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O Xereta

Por Carla Peralva

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Em 6 meses, Mark Zuckerberg mudou quatro vezes as regras de privacidade do Facebook. Resultado: um movimento de fuga marcado para hoje e o título de vilão da vez

O Facebook conecta mais de 400 milhões de pessoas e tudo indica que logo vai atingir a casa do meio bilhão. Quando isso acontecer, um em cada 13 habitantes no mundo (considerando uma população de 7 bilhões) estará na rede social. Mais de 25 bilhões de postagens já são feitas por lá a cada mês. Agora, esse gigante enfrenta reclamações proporcionais a seu tamanho. Governos, organizações internacionais e usuários estão questionando a forma como a privacidade é tratada na rede social.

Até sexta-feira à noite, 23.361 pessoas haviam prometido deixar a rede social hoje e excluir seu perfil. Esta segunda-feira, 31, é o dia de sair do Facebook, o Quit Facebook Day, como é chamado pelos criadores do movimento.

Irritados com a dificuldade de controlar a exposição de seus dados, dois canadenses resolveram buscar adeptos para uma debandada do site que, segundo eles, não respeita usuários, informações pessoais nem o futuro da web.

As constantes reclamações sobre o Facebook reabriram um debate recorrente quando se trata de redes sociais: a privacidade.

Desde novembro do ano passado, o Facebook alterou quatro vezes sua política de privacidade. E a cada mudança, os dados dos usuários ganhavam mais exposição pública até que eles percebessem a mudança e reconfigurassem o que deveria ser visto apenas por seus amigos e o que todo mundo poderia ver se jogasse o nome da pessoa no Google.

Em abril, junto do lançamento do botão “Like” que pode ser usado por outros sites, veio a mudança que disparou a reação anti-Facebook. A política de privacidade da rede social foi alterada mais uma vez e passou a conter itens polêmicos que, entre outras coisas, determinam o compartilhamento dos dados dos usuários com aplicativos de terceiros e sites que usam os plugins sociais da rede. As informações poderiam ser armazenadas por outras empresas para sempre.

No dia 5 de maio, o Electronic Privacy Information Center apresentou queixa exigindo que a Comissão Federal de Comércio dos EUA pedisse explicações para o Facebook sobre as frequentes mudanças em suas regras de privacidade, que, segundo eles, tornavam os controles ilusórios e cada vez menos intuitivos.

Eles exigiram e a resposta veio na quarta-feira, 26, com o anúncio da simplificação dos controles de privacidade e da possibilidade controlar a exibição de informações que antes eram obrigatoriamente acessíveis.

E era esse o ponto de conflito: até quarta, informações como nome, foto de perfil, cidade, profissão, lista de amigos e conteúdos marcados com o “Like” eram obrigatoriamente públicas e poderiam ser armazenados indefinidamente pelos aplicativos. Agora, a lista de amigos e a páginas curtidas podem ser privadas.

Por causa das tensões dos últimos meses, Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, virou o mais novo vilão do Vale do Silício. Com apenas 26 anos, já foi conhecido como visionário e empreendedor e, agora, ganha a fama de inescrupuloso e despreocupado com a segurança das informações de quem usa a rede social criada por ele seis anos atrás, enquanto ainda era um jovem universitário em Harvard.

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7 Comentários
  • 31/05/2010 - 00:50
    Enviado por: Priscila

    Quem se expõe, reclama por estar exposto… É brincadeira. Quer privacidade? Saia das redes sociais online e crie redes sociais reais.

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  • 31/05/2010 - 05:02
    Enviado por: Sabrina

    Ja sai faz tempo dessa rede, assim como disse bye-bye pro orkut. Alem de ser perda de tempo, a pessoa acaba se alienando a tudo aquilo que tem ao proprio redor.

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  • 31/05/2010 - 10:05
    Enviado por: Josef K.

    É chique ser do horrendo e difícil “fêicibuqui”,até o Obama tem conta lá,:P,então sigamos! Hj em dia não participo de nenhuma rede social,mas na época em q costumava participar,preferia mil vzs o Orkut – tão execrado injustamente pelos chatérrimos pseudo-intelectuais da NET – que esse troço,pq,além de prático,é privado q enche o saco. Mas como é “popular”,não merece crédito,mesmo sendo campeão na Índia e no Brasil,dois dos países mais populosos do mundo. É da periferia do mundo?SOY CONTRA!

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  • 31/05/2010 - 10:18
    Enviado por: Marcelo Santos

    As redes sociais são excelentes, mas a falta de privacidade é preocupante.

    Eu tive que sair porque tive minha privacidade “quebrada” por 2 vezes.

    Ainda mantive o ORKUT, que pelo menos não vaza os dados. Já o Facebook coloca seu nome no Google pra quem interessar, mesmo colocando privacidade “only friends”.

    Lamentavél.

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  • 31/05/2010 - 10:31
    Enviado por: Edu Giansante

    vamos parar de brincar de sermos idiotas e de que o facebook é o grande vilao? ninguem coloca informacao que nao quer lá. nenhuma informacao lá é vital. voce pode ter uma conta de email só pro facebook, pode ter profile sem fotos, e nao precisa colocar onde trabalha. Se vc faz isso é porque esta disposto a compartilhar essa informacao.

    nada que ocorre no facebook é crucial pra sua vida, porem é hoje uma das maiores ferramentas de marketing do mercado. E o melhor: é gratis.

    ou seja, eu nao vou excluir minha conta, pois ela nao tem nada que eu nao queira que os outros vejam. e vou continuar usando pra promover meus clientes, ja que ainda existem alguns milhares de usuarios que “gostam” ou tornam-se “fans” das marcas que estao la.

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  • 31/05/2010 - 11:40
    Enviado por: Anna H.

    Também ja me decepcionei com o Facebook, quando descobri que estavam vendo meu perfil e tudo mais sem que eu soubesse. O Face nao nos adverte quando informações sobre seus usuários são vistos por quem nao está sendo autorizado, mesmo quando selecionamos quem pode ver. É uma simples falha que precisa ser consertada.

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  • 31/05/2010 - 18:16
    Enviado por: curtis

    que, deve ser obrigatório o usuário controlar suas informações e com isso decidir para quem elas estão visíveis, em quaisquer redes. mas, também, se você não concorda com os termos do serviço, não vejo outra solução a não ser bater o pé contra, sair ou nem fazer parte. na minha opinião, não se pode deixar que as informações se tornem públicas sem autorização, ou então, como as mudanças no Facebook, que os usuários não perceberam no momento que foram feitas. caso contrário, sinto que somos observados por todos cantos, sem realmente desejar tamanha exposição, falando desde a política até onde mais nos expressamos e nos organizamos. talvez, no futuro, nossos limites do que é público e do que é privado até poderão ser mais flexíveis, se as pessoas se importarem menos com isso. só que, por agora, me oponho completamente a uma rede que diminui a privacidade, e sem que eu saiba abre portas para que usem meus dados para algo que não concordo, algo que não nem sei ao certo o que é ou que venha ainda a me prejudicar.

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