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Para onde irá a Adobe?

Por The New York Times

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Por Nick Bilton

Este foi um ano bastante difícil para a Adobe Systems.

A companhia foi maltratada por causa do seu software, criando um conflito com a Apple e seu diretor executivo, Steven P. Jobs.

Depois de várias tentativas de influenciar a opinião da Apple, a Adobe aparentemente desistiu e, em busca de uma parceria, procurou outras empresas maiores.

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No mesmo dia em que as ações da companhia chegaram à sua cotação mais baixa em 52 semanas, escrevi um artigo que falava de uma reunião secreta entre Steven A. Ballmer, diretor executivo da Microsoft, e Shantanu Narayen, o diretor da Adobe.

Como disse no artigo, a reunião teve como finalidade discutir uma estratégia de colaboração para combater a Apple e o imenso controle que ela detém na área de telefonia móvel. Nada foi descartado, até mesmo uma possível aquisição da Adobe pela Microsoft, embora este projeto não deva passar da fase preliminar das discussões.

O CEO da Adobe, Shantanu Narayen. FOTO: Brendan McDermid/REUTERS

Esta semana, Narayen falou com Liz Claman, da Fox Business Network, sobre algumas das dificuldades da companhia e sua possível venda.

Quando indagado sobre uma eventual aquisição pela Microsoft, Narayen respondeu: “Nós prezamos muito nossa independência, e continuamos achando que há oportunidades imensas reservadas para a nossa companhia”.

Pressionado por Claman a dizer se a Adobe gostaria de se fundir ou se passaria o controle para a Microsoft, Narayen  reiterou suas esperanças de a empresa continuar independente.

“Mais uma vez, as tendências macroeconômicas impulsionam nossa empresa para a criação de conteúdo, para tornarmos a companhia rentável, administrável, e transferirmos este valor aos nossos clientes: são estas as principais preocupações da nossa companhia”, acrescentou Narayen.

Ele disse ainda que pretende constituir parcerias estratégicas com gigantes como a Microsoft, a Google ou até mesmo a Apple.

Mas parece que algumas delas, principalmente a Apple, não estão propensas a estabelecer este tipo de associação.

Esta semana, a Apple apresentou a Mac App Store, que provavelmente afetará ainda mais os planos futuros da Adobe. Por representar uma solução ultra-simples para os proprietários de Macs, permitindo-lhes adquirir software mais barato através da Apple, poderá fazer com que os desenvolvedores se apoderem dos produtos caros da Adobe, oferecendo-os diretamente aos consumidores por uma fração do seu custo.

Atualmente, o software suite Master Collection da Adobe, que inclui Photoshop, Illustrator e vários outros aplicativos, é vendido por US$ 2.600.

Sarah Rotman Epps, analista de pesquisa da Forrester Research, explicou em uma entrevista, no início da semana, que o forte da Adobe é a venda para grandes corporações.

“O principal negócio da Adobe é seu software para empresas e a venda maciça deste produto às corporações”, ela disse. “Talvez a companhia devesse oferecer um conjunto de software mais barato e simplificado para consumidores comuns”.

Não bastassem as dificuldades da Adobe com a Apple na área de software, esta começou vendendo seus novos laptops Macbook Air sem o Flash Player da Adobe instalado. O que se torna mais um golpe para o principal software da companhia.

Talvez seja por isso que a Adobe está tentando agradar à Microsoft.

Como Narayen observou no programa da Fox: “A parceria com a Microsoft pretende assegurar que nossos aplicativos criativos, que são os mais vendidos no mundo todo, funcionem muito bem na plataforma Windows. Este é o objetivo da parceria com a Microsoft”.

/ Tradução de Anna Capovilla

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1 Comentário
  • 26/10/2010 - 14:47
    Enviado por: Oliveira

    Do Photoshop CS5 ou qualquer produto do pacote Master Collection CS5, quem utiliza e acha um programa ruim ou inútil, merece morrer de fome e ser pobre.

    Hoje não existem parâmetros no mercado para competir com um Photoshop CS5, ou um Premiere, Illustrator e After Effects. São programas excepcionais em qualidade, desempenho e não tem concorrente a altura.

    Tem cabimento um pacote desse ser vendido por 200 dólares?

    É como entrar numa loja da Hugo Boss, comprar um terno de 8 mil reais e achar caro, que esse terno vale 150 reais.

    Quem quer comprar roupa barata, vai na Colombo, quem quer usar roupa de qualidade vai na Hugo Boss, Armani etc… Quem quer comprar programa ruim vai no site baixaaqui.com.br e acha lá, quem quer qualidade especifica, busca uma Adobe.

    denunciar abuso

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