Produtos da Apple são ruins de reciclar
- 27 de julho de 2012|
- 18h22|
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Por Redação Link
Empresário da área de reciclagem disse que a fabricante do iPhone é conhecida por isso no meio
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SÃO PAULO – Podemos notar uma tendência no mercado de tornar tudo cada vez menor, mais fino, mais compacto. No entanto, para a confecção desses produtos, materiais tem sido colados nos outros, o que dificulta que os componentes integrantes sejam reutilizados. A Apple é conhecida por isso entre as empresas de reciclagem, declarou à Deutsche Welle um empresário do ramo que prefere não ser identificado.
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As peças, que costumam ser difíceis de se separar, muitas vezes precisam ser quebradas – o que demanda tempo e energia. Colar a bateria a outros materiais, o que ocorre em diversos produtos da Apple, também dificulta que o aparelho seja desmontado, diz o especialista.
O MacBook Pro com display em retina é considerado pela Apple um dos melhores computadores que existem. Kyle Wiens, cofundador de um site que dá dicas para usuários consertarem seus próprios aparelhos, acredita que ele seja, sem dúvida, um dos mais difíceis produtos de se consertar.
“Quando o abrimos, logo identificamos um problema: a Apple colou a bateria à caixa do aparelho, o que torna quase impossível separar a bateria do computador”, disse Wiens à DW.
Assim, caso a bateria sofra algum dano, as peças só podem ser reparadas na própria assistência da Apple. No entanto, as pessoas ainda ficam receosas em enviar computadores com seus dados pessoais ao conserto. Logo, um computador que não pode ser consertado é rapidamente jogado no lixo e substituído por um novo.
Selo verde
No início de julho, a Apple retirou seus aparelhos do sistema de certificação ambiental a produtos eletrônicos dos EUA. Chamado Epeat, o sistema recebe fundos do governo federal e de fabricantes e seu selo classifica produtos eletrônicos em quesitos como eficiência de energia e possibilidade de reciclagem.
O Epeat informou em seu site que recebera um aviso da Apple avisando que estava “retirando seus produtos do registro” e que “não iria mais submeter seus produtos à classificação ambiental da Epeat.”
De acordo com Robert Frisbee, CEO do Epeat, um funcionário da Apple teria dito a ele que “a orientação de design da empresa não era mais compatível com as exigências do sistema. Eles eram apoiadores importantes e estamos decepcionados que não queiram mais que seus produtos sejam medidos por esses parâmetros.” Escritórios municipais da cidade de São Francisco anunciaram que deixariam de comprar computadores Mac, substituindo-os por PCs.
Dias depois, a Apple percebeu que havia cometido um erro e voltou atrás, em carta aberta publicada no site: “Nós recentemente ouvimos de muitos dos nossos clientes fiéis que eles estavam decepcionados com o fato de nós termos retirado nossos produtos do sistema de classificação da Epeat. Eu reconheço que isso foi um erro. A partir de hoje, todos os produtos da Apple voltam para o Epeat.”
A Apple dizia medir o impacto ambiental de seus produtos de acordo com os padrões americanos e ressaltava o fato de informar a emissão de gases relacionadas à produção em seu site. A empresa também chegou a afirmar que seus produtos eram superiores em outros critérios ambientais não considerados pela Epeat, como remoção de materiais tóxicos.
Para Wiens, a empresa tem caminhado na tendência contrária à sustentabilidade no modo como seus produtos tem sido criados. “A Apple cola cada vez mais peças aos aparelhos. Isso não vale para todos os produtos, mas é a direção em que a empresa caminha”, disse Wiens à DW.
Além do Macbook Pro, o iPad3 também tem seus componentes colados uns aos outros; já o iPhone 4S tem parafusos que só podem ser retirados com uma ferramenta especial.
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