Porque a cultura não é gratuita, por Andrew Keen
- 8 de dezembro de 2009|
- 20h50|
- Tweet este Post
Por

Andrew Keen é autor de ‘O culto ao amador’, manifesto contra o idealismo da web 2.0. Em setembro, quando esteve de passagem pelo Brasil, ele conversou com o ‘Link’. Leia aqui. Recentemente, Keen escreveu um ensaio intitulado ‘Porque a cultura não é gratuita’ para a ‘DGA Magazine’, revista do sindicato dos diretores de cinema norte-americano.
“Neste ensaio”, escreve a revista, “ele examina como a internet deu origem a uma revolta geracional que está mudando não só a economia da indústria cinematográfica, mas a maneira como o público percebe filmes. O resultado poderia ser uma cacofonia de conteúdo gerado pelo usuário, na qual artistas perdem a sua voz e seu sustento”.
No texto, Keen desfila críticas a jornalistas e pensadores que discordam dele, como Matt Mason, Lawrence Lessig, David Weinberger, Cory Doctorow, e elogios aqueles que compactuam com a sua visão, neste caso, apenas o diretor Milos Forman é citado. Leia alguns trechos do artigo, que você encontra na integra e em inglês aqui:
“Filmes podem mudar o mundo, mas hoje, na primeira década do século 21, as mudanças globais ameaçam mudar fundamentalmente os filmes. Hoje, há uma rebelião de pessoas de fora contra o sistema. E esta revolução digital é, em parte, uma rebelião contra o homem com a câmera de filmar. É a revolta de uma geração internet ingenuamente idealista contra a mídia tradicional”, afirma.
“Não é apenas a indústria de cinema, é claro, que a revolução digital desafia. Na verdade, essa revolução é um assalto fundamental sobre a autoridade de todos os meios de comunicação desde livros e jornais a música e filmes”, escreve.
“A grande maioria dos ladrões (é como ele se refere as pessoas que compartilham conteúdo na internet) não são heróicos visionários digitais. Eles estão baixando mais o último filme do ‘Harry Potter’ apenas para que eles não precisem pagar por ele”, afirma. E continua: “O que a revolução digital está realmente prometendo entregar são “baratos” e “sujos” vídeos online com audiências infinitesimal”.
Já perto do final do artigo, ele escreve: “acho que a indústria do cinema tem que pensar de forma mais criativa também, ao invés de confiar apenas no direito de controlar o incontrolável. Como afirmei anteriormente, a história do cinema é toda ligada a história da rebelião. E não há dúvida de que a revolução digital do século 21 roubou este manto de rebelião em um negócio de filme cada vez mais institucionalizado e conservador.”
Este último parágrafo é um discreto contraponto em um longo e envolvente texto que parece feito para agradar aos seus leitores do sindicato dos diretores de cinema norte-americano.
Leia também:
Hollywood foi contra o cinema em casa
As armas hi-tech de um ‘novo cinema’
Como a internet mudou o jogo do cinema
Posts relacionados
-
10/12/2009 - 15:11 Enviado por: Jéssica
Pelo texto parece-me algo do tipo: como chover no molhado e agradar a cultura das mediações. O compartilhamento via Internet já é algo dado, sem controle. A hora não é de críticas e sim de discussão de tais dados para buscar alternativas que se adaptem à Internet e aos seus aspectos sócio-tecnicos.
denunciar abuso -
16/12/2009 - 10:28 Enviado por: Paulo
Um cara de opiniões banais que só recebe holofotes das grandes empresas de comunicação pq estas tb estão perdendo receita com o compartilhamento permitido pela WEB.
Os formatos dos negócios mudaram e mudarão ainda mais e os sistemas de remuneração deverão seguir esses novos padrões.
denunciar abuso
Últimas
-
POR Murilo Roncolato
Bloqueado, Pirate Bay depende de alternativas
Site de torrents mais popular do mundo luta para se manter acessível depois que tribunal decidiu pelo seu blo[...] Leia mais
-
POR Agências
Para corte, Google não tem de filtrar YouTube
Tribunal francês decidiu em favor da empresa contra canal de TV que queria compensação por conteúdo seu no[...] Leia mais
-
POR Agências
Google exibe nova versão do Chromebook
Desenhado pela Samsung, o computador com sistema operacional Chrome OS, baseado na nuvem, ganha nova edição[...] Leia mais
-
POR Agências
Embraer e Telebras se unem por comunicação no espaço
A empresa criada pelas duas trabalharão em satélite que responderá também pelo Plano Nacional de Banda Lar[...] Leia mais
Blogs do Link
-
Radar Tecnológico |
8h52
Fundador do WikiLeaks será extraditado à Suécia
Por cinco votos a favor e dois contra, a Suprema Corte da Grã Bretanha aprovou nesta quarta-feira a extradição do fundador[...] Leia mais
-
Homem-Objeto |
20h13
HP lança o tablet mais caro do Brasil
A HP acaba de lançar o tablet mais caro do Brasil, o Slate 2. O preço sugerido para a versão apenas com Wi-Fi e 64 GB de a[...] Leia mais
-
Daniel Gonzales |
17h01
Cansou do Draw Something? Tente o Sing Something
Na esteira do sucesso estrondoso do Draw Something – o jogo de adivinhação baseado em desenhos que opõe duas pessoas[...] Leia mais
-
David Pogue |
17h53
Um programa do governo que pode melhorar a economia
É interessante ver ações de governo pensando no futuro e no consumidor. No universo da tecnologia, isso acontece com frequ[...] Leia mais
-
Modo Arcade |
16h24
Quanto custavam os videogames na época em que foram lançados?
Lançado a menos de R$ 700, N64 custaria quase R$ 2 mil hoje Videogames no Brasil são caros. Quando chega um jogo ou um cons[...] Leia mais
-
Renato Cruz |
9h27
Microsoft quer cortar os fios
Empresa aposta no Windows 8 para se expandir no mercado de computação móvel, o que mais cresce Leia mais
-
Filipe Serrano |
20h00
A grande inovação tecnológica criada pelo Facebook
-
Alexandre Matias |
19h01
Um oásis de quietude dentro do oba-oba das redes sociais
-
Rodrigo Martins |
0h17
Mark Zuckerberg se casa um dia após se tornar um dos mais ricos do mundo
Surpreendeu a todos no Facebook neste sábado. O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, atualizou agora à noite seu status de[...] Leia mais
-
Tatiana de Mello Dias |
19h01
Os piratas no Brasil
Quase metade dos brasileiros que usam a internet consomem conteúdo ilegalmente, diz Ipea 41% dos brasileiros conectados à i[...] Leia mais
Deixe um comentário: