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Os novos computadores

Por Tatiana de Mello Dias

A expectativa era que a Microsoft lançasse um tablet ou outro sistema operacional , mas só fez apresentar um protótipo menor de sua mesa touchscreen, o Surface (FOTO: LAURA RAUCH/EFE)

TABLETS

O novo tablet da Asus conta com o Android 3.0 FOTO: JULIE JACOBSON/AP

Desde que o iPad foi anunciado, todo o mercado se movimentou para competir com a Apple. E o resultado dessa movimentação que aconteceu ao longo de 2010 está espalhado pelos corredores da CES. Praticamente todos os grandes fabricantes lançaram seus modelos de tablets. Vão desde aparelhos avançados com processadores de núcleo duplo e o novíssimo Android 3.0, o HoneyComb, até os chineses mais genéricos – ePad e MyPad, para citar dois deles.

O novo sistema operacional do Google equipa alguns dos mais comentados tablets apresentados na CES. Desenvolvido especialmente para esse tipo de aparelho, o HoneyComb permite realizar múltiplas funções na mesma tela, além de ter algumas melhorias em aplicativos como o Maps (que ganhou visualização 3D) e o Gtalk (que permite chat em vídeo). É rápido e bonito: assistir aos vídeos no YouTube é uma experiência completamente diferente.

O HoneyComb está no tablet Motorola Xoom, no G-Slate da LG – que se conecta à rede 4G e deve chegar ao mercado americano nos próximos meses – e no novo tablet da Asus.

Eee Pad Slider, da Toshiba FOTO: ISAAC BREKKEN/AP

O Eee Pad Slider tem uma tela do mesmo tamanho, mas um diferencial que pode agradar quem precisa digitar muito: ele tem uma tela deslizante, o que o torna mais parecido com um notebook. Ele também tem processador dual core (Tegra, da Nvidia) e duas câmeras. A configuração é bem parecida com a do Toshiba Tablet, também apresentado na feira.

Mas nem só de Android vivem os tablets. O Eee Slate EP121 roda Windows 7 e tem uma boa configuração: processador Intel Core i5, 64GB de espaço para arquivos e 4GB de memória.

A RIM também apresentou seu PlayBook, que pretende agradar aos fãs de BlackBerry e concorrer direto com o iPad. O tablet tem processador de núcleo duplo e se conecta à rede 4G. Mas foi recebido com frieza.

Já a Samsung, que saiu na frente no mercado ao lançar seu Galaxy Tab no final de 2010, ficou um tanto ofuscada. O Galaxy Tab roda uma versão anterior do Android, a 2.2, que segundo o próprio Google não é a ideal para funcionar neste tipo de aparelho. Mas, mesmo assim, a família Galaxy fez sucesso no evento. O Tab ganhou uma versão mais barata, que se conecta apenas via Wi-Fi, e um irmão menor, o Galaxy Player, concorrente ao iPod Touch.

E a Apple? Ela não está na CES, mas seu espírito permanece presente nos inúmeros estandes dedicados aos periféricos para iPod, iPhone e, claro, iPad.

SMART TVS

Smart TVs da Samsung FOTO: ETHAN MILLER/AFP

Depois de um festival de pirotecnia tecnológica em torno das TVs, o preço da televisão subiu, as vendas caíram. E, hoje, o produto já não ocupa o Olimpo dos eletrônicos. A avaliação é do próprio analista de mercado da CES, Steve Koening. E, para ele, os equipamentos devem ficar 10% mais baratos neste ano.

Porém, poucas empresas adiantavam os preços dos lançamentos que foram expostos em Las Vegas. Mas, assim como os tablets, as TVs 3D também estavam por todos os lados – mesmo entre os pequenos fabricantes. Todos têm a sua LED e a sua 3D.

Sony e LG apresentaram aparelhos 3D sem a necessidade de óculos. O televisor da LG tem uma imagem decente, mas é preciso se posicionar a uma distância mínima e a um ângulo determinado.

Outra tendência é o conteúdo sob demanda. Os fabricantes exibiram uma enxurrada de aplicativos e diferenciais na programação de seus televisores conectados à internet, chamados de ‘smart TVs’. A Samsung apresentou a maior, com tela LED de 75 polegadas.

Na prática, o que vale são os aparelhos que rodam plataformas como a Yahoo Connected TV, também lançada na CES. O sistema, disponível em aparelhos da Samsung e da Toshiba, permite que as pessoas interajam com a programação, comprando os produtos ou acessando informações complementares.

E a Google TV? A plataforma para televisores ainda não vingou, mas a Sony reservou um bom espaço de seu estande para ela. O sistema estava nos televisores HD Bravia e em um tocador Blu-ray, mas os produtos estão disponíveis apenas nos EUA.

SUPER SMARTPHONES

Eles são mais do que smartphones. São maquininhas portáteis para fazer qualquer coisa – e basta um plugue para transformá-los em computadores de verdade. Todas as grandes fabricantes de celular apresentaram pelo menos um smartphone com processador de núcleo duplo, mais adequado para lidar com múltiplas tarefas e com redes de quarta geração que ainda estão por vir e prometem velocidade quase dez vezes maior do que o 3G. Outro ponto comum: são Androids.

motorola Atrix FOTO: ETHAN MILLER/AFP

Foram várias estrelas na festa, a começar pelo Motorola Atrix. Definido pelo CEO da empresa, Sangai Jhan, como o “smartphone mais poderoso do mundo”, ele roda Android 2.3 em um processador dual-core Nvidia Tegra com 1 gigahertz, tem tela de 4.1 polegadas, 1 gigabyte (GB) de memória RAM e 32 GB de espaço para arquivos. Mas o que chama a atenção são os seus periféricos. A Motorola inventou um “dock laptop” com monitor, mouse e teclado.

Ao conectar o celular, um aplicativo adapta a tela do celular às 11,6 polegadas do monitor. E funciona como um netbook normal: é possível editar documentos e navegar pela internet pelo Firefox. O produto parece promissor a julgar pelo interesse do público, mas ele ainda não tem preço definido.

O processador da Nvidia, coração do Atrix e apresentado na CES 2010, agora virou realidade e integra uma nova categoria de produtos. O primeiro smartphone equipado com o Tegra é o LG Optimis 2X, outro smartphone que atraiu os holofotes na CES. Ele chega ao mercado coreano ainda neste mês.

Outro dos celulares mais espetaculares é o Samsung Infuse 4G. A tela super Amoled de 4,5 polegadas impressiona. O super celular roda o Android 2.3 em um processador da Samsung com 1,2 GHz . Assim como os concorrentes, tem duas câmeras: uma frontal (1,2 megapixels) e outra comum de (8 megapixels).

Só há um problema: a duração da bateria. Os Androids são conhecidos por seu apetite voraz por energia, embora isso tenha melhorado. A Samsung diz que a bateria do Infuse dura 14,5 horas de conversa e 640 horas em standby; o Atrix, diz a Motorola, dura 8 horas de conversa e 312 horas em stand by. O Optimus 2X, da LG, fica atrás: 5 horas de conversa e 440 horas em stand by. Os super smartphones podem substituir a função de um netbook. Mas toda a mobilidade é em vão se a bateria não durar.

* A REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA MOTOROLA

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Leia mais:

Link no papel – 10/01/2011
O que muda com os tablets

1 Comentário
  • 10/01/2011 - 08:13
    Enviado por: Dércio Geraldo

    É uma pena que aqui no Brasil tudo se torna muito caro, a população mais carente nunca vai conseguir ter um, se pega com promoção das operadoras os serviços ficam caros.

    denunciar abuso

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