Projeto Jogo Justo quer baratear custo de games
- 18 de julho de 2010|
- 9h04|
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Por
Login | Moacyr Alves Jr., 37 anos, idealizador do projeto Jogo Justo
Como surgiu o projeto?
O projeto surgiu de uma palestra que fiz na Microsoft para o portal Xbox sobre o contexto social dos games. Nesta palestra eu falo também sobre o problema da carga tributária nos videogames e no que ela atrapalha o crescimento em nosso país nessa area. Então, quando terminei, perguntei a todos sobre fazer uma movimentação para a redução nos games, e no outro dia eu já tinha o apoio de 75.000 pessoas que fazem parte desse portal. Decidi então ampliar ainda mais esse numero.
Quem apoia o projeto?
Tenho praticamente todos do setor de games – acadêmicos, lojistas, distribuidores, comunidades – e cada dia chegam mais pedidos para se juntar ao movimento. Para você ter uma ideia, neste dia 15 recebi ao todo 823 e-mails, entre ofertas de apoio e parabenizações pelo projeto.
Que tipo de movimentação está sendo feita para transformar o projeto em lei?
Na verdade, não será um projeto de lei: faremos primeiramente uma reunião com o secretário da Receita Federal para mudarmos a colocação dos jogos em uma categoria que não tenha tanta carga tributária. Hoje os jogos estão mensurados como “jogos de azar e brinquedos”, ficando com uma carga excessiva, que o deixa de 80% a 100% mais caro.
Qual a resposta que você tem tido do governo? E das empresas de game?
Do governo, conto com o apoio de um deputado que atualmente é vice-líder do PTB na câmara, o deputado Luiz Carlos Busato (PTB/RS). Ele abraçou publicamente a causa e vem deixando à disposição o advogado dele para esclarecimentos e apoio no projeto. Já as empresas de games estão ajudando fornecendo dados para as pesquisas que serão apresentadas no dia da reunião com o secretário da Receita Federal. Por exemplo: temos dados sobre esse projeto de redução de impostos nos games no México, que o mercado lá cresceu absurdamente, abrindo assim muitas frentes de trabalho nessa área. Hoje o México representa 2% da produção e consumo de games no mundo, e eu garanto que, fazendo essa redução, chegaremos tranquilamente a 10% da fatia de games no mundo, pelo nosso tamanho e PIB comparado com o do México.
Como acha que o projeto pode influenciar no desenvolvimento de um mercado nacional de criação e produção de games?
Aquecendo o mercado interno, naturalmente você cria uma busca maior por produção. As grandes empresas estão de olho no Brasil, mas elas não entram justamente por causa da alta carga tributária. Assim que mostrarmos que temos números aqui, elas virão e se instalarão em nosso país, e naturalmente vai se abrir um mercado praticamente inexistente por aqui. Com mais mercado, maior a necessidade desse tipo de profissional – incluindo executivos, programadores, etc.
Pode nos contar um pouco sobre você?
Eu sou palestrante e colecionador de videogames, coleciono já há 8 anos e decidi ir para o lado cultural dos games, estudando mais sobre eles. Eu tenho um escritório de contabilidade e também trabalho com estacionamentos – ou seja, absolutamente nada a ver com games. Os videogames, na verdade, são minha forma de relaxar. Meu console favorito atualmente é o Xbox 360, onde diariamente encontro amigos para uma boa jogatina.
O que encarece o game no Brasil? O que pode ser feito?
O que encarece os games no Brasil é justamente o porquê da nossa luta, uma redução na carga tributária. Essa carga deixa os jogos e consoles de videogame tão caros que poucos tem acesso. Imagina só: o sálario-minimo sendo de R$ 510, e um jogo custando R$ 250, é praticamente metade do salário. Então as pessoas ficam incentivadas a ir para o mercado cinza, o mercado da pirataria. Minha intenção é justamente colocar os games em um patamar bem mais acessível que isso. R$ 100 no máximo. O que pode ser feito atualmente é justamente mais pessoas se unirem a nossa causa através do site www.jogojusto.com.br. No site tem todas as informações sobre o que já foi feito pelo projeto, e também tem, além dos meus contatos, uma pesquisa do jogador informal de games – que é de vital importância para o projeto.
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18/07/2010 - 19:39 Enviado por: Diego Souza
Muito legal essa iniciativa da microsoft!!!
Tomara que dê certo, e que tambem isso chegue tambem aos materiais audiovisuais ( cd’s e dvd’s ), pois realmente, o imposto de nosso país é muito abusivo em relação aos games e pricipalmente aos meteriais de fonte eletrônicas e audiovisuais!!!
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18/07/2010 - 20:34 Enviado por: xico
ah espertao ! e o jogo de pc cairia de 150 pra 50 ? que piada
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19/07/2010 - 11:43 Enviado por: Phelipe
Não sei onde você (xico) compra jogos de PC.. mas eu sempre comprei jogos originais de pc por no máximo R$99 em qualquer loja grande de SP. Agora, se vc quer comprar BOX Especial ai o preço muda, mas jogo de pc por 150? estão te roubando. Tente se informar antes de sair falando, não serei hipócrita, já comprei jogos piratas só não compro mais pq tenho um PS3 agora e não tem mais jeito.. só original. Infelizmente tenho que mandar importar e mesmo caindo na malha fina da alfandega sai mto mais barato que comprar em lojas. Só pra constar eu trabalho e compro meus jogos com meu $. Sei como dói pagar 130 – 180 reais num jogo de VG, se o projeto der certo garanto que o preço de jogos de pc vão para a média de R$50, só fazer as contas.. a carga tributária no BR é de 80 até 100% com a redução é quase certeza que alcançaremos esse número.
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31/07/2010 - 23:53 Enviado por: Bruno B.
Tomara q de certo mesmo pois meu dinheiro o governo n está ganhando.. Mercado cinza é alternativa até o momento..
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24/01/2011 - 20:49 Enviado por: JP
Acho uma boa esse projeto. demorou muito para surgir algo do tipo.
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A idéia é muito boa, pois atualmente os jogos vem com um preço absurdo muito caro.
Vivem sempre batendo na tecla para acabar com a Pirataria, mas ninguém colabora com algo acessível a todos, pois infelizmente com o preço atual das mercadorias muitos tem que recorrer a pirataria pelo preço absurdo dos jogos que são disponibilizados para nos compradores.
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