Para espalhar, é preciso apenas ser bom
- 13 de junho de 2010|
- 18h40|
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Por Fernando Martines
A informação parece que tem vida própria na internet. Mas a força propulsora não é natural e são pessoas como eu e você que fazem as notícias caminhar online. “O mais importante é quem passa a informação”, explica o pesquisador Jeffrey Bardzell em entrevista ao Link.
Bardzell conduziu um estudo na Universidade de Indiana apurando como as pessoas se engajam emocionalmente com os vídeos que recebem e passam adiante. E constatou que o ponto principal em gostar ou não de um vídeo não está no conteúdo em si. “Você recebe, lê e interpreta de forma diferente um vídeo passado por sua mãe, por um colega de trabalho, por um amigo e pela sua namorada. E isso determina sua decisão de repassar ou não aquele link para frente.”
Um dos grandes autores de conteúdos que se espalham espontaneamente no Brasil é o programa Pânico na TV, mas o sucesso online é consequência, explica o diretor do programa, Alan Raap: “Pensamos apenas no programa que vai ao ar no domingo, em fazer que ele seja engraçado e bom. Assim, naturalmente ele vai se espalhar, não pensamos sobre isso”.
Joseph Jaffe, publicitário e autor de livros sobre marketing online, concorda com o diretor do Pânico. Para ele, não existe conteúdo feito para caminhar sozinho. “Conteúdo bom será viral. Simples assim”, disse em entrevista ao Link. “Pensar em fazer algo que seja replicado antes mesmo de produzir esse conteúdo é colocar o carro na frente dos bois.”
Assim, com tantos fatores imponderáveis, parece quase impossível prever se um vídeo, texto ou fotomontagem fará sucesso ou não. Mas Didier Sornette, professor do Instituto de Tecnologia de Zurich, e Riley Crane, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), desenvolveram um modelo matemático para prever a audiência de um vídeo – baseado em modelos de medição de terremotos. Tendo como base a quantidade de visualizações de um vídeo em apenas um dia, os dois estudiosos afirmam ter capacidade de prever quantas vezes aquele vídeo será visto nos próximos dias. “O fator principal é o tempo. Este é o gargalo: o período que temos para passar nas redes sociais”, explica Sornette.
O conteúdo em si, a pessoa que lhe envia, o tempo que você tem para passar nas redes sociais. Independente do fator que catapulta algo na internet, só existe uma certeza: a de que esse é um processo já estabelecido e que tende a se expandir. O acesso à informação foi alterado de forma profunda e o jornalista Adam Penenberg crê que isso vai mudar ainda muito mais: “A maioria das pessoas acessa a web por meios fixos. Quando todos tiverem acesso móvel à internet, o mundo estará conectado 24 horas e esse processo de receber informações ficará muito mais intenso do que é hoje.”
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14/06/2010 - 17:32 Enviado por: Fábio
No Brasil não basta ser bom não, no caso de um video no youtube tem que conseguir entrar na panelinha dos blogues e ser linkado por eles. no caso do twitter, vejo as melhores frases são de perfis pouco seguidos, o famoso manda um “A” ja ganha 100 RTs.
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