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‘Em 2020, o computador terá desaparecido’

  • 11 de fevereiro de 2012|
  • 19h10

Por Carla Peralva

Em em seu último dia, a Campus Party recebeu físico americano Michio Kaku, que fez previsões para os próximos 30 anos 

SÃO PAULO – Foram muitas previsões. Algumas com jeito de ficção científica, outras já possíveis de serem vislumbradas em um futuro próximo. Um mundo com lentes de contato tradutoras, lojas de órgãos humanos, robôs enfermeiros, computadores descartáveis e vasos sanitários inteligentes que diagnosticam câncer.

‘Em 2020 o computador como o conhecemos terá desaparecido’, disse o físico Michio Kaku em palestra na Campus Party neste sábado. FOTO: DIVULGAÇÃO

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O responsável por todas essas previsões foi Michio Kaku, um dos grandes nomes da física teórica atual, que fez palestra neste sábado, 11, último dia da quinta edição da Campus Party Brasil.  Professor da Universidade de Nova York, autor de nove livros e um dos autores da Teoria do Campo das Cordas, é chamado de “o físico do impossível” e foi considerado pela New York Magazine uma das cem pessoas mais inteligentes de Nova York.

Em seu último livro, Physics of the Future, lançado ano passado, Kaku faz previsões de como a ciência mudará o o cotidiano das pessoas e o curso da humanidade em 100 anos. No palco principal da Campus Party, ele se restringiu a fazer projeções para os próximos trinta anos.

Segundo ele, nesse período uma nova onda do capitalismo deve surgir e ela será baseada em biotecnologia, nanotecnologia e telecomunicações. E essas áreas determinarão mudanças profundas na economia mundial, na saúde dos seres humanos, no consumo, no mercado de trabalho e, principalmemte, na forma como as pessoas interagem com as máquinas e com a internet.

Se no início do século 19 os cientistas criaram a máquina a vapor e as locomotivas e essas invenções levaram à Revolução Industrial na Inglaterra e a uma época de muita riqueza e prosperidade, explica Kaku, em 1850, a economia mundial colapsou e o mundo entrou em uma época de depressão. Segundo ele, essa foi a primeira onda do capitalismo.

A segunda onda foi marcada pela eletricidade e os automóveis e culminou na Quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. A terceira atingiu seu ponto mais baixo em 2008 e foi marcada pela alta tecnologia — computadores, internet, inteligência artificial, geolocalização.

O físico então, se propôs a prever o que será a quarta onda do capitalismo. Para ele, em 2020, o computador como o conhecemos hoje terá desaparecido. “No futuro, eles estarão em todos os lugares e em lugar nenhum, como a eletricidade.”

Tanto os computadores como a internet estarão mesclados em todos os tipos de aparelhos, como óculos ou lentes de contatos que identificam as pessoas com quem o usuário conversa e mostram informações biográficas sobre ela ou traduzem o que elas estão dizendo. A ideia é que informações online sejam projetadas no mundo offline e mudem a forma do humano interagir com seu meio.

A casa do futuro, segundo Kaku, papeis de parede inteligente que serão uma tela de 360º, em que será possível acessar todos os tipos de informação sem a necessidade de controles específicos, usando apenas movimentos, a fala e o pensamento.

O computador chegará até ao banheiro, com vasos sanitários equipados com chips que analisam proteínas da urina e alertam caso algo esteja errado, sendo possível inclusive diagnosticar possibidade de câncer por esse método. “A palavra tumor não esitirá mais no nosso vocabulário”, afirma Kaku.

E parece mesmo ser a área da saúde que a maior revolução se derá. Segundo o professor, os chips ficarão cada vez menores, pequenos o suficiente para conter uma câmera e um localizador e caber em uma pílula e para criar aparelhos de ressonância magnética do tamanho de um maço de cigarro. Tudo isso para ajudar no diagnóstico de doenças.

Entre as pesquisas atualmente em curso no campo da medicina que serão comuns nas próximas décadas Kaku cita nano partículas capazes de destruir s células cancerosas uma a uma, CDs que carregam o código de DNA de uma pessoa e que servirão como um manual de instruções de cada corpo, e chips implantados diretamente no cérebro que permitirão que deficientes recuperem capacidades comunicacionais e motoras.

Além disso, Kaku diz que a “loja de órgão humanos” não é uma realidade distante. Se hoje já é possível criar pele, bexiga, ossos e células sanguíneas em laboratório, “no futuro, criaremos qualquer tipo de tecido a partir das células do próprio paciente”, diz o americano.

População. Melhorias na saúde devem causar um movimento já observado claramente no Japão: o envelhecimento da população e a necessidade do desenvolvimento da robótica para lidar com as novas necessidades de cuidados demandadas pelos idosos.

Se, de acordo com Kaku, a robótica ainda produz apenas robôs com o intelecto semelhante ao de uma uma barata, em 30 anos, teremos robôs com a inteligência de mamíferos e capazes de ajudar nos cuidados de humanos.

Com robôs cada vez mais inteligentes, muda também o papel do ser humano na cadeia produtiva. Somem os trabalhos repetitivos e “de mediação” (atendentes, por exemplo) e criam-se trabalhos que demandam criatividade, imaginação, liderança e sensibilidade.

Começa-se assim uma nova fase do capitalismo, o chamado capitalismo intelectual, quando, segundo Kaku, as economias mundiais começarão a ser pautadas pelo índice de desenvolvimento intelectual que a população de cada nação tem a oferecer para o desenvolvimento tecnológico.

Kaku acredita que nos próximos anos veremos o surgimento do que ele chama de “capitalismo perfeito”, a perfeita conjunção entre consumo e informação, quando todo o consumidor saberá quanto custa, como foi produzido e como está sendo taxado o produto que ele decidiu levar para casa.

Se isso parece uma realidade muito distante? Não para Kaku. “As nações sempre tentarão controlar as informações, mas elas estão enfraquecendo ano após ano. Não há mais jeito de controlar a internet e a livre troca de informações”, afirma.

O humor como tecnologia

  • 10 de fevereiro de 2012|
  • 22h14

Por Redação Link

Christina Xu, cofundadora da Rofl Con, fala sobre a importância do riso na internet

Por Paula Carvalho

SÃO PAULO – Assim como as diversas ferramentas listadas por Marshall McLuhan em Os meios de comunicação como extensões do homem, o humor pode ser considerado uma tecnologia inventada para lidar melhor com assuntos delicados e fazer que as pessoas se aproximem mais. É nisso que Christina Xu, cofundadora da Rofl Con, acredita.

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Muitas vezes usado nocivamente, o humor também pode tornar as pessoas mais motivadas a participar de projetos e mais identificadas entre si. Ele comunica com facilidade, mas é difícil de ser percebido entre governos controladores e pode ser eficaz ao fazer críticas, como quando os episódios de rádio do Superman contribuíram para que a Ku Klux Klan perdesse força nos Estados Unidos.

A Rofl Con, similar ao festival Youpix no Brasil, é um evento norte-americano realizado no Massachussetts Institute of Technology (MIT) que discute cultura de internet e reúne participantes famosos nessa área — de Vincent Connare, criador da fonte Comic Sans, a Fred Turner, diretor do departamento de comunicação da Universidade Stanford. Além disso, Christina também possui dois outros projetos: o Awesome Foundation e o Institute of Higher Awesome Studies.

A fundação Awesome surgiu com uma ideia simples: se dez amigos se juntarem e cada um doar a quantia de US$ 100 é possível financiar algum projeto — desde patrocínio a artistas de rua à criação de sistemas de satélites caseiros que mapeiam comunidades. A fundação gerou o instituto Higher Awesome Studies, que envolve projetos com um perfil mais sério, como crowdsourcing para financiar jornalistas independentes.

Christina, que estudou história da ciência na faculdade, acredita que é melhor fazer coisas pelo bem do mundo com humor do que sem ele — o que pode ser utópico em lugares como a Síria, em que o cartunista Ali Ferzat teve suas mãos quebradas — mas tem funcionado entre seus projetos.

Contra fuzis, celulares

  • 10 de fevereiro de 2012|
  • 18h28

Por Camilo Rocha

Na Campus Party, três ativistas falam sobre suas experiências de usar a internet como forma de articulação para mudanças sociais  

Leila Nachawati, Olmo Galvéz e Charles Lenchner. FOTO: Cristiano Sant´Anna/Divulgação

SÃO PAULO – No palco principal da Campus Party, a blogueira sírio-espanhola Leila Nachawati conta como o telefone móvel é uma arma fundamental na resistência contra a violenta repressão do ditador Bashir al-Assad. “Mandem celulares para a Síria!”, é um dos pedidos de uma lista mostrada no telão, que inclui também se manifestar no Twitter contra o líder russo Medvedev (@MedvedevRussiaE) e protestar na embaixada síria mais próxima.

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É com câmeras de celulares que os manifestantes conseguem tirar fotos e filmar onde a mídia tradicional não chega (jornalistas estrangeiros não podem entrar no país). E é através de celulares que a informação dribla o cerco da ditadura e chega ao YouTube e ao Twitter, entre muitos outros canais.

O momento ativista da Campus Party trouxe para o palco, além de Leila, o espanhol Olmo Galvéz, participante do movimento Democracia Real Ya!, e Charles Lenchner, ligado ao Occupy Wall Street.

Leila descreve horrores praticados pelo regime sírio (um ativista que filmava uma passeata teve os olhos arrancados; outro que entregou flores a um soldados foi torturado até a morte). Conta que só consegue estar em um evento como esse porque mora na Espanha. E dá exemplos que provam que a resistência tem na criatividade outra arma poderosa: mostra uma foto de adolescentes com a boca amordaçada e um cartaz praticamente todo em branco. “É para alertar que é o silêncio da maioria que permite que o regime continue no poder”, explica.

O espanhol Galvez entra em seguida. Se os sírios lutam por algo tão básico quanto a democracia, ele mostra como, mesmo num país da Europa ocidental, não faltam causas para abraçar. No caso da Espanha não é preciso procurar muito: o desmprego no país está na casa dos 22%; entre os jovens é quase 50%.

Na tela do palco principal, Galvez expõe outros problemas, menos repercutidos fora do país. Com o título “A Espanha que você não vê”, a apresentação lista frases como “País assolado por escândalos de corrupção”, “Falta de transparência nos partidos políticos”, “Mídia convencional controlada” e “147ª posição no ranking de facilidade para abrir um negócio, atrás do Congo”.

Contrastando com o estilo mais sóbrio e sério de Leila e Galvez, o americano Lenchner parte para táticas de engajamento de plateia. Inicia sua participação pedindo que levantem a mão aqueles que já participarem de uma manifestação. A maioria levanta. Depois, começa a dividi-los por causa: “Quem já fez passeata por minorias?” “Quem já falou contra a corrupção?” e assim por diante. Os braços levantados rareiam. Depois, o homem do Occupy Wall Street pede que a plateia repita frases de um slogan do movimento. A plateia não se empolga e Lenchner brinca: “Vou pensar que foi por causa da tradução”.

O ativista parte para a explicação das estratégias digitais do Occupy Wall Street e exalta a importância dos agentes livres. São pessoas “como vocês”, não envolvidas diretamente com a organização, mas que estão espalhando a palavra na rua e nas redes.

Ele conta que a organização encoraja todo tipo de mensagem em favor do movimento. “Nunca dizemos, ‘não faça, não sabemos se vai funcionar’. Para nós, tudo tem que ser tentado, depois vemos o que funcionou ou não.” Ele exemplifica com o tumblr We Are The 99 Percent, onde pessoas postam fotos com cartas relatando suas dificuldades. “Não tenho emprego, estou perdida, estou brava, sou 99%, nascida nesse mundo à medida em que ele desmorona”, diz a mensagem de uma moça de 19 anos, casada com um militar “muito trabalhador”.

A inconstância da plateia durante a apresentação do trio sugere que a maioria dos campuseiros não está especialmente empolgada com o ativismo 2.0. “Mudar o mundo é mais excitante que qualquer jogo de computador”, diz uma frase no telão, ao final da exposição de Lenchner. Muitos aqui discordariam.

Novas redes sociais na Campus Party

  • 10 de fevereiro de 2012|
  • 9h00

Por Murilo Roncolato

Jovem Nerd e diretor da Wikimedia Foundation anunciam suas redes sociais durante o evento de tecnologia em São Paulo

SÃO PAULO – Pelo menos duas redes sociais foram lançadas durante a Campus Party. Uma delas é a SkyNerd, que pertence ao site da dupla do Jovem Nerd. A outra foi anunciada pelo diretor da Wikimedia Foundation (organização responsável pela Wikipedia), chamada Ayoudo (palavra criada para fazer referência a “ajuda”), que deve incentivar ações de colaboração fora do plano virtual.

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Deive Pazos (Azaghâl) e Alexandre Ottoni (Jovem Nerd) já haviam anunciado ao Link que a rede social deles iria ao ar durante o evento do Anhembi, acompanhada de uma reformulação completa do site, além da publicação de um logo oficial para a marca.

O acesso à rede ficará restrito às pessoas que fizeram pré-cadastro no ano passado. O diferencial será a inclusão de um sistema à la RPG, com os perfis ganhando experiência e “ouro” (a serem gastos na Nerdstore) a partir do número de interações, etc. “Tínhamos que atualizar para trazer ferramentas de interação e criar um jeito de preservar as ótimas discussões que iam se perdendo com o tempo”, conta Ottoni.

Ajuda. O objetivo da rede social anunciada por Kul Wadhwa é o de gerar interações reais, fora da internet. Com o botão “Do” (que poderá significar “faça”), o site deve fazer com que pessoas exponham problemas que possam ser resolvidos com uma “mãozinha”. “Vocês precisam sair do hábito de serem somente consumidores na rede e passarem a ser também produtores”, disse.

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Brasileiros produzem pouco para a Wikipédia
Evolução nerd

Brasileiros produzem pouco para a Wikipédia

  • 9 de fevereiro de 2012|
  • 21h15

Por Murilo Roncolato

Diretor da Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, diz que Brasil está abaixo da média mundial na colaboração da Wikipédia

SÃO PAULO – O diretor da Wikimedia Foundation, organização que controla a enciclopédia digital Wikipédia, foi um dos palestrantes a subir no palco principal da Campus Party nesta quinta-feira, 9. Kul Wadhwa incentivou o Brasil a produzir mais conteúdo Wikipédia e criticou as propostas de leis antipirataria americanas.

FOTO: DIVULGAÇÃO

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Para ele, o Stop Online Piracy Act, conhecido pela sigla Sopa, e o Acordo Comercial Antifalsificação (Acta, na sigla em inglês), apoiado por Japão e EUA, “poderiam mudar completamente o modo como as pessoas usam a internet”, diz. Wadhwa acredita que as regulações restringiriam os recursos básicos da internet, como a possibilidade de compartilhar conteúdo.

Em janeiro, a Wikipédia bloqueou o acesso ao seu site, mostrando uma tela preta com as frases “imagine um mundo sem conhecimento”, mostrando o que poderia acontecer caso a Sopa fosse aprovada. Sobre o caso, Wadhwa disse que a ação foi motivada pelos próprios usuários.

“Não queremos que o governo controle o acesso à informação ou impeça a expressão de pensamento. Nossa comunidade disse que tínhamos de fazer esse protesto e o fizemos”, afirmou o diretor em uma curta fala sobre o tema durante a palestra. “Não ao controle!”

É a segunda participação consecutiva do diretor no evento de tecnologia que acontece desde segunda-feira no Anhembi, em São Paulo. Kul Wadhwa é casado com uma curitibana e diz ser apreciador de cachaças.

Rede social de ajuda. Kul Wadhwa criou uma rede social chamada Ayoudo, palavra próxima a “ajuda” e tem por objetivo criar interações e colaborações reais entre usuários. Para além dos botões tradicionais de compartilhamento de redes consolidadas como Twitter e Facebook, o Ayoudo terá o botão “Do” ou, em português, “Faça”.

A ideia é que a rede abrigue diferentes projetos, para os quais os seus autores precisem de ajuda. A partir daí, sua rede de contatos poderá voluntariamente se oferecer para fazer o projeto progredir. “Vocês precisam sair do hábito de serem somente consumidores na rede e passarem a ser também produtores”, disse.

O diretor da organização deu ainda dados sobre a utilização da enciclopédia colaborativa pelos brasileiros. Segundo Wadhwa, apenas 2% de todos os que usam o site no País colaboram editando artigos. A média mundial é de 6%. Para ele, “o Brasil precisa tomar conta da Wikipédia em português”.

Firefox contra todos. Chris Hoffman, diretor de engenharia e projetos especiais da Mozilla Foundation, dona do navegador Firefox, comentou sobre as grandes empresas de tecnologia dos EUA como a Apple, criticando-a por “ganhar dinheiro com o uso de informações pessoais dos usuários”, o Facebook e o suposto desleixo da empresa com a privacidade dos usuários e falou ainda sobre o concorrente Google.

“Essa não é a internet que queremos”, prega. Por se tratar de uma organização sem fins lucrativos, Hoffman garante não se importar com a receita da Mozilla e, em paralelo, com a perda de usuários no mundo para o Chrome, o popular navegador do Google. Segundo o medidor StatCounter, o Chrome conta com 28,4% de market share e o Firefox, 24,8%.

Sexta-feira na Campus Party

  • 9 de fevereiro de 2012|
  • 21h03

Por Carla Peralva

Confira a programação do quinto dia do evento no Anhembi

SÃO PAULO – Humor e mobilização social serão os dois grandes temas da Campus Party em seu quinto dia. Os dois assuntos, que ganharam especial importância no meio online, tomarão conta (separadamente) do palco principal do evento às 13h e às 16h, respectivamente.

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Na mesa chamada “Filhos da Internet”, Rafinha Bastos, Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela), Maurício Cid (Não Salvo), Rosana Hermann (Querido Leitor) e PC Siqueira se reunirão, às 13h, com a curadora da Área de Mídias Sociais da Campus Party, Bia Granja, para falar sobre a relação que mantêm com a rede.

Às 16h, a mesa “Revolução em rede: os movimentos sociais do Século 21″ contará com os ativistas Charles Lencher (Occupy Wall Street), Olmo Gálvez (Acampada del Sol) e Leila Nachawati (Síria), que falarão sobre o papel da internet nos movimentos de mobilização popular e o como as mídias sociais podem alterar na estrutura social atual.

O palco principal ainda receberá Julien Fourgeaud, gerente de produtos e desenvolvimento de negócios da Rovio, empresa responsável pelo Angry Birds. Fourgeaud é um dos nomes por trás do sucesso do game que se tornou uma das marcas mais importantes do mundo em 2011.

Outros destaques da programação:

- 10h – Como criar start-ups de tecnologia no Brasil – Com Nathalie Trutmann (FIAP), Renato Fonseca de Andrade (Sebrae-SP), Leo Kuba (Inkuba) e Carlos Eduardo Guilhaume (Confrapar)

- 14h30 – Do Big Bang aos Humanos – Com Duilia Fernandes de Mello, astrônoma, professora da Catholic University of America (Washington – EUA) e pesquisadora da NASA Goddard Space Flight Center.

- 17h – Gamificação do mundo – Com Bruno Mikoski (Monster Juice), Sandro Manfredini (Aquiris Game Experience), Gui Loureiro (Nós Geek) e Guilherme Tsubota (8D Games). A ideia é discutir como a lógica dos games tomou conta de as mídias sociais e diversos outros aspectos da vida offline e online, tema que o Link abordou em sua edição do dia 28 de novembro.

- 17h30 – Concurso: Shazam Humano – Para descobrir quem consegue reconhecer músicas mais rápido que o aplicativo,

- 22h – Nerdcast live

Serviço:

• Campus Party
Quando: até 12/2 (dom.).
Onde: Centro de Exposições Anhembi Parque (Av. Olavo Fontoura, 1.209)
Entrada: Gratuita para o setor de exposições; os ingressos estão esgotados para participar das palestras e entrar na arena.
Transmissão: Algumas palestras terão transmissão ao vivo pela internet no endereço http://live.campus-party.org/
Ônibus: Transporte gratuito a partir do Terminal Tietê entre 8h30 e 23h30.
Estacionamento: R$ 30 (diária para carros)

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Campuseiro é detido por roubo de notebooks
• A chefe do Tumblr no Brasil
Diretor da Wikimedia critica controle da web
• Piratas na Campus Party
• Na rede, o poder é compartilhado

Diretor da Wikimedia critica controle da web

  • 9 de fevereiro de 2012|
  • 16h37

Por Murilo Roncolato

Diretor do Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, diz que o blecaute da Wikipedia foi motivado pelos usuários

SÃO PAULO – Kul Wadhwa já havia pisado no palco principal da Campus Party no ano passado. O diretor do Wikimedia Foundation (responsável pela enciclopédia digital colaborativa Wikipedia) foi novamente convidado para participar do encontro de tecnologia desta vez com a promessa de que falaria sobre as leis antipirataria, como a Sopa. Sua palestra, no entanto, pendeu mais para o lado motivacional, incentivando os campuseiros a acreditar em negócios e sugerindo estratégias e plataformas para realizar projetos criativos. O papo mais pesado viria só depois.

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O diretor da Wikimedia se apresentou na tarde desta quinta na Campus Party. Abaixo, a foto do apagão do Wikipedia. FOTO: Divulgação

Em uma sala reservada para a imprensa, o norte-americano foi questionado sobre as leis, que acredita terem poder para mudar completamente o modo como as pessoas usam a internet.

“Se no Brasil e no mundo só se fala de Sopa (Stop Online Piracy Act), isso significa algo. Há setores que não entendem que as coisas funcionam diferente na internet. A infração para eles é algo diferente da pirataria”, diz. Segundo ele, as leis restringiriam os recursos básicos da internet, como a possibilidade de compartilhar.

Sobre direitos autorais e ainda sobre restrição de transferência de arquivos protegidos pela rede, Kul disse que “seria muito legal se tudo estivesse disponível”, mas confessou não se importar com o que ocorre, deste ponto de vista, na indústria fonográfica, “com a Madonna”, etc. “O que me preocupa é a educação. Crianças e todas as pessoas tinham de poder compartilhar conhecimento.”

A Wikipedia bloqueou o acesso ao seu site, no episódio que chamaram de blecaute, mostrando o que poderia acontecer caso a proposta de lei Stop Online Piracy Act (Sopa) fosse aprovada. Sobre o caso, Wadhwa disse que a ação foi motivada pelos próprios usuários.

“Não queremos que o governo controle o acesso a informação ou impeça a expressão de pensamento. Nossa comunidade disse que tínhamos de fazer esse protesto e o fizemos”, afirmou o diretor em uma curta fala sobre o tema durante a palestra. “Não ao controle!”

“Valorizem o conhecimento de vocês e lutem pelo acesso livre a ele. Até a próxima”, finalizou.

O quarto dia da Campus Party

  • 8 de fevereiro de 2012|
  • 22h23

Por Redação Link

Confira a programação desta quinta-feira

SÃO PAULO – A Campus Party chega nesta quinta, 9, ao quarto dia. Entre os destaques da extensa programação, estão as palestras de Kul Wadhwa (diretor da Wikimedia Foundation), de Sebastián Klockr (do sistema de alertas @AlarmaSismos) e de Alex Bellos (autor do livro Alex no País dos Números).

A programação ainda inclui um debate mediado pelo editor do Link, Alexandre Matias, sobre política na internet com os participantes Rafael Lamardo (movimento Voto Aberto), Pedro Markun (Transparência Hacker), João Carlos Caribé (movimento Mega Não) e Cristiano Ferri Soares de Faria (UERJ).

FOTO: Cristiano Sant´Anna/indicefoto/DIVULGAÇÃO

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Às 13h, Kul Wadhwa, diretor da Wikimedia Foundation (responsável pela Wikipedia), deve falar no palco principal sobre as leis que podem afetar a internet como Stop Online Piracy Act (Sopa), Protect IP Act (Pipa) e o  Acordo Comercial Antifalsificação (Acta).

Às 16h, Sebastián Alegría Klocker — um garoto de 14 anos que criou um sistema de alerta contra terremotos no Twitter chamado @AlarmaSismos — estará no palco principal ao lado de Amure Pinho, da empresa Sync Mobile, e de Felipe Salvini, da empresa Sieve, que faz o monitoramento do mercado de comércio eletrônico.

E Às 19h, Alex Bellos, jornalista inglês autor do livro Alex no País dos Números, divide o palco principal com Ricardo Oliveira, jovem do Ceará bicampeão da olimpíada brasileira de matemática.

Outros destaques da programação são:

- 11h30 – A história do Netscape e Mozilla – Com Chris Hofmann (Fundação Mozilla).

- 14h15 - Ética Digital: o uso responsável da web – Com Vânia Sandevill, Carolina Quattrer Pinheiro, Rafael Parente e Laís Souza Costa.

- 14h30 - Cultura Livre - Marcelo Branco (ex-diretor da Campus Party Brasil), Pablo Capilé (Fora do Eixo), Rodrigo  Savazoni (Casa da Cultura Digital).

- 15h30 - Gestão da internet brasileira: universalidade, diversidade e colaboração – Com Rômulo Neves (Ministério das Relações Exteriores), Hartmut Glaser (CGI.br), Veridiana Alimonti (Idec), Carlos Affonso Pereira de Souza (CTS/FGV), Vagner Diniz (W3C).

- 17h45 - Web para todos – Com Lucas Radaelli (consultor de acessibilidade e usabilidade), Everaldo Carniel (RENAPI), Lak Lobato (autora do blog Desculpe, não ouvi!) e Reinaldo Ferraz (W3C).

- 20h25 - Creative Commons – Com Caio Mariano (Senna & Mariano Advogados), Marisa Gandelman (autora do livro Poder e Conhecimento na Economia Global), Gustavo Anitelli (diretor do grupo O Teatro Mágico) e Camilo Rocha (editor-assistente do Link e DJ).

- 21h45 - A memória da web brasileira – Com Demi Getschko (NIC.br), Júlio César Gomes Duram (UOL), Regina Helena Alves da Silva (coordenadora do Ccentro de Convergência de Novas Midias e pesquisadora do Observatório da Web) e Vagner Diniz (W3C).

Serviço:

• Campus Party
Quando: até 12/2 (dom.).
Onde: Centro de Exposições Anhembi Parque (Av. Olavo Fontoura, 1.209)
Entrada: Gratuita para o setor de exposições; os ingressos estão esgotados para participar das palestras e entrar na arena.
Transmissão: Algumas palestras terão transmissão ao vivo pela internet no endereço http://live.campus-party.org/
Ônibus: Transporte gratuito a partir do Terminal Tietê entre 8h30 e 23h30.
Estacionamento: R$ 30 (diária para carros)

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A chefe do Tumblr no Brasil
Campus Party remendada
Piratas na Campus Party
• Participante é expulso da Campus Party
Na rede, o poder é compartilhado

A chefe do Tumblr no Brasil

  • 8 de fevereiro de 2012|
  • 20h56

Por Murilo Roncolato

Gina Gotthilf, de 25 anos, vai comandar a expansão do Tumblr no País e o escritório que deve ser inaugurado até o fim do ano

SÃO PAULO – Gina Gotthilf é uma brasileira de 25 anos que queria conhecer o mundo. Realizou parte do sonho ao estudar nos Estados Unidos, passando por Boston e Nova York. Quando se preparava para fazer uma viagem a outros países, a paulistana teve os planos frustrados por um telefonema. Do outro lado da linha estavam os executivos do Tumblr, a plataforma digital de publicação de conteúdo que invadiu o mundo e tem seu segundo maior público no Brasil.

‘O Tumblr vai ter o português e é possível ocorra até uma mudança de interface por conta disso’, disse Gina Gotthilf, que vai comandar as operações do Tumblr no País. FOTO: DIVULGAÇÃO

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Gina Gotthlif é a escolhida pela empresa norte-americana para apresentar o Tumblr aos brasileiros. A mais nova executiva terá por objetivo fazer aliados no mercado nacional, gerenciar o escritório a ser montado entre o fim deste ano e o início de 2013, contratar mais pessoas e entender de que maneira se usa o Tumblr por aqui.

Segundo Gotthlif, o menu digital do brasileiro inclui imagem e humor, mas ressalta que a utilização da plataforma pelos brasileiros é diferente dos americanos. O que separa é o tempo de permanência.  “Aqui é muito acesso, mas o usuário abre uma imagem, ri, fecha a página e não há interação”, diz. “Agora a gente quer mostrar os benefícios de usar o Tumblr como uma comunidade.”

O Brasil é o primeiro país a receber tanta atenção por parte dos executivos da startup que ainda não tem fórmula para gerar receita, mas já  recebeu investimentos de US$ 125 milhões. O site tem valor de mercado estimado em US$ 800 milhões. “Eles estão pulando de cabeça, querem entender mesmo o usuário. Como idioma (além do inglês) tem só no alemão, vai ter o português e é possível até uma mudança de interface por conta disso”, revelou a brasileira.

A executiva explica que o Tumblr não está atrás de meios de gerar receita imediatamente, citando o Facebook, que também começou sem uma forma específica de faturar. A fórmula inicial é “ajudar outras empresas a ganhar dinheiro por meio do Tumblr” e, assim, crescer com a injeção de recursos por investidores. “Não vamos botar banners com anúncios nas páginas porque seria intrusivo. O Tumblr estuda formas mais orgânicas de gerar receita, mas não é a principal preocupação”, garante.

Quem é. Gina nasceu em São Paulo e mora com família no bairro Perdizes. Aos 18 anos foi cursar Filosofia e Neurociência na Brandeis University, em Boston. “Sou muito interessada no comportamento humano. Juntei filosofia com neurociência, que dá uma abordagem mais molecular do assunto, e gostei”, explica.

Ela chegou a trabalhar por um ano em laboratório, mas graças ao seu lado “geek”, como ela brinca, passou a trabalhar em agências de mídia gerenciando a parte de mídias sociais. Foi quando encontrou Mark Coatney, ex-editor da Newsweek e atual diretor de mídia do Tumblr.

A “geek”, que se apresentou ontem em um palco na Campus Party, escreve ocasionalmente no Mashable, um dos blogs mais conhecidos de tecnologia, e teria iniciado seu tour pelo mundo hoje pela manhã. “Estava de malas prontas. Ia viajar hoje, queria morar uns meses na China e aprender mandarim”, conta. Sabendo disso, os executivos do Tumblr propuseram unir as duas coisas e já a escalaram para fazer parte do time que irá percorrer países onde o Tumblr pretende ter mais presença, como os da América Latina, Indonésia, Austrália, Japão, Turquia e Espanha.

Programação. A Campus Party terá como destaques nesta quinta-feira, 9, as palestras do diretor da Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, responsável pela Wikipedia, que deve comentar às 13h sobre as leis que podem afetar a internet como Stop Online Piracy Act (Sopa), Protect IP Act (Pipa) e o  Acordo Comercial Antifalsificação (Acta).

Às 16h, Sebastian Klockr, um chileno de 14 anos que criou um aplicativo que monitora terremotos e gera alertas discutirá com brasileiros sobre tecnologias interativas. No fim da tarde, às 19h, o escritor inglês Alex Bellos, autor do livro Alex no País dos Números, falará no Palco Principal ao lado de Ricardo Oliveira, jovem do Ceará vencedor da Olimpíada Brasileira de Matemática.

Campus Party remendada

  • 8 de fevereiro de 2012|
  • 20h30

Por Murilo Roncolato

Ontem, primeiro foi o calor e depois a chuva a pertubar a Campus Party. Hoje foi dia de remendos

SÃO PAULO – Depois que a chuva e forte vento de terça-feira rasgaram todo o tecido que “isola” a Arena, sobrou trabalho para a equipe da organização — além dos bombeiros que tiveram de isolar toda a parte lateral do evento, composta por quatro palcos.

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O tecido voou, vasos caíram e os tapumes de madeira — que funcionam como divisória entre a área de exposições (Zona Expo) e a o local onde ficam as bancadas de computadores e palcos de palestras (Arena) — perderam a proteção de plásticos pretos que tinham e ficaram expostos. Durante a madrugada, uma equipe recobriu toda a parte de madeira novamente e limpou a área.

Calor e água. Mesmo com a chuva, o dia amanheceu quente e assim ficou durante toda a tarde. A água, já um conhecido problema dos campuseiros desta edição, ganhou um reforço com a introdução de mais um bebedouro na Arena, que ficou inutilizado por algumas horas pois a água estava branca, com muito cloro (assim como aquele bebedouro da área camping).

No total, o número de bebedouros não aumentou, pois durante a noite um dos dois que estão dentro da área camping (reservada aos que optaram por acampar no Anhembi) foi quebrado e foi desativado pela organização.

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