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Google aquece briga pela música online

  • 19 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Redação Link

Empresa se adianta à Apple e lança seu serviço de música digital por streaming; novidade pode impulsionar setor

Camilo Rocha
Ligia Aguilhar

SÃO PAULO – Um dos anúncios mais esperados do Google I/O, conferência de desenvolvedores realizada semana passada, foi o lançamento do serviço de streaming musical da empresa, o Google Play Music All Access. Inicialmente disponível apenas nos Estados Unidos, o serviço tem versões para o sistema Android e a para a web por US$ 9,99 ao mês – US$ 7,99 até 30 de junho.

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Chris Yerga, diretor de
engenharia do Android apresenta o Google Play Music All Access no Google I/O. FOTO: John G. Mabanglo/EFE

O Google já mantém o YouTube, considerado o maior site de streaming do mundo. Em 2012, os dez vídeos mais vistos pelos brasileiros no site eram todos de música. Com o novo serviço, a empresa oferece uma opção paga e mais organizada, além de reforçar a presença em um dos mercados mais quentes do entretenimento digital.

O Google chega num terreno ocupado por empresas menores e já estabelecidas, como o Spotify, atual líder mundial, Pandora, Rdio e Deezer. Juntas, essas empresas movimentaram mais de US$ 1 bilhão em 2012.

Nos serviços de streaming, o usuário paga uma assinatura mensal para ter acesso ilimitado a um vasto acervo online de músicas. “Esses modelos baseados em assinatura serão grandes pilares de crescimento da indústria musical nos próximos anos”, diz Cláudio Vargas, vice-presidente de novos negócios da Sony Brasil.

O streaming é considerado a salvação para uma indústria que passou a última década sendo atropelada pelo compartilhamento de música online. Embora refute essa ideia, Fabio Silveira, gerente de novas mídias da Deckdisc, maior selo independente do Brasil, considera o serviço uma arma poderosa contra a sangria desatada da pirataria. “É a resposta que as gravadoras deveriam ter sido capazes de dar anos atrás. O valor é acessível, todo mundo pode pagar.”

Mathieu Le Roux, diretor do Deezer para a América Latina, concorda. “Hoje, 90% da minha concorrência é a pirataria, que tem um impacto muito maior no negócio do que o Google e a Apple reunidos”, diz.

A chegada do Google pode ser um ponto de virada para um mercado que soma 20 milhões de assinantes no mundo. “É um número pequeno diante do potencial do serviço. A entrada de grandes players como o Google mostra que o streaming é um bom negócio”, diz Vargas.

No Brasil, esse mercado ainda é incipiente. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), em 2012, a música digital chegou a 28,37% do mercado total de música no País. O papel do streaming por assinatura ainda é pequeno: 25,3% da receita com o digital. Ou seja, o serviço ainda precisa crescer muito para causar impacto no bolo geral da indústria. “Sou defensor fervoroso do streaming. Mas a remuneração é muito baixa e o sistema é complexo e caro. Quem mais ganha hoje são as empresas de tecnologia”, diz Maurício Tagliari, sócio do selo YB Music, casa de artistas como Tulipa Ruiz.

Um estudo da Merlin, agência global de direitos autorais que representa selos e artistas independente aponta que os associados da agência esperam arrecadar US$ 65 milhões em royalties de serviços de streaming em 2013. Dividido entre os 20 mil membros, o valor total representa apenas US$ 3,2 mil para cada selo.

“O streaming não vai representar 100% da renda e artistas, mas vai ter uma posição importante na remuneração. Em alguns países já é maior do que as vendas em download”, diz Le Roux, da Deezer.

Vargas, da Sony, ameniza. “É um modelo diferente e, portanto, a remuneração é diferente para a cadeia como um todo. É uma nova economia para um novo consumidor”, diz.

STREAMING |

O que é?
Forma de transferência de dados que permite tocar vídeo ou música direto da internet, sem baixar.

Como funciona?
Em vez de baixar o arquivo , o streaming permite que a música comece a ser escutada enquanto o arquivo é carregado.

Velocidade
O sistema é mais rápido porque a música não fica armazenada no computador, mas apenas no cache. Dessa forma, a transmissão não viola os direitos autorais.

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• Cenário: Streaming é apenas mais uma fonte de renda para a indústria
• Page revela lado pessoal no evento
Link no papel – 20/5/2013

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Page revela lado pessoal no evento

  • 19 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Redação Link

Fundador do Google critica foco na competição

Claire Cain Miller , The New York Times

SÃO FRANCISCO – Faltavam anúncios de grande importância na conferência de desenvolvedores Google I/O. Mas o presidente executivo e fundador da empresa, Larry Page, agitou o evento ao chegar de surpresa no palco para responder a perguntas de desenvolvedores na plateia.

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Larry Page no palco do Google I/O FOTO: Jeff Chiu/AP Photo

Larry Page em geral reluta em falar em público. Recentemente se mostrava muito reticente. Evitava eventos públicos por causa de problemas com a voz, que ficou mais baixa e nasal. Dois dias antes da conferência, revelou que uma das suas cordas vocais está paralisada.

Larry Page disse que gostaria de ter revelado o seu problema de saúde mais cedo.

“Eu sempre achei que este tipo de problema era um assunto muito particular, mas penso que, no meu caso, deveria ter feito isto mais cedo”, afirmou.

Depois ele mudou o assunto para fazer uma declaração mais ampla sobre a necessidade de uma reforma da saúde. Segundo ele, as pessoas não revelam seus problemas de saúde porque ficam preocupadas que o seguro se recuse a cobrir o tratamento. “Isso não tem sentido. Temos de mudar as regras do seguro médico de maneira que eles garantam o tratamento das pessoas”, afirmou.

Page também se referiu à necessidade de incentivar as crianças a se dedicarem à ciência da computação. Falou ainda da competição e do negativismo no setor de tecnologia e da resistência das pessoas às mudanças tecnológicas.

“A ciência da computação tem um problema de marketing”, declarou ele, depois de contar, com nostalgia, como passou a se interessar pela tecnologia ainda menino, quando seu pai o levou a uma feira de robótica.

Outro problema que retarda o avanço tecnológico, segundo ele, é a desnecessária competição entre as empresas de tecnologia e a sede da mídia para falar a respeito disso.

“Cada artigo que leio sobre nossa empresa sempre faz referência ao Google versus alguma outra companhia, ou algo estúpido do gênero, e isso não é nada interessante”, afirmou. “Devemos criar grandes coisas que não existem. Não é sendo negativo que vamos avançar.”

Entretanto, ele criticou duas rivais do Google. Falando sobre o desenvolvimento para a web, ele disse: “Certamente lutamos com empresas como a Microsoft”.

E em resposta a uma pergunta sobre o sistema operacional Android e o Java, da Oracle, afirmou: “Tivemos um relacionamento difícil com a Oracle, e fomos parar até nos tribunais”. E acrescentou: “acho que dinheiro é mais importante para eles do que qualquer tipo de colaboração”.

/ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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Link no papel – 20/5/2013

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Link no papel – 20/5/2013

  • 19 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Redação Link

Veja o ‘Link’ desta segunda-feira

Streaming
Google aquece briga pela música online
Cenário: Streaming é apenas mais uma fonte de renda para a indústria

Google I/O
Page revela lado pessoal no evento

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Streaming é apenas mais uma fonte de renda para a indústria

  • 19 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Redação Link

Pena Schmidt

O streaming não é a tábua de salvação da indústria musical porque ela não precisa ser salva. Pode não estar como em seus melhores dias, mas parou de derreter e agora lucra mais. O Brasil ainda é um mercado razoável. Roberto Carlos vende bem e há uma plataforma comercial, apoiada nas trilhas das TVs e no rádio com jabá, que sustenta artistas de massa.

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A contribuição da internet no dinheiro da música do Brasil ainda é pífia. Em outros países, as receitas digitais já passam da metade. O streaming é apenas mais uma fonte, ao lado de lojas digitais. Para que haja dinheiro na música digital no Brasil, seriam necessárias mudanças profundas. Por exemplo, uma licença pública, como a do rádio, que permite a execução em troca do pagamento ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A internet é diferente. Seria necessário um Ecad para a ela, em sintonia com autores e protagonistas. É fundamental mudar a Lei do Direito Autoral para redefinir este campo.

Apoio uma proposta que se chama “compartilhamento legal”, que visa a descriminalizar a música que circula de forma não comercial, mediante uma taxa razoável. Algo como R$ 2 por mês na conta do celular.

/ É PRODUTOR MUSICAL

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Protestos na internet acabam na Justiça

  • 19 de maio de 2013|
  • 13h18

Por Anna Carolina Papp

Em duas decisões recentes, tribunais proibiram acusados de fazer críticas na internet; casos aumentam debate  sobre liberdade de expressão online

SÃO PAULO – Em junho de 2011, o engenheiro agrônomo e advogado Ricardo Fraga Oliveira iniciou um movimento chamado “O Outro Lado do Muro – Intervenção Coletiva”, a fim de questionar o uso de uma área de 10 mil m2 para a construção de um empreendimento imobiliário na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Na quarta-feira, 15, os desembargadores da 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram manter a decisão de março deste ano de proibí-lo de se manifestar contra o Ibirapuera Boulevard, da construtora Mofarrej Empreendimentos. Fraga também não está autorizado para circular no quarteirão da construção, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves.

Uma das principais ferramentas do autor do projeto de “reflexão sobre o espaço urbano” era seu perfil no Facebook, que contava com mensagens e fotos das manifestações da comunidade, bem como denúncias alegando irregularidades da construtora Mofarrej para a ocupação da área, devido à passagem de um córrego pela região.

Facebook Ricardo Fraga Oliveira

Processo. Em março deste ano, a empresa solicitou a restrição da manifestação de Oliveira sobre o condomínio na internet, além de pedir indenização por danos morais e materiais que teriam sido causados pelos protestos. A Justiça proibiu o engenheiro de manifestação física em um raio de 1 km a área e de publicar qualquer mensagem sobre a obra nas redes sociais.

A defesa entrou com um recurso, o agravo de instrumento, a fim de acabar com as restrições. Já a construtora solicitou que o perfil do Facebook de Oliveira saísse do ar. A Justiça decidiu que o perfil de quase dois anos poderia ser mantida, mas que todas as menções ao empreendimento – entre duas e três mil publicações, segundo Oliveira – deveriam ser apagadas. O autor do projeto preferiu não fazê-lo, então a página foi censurada.

O outro lado do muro. Ricardo Fraga Oliveira, morador da Vila Mariana que já trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente, afirmou que a intenção do projeto nunca foi parar o empreendimento, e sim fazer uma reflexão sobre a ocupação do espaço urbano.

“A área estava há 60 anos sem uso. Quando vimos um stand no local, mesmo sem saber quem era o proprietário, resolvemos fazer uma reflexão sobre a cidade”, afirmou. No muro que cerca a área, foi colocada uma pequena escada para que as pessoas pudessem olhar por cima dele e emitir suas opiniões sobre como aquele espaço poderia ser aproveitado.

 Pedestres são convidados a subir nos degraus e a olhar área por cima do muro. FOTO: Nilton Fukuda/Estadão

“Queríamos saber, no imaginário da população, o que ela gostaria de ter para aquela área”, afirmou ele. Após a observação, as pessoas escreviam ou desenham suas opiniões em um pequeno quadro e fotos dos desenhos eram penduradas em um varal na frente do muro. Entre os projetos, estavam parques, praças e centros culturais.

A construtora afirmou que as manifestações afugentavam possíveis clientes do local e que as publicações de Oliveira no Facebook eram ofensivas e caluniosas. “O direito de expressão tem um limite, pois há o direito da empresa de livre iniciativa. O que há na verdade é um choque de direitos constitucionais – e o juiz vê qual deve prevalecer”, afirma Daniel Sanfins, advogado da Mofarrej.

Segundo o site da construtora, o empreendimento Ibirapuera Boulevard possui três torres de 27 andares, com dois apartamentos por andar. São 156 apartamentos e 6 coberturas duplex com, respectivamente, 246 e 391 m2. Estima-se que os valores das unidades podem chegar a R$ 5 milhões.

Um dos principais argumentações do engenheiro no início dos protestos era a respeito do impacto ambiental que a construção traria na região, uma vez que o córrego Boa Vista, hoje canalizado, passaria sob o terreno onde as torres estão sendo construídas – informação esta que não teria sido mencionada nos autos da empresa.

Juntando-se ao Movimento Defesa São Paulo, o projeto organizou um abaixo-assinado com 5 mil assinaturas a fim de encaminhar os pareceres a respeito da obra. Os alvarás da construtora foram suspensos duas vezes, mas depois foram restabelecidos. Em janeiro, foi instaurado um inquérito civil pelo Ministério Público, com o promotor Vicente Malaquias, para averiguar as irregularidades. Já a empresa afirma que Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesp) atestaram que não corre um rio pela região.

“A nossa ideia no início não era parar obra nenhuma, era fazer uma reflexão sobre a cidade, sobre a ocupação do espaço urbano; não havia essa pretensão. Todos falam sobre desenvolvimento sustentável, mas o que de fato está acontecendo?” questiona.

Quanto às proibições impostas pela Justiça, tanto offline como online, o engenheiro é categórico: “Guardadas as devidas proporções, eu me sinto um torturado dos tempos modernos. Isso é ser completamente castrado dos seus direitos”, afirmou.

A construtora alega que as publicações de Oliveira eram ofensivas e prejudiciais à sua reputação. O advogado nega e afirma que a página continha fotos do movimento projeto, das manifestações pacíficas entre moradores organizadas pelo projeto e informações sobre as denúncias ambientais contra a Morrajev. “Nunca fomos ofensivos; o máximo que fizemos foi uma brincadeira de ‘mandiguinha para os futuros moradores’, já que a responsabilidade não é só de quem constrói, mas de quem compra – mas em tom de brincadeira”, afirma.

Sem precedente. Renato Silviano Tchakerian, advogado de defesa de Oliveira, disse que o processo continuará a correr no Tribunal de Justiça, retornando à primeira instância. “Apresentaremos novas provas e testemunhas para mostrar que ele não cometeu nenhuma ofensa; estava tão somente exercendo seu direito de liberdade de expressão”, diz. Há ainda um julgamento em segunda instância que, caso não seja satisfatório, pode levar a questão ao Supremo Tribunal Federal.

“Esse caso ele é simbólico, um caso histórico, porque nunca houve um igual. Ele afirma que, em casos assim, o comum é a citação de precedentes para serem usados na diretriz do julgamento; mas que, desta vez, “não havia parâmetro”.

“Esta decisão pode abrir um precedente muito perigoso para a liberdade de expressão, pois a limita de uma forma muito forte. Muitos casos semelhantes podem acabar recebendo a mesma repressão”, pontua.

Desde março, a organização de direitos humanos e liberdade de expressão Artigo 19 vem acompanhando o caso e emitindo pareceres com base em parâmetros no exterior. ” A nossa avaliação é que a decisão continua sendo ofensa à liberdade de expressão, principalmente comparado aos padrões internacionais”, diz Camila Marques, advogada do grupo.

“O Marco Civil ainda está sendo retido no Congresso; ainda não temos uma legislação que paute essas questões de internet, o que faz com que a jurisprudência tenha que legislar”, afirma. “Este foi um dos primeiros casos em relação a protestos online, e isso abre um precedente muito negativo à liberdade de expressão na internet.”

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Fundador do Groupon vai lançar CD

  • 17 de maio de 2013|
  • 18h00

Por Ligia Aguilhar

Três meses após ser demitido da empresa que fundou, Andrew Mason anuncia novos planos, entre eles, o lançamento de um CD motivacional 

SÃO PAULO – Quase três meses depois de ter sido demitido do Groupon, o ex-CEO e fundador da empresa, Andrew Mason, publicou um texto em seu site no qual fala sobre seus novos planos e conta o que tem feito desde que deixou a liderança da empresa, em 28 de fevereiro. O mais surpreendente deles foi a gravação de um CD.

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Mason foi demitido do Groupon no fim de fevereiro. FOTO: Reuters

Mason anunciou sua saída do Groupon de forma inusitada. “Depois de quatro anos e meio intensos e maravilhosos como CEO do Groupon, eu decidi que quero passar mais tempo com a minha família. Brincadeira – eu fui demitido”, dizia a carta enviada aos funcionários na época.

Agora ele voltou a surpreender ao revelar que depois de ter vivido alguns “clichês básicos de quem fica desempregado”, como “viajar, perder peso e ler”,  gravou um CD de músicas motivacionais. “Gerenciei mais de 12 mil pessoas no Groupon, a maioria com menos de 25 anos. Me surpreendeu que muitos não tinham o mínimo entendimento básico sobre negócios”, afirmou.

Após questionar alguns funcionários e perceber que a maioria não havia lido nenhum livro de negócios, diz ter percebido que precisava difundir esse conhecimento de outra forma.

“Com isso em mente, passei uma semana em Los Angeles no início do mês gravando Hardly Workin’, um álbum com sete músicas motivacionais sobre negócios para pessoas que estão entrando no mercado de trabalho”, diz. “Essas músicas vão ajudar as pessoas a entender algumas das ideias que eu acredito serem essenciais para se tornar um funcionário produtivo.” As músicas, segundo ele, estarão disponíveis nas próximas semanas no iTunes.

O TechCrunch confirmou com Mason que o CD é real e não uma piada. E lançou até sugestões de capa para o álbum.

Manson disse também que acumulou diversas ideias que serão transformadas em novos negócios. Por isso, vai deixar Chicago e  se mudar com a esposa para São Francisco, onde pretende trabalhar meio período na incubadora de startups Y Combinator, no Vale do Silício.

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Governo quer levar internet para 90% da população até 2018

  • 17 de maio de 2013|
  • 15h19

Por Agências

Ministro das Comunicações afirma que intenção do governo é expandir acesso à rede, apesar de baixos investimentos

SÃO PAULO – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ratificou a meta do governo federal de disponibilizar o acesso à internet para 90% da população até 2018.

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A afirmação foi feita por ele ao comentar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na quinta-feira, 16, pelo IBGE, que apontou o crescimento de 20,9% para 46,5% na proporção do uso do serviço entre 2005 e 2011, ou seja, que mais de 53% dos brasileiros não utilizavam ainda o serviço à época.

Bernardo, no entanto, voltou a cobrar investimentos em infraestrutura na rede para cumprir a meta de universalizar o serviço até o início da próxima década.

“O mapa que publicaram é impressionante, pois pega diferença de volume de acesso entre Sul, Sudeste e Nordeste que é gritante. Você acha que o acesso no Piauí é menor que em São Paulo porque o usuário não quer?”, indagou. “É porque não tem disponível a infraestrutura”, respondeu o ministro.

/ AGÊNCIA ESTADO


Depois do Google, Amazon será interrogada no Reino Unido

  • 17 de maio de 2013|
  • 15h08

Por Agências

Parlamentares do país querem saber por que a empresa pagou um imposto tão baixo sobre vendas bilionárias

LONDRES  - A varejista da internet Amazon será reconvocada ao Parlamento britânico para esclarecer como suas atividades no Reino Unido justificam a sua baixa conta de impostos de renda, disseram dois parlamentares à agência Reuters.

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A Amazon vai seguir o gigante de buscas Google, que compareceu a outro inquérito do Comitê de Assuntos Públicos do Parlamento (PAC) sobre seus assuntos fiscais na quinta-feira, 16. Uma reportagem da Reuters no início do mês levantou questões sobre afirmações anteriores do Google de que o seu pessoal baseado no Reino Unido não fazia vendas para clientes.

Nos últimos seis anos, a Amazon pagou cerca de US$ 9 milhões em imposto de renda sobre mais de US$ 23 bilhões em vendas a clientes britânicos, porque diz que opera um negócio europeu único em Luxemburgo, ao invés de uma estrutura multinacional com subsidiárias independentes em diferentes países, e deve, portanto, pagar o imposto em Luxemburgo.

No entanto, a Reuters revelou evidências de declarações da própria empresa, anúncios de emprego, depoimentos de três fornecedores e cinco ex-funcionários, bem como os perfis de mais de 140 funcionários no site de relacionamento LinkedIn, o que sugere que a unidade do Reino Unido tem um alto grau de autonomia, com os gerentes locais decidindo sobre muitos aspectos do seu negócio.

“O modelo básico de negócios não era muito diferente de uma empresa de venda por correspondência nos anos 1970 ou 1980″, disse o gerente de desenvolvimento de negócios da Amazon.co.uk, Mark Riley, entre 2005 e 2008.

Bryan Roberts, diretor de inovação para varejo para a consultoria Kantar Retail, disse que além do fato de que os compradores fecham os negócios través da Internet, a unidade Amazon Reino Unido, que é baseada em edifício de escritórios em Slough, perto de Londres, era essencialmente uma varejista britânica.

A Amazon se recusou a responder quaisquer perguntas sobre o seu negócio no Reino Unido.

Na quinta-feira, o jornal The Guardian informou que havia encontrado “extensas atividades da Amazon no Reino Unido”, que sugeriam que a autoridade fiscal britânica poderia ser mais dura em tributar suas operações locais.

/ REUTERS

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Anatel critica divisão de lucros na internet

  • 17 de maio de 2013|
  • 15h02

Por Redação Link

Presidente da agência, João Rezende, disse que há uma concentração por parte das empresas de internet dos EUA

Eduardo Rodrigues

BRASÍLIA – O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, defendeu nesta sexta-feira, 17, que os ganhos de mercado na internet e com o desenvolvimento tecnológico das telecomunicações sejam mais bem divididos entre os países.

‘O controle de tecnologia e troca de tráfego está
praticamente nas mãos dos Estados Unidos’,
disse Rezende. Foto: Ed Ferreira/Estadão – 5/9/2012

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“Hoje, o controle de tecnologia e troca de tráfego está praticamente todo nas mãos dos Estados Unidos”, afirmou, há pouco, em evento comemorativo do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

Para isso, Rezende destacou a necessidade de debates mais intensos sobre tema dentro do âmbito da União Internacional de Telecomunicações (UIT), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) cujos representantes no Brasil estão presentes no evento.

“O debate no Congresso Brasileiro sobre a questão da neutralidade de rede passa por isso. O Google, por exemplo, tem a segunda receita publicitária na internet do Brasil e paga impostos diferentes das empresas daqui. Temos que pensar em um modelo de governança onde todos os países possam repartir benefícios mais diretos do mercado da internet”, acrescentou Rezende.

Defasagem. Durante exposição na abertura do encontro comemorativo, Rezende citou a expansão das telecomunicações no Brasil e destacou a crescente cobrança por parte da população de melhoria na qualidade desses serviços. Por outro lado, afirmou ele, o setor público não tem acompanhado essa evolução do segmento em termos de tecnologia.

“Há muitos setores com defasagem tecnológica muito grande em relação ao mercado, o que gera um descompasso no atendimento ao setor privado. Até mesmo a Anatel precisa buscar essa melhor gestão também da tecnologia”, completou.

/ AGÊNCIA ESTADO

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Foxconn pede tempo para cortar hora extra

  • 17 de maio de 2013|
  • 14h37

Por Agências

Grupo que produz eletrônicos para a Apple afirma que precisa de mais tempo para diminuir jornada de trabalho

TAIPÉ – O grupo de tecnologia Foxconn disse na sexta-feira, 17, que precisa de mais tempo para reduzir horas extras em fábricas na China, depois que fiscais de trabalho designados pela Apple, principal cliente da empresa, afirmaram que a redução da jornada até 1o de julho seria um desafio.

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A Apple pediu à Fair Labor Association (FLA) no ano passado para avaliar as condições de trabalho nas fábricas da Foxconn, após a empresa controladora pela Hon Hai Precision Industry ser fortemente criticada por uma série de suicídios e acidentes com funcionários desde 2010.

Em um terceiro relatório, a FLA disse que a Foxconn tinha resolvido 98% dos problemas levantados na avaliação inicial, incluindo corte de jornada e de horas extras, melhoria de condições de saúde e segurança, aumento de participação do sindicato. A empresa emprega mais de um milhão de funcionários em fábricas na China.

A Foxconn, no entanto, enfrentou desafio de fazer mais cortes de horas extras para os padrões das normas estabelecidas pela legislação chinesa até a data prevista, segundo o relatório, que foi divulgado na quinta-feira. A lei estipula um máximo de 40 horas de trabalho mais nove horas extras por semana.

“Precisamos de mais tempo com o prazo”, afirmou o porta-voz da Foxconn, Louis Woo, à agência Reuters. “Não conseguimos dizer quando poderemos cumprir a meta agora. Estamos tentando chegar a um calendário realista.”

Muitos trabalhadores da Foxconn, migrantes de várias partes da China, opõem-se a uma redução das horas extras, porque querem ganhar a maior quantidade de dinheiro possível em um curto espaço de tempo. Alguns trabalhadores disseram que podem deixar a empresa, se as horas extras forem cortadas.

A Hon Hai, maior fabricante terceirizada de eletrônicos do mundo, obtém cerca de 60% a 70%  de sua receita de contratos com a Apple.

/ REUTERS

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