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Quando todos são autores

Por Rafael Cabral

Em 2013, todos seremos autores. Longe de uma futurologia irresponsável, essa estimativa é parte do primeiro grande estudo da história da autoria. Se até 1455, quando Gutenberg entrou em ação, todos os livros eram reproduzidos manualmente e um copista “demorava um ano para produzir uma Bíblia”, um tweet é quase tão rápido quanto um pensamento. Se grade parte da humanidade já lê, em breve ela também poderá publicar.

“Os autores crescem em uma dimensão histórica de magnitude. A autoria universal, assim como quando a leitura se espalhou, virá para remoldar a sociedade. Aumentará o fluxo de informação e fará os indivíduos mais influentes”, explicam Denis G. Pelli e Charles Bigelow, autores da tese, em matéria da revista Seed.

No gráfico que resultou da pesquisa, os dois projetam que todos poderão publicar algo escrito em quatro anos – sendo uma audiência de mil pessoas o critério do que é “publicar”, ou “tornar público”.

Segundo os pesquisadores, “desde 1400, a autoria de livros cresceu dez vezes por século”. Já com as novas mídias, esse número “cresce dez vezes por ano”. A conclusão? “Autores, antes uma minoria, logo serão a maioria”.

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2 Comentários
  • 27/10/2009 - 18:31
    Enviado por: Rubens Zimbres

    Mais um bom motivo para exercermos nossa vigilância epistemológica.

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  • 28/10/2009 - 08:54
    Enviado por: Marcos Silva

    Caros amigos:

    A situação aqui descrita indica a passagem de um estado de potência (todo pensamento é autoria) para uma nova situação (todo pensamento pode chegar a mais pessoas, tornando essa autoria palpável para elas). Isso é bom para confirmar o direito de todos ao pensamento. Receio que tanta produção não tenha por contrapartida igual volume de atenção alheia: seremos leitores para nós mesmos e poucos mais.
    Abraços:

    Marcos Silva

    denunciar abuso

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