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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

26 de setembro de 2011 15h53

Procura-se sócio para iPad brasileiro

Principal problema para implantação de fábrica no Brasil é falta de um sócio local, diz ministro de ciência e tecnologia

Por Agências

Principal problema para implantação de fábrica no Brasil é falta de um sócio local, diz ministro de ciência e tecnologia

Fachada do Condomínio industrial Global Jundiaí, onde a empresa de Taiwan está instalada. FOTO: Andre Lessa/AE

SÃO PAULO – Um dos principais problemas para a implantação de uma fábrica para a montagem no Brasil do computador tablet iPad, da Apple, é encontrar um sócio brasileiro capacitado, afirmou nesta segunda-feira, 26, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

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Apesar dos esforços do ministério para garantir a instalação da fábrica, ainda há dificuldades no projeto incluindo fornecimento de energia, mão de obra qualificada e parceiros locais, disse Mercadante.

A expectativa oficial do ministério é que a taiuanesa Foxconn, que monta o iPad para a Apple, produza o equipamento até o final do ano na região de Jundiaí, no interior de São Paulo. iPhones e iPods também deverão ser fabricados em outra unidade industrial próxima.

“A negociação é bastante complexa, as condições de estrutura, tecnologia, energia, logística, é muito complexo”, disse o ministro a jornalistas após falar em um seminário sobre inovação e tecnologia em São Paulo.

“Qual é a maior dificuldade? São os sócios brasileiros”, disse ele durante sua apresentação. “É uma exigência ter sócios brasileiros, na área de tecnologia os sócios que nós temos não têm musculatura financeira para investimentos próximos a esse valor”, disse ele.

O valor a que ele se referia são os estimados US$ 12 bilhões que devem ser aplicados no empreendimento, mas ele acrescentou que não é “exatamente” esse valor a ser investido no projeto, mas um montante “próximo”.

Mercadante tentou afastar especulações de que a montagem local do produto pode ser adiada, afirmando que, apesar da complexidade do tema, as negociações estão “avançadas” e que está “otimista” com o resultado. Ele afirmou não poder dar muitos detalhes por ter um acordo de sigilo com as partes envolvidas.

O ministro disse ainda que o governo cumpriu a promessa de ter tablets feitos no país sob o novo regime de incentivos para a produção local do equipamento, citando como exemplo Samsung, Motorola e Positivo Informática – esta última que lançou oficialmente seu tablet semana passada.

Mais inovação. Uma das principais metas agora do ministério é atrair empresas para produzir telas sensíveis ao toque no Brasil, o que representaria um marco para o país, disse Mercadante.

Não há no Ocidente nenhuma fábrica desse tipo, apenas na Ásia, segundo o ministro. O governo também que atrair a iniciativa privada para fabricação de semicondutores.

O setor de videogames também está na pauta do ministério e na próxima terça-feira será anunciado um grande investimento na área de games no país, de acordo com Mercadante.

/ REUTERS