Notícias de Tecnologia

Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014

12 de junho de 2014 16h44

Regulador de telecom nos EUA pede à indústria que lidere em cibersegurança

FCC pediu a empresas para mostrarem ações mensuráveis para proteger redes de comunicações de ataques cibernéticos

Por Agências

Tom Wheeler pediu ao setor privador para “assumir novas responsabilidades”. FOTO: NYT

WASHINGTON (Reuters) – O principal regulador de telecomunicações nos Estados Unidos pediu às companhias de telefonia, cabo e outras nesta quinta-feira que tenham iniciativa e mostrem as ações mensuráveis que tomam para proteger redes de comunicações de ataques cibernéticos.

Em seu primeiro grande discurso dedicado totalmente para a segurança cibernética, o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), Tom Wheeler, pediu ao setor privado para “tomar a iniciativa em assumir novas responsabilidades e prestar contas ao mercado para o gerenciamento de riscos cibernéticos” antes mesmo de a FCC ter uma abordagem regulatória para o problema.

“O esforço liderado pelo setor privado deve ser mais dinâmico do que a regulamentação tradicional e mais eficaz na mensuração do que confiar cegamente no mercado ou nas melhores práticas voluntárias para defender o nosso país”, disse Wheeler, em um discurso no American Enterprise Institute, um grupo de políticas públicas.

“Acreditamos em um novo paradigma regulatório em que a Comissão baseia-se primeiramente na indústria e no mercado, preservando outras opções se essa abordagem não for bem sucedida.”

Melhorar proteções da infraestrutura crítica dos EUA como redes de comunicação e da rede elétrica tem sido uma prioridade para o governo Obama, mas especialistas de segurança continuam a se preocupar com a relutância de muitos líderes empresariais em gastar mais dinheiro para melhorar as defesas.

A FCC, que supervisiona grandes provedores wireless e de internet, tentou adotar normas de segurança cibernética mínimas em toda a indústria no passado, mas enfrentou resistência por parte de grandes empresas de comunicação já que o setor privado amplamente resistiu esforços dos EUA para definir novos padrões.

/REUTERS