Ministro admite adiar fim da TV analógica
- 21 de agosto de 2012|
- 18h08
Por Agências
Paulo Bernardo argumenta que parte considerável da população ainda não tem os conversores ou aparelhos necessários
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BRASÍLIA – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acenou hoje (20) com a possibilidade de o prazo para desligamento do sinal para televisores analógicos, previsto para 2016, ser adiado, caso parte considerável da população ainda não tenha adquirido os conversores ou aparelhos necessários ao aproveitamento do sinal digital.
Ele também estimou que o padrão tecnológico da rádio digital no Brasil será definido até o fim do ano.
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“O prazo de 2016 [para desligamento do sinal analógico] está mantido, mas pode mudar enquanto houver número razoável de receptores analógicos funcionando nas residências”, disse Paulo Bernardo, após participar de palestra no Congresso Brasileiro de Radiodifusão. “Sabemos que um número muito grande de pessoas já possui TVs digitais, mas talvez a metade ainda tenha aparelhos analógicos”, acrescentou.
Pouco antes de iniciar a palestra, Paulo Bernardo confirmou que, até o final do ano, o padrão tecnológico das rádios digitais deverá estar definido. A exemplo do que disse sobre a transição da TV analógica para a digital, as rádios digitais deverão transmitir nos dois sinais enquanto os ouvintes não trocarem seus aparelhos.
O ministro reiterou, ainda, as vantagens de os processos relativos à engenharia das rádios digitais serem repassados do Ministério das Comunicações para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “A agência tem corpo técnico mais numeroso e melhor preparado que o Ministério das Comunicações. Afinal, são cerca de oito a dez mil processos ligados a engenharia, tratando de assuntos como variação de potência e da localização de transmissores”, disse.
“Já estamos testando alguns dos grandes sistemas [de rádio digital] que existem no cenário internacional. Queremos que os aparelhos [para recepção do sinal digital] sejam fabricados no Brasil a preço popular, acessível às famílias”, completou.
/ Agência Brasil
‘4G foi positivo, mas luta continua’, diz ministro
- 14 de junho de 2012|
- 19h08
Por Murilo Roncolato
Em entrevista ao ‘Link’, o ministro das Comunicações se mostra otimista e prevê redução de preço do 3G
SÃO PAULO – Apesar da arrecadação abaixo do esperado, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, avaliou como positivo o saldo do leilão de faixas de frequência destinadas à rede 4G. Em entrevista ao ‘Link’, o ministro disse estar “muito satisfeito” com o resultado, mas ponderou que “a luta continua”.
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“Para o que não foi vendido nessa primeira etapa, a gente vai fazer um novo leilão, talvez em seis meses”, prevê Bernardo, referindo-se aos 96 dos 150 lotes disponíveis e não adquiridos no leilão realizado na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no início da semana. Bernardo previa uma “disputa muito dura” no leilão; afirmou inclusive que as operadoras “sairiam no tapa” pelos lotes leiloados. “As empresas catimbaram o que puderam, mas no fim foram disputar as faixas”, desabafa.
O governo previa arrecadação de R$ 3,8 bilhões e o resultado final somou R$ 2,9 bilhões. “Foi um bilhão a menos porque não venderam todas. A gente pode refazer essa licitação com reavaliação de preço”, sugeriu. Bernardo previa duas ameaças ao leilão: a crise na Europa (onde estão baseadas a italiana Tim e a espanhola Telefonica/Vivo) e as obrigações impostas pelo edital às vencedoras.
As companhias que levaram as quatro principais faixas assumiram, automaticamente, compromissos com a zona rural (usando a faixa de 450 Mhz). Além disso, operadoras terão a responsabilidade de garantir 4G em todos os municípios com mais de 30 mil habitantes até 2017, totalizar a cobertura de 3G gradativamente até 2019 e reservar cotas de aquisição para equipamentos fabricados no Brasil.
“O Brasil tem a vantagem de ser mais flexível com o cumprimento do contrato. Acho que assim abrimos a porta para essa tecnologia nova entrar praticamente na mesma época que os países do primeiro mundo”, acredita Bernardo. Ele ainda responde a uma das críticas feitas ao leilão, que ironiza a implantação de uma nova tecnologia móvel, enquanto o País não possui uma cobertura completa e eficaz da rede 3G.
3G chegou tarde
“Na verdade, foi O 3G que entrou atrasado no Brasil, tanto que tivemos que colocar obrigações para a universalização da cobertura nesse leilão. Mas, no fim, vamos ficar com uma tecnologia absolutamente atual nos próximos anos”, referindo-se ao 4G, que deve entrar em operação nas capitais-sede da Copa das Confederações no primeiro semestre de 2013.
O membro do governo acredita que o 3G, que, segundo ele, “vai ser usado ainda por vários anos no Brasil”, será beneficiado da implantação do 4G. “Além de diminuir o tráfego nas redes 3G, que já estão saturadas, melhorando sua qualidade, a migração de clientes de maior poder aquisitivo para o 4G pode reduzir o preço do 3G”, aposta.
Preço
Para o ministro, com o tempo e com o aumento da competição o preço da rede 4G e dos aparelhos – fabricados especificamente para atender a tecnologia LTE, do 4G – deve cair. E adiantou medidas de desoneração que podem contribuir para a queda.
“Estamos quase acertados no governo, tanto com a presidenta Dilma quanto com o Ministério da Fazenda, de reduzir o preço do smartphone”, anunciou. “Vamos incluí-lo na Lei do Bem. A decisão já foi tomada, está tudo conversado.”
Paulo Bernardo já vê como certo ainda medidas de desoneração para equipamentos e materiais de infraestrutura (como torres e dutos), o que deve causar uma queda de 30% no custo total de implantação para as empresas; e na aprovação, na Anatel, da regulamentação sobre competição que prevê o compartilhamento de infraestrutura entre as operadoras. “Está tudo ligado: Plano Nacional de Banda Larga, 3G, 4G, internet rural. A ideia criar medidas para melhorar a condição da internet no País.”
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Operadora coreana quer trazer 4G ao Brasil
- 16 de maio de 2011|
- 19h30
Por Agências
Karla Mendes
BRASÍLIA
A SK Telecom, maior operadora de telefonia móvel da Coreia do Sul, quer oferecer banda larga de quarta geração (4G) no Brasil. A informação foi dada nesta segunda-feira, 16, pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve na semana passada na Coreia. Segundo o ministro, os coreanos querem ofertar banda larga 4G na faixa de 2,1 GHz, por meio de duas tecnologias associadas: uma via rádio e outra via satélite.
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Bernardo explicou que a faixa destinada a princípio para a quarta geração de telefonia móvel é a de 2,5 GHz, mas já encaminhou para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a proposta dos coreanos da faixa de 2,1 GHz, que tem um espaço ocioso. Uma vez aprovada a proposta, será realizado o leilão. “Se houver convencimento das autoridades, poderemos fazer o leilão”, ressaltou.
O interesse dos coreanos nessa faixa, segundo o ministro, é a vantagem de oferecer banda larga via rádio com longo alcance de distância e alta velocidade. “Dá para fazer um serviço eficiente, e é mais barato que fibra ótica”, observou Bernardo.
/ AGÊNCIA ESTADO
Dilma quer incluir operadoras de celular no PNBL
- 20 de abril de 2011|
- 19h10
Por Agências
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta, 20, que a presidente Dilma Rousseff quer que sejam convocadas para atuar no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além das concessionárias de telefonia fixa — que têm a obrigação de universalizar o serviço — , também as operadoras autorizadas e as empresas de telefonia móvel e de TV por assinatura — que não possuem metas de universalização.
“Ela me estimulou a conversar com todos os setores: operadoras móveis, TV a cabo e as que não são concessionárias”, disse Bernardo, depois de participar de uma reunião com a presidente.
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Segundo o ministro, está descartada a possibilidade de oferta de banda larga no PNBL com velocidade abaixo de 1 megabit por segundo (Mbps). Além disso, de acordo com Bernardo, a presidente quer que as empresas apresentem uma proposta de aumento da velocidade até 2014.
“Nós precisamos oferecer para o consumidor brasileiro a melhor internet que temos condição hoje”, afirmou. Para isso, a presidente quer a atuação das empresas em duas frentes: uma focada nos movimentos de popularização do serviço e outra nos investimentos de infraestrutura para suportar o aumento da velocidade.
Sobre a possibilidade de se fazer um acerto de contas para cobrir possíveis déficits das empresas na implantação do serviço, o ministro disse que levou “uma bronca” da presidente, que quer que o ministério endureça as negociações com as empresas.
Para maximizar a expansão da infraestrutura de banda larga, Bernardo disse que a presidente quer a Telebrás atuando fortemente na construção de redes de fibras óticas. Para isso, a presidente até admite a destinação de recursos do Orçamento da União até o limite de R$ 1 bilhão por ano, segundo o ministro.
/ Karla Mendes (AE)
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• Faixa adicional
• Quanto mais longe e ao norte, mais caro se paga
Governo revisa plano de banda larga
- 16 de março de 2011|
- 14h43
Por Agências
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O governo vai rever o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e incluir estados como Roraima e Amapá, que, hoje, não estão contemplados nas áreas inicialmente previstas para ter cobertura do programa do governo que tem como meta levar internet rápida por um preço acessível para todos os municípios brasileiros.
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“Nós vamos rever o Plano Nacional de Banda Larga e incluir todos os estados”, afirmou há pouco o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.
O compromisso do ministro foi uma resposta ao questionamento da senadora Ângela Portela (PT-RR), durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. Segundo Bernardo, a Eletronorte usa uma linha de transmissão da Venezuela para abastecer Roraima e a rede de fibras óticas dessa linha será usada para levar banda larga para a região Norte.
O ministro destacou também que está havendo “multiplicação de esforços” para interligar a infraestrutura de fibras óticas nos países da América do Sul. Segundo Bernardo, foi assinado um protocolo de intenções com a Argentina e negociações com o Paraguai, através da linha de Itaipu. O financiamento da expansão dessa infraestrutura seria feita com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O ministro informou que ontem esteve reunido com representantes do BID para tratar do assunto. Nos próximos dias, informou Bernardo, deve ser formalizada a Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.
/ Karla Mendes (Agência Estado)
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