Estadão.com.br

Mercado de PCs cai 16% em um ano no Brasil

  • 23 de maio de 2013|
  • 18h12

Por Redação Link

Apesar da queda anual, houve recuperação nas vendas de computadores entre fevereiro e março

Rodrigo Petry

SÃO PAULO – As vendas de computadores no Brasil recuaram 16% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo balanço da consultoria IDC. No total foram vendidos no Brasil 1,4 milhão de máquinas. As vendas de desktops (computadores de mesa) registraram uma queda de 25% em março sobre o mesmo mês do ano passado, enquanto as de notebooks caíram 8%.

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Apesar da queda anual, o resultado de março apresentou uma recuperação frente a fevereiro, em razão da recomposição dos estoques das varejistas e de compras do governo. Sobre o mês de fevereiro, as vendas de março subiram 37%, puxadas pelos computadores de mesa cujas vendas subiram 38%.

/ AGÊNCIA ESTADO E REDAÇÃO LINK

Um computador por habitante até 2016

  • 18 de abril de 2013|
  • 13h33

Por Agências

Segundo pesquisa da FGV, hoje o País tem  118 milhões de computadores em uso – três aparelhos a cada cinco habitantes

SÃO PAULO – O Brasil deve contar com um computador por habitante até 2016 segundo a 24ª Pesquisa Anual de Uso de TI, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A previsão foi adiantada em um ano.

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Pesquisa destaca o crescimento dos tablets, que agora se juntam a PCs e notebooks. FOTO: Reuters

Pesquisa anterior estimava que a média de um computador por habitante seria alcançada apenas em 2017, mas o crescimento da venda de tablets provocou a aceleração do processo.

Em 2013, a pesquisa calcula que o Brasil tenha 118 milhões de computadores em uso, o que equivale a três equipamentos a cada cinco habitantes. Até 2014, a FGV estima que serão duas máquinas para cada três habitantes.

“Estamos antecipando em um ano o que previmos no ano passado por conta do crescimento maior de unidades vendidas e o principal motivo são os tablets”, afirmou o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles.

A pesquisa consultou um universo de mais de 5 mil empresas médias e grandes para analisar a utilização de tecnologia nas companhias.

/AGÊNCIA ESTADO

Censo hacker

  • 14 de abril de 2013|
  • 18h59

Por Redação Link

Ele usou um software robô para invadir roteadores em todo o mundo e criar o mapa mais completo – e ilegal – já feito da internet

Christian Stöcker  e Judith Horchert
Der Spiegel

Qual é o tamanho da internet? Um hacker anônimo afirma ter obtido a resposta a esta pergunta usando meios ilegais, mas eficazes. O resultado é uma fascinante reflexão do uso online em todo o mundo. Em alguma parte deste planeta está um hacker cujas emoções variam entre o orgulho e o medo. Orgulho porque ele fez o que ninguém conseguiu fazer até hoje. E medo porque isso é ilegal em praticamente todos os países do planeta.

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Ele mediu a internet inteira como ela estava em 2012. Para isso, ele usou ilegalmente uma ferramenta que facilitava o acesso a computadores de outras pessoas em todo o globo.

O hacker simplesmente queria descobrir o número de aparelhos online que podiam ser abertos com a senha padrão. Foi o que ele disse numa espécie de relatório de pesquisa sobre o projeto intitulado “Censo da Internet 2012”. E ele descobriu que existem centenas de milhares de aparelhos protegidos apenas pela senha padrão comum – ou mesmo não tinham nenhuma senha.

Os roteadores estavam entre os aparelhos mais afetados. Os roteadores recebidos pelos provedores de internet normalmente têm senhas padrão estabelecidas pelo administrador – no geral, “root” ou “admin”. Os fabricantes de roteadores supõem que os usuários mudarão essas senhas ao instalá-los e configurá-los em casa, mas isso raramente acontece.

“Aparelhos não protegidos estão por toda a parte da internet”, escreveu o hacker. Ele descobriu em mais de um milhão de aparelhos que estavam acessíveis no mundo inteiro que “uma grande maioria deles eram roteadores ou decodificadores”. Mas havia também outros tipos de aparelhos, incluindo “sistemas de controle industriais” e “sistemas de segurança de porta”.

Os riscos à segurança expostos no trabalho realizado pelo hacker são vertiginosos.

As falhas de segurança não estavam nas senhas de redes locais sem fio (WLAN), que os usuários configuram ou já vêm na parte de trás do roteador. Era na senha com a qual temos acesso ao sistema do roteador – que não deveria ser acessível a partir da internet.

Quando o computador usado pelo hacker para escanear encontrava um roteador ou outro aparelho com uma porta aberta e condições favoráveis, ele baixava uma cópia e a partir dali escaneava outros aparelhos. O número cresceu exponencialmente. Depois de um dia, ele já controlava cerca de 100 mil aparelhos, que formaram o núcleo do seu “Carna Botnet” – nome baseado na deusa romana dos órgãos e da saúde, e mais tarde associado a portas e dobradiças.

No total, o Carna Botnet utilizou 420 mil aparelhos para realizar um rápido censo da internet à medida que os roteadores hackeados enviavam sinais de endereços IP e aguardavam resposta. Se um aparelho emitia uma resposta, era incluído na contagem. Utilizar este tipo de robô – que é um grupo de programas conectados à internet e que se comunicam – é obviamente ilegal. Os robôs costumam ser usados para envio de spam ou realizar ataques de negação de serviço, os chamados DDoS.

Mensagem para a polícia. O hacker procurou se assegurar de que seu projeto ilegal provocasse o menor dano possível. “Não tínhamos nenhum interesse em interferir no funcionamento normal do aparelho”, ele escreveu.
Depois de ser reiniciado, o aparelho voltava ao seu estado original. A não ser por um detalhe: o robô também carregava um arquivo em cada aparelho com informações sobre o projeto e um endereço de e-mail de contato, “para oferecer feedback para pesquisadores na área de segurança, provedores de internet e a polícia caso tivessem conhecimento do projeto”.

O software foi criado de modo a não ser detectado e com o mínimo de recursos. “Fizemos isso da maneira menos invasiva possível e com o máximo respeito à privacidade dos usuários”, escreveu o hacker. Ele disse também que removeu um malware chamado Aidra de muitos aparelhos que o Carna acessou.

Mas os proprietários de aparelhos acessados poderão não achar o projeto tão inofensivo.
O hacker colocou online todos os dados gerados pelo seu censo da internet, convidando pesquisadores de segurança na área de TI, agências de inteligência e também mafiosos a interpretarem as informações. Mas alguns conjuntos de dados incluem informações sobre qual software está rodando nos aparelhos escaneados, e quais portas reagem a certos tipos de tentativas de contato. Isto pode poupar muito trabalho para criminosos em busca de pontos fracos.

Ao mesmo tempo, a ousada façanha do hacker infelizmente deixa claro como a internet é insegura em muitos aspectos – e isso pode incentivar mudanças.

Assim, quais foram os resultados de fato deste censo? Quantos endereços IP havia em 2012? “Isto depende da maneira como você conta”, ele escreveu. Cerca de 450 milhões “estavam em uso e acessíveis” quando foi feito o escaneamento. Em seguida, havia os IPs protegidos por sistemas de segurança e aqueles com registros DNS invalidados (o que significa que existem nomes de domínio associados a eles). No total, seriam 1,3 bilhões de endereços IP em uso.

Esta cifra está de acordo com o que o conhecido especialista em segurança HD Moore, CEO da empresa de segurança Rapid7, concluiu legalmente no ano passado. Moore disse no site Ars Technica que as conclusões do projeto Carna parecem “bastante precisas”.

O último censo da internet, em 2006, revelou cerca de 187 milhões de endereços IP visíveis. Em outras palavras, a internet vem crescendo rapidamente, mesmo que estes dados sejam um pouco confusos.

A última medição. É importante notar que essas cifras não indicam o número de computadores que estão online. Por trás de cada endereço IP existem vários, às vezes dezenas ou até centenas de aparelhos. Os dados também não revelam nada sobre o tamanho dessas intranets. O Carna só conseguiu ver os computadores de acesso na internet pública.

A versão 4 do protocolo da internet (IPv4) ainda está válida e indica que o tráfego na internet chega a 4,3 bilhões de endereços. O criador do Carna calcula que 2,3 bilhões de endereços IP estão inativos. A introdução da IPv6, que vai substituir a versão 4, aumentará o número de endereços radicalmente – abrangendo 340 sextilhões, a ponto de escaneamentos similares se tornarem quase impossíveis. O que significa que esta pesquisa ilegal do Carna provavelmente será a última.

Então por que o hacker do Carna realizou o censo? “Vi uma chance de trabalhar no âmbito geral da internet, controlar centenas de milhares de aparelhos com um clique do meu mouse, escanear a porta e mapear toda a rede de uma maneira que ninguém fez antes, basicamente para me divertir com os computadores e a internet de uma maneira que muito pouca gente um dia conseguirá”, ele escreveu. /Tradução de Terezinha Martino

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Leia mais:
• Aplicativo traz o mapa da internet
• Universo em construção
• Link no papel – 15/4/2013

Venda de PCs tem maior queda desde 1994

  • 11 de abril de 2013|
  • 13h17

Por Agências

Queda no primeiro trimestre foi de 14% em relação ao mesmo período do ano passado

NOVA YORK – A empresa de pesquisa IDC emitiu um alarme para fabricantes de computadores pessoais, como a Dell e a Hewlett-Packard, afirmando que os embarques mundiais de laptops e desktops recuaram 14% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse foi o maior declínio desde que a IDC começou a publicar os dados em 1994 e marca o quatro trimestre seguido de queda.

Foto: AP

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A Gartner Inc., uma empresa de pesquisa concorrente, previu que as vendas globais recuaram 11,2%, que, segundo a companhia, foi a maior queda desde o primeiro trimestre de 2001. A Gartner disse que a alta da demanda por tablets e smartphones está afetando as vendas de computadores pessoais.

Windows 8. A Microsoft, cujo software está na maioria dos computadores pessoais do mundo, lançou no último outono (Hemisfério Norte) o Windows 8, um sistema operacional completamente remodelado com capacidades touch-screen.

Mas há poucos sinais de que os compradores estejam respondendo ao lançamento. Em uma avaliação extremamente dura, a IDC disse que o Windows 8 não só falhou em estimular a demanda pelo computador pessoais, mas exacerbou a desaceleração das vendas ao confundir os consumidores com características que não se destacam no modo tablet e comprometendo a experiência de computador pessoal tradicional.

“A reação ao Windows 8 é real”, afirmou o analista da IDC Jay Chou sobre o sentimento negativo en torno do software. Segundo ele, não foi apenas o Windows 8 que não atraiu os consumidores, mas as empresas estão mantendo distância também.

A Ricoh Americas Corp., que substitui cerca de um terço de seus 17 mil computadores pessoais a cada três anos e atualiza o sistema operacional para o mais atual disponível, disse que este ano ficará com o Windows 7, lançado em 2009. Tracey Rothenberger, diretor operacional da empresa, afirmou que os benefícios da mudança para o novo software não valem o esforço de treinamento de funcionários para usá-lo. “Eu não acho que haja algo de errado (com o Windows 8)”, disse Rothenberger. “Mas eu acho que há um valor mínimo nas mudanças incrementais que estão nele.”

Os executivos da Microsoft disseram que o Windows 8 levará muitos meses para se popularizar entre os consumidores e, especialmente, com as empresas que geram a maioria dos lucros da gigante norte-americana.

O analista da Gartner, Mikako Kitagawa, não atribuiu a culpa pelos problemas do setor à Microsoft, argumentando que tendências seculares, como o interesse dos clientes em dispositivos móveis com touchscreen, em vez dos computadores pessoais, estão desempenhando um papel maior na queda das vendas. “O Windows 8 está na direção correta”, acrescentou Kitagawa. “Levará um tempo para que o Windows 8 seja adotado.”

Concorrentes afetados. A HP, a maior fabricante de computadores pessoais do mundo, registrou a queda mais forte das vendas mundiais, de 24%, no primeiro trimestre, segundo a IDC. A Dell, que ocupa o quarto lugar nas vendas globais, teve declínio de 11%.

Mesmo a Apple, cujos produtos despertam o interesse dos consumidores em dispositivos móveis, pode não estar imune aos problemas. A terceira maior fabricante de computadores pessoais dos EUA, vendeu 1,4 milhão de computadores, uma queda de 7,5%, no primeiro trimestre, em bases anuais segundo a IDC. A empresa afirmou que a Apple representou 10% do mercados dos EUA no primeiro trimestre, ante 9,4% no ano passado. A Gartner disse que os embarques de computadores da Apple nos Estados Unidos subiram 7,4% em relação ao mesmo período de 2012.

Os declínios das vendas no primeiro trimestre ocorreram após uma particularmente preocupante preparação para o último trimestre do ano passado, durante a qual pesquisadores da indústria começaram a soar alarmes de que o mercado de computadores pessoais registraria sua primeira contração anual em mais de uma década. Enquanto isso, os tablets, como o iPad da Apple, voaram das prateleiras.

Muitos executivos da indústria de computadores esperavam que o Windows 8 iria desencadear um renascimento das vendas de computadores pessoais e tablets. Os fabricantes de computadores montaram uma série de respostas ao iPad, embarcando uma variedade de computadores com novos aspectos, incluindo portáteis, que são convertidos de um modo tablet para um design em concha com um teclado embutido.

Aproximadamente 350 milhões de computadores pessoais são vendidos a cada ano, mas as vendas combinadas de
smartphones e tablets estão superando esses números. Segundo a IDC, 919 milhões de smartphones e 200 milhões de tablets deverão ser vendidos neste ano.

Em um outro revês para a Microsoft, particularmente, as vendas de tablets equipados com o Windows 8 também não foram fortes. O Windows 8 respondeu por apenas 1% dos embarques globais de tablets em 2012, e essa participação deve subir para 7,4% em 2017, disse a IDC. Por outro lado, poucas empresas estão comprando mais computadores pessoais, e quando o fazem, não estão comprando com o Windows 8 – pelo menos não ainda. As informações são da Dow Jones.

/ AGÊNCIA ESTADO

Venda de smartphones cresceu 78% em 2012

  • 14 de março de 2013|
  • 16h38

Por Agências

Total brasileiro agora é de 16 milhões de unidades, diz IDC; tablets e notebooks também crescem, mas PCs caem

SÃO PAULO – As vendas de smartphones no Brasil em 2012 dispararam 78% sobre o ano anterior, para 16 milhões de unidades, segundo levantamento da consultoria IDC divulgado nesta quinta-feira, 14.

No mercado como um todo, foram vendidos 59,5 milhões de telefones celulares. Deste total, 43,5 milhões foram de aparelhos comuns, sem aplicativos de dados.

As vendas de tablets e de notebooks devem continuar crescendo no mercado brasileiro até 2016, enquanto as de desktops devem recuar, segundo a IDC Brasil. Neste ano, o volume de vendas de tablets pode crescer para 5,5 milhões de unidades ante as 2,9 milhões registradas em 2012, segundo dados apresentados pela IDC.

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O total de notebooks será de 10 milhões de unidades, ante 8 milhões em 2012. Já o segmento de desktops terá queda, passando de 6,7 milhões no ano passado para 6,4 milhões em 2013.

De acordo com a analista de mercado da IDC, Camila Santos, “este ano não será favorável para o desktop, mas a partir do ano que vem esse cenário deve mudar por conta dos eventos esportivos”, explicou.

A consultoria também apresentou dados até 2016, quando no Brasil, o volume de vendas de notebooks deve chegar a 15 milhões. A previsão de comercialização de tablets deve ser de 9,8 milhões e a de desktops, de 5 milhões de unidades no ano.

/Kellen Moraes (Estadão)

Computador da Valve chega ao Brasil neste ano

  • 8 de janeiro de 2013|
  • 20h51

Por Murilo Roncolato

A Xi3, que teve uma parte sua comprada pela empresa de games, começa a vender seus computador até o meio do ano

LAS VEGAS – A pequena fabricante Xi3 apresentou na feira Consumer Electronics Show (CES) os novos modelos do seu computador que cabe na palma da mão. Entre eles está o Piston, produto que estreia na feira após a companhia do setor de games Valve, dona da Steam, ter comprado parte da empresa.

O Piston é um protótipo de um tipo de videogame da Valve para rodar jogos de PC nas grandes telas de televisores. Segundo a empresa, se trata de um aparelho com um sistema de games “otimizado” para rodar jogos do Steam em modo “tela grande”.

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“Quando o presidente da Valve viu o nosso produto, as mãos dele tremiam. Era tudo o que ele queria: um computador portátil, com processador e placa gráfica fortes e que consumisse pouca energia”, contou Mauro Barros, o brasileiro que se tornou presidente da Xi3 no Brasil.

A Xi3 tem hoje três modelos que, nos Estados Unidos, custam de US$ 300 a US$ 1 mil. No Brasil, esses valores devem ir de R$ 1.500 a R$ 2.500. As características dos computadores variam conforme os modelos. O processador mais fraco é um dual-core de 2 Ghz, enquanto o top da linha chega com um quad-core de 3,5 Ghz. Todos com placa gráfica ATI que vão de 256 MB a 1 GB.

Os computadores da Xi3 são chamados “modular computers” (computadores modulares) por se tratarem de pequenas caixas com placas devidamente encaixados, mas que podem ser facilmente trocadas ou “atualizadas”, segundo Barros.

“Esse certamente é a nossa vantagem. Quem compra da gente pode ir atualizando as placas depois conforme a tecnologia avança”, conta o brasileiro. Outro ponto forte certamente é a portabilidade dos dispositivos que podem ser adquiridos com uma pequena placa com furos, permitindo que seja facilmente acoplado a qualquer tipo de superfície. Na feira, a empresa exibiu seus computadores unidos a monitores, pela parte traseira (veja abaixo).

Fotos: MURILO RONCOLATO/ESTADÃO

Mauro trabalha na Xi3 há dois anos. Ele conta que ficaram todo esse tempo fazendo estudo de mercado no País e, como resultado, conseguiram clientes importantes como o Banco do Brasil, a Petrobras e a Porto Seguro.

“Todas homologaram nosso produto”, anuncia, adiantando que “até o meio do ano”, já devem comercializar todos os modelos por aqui.

Acompanhe no Link mais novidades sobre a Consumer Electronics Show, direto de Las Vegas.

*O repórter viajou a convite da Consumer Electronics Association.

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Leia mais:
• Direto da CES: a internet está em tudo
As novidades que vêm das pequenas
Las Vegas mostra os eletrônicos do futuro

Raspberry Pi abre loja de aplicativos

  • 17 de dezembro de 2012|
  • 18h58

Por Redação Link

Inventor do computador de US$ 35 diz que há apps educacionais, de produtividade e jogos

SÃO PAULO – Foi inaugurada a loja de aplicativos do Raspberry Pi, o computador educacional de US$ 35. Na Pi Store, usuários podem baixar e subir aplicativos, jogos, ferramentas e tutoriais.

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“Há uma mistura de materiais educacionais e de produtividade – você pode instalar programas como LibreOffice no Pi, por exemplo. Também temos jogos,” explicou Eben Upton, um dos inventores do Raspberry Pi ao site IT Pro.

O Raspberry Pi foi desenvolvido na Inglaterra para introduzir noções de programação de computador para crianças. Para os seus inventors na universidade de Cambridge, na era do tablet sabe-se cada vez menos como funciona um computador por dentro. O Raspberry Pi acabou virando popular entre desenvolvedores e hackers de todas as idades.

A loja tem 25 itens. Incluem cinco aplicativos, incluindo um cliente para ser usado com Spotify, cinco jogos e oito edições da revista MapPi para download gratuito. O único app pago é o jogo Storm in a Teacup, vendido a 1,99 libra.

Upton vê a loja como parte do objetivo principal do Pi. “É também uma modo de crianças desenvolverem e compartilhar programas e potencialmente ganhar algum dinheiro. É difícil dizer a uma criança para estudar muito que quando tiver 20 anos ela vai ganhar dinheiro. É mais fácil dizer estude muito porque você pode ganhar dinheiro hoje”.

Google homenageia pioneira do computador

  • 10 de dezembro de 2012|
  • 17h06

Por Redação Link

Ada Lovelace foi a primeira programadora da história, num tempo onde mulheres cientistas eram vistas com desaprovação

SÃO PAULO – O “doodle” da página inicial do Google homenageia nesta segunda-feira, 10, o 197º aniversário da matemática e pioneira da computação Ada Lovelace. Num tempo em que a participação das mulheres na ciência era vista com desaprovação, Ada se tornou a primeira programadora da história ao escrever um algoritmo para o projeto de computador de seu grande amigo Charles Babbage.

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Ada Augusta Byron King nasceu em 1815, na Inglaterra, filha do poeta Lord Byron. Na tentativa de distanciá-la da influência boêmia do pai poeta, sua mãe a colocou para estudar matemática. Mas Ada mantinha interesse nas duas áreas. Em uma carta, perguntou à mãe se podia ao menos seguir a  “ciência poética”, já que estava proibida de exercer a poesia em si.

Frequentemente doente e acamada, Ada foi educada em sua própria casa por grandes mentes de seu tempo, como William Frend, Mary Somerville, Augustus De Morgan e William King — com quem mais tarde se casaria, tornando-se Condessa de Lovelace.

Em 1833, conheceu o inventor, matemático e engenheiro Charles Babbage e seu projeto “Engenho Analítico”, protótipo que antecipou o computador moderno. Fascinada pela invenção, Ada passou a se corresponder com Babbage, fazendo anotações sobre seu trabalho. Desenvolveu uma maneira de calcular números de Bernoulli usando a máquina de Babbage. Assim, escreveu o que posteriormente seria considerado o primeiro algoritmo computacional.

Em suas anotações, a “encantadora de números”, como Babbage a chamava, predizia que uma máquina como aquela um dia produziria música, gráficos e imagens, além de ser utilizada tanto para atividades práticas do dia a dia como para a pesquisa científica.

“Nunca estou realmente satisfeita quanto a entender alguma coisa; porque, até onde eu entendo, a minha compreensão só pode ser uma fração infinitesimal de tudo o que eu quero compreender”, disse a inglesa, que faleceu com apenas 36 anos de idade.

Computador de 61 anos é religado na Inglaterra

  • 21 de novembro de 2012|
  • 18h33

Por Redação Link

O computador Witch funcionou até a década de 70 e ajudava cientistas a fazer cálculos para pesquisas atômicas

FOTO: DIVULGAÇÃO

Por Mateus Coutinho

SÃO PAULO – Do tamanho de uma sala e pesando 2,5 toneladas, o computador mais antigo do mundo foi reativado na terça-feira, 20, no Museu Nacional da Computação da Grã Bretanha, quase 40 anos depois de ser usado pela última vez.

O computador começou a funcionar em 1951. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com a capacidade de fazer cálculos na mesma velocidade que um ser humano, o Wolverhampton Instrument for Teaching Computing from Harwell, também chamado de Witch, começou a ser utilizado em 1951 para ajudar cientistas nas pesquisas atômicas e funcionou até 1973.


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Ele é o único dos poucos computadores da época que sobreviveu e voltou a funcionar graças ao trabalho voluntário de uma equipe do museu que, desde 2009, vinha restaurando o equipamento. Agora os visitantes do museu — localizado no Bletchley Park, há 80 quilômetros de Londres – podem conhecer de perto o equipamento e aprender mais sobre o funcionamento dos computadores já que o Witch, pelas suas dimensões, permite que as pessoas vejam seu funcionamento e suas operações por dentro, diferente dos computadores de hoje.

Entre 1973 e 1997, o computador ficou exposto em no Museu de Ciência e Indústria de Birminham. Depois que o museu fechou, a máquina de 61 anos ficou guardada em um depósito e foi redescoberta em 2008 pelos cientistas, que decidiram restaurá-la.

Confira abaixo o vídeo do momento em que o Witch é religado:

100 anos de Alan Turing no Brasil

  • 11 de setembro de 2012|
  • 18h30

Por Redação Link

Palestras em três cidades do País lembram data; cientista britânica Sue Black é convidada

SÃO PAULO – O centenário de Alan Turing, britânico considerado o pai da computação moderna, está sendo lembrado essa semana em um ciclo de palestras em três cidades brasileiras. O evento é promovido pelo British Council, entidade que promove a cultura britânica pelo mundo.

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A primeira palestra aconteceu nesta terça-feira, 11 na UFRGS, de Porto Alegre. As duas outras palestras serão em Campinas, na quarta (12), e em São Paulo, na quinta (13). As três terão como convidada a cientista da computação inglesa Sue Black.

Sue é Pesquisadora Associada Sênior do Grupo de Engenharia de Sistemas de Software no Departamento de Ciência da Computação da University College, em Londres. Ela também liderou a campanha pela preservação de Bletchley Park, centro de pesquisas onde Turing trabalhou.

A fala da cientista terá como tema “O Twitter salvou o Parque Bletchley?”, onde explicará o papel das redes sociais na arrecadação de fundos para manter suas instalações como centro histórico e turístico.

A palestra em Campinas será realizada na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp (Av. Albert Einstein, 400), a partir das 14h00. A de São Paulo acontecerá no Centro Brasileiro Britânico (Rua Ferreira de Araújo, 741), às 16h30.

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