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Saída da Microsoft antecipa o fim da importância da CES

  • 15 de janeiro de 2012|
  • 19h50

Por Filipe Serrano

Muitos produtos apresentados na feira parecem diferentes e inovadores quando anunciados, mas não decolam no mercado

O apresentador de televisão Ryan Seacrest e o CEO da Microsoft Steve Ballmer durante a conferência da CES, na segunda-feira, 9. FOTO: Dan Gluskoter/EFE

As cortinas se fecham e o que permanece depois de uma feira como a CES é a ideia de futuro que não se concretizará. Muitos produtos parecem diferentes e inovadores quando apresentados, mas não decolam – ou são caros, ou ficam ultrapassados.

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O histórico das últimas edições mostra isso. Não vemos milhões de consumidores comprando docks que transformam smartphones em laptops, como o aparelho que a Motorola levou à CES no ano passado. TVs que reproduzem imagens em 3D – destaque em 2010 – parecem legais nos estandes de shoppings, mas não há produção de conteúdo que justifique tal compra em larga escala.

Assim, é preciso filtrar as tendências de consumo de tecnologia para o futuro – e uma das principais notícias da CES esse ano (a saída da Microsoft) é um bom exemplo disso. A empresa fez sua última participação na feira prometendo um 2012 ativo. Mas a verdade é que ela não conseguiu estar à altura dos grandes do século 21, como Apple e Google.

Seu principal produto, o Windows Phone 7, foi lançado há quase dois anos e recebido com entusiasmo. Mas demorou para chegar ao mercado, deixando o caminho livre para os concorrentes. Há um ano, a empresa e a Nokia se uniram, mas só agora a parceria chegou às lojas. Quase um ano – parece pouco, mas no meio digital é muito tempo.

Com o histórico de líder de mercado de software, a empresa não deve ter dificuldades em convencer fabricantes de computadores a adotar o novo Windows. Já o consumidor, que hoje têm preferido comprar tablets a computadores, terá de ser convencido que um tablet ou PC com Windows 8 realmente será um opção frente ao iPad e outros concorrentes. No fim, a maioria das pessoas deve ignorar as vantagens de uma nova interface de toque e vai comprar um computador pensando em necessidades práticas – que é acessar a internet e usar softwares para trabalhar.

Antes da abertura da feira, a despedida da Microsoft foi vista como um enfraquecimento da CES e um questionamento sobre a real importância de feiras desse tipo.

Hoje o cenário não parece ser tão pessimista. Uma pesquisa da consultoria GfK Digital World estima um ano positivo para o setor de eletrônicos. As vendas globais podem superar US$ 1 trilhão pela primeira vez (estimativa feita para 2012), apesar de uma queda no ritmo de crescimento, que deve cair de um aumento de 11% em 2011 para 5% neste ano. A entidade também tentou afastar os temores sobre o futuro da feira, dizendo que esta edição da CES foi a maior em espaço de exposição nos 44 anos da feira.

Mas, em uma época que a inovação tecnológica parte não dos fabricantes de eletrônicos mas de empresas de internet e desenvolvedores de aplicativos para smartphones e tablets, é difícil prever que a CES continuará a ter importância daqui a 10 anos ou menos.

A principal fabricante que têm ditado o rumo da inovação, a Apple, faz seus próprios eventos de lançamentos e não divide a atenção em feiras. Com a saída da Microsoft, que têm sido uma das principais empresas a participar do evento na última década, alguém ocupará o espaço deixado pela fabricante de software. Mas será um posto difícil de manter, pois terá de ser capaz de apontar um futuro de tecnologias menos mirabolantes e mais voltadas ao real interesse das pessoas.

Filipe Serrano é editor-assistente do Link

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Futuro próximo

  • 15 de janeiro de 2012|
  • 19h50

Por Camilo Rocha

As novidades da CES – maior feira de tecnologia dos EUA – ainda dão fôlego a um evento que perde cada vez mais sua importância

Conexão ubíqua. Óculos de esqui mostrado na CES tem tela interna que exibe o mapa da pista. FOTO: RICK WILKING/REUTERS

O discurso de abertura da Consumer Electronics Show (CES) ficou a cargo do CEO da Microsoft, Steve Ballmer. Ele focou bastante no Windows 8, nova versão do sistema operacional mais usado no mundo. Mas não falou em data para o lançamento (uma diretora da empresa, em entrevista ao site Pocket Lint, cogitou outubro).

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Ballmer exaltou também o Windows Phone, a plataforma para smartphone da empresa, arma para ganhar terreno no concorrido mercado dominado pela Apple e pelo Google. Para isso, a empresa uniu forças com a Nokia, que adotou o sistema em seus novos smartphones. Houve menção também ao Kinect, o sensor de movimento do videogame Xbox 360 que agora ganha uma versão para PC, que sai no começo de fevereiro (já em pré-venda).

O mais significativo do discurso é que ele era uma despedida. A CES 2012 foi a última a contar com a participação da Microsoft. Ela segue o exemplo da Apple, que, fiel a seu hábito de criar um mundo só dela, nunca colocou os pés na CES.
O fato de um dos gigantes da tecnologia estar pulando fora da feira é um sinal suficientemente forte de perda de relevância. Mas não é o único: cada vez mais, as novidades que cativam o público e que moldam o mercado estão ligadas mais a software do que a hardware. Estamos falando de redes sociais, aplicativos, conteúdo online, e não de novas peças de plástico e metal.

Ainda assim, aparelhos como as TVs 3D de telas finíssimas (a LG chegou a 1 milímetro nesse ano), tamanhos magníficos (a recordista foi também a LG com um display de 84 polegadas) e imagem fantástica continuam impressionando. Entre estes, ninguém impressionou mais que a Samsung com sua tela OLED de 55 polegadas, a maior do mundo do tipo. A tela OLED não tem luz por trás e permite contraste bem mais acentuado entre as cores.

Outro recurso que marcou a CES 2012 foram as novas telas 3D autoestereoscópicas, que dispensam óculos. Esse novo formato de visão tridimensional foi demonstrado na CES em protótipos de alguns fabricantes (LG, Samsung e Sony).

Uma questão que um evento como a CES levanta é se não há eletrônicos demais competindo pelo mesmo cliente. São dezenas de opções de smartphones, tablets, notebooks, TVs e aparelhos de Blu-ray disputando os olhos e ouvidos de um público que tende a ficar mais e mais confuso com tanta diversidade, siglas e pequenas variações entre os modelos.

O mercado dos tablets é emblemático. Enquanto a Apple e seus iPads reinam, dezenas de modelos de sistema Android se digladiam por espaço em um futuro incerto. No meio desse tumulto, o consumidor tende a ver a empresa como porto seguro: ele já ouviu falar que é bom. Em 2011, foram 40 milhões de iPads vendidos no mundo ante 4 milhões de tablets Android.

Sem falar que todo esse novo setor de tablets já desestrutura o laptop tradicional. Agora repaginado como ultrabook – um produto mais fino e leve (seguindo caminho aberto pela Apple e seu MacBook Air)–, o notebook tenta represar a irresistível onda da computação pessoal em direção ao tablet. Por isso, prevê-se que a Apple se torne a maior fabricante de computadores do mundo em 2012, destronando a HP.

Entre os mais de 20 ultrabooks expostos na feira, chamaram mais atenção o XPS-13, da Dell, o Spectre, da HP, e o IdeaPad Yoga, da Lenovo. Falando em Dell, a marca anunciou sua rendição ao tablet na CES. Garantiu que até o fim do ano, seu primeiro modelo chega às lojas. Mas com cautela: sua concorrente HP amargou fracasso na área.

Uma característica que está por toda CES 2012 só confirma esse contexto onde o software é o centro de tudo: a conectividade. Já estamos conectados até o pescoço via computadores, smartphones e consoles de games. Agora, é a vez das smart TVs – as TVs com internet.

Logo atrás vem os eletrodomésticos conectados (smart appliances), parte da tendência chamada de “internet das coisas” (leia mais na página 2). As coreanas LG e Samsung lideram essa nova corrida. A primeira mostrou na CES uma geladeira que avisa o que está faltando e sugere receitas baseado no que tem dentro dela. A segunda foi um passo além, com um refrigerador que traz um aplicativo de compras, em que você faz o pedido do que precisa. O sistema já está sendo testado na Coreia.

A Samsung também demonstrou uma máquina de lavar que pode ser controlada via smartphone e avisa quando a roupa está pronta. A americana Whirlpool também expôs uma lavadora que se conecta com o celular.

A conectividade nos automóveis também apareceu na feira. A Ford apresentou o modelo Escape, em cujo painel vem instalada uma central conectada que responde a comandos de voz ou do volante e traz telefone, previsão do tempo, navegação e entretenimento. De acordo com dados da CEA, associação que organiza a CES, o valor dos aparelhos instalados em carros cresceu 16% em 2011 nos Estados Unidos e deve atingir US$ 7 bilhões neste ano.

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Tendências da vitrine

  • 15 de janeiro de 2012|
  • 19h50

Por Redação Link

De televisor a fogão, passando por tablets e pen drives, os lançamentos da CES ditam o rumo dos produtos eletrônicos que devem chegar às lojas neste ano

1. A bateria externa Sherpa 50 da Goal Zero pode ser recarregada pela rede elétrica ou usando a energia solar. É útil para manter tablets ou smartphones funcionando onde há muito sol e nenhuma tomada disponível.

2. O fogão Thermador Freedom não tem bocas. Funciona por indução de calor, aquecendo a panela e não a superfície. E a panela pode ser colocada em qualquer lugar dessa superfície.

3. A Samsung mostrou a maior TV com tela OLED do mundo (55 polegadas). A tecnologia OLED não precisa de luz atrás, resultando em contraste melhor.

4. Em estilo vintage, a X-Pro1 foi um dos principais destaques da Fujifilm e das câmeras em geral na CES. Faz fotos de até 16 MP e outras lentes podem ser acopladas. A máquina também filma em HD.

5. O Lumia 900, da Nokia, faz parte da primeira safra da empresa a vir com sistema operacional Windows Phone 7. O modelo foi escolhido pela empresa para abrir caminho no mercado norte-americano.

6. O iCade transforma o iPad em uma máquina de fliperama como as antigas. Ideal para deixar o Angry Birds de lado um pouco e se divertir com games que fizeram sucesso três décadas atrás, como os clássicos Pac Man e Space Invaders.

7. O Xperia S é o primeiro smartphone da Sony que não é mais Ericsson. Apesar da câmera de 12 MP e do processador de 1,5 GHz, ele não traz a última versão do sistema operacional Android.

8. O A.R. Drone, da Parrot, é um pequeno quadricóptero (tem quatro hélices) com uma câmera no nariz. O usuário controla o brinquedo (e enxerga o que o aparelho vê) via iPhone ou iPad e também pode filmar.

9. Lavadora Waterwise, da LG, promete lavar a louça com apenas nove litros de água (uma pessoa costuma gastar 60).

10. O tradicional canivete suíço, fabricado pela Vitorinox, apareceu na CES 2012 com um extraordinário upgrade. O modelo exibido vem com um pen drive com capacidade de 1 terabyte (mil gigabytes!).

11. A linha de tablets Galaxy, da Samsung, ganhou mais um modelo, o Galaxy Tab 7.7. Ele não tem a versão mais recente do Android e é compatível com redes 4G LTE.

12. O Droid XYBoard 8.2, da Motorola, também foi exibido. Ele usa o Android 3.2, mas pode ser atualizado para a versão 4.

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Operadora quer mudar transmissão de vídeo

  • 13 de janeiro de 2012|
  • 15h19

Por Agências

Na CES 2012, executivo da Verizon conta que plano é enviar vídeos aos poucos, evitando horários de picos. Em troca, o download será gratuito

LAS VEGAS – O setor de comunicação sem fio está estudando novas maneiras de prestar serviços de transmissão de vídeo móvel e cobrar por elas, em um esforço para estimular o uso sem sobrecarregar suas redes, declarou um importante executivo de tecnologia da Verizon Wireless.

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A mudança, que acontecerá a partir deste ano, envolve um novo conceito que o executivo, Shadman Zafar, descreveu como “transmissão em gotas”, que envolve o envio gradual de vídeos a aparelhos como os tablets.

O sistema deve vir acompanhado pela chamada cobrança inteligente, sob a qual as operadoras não cobrarão pelo download de determinados dados, declarou Zafar em entrevista à Reuters durante a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas.

“É nessa direção que o setor em geral está olhando”, disse o executivo, que recentemente foi transferido da matriz Verizon Communications para a Verizon Wireless. Na matriz, ele comandava o desenvolvimento de produtos de televisão e internet.

Sob o modelo descrito por Zafar, os consumidores solicitariam um vídeo em seu aparelho móvel antes do momento em que pretendam assisti-lo. O provedor de serviço então transmitiria o vídeo gradualmente, de maneira que não sobrecarregue demais a rede.

Isso envolveria enviar dados fora dos horários de pico ou escolher rotas de rede com baixo tráfego, disse Zafar. Em retorno pela maior demora, o consumidor não teria de pagar pelo download, disse.

Opções como essa tornariam os consumidores mais dispostos a assistir a vídeos em seus celulares e tablets, já que as maiores operadoras de telefonia móvel dos Estados Unidos, Verizon Wireless e AT&T, cobram pelo volume de dados transmitido.

“A ideia é de que o consumidor não pague pelo download de certos dados porque a operadora os transmitiria de maneira diferenciada”, disse Zafar.

Essa capacidade de cobrar preços diferenciados por tipos diferentes de tráfego também teria diferentes usos para as operadoras, disse o executivo.

Zafar mencionou a possibilidade de serviços sob os quais um fornecedor de conteúdo atrai clientes novos ao pagar pelo acesso sem fio a um site ou serviço – em modo semelhante ao de um telefone 0800.

“Seria possível criar novos modelos”, disse Zafar, apontando que a Amazon.com já faz coisa parecida ao embutir o custo de download sem fio de livros eletrônicos no preço desses produtos.

/ REUTERS

ARM não se impressiona com chips da Intel para celular

  • 12 de janeiro de 2012|
  • 16h25

Por Agências

Presidente da empresa classificou esforços da rival anunciados na CES como “razoavelmente bons” 

LAS VEGAS – O presidente da ARM Holdings minimizou o impacto da mais recente tentativa da Intel de abrir caminho pelo mercado de processadores de baixo consumo de energia dominado pela empresa britânica de projeto de chips.

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K800. Primeiro smartphone com Intel

“É inevitável que a Intel conquiste algumas vitórias no projeto de smartphones – e a consideramos um concorrente sério”, disse Warren East, presidente-executivo da ARM, em entrevista durante a feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas. “Mas eles conquistarão a liderança em eficiência energética? Não, claro que não. No entanto, têm muitas outras coisas a oferecer.”

East classificou os mais recentes esforços da Intel como “razoavelmente bons”, mas não verdadeiramente competitivos diante dos projetos da ARM. “Eles (a Intel) têm alguns projetos que não foram criados para celulares, e os transformaram e obtiveram desempenho de energia que é razoavelmente satisfatório para uso em celulares”, disse.

A Intel anunciou seu aguardado ingresso no mercado de chips para smartphones e tablets nos primeiros dias da CES. A empresa revelou planos para celulares da Motorola Mobility e Lenovo equipados com o sistema operacional Google Android e acionados pelo novo chip “Medfield”.

East, cuja empresa licencia projetos para 275 fabricantes de chips, empresas de hardware e de software, e controla a vasta maioria do mercado móvel, diz que a ARM não ficará inerte diante do avanço da Intel.

Ele afirmou que o mais recente modelo da companhia, o Cortex A7, tem desempenho semelhante ao dos processadores usados em celulares inteligentes poucos anos atrás, mas com apenas 20% do consumo de energia.

“As pessoas querem fazer mais com seus celulares, mas o tamanho da bateria não muda”, disse East. “É como ter um carro com um tanque de combustível de tamanho fixo, mas querer guiar por 150 quilômetros a mais. É preciso tornar o motor mais eficiente. E é isso que nossa empresa faz.”

Ele se declarou entusiasmado com o anúncio pela Microsoft de que seu novo sistema operacional Windows 8 rodará em dispositivos que usam chips ARM – uma mudança significativa de estratégia por um dos mais antigos aliados da Intel -, mas disse que esperaria para ver se o sistema funciona bem na plataforma. ”Esperamos muito para que isso acontecesse”, disse. “E eu preferiria esperar mais para garantir que a qualidade não seja comprometida.”

/ REUTERS

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Intel chega aos smartphones com Lenovo e Motorola

Intel chega aos smartphones com Lenovo e Motorola

  • 11 de janeiro de 2012|
  • 19h47

Por Redação Link

Por Nayara Fraga (Radar Tecnológico)

K800. Primeiro smartphone com Intel

SÃO PAULO – A Intel ganhou notoriedade no mercado ao mostrar na feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, que está embarcando no segmento dos smartphones. Suas parceiras nessa nova empreitada, à qual a empresa tenta chegar há anos, serão Motorola e Lenovo.

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Também recém-chegada neste setor, a chinesa Lenovo apresentou no evento o K800 (foto), primeiro celular com chip da Intel, que estará disponível na China no segundo trimestre de 2012. O aparelho tem processador de 1,6GHz, câmera de 8 megapixels, tela de 4,5 polegadas e sistema operacional Android 2.3.

A ideia da Intel é diminuir a força de chips vindos de empresas licenciadas pela britânica ARM — os quais exigem pouca energia e permitem maior durabilidade da bateria em dispositivos móveis. Eles estão presentes na maioria dos smartphones.

A companhia acredita, segundo o The Wall Street Journal, ter alcançado a paridade no consumo de energia com os chips ARM e aposta em vantagens de performance com um novo produto baseado na tecnologia Atom, usado em notebooks de baixo custo.

O interesse da fabricante de chips nos celulares inteligentes vincula-se ao comportamento do consumidor diante das máquinas. Durante o CES, o presidente da Intel, Paul Otellini, afirmou que a preocupação dos consumidores passou a ser “computação pessoal”, e não “computador pessoal”, conta o site de tecnologia ZDNet.

Isso porque os aparelhos em si não são mais tão importantes como antes, explica o site. O mais relevante seria o que o usuário pode fazer em seus dispositivos e como interage com eles.

Google TV recebe novo impulso na CES

  • 11 de janeiro de 2012|
  • 18h56

Por Agências

Lançamentos da Sony e da Samsung dão novo fôlego a plataforma de televisão inteligente do Google

LAS VEGAS – O anúncio de que a Sony continuará apostando no sistema de televisão inteligente Google TV e o lançamento pela LG de uma tela com esta plataforma demonstraram na feira CES que os fabricantes continuam confiando na proposta do buscador.

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Além da guerra por criar televisores cada vez maiores, e de contar com a tecnologia OLED, os fabricantes estão travando uma batalha tão ou mais importante: a corrida por apresentar um sistema de televisão inteligente que acabe se convertendo em um padrão de referência para os usuários.

O Google TV, que encarna a aposta da companhia californiana para integrar televisão e internet, estreou em novembro de 2010 com o dispositivo Revue, da Logitech, com resultados de venda abaixo do esperado, segundo dados do próprio fabricante.

O bloqueio por parte das principais cadeias de televisão dos Estados Unidos pouco após seu lançamento foi outro problema que o Google teve que resolver e que, agora, com os anúncios realizados no Consumer Electronics Show (CES) de Las Vegas, parece coisa do passado.

A força da marca Google, a possibilidade de interconexão da potente frota de telefones Android com este sistema de televisão e as atualizações realizadas no software, que com a versão 3.1 do Android permitem o acesso ao mercado de aplicativos, com mais de cem desenvolvidos para a televisão, parecem ter encorajado os fabricantes a revalidar o sistema.

Na conferência prévia à inauguração do grande evento de Las Vegas, a Sony confirmou seu compromisso de “expandir o número de telas conectadas através do Google TV” com um reprodutor blue ray e uma caixa inteligente equipadas com este sistema.

Estes dispositivos chegarão acompanhados de um novo comando que promete o que já é uma forte tendência: realizar buscas através de gestos e comandos de voz.

Já a LG, que conta com sua própria plataforma de televisão inteligente (Netcast), revelou sua primeira tela equipada com Google TV para não se perder na corrida das televisões conectadas, caso a proposta do buscador acabe sendo a favorita dos consumidores.

A aposta dos fabricantes pela plataforma Google TV chega em momento-chave para a venda de televisores, em um ano no qual eventos esportivos de porte internacional como a Eurocopa de futebol e os Jogos Olímpicos de Londres propiciarão a renovação dos aparelhos.

/ EFE

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Google TV é destaque em abertura da CES
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Carros da Mercedes vão acessar o Facebook

  • 11 de janeiro de 2012|
  • 18h10

Por Agências

Empresa vai apresentar novo sistema de bordo que vem com aplicativo para a rede social integrado na CES 

Empresa também apresentou seu novo modelo de automóvel conversível no Salão Internacional de Automóveis em Detroit nesta segunda-feira, 9. FOTO: EFE

SÃO FRANCISCO – Em restaurantes, nos cinemas e no escritório, verificar o Facebook se tornou um hábito regular para muitos dos mais de 800 milhões de usuários da rede social. Agora, esse hábito cruzou nova fronteira: a do automóvel.

A Mercedes Benz USA vai oferecer acesso ao Facebook em seus veículos, com uma nova versão do serviço que é integrada a um novo sistema telemático de bordo que será apresentado na Consumer Electronics Show (CES), esta semana em Las Vegas.

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Acessar o Facebook na estrada não será a mesma coisa que usar a rede social no computador ou no celular. A versão do Facebook oferecida nos carros Mercedes da Daimler conta com conjunto reduzido de recursos e foi criada especialmente para motoristas; o foco está na localização dos amigos do usuário e de empresas locais.

Mas, de acordo com Dan Rose, vice-presidente de parcerias e plataformas do Facebook, a versão do serviço para a Mercedes reflete a expansão da rede social a um crescente número de ambientes nos quais haja telas e conexões com a internet disponíveis.

“Agora os carros contam com telas inteligentes, e devemos esperar que mais e mais montadoras venham a desejar que essas telas sejam capazes de permitir conexão com amigos do usuário, para aproveitar o contexto social que surge com isso”, afirmou Rose em entrevista.

“Uma das coisas mais importantes que as pessoas fazem nas telas de seus carros é a navegação via GPS; e acreditamos que a capacidade de verificar que amigos estão por perto será realmente interessante para as pessoas”, disse.

Rose apontou para o fato de que o Facebook já vem sendo integrado a televisores, e que diversos fabricantes de televisores pretendem mostrar modelos com integração ao Facebook durante a CES.

A DirectTV mostrará um novo aplicativo de TV social com acesso ao Facebook. O sistema permitirá que as pessoas revelem aos seguidores o que estão assistindo, e que comentem o programa.

No entanto, diferentemente dos televisores, oferecer o Facebook em veículos acarreta preocupações cruciais de segurança, especialmente em um momento no qual os legisladores e defensores de maior segurança no trânsito estão dedicando cada vez mais atenção a fatores de distração de motoristas.

/ Alexei Oreskovic (REUTERS)

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Contra smartphones, câmeras mostram suas armas

  • 11 de janeiro de 2012|
  • 14h15

Por Agências

Modelos apresentados na CES por empresas como Fujifilm e Laica incluem profissionais, 3D e à prova d’água

CÂMERAS DA FUJI EMBAIXO D’ÁGUA NA CES

LAS VEGAS – Os fabricantes de máquinas fotográficas trouxeram potentes câmeras profissionais e 3D para a CES. Seu objetivo é competir com os celulares que têm câmeras fotográficas.

Programas como “instagram” substituíram o laboratório fotográfico, os cartões de memória são os novos carretéis e as redes sociais como Twitter e Facebook se transformaram nos álbuns de fotos do século XXI.

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Parecia impossível, mas os smartphones estão substituindo as câmeras tradicionais, por isso os fabricantes estão se esforçando para fazer produtos de qualidade profissional e com dispositivos inovadores.

A Fujifilm apresentou sua X-Pro 1, uma câmera profissional, que segundo o subdiretor-geral da companhia, Masatake Matsumoto, “combina a última tecnologia com design apropriado”.

O modelo, que será lançado no mercado no final de fevereiro, tem um novo sensor de 16 megapixels, não usa espelhos, apresenta lentes intercambiáveis e de tamanho menor (15mm, 35mm e o macro de 60mm), sem perder a qualidade de imagem e o controle para produzir a foto.

Com essa câmara, a Fujifilm se aproxima de outros fabricantes, como a Laica, que anunciou mais de vinte novos modelos, que tem preços a partir de US$ 100 e que tem características tão variadas como resistência à água ou a captura de imagens em 3D.

Com a premissa de que apenas fazer fotos não é suficiente, é preciso compartilhá-las, a Samsung apresentou modelos de câmaras fotográficas e de vídeo wi-fi.

Outra fabricante que mostrou suas novidades na feira foi a Sony: o modelo Bloggie Live faze imagens de vídeo em qualidade HD, tem microfone estéreo e internet wi-fi. Já a câmera de vídeo Handyman tem um projetor que permite a exposição dos conteúdos a qualquer momento.

A companhia também mostrou novidades como sistemas de compartilhamento, como o Sony Memories, e o estabilizador de imagem SteadyShot, que promete fotografias nítidas inclusive quando o usuário treme o pulso.

/ EFE

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Ideias sustentáveis marcam CES 2012

  • 11 de janeiro de 2012|
  • 13h22

Por Agências

Feira tem credenciais de material reciclado, separação de resíduos e muita tecnologia sustentável

Bateria Sherpa 50 da Goal Zero pode ser recarregada via eletricidade ou com energia solar para, depois, fornecer energia para um tablet ou smartphone. FOTO: Divulgação.

LAS VEGAS – Credenciais de material reciclado, contêineres para separar resíduos e um espaço reservado somente para as novidades tecnológicas sustentáveis, como um netbook com tela solar, fazem desta edição do Consumer Electronics Show (CES) uma das feiras mais sustentáveis do mundo, segundo seus organizadores.

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Nomeada em 2010 como a feira mais ecológica da América do Norte pela revista “Trade Show Executive”, o fórum tecnológico CES mantém seu espírito verde nesta edição com inúmeras iniciativas, como a distribuição de credenciais realizadas com material reciclado. Após o término da feira na próxima sexta-feira, as credenciais também serão recolhidas para serem usadas novamente.

Para transformarem a CES em uma feira sustentável, os organizadores não possuem uma tarefa simples, já que o evento conta com uma superfície equivalente a 37 campos de futebol e uma previsão de mais de 140 mil visitantes. Mas, a cada ano, há uma melhora neste aspecto. A taxa de reciclagem, por exemplo, passará de 68% para 77% e reaproveitará mais de 289,6 toneladas de lixo.

O encontro de eletrônicos de consumo mais importante do mundo também possui uma área chamada “Sustainable Planet” (Planeta Sustentável), a qual recebe empresas com propostas ecológicas em diversas áreas, como as energias renováveis, construção sustentável e outras mais específicas.

O primeiro portátil que funciona com energia solar foi apresentado na CES pela companhia Samsung, a qual também desenhou um netbook com sua superfície coberta com uma placa solar capaz de gerar uma hora de bateria por cada duas horas de exposição ao sol.

A reciclagem de dispositivos da LG, que em sua conferência especificou que a cada ano reaproveitam 10 toneladas de resíduos eletrônicos, e o compromisso com a eficiência energética da Sony são alguns exemplos como as marcas estão cada vez mais preocupadas com as questões ecológicas.

A CES também apresenta alternativas para a rápida obsolescência dos dispositivos tecnológicos com companhias como a Acme Electronic Recycling e a Global Electronic Recycling, que são dedicadas a dar um segundo uso aos componentes de todo tipo de aparatos, além da Waste Management, que propõe soluções de reciclagem para diferentes modelos de negócio.

As energias renováveis também estão se aproximando dos lares graças às propostas de empresas, como a Urban Green Energy, especializada na aplicação da energia eólica nas residências, Solarfocu e Goal Zero, fabricantes de carregadores que funcionam com energia solar.

Todos os esforços dos organizadores da feira para fazer das novas tecnologias uma indústria sustentável são reunidos através do site Greener Gadgets, onde os usuários podem visualizar relatórios sobre os dispositivos mais eco-amigáveis e as alternativas de reciclagem mais adequadas.

/ EFE

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