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Por Redação Link

Pedido: maior rigor contra a pirataria

A ministra da Cultura Ana de Hollanda pode estar ganhando inimigos com a sua postura de rever as políticas que flexibilizam a lei de direitos autorais. Mas ganhou a simpatia da Aliança Internacional de Propriedade Intelectual (IIPA), entidade da qual fazem parte organizações como a MPAA e a RIAA, que representam as indústrias cinematográfica e musical.

Em um levantamento que será encaminhado ao Escritório de Comércio dos EUA, a entidade recomenda que o Brasil permaneça na lista de países “para vigiar” e critica a legislação nacional, mostrando preocupação com propostas do governo anterior: a Reforma de Lei de Direitos Autorais e o Marco Civil da Internet.

Para ela, a flexibilização da lei de direitos autorais – como acrescentar exceções que permitiriam a cópia de pequenos trechos para uso pessoal, o remix e a digitalização para preservação – é “desnecessária” e “inconsistente com um equilíbrio viável entre proteções e exceções”. O Marco Civil da Internet, segundo a entidade, “falha por reconhecer a importância da proteção do copyright no ambiente online como um ingrediente essencial para promover o crescimento saudável do comércio online”.

O projeto também “desencoraja as medidas voluntárias antipirataria”, pois exige ordens judiciais para a remoção de conteúdo na web. A IIPA pede que o projeto seja revisado e inclua a proteção ao copyright como “elemento fundamental”.

Para que o problema seja resolvido, a entidade sugere várias “ações prioritárias” para 2011. Entre elas, aumentar os poderes do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, promover encontros entre o órgão e provedores de serviço, endurecer as penas contra os responsáveis pelas grandes atividades piratas e criar um programa de treinamento para polícia e investigações. A legislação também deverá mudar para facilitar processos por infração de copyright.

* 95% dos consoles no Brasil são modificados para rodar cópias piratas de games

* 90% dos filmes pirateados no Páis são originários de gravações ilegais

// Tatiana de Mello Dias

O robô dinossauro do CeBit. FOTO: Johannes Eisele/AFP

CeBit
O robô dinossauro que responde ao tato e a estímulos visuais e sonoros foi exposto na feira de tecnologia que aconteceu semana passada na Alemanha.
O evento mostrou que o mercado está recobrando o otimismo depois de dois anos de crise.

Flop do Gmail
A semana começou mal para pelo menos 38 mil usuários do Gmail, que não conseguiam acessar suas contas na madrugada de domingo para segunda. Quando o acesso foi reestabelecido: surpresa! Todas as mensagens, anexos e conversas via bate-papo haviam sumido. Na caixa de entrada, apenas as boas vindas do serviço de e-mail do Google, como se os usuários tivessem acabado de se registrar. O problema, uma falha de software durante uma atualização, foi mais grave do que o esperado e destruiu diversas cópias dos dados mantidas pelo Google. A empresa, então, precisou recorrer a fitas de backup, que por serem offline não foram afetadas. Apenas na noite de quinta-feira, 2, o Google divulgou que o problema tinha sido totalmente resolvido e as mensagens, restabelecidas. A falha atingiu 0,02% de toda a base de usuários do Gmail.

GDC discute mobilidade
Mark Skaggs, vice-presidente de desenvolvimento da Zynga, subiu ao palco da Games Developers Conference (GDC) para falar do quão rápido e espontâneo foi a criação de FarmVille. “Primeiro lança e depois aprende com a plataforma”, pregou ele. Peter Vesterbacka, CEO da Rovio, atribui grande parte do sucesso de Angry Birds à Apple e seu modelo de venda de aplicativos. Satoru Iwata, presidente da Nintendo, o grande nome do evento que aconteceu essa semana em São Francisco, foi na contramão. Acredita que o foco no mobile e nos jogos sociais mina a boa qualidade dos games e cria uma economia insustentável. Os analistas reagiram mal e alegaram que as declarações do CEO mostram “ignorância” e deixam claro o ponto fraco de sua empresa.

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