Estadão.com.br

Pirate Bay sofre ataque hacker

  • 16 de maio de 2012|
  • 20h03

Por Redação Link

Suspeita de participação do Anonymous foi levantada, mas Pirate Bay diz que crê em sua inocência

SÃO PAULO – O site Pirate Bay, popular endereço de compartilhamento de arquivos e vilão para Hollywood e a indústria fonográfica, sofreu um ataque hacker que o deixou fora do ar por quase um dia. A ação se iniciou na terça (15).

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O ataque foi do tipo denominado DDoS (Distributed Denial of Service), que sobrecarrega os recursos de um sistema.

O Pirate Bay declarou em sua página do Facebook que “não sabemos quem está por trás, mas temos nossos suspeitos”.

Dois dos mais óbvios negaram qualquer participação no ataque.

A Motion Picture Association of America (MPAA), entidade que representa a indústria cinematográfica, afirmou não ter nada a ver e condenar os ataques”.

A RIAA, que representa as quatro grandes gravadoras mundiais, também condenou a ação e negou qualquer envolvimento.

O grupo Anonymous também foi apontado como possível autor, apesar das afinidades entre o grupo e o Pirate Bay.

Mas o site de compartilhamento tratou de desdenhar dessa possibilidade em seu Facebook: “Só para esclarecer, SABEMOS que não é o Anonymous que está por trás do ataque. Parem de espalhar esses rumores”.

Anonymous ameaça sites do governo russo

  • 4 de maio de 2012|
  • 19h11

Por Agências

O grupo hacker se coloca contra a posse de Vladimir Putin como presidente do país

MOSCOU – O grupo ativista hacker Anonymous afirmou nesta sexta-feira que planejava atacar sites de governos russos, como premier.gov.ru e government.ru, a fim de apoiar os protestos da oposição à frente da posse de Vladimir Putin como presidente.

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Em um video publicado na internet (veja abaixo), o braço russo do grupo disse no YouTube que iria tirar do ar o principal site do governo no domingo, quando protestantes planejam realizar uma marcha de um milhão no centro de Moscou.

Isso seria seguido por um ataque ao site do primeiro-ministro na segunda-feira – o dia da posse de Putin –, disse a messagem, que incluía instruções sobre como os usuários da internet poderiam participar.

Putin ganhou as eleições presidenciais em março para um mandato de seis anos, apesar de uma onda de protestos após um levantamento, em dezembro, da oposição parlamentar que disse a votação em apoio ao seu partido foi manchada por fraudes em grande escala.

“No dia 6 de maio haverá demonstrações de massa contra as eleições ilegítimas. Vamos apoiar este protesto, tirando do ar sistes mentirosos do governo”, disse o Anonymous, em sua mensagem no YouTube.

/REUTERS

Anonymous divulga vídeo contra Cispa

  • 27 de abril de 2012|
  • 15h19

Por Redação Link

 ”Um carteiro vasculhar sua correspondência é crime; as mesmas regras deveriam valer para a internet”

SÃO PAULO – O grupo hacker Anonymous divulgou um vídeo nessa sexta-feira, 27, onde convoca as pessoas a se mobilizarem contra o projeto de lei CISPA.

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O Cyber Intelligence Sharing and Protection Act (Lei de Proteção e Compartilhamento de Inteligência Cibernética) – ou Cispa – é um projeto de lei que dispõe sobre o “compartilhamento de informações e inteligência sobre segurança digital”.

Ele foi aprovado nesta quinta-feira, 26, pelo câmara dos deputados do Congresso americano e agora vai para o Senado.

Hackers, ativistas, entidades defensoras de liberdades civis e usuários têm se articulado contra o projeto.

Com música dramática ao fundo, o vídeo do Anonymous chama a Cispa de “violação óbvia dos seus direitos” ao “permitir aos EUA coletarem informações sobre usuários da internet, além de monitorar sua atividade e uso”.

O pronunciamento diz que “um carteiro vasculhar sua correspondência é crime; as mesmas regras deveriam valer para a internet”.

O vídeo termina com o narrador conclamando o engajamento contra a lei: “A hora de agir é agora. Se inscreva em abaixo-assinados, ligue para o seu representante no Congresso e aniquile esse projeto no Senado.

Empresas a favor da Cispa são atacadas

  • 10 de abril de 2012|
  • 19h27

Por Redação Link

Anonymous ataca sites para se manifestar contra o Ato de Proteção e Compartilhamento de Inteligência Cibernética

SÃO PAULO – Depois de prometer uma nova onde de ataques a sites do governo chinês para chamar a atenção para a violação de direitos humanos e denunciar casos de corrupção, o Anonymous assumiu a responsabilidade por ataques ao site de empresas de tecnologia que apoiam uma legislação de segurança digital que pode ser aprovada nos Estados Unidos.

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Os sites da USTelecom e da Tech America, apoiadores do Ato de Proteção e Compartilhamento de Inteligência Cibernética (Cispa, na sigla em inglês), ficaram inacessíveis durante quase toda a segunda-feira, 9, devido a ataques de negação de serviço.

A Cispa, que tramita no Congresso norte-americano desde o ano passado, pode aumentar o poder de vigilância de agências do governo sobre redes sociais privadas e a troca de informações entre governo e empresas com propósitos de melhor conter ataques hackers.

As críticas à lei dizem respeito a possíveis violações de privacidade e à criação de um “estado Big Brother”, onde cidadãos poderiam ser facilmente vigiados. Alguns até mesmo associam a legislação às leis antipirataria Sopa e Pipa discutidas em 2011.

A USTelecom e a TechAmerica, dizem, no entanto, que o fato de terem sido atacadas confirma a necessidade da aprovação de uma legislação mais abrangente sobre ataques online. “Ao usar um ataque online como forma de coagir, intimidar e sufocar o discurso, os membros do Anonymous estão agindo contra todas as liberdades e normas da internet que eles defendem”, disse Walter McCormick, CEO da USTelecom em nota.

Uma petição online contra a aprovação da Cispa que já conta com mais de 600 mil assinaturas pede que os membros do Congresso dos EUA desistam do projeto, por “Nossa democracia e liberdades civis estão sendo ameaçadas pelos poderes excessivos e desnecessários de vigilância da internet garantidos por essa lei”.

Anonymous anuncia ataques a sites chineses

  • 9 de abril de 2012|
  • 12h45

Por Agências

Investida contra sites do governo da China tem como objetivo expor corrupção e pressionar por direitos humanos

Imagem do perfil do Anonymous China no Twitter FOTO: Reprodução

XANGAI – O grupo de hackers ativistas Anonymous planeja lançar novos ataques contra sites do governo chinês, em um esforço para revelar casos de corrupção e pressionar pelos direitos humanos, anunciou um integrante do grupo nesta segunda-feira, 9.

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O Anonymous, uma aliança com pouca coalizão que atacou sites financeiros e de governos de todo o mundo, na semana passada invadiu sites do governo chinês, vandalizando suas páginas iniciais, de acordo com a imprensa.

O grupo utilizou a conta “Anonymous China” do Twitter para divulgar esses ataques, publicando links que continham senhas e outras informações pessoais sobre os sites invadidos (twitter.com/#!/AnonymousChina).

“Primeiro, desejamos alertar ao governo chinês que não estamos com medo, e vamos mostrar a verdade e lutar pela Justiça”, disse o hacker “f0ws3R”, do Anonymous, à Reuters.

O hacker, que não quis fornecer quaisquer detalhes pessoais, foi contatado pela página do Anonymous China no Twitter. Ele afirmou que o grupo planejava novos ataques sérios contra sites chineses.

“Estamos planejando novos ataques, alguns de cada vez”, disse ele, acrescentando que o plano era “derrubar o Grande Firewall da China”.

A China bloqueia o acesso ao Twitter, Facebook, YouTube e muitos outros sites, alegando necessidade de manter a estabilidade social.

O hacker disse que o grupo Anonymous China consistia de 10 a 12 hackers, a maioria dos quais não vive na China, e que contava com “centenas” de tradutores para ajudá-lo em seus ataques aos sites chineses.

O hacker se recusou a oferecer outros detalhes quanto à próxima rodada de ataques, dizendo apenas que ela talvez atinja alvos maiores.

Os Estados Unidos alegam terem sofrido diversos ataques sérios de hackers aparentemente originados na China, muitos dos quais dirigidos contra grupos de direitos humanos e empresas norte-americanas. A China alega que ela também é vítima de ataques de hackers.

Os diversos governos locais chineses cujos sites foram supostamente invadidos na semana passada não quiseram comentar e estavam operando normalmente na segunda-feira.

Em março, as autoridades norte-americanas revelaram que “Sabu”, um dos principais hackers do Anonymous, havia sido detido em junho e desde então estava agindo como informante para as autoridades.

/ Reuters

Anonymous ataca site do Vaticano pela segunda vez

  • 12 de março de 2012|
  • 11h58

Por Agências

O grupo hacker assumiu a autoria de novo ataque em cinco dias contra o site do Vaticano

FOTO: REUTERS/Alessia Pierdomenico

CIDADE DO VATICANO – Pela segunda vez em cinco dias o site do Vaticano (www.vatican.va) foi bloqueado e o grupo Anonymous assumiu a autoria do ataque, indicando com ironia que espera “ansiosamente” que a Santa Sé o excomungue publicamente em “praça pública”.

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Até o momento, o Vaticano não confirma os ataques (da primeira vez, a instituição católica havia dito que o site estava sob ataque de hackers). O Anonymous apontou em uma nota em seu blog italiano que novamente “bloqueou” o site do Vaticano e afirmou, dirigindo-se à Santa Sé, que “o sistema de vocês é menos seguro do que imaginam”, além de assumir que atacou “o banco de dados” do sistema da instituição.

O grupo acusa o Vaticano de usar “amplificadores com uma potência que supera os limites da lei” para difundir a Rádio Vaticano ao mundo inteiro, o que, em sua opinião, expõe a população que tem “a infelicidade” de viver perto desses dispositivos “a ondas eletromagnéticas de grande intensidade que causam graves doenças como a leucemia e outros tipos de câncer”.

O Anonymous acrescentou que “não vai tolerar essa situação” e que continuará com seus ataques virtuais ao Vaticano. “Todos os que fazemos parte do Anonymous esperamos ansiosamente a excomunhão oficial em uma praça pública”, concluiu em sua mensagem.

No último dia 7, o grupo manteve bloqueado durante quase o dia inteiro o site da Santa Sé.

Em comunicado, o grupo alegou que o ataque era uma “resposta às doutrinas, liturgias e preceitos absurdos e anacrônicos que a Igreja Católica Apostólica Romana, propaga e divulga no mundo inteiro com fins lucrativos”.

O Anoymous acusou a Santa Sé de ser “responsável” pela “escravidão de povos inteiros”, usando “como pretexto” a difusão do evangelho e de ter ajudado criminosos nazistas, encobrir clérigos pedófilos, rejeitar “objetos frutos do progresso” como os preservativos, além de tentar erradicar o aborto.

/EFE

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Leia mais:
Anonymous derruba site do Vaticano

Hacker cooperou ‘proativamente’ com FBI

  • 9 de março de 2012|
  • 18h21

Por Agências

Hector Monsegur, ou ‘Sabu’, foi preso e cooperou em sigilo com o governo delatando colegas do Anonymous e impedindo ataques

A FBI se orgulhou de ter prendido o que eles chamaram de ‘cabeça’ do grupo. FOTO: Reprodução/Fox News

NOVA YORK – Em seus posts no Twitter, o líder hacker do LulzSec, grupo ligado ao Anonymous, conhecido como Sabu, clamava para que seus seguidores resistissem ao governo dos Estados Unidos e seu agentes. Mas documentos judiciais divulgados nesta quinta-feira, 8, revelam que Hector Xavier Monsegur desistiu dessa luta assim que agentes do FBI bateram em sua porta no dia 7 de junho.

Praticamente desde o primeiro momento ele colaborou com a polícia e entregou nomes que ajudaram o FBI a prender outros hackers do grupo. No dia seguinte à prisão, promotores disseram a um juiz que Sabu havia dado a eles informações detalhadas sobre outros hackers suspeitos de invadir sistemas de diversas grandes empresas.

“Desde literalmente o dia em que ele foi preso, ele foi proativamente cooperativo com o governo”, disse o advogado James Pastore a um juiz em Nova York durante uma sessão em segredo com Monsegur no dia 5 de agosto.

A cooperação resultou em prisões de outros cincos suspeitos nesta semana na Irlanda, Escócia, Inglaterra e Estados Unidos, baixas que deixaram companheiros do grupo hacker surpresos.

Monsegur secretamente se declarou culpado em agosto. Ele ainda deve ser condenado pelos seus crimes que incluem uma série de ataques a grandes corporações, governos e agências oficiais norte-americanas.

Juízes concordaram em fechar as sessões nos tribunais e selar todos os registros do seu caso, a fim de manter o trabalho dele com o governo em sigilo. A maioria desses arquivos judiciais, no entanto, já foram revelados e documentos abertos na quinta-feira apresentaram novos detalhes sobre as contribuições de Monsegur.

Enquanto um software em seu computador rastreava toda sua atividade online e câmeras monitoravam sua casa, contam os promotores, Monsegur trabalhava incessantemente com o FBI para monitorar as comunicações entre colegas hackers. Os promotores também disseram que “Sabu” teria inclusive evitado alguns ataques enquanto eles ainda eram planejados.

Em agosto, ele trabalhou com o FBI para corrigir cerca de 150 vulnerabilidades em sistemas que estavam sob a mira de hackers, ou, em outros casos, para ajudar as vítimas de ataques a mitigar os danos rapidamente, segundo Pastore.

Os promotores não disseram publicamente as razões de Monsegur cooperar de forma tão disposta com o governo. Mas registros do tribunal mostram que o rapaz de 28 anos era responsável legal de duas sobrinhas pequenas. Vizinhos disseram à Associated Press que Monsegur passou a criar as crianças depois de sua tia ter sido presa por porte de drogas.

Outros documentos judiciais observam que Monsegur ganhava US$ 6 mil por mês até perder o emprego no segundo trimestre de 2010. Desde então, passou a viver dos US$ 400 mensais da assistência a desempregados.

/AP

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Leia mais:
Integrantes do LulzSec são presos pelo FBI

Anonymous derruba site do Vaticano

  • 7 de março de 2012|
  • 17h33

Por Agências

Grupo hacker responsabiliza o Vaticano por ‘escravidão de povos inteiros’ e chamou a instituição de ‘retrógrada’

FOTO: Reprodução/Atari Teenage Riot

CIDADE DO VATICANO – O grupo Anonymous, especializado em pirataria informática, anunciou nesta quarta-feira em seu blog oficial italiano que invadiu e tirou do ar o site da Santa Sé (www.vatican.va).

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Fontes oficiais do Vaticano confirmaram que seu site está sendo atacado por hackers, embora em nenhum momento tenham relatado que o ataque seja obra do Anonymous. Essas fontes detalharam que técnicos do site estão trabalhando para tentar retomar o serviço o mais em breve possível. A página está há várias horas fora do ar.

O Anonymous, por sua parte, afirmou em seu blog italiano que decidiu atacar o site da Santa Sé “em resposta às doutrinas, às liturgias e aos preceitos absurdos e anacrônicos que a Igreja Apostólica Romana, com intenções de lucro, propaga e divulga no mundo inteiro”.

“Por quê? Por pura e simples diversão, nenhuma razão a mais”, diz tweet de uma das contas relacionadas ao grupo

Segundo esse grupo anônimo, a Santa Sé é “responsável” pela “escravidão de povos inteiros”, usando como pretexto o evangelho e a difusão do cristianismo no mundo.

Também acusa o Vaticano de ter ajudado criminosos nazistas, encobrir clérigos pedófilos, rejeitar “objetos frutos do progresso” como os preservativos e tentar erradicar o aborto.

“São retrógrados, um dos últimos bastiões de uma época felizmente ultrapassada”, continuou o Anonymous, que detalhou que sua ação não é contrária à religião cristã, “mas contra a corrupta Igreja Católica Romana”.

/EFE

Banda doa cachê da Sony para Anonymous

  • 6 de março de 2012|
  • 18h02

Por Redação Link

Música do Atari Teenage Riot foi usada em comercial do PlayStation Vita; site da empresa foi hackeado recentemente

SÃO PAULO – A banda de hardcore digital Atari Teenage Riot doou royalties que recebeu da Sony para o grupo Anonymous. Uma música do ATR, “Black Flags”, foi usada em uma propaganda do console PlayStation Vita.

O líder da banda, Alec Empire, é um apoiador do grupo hacker ativista há vários anos. Ele cedeu o dinheiro para o Anonymous Support Network, organização que arrecada fundos para pagar as despesas legais de membros do grupo que estejam sob processo judicial.

O vídeo original de “Black Flags” mostra pessoas com a máscara do Anonymous e traz agradecimentos ao grupo nos créditos finais.

O site da Sony foi alvo recente de um ataque do Anonymous logo depois do fechamento do Megaupload. O grupo também ameaçou expor informações privadas de executivos da empresa.

Para completar, o Atari Teenage Riot já lançou uma música chamada “Sony Prostitutes”.

Quem sabe da próxima vez a empresa se informa melhor sobre os artistas que associa com sua marca?

O Atari Teenage Riot toca em São Paulo no dia 23 de março.

Interpol se infiltrou no grupo, diz Anonymous

  • 1 de março de 2012|
  • 19h57

Por Agências

Hackers dizem que as prisões desta semana são decorrência de infiltração e delação e não de uma operação de inteligência  

LIMA – A infiltração da polícia – e não a destreza técnica – foi o que levou à prisão 25 hackers em operações na Europa e na América do Sul, disseram ativistas que se identificaram como participantes do Anonymous. O grupo afirmou que quase todos os presos participavam de um mesmo site da rede utilizado pelo coletivo.

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FOTO: Natalia Russo/AE

A Interpol, que anunciou as prisões na terça-feira, 28, não informou como identificou e encontrou as 25 pessoas acusadas de participar de ataques online a partir da Argentina, Chile, Colômbia e Espanha contra diversas páginas da internet, entre elas a da companhia elétrica chilena Endesa e da Biblioteca Nacional do Chile.

O Anonymous diz que alguns dos presos pertenciam a um grupo de hackers chamado Sector 404, enquanto outros eram ativistas nada sofisticados, que participaram de ataques de bloqueios de acesso.

“Esta onda de detenções não foi feita por esforços de inteligência ou estratégia computacional como quiseram que vocês acreditassem. Foram feitas por uma técnica muito mais baixa e miserável: o uso de espiões e de delatores infiltrados dentro do grupo”, disse o grupo Anonymous Iberoamérica em um comunicado publicado em seu blog.

Os ativistas afirmam que a maioria das presos foram descuidados e deixaram pistas digitais.

Marlis Pfeiffer, porta-voz da promotoria do Chile, disse à Associated Press que as autoridades libertaram cinco pessoas detidas na operação – dentre eles, dois jovens de 17 anos. O Anonymous Iberoamérica informou que três dos libertos eram estudantes de informática e outro era um programador.

Um oficial da polícia argentina afirmou que 10 adultos seguem detidos. Já o Anonymous Iberoamérica diz que a maioria dos presos no país são menores de idade .

As prisões dos 25 hackers são decorrência de uma investigação que começou em meados de fevereiro e culminou na apreensão de 250 dispositivos de informática e telefones celulares em 15 cidades, conforme disse a Interpol, agência de polícia internacional responsável pela operação.  Até o fechamento deste texto, nenhum dos detidos havia sido acusado formalmente de crime algum.

/ AP

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