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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

09 de dezembro de 2013 05h00

Produtos conectados são tendência para 2014

De fogões a carros, é cada vez maior a quantidade de objetos que pode acessar a rede na chamada internet das coisas

Por Ligia Aguilhar

De fogões a geladeiras, de carros a detectores de fumaça, é cada vez maior a quantidade de objetos que pode acessar a rede ou se comunicar entre si; tecnologia também promete trazer maior eficiência a cidades, governos e empresas

SÃO PAULO – Uma nova geração de equipamentos com conexão à internet chegou ao mercado brasileiro neste ano, tornando real a possibilidade de controlar pelo smartphone eletrodomésticos e utensílios como uma fechadura ou uma lâmpada. Se 2013 foi o ano da tecnologia vestível, tudo indica que em 2014 uma das protagonistas será a chamada internet das coisas, quando todos os objetos “conversam” entre si e acessam a internet.

A aposta está em um relatório da Cisco de tendências de tecnologia para o ano que vem. Hoje, a empresa calcula que uma média de 80 objetos são conectados à internet por segundo. Até 2020 esse número deve chegar a 250, totalizando 50 bilhões de objetos conectados globalmente – cerca de sete por pessoa.

A partir do próximo ano, a Gartner prevê que dispositivos conectados, que vão de joias a geladeiras, vão liderar os gastos globais com tecnologia da informação, estimados em US$ 3,8 trilhões para 2014.

Tecnologias de Identificação por Rádio Frequência (RFID, em inglês) e a Comunicação por Campo de Curta distância (NFC, em inglês) hoje permitem que sistemas de navegação inteligentes controlados pelo smartphone sejam presença comum em automóveis, por exemplo. Mas o que a internet das coisas promete para os próximos anos é algo mais ambicioso, como o carro sem motorista do Google, já em fase avançada de testes.

“A hora de investir na internet das coisas é agora”, diz o diretor de engenharia da Cisco, Marcelo Uhalt. Para a empresa, a internet das coisas aprofunda o que seria a quarta fase da web. “Primeiro tivemos a conectividade, depois comércio eletrônico, redes sociais e, agora, estamos na era das experiências mais imersivas com a mobilidade e serviços na nuvem”, diz.

A Brastemp começou a vender este ano no País um fogão “smart” que permite acessar receitas pelo smartphone e programar o sistema para assar um bolo. Mas o portfólio de produtos conectados no Brasil é mais extenso e inclui geladeiras que compartilham listas de compras com toda a família, lâmpadas e babás eletrônicas.

A internet das coisas deve ajudar a promover também maior eficiência e inteligência a empresas, governos e cidades. Um exemplo é a criação de uma rede elétrica inteligente chamada Smart Grid, que mede o consumo de energia em tempo real, permitindo acompanhar os gastos com energia pelo telefone.

Chips.
A Intel é uma das empresas que têm investido pesado na fabricação de chips para a internet das coisas. Líder de mercado na era dos computadores pessoais, a companhia entrou tardiamente na transição para as tecnologias móveis. Agora, tenta recuperar a dianteira com uma divisão de negócios focada em chips especiais para conectar objetos.

No Brasil, o primeiro projeto da empresa na área foi o Posto do Futuro, desenvolvido em conjunto com a Petrobrás em 2011 no Rio de Janeiro. O posto é equipado com sistemas inteligentes capazes de interagir com chips instalados nos carros e que identificam, por exemplo, se o veículo precisa de uma troca de óleo.

A empresa também desenvolve os chips eletrônicos para rastreamento de veículos que devem se tornar obrigatórios no País em 2015 e que poderá ser usado para facilidades como a cobrança de pedágio por quilômetro rodado no futuro. “Estaremos rodeados de máquinas inteligentes até 2025 que vão abrir diversas possibilidades de negócios”, diz diretor de inovação da Intel, Max Leite.

Antes disso, o executivo diz que há desafios a serem vencidos, como desenvolver dispositivos com melhor capacidade energética e baterias menores para conectar um número maior de objetos, construir servidores com arquitetura mais eficiente e alta performance para processar dados e sistemas de segurança que garantam o bom funcionamento da Internet das Coisas.

Uhalt, da Cisco, aponta que é na solução desses problemas que estão muitas oportunidades. “Se eu fosse um empreendedor, hoje criaria uma startup para desenvolver sistemas e aplicações para a internet das coisas”, diz.



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