há vários anos compartilho minha experiência nas palestras que ministro em empresas e projetos sociais. A eduK é resultado de nossa crença de que a educação é a principal alavanca para o crescimento profissional”, diz Bernardinho

A proposta da startup para se destacar da ampla concorrência é elevar o padrão de qualidade do ensino a distância oferecendo conteúdo gerado por especialistas reconhecidos em cada área. ”Estima-se que há 8 milhões de posições de trabalho não preenchidas por falta de mão de obra qualificada no Brasil, o que impacta diretamente o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país”, diz Catalan, cofundador da empresa.

Além da web, a eduK também tem um aplicativo para o sistema operacional Android pelo qual os vídeos podem ser baixados para serem assistidos em plataformas móveis mesmo sem conexão com a internet. O conteúdo de cada curso ficará disponível ao estudante de forma vitalícia para ser consultado a qualquer momento.

O site da eduK já está no ar com 20 cursos profissionalizantes que custam entre R$ 150 e R$ 600. A meta é chegar até o final do ano com 100 opções no portfólio. Para atrair alunos, a startup permite a degustação de algumas aulas gratuitamente para que o conteúdo e o formato do vídeo sejam avaliados antes da compra. A sede da empresa fica em São Paulo, onde trabalham atualmente 30 funcionários.

Veja o vídeo de divulgação da startup:

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Projeto leva ensino da programação às escolas

  • 19 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Redação Link

Murilo Roncolato
Especial para o ‘Link’

Para professora da PUC-Rio, conhecimento é essencial para se expressar no mundo digital

SÃO PAULO – Clarisse é a pior programadora que conhece. A professora do Departamento de Informática da PUC do Rio de Janeiro, Ph.D. em Linguística e especialista em engenharia semiótica, recorre a manuais básicos de linguagem Java para programar coisas simples. Ainda assim, Clarisse Sieckenius de Souza é a responsável por um projeto que pretende alfabetizar “computacionalmente” crianças e jovens de escolas cariocas.

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Papel invertido. Clarisse de Souza defende que usuário também deve produzir tecnologia. FOTO: Marcos de Paula/Estadão

Desde 2010, Clarisse e uma equipe de dez pesquisadores aplicam uma versão brasileira de um projeto norte-americano em que os alunos aprendem a usar o “raciocínio computacional”, com base em exercícios de lógica e algoritmos, para programar jogos e simuladores. Um exemplo é um game no qual o objetivo é fazer um sapo atravessar um riacho cheio de troncos ou uma estrada movimentada. Cumprir os objetivos como jogador talvez seja uma tarefa simples; mas construí-los não é tão fácil assim.

O projeto chama-se Scalable Game Design e foi criado pelo professor Alexander Repenning, da Universidade do Colorado (EUA). “O ponto é que todos precisam poder criar o que tiverem na cabeça. Há uma grande mudança entre ser produtor e consumidor de tecnologia, e isso tem de começar na escola”, afirma a professora.

Nesses três anos, o grupo de Clarisse trabalhou com cerca de 70 alunos do ensino fundamental e médio de três escolas no Rio de Janeiro: o Colégio Universitário Geraldo Reis (público), a Escola Nova e a Escola Americana (ambas particulares. A última, por conta das suas raízes nos Estados Unidos, virou uma embaixada da comunidade brasileira do projeto).

Para ela, é com o domínio da linguagem de programação que as pessoas conseguem se expressar melhor no ambiente computacional e online, o que é fundamental para se ter “participação social plena”, explica. “A internet se tornou palco social e político. Tão importante quanto saber falar por si, para que ninguém fale por você, é saber programar por si, para não ser programado.”

Interação. Recentemente, a professora foi nomeada para a Academia de Interação Homem-Computador (CHI Academy) em uma cerimônia em Paris, tornando-se a primeira da América Latina a integrar a associação composta por 90 membros do mundo inteiro.

Com formação em Letras, ela se dedica a estudar desde o fim da década de 1980 a interação entre máquinas e seres humanos a partir da semiótica. “Como fazer um software falar com seus usuários através de interfaces inteligíveis?” se tornou sua obsessão.

“O design da experiência do usuário é objeto de comunicação entre o homem e o computador, e a semiótica pode ajudar a estruturar esses meios para que o usuário não sinta tropeços.”

Nos últimos dez anos, Clarisse direcionou seu trabalho em busca do que chama de Santo Graal na sua área: como fazer uma pessoa desenvolver um software com uma linguagem que seja fácil para ela, uma linguagem própria? É nesse sentido que se encaixa o seu projeto de levar o ensino da programação para a grade curricular das escolas. Clarisse pretende expandir o número de instituições com as quais trabalha, até conseguir entender o melhor método e desenvolver um programa de código livre, mais adequado à proposta – o software usado é proprietário.

Consciência. Mais do que ensinar linguagem computacional, a “alfabetização” busca educar os alunos sobre como funciona o ambiente virtual e como se inserir nele. “A gente acaba criando um valor emocional achando que nossa vida é aquilo ali (na internet)”, diz. “Precisamos inserir na mentalidade dos pequenos a noção de que eles estão interagindo com softwares que representam pessoas, ideais e propostas sociais.”

A importância de ensinar isso às crianças é não perpetuar uma ideia de que os usuários de softwares e aplicações online são meros consumidores, enquanto um pequeno e seleto grupo são os produtores. Para ela, o resultado seria uma retração do número de profissionais em tecnologia.

A saída, opina Clarisse, é democratizar a produção da tecnologia. Em um futuro não muito distante, ela prevê que, embora certo tipo de conteúdo continue a ser produzido por grandes empresas, haverá tecnologias próprias, criadas por pessoas que queiram satisfazer suas necessidades. “A gente não pode ser refém do produto oficial, temos de ensinar a sociedade a fazer as suas propostas tecnológicas.”

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Leia mais:
• O bê-a-bá dos códigos
• Programa infantil 
• ‘O maior problema é a mudança de mentalidade’
• Escola precisa vir para o século 21
Link no papel – 20/5/2013

Zuckerberg pede novas leis de imigração

  • 11 de abril de 2013|
  • 15h28

Por Redação Link

Grupo lançado pelo fundador do Facebook também recebe apoio de executivos do Google e Yahoo

SÃO PAULO – O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, lançou formalmente um novo grupo de ação política que tem por objetivo exercer pressão para que os Estados Unidos realizem reformas nas leis de imigração e aumentem o investimento em pesquisa científica e educação.

FOTO: Robert Galbraith/REUTERS

Zuckerberg anunciou a formação do FWD.us em um texto no Washington Post no final da quarta-feira, 10. O grupo  foi criado em meio a um intenso debate no Congresso norte-americano sobre imigração.

Segundo o executivo, o grupo apelará para uma “reforma migratória integral que comece com uma segurança fronteiriça eficaz e abra caminho em direção à cidadania”. Hoje, o país conta com 11 milhões de imigrantes ilegais.

No texto, Zuckerberg diz que os Estados Unidos precisam de uma nova abordagem em relação a essas questões, oferecendo cidadania e criando medidas para a capacitação. “Para conduzir o mundo nesta nova economia, precisamos das pessoas mais talentosas e que trabalhem mais duro. Precisamos treinar e atrair os melhores. Precisamos que esses estudantes de ensino médio sejam os líderes do amanhã”, escreveu.

O executivo também clama por padrões mais altos em escolas e maior foco no ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Mudanças assim não vão acontecer sozinhas”, escreveu.

Também apoiam o grupo líderes de empresas tecnológicas como o presidente-executivo do LinkedIn, os investidores John Doerr e Jim Breyer, Ruchi Sanghvi, do Dropbox – a primeira engenheira mulher a ser contratada pelo Facebook –,  Eric Schmidt, chefe do Google, e Marissa Meyer, CEO do Yahoo.

/Com AP

Movido a palavras

  • 7 de abril de 2013|
  • 16h36

Por Anna Carolina Papp

Duolingo ensina idiomas de graça; em troca, os alunos ajudam a traduzir a web 

SÃO PAULO – “Eu-sou-um-ho-mem”, disse pausadamente Luis von Ahn pelo telefone, em português, após um bate-papo na língua inglesa. “Minha pronúncia deve estar ruim”, falou logo depois. Mas não estava. Prestes a vir ao Brasil, Ahn, nascido na Guatemala, começou a aprender português recentemente no serviço que ele mesmo criou: o Duolingo.

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Lançado em junho do ano passado, o Duolingo é um curso gratuito de idiomas, que pode ser acessado pela web ou em dispositivos com iOS – a versão para Android chega em maio deste ano.

Já são mais de 2,8 milhões de pessoas aprendendo inglês, espanhol, português, francês, italiano e alemão. Duolingo funciona com uma lógica similar ao recaptcha, uma das grandes invenções de Ahn: enquanto aprende uma língua, o usuário está ajudando a traduzir um pedacinho da internet.

O sistema funciona como uma espécie de jogo: o estudante vai avançando por diferentes níveis e perde “corações” com respostas incorretas. Primeiro, é apresentado a novas palavras. Depois, tem de traduzir frases – o que vai lhe dando pontos. Há também atividades com imagens e áudio.

Quando o usuário completa um dos níveis, após exercícios de fixação de várias palavras e expressões, outro mais avançado é desbloqueado. As etapas estão divididas em categorias como saudações, animais, verbos e pronomes. Quem já tem algum conhecimento do idioma pode fazer um teste de atalho e pular para o próximo nível. No celular, a dinâmica é a mesma, só um pouco mais simplificada.

Alunos-tradutores

Enquanto aprendem, alunos ajudam a fazer traduções de textos. FOTO:Divulgação

Pioneiro na área de computação humana – que estuda formas de pessoas decodificarem coisas que computadores não conseguem –, Ahn sempre se questionou sobre como o conteúdo da internet poderia ser traduzido em línguas diferentes para ficar acessível ao maior número de pessoas.

No entanto, a tradução automática pode não ser a melhor saída: “Os computadores não traduzem tão bem, não é muito preciso”, aponta Ahn. A solução seria transformar a tradução de idiomas em algo que milhões de pessoas quisessem fazer.

Além disso, o empreendedor queria criar um curso de línguas que fosse lucrativo, mas sem cobrar nada dos estudantes.

“Eu cresci na Guatemala e lá muitas pessoas queriam aprender inglês, mas realmente não podiam pagar”, conta Ahn, que se mudou para os Estados Unidos com 17 anos para estudar matemática e ciência da computação. “Na verdade, os que mais precisam aprender inglês são exatamente aqueles que não podem pagar, que precisam de empregos melhores”, diz. “Nunca gostei desses programas que custam US$ 100 ou US$ 500, então pensei: como ensinar um idioma de graça?” Assim surgiu o Duolingo, que recebeu US$ 18 milhões em rodadas de investimento.

O segredo do serviço ser gratuito – porém lucrativo – é que, enquanto estão aprendendo a língua, os alunos vão traduzindo trechos de textos que empresas pagaram ao Duolingo para traduzir. “Algumas delas são de notícias que nos pedem, ou de artigos da Wikipédia que nós selecionamos”, diz Ahn.

Hoje 10% dos usuários são brasileiros. A língua mais estudada entre eles é o inglês – idioma escolhido por 55% dos usuários da plataforma. O inglês é a principal moeda de troca para o ensino de outras línguas (por exemplo: quem sabe português pode aprender inglês; mas quem quer aprender francês precisa saber inglês). O objetivo é aumentar gradativamente as interações entre línguas para o aprendizado.

Investir em uma plataforma de ensino de línguas pode parecer pouco promissor, devido à imensa quantidade de sites, aplicativos e serviços do tipo disponíveis hoje. Ahn, no entanto, diz que o Duolingo é diferente não apenas por ser gratuito e funcionar como um serviço de tradução, mas por ser eficaz. Ele relata que a equipe é formada por pessoas com experiência no ensino de línguas, e que foram feitas consultas a professores universitários a fim de criar algo que desse resultados.

Por isso, a empresa fez um estudo de avaliação conduzido por professores de universidades na Carolina do Sul e em Nova York. “Descobrimos que, se você usar o Duolingo por 34 horas, você aprende o mesmo que aprenderia em um semestre daquela língua na universidade”, diz ele. “Isso é um bom resultado porque normalmente a carga de um semestre costuma durar mais do que 30 horas; por outro lado, também não é como esses serviços que dizem que oferecem fluência no idioma em cinco horas – isso não existe”, diz ele.

De olho nas plataformas móveis, a empresa lançou o modo de uso offline para iOS no mês passado, além do mecanismo de reconhecimento de voz (única funcionalidade não disponível offline). O criador se mostrou animado com o lançamento da versão para Android, em maio. “Sabemos que, na maioria da América Latina, o Android é bem maior que o iOS, então estamos com boas expectativas”, diz.

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A aposta na computação humana
Link no papel -8/4/2013 

Programa infantil

  • 31 de março de 2013|
  • 12h54

Por Rafael Cabral

Empresas e pesquisadores apostam na inteligência e intuição das crianças para criar novos modelos de ensino 

Rafael Cabral 
Especial para o ‘Estado’ 

LONDRES – O ensino de programação e habilidades técnicas é só uma parte da transformação do ensino infantil. Uma ala mais radical de educadores planeja uma reestruturação ainda maior da educação através da tecnologia, trazendo as inovações para a sala de aula, colocando fim na tradicional divisão de conteúdo por disciplinas e criando uma abordagem mais concreta para o conhecimento adquirido. A ideia é comum a muitos empreendedores do setor: é preferível ajudar as crianças a aprender com a prática, tateando o caminho por elas mesmas, do que despejar conteúdo teórico que a maioria não sabe onde aplicar.

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Encabeça esse grupo o professor norte-americano Mitchel Resnick, criador da linguagem de programação infantil Scratch, dos produtos robóticos da Lego e espécie de ideólogo da turma. Resnick é o criador e atual diretor de um laboratório do MIT dedicado apenas a criar ferramentas intuitivas para o aprendizado de crianças, o Lifelong Kindergarten Group. Ele acredita que é necessário integrar as diversas disciplinas até o ponto em que a separação entre elas praticamente desapareça, em prol de uma abordagem em que as crianças aprendam primordialmente a solucionar problemas.

Algumas empresas que atuam na área já vêm se adaptando a esses conceitos. Trabalhando há 15 anos com o desenvolvimento de robôs voltados para crianças, a Lego foi uma das pioneiras na área e faz parte da maioria dos programas modernos de ensino de tecnologia para crianças, através dos seus produtos WeDo e Mindstorms.

“Em vez de alguém dizer que determinada fórmula matemática é correta, elas podem simplesmente testar, programar um robô e ver se aquilo de fato funciona. Isso ajuda o cérebro a assimilar informações”, acredita Abigail Fern, diretora de educação da marca dinamarquesa. Ela pontua que os maiores desafios para a adoção de novos métodos pedagógicos são as barreiras impostas pelos próprios diretores e professores. “Existe o medo de mudar algo já estabelecido em prol de algo novo e desafiador, mas é preciso superar essa visão. O ensino de tecnologia pode tornar as crianças melhores em matemática, ajudá-las a se organizar melhor e fortalecer o entendimento de lógica. Muitos podem cogitar seguir uma carreira na qual nunca pensaram antes se forem expostos a esse tipo de conteúdo”, acredita.

Outros bom exemplos de startups que se esforçam para incentivar novos métodos de ensino usando a tecnologia são as norte-americanas Makey Makey e littleBits, ambas saídas de pesquisas no MIT. A primeira criou uma placa baseada no hardware livre Arduino que, com o auxílio de pequenos pregadores, transforma qualquer objeto que minimamente conduza eletricidade em um controle de computador, tornando possível tocar piano com bananas ou jogar videogame com massinha.

O littleBits lembra os tijolinhos coloridos de Lego, com as pecinhas eletrônicas que permitem criar uma série de traquitanas. Cada kit vem com uma bateria de nove volts e blocos de quatro cores: o azul fornece a energia, o rosa controla o circuito elétrico, o laranja funciona como um extensor e o verde controla sinais visuais, físicos e sonoros. Apesar de parecer complexo demais para uma crianca, é bem simples manipular e construir uma série de brinquedos – a maioria já está documentada em uma comunidade no site da empresa.

De volta ao pré. “Não devemos menosprezar a inteligência das crianças. Elas têm uma grande intuição e muitas vezes estão mais abertas que adultos a aprender coisas novas”, afirma a canadense Ayah Bdeir, engenheira que projetou o kit inicialmente para designers e mudou o foco no meio do caminho. Assim como os outros empreendedores da área, Bdeir é bastante crítica com os métodos tradicionais de pedagogia. “Escolas oferecem um conteúdo desconectado da realidade de muitas crianças. Muitas delas têm laptops e tablets em casa e na escola aprendem em ferramentas obsoletas. Acredito em uma visão multidisciplinar que privilegia o conhecimento prático, mostrando onde cada teoria se aplica.”

Para o acadêmico Resnick, essa busca se traduz em um conceito simples: fazer a educação infantil em geral mais como o jardim de infância. Ele explica: “Muito do ensino que temos hoje é um professor em pé em uma sala de aula e as crianças escrevendo palavra por palavra. No modelo ideal, que segue o jardim de infância, as crianças estariam engajadas em desenhar, criar, experimentar e explorar, em colaboração umas com as outras, trabalhando em coisas com as quais eles se importam. No final das contas, elas imaginam, criam, experimentam, brincam e aprendem juntas.”

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O bê-a-bá dos códigos
‘O maior problema é a mudança de mentalidade’
Escola precisa vir para o século 21
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Rede de ensino

  • 20 de janeiro de 2013|
  • 14h55

Por Redação Link

Jovens estudantes e profissionais criam vídeos e sites que tiram as dúvidas de outros alunos como eles

Lais Catassinni

Larissa Maranhão, criadora do blog Enem Red FOTO: JF Diorio/Estadão

SÃO PAULO – A alagoana Larissa Maranhão, de 18 anos, entende que teve uma educação privilegiada. Quando terminou o ensino médio e fez a prova do Enem, a estudante recebeu nota máxima na redação.

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Não demorou muito para que começasse a ajudar adolescentes da mesma faixa etária a se prepararem para a prova com o blog Enem Red. “Comecei ajudando quem me procurava. Mandava uma proposta de redação por e-mail e depois respondia com comentários específicos”, ela conta.

Larissa faz parte de uma geração que está muito familiarizada com a tecnologia e que aprendeu a usar a internet e as novas mídias em favor da educação. “Tenho como aliado do meu trabalho o meio favorito de todos, que é a internet”, diz.

O Enem Red, que em breve deixará de ser um blog para virar um site, possibilita que os estudantes enviem suas redações dentro dos temas propostos por Larissa e outros 12 professores, que então corrigem a redação e fazem observações pessoais aos alunos. “A procura pela nossa ajuda aumenta conforme o dia da prova se aproxima”, conta. Hoje, o blog também atende as dúvidas de matemática.

Assim como Larissa, o estudante de engenharia Miguel Andorffy, de 22 anos, também levou para os meios virtuais o que aprendeu no colégio e na faculdade. Com o site Me Salva, ele publica aulas de matemática que produz em vídeo e ajuda a tirar dúvidas de alunos. “A demanda por aulas de matemática é muito grande. O nível de conhecimento é ruim, mesmo no nível superior”, afirma.

Andorffy elabora as aulas em vídeo de maneira bastante simples, com papel e caneta. O site foca em conteúdos de matemática, física e química e tem também aulas específicas com os temas abordados no Enem.

O estudante também sabe bem o que a nova geração busca. “São pessoas mais preparadas para esse meio. Elas nascem imersas nessa tecnologia e, por isso, têm uma aceitação maior do conteúdo online.”

Tanto Miguel quanto Larissa estão dispostos a colocar seu conhecimento ao alcance de seus alunos, acostumados ao ambiente digital. “Acho que vai aumentar essa demanda por conteúdo online no futuro. O que vem é uma geração que quer mais agilidade e um acesso mais rápido às coisas, inclusive na vida acadêmica”, avalia Larissa.

Resposta na hora. O site brasileiro Professores de Plantão também facilita o acesso dos alunos aos professores. Pela página, as pessoas conseguem encontrar alguém para tirar suas dúvidas. Cínthia Gaban, uma das criadoras do site, explica que a ideia surgiu a partir de um problema que ela mesma enfrentou.

Na época, ela estava prestando uma prova de certificação para o mercado financeiro e não conseguia entender de jeito nenhum uma matéria de estatística que iria cair na prova. Eram 22h e não havia quem pudesse tirar suas dúvidas com o estudo. “Resolvi entrar na internet para encontrar um professor que pudesse me ajudar naquele instante e para minha surpresa não encontrei ninguém”, conta.

Para resolver esse problema não só dela, mas de centenas de outros alunos com dificuldades semelhantes, surgiu o Professores de Plantão, que coloca os alunos em contato com estudantes de renomadas universidades brasileiras para tirar dúvidas com urgência.

“Acreditamos que a tendência na educação de modo geral é conciliar ferramentas inovadoras que facilitem o aprendizado dos alunos sem perder qualidade de ensino.”, diz Cínthia. “A educação no mundo caminha em uma direção em que cursos, universidades e até museus são virtuais.”

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‘Brasil será exemplo de educação’, aposta Khan
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O pioneiro dos vídeos para aprender

  • 20 de janeiro de 2013|
  • 14h55

Por Murilo Roncolato

No Brasil, Salman Khan se surpreendeu com entusiasmo sobre seu projeto

SÃO PAULO – O ex-analista de fundos de investimento e hoje um dos educadores mais populares do mundo, Salman Khan, visitou o Brasil nesta semana e se impressionou com a “energia”.

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Salman Khan visitou o Museu de Imagem e Som, onde deu uma palestra. FOTO: Clayton de Souza/ESTADÃO

“A sensação é de que aqui vocês querem que as coisas aconteçam rapidamente”, disse Khan durante palestra, no Museu de Imagem e Som, em São Paulo. “Nos próximos cinco ou dez anos, tenho certeza, o Brasil será um case de educação para o resto do mundo.”

Em menos de um dia, Khan se encontrou com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Educação Aloizio Mercadante, e fechou uma parceria de R$ 10 milhões com a fundação que leva o sobrenome do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann. A Khan Academy, organização sem fins lucrativos, já recebeu cerca de US$ 2 milhões do Google e US$ 1,5 milhões da fundação de Bill Gates.

Dilma o convidou a produzir aulas em vídeo para ensino básico. Mercadante comentou os planos para o que chama de Universidade Livre, um arquivo digital de aulas compartilhado entre as 59 instituições federais de ensino superior do País, e disse que as aulas da Khan Academy estarão acessíveis nos 600 mil tablets Android distribuídos pelo MEC a professores de ensino médio. Mas como o app da Khan Academy só está disponível para iOS, o professor terá de assistir às aulas no navegador.

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Agora só falta o dinheiro

  • 20 de janeiro de 2013|
  • 14h55

Por Redação Link

Empresas como Coursera ainda precisam converter milhões de acessos em fonte de renda

Tamar Lewin, The New York Times

Em agosto, quatro meses depois que Daphne Koller e Andrew Ng iniciaram a empresa de educação online Coursera, seus cursos universitários gratuitos haviam atraído um milhão de usuários, um lançamento mais rápido que Facebook e Twitter.

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Fundadores da plataforma Coursera. FOTO: Jeff Chiu/AP

Os cofundadores, professores de computação na Universidade Stanford, observaram atônitos quando a matrícula passou de 2 milhões no mês passado. São 70 mil novos estudantes por semana se inscrevendo para mais de 200 cursos, como Interação Homem-Computador e Composição Musical e Gamificação, ministrados por professores de 33 universidades de elite.

Em menos de um ano, a Coursera atraiu US$ 22 milhões de investimento e fez tanto barulho que algumas universidades parecem arrependidas por não terem aderido.

Universidades de todo os Estados Unidos estão aumentado suas ofertas online para atrair alunos de todo o mundo. Novos empreendimentos como Udemy ajudam professores a colocar seus cursos online. A Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) forneceram US$ 30 milhões cada para criar a edX. Outro rebento de Stanford, Udacity, atraiu mais de um milhão de alunos para seus cursos online abertos de massa, ou MOOCs (na sigla em inglês), com US$ 15 milhões em financiamento.

Experimento. Tudo isso poderá contribuir para o futuro da educação superior – se alguém encontrar uma maneira de ganhar dinheiro com a iniciativa.

“Ninguém descobriu ainda o modelo que vai funcionar”, disse James Grimmelmann, um professor da Escola de Direito de Nova York especializado em legislação sobre computadores e internet. “O mais provável é que leve uma década para alguém descobrir como ganhar dinheiro.” Koller e Ng já tornaram público o desejo de manter cursos gratuitos para estudantes pobres de todo o mundo. E até seus investidores de risco dizem que os lucros podem esperar.

“Tornar rentável não é o objetivo mais importante para este negócio neste momento”, disse Scott Sandell, um financiador da Coursera que é sócio geral na New Enterprise Associates. Mas, com a chegada das primeiras gotas de retorno, as universidades parceiras esperam ver alguma receita em breve.
Por enquanto, a fonte mais promissora para Coursera é o pagamento de taxas de licenciamento por outras instituições educacionais que querem usar suas aulas.

Koller também quer cobrar entre US$ 20 e US$ 50 por certificados de conclusão. E sua empresa, tal como a Udacity, começou a cobrar de empregadores corporativos, incluindo Facebook e Twitter, pelo acesso a alunos de alto desempenho, a começar por aqueles que estudam engenharia de software.

No fim do ano passado, Koller anunciou, empolgada, que o câmpus de Los Angeles da Universidade Antioch concordou em oferecer a seus alunos créditos por completarem com sucesso dois cursos da Coursera, Poesia Americana Moderna e Contemporânea e Mitologia Grega e Romana. Três dias depois do anúncio, Koller descobriu que a Antioch planejava colocar em cada curso apenas um aluno e um docente para orientar.

A Coursera recentemente anunciou outro caminho para ajudar alunos a obterem créditos por seus cursos – e produzir renda. A companhia conseguiu que especialistas da American Council on Education, a associação responsável pela educação superior nos Estados Unidos, avaliassem se vários cursos merecem a transferência de créditos. Se disserem que sim, os alunos que completarem esses cursos poderão fazer um exame, pagar uma taxa e receber um certificado que 2 mil universidades já aceitam como crédito.

Pelos contratos da Coursera, a companhia fica com a maior parte da receita; as universidade ficam com 6% a 15% da receita, e 20% dos lucros brutos. Os contratos descrevem várias possibilidades para se tornar lucrativa, incluindo cobrar por extras.

Um pequeno fluxo de renda surgiu no discreto escritório no Vale do Silício onde os 35 empregados da Coursera trabalham para atender à demanda por seus cursos: a companhia é afiliada da Amazon, recebendo uma migalha de dinheiro toda vez que alunos da Coursera clicam no site para comprar livros didáticos recomendados ou quaisquer outros produtos na Amazon.

“São apenas uns dois mil dólares, mas é nossa primeira receita”, disse Koller.

Muitos educadores preveem que o grosso das receitas dos MOOCs virão do licenciamento de cursos complementares e cursos introdutórios de temas como economia ou estatística, duas categorias que recebem centenas de milhares de alunos por ano. Apesar de menos de 10% dos alunos de MOOCs concluírem os cursos em que se inscrevem, muitos especialistas acreditam que combinar materiais de MOOCs com suporte de um professor ou um assistente de ensino poderá aumentar as taxas de conclusão. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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Os educadores da internet
Rede de ensino

‘Brasil será exemplo de educação’, aposta Khan

  • 18 de janeiro de 2013|
  • 21h27

Por Murilo Roncolato

Responsável pela Khan Academy, plataforma de videoaulas mais popular do mundo, veio ao Brasil e fechou parcerias


Salman Khan visitou o Brasil nesta semana a convite da Fundação Lemann. Foto: Clayton de Souza/ESTADÃO

SÃO PAULO – O ex-analista de fundos de investimento e hoje um dos educadores mais populares do mundo, Salman Khan, visitou o Brasil nesta semana e se impressionou com a “energia”. Em menos de um dia, engatou conversas com a presidente Dilma Roussef, o ministro Aloízio Mercadante, da Educação, e fechou uma parceria de R$ 10 milhões com a fundação que leva o sobrenome do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann. A organização sem fins lucrativos já recebeu cerca de US$ 2 milhões do Google e US$ 1,5 milhões da fundação de Bill Gates.

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Dilma o convidou a produzir videosaula para ensino básico, focando em alfabetização, mas Khan declinou justificando que não teria como produzir o conteúdo de imediato, mas levaria algo em torno de sete anos. Mercadante comentou sobre os planos para o que chama de Universidade Livre, um repositório digital de aulas compartilhado entre as 59 instituições federais de ensino superior do País, e disse que as aulas da Khan Academy estarão acessíveis nos 600 mil tablets Android distribuídos pelo MEC a professores de ensino médio – como o app da Khan Academy só está disponível para iOS, o professor terá de acessar os sites do MEC ou da Khan para assistir às aulas, pelo navegador.

“A sensação é de que aqui vocês querem que as coisas aconteçam rapidamente”, disse Khan durante palestra, no Museu de Imagem e Som, em São Paulo. “Nos próximos cinco ou dez anos, tenho certeza, o Brasil será um exemplo de educação para o resto do mundo.”

Nascido nos Estados Unidos e descendente de indianos, Salman Khan teve uma formação tradicional, mas sempre se destacou por boas notas e por ter cursado disciplinas avançadas de matemática em universidades enquanto ainda estava no colégio. Tempos depois, concluiu duas graduações no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde vivia matando aula por acharem pouco estimulantes, e um MBA em Harvard.

Em 2004, enquanto residia em Boston, começou a dar aulas de matemática para uma prima de 12 anos que vivia em New Orleans. Mais parentes se interessaram e, em 2006, Salman teve a ideia de gravar vídeos das aulas e colocar tudo no Youtube. “Sempre achei que o Youtube era para gatos tocando piano e não para matemática séria”, disse, rindo. Ainda assim, o canal de Khan ganhou popularidade e chamou a atenção de apoiadores. Um dia soube que Bill Gates ficara cinco minutos falando sobre seu canal, muito frequentado pelas suas filhas, em uma palestra. Dias depois foi chamado para uma conversa com o criador da Microsoft. Hoje, Khan e Gates são amigos. “Eu fiz vídeos para a prima Nadia e não para as filhas do Bill Gates! (agora chamo ele de ‘Bill’).”

A Khan Academy cresceu. O projeto foi de quatro envolvidos no início aos atuais 40. Hoje, são mais de 3,8 mil videoaulas, 6 milhões de visualizações por mês vindas de mais de 200 países. Segundo Khan, a América Latina responde por 130 mil das visitas diárias.

Agora o objetivo é expandir o alcance da plataforma traduzindo suas aulas para mais idiomas. No Brasil, a Fundação Lemann já traduziu cerca de 400 vídeos e agora se comprometeu a chegar a mais de mil nos próximos meses.

“Já atingimos muita gente com um negócio pequeno. Em 2012, quando tínhamos apenas 24 pessoas trabalhando na Khan, chegamos a interagir com 43 milhões de pessoas.”


Foto: Ed Ferreira/ESTADÃO

Vantagem do online

Salman Khan, aos 36 anos, vê o cenário ideal para que a educação mude sua estrutura originada a 200 anos. Acredita que a internet é o lugar para solucionar o mais grave problema das salas de aulas, a falta de interação entre aluno e professor. “Dar aula de história é complicado porque há inúmeras versões. O que é ótimo na internet é que as pessoas assistem ao vídeo e discutem. Uma apostila tradicional, alguém escreve os textos, outro de formação parecida revisa e aquilo chega para todos os alunos de um país.”

Ele sabe que não é o único no mundo a tentar educar usando recursos online. “Talvez eu seja o 500º.” Khan justifica seu sucesso pelo formato escolhido: simples, em tom de conversa e não subestimando a inteligência de quem assiste. “Eu ainda faço vídeos como se fossem para os meus primos.” Além de projetos de particulares, como os nacionais Calcule Mais, O Kuadro e QMagico, universidades e governos passaram a aderir ao ambiente conectado. A prefeitura do Rio de Janeiro desenvolveu a Educopedia, a Universidade de São Paulo conta com mais de 800 videoaulas, a Fundação Getúlio Vargas criou um portal voltado para o ensino médio, e gigantes internacionais lançaram sites conjuntos, como o Edx (MIT, Harvard, Berkeley) e o Cousera (Duke, Princeton, Columbia, Stanford, etc).

“Harvard e MIT agora estão compartilhando o conhecimento que eles produzem lá dentro. O que é ótimo, mas só isso não basta e eles estão percebendo isso.” Khan é crítico do sistema de aulas das grandes universidades, baseado em palestras de 60 a 90 minutos em salas de 300 alunos. “As pessoas ficam lá tomando notas e não há interação, isso está mudando”, afirma.

“Passamos 12 anos sentados e anotando coisas, aí chegamos no mercado e os chefes exigem: ‘seja inovador, seja criativo’. Como é possível?”

Múltiplas fontes

A nova sala de aula proposta por Khan seria um espaço usado basicamente para interação, resolução de problemas, tirar dúvidas e discussões sobre questões mais avançadas do mesmo tema, já que os alunos aprenderam a essência básica da disciplina em casa no computador.

“É um tragédia que alunos mais novos com mais conhecimento não possam avançar de estágio se quiserem”, diz Khan, que foi impedido de pular a disciplina de Álgebra 2 pela direção do colégio em que estudava. “O importante é o professor saber e dizer que não é a única fonte de conhecimento que aquele estudante tem.”

O diploma continuaria existindo, mas não da maneira como é hoje, “um pedaço de papel provando ao mundo que agora  a pessoa sabe o que sabe”, como escreveu em seu livro Um mundo, uma escola – A educação reinventada (Intrísenca, 2013, R$ 29,90). Para ele, as instituições cobrariam uma taxa de US$ 300 para avaliar qualquer pessoa que queira ter uma certificação, independente da sua formação – que poderia ter sido feita na Khan Academy, por exemplo.

Assim, pessoas de baixa renda ou residentes em regiões desprovidas de instituições de ensino superior de prestígio teriam a mesma chance de se “comprovarem” capacitados sobre alguma área curricular.

Conectado e em frente

O maior problema para a expansão de plataformas como a de Khan é a universalização do acesso a computadores (ou aparelhos móveis) com conexão. O americano reconhece, mas se mostra otimista. “É uma vergonha que não se resolva coisas básicas como essas amanhã já. Mas a internet está crescendo muito. Em pouco mais de cinco anos a questão do acesso vai se resolver”, aposta.

Seria então a Khan Academy parte da educação do futuro? “Não cabe a mim dizer”, escreve Khan. “A única coisa que não podemos nos permitir é deixar as coisas como estão. O custo da inércia é inescrupuloso e alto, e é contado não em dólares, nem em euros ou rupias, mas nos destinos das pessoas.”

Minecraft vira disciplina em escola na Suécia

  • 16 de janeiro de 2013|
  • 17h35

Por Redação Link

Apesar da resistência de alguns pais, escola garante que projeto foi um sucesso e pretende continuá-lo

SÃO PAULO – Uma escola em Estocolmo ganhou destaque após impor um jogo online como matéria obrigatória para estudantes de 13 anos. É o Minecraft, game criado em 2009, visualmente muito semelhante ao Lego e no qual o personagem constrói qualquer coisa com materiais em formato de cubo extraídos da “natureza”. A escola defende que assim os alunos ganham noções sobre planejamento e desenvolvemo melhor seu potencial criativo.

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Sem missões ou objetivos, o Minecraft é um jogo não linear (“sandbox”) no qual o jogador deve extrair materiais do ambiente para construir edificações que o mantenham a salvo de monstros que circulam pelo cenário quando anoitece. O jogo rapidamente ganhou popularidade e até hoje, segundo o site, já foi comprado por quase 9 milhões de pessoas.

Os professores da escola sueca acreditam que o jogo pode ajudar os alunos a desenvolverem raciocínio lógico. “Eles aprendem sobre planejamento urbano, questões ambientais, a concluírem tarefas e até a se planejarem para o futuro”, disse ao jornal sueco The Local, Monica Ekman, professora da escola Viktor Rydberg. “Não é nada diferente [das disciplinas] de Artes e Artesanato”.

Cerca de 180 alunos estão envolvidos no projeto que nasceu de uma competição escolar nacional chamada “Escola do futuro”, na qual instituições de ensino são convidadas a apresentar propostas inovadoras.

Apesar da reprovação de alguns pais mais preocupados, a direção da escola afirma ter obtido sucesso na experiência e pretende dar continuidade. “É um modo divertido de aprender e é bom para os alunos que façam algo do tipo.”

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